Certa vez perguntaram ao padre Pio sobre a importância e o valor da Santa Missa, ao que o padre Pio respondeu com toda a sua fé e convicção: "O mundo poderia viver sem a luz do sol, no entanto, jamais poderia viver sem a santa missa". Sou o padre Luciano de Almeida e hoje nós vamos falar sobre a Santa Missa parte por parte, compreendendo cada momento da celebração eucarística. A primeira coisa que nós precisamos compreender, nós somos seres rituais.
Eu tenho certeza que você no seu dia a dia tem os seus ritos próprios da sua vida. Deus lá no Antigo Testamento estabeleceu para o povo um rito, uma forma comum e una de louvá-lo, de oferecer sacrifícios, de elevar a ele as preces e orações. Nós, os cristãos, temos também para nós um rito, onde celebramos o nosso Deus, a sua presença no meio de nós, a paixão, morte e ressurreição de seu filho, nosso senhor Jesus Cristo, que deu a vida para nos salvar e a sua presença real entre nós na santíssima eucaristia.
Então, nós precisamos compreender de cara isso. Somos seres rituais, precisamos de ritos na nossa vida. E também Deus exige de nós uma ritualidade para podermos assim servi-lo melhor e entrarmos em contato com a divindade.
Quando nós compreendemos isso, nós vamos entender que o rito religioso, ele não é um privilégio da Igreja Católica. Todas as religiões têm seus rituais religiosos que são seguidos à risca. Por exemplo, no antigo Egito, quando o sacerdote subia até o altar para oferecer os sacrifícios aos deuses que eles cultuavam, logo atrás do sacerdote estava um servo que repetia constantemente: "Faça o que tens que fazer".
Para que o sacerdote se recordasse. Ele não estava ali servindo a si mesmo, fazendo algo para si mesmo, mas fazendo e oferecendo algo para os seus deuses. Na Santa Missa, o sacerdote é aquele que em nome do povo vai realizar o rito da oferta do pão e do vinho, da alma e da vida de todos a Deus nosso Senhor.
É pelas mãos do sacerdote. E quando nós entendemos que na Santa Missa o céu se faz presente na terra, que o Calvário se materializa espiritualmente sobre o altar, que Cristo de forma incruenta, ou seja, sem o sacrifício físico, morre e ressuscita novamente para nós. Nós compreendemos que toda a ritualística da Santa Missa, ela tem um sentido.
Ela nos conduz ao encontro com o mistério. Agora, como está dividida a Santa Missa? Basicamente em quatro partes: ritos iniciais, liturgia da palavra, liturgia eucarística e ritos finais.
Essa é a estrutura da Santa Missa. Vamos falar agora dos ritos iniciais. Os ritos iniciais compreendem a procissão de entrada com o canto que reúne a assembleia em ação de graças a Deus.
Toda missa deve ser precedida por um canto e uma procissão, indicando a caminhada do povo em direção ao céu. Também lembrando a caminhada do povo no deserto em direção à terra prometida. canto de entrada litúrgico, coerente com a celebração que está sendo realizada, coerente com o mistério que está sendo celebrado.
Eu não posso trazer para o canto de entrada algo que me desconecte do mistério, algo que ao invés de me fazer compenetrar e interiorizar aquilo que estou celebrando, me tirar dali, me levando para o mundo, não algo que me indique um caminho a seguir. Depois de chegada à procissão de entrada ao presbitério, que é o local, o espaço físico onde se encontra o altar, o sacerdote que preside a Eucaristia em nome de Cristo e da Assembleia beijará o altar. Ele faz esse gesto de beijar o altar, porque o altar representa naquele momento o próprio Jesus.
Então o sacerdote beija o Cristo, seu mestre, seu senhor, seu modelo e sua única e verdadeira alegria. O sacerdote inicia a celebração com o sinal da cruz, reunindo em nome de Deus a assembleia, o povo do Senhor. Em seguida se dá o ato penitencial, onde todos se reconhecem pecadores, suplicam o perdão e a misericórdia do Senhor e ao final do ato penitencial recebem a absolvição.
Uma vez recebido o perdão, é hora de louvar e agradecer ao Senhor por todas as graças recebidas e pelo perdão que santificou a nossa alma. Vem então o canto do hino de louvor, onde a igreja exulta na presença do seu Deus, onde ela canta as maravilhas do Senhor e reconhece a Jesus Cristo como seu grande, único e verdadeiro Salvador. Terminado o hino de louvor, a oração da coleta.
Isso mesmo. Oração da coleta, onde o sacerdote vai reunir em suas mãos os pedidos dos fiéis, as intenções para aquela santa missa e vai oferecê-las a Deus. É por isso que o sacerdote vai rezar de braços abertos, tendo as mãos estendidas em direção ao céu, para que aquilo que foi recolhido na oração da coleta seja levado à presença do Senhor pelas mãos do santo anjo ou dos nossos anjos da guarda que estão ali ao nosso lado na Eucaristia.
Concluída a oração da coleta, encerram-se os ritos iniciais. E nós agora partimos para a segunda parte da Santa Missa, que é a liturgia da palavra. A palavra de Deus sempre teve um lugar central na vida do povo de Israel e depois na vida do povo cristão.
Tanto que a igreja conserva até os dias de hoje metade da celebração para o ouvir, o discernir e o aprofundar-se na compreensão da palavra. Deus fala com seu povo através da sua palavra que é proclamada na assembleia e em que o povo está reunido. Na Santa Missa, nós temos quatro leituras bíblicas, sobretudo na missa dominical.
Temos uma primeira leitura retirada do Antigo Testamento, uma segunda leitura que é o salmo, também retirada do Antigo Testamento, uma segunda leitura ou terceira leitura na ordem cronológica do Novo Testamento e um trecho do Santo Evangelho, que é a quarta leitura a ser meditada na palavra. Todos os textos bíblicos apresentados pela igreja na liturgia, sobretudo dominical, estão interligados entre si. Todos eles vão falar ao coração dos fiéis, trazendo a mensagem que o próprio evangelho deseja nos dar.
Terminada a proclamação das leituras, e as leituras não são lidas, [música] são proclamadas, porque são palavra de Deus e não palavra nossa. Terminada a proclamação das leituras, nós temos a homilia ou sermão ou pregação que o sacerdote faz acerca da palavra que foi proposta para aquele domingo. Nessa pregação, o sacerdote vai conduzir o povo a uma explicação e compreensão adequadas daquilo que a igreja compreende acerca da palavra proposta naquele final de semana.
É importante lembrar que a interpretação das leituras bíblicas dentro da Sagrada Escritura, ela não pode seguir aquilo que o pregador acha, mas ela tem que estar ligada diretamente e alicerçada na compreensão que a própria igreja faz daquele texto. Ou seja, o sacerdote é um intérprete da igreja diante do povo no momento da pregação. Terminada a pregação, tendo o povo agora compreendido um pouco mais a palavra do Senhor, é momento de professar a fé de modo muito particular nos domingos.
Ali nós reafirmamos a nossa crença [música] em Jesus, reafirmamos a nossa crença no Pai e no Espírito Santo. Reafirmamos a nossa crença no mistério da Igreja, naquilo que o Senhor, através desse sinal visível da sua presença no meio de nós, que é a sua igreja, realiza no mundo. Uma vez professada a fé, temos agora o momento da apresentação das preces dos fiéis.
Fa ali vários pedidos que demonstram as necessidades específicas ou eh eclesiais para aquele momento. Concluídas as preces da comunidade, a oração da comunidade, o sacerdote ali recolhe todas as orações, agradece, expressa a Deus um louvor, faz um pedido e conclui a liturgia da palavra. Agora nós vamos passar a terceira parte da celebração da Santa Missa, que é a liturgia eucarística.
A liturgia eucarística se inicia com o canto da apresentação das oferendas ou em missas semanais, missas mais breves, com a apresentação dos dons onde o sacerdote em voz alta recita as orações de apresentação. Mas a rigor para as celebrações dominicais sempre se inicia esse momento com um canto. Durante este canto, pode haver uma procissão que vá trazer até o altar as oferendas que serão apresentadas a Deus e que se mudarão pela ação do Espírito Santo em corpo e sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
Aqui é importante compreender que apenas duas coisas são apresentadas ao Senhor para serem transformadas em corpo e sangue de Cristo. Pão e vinho. Qualquer outra coisa que queiram apresentar ao altar de Deus não tem sentido teológico e espiritual, porque somente o pão e o vinho é que serão mudados em corpo e sangue de Cristo.
Podemos fazer na procissão de apresentação das oferendas, o trazer de tantos dons que serão partilhados com os irmãos numa outra oportunidade por uma pastoral específica da comunidade. Podemos, mas não serão conduzidos à mesa do altar, nem entregues ao sacerdote. serão depositados num lugar específico, preparado para eles, fora do presbitério, às mãos do sacerdote e ao altar, somente o pão e o vinho.
Depois de recebidos os dons do pão e do vinho, o sacerdote ou o diácono, se estiver presente, vão preparar a mesa do altar. Abre-se o corporal e o próprio nome já sugere o que é essa peça de tecido. É onde será colocado o corpo do Senhor, onde estará o corpo do Senhor.
Abre-se o corporal, deposita-se sobre ele os cibóreos, que são aqueles recipientes de metal dourado ou prateado, onde se encontram as hóstas que serão consagradas. Coloca-se ali a patena com a grande hóstia que o sacerdote consagrará. e partirá para ser apresentado ao povo.
E também o cálice com um vinho e uma gota d'água. Depois de tudo preparado, missal devidamente colocado ao lado, o sacerdote vai elevar a Deus o pão e o vinho, dizendo o seguinte para cada uma das espécies, para o pão. Bendito sejais, Senhor Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Quando toma o cálice, o sacerdote diz: "Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação. " E depois rez em silêncio, de coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós. E seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido, que vos agrade, Senhor nosso Deus.
Ou seja, que o sacrifício seja perfeitamente oferecido em santidade, estando o sacerdote em estado de graça para recolher a oferta do povo e esta oferta ser transformada pela graça de Deus em corpo, sangue, alma e divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. Se é um domingo, a igreja orienta que se use o incenso. Terminada então essa oração secreta do sacerdote, ele vai incensar as oferendas e todo o altar, culminando com a sua própria incensação feita pelo diácono ou o turiferário e depois a incensação do povo, que também é igreja que celebra.
Assim, concluída essa parte, o sacerdote purificará as mãos e convidará o povo a rezar. Existem várias fórmulas para convidar o povo à oração que precede a apresentação dos dons. Eu, particularmente falando, aprecio muito esta fórmula.
Orai, irmãos e irmãs, para que, levando ao altar as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo- poderoso. Ou a fórmula breve: "Orai, irmãos, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo- poderoso. " Terminado este momento, dá-se a oração de apresentação das oferendas.
inicia-se logo em seguida a oração eucarística, que é toda aquela oração na qual o sacerdote, em nome da comunidade, vai suplicar a Deus que envie o Espírito Santo para transformar pão e vinho em corpo e sangue do Senhor. A oração eucarística começa com o prefácio, que é um grande louvor e ação de graças a Deus e que culmina no canto dos santos, quando todos nós cantamos ou dizemos: Santo, santo, santo, Senhor, Deus do universo, o céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas.
Bendito que vem em nome do Senhor, hosana nas alturas. É um canto onde nós expressamos a viva voz, a nossa fé no único e verdadeiro Deus. Terminado o canto do santo, iniciam-se as intercessões.
E numa dessas intercessões, na chamada epiclese, o sacerdote estende as mãos sobre o cálice com vinho e a patena com a hóstia e os demais cibórireos ali preparados. Suplica sobre eles o dom do Espírito Santo, traça o sinal da cruz, pedindo que se tornem o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Após este momento, o sacerdote vai repetir as palavras que Jesus disse na última ceia.
Toma o pão, mantenho-ho elevado um pouco acima da patena e diz: "Tomai todos e comei. Isto é o meu corpo [música] que será entregue por vós. " Depondo o pão sobre a patena, o pão já consagrado, o corpo de Cristo, o sacerdote faz uma genuflexão, reconhecendo que ali está o seu Deus.
Depois tomou o [música] cálice e diz: "Tomai todos e bebei. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados. Fazi isto em memória de mim".
Ele o ergue de modo que todo o povo veja como fez com a hóstia consagrada, o adora e depois o deposita novamente sobre o altar. Genoflete novamente, reconhecendo que ali sobre o altar está o Senhor Jesus, seu Deus e Salvador. Ao levantar-se o sacerdote, olhando para a comunidade diz: "Mistério da fé!
Apontando para o pão e o vinho consagrados. " E o povo responde uma das três formas presentes ali eh no missal romano. Depois disso, seguem-se as intercessões, onde se pede pela igreja, onde se pede pelos mortos, onde se pede pelos vivos, onde se recorda a intercessão dos santos, onde todo o povo de Deus é lembrado de modo a ser colocado ali também no altar do Senhor.
A oração eucarística é concluída com a doxologia. Padre, o que é isso? Por Cristo, com Cristo, em Cristo.
A vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória por todos os séculos dos séculos. Amém. Concluída então a doxologia, nós iremos para a oração do Pai Nosso.
O sacerdote convida toda a comunidade a rezar consigo a oração do Pai Nosso, que pode ser vivida de dois modos, ou com as mãos colocadas em forma de oração ou de mãos erguidas, como é aprovado também pela Conferência Episcopal aqui no Brasil. Ambas as formas estão corretas. Ao final do Pai Nosso, dentro da Santa Missa, não se diz amém.
O amém nós dizemos quando estamos rezando o Pai Nosso na oração do terço ou no momento de oração em família, noutro momento de oração na vida comunitária, mas na Santa Missa não há o amém ao final do Pai Nosso. Após a oração do Pai Nosso, segue-se o rito da paz. O sacerdote reza a oração pela paz, reza sozinho.
O povo não acompanha a oração pela paz. E o sacerdote, ao final, ele ou o diácono, mandam que o povo se cumprimente com o gesto da paz. Aqui nós precisamos prestar atenção em algo que é costumeiro nas nossas celebrações.
O momento da paz se torna uma festa, não é uma festa. Você se vira para um lado, se vira pro outro, cumprimenta, cumprimenta a pessoa desejando a paz com toda descrição. Por quê?
Porque nós já estamos diante da presença de Deus. Nós já estamos para receber o corpo e o sangue do Senhor. Então, tem que ser um momento comedido, íntimo, não aquela algazarra que às vezes a gente percebe nesse momento tão importante e que faz parte do rito da Santa Missa.
Terminada a oração pela paz, a saudação da paz, vem a fração do pão. O sacerdote parte um pedaço da hóstia, coloca junto ao vinho e diz: "Esta união do corpo e do sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, nos sirva para a vida eterna". Amém.
Uma oração silenciosa chamada oração secreta. Depois disso, o sacerdote apresenta a hóstia consagrada ao povo. Prestem atenção, somente a hóstia.
E usando uma das muitas fórmulas que o missal romano prevê, ele diz: "Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. " Nós, como aquele centurião romano, aclamamos este momento dizendo: "Senhor, eu não sou digno de que entres em [música] minha casa, mas dizei uma palavra e eu serei salvo". Após este momento da fração do pão, se dá o momento da comunhão.
O primeiro a comungar é sempre o sacerdote, seguindo o diácono, se estiver presente, depois os ministros extraordinários, seminaristas, acólitos, enfim, aqueles que compõem a equipe de celebração litúrgica no presbitério. Em seguida, se dá comunhão ao povo. Na medida em que cada um recebe a Eucaristia, cada um volta para o seu lugar e faz a sua ação de graças.
Naquele vídeo anterior sobre a Santa Missa, nós falávamos sobre isso, de joelho, sentado, como você queira. O importante é que você faça a sua ação de graças. O rito da comunhão, ele é concluído com a oração pós-comunhão, onde o sacerdote, em nome da comunidade agradece a Deus pelo alimento recebido e suplica que Deus continue mantendo o seu povo firme na busca desse alimento.
Terminada a liturgia eucarística, terceira parte da Santa Missa, nós entramos então na última parte, a quarta parte da celebração, que são os ritos finais. Tem gente que acha que os avisos paroquiais fazem parte do rito da Santa Missa. Eles não fazem.
Terminada então a oração do pós comunhão, o sacerdote ou o diácono convidam o povo para que se incline ou para que se coloque de joelho e imparte sobre o povo a bênção final. Após a bênção final, o sacerdote ou o diácono na presença dele enviam o povo em missão. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Este é o rito da Santa Missa, completamente explicado para nós. Nós devemos ter em mente o seguinte: a Santa Missa, ela é baseada, ela é fundada sobre uma refeição cerimonial que os cristãos faziam nos primeiros séculos. Essa refeição cerimonial tem suas bases na refeição cerimonial do Shabat.
O sabato que os judeus realizam todos os sábados, onde partilham das ervas amargas, do cordeiro, do vinho, onde relembram a sua saída do Egito. Nós também iniciamos a celebração eucarística numa refeição. Concluído então o rito da Santa Missa.
Tendo te explicado parte por parte deste grande momento de encontro do povo com Deus, eu gostaria de te fazer recordar o seguinte. A liturgia da santa missa, a santa missa em, ela está fundada numa refeição ritual que tanto judeus quanto cristãos faziam nos primeiros séculos do cristianismo. Mas antes de falar sobre isso, eu quero te fazer um convite.
A MBC está lançando o aplicativo Capela, um aplicativo de orações, de novenas, um aplicativo de espiritualidade que vai te ajudar no seu encontro diário com Cristo. O link nós vamos deixar aqui do lado. Você acesse para conhecer essa novidade da minha biblioteca católica.
Voltando para o nosso tema, como eu dizia, a Santa Missa está alicerçada numa refeição ritual. Os judeus têm uma refeição ritual chamada Shabat, onde eles recordam as maravilhas de Deus que os tirou do Egito e lhes deu a terra prometida. E os cristãos, os judeus cristãos, os primeiros cristãos, seguiram esse modelo de celebração ao redor de uma mesa.
Nós ainda seguimos este mesmo esquema? Seguimos. A celebração da Eucaristia acontece diante de uma mesa.
Nas grandes basílicas, como por exemplo Aparecida, nós estamos todos ao redor da mesa que está no centro. Nesta mesa estão ali os utensílios que são necessários para a refeição. A patena, que é um prato, o cálice, que é uma taça, um copo.
Depois da eucaristia consumida, depois da refeição numa ceia normal consumida, o que se faz? se lava a louça. É a purificação que o diácono ou o sacerdote ao final do rito da comunhão, fazem com a patena e o cálice.
Se você compreende isso, você vai entender que a Santa Missa já é uma antecipação do banquete escatológico que nós viveremos com Cristo na eternidade, onde ele mesmo nos disse que ele, o Senhor e seus anjos nos servirão. Por que esperar a eternidade se eu já posso aqui na terra participar das coisas que prenunciam o [música] céu? Por que esperar o vinho da eternidade se aqui na terra o sangue do Senhor é o meu verdadeiro vinho, a minha verdadeira bebida?
Por que tentar matar a fome com as coisas do mundo ou ficar aguardando a eternidade se o pão da vida eterna já está no meio de nós? M.