e o podcast do ppglm é uma iniciativa dos estudantes e professores do programa de pós-graduação lógica e metafísica da universidade federal do rio de janeiro seu objetivo é tornar acessível as pesquisas acadêmicas em filosofia ele tem três modalidades uma primeira dedicada à história da filosofia com disposições introdutórias sobre temas e autores uma segunda que discutirá artigos de professores e alunos mais concentrado em um debate específico e por fim uma terceira na qual professores serão entrevistados a respeito de suas trajetórias de pesquisa e e aí o olá eu sou maria espírito santo possa autor ana no
programa de pós-graduação em lógica e metafísica da universidade federal do rio de janeiro é com prazer que damos início a esta série de podcast do ppglm em que vamos apresentar de modo introdutório alguns clássicos da tradição filosófica hoje é sobre campo que vamos falar antes convidar algumas informações sobre minha formação como pesquisadora da obra de campo em particular de seus escritos sobre filosofia moral minha formação em filosofia se deve em grande parte à universidade federal do rio grande do sul em porto alegre ela consegue graduação mestrado e doutorado com o estágio de pesquisa na new
york university nos estados unidos depois fiz um pós-doutorado na universidade de são paulo com estágio de pesquisa incluindo tom e um pós-doutorado na indiana elevar-se embrulho então também nos estados unidos e agora estou curando um seminário sobre a filosofia moral dica no programa de lógica metafísica da ufrj desde o mestrado essa é a minha hora de pesquisa é sobre isso que vamos tratar neste para casa o século 18 ele nasceu em vinte e dois de abril de 1724 na cidade portuária de cães berg no mar báltico na prússia oriental hoje querem sber se chama kaliningrado
e pertence a rússia quando morreu em doze de fevereiro de 1804 com quase 80 anos sem nunca ter se distanciado mais que 50 km de sua cidade natal que fora capital da prússia e era importante na época e há muitas anedotas sobre a vida de cada uma das mais conhecidas é sobre a pontualidade de seus passeios diários o que permite aos moradores de que nesse mercado estar seus relógios quando canto já idoso saía de casa é fato que ele nunca se casou segundo ele por falta de condições financeiras embora duas vezes tem aposentados e se
casar também é fato que quando jovem ganhava algum dinheiro jogando bilhar antes de conseguir lecionar na universidade de carne branca a cantora muito sociável e gostava de receber os amigos nas refeições não gostando a mesa em menos de 3 que é o número das graças animais que 9 o número das moças umas kant destaca não por sua vida e sim por sua obra para quem lê inglês e se interessa por uma boa biografia de campo bem documentada e te dar um panorama de seus escritos a indicada é a de mão free cum publicada em 2002
pela kennedy e quando foi o primeiro grande filósofo da era moderna a ser professor universitário de filosofia ele começou a lecionar na universidade em 1755 como livre-docente o que na época significava não ter salário fixo ele depende do pagamento dos alunos por isso se nova aquilo que eles criam aprender lógica metafísica ética direito atropologia teologia física química geografia pedagogia além de questões práticas como fortificação militar e pirotecnia foi apenas aos 46 anos em 1770 que campos foi nomeado para o cargo de professor passa variados e lógica e metafísica na universidade de québec cuja nomeação o
obrigou a redigir uma dissertação que seria relevante para sua obra para senhora é a chamada de separação de 1770 cujo tipo é forma e princípios do mundo sensível e do mundo inteligível escrita em latim conforme as exigências acadêmicas da época a pergunta que você histórico o século de campos é o chamado século das luzes a era do iluminismo época do esclarecimento sua vida conhecido como o reinado de dois representantes da monarquia estrada frederico guilherme primeiro o rei sargento e frederico segundo o grande ao final av sua vida a situação política mudou e kant teve de
enfrentar as investidas anti iluministas de frederico guilherme segundo o sucessor de frederico o grande é uma das consequências dessa fase de obscurantismo foi a censura de alguns de seus escritos como seus ensaios sobre a religião além disso o rei ameaça o portal aposentadoria de canto e naquela época pouquíssimos professores recebiam aposentadoria e isso apesar de cantos já contar com o reconhecimento público e está consagrado como autor das três críticas à crítica da razão pura a crítica da razão prática ea crítica da faculdade do juízo o século 18 é para kant a época da crítica no
ensaio o que é o esclarecimento ele identifica no lema ousar e saber tenha coragem de serviço de teu próprio entendimento isto é sem tutela sem a condição de outrem o lema da época e talvez cante seja o maior exponente do espírito do iluminismo na medida em que todo o poder instituído religioso jurídico e político deve legítima arte deve justificar se deve ser submetido a crítica ao crivo da razão nenhum poder tem direito de portar se a crítica nem mesmo o poder da razão compartilhado por todos os seres humanos mas a crítica que tem uns refere
não consiste numa crítica de livros e de sistemas não consiste uma crítica dos autores a tradição filosófica ela consiste em uma crítica do poder da razão em geral com respeito ao seu uso puro ao uso da razão por si só independente de toda experiência esse é o projeto da crítica da razão pura um dos escritos perenes a tradição filosófica e ela consiste uma crítica da razão pela própria razão por isso a crítica da razão não é uma teoria sobre este ou aquele objeto numa doutrina entre outras doutrinas seu discurso não se confunde com o discurso
científico que é um discurso sobre objetos dados a crítica da razão é antes uma meta teoria um discurso sobre as condições de significação do pensamento filosófico essa crítica da razão pela própria razão seu caráter meta teórico nos leva a perguntar o que justifica a razão que ela seja não apenas o objeto da crítica mas também o sujeito dela que direito tem a razão de criticar tudo poder inclusive seu próprio poder porque no tribunal instalado com a crítica da razão pura a razão pode ser de uma só vez a ré a promotora ea juíza de cinema
e esse direito da razão de julgar a si mesma que o fundamenta na lógica formal já estabelecida por aristóteles no século 4 antes de queijo cristo isso porque a lógica formal justamente por abstrair de todo o conteúdo do pensamento o que permite a recepção da razão sobre suas próprias leis sobre as leis o pensamento essa transparência dá razão a si mesma é o que justifica uma crítica do poder da razão não a partir de fatos não a partir da experiência não a partir da história mas a partir de si mesma essa autocrítica da razão se
fundamenta portanto na lógica formal como ciência que tem por objeto as relações de inferência válida entre as proposições tal como verificamos por exemplo em um silogismo todo o mp tudo é se é m logo todo sp mas o conceito lógico de razão é o fundamento da crítica da razão qual é a finalidade de uma autocrítica e de maneira bastante direta a finalidade da crítica da razão a si mesma é determinar as fontes a extensão e os limites de seus usos teórico e prático uso prático da razão é aquele que diz respeito ao nosso fazer o
uso teórico da razão aquele que diz respeito ao nosso saber a obra de campo pode ser dividido em dois grandes períodos pré crítico e crítico o primeiro compreende os textos publicados antes da crítica da razão pura cuja primeira edição é de 1781 o segundo compreende os textos publicados a partir dela e que inclui a crítica da razão prática de 1788 ea crítica da faculdade do juízo de 1790 a segunda edição da crítica da razão pura publicado em 1787 conta com algumas alterações expressivas e alguns capítulos e por isso é costume referir seu texto nas duas
versões as três críticas de tanto são seu legado o principal a posteridade é a questão mais geral da crítica da razão pura é sobre o estatuto epistemológico sobre a condição científica ou não da filosofia em comparação com a matemática ea física transformou essa questão no final do século 18 depois do desenvolvimento da ciência moderna quando a matemática ea física próxima ser consideradas modelo de cientificidade a matemática comprova desde os antigos em particular desde os gregos a legitimidade do uso puro da razão isso é a legitimidade tusa da razão anterior a experiência e independente da experiência
o paradigma é a geometria euclidiana e a física por sua vez comprova desde os modernos a legitimidade do uso a priori da razão anterior e crença embora dependente dessa mesma experiência o paradigma é física e italiana é a questão de canto é saber se o uso puro e o uso a priori da razão legítimos na ciência são também legítimos na filosofia por isso é objeto da crítica da razão pura determinar as condições de significação do discurso filosófico um discurso que faz uso de conceitos não de figuras ou de formas matemáticas como a geometria ea física
a dúvida de canto essa filosofia permanecendo no discurso que sempre deve relacionar conceitos pode ir além deles e fazer referência a coisas mediante tais conceitos como fazem a matemática ea física qual a diferença de alguns filósofos do século 17 como hipnose de para câncer recusa a transpor para o âmbito da filosofia o método da matemática como se essa operação pudesse levar a filosofia a condição científica por excelência não faz sentido para cães pretender provar a liberdade humana da maneira como os geômetras provam seus teoremas como são métodos da filosofia e o método da matemática pudessem
ser um só é a ideia de um método universal extraído das demonstrações geométricas e válido para todas as ciências independentemente de seus objectos em admissível para casa pensar filosoficamente é segundo campo relacionar conceitos e juízos por isso a questão da crítica da razão pura é apresentada na forma desta pergunta como são possíveis juízos sintéticos a priori em outras palavras como é possível pensar não apenas de maneira necessária e universal mas de maneira que nosso pensamento tem um acréscimo de conteúdo mesmo que nosso pensamento seja anterior a experiência e para que nosso pensamento tenha em primeiro
lugar caráter necessário e validade universal é preciso que o fundamento da relação entre os conceitos nos juízos seja anterior a experiência isso porque a experiência só nos proporcionam a contingência e não necessidade ela fala pro funciona de generalidade e não universalidade contudo além de serem a priori os juízos filosóficos devem também ser sintéticos se a filosofia deve alcançar um estatuto epistemológico análogo ao da matemática e da física e assim para que nosso pensamento tenha em segundo lugar acréscimo de conteúdo o fundamento da relação entre os conceitos deve se encontrar além dos próprios conceitos relacionados nos
juízes nos juízos sintéticos o fundamento da relação entre os conceitos se encontram na intuição uma espécie de representação que é sensível e não intelectual é dessa forma por esta relação dos conceitos com a intuição que o discurso filosófico pode ganhar significação para além de si mesmo e fazer referência coisa acrescentando conteúdo nosso pensamento pois é pela intuição que representamos tudo que é determinável no espaço e no tempo e a suspeita que paira sobre a filosofia é de que ela seja capaz não de juízos sintéticos mas apenas de juízos analíticos aqueles que não acrescentam conteúdo nosso
apartamento apesar da área de ter em caráter necessário e validade universal é o que canta observa por exemplo na chamada prova ontológica da existência de deus suponhamos que eu também por fundamento a prova da existência de deus o conceito de um ser realismo a ideia de um ser absolutamente perfeito hora se divirta se admita o que deus é um ser absolutamente perfeito então é necessário concluir que existe ao menos estou incorre em contradição é impossível concluir que deus não existe pois isso seria negar o conceito de um ser realismo atribuindo a deus uma imperfeição a
não existência é o que eu te conhece nessa prova o caráter necessário ea validade universal do juízo pioli deus existe e o problema porém é que esse juízo embora a priori não é sintética é analítico pois basta analisar o conceito o sujeito deus definido como ser realismo para demonstrar o predicado das essência o fundamento da relação entre os conceitos no juízo nos levam intuição pela qual representamos tudo que é determinável no espaço e no tempo é uma vez determinada então as condições de possibilidade dos juízos sintéticos a priori trata-se de saber se eles são possíveis
ou não na filosofia essa é segundo campo a questão da época essa é a questão que deve determinar o destino da filosofia decidindo sua possibilidade ou impossibilidade o juízos sintéticos a priori que se verificam na matemática na física tem validade universal e caráter necessário além de apresentar em conteúdo ao nosso pensamento é possível pensar dessa mesma maneira não encontro demonstramos um teorema geométrico mas quando discorremos por exemplo sobre a liberdade humana ou na filosofia são possíveis apenas juízos analíticos juízos que tem validade universal e caráter necessário mas nada acrescentam ao conteúdo de nosso pensamento em
minas gerais a resposta de campo sobre a possibilidade de juízos sintéticos a priori na filosofia é dado em dois passos na crítica da razão pura no primeiro passo afirmativo juízos sintéticos a priori são possíveis sobre aquilo que é sensível isto é sobre seres que representamos mediante a sensibilidade lhe seres que podem ser dados no espaço e no tempo no segundo passo negativo juízos sintéticos a priori não são possíveis sobre aquilo que é supra-sensível isto é sobre pretensos seres que não podem ser dados no espaço no tempo se ele que representamos não mediante a sensibilidade umas
mediante a razão a resposta de canto em suma e é que juízos sintéticos a priori não são possíveis nos causa da teologia da cosmologia e da psicologia então denominadas metafísicas especiais cujos objetos são respectivamente o ser divino o ser natural e o ser humano e não é possível provar a existência de deus a infinitude ou a finitude do universo nem a imortalidade da alma no mesmo sentido em que se pode provar o teorema de pitágoras ou as leis de newton em contrapartida quando sustenta que juízos sintéticos a priori são possíveis sobre posições bastante restritas no
causa da odontologia então denominada metafísica geral cujo objeto é o ser enquanto ser não antologia tradicional tá com pensar até então mas é ontologia depois de se submeter tida pela crítica da razão e convertida nos termos de cães em uma lógica transcendental a anestesia ou ficando denominar a lógica quando ela deixa de ser formal e considera o conteúdo do pensamento isto é quando ela não abstrai de todo o conteúdo do pensamento para desse modo a refletir sobre sua forma a lógica transcendental na medida em que o pensamento faz referência as condições pelas quais podemos representar
as coisas no espaço e no tempo em minas gerais aí estão traçados a extensão e os limites uso teórico da razão pura o conhecimento de seres sensíveis dados no espaço no tempo é possível o conhecimento de seres suprassensiveis que não podem ser dados no espaço no tempo é impossível é aquilo que não podemos representar mediante a sensibilidade mas apenas mediante a razão não podemos conhecer ocorre que não usa teórico da razão mesmo que não possamos conhecer o supra-sensível ainda podemos pensar o essa possibilidade de pensar o supra-sensível vai se mostrar decisiva segundo campo no uso
prático da razão em relação às ações humanas mais especificamente as ações morais canto também se propõe a determinar a extensão e os limites o uso por o da razão e a moralidade humana pode realizar-se segundo plano na medida em que os seres humanos são seres racionais como sabemos nos séculos 17 e 18 por influência principalmente da reforma e da contra-reforma tem início o movimento filosófico que resulta em uma nova fundamentação da moralidade humana com a época dos aparecimento nos séculos 17 e 18 trata-se de resistir às formas tradicionais de autoridade externa como instâncias que justificam
a obrigação moral as tropas de tropas e de resistir em resumo a ideia de que a obrigação moral consiste na obediência a mandamentos quero os mandamentos de deus e portanto da igreja que era os mandamentos do rei e portanto o estado essa recusa das formas tradicionais de autoridade externa é condição da admissão da racionalidade como única instância de justificativa a obrigação moral a razão como atributo essencial intrínseco ao ser humano que se institui a si mesmo como autoridade interna e é com a introdução do conceito de autonomia que canto promove uma revolução no âmbito da
moralidade canto não é a primeira a tratar desse tema na tradição mas é o primeiro a tomar a obrigação moral como lei auto-imposta em sentido estrito nossas impomos a nós mesmos a obrigação moral segundo canto porque eles lamos livremente é apenas mediante e por causa dessa sintomas de relativa da nossa vontade livre que podemos nos sujeitar a lei moral na estratégia de canto ao introduzir o conceito da autonomia da vontade a obrigação moral não mais se deve apresentar como fardo ao a gente comandado por uma distância externa ele mas vai representar em última instância o
completo desenvolvimento do ser humano como animal racional um resumo canto internalizada a origem da moralidade para mostrar que seres humanos não são podem agir moralmente umas devem fazê-lo na medida em que ela é moral é uma imposição do ser é assim mesmo isso significa que aquilo que é correto ou não fazendo ponto de vista moral independe de condições sócio culturais ou históricas o princípio supremo da moralidade que o ser humano representa como um dever e incondicionado ou nos termos de canto com o imperativo categórico é um princípio originado a priori na razão pura e por
ser um princípio racional ele é universal e necessário isto é tem validade para todos os seres racionais que portanto para os seres humanos na medida em que são racionais em todo caso é preciso enfatizar que a autonomia da vontade e liberdade da vontade são conceitos distintos nos textos de prata autonomia não é o que hoje você compreende todo tempo autonomia é segundo campo alto legislação moral ela só é possível a partir da liberdade da vontade do ser humano como ser racional e esse conceito de autonomia canto toma emprestado dos textos políticos devo só massa e
atribui uma nova secção pode alto legislação da moralidade e diga-se de passagem aqui eu sou é provavelmente filósofo contemporâneo de campos mais admirado por ele a ponto de canto tem seu escritório um retrato devolução e na crítica da razão pura a dupla condição que marca a finitude humana nossa animalidade e nossa racionalidade é objeto de uma estratégia de conciliação entre a necessidade da natureza ea liberdade da vontade o primeiro passo que canto dar no caminho da moralidade é o dar sentido a possibilidade da liberdade só para comparar nilton a natureza é um sistema de leis
que determinam todos os fatos tudo na natureza ocorre segundo regras afirma que a água cauí segundo as leis da gravidade e entre os animais a locomoção também ocorre segundo regras o peixe na água ou pássaro no ar movem-se segundo regras diante dessa concepção mecanicista da natureza que se passa pode haver para liberdade a pergunta é a seguinte se umas ações humanas a exemplo do movimento dos corpos efeitos que necessariamente decorrem de uma causa anterior que seria por sua vez é feito de outra causa anterior e assim por diante ou poderia ver o contrário uma causa
absoluta livre uma causa que não seria efeito ela própria de outra causa anterior a resposta de câncer afirmativa há espaço para a liberdade é pesado como é conhecido na natureza a primeira parte dessa resposta aparece na crítica da razão pura lá ele afirma aqui no mínimo podemos pensar a liberdade da vontade mesmo admitindo a necessidade da natureza a questão é como evitar a contradição de uma ação livre que se efetua em um mundo em que todas são é feito necessário de uma causa anterior de que maneira então duas teses contraditórias uma que afirma a liberdade
da vontade outra que a nega e afirma a necessidade da natureza podem ser consideradas e a estratégia de canto para conciliar essas duas vezes contraditórias consiste em distinguir o âmbito de aplicação de cada uma a necessidade se aplica às relações de causa e efeito na ordem da natureza no mundo sensível a liberdade se aplica às relações de causa e efeito na ordem da razão no mundo inteligível em termos kantianos a necessidade se aplica ao registro dos fenômenos das coisas tais como elas aparecem a liberdade se aplica ao registro dos números das coisas tais como são
em si mesmas independentemente de aparecerem a nossa a coisa corre os termos gregos fenômeno e no menu para estabelecer a distinção entre o sensível eo inteligível o substantivo fenômeno deriva do verbo grego foi nem que significa mostrar aparecer daí kant utiliza aula para se referir aquilo que representamos mediante a sensibilidade aquilo que nos aparece na experiência aquilo que pertence a ordem da natureza já o substantivo número deriva do verbo grego no em que significa pensar entender daí cante utilizá-lo para se referir aquilo que representamos mediante o pensamento aquilo que não nos aparecem na experiência aquilo
que pertence a ordem da razão e na crítica da razão pura a dissensão entre fenômenos e no menos entre os sensíveis e inteligíveis terra segurar de um lado uma representação da relação de causa e efeito segundo a qual toda a causa é necessariamente é feito de uma causa anterior uma térmica exigida pela física de outro lado essa distribuição deve assegurar ao mesmo tempo e sem contradição uma representação da relação de causa e efeito segundo a qual ao menos uma causa a causa absoluta livre na são determinadas pela vontade humana não é efeito de uma causa
anterior uma tese que é exigida pela ética o problema é que minhas ações se realizam no sensível e como tais não há nenhuma garantia de que minha vontade livre seja causa delas a partir do inteligível nem que essa eficácia do inteligível no âmbito do sensível atenda as condições de significação do conceito de causalidade e a distinção entre fenômenos e números permite que possamos pensar a liberdade da vontade sem contradição com a necessidade da natureza mas não garante que possamos agir de falso livremente que a liberdade seja logicamente possível não implica que ela seja realmente possível
é um resumo esse primeiro passo da estratégia de campo para a justificativa da moralidade humana a partir da liberdade da vontade é portanto necessário mas ainda não é suficiente porque hora porque não é muito da crítica da razão pura tudo que ganhamos é a possibilidade de pensar a liberdade da vontade sem contradição com a necessidade da natureza mediante a validade do conceito de causa livre no âmbito inteligível e do conceito de causa não livre no âmbito do sensível é mas que eu possa pensar a liberdade sem contradição isso não significa que eu possa realizá-la em
minhas ações que a liberdade da vontade possa ser pensada não significa que as ações humanas possam realmente ser resultado de uma causa livre ficando precisa portanto dar mais um passo em busca da moralidade hora esse segundo passo ocorre na fundamentação da metafísica dos costumes terço de 1.785 publicado um pouco antes da crítica da razão prática que é de 1788 na fundamentação canta firma aqui embora tudo na natureza produz efeitos segundo mês somente os racional tem o poder de agir segundo a representação de letras em outras palavras somente o ser racional pode julgar em sentido prático
agindo como causa eficiente mediante a representação deles e é claro que a lei que você nossa nossa representa para agir não é a mesma lei que regula as faltas da natureza o que permite que a lei da natureza e além da razão sejam denominadas leis é sua universalidade o vôlei no caso é uma lei em todos os casos ou então não é uma lei que a lei l justifica que um agente nacional pratique uma ação lá nas circunstâncias e então a mesma lei l tem de justificar que todos os agentes nacionais pratique em ação lá
em circunstâncias análogas às do contrário l não é mole da razão é o ser humano não tem escolha diante da lei da natureza por sua vez de acordo com além da razão ao afirmar que somente um ser racional pode ser causa eficiente a partir de suas representações tanto quer dizer que todas são racional depende da adoção por parte do agente de um princípio que o motivo é a ver toda ação racional é portanto espontânea livre e consiste na autodeterminação da vontade por uma lei para que a lei representada seja causa eficiente para que produza efeitos
o a gente precisa não apenas reconhecê-la como lei da razão mas adotá-la espontaneamente com o princípio do ajuru é preciso que o agente queira a lei e portanto que a escolha ao contrário do que ocorre com a lei da natureza em que o ser humano não tem escolha é a característica que distingue o agir racional do mero efetuar não nacional é portanto a espontaneidade do juízo prático como auto determinação da vontade por uma lei apresentada como princípio segundo tanto o juízo prático é o traço distintivo do livre-arbítrio em contraste com o árbitro bruto o sujeito
dotado de arbítrio bruto reagir é uma causa tal como responde a um estímulo o sujeito dotado de livre-arbítrio por sua vez embora motivado por paixões e desejos não reagir a uma causa como responde a um estímulo ao agir por um motivo causado por paixões os desejos o sujeito dotado de livre-arbítrio consentia essa inclinação e representa o motivo como razão suficiente para ver a ideia básica é que não existe agir nacional sem juízo prático e é preciso considerar duas atividades da vontade diferentes entre si no âmbito do agir racional uma atividade que consiste na auto determinação
outra que consiste na alto legislação alto dentro me nação depende da espontaneidade do arbítrio e conseguem ação racional em geral a alto legislação depende da autonomia da vontade e com será um tipo específico de ação nacional a saber ação moral e é aquilo que diz respeito ao poder dos seres racionais de determinar suas ações segundo a representação de uma lei como princípio não é o que kant define como autonomia da vontade não é o que entende por alto legislação é o que ele entende por auto determinação mediante a espontaneidade do árbitro no argumento de canto
é verdadeiro afirmar de um lado que autonomia pressupõe espontaneidade mas é falso afirmar de outro espontaneidade pressupõe autonomia e e a espontaneidade do árbitro é condição necessária mas insuficiente da autonomia da vontade todo agir nacional é espontâneo mas nem todo agir nacional é autônomo de outra maneira todo juízo prático seria um juízo moral agora se todo juízo prático fosse um juízo moral se todas as ações nacionais possuem ações moraes então as ações não moraes fossem elas amorais ou imorais não seriam ações assim nós não seriam ações livres e o a gente não seria responsável por
elas ah mas isso é o oposto do picante 70 e no caso específico do juízo prático-moral o ser humano como ser racional tem que fazer abstração de suas determinações sensíveis de suas condições socioculturais de seus contextos históricos e julgar como ser puramente nacional é somente no uso puro da razão prática que podemos autolegislar a lei moral como poder de autolegislação é o poder por excelência de um ser racional por expressar sua identidade própria ou sua natureza soberana é ao agir moralmente bem que ser humano se mostra um ser racional completo agora como ser humano não
é apenas e tão somente racional manda também sensível ou seja é parte da natureza esse princípio da autonomia que ele próprio se alto em põe ele representa como dever em condicionado como imperativo categórico de ver esse que o ser humano não representa porém como fardo na medida em que ele e impõe assim mesmo quando o audiologista é o resumo também tem que ser humano se considera do ponto de vista da racionalidade ele pode ser causa livre eficiente de ações cujos efeitos aparecem no mundo da sensibilidade é na medida em que ser humano julga tão somente
como ser racional ele pode autolegislar a lei moral e praticar ações que tem sentido essa autonomia é assim que a gente dá sentido à moralidade das ações humanas sem infringir a validade restrita das relações de causa e efeito no âmbito da natureza o ser humano é finito mas tem-se a potência da infinitude como ser que pode agir moralmente em resumo canto mostra no projeto crítico a origem a priori do princípio da moralidade na razão pura e justifica que o ser humano não só pode agir moralmente umas deve fazê-lo na medida em que alto legisla eu
pensei que dá autonomia é uma seres humanos são interesse por essa lei moral autônoma e sua razão não pode explicar aí estão os limites o uso prático da razão pura e para terminar eu gostaria apenas de dizer uma ou duas coisas sobre o progresso moral embora canta bonita que o ser humano como indivíduo possa a todo momento tomar o princípio da moralidade como um motivo que justifica as suas ações em detrimento do princípio tradicional da felicidade o que não implica que o ser humano para agir moralmente bem precisa ser infeliz ele sustenta que o progresso
moral é algo que se verifica apenas na espécie não é na vida de um ser humano individual que se verifica o progresso moral mas é na história da humanidade aqui você pode ser feito a história é onde se verificam as ações humanas é na história que se dá uma realização na espécie humana em direção a emancipação da natureza ea realização da liberdade e no projeto crítico de canto o confuso emaranhado de fenômenos humanos pode ser visto como a realização de um plano oculto da natureza que conhecido como fim da razão por mais que a humanidade
para estas vezes andar em zig zag ela está realizando o fim da razão estão na história mostrar que esses zig zag com evoluções e evoluções é de todo o módulo no progresso 1 e aí