[Música] Então vão ter dois impérios aí coexistindo a gente vai estudar basicamente esse Império ocidental que a partir do século 9 vai ser Praticamente todo feudal Então veja não é de uma hora para outra que o império romano acaba e rapidinho todo mundo já vive em feudos e o modo de produção é feudal isso demora leva certo tempo do século V ao século 9 por exemplo vai ser a fase de transição até chegarmos de fato ao feudalismo no império ocidental e por que Professor Nós estudamos basicamente o império ocidental porque a nossa história é greco-romana
percebam em política não é diferente começa tudo lá com os gregos Roma conquista a Grécia espalha a cultura grega pelo mundo todo Quando eu digo pelo mundo todo é porque o mundo conhecido até então era a Europa As Américas não haviam sido descobertas no oriente você tinha civilização incríveis mas que impactaram um pouco na nossa história essa Europa esse Império ocidental que mais tarde vai se dividir em diversos reinos germânicos Anglo saxões e Península Ibérica Península Itálica esses diversos reinos vão formar os países os estados nação que depois serão responsáveis por invadir As Américas e
trazer para cá a cultura europeia e que cultura foi trazida a cultura greco-romana a filosofia greco-romana a política pensada na Grécia em Roma o código de leis Roman então nós somos basicamente cultura greco-romana por isso que nós iremos estudar basicamente esse Império ocidental e a política que foi desenvolvida Nele quem está no centro do Poder basicamente a igreja católica O mundo é feudal e nós veremos essas características agora a partir do feudalismo já expliquei que todo mundo foi pra zona rural e formou os feudos os feudos são unidades agrárias isoladas umas das outras E o
que mais marca fora o sistema de produção uma fase da história é a religião religião diz muito da cultura de um povo diz muito da vivência de um povo e no caso da idade média você vai ter a consolidação a expansão do cristianismo o cristianismo surge na Idade Antiga ainda em Roma vai ser oficializado como religião Romana aí Vale lembrar de Teodósio de Constantino imperadores de Roma e toda essa história do cristianismo é extremamente importante porque em D momento se confunde a história do cristianismo com a história da idade média beleza não esqueçam isso não
então vai ter A Ascensão do cristianismo o que leva-nos a terceira característica poder descentralizado da Igreja Católica que é a instituição que passa a representar essa religião o teocentrismo ora se o poder tá com a igreja o poder político logo todo e qualquer discussão filosófica vai ser discussão filosófica que leve a Deus que leve a Teo teocentrismo Deus no centro então Deus está no centro de todos os debates filosóficos todo e qualquer pensamento na Idade Média Deus está no centro Isso vai acontecer nas artes Isso vai acontecer na música na literatura enfim Deus é o
centro do mundo medieval a essa característica nós chamamos de teocentrismo por fim dentro do feudalismo nós temos o sistema de suiran e vassalagem e uma sociedade estamental sociedade estamental é uma sociedade rigidamente estratificada não havia mobilidade social lembre-se na idade média tinha três tipos de pessoas quem orava quem guerreava e quem trabalhava e não havia mobilidade entre essas classes Ok não havia e no poderio no poder político você tem a igreja católica a partir da figura do Papa Pedro Apóstolo Pai dos Apóstolos mas vamos lá para as características principais da filosofia medieval do pensamento medieval
continua aí A Ascensão do cristianismo porque o cristianismo vai influenciar decisivamente no pensamento da idade média nos filósofos da idade média tanto que os dois maiores são santos São bispos da Igreja Católica Agostinho que era Bispo de pona e Tomás de Aquino então Ambos são bispos da igreja vai ter uma influência marcante do cristianismo na filosofia medieval não só diria uma influência como eles se confundem também a filosofia medieval também é chamada de filosofia Cristã porque havia um interesse dos pensadores da idade média em fundament ar as verdades reveladas por Deus que nós veremos lá
embaixo então eles não estavam preocupados com as verdades Racionais com Aonde a razão iria nos levar como nos gregos que a razão governa os homens e logo o bem comum o bem da política basicamente é o conhecimento racional não vai haver um domínio da Fé sobre a razão a fé sobe e a razão Desce a razão tão forte lá entre os gregos vai descer e a fé vai sub então vejamos submissão da razão em detrimento da Fé teocentrismo novamente como característica é uma característica do período histórico e é uma característica do pensamento da idade média
e defesa das verdades reveladas vocês vão perceber ao decorrer da nossa aula que os filósofos da idade média eles estavam comprometidos com as verdades da Fé com as verdades reveladas no que nós chamamos de sagradas escrituras ou Bíblia eles não estavam preocupados no conhecimento verdadeiro no conhecimento racional galera de uma hora para outra vamos voltar um pouquinho lá atrás lembrar que Roma chegou à seguinte conclusão agora todo mundo vai ser cristão e oficializou o cristianismo como religião oficial do império não é enfiando guela abaixo das pessoas a religião que as pessoas vão aceitar é preciso
dar fundamentação que é que os filósofos da idade média vão fazer vão dar fundamentação racional Eles vão usar a razão grega para dar uma sustentação às verdades reveladas para melhor explicar as verdades reveladas na Bíblia na sagrada escritura Esse era o comprometimento dos pensadores da idade média beleza Diferentemente do pensamento político da antiguidade lá com Sócrates Platão e Aristóteles no qual a finalidade do Estado era assegurar o bem comum através da Razão na idade média predominou uma perspectiva negativa do estado não havia um estado na Idade Média quem funcionava com como estado era própria igreja
percebam como é que eu sei que alguém nasceu juridicamente falando a partir do batistério do documento do batismo ou que alguém morreu na Idade Média através dos documentos da Igreja da igreja funcionava como estado não havia um estado o poder era descentralizado então a igreja que passou a ser a maior Instituição da época funcionava como poder político como estado tal como nós conhecemos hoje o Estado Moderno ou como foram nas civilizações antigas no império na República Romana nas monarquias que tiveram nas civilizações da antiguidade Então essa noção de estado na Idade Média que cabia a
igreja né a igreja funcionava como estado tinha como função fazer com que as pessoas seguissem a moral Cristã levar as pessoas para o céu levar as pessoas para as convicções cristãs para seguir o cristianismo então o Estado tinha como função assegurar a ordem Cristã assegurar a virtude ou as virtudes cristãs assim a filosofia política da idade média perpassava pelo ideário Cristão por isso que eu falei que chegasse confundir a filosofia política da idade média acerca do Poder teológico político tinha essas seguintes principais características vejamos as principais características poder é teocrático sempre que verem essa palavra
teocracia significa Deus no poder Cratos vem de cracia cracia significa poder poder de o poder de Deus beleza vejam é diferente do Poder de Deus como era no na civilização egípcia onde o faraó era o próprio Deus era considerado como Deus ali era uma teocracia também um poder de Deus na Idade Média continua tendo uma teocracia Mas quem representa o poder os reis de determinados reinos ou mesmo o Papa eles são representantes do próprio Deus é Deus que institui o poder político e eles devem se seguir os princípios cristãos serem virtuosos e virtuosos naquela época
ou virtude naquela época era seguir os preceitos cristãos o papa e o Imperador são o topo da hierarquia lembrem da figura do César o papismo no início o papa e o Imperador se fundiram eram a mesma pessoa ao passo que Roma vai declinando a igreja vai acendendo e você vai ter só a figura do Papa apartada da figura do César só só o Papa Pedro Apóstolo Pai dos Apóstolos mas até então é César o papismo ele é o topo da cadeia da idade média o rei é a fonte da Lei e da justiça qual é
a lei a que foi revelada por Deus na Bíblia como por exemplo os 10 mandamentos como a vida dos Profetas a própria vida de Jesus as cartas de Paulo que estabelecem algumas diretrizes Essa é a Lei e o rei tem que observar as leis cristãs e tem que difundi-la tem que defendê-las Ok como eu havia falado o rei ou príncipe cristão deve possuir o conjunto das virtudes cristãs ele tem que ser cristão para poder governar até porque é o próprio Deus que o coloca como rei é o próprio Deus que o concede o poder daí
ninguém poder questionar o poder do Rei Por que ninguém pode questionar o poder do rei porque Quem escolheu o rei foi o próprio Deus a comunidade e o rei formam o que na idade média chamou-se de corpo político logicamente o rei Era a cabeça desse corpo né e embaixo estariam o resto os servos Ô professor e o que era esse Rei esse Rei nada mais era pessoal na idade média do que um grande Senhor feudal era um cara que tinha muitas terras A Hierarquia política e social é ordenada por Deus e natural logo ninguém pode
questionar o fato de ter nascido servo uma vez servo sempre servo por quê Porque Deus quis assim bem como Deus que instituiu o rei no poder Então ninguém pode questionar o rei no poder porque foi Deus que escolheu e como eu havia falado anteriormente a justiça é a finalidade da Comunidade Cristã que justiça é essa a justiça os conceitos de ética os conceitos de certo ou errado de Justo ou injusto estabelecidos na Bíblia repito por exemplo os 10 mandamentos passemos agora para ver os dois principais expoentes da filosofia medieval e vamos ver o que cada
um deles falou acerca da política primeiro em Agostinho e depois em Tomás de Aquino Santo Agostinho vamos para a concepção política de Agostinho de pona ou para os católicos Santo Agostinho em seu livro A Cidade de Deus sobre influência de Platão e neoplatonismo ele realiza uma reflexão sobre política defendendo a existência de duas cidades a Cidade de Deus e a cidade terrestre que coexistem lado a lado e assim será até o final dos tempos então para chegar a Deus nós precisamos estar na cidade Celeste almejar a cidade Celeste isso vai definir a política em Agostinho
lembremos que Platão divide a realidade em duas mundo das ideias e mundo dos Sentidos o que ele chamou de mundo das ideias era o mundo perfeito real e verdadeiro Em contrapartida do mundo dos Sentidos é o mundo falso imperfeito Beleza então para Platão os sentidos nos Enganam a única forma da gente alcançar a felicidade o ideal de Justiça ou alcançar uma política que nos leve ao bem comum ao bem comum da sociedade é através da Razão da racionalidade é no mundo das ideias lá existe uma ideia perfeita real e verdadeira Do que é política por
isso que Platão vai é idealizar uma cidade na qual ele teoriza que quem deveria ser o rei Quem deveria reinar eram os filósofos porque são os que TM acesso à razão agustin vai pegar essa teoria de mundo das ideias e mundo dos cientístas vai cristianizar e vai cristianizar também no que se refere à política para Agostinho vai ter a cidade do céu e a cidade terrestre a cidade terrestre é a cidade dos Sentidos Como dizia Platão é a cidade das paixões é a cidade dos instintos dos desejos que devem ser evitados o homem deve buscar
sempre a Cidade de Deus que é essa cidade perfeita real e verdadeira O que é a Cidade de Deus é o céu o local onde nós encontraremos com o criador após a morte então todos os homens devem almejar a de Deus assim ele divide a realidade em duas isso se dá pelo seguinte motivo vejamos isso porque todo indivíduo tem uma dimensão terrena referente à sua história natural a moral às necessidades materiais e diz respeito a tudo que é perecível e temporal e uma outra dimensão Celeste que corresponde à comunidade dos cristãos inspirado no amor de
Deus e que vive na fé cabe então para resumir a Agostinho fazer com que o povo os governados Vão ao Céu isso é dever do governante então o princípio político nem Agostinho é que o governante Siga os princípios cristãos e leve o seu povo conduza o seu povo dirija o seu povo para a cidade Celeste para a dimensão Celeste para a Cidade de Deus para a cidade do alto beleza vamos agora ver Tomás de Aquino que está no final da idade média antes deixa eu registrar que Agostinho pertence à corrente filosófica conhecida como patrística vinda
dos primeiros padres Agostinho tá no início da idade média Tomás de Aquino pertence a outra corrente filosófica da idade média chamada de Escolástica a divinda das escolas patrística dos primeiros padres Escolástica das escolas ou seja já estavam abrindo as Universidades europeias e Tomás ja Aquino tá nesse momento aí já de tentativa de cons a a Fé e a Razão um mundo que já tá sofrendo transformações por conta do renascimento urbano por conta do renascimento comercial então Tomás ja Aquino final da idade média Escolástica patrística com Agostinho no início da idade média Vamos agora para Tomás
ja Aquino o segundo maior expoente da filosofia medieval e vamos ver o que ele falou acerca da política enfim vamos ver a concepção política de Tomás de Aquino que que Aquino falou sobre polí no final da idade média Por volta do século vi os tempos estavam mudados o renascimento comercial e urbano possibilitou o surgimento das Universidades e reavivou os debates políticos filosóficos tal como eu expliquei agora a pouco com a retomada das obras de Aristóteles pelos teólogos já no final da idade média ocorreram um desejo em distinguir a Cidade de Deus a igreja da Cidade
dos Homens A Comunidade política a primeira sendo instituída pelo próprio Deus e a segunda fundada pela natureza que fez do homem um ser racional e um animal político Olha aí Aristóteles aparecendo defendi a harmonia da Cidade dos Homens com a Cidade de Deus as instituições políticas deveriam ser consideradas humanas instituídas por leis naturais porém Olha a ressalva aí tratando-se da idade média são instituições políticas derivadas da Lei Divina já em Tomás de Aquino como nós estamos no final da idade média por exemplo você vai ter o renascimento com Maquiavel e vai ter a separação da
religião da política com o livro do Príncipe mas isso a gente fala no vídeo da modernidade então Tomás dequino tá nesse momento de final da idade média onde o mundo tá sofrendo uma transformação e tá vendo uma tentativa de conciliar a Fé e a Razão a tentativa aqui é manter o poder da Igreja frente às instituições políticas por qu já está existindo um burburinho já tá existindo um pensamento que tá virando majoritário de que a política é de natureza humana não de natureza Divina já não aceitam mais a divisão do mundo em dois como o
mundo das ideias e mundo dos Sentidos de Platão que foi cristianizado por Agostinho agora mais não e o que é que Aquino faz Aquino começa ler Aristóteles Aristóteles era um livro proibido só que Tomás dequino é bispo pode ler Aristóteles e Aristóteles lembremos ele discordou do seu mestre se Platão dividiu a realidade em duas para explicá-la Aristóteles di de forma umaa mesmo sendo discípulo de Platão ele rompe com o seu mestre e diz nós precisamos explicar a realidade neste mundo nesta realidade prática nada de dividir realidade em duas isso é Aristóteles vai lá na nossa
aula no YouTube de filosofia antiga as principais características da filosofia antiga que você vai entender isso direitinho e tem aula só sobre Platão tem aula só sobre Aristóteles e vai ajudar muito a você compreender essa aula do nosso curso filosofia polí na Idade Média Ok então voltando para Tomás de Aquino Tomás de Aquino começa a ler Aristóteles e vai se distanciando de Agostinho numa tentativa de que sim aceitar que as instituições políticas são naturais chamei atenção quando tava lendo o texto que falou que o homem é um animal político isso é de Aristóteles então foi
Tomás ja Aquino cristianizar A Teoria de Aristóteles que passa a entender política como algo da natureza humana como algo desta realidade apartada de uma outra realidade Divina de de uma dimensão divina ou de uma cidade Celeste O que é de Deus é de Deus o que é dos homens é são é dos Homens o que é do alto é do alto o que é da terra da terra e a política pertence à natureza humana não é pertencente à natureza Divina o homem é um animal político já dizia Aristóteles e Tomás de Aquino dá uma reinterpretação
e traz de volta esse debate Então qual é a política em Tomás de Aquino é até aceitar que a política é de natureza humana As instituições são de natureza humana porém diferente de Maquiavel que lá na frente vai romper a política da religião política é uma coisa religião é outra política não tem nada a ver com religião Tomás dequino Vai dizer que não olhe nós reconhecemos a natureza humana das instituições políticas contudo são instituições políticas derivadas da Lei Divina que estão abaixo da Lei Divina é uma tentativa Clara de manter o poder político da igreja
que tá ruindo E é uma tentativa de manter a lei Divina Acima da Lei dos homens e de continuar religião e política estando entrelaçada mas percebam que já há um grande avanço em reconhecer que a política tem natureza humana em Tomás de Aquino da escolástico só para fixarmos Vamos ler mais um slide sobre Tomás ja Aquino Tomás ja Aquino cristianizou a filosofia de Aristóteles a concepção tomista caracteriza-se por ter realizado a grande síntese do aristotelismo e As Verdades teológicas da fé cristã segundo Aquino o estado conduz o homem até certo ponto a partir de Então
faz necessário o poder da igreja que é superior a do Estado Cabe à igreja cuidar do destino Sobrenatural dos indivíduos como eu falei há uma tentativa de conciliação da Fé com a razão há uma tentativa de manutenção do Poder da igreja do poder político há uma tentativa de dizer o seguinte Olha nós até reconhecemos que as instituições políticas têm natureza humana contudo Elas têm que estar submetidas ao poder da igreja que é o poder majoritário que é o poder principal porque é um poder que emana do próprio Deus beleza os próximos pensadores que veremos agora
são os renascentistas que vão romper com esse mundo medieval e vão criar novas perspectivas sobre política e o grande nome eu já falei aqui já dei spoiler é Maquiavel Nicolau Maquiavel com o seu livro príncipe só veremos Maquiavel de forma nenhuma no nosso curso a gente vai ver os contratualistas russ sou John eh John Lock Robin os contratualistas os iluministas enfim não deixa de assistir a nossa próxima aula que aí sim o bicho pega para capar São filósofos muito mais atuais que vão tentar definir por exemplo a origem do Estado a necessidade do Estado por
temos estado qual é a natureza do estado e veremos na próxima aula continue no curso boa aula de filosofia política da idade [Música] moderna