é um estudo fascinante é um uma leitura muito agradável eh confesso que não não é um um tema muito fácil de perpassar de de transmitir Mas se a gente construir a ideia de que o Delírio tem a ver com esses devaneios transita pelas fantasias que a partir das Fantasias a gente projeta muito esse lugar da identificação com o outro e o quanto essa identificação esse delírio narcis tem muito mais a ver com a imagem que a gente busca da gente mesmo no outro do que necessariamente o outro isso tornaria eh a nossa discussão aqui muito
mais simples e nos permitiria entender também porque tantas vezes nós nos vemos frustrados de não encontrar nesse outro essa identificação plena completa porque é possível que esse outro também traga todas as suas idealizações todas as suas internalizações e identificações que o difere totalmente daquilo que eu busco em relação a esse outro ideal Então são são temas interessantes eu achei que que seria muito oportuno trazer pra gente discutir um uma outra perspectiva do narcisismo falar sobre esses delírios narcísicos entendendo o quanto muitas vezes a gente tá nesse lugar de fantasiar um outro fantasiar esse outro espelhado
esse outro idêntico esse outro que que me que não me é infamiliar que me é minimamente aceitável com o qual eu consigo estabelecer essas identificações porque aí sim eu estaria falando de uma questão pulsional libidinal de satisfação Porque de alguma forma É como se eu só pudesse encontrar felicidade ou satisfação se eu encontrar no meu outro outro que me é idêntico que me é igual então é um tema fascinante pessoal então quem nunca fantasiou quem nunca eh criou essa coisa do do do do desejo de querer encontrar no outro essa outra metade esse outro igual
e isso faz muito parte desse movimento que tem a ver com a nossa própria construção fantasía com o nosso Delírio narcísico dessa identificação com outro e dessa busca desse amor objetal Então olha que interessante né eu achei que foi até necessário eh percorrer algum caminhos a gente trazer algumas alusões iniciais sobre essa diferenciação que se faz na psicanálise do narcisismo que tem a ver com essa esse essa personalidade com essa construção da subjetividade com essa internalização das vozes parentais com a construção dessa Instância psíquica que nós eh estudamos na psicanálise denominamos como superu superg e
que de alguma forma a gente vai construindo todo um simbólico em torno desse outro idealizado esse outro imaginado e é por isso que a gente fala de Delírio Narciso o Delírio toca nesse aspecto essa essa ideia que nós construímos de que realmente é possível estar com esse outro idealizado que é possível estar com esse outro com o qual eu tenha essa identificação 100% Então eu acho que tem pontos interessantes nessa leitura Recomendo a todos tá eh realmente eh eh e é uma leitura agradável ao mesmo tempo uma leitura que nos permite eh um outro olhar
sobre o narcisismo dentro da psicanálise uma outra percepção sobre essas identificações que nós estabelecemos com esse outro essas buscas do objeto de amor porque sempre que a gente fala em narcisista dentro de um do do do do termo popular a gente de alguma forma fala de uma pessoa que não consegue amar outra pessoa que não seja ela mesma na verdade às vezes ela é capaz de amar outra pessoa que seja ela mesma desde que essa outra pessoa seja a sua imagem e semelhança então é disso que se trata o Delírio narcis quando esse outro de
alguma forma me representa Quando eu olho para esse outro e eu sou capaz de me ver nesse outro então isso tem a ver com Os Delírios narcísicos isso tem muito a ver como de alguma forma Quando eu olho para esse outro eu olho para mim mesmo e quando eu olho para mim mesmo de alguma forma eu falo sobre o renascimento dessas figuras parentais desses primeiros objetos de amor que hoje estão internalizados instaurados na minha esse então é uma reflexão muito interessante porque dentro da Perspectiva da psicanálise nem sempre falar de um sujeito narcísico significa daquele
que só é capaz de amar a si mesmo às vezes ele é sim capaz de amar o outro ele transfere para esse outro toda a sua energia ludin ele passa por esse processo de esvaziamento mas porque de alguma forma ele se identifica com esse outro porque de alguma forma ele projeta nesse outro parte desse mundo interno ele transfere para esse outro parte desse mundo que ele construiu e edificou internamente Então realmente é muito agradável falar sobre esse assunto Espero que esteja fazendo muito sentido para vocês espero que de alguma forma essas reflexões alcancem novas perspectivas
ou disperte mais curiosidade para reler para estudar um pouco desse texto freudiano rever essas questões que estão ali nas Entrelinhas dessa leitura desse artigo freudiano tão importante que é né Realmente o o narcisismo eh e eu eu eu diria pessoal eh até pra gente poder pensar também que existe em nós essa tendência de projetar no mundo muito daquilo que nós esperamos desse mundo ou daquilo que a gente também não dá conta em nós mesmos Então esse esse Delírio narcísico me fala muito sobre essa impossibilidade que muitas vezes nós temos de estar bem com a gente
mesmo e de não conseguir assimilar algo que de alguma forma não tem a ver com essas memórias essas lembranças essas recordações desses primeiros objetos de amor porque é esse o caminho que aparentemente a psiquê vai construindo nessa eh estruturação do eu diria assim da da nossa personalidade da das nossas fantasias por aí vai