[Música] Bom dia para todos todas todes prazer estar aqui com vocês não imaginava que a sala ia est tão cheia como eu disse o Ricardo no início dia 23 ainda perguntei pro Ricardo Ricardo eu tô indo para aí bem nesse período assim tá quase chegando o Natal será que vai dar certo e ele disse Claro que dá certo pode vir e a gente tá aqui no dia 23 com a sala plena não sei quantos estão no remoto Mas a minha surpresa nem seria o remoto que a gente entra permanece ou não mas presencial quer dizer
que a gente veio até esse lugar para se encontrar e para conversar a gente não tem tanto eu tenho tá falando só acrescentando na formação nesse dados de apresentação eu tenho 30 anos de Universidade Federal do Rio Grande do Sul os últimos deixa eu vou lembrar exatamente os últimos 6 anos como professor titular da área de educação em saúde e então a educação Marca muito a minha presença na pesquisa no ensino eh na área da saúde eu sou um daqueles profissionais que a gente mais ou menos identifica como da saúde coletiva mas eu me identifico
sempre como saúde coletiva e educação a ponto de que eu escrevi eh um artigo tentando mostrar que tem uma área nova se apresenta especialmente a partir dos anos 2000 que é educação e ensino da saúde que faz que é uma área interdisciplinar da saúde coletiv ia com Eh a educação a gente pode dizer que práticas educativas no setor da saúde sempre existiram mas muito na linha do treinamento ou da capacitação aplicada a gente pode dizer que cada vez que uma política de saúde é apresentada quase sempre se diz é preciso treinar as pessoas para adotarem
é preciso treinar as pessoas para aplicarem e esse não é exatamente um conceito da educação é o conceito de treinamento o treinamento ele é na Como Se pudéssemos fazer aí Alguns sinônimos a adestramento né a gente prepara pessoas para fazerem coisas então tem a gente poderia apontar um certo tecnicismo essa ideia de adestramento essa ideia de Treinamento que é quase que dizer não precisa pensar sobre o que faz precisa saber como é como que faz e não precisa recriar o que faz precisa fazer precisamente como foi eh ensinado o que nem sempre é bem sucedido
porque uma característica dos humanos é de renor matizar todas as Normas que a gente aprende é muito difícil que a gente aprenda uma Norma e simplesmente a implemente a gente quando aprende uma Norma a gente renor matiza na hora de fazer e a gente faz do nosso jeito é difícil que a gente faça às vezes se diz inclusive que tem que aplicar a supervisão o monitoramento a supervisão direta que é para ver se a pessoa está fazendo eh corretamente mas o que nos caracteriza é renor matizar eh todo o tempo daria para falar muito só
Sobre isso Mas o que eu pensei em trazer para cá porque eh quando eu tô aqui especialmente no ppg de gestão inovação em saúde mas quando a gente tá nessa área interdisciplinar que traz a saúde mas também traz as tecnologias ou a gente também faz aqui uma juntada muitas vezes da saúde ou gestão da saúde com as engenharias a gente nem sempre tem dentro do nosso público pessoas que são tipicamente da saúde coletiva nem Pessoas que são tipicamente da Saúde São pessoas que vão se aproximando do setor da Saúde chegando no setor da saúde com
os aportes que a saúde demanda mas que vem da tecnologia da engenharia da comunicação outras tantas áreas que são necessárias para um bom trabalho para um trabalho de alcance de repercussão eh populacional ou integral eh na saúde então eu pensei em fazer um percurso que não quero que seja longo fico pensando sempre que eu resumo eu resumo digamos Estrategicamente o que eu penso que com aquele resumo eu consegui falar de maneira abrangente mas tudo que a gente fala em um resumo pode ser bastante alargado se a gente for investigar um pouco melhor o que cada
palavra quer dizer e não é fácil a gente entender tudo que está dentro de algumas palavras se a gente quer de fato que elas digam tudo que aquela área do conhecimento eh produz ou formula eh naquele campo com este exemplo já vou dizer que eu me Aproximei mais recentemente do professor juciano é interessante que a gente tem várias identidades conceituais eh ou de como pensar o tema da informação da comunicação e da e e da educação e a gente consegue dizer bom quando alguém fala informação parece que tem dois pontos tá explicado o que que
é segundo essa vertente segundo aquela outra segundo esse autor segundo aquele outro vai mudando comunicação então nem se fala a gente só para dar um exemplo aqui Para vocês a gente pode falar de comunicação numa vertente por exemplo freiriana né que se deu o trabalho de escrever a diferença entre extensão e comunicação enquanto que para muita gente a palavra comunicação é a extensão ou a transmissão ou a difusão enquanto que pro outro a comunicação é fazer alguma coisa juntos é fazer alguma coisa onde a interação faz parte do processo Isso vai acontecer também com a
educação para muitos a educação é a transmissão Do conhecimento ou a educação é o compartilhamento de informação enquanto que para outros a educação é são os processos desafiadores do pensamento desafiadores do pensamento quer dizer que as pessoas colocam situações e condições para operar um trabalho que na sua formulação são inéditas ou que para ser ter pro grupo que tá fazendo uso daquela eh daquele conhecimento é inédito Ou seja a gente tá arranjando ali eh em ato ou aqui eh agora algumas Vezes a gente diz que não tem nada que seja exatamente inédito porque sempre a
gente está recriando Mas vamos pensar que recriar com uma condição de criação haverá um inédito naquela configuração para aquelas pessoas para aquele grupo a consideração daquele grupo e daquele local no que que há por aprender na educação superior eu já tô falando tudo que fora do que eu disse que era no meu resumo tá eu tô fazendo uma introdução quando eu entrar no meu resumo eu já Gastei uma hora mas eu tô de alguma forma querendo mostrar para vocês que na própria educação quando educação IOR quando a gente diz que os cursos de graduação são
organizados por um currículo e esse currículo é um rol de disciplinas com carga horária a gente diria que ao final de um conjunto de disciplinas com carga horária as pessoas estão habilitadas habilitadas a o quê Porque aquelas disciplinas sequenciais Ou com x carga horária não quer dizer que nós nos apropriamos nem de podemos ter noos apropriados de tudo ou de nada eu quero dizer de nada porque é possível que a gente se prepare para uma prova é possível que a gente se prepare para reproduzir um conhecimento que foi formalizado o que não quer dizer que
ele passa por um processo então de ressignificação e que essa ressignificação é tão atual quanto quem são as pessoas com as quais eu trabalho Então ao dizer que a gente vai para um serviço de saúde que tá agora vamos brincar um pouco aqui que tá lá em Caicó que tá em Mossoró a gente tá falando de cicol emoral aqui antes ou que está lá em Porto Alegre ou que tá lá em São Paulo vou dizer eu terminei o curso eu vou trabalhar em qualquer desses lugares aquilo que eu aprendi na universidade é suficiente não é
suficiente porque a gente não usa as mesmas palavras a gente não come as mesmas coisas a gente não Está sob a mesma temperatura a gente não tem o mesmo acesso à água e ao transporte e Isso muda tudo muda tudo para dizer se aquele diagnóstico faz sentido Porque conforme as explicações que eu tenho de por E como eu adoeço num lugar outras explicações mudam as alternativas terapêuticas mudam não dá pra gente dizer para as pessoas que basta tomar um remédio porque simplesmente elas não tomam Elas preferem conversar com a vizinha Elas Preferem conversar com quem
já viveu aquilo e elas só vão tomar Se isso for validado pela sua comunidade a gente poderia chamar sua comunidade de práticas mas essa comunidade de práticas é social Então se em algum lugar a gente pode dizer prescrevi deu certo em outros lugares prescrevi não deu certo prescrevi Deu certo porque a pessoa obviamente vai tomar do jeito que eu indiquei na frequência que eu indiquei do jeito que eu indiquei e a pessoa não Vai tomar porque primeiro que ela não entendeu exatamente como é que era segundo que ela não acredita exatamente naquilo E ela diz
o médico prescreveu mas eu Primeiro vou tomar um banho de ervas se eu não melhorar talvez eu Tome esse remédio que o médico prescreveu enquanto que o outro sai dali já tomando remédio na mesma hora já vai direto pra farmácia e já começa a tomar são exemplos simples Talvez um pouco estereotipados mas para dizer o quanto Que essa transmissão formal do conhecimento é igual a educação não é para que de de fato seja um processo educativo eu teria que abrir possibilidades de pensamento de revisão de intercruzamento com saberes prévios cruzamento com saberes daqueles com com
os quais eu vou atuar dá pra gente pensar o que que acontece com a crítica que a gente faz com a escola tradicional na escola tradicional o professor ou a professora entraria e encheria o quadro De ideias e todos aprenderam E aí a gente começa perguntar por que que uns aprenderam mesmo e outros não aprenderam nada por que que uns antes de que o ano acabasse já estavam lendo e escrevendo jornais lendo jornais enquanto que outros ainda não conseguiram nem ler a cartilha e não conseguem escrever nem seu nome o que que acontece é que
aquele conhecimento Não serve aquele que é transmitido não serve para todos se ele não for de acordo com a experiência Prévia que cada um tem uma coisa é um aluno que que vem de uma casa cheia de livros e revistas onde todos leem e escrevem e outra coisa é um aluno cuja casa não tem uma prateleira não tem livros não tem revistas as pessoas não escrevem todo dia não tem um computador em casa essa é uma diferença gritante sobre como eu ensino quem tem todos esses esse tipo de recursos e quem não tem o que
não quer dizer diferença na inteligência quer dizer diferença no Modo de lidar com aquela informação ou com aqueles apetrechos ou com aqueles com aquelas bases se eu adequar as bases eu vou descobrir as inteligências que a gente nem sabia que ali que ali estavam porque a gente nem sabia se relacionar com aquelas inteligências mas quanto mais mais um processo inteligente é ativado mais aquela renor matização que eu dizia No começo vai ser atualizada quando vai vai ser ren normatizada sempre mas quanto mais processos Inteligentes eu posso utilizar mais crítica e mais atualização eh eu posso
fazer e nós sabemos como é com a maioria de nós hoje em dia com a tecnologia na mão Ricardo que com celular na mão mas para dizer o que acontece com todos nós a gente tá ouvindo e a gente essa essa ideia me interessa a gente já abre o celular e já tá consultando ao mesmo tempo que a gente tá ouvindo a aula a gente já está Fazendo pesquisa ao mesmo tempo e já tá recortando durante aquela fala aquilo que a gente anotou mas aquilo que a gente baixou enquanto tava ouvindo já baixou eh um
artigo eu não sei como é que é cada um eu tenho eu mesmo no meu celular que eu já envio para mim mesmo que é para eu não ter que procurar de novo depois então eu já envio para mim mesmo que aí eu já tenho lá o link então eu já sei onde achar então eu tenho muita mensagem eu tenho Inclusive eu sou Dois Eu tenho dois eus no meu telefone eu envio coisas diferentes para cada um de mim dentro do meu próprio telefone porque eu vou me enviando coisas diferentes para para mim mesmo então
eu quero e é são mais recursos então quanto mais recursos eu tenho para ldar mais coisas eu coloco em questão tentando faz esse resuminho que eu fiz para fazer um percurso aqui com vocês como o Ricardo disse ali no início na apresentação essas duas palavras educação saúde é Interessante Ricardo o resumo que que tu fizeste aqui eh eu vou tentar terminar a minha fala justamente com isso que o que o Ricardo abriu para ver se fica claro meu percurso Ele termina eh neste ponto quando a gente tem a palavra educação e a palavra saúde isso
a gente podia dizer são dois Campos tem uma aproximação histórica da educação com a saúde a gente pode dizer Desde um tempo em que nós falávamos ou falamos de educação sanitária O que quer dizer que a gente Olha pra população como uma massa a população é indiscriminada a população é todo mundo e a gente faz a educação sanitária daquela tradicional saúde pública o que a gente quer é o controle especialmente das doenças transmissíveis e como a gente quer o controle das doenças transmissíveis a gente faz educação sanitária desejando que a população venha a aderir a
hábitos ou práticas que possam reduzir a transmissão de doença Na história da saúde pública a gente vai se encontrar para falar do Brasil para ficar mais fácil entre nós mas daria para falar do nascimento da epidemiologia ou do nascimento da saúde pública no mundo mas no Brasil a gente tem o nascimento da saúde pública no início do século passado no início do século XX especialmente no em 1900 com a figura emblemática da saúde pública brasileira que é Osvaldo Cruz Osvaldo Cruz implanta a saúde pública no Brasil Até ali não existia Saúde Pública até ali o
que nós temos são práticas populares de saúde práticas ancestrais de saúde e eventualmente práticas eh científicas de saúde espe ente paraa nobreza né paraas pessoas de origem ou de classe social eh mais alta que vão acessar serviços então privados ou tipo do tipo consulta eh no campo da Saúde mas a gente tem as práticas populares as práticas ancestrais que estão eh estão aí mas a Gente começa a ter problemas com as doenças infecciosas com a perda por exemplo de exportação eh de alimentos porque exporta junto eh certos e certas contaminações a gente tem a mesma
coisa também no na área de portos a transmissão de doenças muito de doenças muito relevantes nas casas quando a gente conta a história das casas o Brasil nem é tão forte assim quanto é na Europa mas a presença nas casas de ratos eh ou redores insetos é enorme Até que a Gente tenha construído uma saúde pública que vai regular tudo isso a saúde pública começa a fazer a a distância entre as casas a saúde pública começa a fazer a orientação sobre o que que é um esgotamento sanitário a saúde pública começa a explicar o que
que é uma cozinha que tem que ser longe de um banheiro a saúde pública começa a explicar que não se planta eh hortaliças no mesmo lugar que tem uma latrina e isso tudo a saúde pública vai começar a Informar isso é que a gente chama de educação sanitária tá são esses processos que são coletivos que vão fazendo essas grandes separações do que que é risco e do que que é proteção a palavra é um pouco é essa educação sanitária a educação tendo em vista proteção sanitária eh das populações a crítica a isso é de que
a gente tá lidando com população populações como um todo como uma massa de pessoas e não está singularizando as informações que Chegam para cada grupo social as diferenças entre eh grupos sociais e a gente começa a trabalhar com um outro conceito de educação para a saúde tentando singularizar um pouco então a gente faria uma educação tendo em vista a saúde que não é alguma coisa totalmente de masses mas tendo em vista a saúde o que o que deve ser ensinado para quem então a gente começa a selecionar Quais coisas são ou devem ensinadas para Quais
pessoas ou quais Grupos ou Quais quais localidades a crítica que a gente faz a isso é que então tem sempre um que sabe para um que não sabe então onde a gente não faz essa primeira aprendizagem que é quais são as condutas que as próprias pessoas usam Quais são as práticas que as próprias pessoas usam que explicações elas dão paraas coisas Será que se elas não tiverem entendido bem Será que elas vão eh adotar hábitos e outra que a gente também vai se dando conta da quantidade De hábitos que são oferecidos para pessoas que não
tem a menor possibilidade de adotar aquele hábito não adianta dizer lave os alimentos se a pessoa não tem água também não adianta dizer Lave as maçãs quando a pessoa nunca viu uma maçã eh coisas desse tipo então não dá para fazer orientação para coma de modo equilibrado com hortaliças com proteínas com cereais quais proteínas e pode ser que a pessoa não temha acesso a nenhuma proteína a pessoa Toma café com farinha porque é o que ela tem e que educação pra saúde é essa que eu tô fazendo onde isso não se coloca diante de uma
crítica desse tipo tem dois movimentos que eu vou apontar aqui e vou falar super rápido todas essas coisas Alia pra gente explicar melhor ver autores ver tempos históricos ver exemplos mais precisos Porque tudo que a gente diz que passou na verdade não passou tá nunca tem nada que passou exatamente a gente pode dizer que as Coisas têm vigência perdem vigência Mas podem inclusive retomar a vigência porque elas não desaparecem certas práticas certos hábitos não necessariamente desaparecem as coisas podem voltar quando eu tô falando de vigência isso também ajuda a gente se dar conta que verdades
não existem são sempre regimes de verdade ou regimes de vigência Para que alguma coisa Seja vigente vários dispositivos são adotados várias práticas são adotadas no Brasil Atualmente para que possa ser vigente a ignorância tem fake News por exemplo Adoidado o dispositivo das fake News fazem com que o conhecimento ignorante seja mais vigente que o conhecimento eh inteligente mas eu tô querendo mostrar para vocês então que as vigências não vão embora e agora a gente está no contemporâneo porque as vigências são sempre regimes de vigência ou regimes eh de verdade o que eu queria dizer então
da educação sanitária educação para a Saúde duas saídas aí uma uma noção de educação em saúde onde a gente vai reconhecer que todas as pessoas demandam em algum momento mais ou menos com práticas educativas em saúde para dar um exemplo quando a gente interna ou quando a gente descobre um diagnóstico de uma doença crônica haverá uma educação em saúde que é depois da alta O que eu faço quando volto para casa ou diante de uma doença crônica o que eu faço para meu autocuidado essa é uma educação em saúde Absolutamente necessária não é aquela das
massas não é ela pro controle das doenças infecciosas é para ter mais conhecimento da minha própria saúde e do que eu devo fazer com o meu corpo com a minha casa com as minhas coisas então V pensar uma pessoa com diabetes tem várias com uma pessoa com hipertensão Tem várias coisas que vão ter que acontecer na vida dela a gente faz aí uma educação em saúde uma criança internou tem alta a gente ensina pros Pais tudo que vão fazer com aquela criança tudo isso tá na educação em saúde Então a gente vai reconhecer que tem
práticas educativas relacionadas com o andar da vida individual não só coletivo mas também individual eu preciso de conhecimento que eu não vou frequentar curso nenhum é no meu contato com o serviço de saúde que a prática educativa vai acontecer e eu vou frequentar inclusive vou frequentar grupos cuja função é só educação e saúde Eu vou para um grupo de hipertensos ou para um grupo de diabéticos ou para um grupo de gestantes só para práticas educativas até Era bom que não fosse só é em grupo comear at a formação continuada vou chegar pegar nisso em seguida
a formação de profissionais né mas pessoas que Então vão ter que cuidar de certas situações e como é que que elas fazem para cuidar de certas situações Então a gente tem práticas eh Colocadas aí eu digo que essas práticas educativas elas podem ter um componente ainda da informação mas elas podem ter um componente da comunicação ou ter um componente da interação isso já vai mudando o conceito que eu tô usando porque se eu quero que as pessoas falem V pensar um grupo de adolescentes tendo em vista ã an eu posso fazer um grupo de adolescentes
tendo em vista anticoncepção dando uma aula de anatomia uma anatomia do Aparelho de genital e dizendo Quais são os métodos contraceptivos Mas eu posso ter uma conversa sobre sexualidade prazer desejo tesão corpo lquidos do corpo as líquidos das mucosas do corpo Então já tentando evitar as palavras que a gente deveria usar os adolescentes mas a gente precisa falar num grupo poderia falar de tudo e um grupo que fala de tudo isso tem muito mais adesão e permanência do que o grupo que dá en de slides com a anatomia e Métodos contraceptivos e ainda usa palavras
que as pessoas não conhecem trazem as palavras como o útero a vagina o pênis a vulva os grandes lábios e ninguém sabe nada disso todo mundo sabe o que que é uma pista ou uma mas ninguém sabe o que que é essas outras coisas a gente pode perguntar pras pessoas por exemplo que nomes vocês dão paraas partes do do corpo eu não começo di falando do tipo já sei que palavras as pessoas usam porque elas também não Usam as palavras que a gente mais usa para dizer nomes populares porque existem inúmeros outros que são Inclusive
das das culturas então a gente passar um tempo falando de corpo nomes das partes do corpo Prazeres nas partes do corpo e e tudo que significa uma corporeidade para finalmente falar ou ao longo falar da anticoncepção ou falar da gravidez é mais relevante ter esse todo do que achar que aquela coisa prescritiva funcionou eu tô dizendo isso Para entender que educação e essa palavra educação ela tem mais de um entendimento que que eu faço no grupo educativo tem grupo educativo que tem o o um coordenador e seus slides e tem grupo educativo que não tem
nem cadeira todo mundo no chão todo mundo sem sapato e todo mundo conversando são dois grupos educativos completamente diferentes um tem mais educação do que outro educação como um conceito educação como área H do conhecimento então falei do da educação Em saúde mas a gente também começa a falar especialmente no Brasil da educação popular em saúde e vocês já devem ter ouvido muitas vezes a expressão educação popular em saúde que é uma leitura que a saúde faz especialmente dos aprendizados com Paulo Freire ou com essa ideia de que não é possível aprender sem crítica da
realidade não é possível aprender sem crítica dos modos de vida não é possível aprender sem crítica da divisão social Por que que um tem acesso e outro não tem E aí a gente vai encontrar os fatores de determinação social do processo de saúde de doença porque enquanto para alguns as medidas são muito simples as medidas são colocar os alimentos na geladeira lavar todos os alimentos sob água corrente ferver eh certas A água tá muito bem as pessoas podem fazer isso para outros não podem fazer isso e a gente tem que conversar sobre Por que Que
uns podem ferver água e outros não podem Por que uns têm Água corrente e outros não tem água nenhuma por que que alguns compram no supermercado e os outros nem compram porque não tem onde comprar se não plantarem e se plantarem tem época que deu e tem época que não deu e se plantarem foi pouco vai ter que vender não vai dar não vai sobrar para comer porque vai ter que vender porque é é a fonte de de rendimentos então quando a gente começa a fazer essa conversa a Gente tá por isso surge esse conceito
quando ele n pelo menos essa ideia de educação popular em saúde é essa tomada de consciência sobre os fatores de determinação do processo saúde de doença a disponibilidade ou não de recursos porque eu tenho mais ou tenho menos e o que eu devo fazer não adianta pedir que já que eu sou de uma periferia a gente faz um mutirão para colocar o esgoto mas no centro da cidade ninguém faz mutirão nenhum no centro da cidade a gente só Denuncia que tá faltando eh esgoto e o esgoto aparece e aparece né enquanto que na periferia a
gente denuncia e não aparece a gente faz manifestação pública e continua não aparecendo E aí a gente se cansa faz um mutirão a gente mesmo instala no fim de semana que é o horário que a gente não que deveria ter livre né se fosse uma jornada se fosse uma jornada de seis por um em que a gente tem um dia livre esse dia livre um dia livre a gente vai para Multidão ou seja dia livre a gente não tem nenhum enquanto outros Tem sim cinco dias com mais do dias com mais TR tem quem tem
possibilidade de organizar sua vida de modo aí bem diferente então ISS é um percurso que eu tô mostrando para vocês a palavra educação e a palavra saúde meio que andando e esse bloco que eu tentei para falar para vocês é a educação tomada fundamentalmente em relação a uma população como a gente tem educação Tomada em relação a uma população quando a gente vai falar de profissionais de saúde a gente já não consegue mais usar a expressão educação em saúde porque ela está marcada com essa educação que a gente faz para as populações mas a gente
faz a educação de profissionais de saúde para fazer educação de profissionais de saúde durante muito tempo mas é vigente também aquilo que eu dizia as vigências como é que elas and a gente fala da educação em Enfermagem educação médica educação Odontológica ou ensino odontológico ensino de Psicologia a gente coloca a educação colada numa profissão se a gente não quiser fal só de de uma profissão a gente quer falar do campo ou do setor da Saúde como é que a gente faz para fazer essa educação educação saúde O que que a gente põe aqui no meio
que não seja essa esse contato direto com populações com usuários eh com pessoas que frequentam os nossos serviços de Saúde é para tentar fazer essa diferença que a gente começou a adotar a terminologia Educação na saúde para dizer então que são os processos educativos que na área da saúde ou não gente não é difícil educação no saúde porque teria que dizer no setor da Saúde mas o n seria na área da saúde ou no setor eh da saúde e aí no setor da saúde a gente vai ter práticas educativas para formar pessoal de nível médio
para formar pessoal de nível superior e para Atualizar conhecimento ou renovar conhecimento ou ativar processo de pensamento de quem já está no serviço de quem já está no mundo das práticas quem já atua no setor já atua na área e tá lá eh depois eu vou fazer um outro recorte aqui que eu montei em torno de entrei no segundo falta um E aí eu termino eh o que vai acontecer então nessa educação dos Profissionais de Saúde se o que a gente mais tem é o ensino das profissões é bom que a gente reconheça Que o
período em que no Brasil a gente começou a falar de reforma sanitária isso é especialmente anos 70 anos 80 vocês têm que ver que eu tô fazendo alguns recortes e alguns agrupamentos tá não tô contando uma história linear e nem esgotando longe de qualquer possibilidade de esgotar o que eu tô trazendo aqui mas a reforma sanitária que se faz no Brasil especialmente aos anos nos anos 70 e 80 quando a gente fala reformar o setor de Saúde tem uma palavra chave que é a universalização do acesso tem que explicar muito do que que é uma
reforma sanitária tem o enfrentamento da Indústria Farmacêutica tem o enfrentamento do complexo eh médico Industrial do jeito que nós falávamos nos anos 70 porque agora estamos retomando complexo médico industrial que é uma palavra que eu não gosto nós estamos retomando essa noção para dizer da entrada das tecnologias da Renovação Das tecnologias mas o que a gente acusava no complexo médico Industrial é que mais valia gastar com os prédios os equipamentos de que do que cuidar de pessoas então a gente convencia da necessidade de grandes prédios a gente convencia da necessidade de equipamentos que significava vender
e comprar isso é interesse do Capital internacional isso é o interesse do Capital financeiro tudo isso tá funcionando aí a indústria presença forte na Indústria Farmacêutica A prescrição de medicamentos para todas as situações de saúde então o interesse que tá colocado aí é o interesse econômico e a reforma sanitária ela vem para dizer primeiro vamos assegurar acesso para todo mundo universalizar o acesso não dá para ter qualquer pessoa sem direito à saúde como acontece por exemplo nos Estados Unidos que é o lugar mais gritante do mundo que as pessoas que não podem pagar simplesmente não
tem acesso nenhum caso elas cheguem no Serviço na hora da auta elas recebem uma fatura e se e elas não TM como não pagar aquela fatura fatura elas podem passar o resto da vida para pagar aquela fatura Mas elas elas têm que pagar porque ou elas têm seguro para pagar como se saúde fosse um Sinistro né saúde é uma coisa assim um raio caiu na minha cabeça Então agora eu vou ter que acionar o seguro eh porque eu tô r o meus miolos né então eu vou acionar eh o seguro nos Estados Unidos é assim
no Brasil para quem é Muito jovem não tem noção do que que era o sistema de saúde antes de que a gente falasse de Sistema Único de Saúde Porque hoje o acesso é universal a gente pode se queixar não é suficiente não é como eu queria não tem toda a hotelaria que eu gostaria eu tô na fila de espera cirurgia não acontece atendimento especialidade não acontece mas pensem que antes disso é não tem nada é não tem nada é não tem nada eu quero fazer um pré-natal onde eu faço eu quero vou Fazer o parto
do bebê onde eu faço hoje todo mundo sabe é só ir no SUS bem ou mal não haverá a resposta não não é aqui não tem atendimento não tem essa possibilidade e a gente pode se queixar e de maneira que amplie eh as ofertas também não vou falar de tudo isso que é o tema da da reforma sanitária mas eu quero dizer que quando isso entra em discussão em seguida se diz ok mudar tudo isso mas se nós não mudarmos a formação dos profissionais isso não vai Acontecer se nós não mudarmos a formação dos profissionais
o acolhimento não vai acontecer o cuidado não vai acontecer a integralidade não vai acontecer porque as pessoas são os profissionais são formados de uma maneira muit muito técnica muito tecnicista muito centrada na sua própria Corporação muito centrada nos procedimentos muito centrado no diagnóstico de doença e tudo aquilo que eu falei que a educação foi aprendendo a formação dos Profissionais de Saúde não Foi aprendendo então a gente precisava falar dos trabalhadores então a gente faz uma conferência nacional de saúde marcante da história da reforma sanitária lá em 86 E logo depois no mesmo ano desta conferência
a gente faz uma conferência temática que é de Recursos Humanos da Saúde porque vai precisar falar do que que a gente tá fazendo quem tá operando o sistema de saúde são os trabalhadores de saúde e o que que a gente vai fazer Com estes Então a gente vai se perguntar muito sobre o que fazer com esses e uma primeira formulação são os processos de capacitação Então vamos capacitar capacitar capacitar capacitar capacitar mas quanto mais a gente fala em capacitar e vai ficando de fora Aqueles aquelas críticas todas que eu já fiz a educação que é
como eu sou capaz de fazer uma crítica como eu sou capaz de confrontar saberes porque se eu fizer uma capacitação técnica para pessoas Tecnicistas não mudou nada te seu tecnicismo elas continuam com a min visão de mundo com a minha visão de usuário com a mesma visão de sistema de saúde meu trabalho é o seguinte Eu sou X profissão Mas eu sou formado custa cara a minha formação porque eu estou na cirurgia bom vai ter cada vez mais cirurgia porque se eu não mudei a realidade eu vou continuar tendo os problemas se evidenciando de um
jeito que não foi eh modificado Então a gente Vai fazer essa esse esta acusação vai dizer que os cursos são muito disciplinares disciplina que é conteúdo e carga horária falta experiência prática falta experiência de comunidade falta experiência de interlocução de uma categoria com outra falta ter mais embebido da vida das culturas das linguagens não adianta eu ter uma linguagem completamente acadêmica que o meu usuário não vai entender nada que eu falo mas eu também não sei falar língua Do usuário porque aquela língua é uma língua que eu nem sei qual é Talvez seja da mesma
região que eu sim mas se nem for da mesma região que eu não não sei Olha que eu vou dizer para vocês que eu tô aqui no R Grande do Norte desde 2017 e eu ainda me atrapalho com muitas palavras muitas palavras porque Tecnicamente na língua portuguesa quer dizer outra coisa né e do tipo rebolar no lixo ou tipo tenho abuso eu penso tem abuso a pessoa Foi abusada né tenho abuso é tô com nojo daquela pessoa né aquela pessoa me incomoda tenho tomei um abuso daquele Fulano né um abuso da fulana aí a gente
pensa então a bulana te violentou não t abuso dela porque ela é chata porque ela diz coisas bobas então tomei abuso da pessoa né então tomei abuso e outras tantas palavras que são comuns aqui que se a gente escuta veja o que que é a palavra abuso para dizer tomei um abuso do meu pai a gente já faz a denúncia no Na violência de gênero ou violência doméstica não tinha nada a ver com isso foi só porque ele me atrapalhou não me deixou beber não me deixa não fez mais nada foi bem carioso inclusive mas
a gente vejo só uma palavra tão simples como essa que é uma coisa completamente coloquial num lugar dependendo quem escuta entende uma coisa que é radicalmente diferente e toma medidas r totic almente diferentes e para ter uma ideia do que que é essa coisa da Linguagem né então não estar em território não estar com as pessoas não tem nada dessa informação produz um certo tipo de perfil a gente tá dizendo que não dá para formar desse jeito então só a capacitação ou só a disciplina com cargo horária não vai dar a gente tem que pensar
Quais são as Exposições Qual é a abertura de pensamento tem que pensar mais coisas vai ter que mudar então você que eu falo correndo né eu falo correndo ainda falo de um modo Gaúcho né E então algumas pessoas passam trabalho com a maioria das pessoas passam trabalho comigo mesmo os meus alunos do Rio Grande do Sul também passam trabalho comigo tem hora que eles diz assim professor dá para falar um pouquinho mais devagar pra gente anotar alguma coisa eh porque eu falo tudo correndo eh mas a gente nesses processos de mudança a gente começa a
falar então da necessidade de fazer a integração Docente assistencial a gente que é pensar que nos serviços a gente pode aprender não é só no Hospital Universitário a gente começa a falar da Integração com a comunidade eu preciso aprender com os usuários e não só nos livros ou nos saberes eh científicos aí a gente vai entrar aí tudo anos 2000 já num período bem recente nos anos 2000 me avisa do horário tá Ricardo porque eu sou capaz de falar até às 2as da tarde nem me dei conta ah 5 minutos eu nem Entrei no bloco
TR e depois o último mas eu tô terminando do a gente vai entrar nos anos 2000 dizendo que não é mais currículo mínimo não é disciplina e car car disciplina e carga horária mas trizes curriculares perfil do egresso O que é que se espera de alguém que frequentou esse curso de alguém que frequentou a Universidade de alguém que frequentou ensino superior e toda essa conversa el ela é muito legal e ela nos Ajuda Se quisermos a caminhar em direções super criativas mas aqueles que não entenderam nunca quiseram entender isso pegam essa essa orientação de atrizes
curriculares e fazem logo um currículo com carga horária e prova no final e pronto pegam aquela ideia que era para mudar muitas coisas aquilo que eu falei das vigências se introduz alguma coisa para derrubar a vigência que estava ali e alguns pegam aquilo e já arrumam para ficar igualzinho o que Tinha antes então o que teria de desafiador quando a gente vai lá pra prática não tem nada porque ficou igualzinho o que tinha antes com outros nomes é ruim quando isso acontece mas o disparador é que ficou possível fazer de outros jeitos H E aí
tem um caminho eu não vou me deter em em tudo isso isso é especialmente a partir de 2001 as primeiras diretrizes são feitas isso tem a ver com o desafio da nossa Constituição de 88 vejo que a Constituição é de 88 lá na Constituição de 88 dizia que a educação era não era mais organizada por currículo mas por diretrizes só em 2001 de 88 até 2001 foi a primeira vez que a gente teve as primeiras diretrizes no caso da saúde e Acontece uma coisa particular nesse momento que a gente começa a conversar sobre diretrizes curriculares
nacionais da área da saúde e aí a gente não tá dizendo das categorias profissionais a gente tá dizendo da área e aí a gente Vai encontrar um bloco em todas as diretrizes que é a área e dentro logo depois da área o que que é específico de cada profissão isso é um momento importante é um momento relevante depois essas esse tempo ele desaparece a gente vai depois ficando com os pedaços do jeito que a gente quis explicar ou do jeito que a gente entendeu E na hora que vai fazer tem quem faz muito bem tem
quem faz tudo errado mas vai usando aqueles nomes e vai fazendo uma certa Salada das coisas uma mistura de todas as coisas quando elas não deveriam ser tão misturadas assim do tipo quando a gente tá dizendo diretrizes da área da saúde a gente não tá falando de todas as categorias profissionais que atuam no setor da saúde e nem tá dizendo que não precisa ter todas as categorias profissionais do mundo atuando na área da saúde é necessário mas quando a gente tá apontando diretrizes curriculares da área da saúde a gente tá situando um Perfil de egresso
daqueles que vão diagnosticar a doença tratar a doença fazer educação em saúde esses que vão trabalhar esse lugar então eu posso admitir por exemplo que um eh biólogo eu não eu não gosto de dar muitos exemplos depois as pessoas brigam as categorias brigam comigo mas vamos pensar um biólogo um médico veterinário ã vamos ficar com ess mesmo assistente social eventualmente eh essas categorias não precisam aprender durante longa Carga horária sobre o que é uma annese bem feita O que é uma com linguagem cultural O que é uma namese com linguagem do corpo o que é
um corpo adolescente O que é um corpo infantil O que é um corpo grávido O que é uma Uma teta amamentando não precisa saber essas coisas não precisa saber essas coisas porque não não será o seu cotidiano para outras categorias isso tem que ser muito bem compreendido porque será o seu Cotidiano Eu não espero acho que a gente não espera que o médico veterinário seja principal profissional para fazer um grupo de recém-nascido para ensinar a troca de fralda ensinar o aleitamento materno ensinar eh a prevenção das assaduras ensinar como se faz uma criança ã o
coisa o que faz diante de vômito eh não precisa ensinar essas coisas mas a gente vai ter um enfermeiro e um médico por exemplo que o nutricionista que Obrigatoriamente vai aprender isso porque vai isso isso vai est no seu cotidiano espero você esteja no seu cotidiano é nessa hora que eu quero só dizer então assim que área da saúde é uma área embora ela possa ser pensada de maneira ampliada E aí quer dizer outras coisas em outras etapas eu vou tentar falar terminar com essa parte espero ã a gente começa isão isso é diretriz 2003
a gente faz uma outra coisa no país a gente diz vamos pensar Sério que esse Negócio de Recursos Humanos tá bem até certo ponto porque de verdade as pessoas que atuam na saúde não são recurso do mesmo jeito que um recurso tecnológico que um recurso financeiro que um recurso material porque essas pessoas elas têm que conversar essas pessoas T que tocar essas pessoas são tocadas essas pessoas tê preconceitos essas pessoas têm perspectiva de mundo essas pessoas têm racismo essas pessoas têm homofobia não é assim que então eu fiz um concurso Para médicos enfermeiros e dentistas
e tá tudo resolvido Quais foram os que Chegaram Chegaram super racistas chegaram super homofóbicos e eles vão ter que cuidar dessas pessoas então não dá para falar que essas pessoas são recursos que nem todos os outros essas pessoas estão em processo de subjetivação em processo cognitivo em processo de aproximação com os seus usuários E isso não está dado Porque ela fez um concurso e passou num concurso só Tem um jeito é a gente ao longo do trabalho conversar sobre isso com esses com essas pessoas com esses trabalhadores esses trabalhadores precisarão ser desenvolvidos ou que aqui
no Laí se usa muito formação humana precisa de uma formação humana para ser capaz de ser alguém que produz atos de saúde no na relação com os usuários na relação com a população na relação com comunidades Espero que você estejam conseguindo acompanhar meu pensamento aí Por onde que eu tô tentando andar então a gente diz não é não dá para falar em recurso humano era melhor gestão do trabalho que é processos de trabalho e gestão da educação que são processos cognitivos E subjetivos então a gente não vai olhar PR as pessoas como preencher o posto
de trabalho tá resolvido não entrou um operador de uma prática social e esse operador de uma prática social a gente vai pensar como que a gente organiza sua carga horária Como que a gente organiza a equipe como a gente organiza o desenvolvimento do do trabalho e ainda vai ter que trabalhar como é que a gente mexe no pensamento como é que a gente no corpo porque às vezes para mexer no pensamento só se mudar o corpo porque certos corpos são barreira para aprendizagem então não tem cérebro fora do corpo não tem cérebro fora das experiências
eh corporais das experiências subjetivas como é que a gente vai fazer isso então a gente sai Da palavra recursos humanos e tenta tô dizendo tenta porque aí tem sempre esse movimento de vai e vem tenta afirmar o conceito de gestão do trabalho e da Educação na saúde é a partir daí que talvez tudo que eu escrevo seja mais visitado porque eu sou uma das pessoas Talvez seja a pessoa que mais escreve e fala sobre gestão da Educação na saúde tentando dizer isso que tudo tudo isso que eu falei para vocês tá nas coisas que eu
eh escrevo eh mas essa noção Então no trabalho a gente vai ter que começar em práticas interprofissionais para que a gente alcance Finalmente uma condição de equipe na educação a gente vai ter que falar de educação interprofissional aprendemos todos juntos independente da profissão que temos não dá para fazer formação só para cada categoria porque ela vai ser técnica ou ela vai é adestramento a gente vai precisar confrontar saberes de modo interdisciplinar de modo Intersetorial de modo cultural isso tudo faria parte ou deve fazer parte finalmente a gente vai chegar então numa formulação que é dentro
do setor da Saúde ninguém tem dúvida que um hu é o lugar onde a gente forma Profissionais de Saúde todos os cursos da área da saúde vão ter que passar pelo estágio no HU e a gente diz de jeito nenhum o que precisa ser escola é toda a rede serviços porque senão a gente tá formando pessoas com um olhar hospitalar Ou com um olhar hospitalocêntrico que é a palavra que a gente usa ou com um olhar médic cêntrico que é outra palavra que a gente usa ou com olhar procedimento centrado que é uma outra linguagem
que a gente usa é preciso tirar esse lugar como o lugar da formação não é excluir da formação mas ele não pode ser o lugar central muito menos o único para formar habilidades profissionais é preciso pensar então a rede de serviços como uma rede escola Mas a gente por dando já aqui meio que um salto a gente não é só procedimento a gente precisa também os componentes da gestão e que o sistema de saúde tem que funcionar a gente tem que aprender gestão do setor da saúde tem os temas que envolvem fazer uma boa gestão
do sistema de saúde e a gente diz então que não não é ohu tampouco é serviços rede assistencial escola é sistema de saúde escola todo o sistema de saúde precisa ser escola receber residentes receber Alunos de graduação fazer a formação permanente de todas as pessoas que atuam dentro desse setor ou dentro desse eh desse tal de eh sistema a gente precisa tomar em questão então também que se o sistema é formador desabou aquele lugar de que a universidade era o lugar da formação a universidade é o lugar da formação É mas o sistema de saúde
também então a integração Universidade Sistema de Saúde vai ter que ganhar novas novos contornos novas Novos delineamentos então tem tarefas que são precípuas da Universidade mas tem tarefas que são precípuas dos serviço nos dois fazemos eh ensino nos dois fazemos desenvolvimento eh de pessoas ou desenvolvimento de eh trabalhadores eu resumi milhões de coisas tá gente eh Então a gente vai ter a educação feita em serviços a educação feita em comunidade a educação eh feita nas instituições de ensino a educação não está feita só nas instituições de Ensino isso para ficar claro não fazemos educação só
nas instituições de ensino caminhando pro último bloco E aí eu vou tentar finalizar eh a gente vai reconhecer algumas coisas quem está nos serviços como trabalhadores fundamentalmente são adultos a gente não ter crian bom não deveria nem ter criança trabalhando muito menos dentro dos serviços de saúde Então a gente vai dialogar com uma teoria uma vertente eh teórica na Pedagogia que é a educação de adultos porque a educação de adultos eu vou também fazer um um recorte assim bem básico aqui a gente quando fala de educação formal fundamentalmente a gente pensa na educação das crianças
e na educação escolar quando a gente fala Educação de adultos a gente tá dizendo não são só as crianças que aprendem e não é só a educação na educação escolar que se aprende para dar um salto pro cont porâneo aí todo mundo sabe do que Eu tô falando é educação de jovens e adultos então eu posso fazer educação de jovens e adultos que a mesm as os mesmos conhecimentos por exemplo ler escrever fazer conta para adultos ou para jovens e adultos eu der quando a gente faz isso a gente derruba uma teoria que existia que
era educação é escolar e educação é para as crianças como é que eu vou botar na mesma sala de aula um adulto e uma criança não coloco na mesma sala de aula tem eu vou criar o lugar onde os adultos Possam estar os adultos não fazem as mesmas nas perguntas que as crianças fazem e nem tem as crianças não têm tanto conhecimento acumulado que é o que a gente chama de conhecimento Tácito ou saberes tácitos que a gente adquire ao longo da vida uma criança não tem tantos saberes quanto um adulto tem que já esteve
no trabalho que já esteve em tantos lugares então a gente tá falando de condições diferentes então a gente tá Dizendo que precisa reconhecer que a educação de adultos existe ela é um pouco diferente da educação eh das Crianças mas a gente também vai dizer que não só a gente faz a educação de adultos como a gente faz a educação ao longo da vida se a gente faz a educação ao longo da vida é porque Nenhum de Nós tá pronto e concluiu o seu processo formativo depois de um diploma porque a ciência segue modificando o saberes
segue modificando a gente começa a ter Novas perguntas tanto é que a gente faz pesquisa e as pesquisas mudam tudo que a gente sabia ou mudam coisas que a gente sabia às vezes acabam com coisas que a gente sabia e diz agora isso não se faz mais isso aqui tem com sequências x ruins e tem que fazer de de outro modo Então a gente vai trabalhar com essa noção de que terminada uma etapa vai ter outra e vai ter outra e vai ter outra isso a gente chama de educação continuada Eu terminei por exemplo a
Graduação mas eu vou fazer especialização e vou fazer mestrado e vou fazer doutorado e vou assinar uma revista e vou pros congressos anuais e vou pros simpósios que acontecem em qualquer lugar do mundo porque eu sigo aprendendo e sigo modificando saberes prévios inclusive abandonando saberes prévios porque eles se modificaram então é ao longo de toda a vida que um processo educativo eh se dá a gente também tem coisas que foram nos dizendo Que é possível aprender no serviço e que é possível aprender inclusive de maneira mesclada no serviço e no e no na escola como
o que a gente chama de pedagogia da alternância para dar um exemplo que é nasce essa ideia na educação do campo porque é muito difícil tirar as crianças do campo das famílias do Campo para irem para uma escola que fala uma linguagem que a criança do mundo rural ou do Meio rural ou do campo não fala daquele jeito e tem outra na época de colheita na era Na época de plantação não dá nem para ir pra escola porque todo mundo tem que atuar no no plantar ou no colher não dá para ir pra escola então
se inventa também não vou dar nada de datas históricas aqui mas eu quero dizer que a gente então reconhece que pode haver uma educação que tem um tempo escola e um tempo comunidade e o tempo comunidade também é aprendizado também é formação para dar um exempo que todo mundo quase quase todo mundo conhece são as Residências as residências que acontecem dentro do serviço de saúde tem uma carga horária de teoria e uma carga horária de trabalho é mais ou menos essa ideia é o tempo trabalho com o tempo eh ensino tudo isso vai se juntando
ainda tem a outra que é educação problematizadora que eu já introduzi quando eu citei um pouquinho de Paulo Freire que é os conhecimentos não são transmitidos conhecimentos são problematizados conhecimentos são colocados sob dúvida Conhecimentos são colocados sob interrogação e é por aí que eu vou construir conhecimento então eu não só adquiro conhecimento eu construo conhecimento com o meu grupo com a interação com os professores tudo isso depois de criticar tudo isso levantar tudo isso é que a gente começa a falar chegando mais pertinho do final na educação Permanente em saúde então vocês vejam que estou
fazendo um percurso para entender onde é que ser a tal da Educação Permanente em saúde como um conceito como uma vertente como uma proposta e no caso do Brasil como uma política pública E é só no Brasil que que a educação Permanente em saúde é uma política pública em vários lugares do mundo quando se fala educação permanente é igual ao sinônimo de educação continuada é igual ao sinônimo de educação ao longo da vida é igual ao sinônimo de capacitação em serviço tá onde estaria a Diferença está a diferença quando a gente tá dizendo que no
local de práticas acontece ensino no local do ensino se aprende com o lugar o local das práticas o Ceno de aprendizagem eles envolvem práticas eles envolvem reflexões eles envolvem crítica conceitual eles envolvem ativação de processos de de pesquisa então não dá para localizar a fronteira serviço e a fronteira escola porque você aprende nos dois lugares e não é por acaso que a Gente inventa um modelo de mestrados profissionais ou doutorados profissionais porque a gente tá dizendo que a gente pode fazer isso completamente embebido com o mundo do trabalho e tá dizendo que lá no mundo
do trabalho tem desenvolvimento tecnológico tem inovação que tá lá no mundo do trabalho O que é bom da universidade é quando ela é capaz de ser uma boa observadora e ser capaz de boa documentação desses processos porque Esse é um lugar mais típico da Universidade do que pros serviços embora crescentemente o serviços vem desenvolvendo essas competências também porque o serviço continua dizendo que a universidade ainda não entendeu então como a universidade ainda não entendeu o serviço vai inventando e vai criando e só que nós dentro da Universidade tipo Laí né ppg g a gente também
ajuda que os lugares saibam cada vez mais e façam cada vez mais porque a gente quer que Façam e quer que cresçam porque quem se vai se beneficiar disso é a população usuária do sistema eh de saúde que é o que mais afinal de contas eh nos interessa com toda essa conversa eu vou chamar atenção para vocês que no caso do SUS em saúde eu sou um das pessoas que briga muito P educação Permanente em saúde eu marco este em saúde para dizer que no caso do Brasil em saúde quer dizer no SUS Então eu
preciso saber o que que é o SUS se eu Não sou o que que é o SUS a minha educação permanente ficou a desejar ou ficou devendo alguma coisa pro sistema de saúde porque o SUS é necessariamente orientado pela atenção integral pela descentralização da gestão e pela participação dos usuários ou pela Participação Popular só que o que a gente começa a dizer e eu insisto nisso é que nada disso vai acontecer se não tiver atravessado por processos educativos ISO não vai acontecer se não Tiver o ensino costurando ou fazendo tessituras de tudo isso e e
por isso eu inventei um conceito que alguns daqui ouviram né Ricardo que é o de quadrilátero ã da formação em saúde porque no quadrilátero da formação em saúde o que eu quero que eu quero dizer é que existe a gestão a atenção a participação e a formação por isso que eu chamo atenção eu na verdade eu crier é meio que uma legenda pra gente não esquecer de que tem tudo isso a gente Põe ali uma palavra para ajudar a lembrar do que que é que tá junto aí para remeter pra próxima fala que aí eu
termino aqui quando a gente hoje no contemporâneo chega no digital a gente chega no no digital ou em todas as tecnologias eh digitais de informação e comunicação a gente pode alargar muito mais do que a gente tá fazendo porque a gente pode assegurar que mesmo na distância a gente se encontra ou que mesmo na distância a gente se atualiza Hoje é possível uma teleconsulta eh à distância é uma teleconsulta desculpa uma interconsulta ou uma teleinterconsulta porque eu posso ativar uma supervisão ou um matriciamento de quem tá em outro lugar inclusive conversando com o meu usuário
com meu paciente eu posso estar diante de alguém e por meio de tecnologia eu tenho outro me ajudando a conversar com aquela pessoa e a explorar as possibilidades de compreensão do que se passa eh com Aquela pessoa assim como é possível a gente fazer cursos e formações que vão usar das tecnologias digitais de informação e comunicação E aí eu e juciano nos aliamos né juciano para dizer que a parte da comunicação tem que ser mais a mais pensada porque nem sempre acontece comunicação acontece bastante informação e às vezes não acontece comunicação e não acontece educação
que são palavras que ficam convocadas a processos cognitivos e Subjetivos de uma maneira um pouco mais relevante que a gente teria que colocar em questão mas a possibilidade do matriciamento a possibilidade da supervisão a possibilidade do aprender juntos cresceu muito com a presença da tecnologia ou com a presença das tecnologias eh digitais pronto falei horrores de coisa eu queria só fazer um percurso e chegar num ponto para passar a palavra adiante obrigado gente só fazer um linkzinho aqui aí você Chama certo então fazendo um link aqui bem rápido porque aluno tem tem gente assistindo aula
mesmo tá como aula viu Ricardo tem os alunos da graduação e são alunos da engenharia biomédica Então o que o professor Ricardo você coloca é eu vou falar de educação Permanente no sul no na saúde mas eu preciso entender o que é Sistema Único de Saúde como esse sistema de sa Único de Saúde do Brasil funciona E aí é uma coisa que a gente tem defendido bastante é a educação Permanente em saúde Ricardo como uma política estruturante então assim aqui no Laí a gente entende quatro políticas estruturantes no SUS né Tem deve ter outras mas
são quatro que a gente tem atuado diretamente uma que é educação Permanente em saúde e eu acho que a educação Permanente em saúde hoje do jeito que ela é construída no SUS ela não se coloca como uma política estruturante ela coloca se coloca somente como uma política da gestão do Trabalho da educação mas não como uma política estruturante de outras políticas é tanto que as políticas são criadas e ninguém cita a necessidade de educação ninguém bota educação como indicador para induzir a política pronto acabou então o nosso entendimento hoje pelo menos o que é discutido
a nível nacional e interfederativo é a polí da educação permanente somente como instrumento formativo ou de gestão do trabalho para gestão do trabalho ponto Mas ela não está conectada com as outras políticas é tanto que as políticas estão sendo criadas os programas e ninguém coloca lá educação e saúde ninguém coloca mas se você for olhar por exemplo a a iniciativa global de transformação digital da saúde e você pegar os documentos do Ministério da os documentos da UMS um dos esforços para que essa transformação ela aconteça nas Nações é a formação de Recursos Humanos entendeu então
a nível de saúde Global Já se entende a educação como uma ferramenta estruturante como uma política estruturante no Brasil a gente não fala isso por que Ricardo aí eu eu tô falando do lugar de professor eu posso faz posso falar desta forma é porque a gente fala às vezes os colegas que são do mesmo grupo da gente fica chateados entendeu Acho que é uma crítica para quem tá sentado na cadeira hoje hoje porque a gente tá repetindo Tatiana Modelos de 30 anos atrás a gente fala tanto em evidência científica que a ciência ela muda as
nossas práticas como o Ricardo falou agora mas a gente não reconhece isso eu pego um museu 20 Anos Depois coloco Esse museu Ricardo nos espaços de discussão e quero que essas coisas mudem certo então fica uma para quem é formador de opinião não vai mudar isso é uma na engenharia pra gente às vezes na Engenharia tem menos subjetividade É uma pena mas às vezes é útil na engenharia tem uma coisa clássica Você tem uma equação com x variáveis se você repete as mesmas variáveis os mesmos valores como é que você vai esperar um resultado diferente
então é Preciso olhar paraa educação permanente como uma ferramenta ou como uma política estruturante para outras políticas é uma a outra é de saúde digital a política de saúde digital ela É uma política estruturante eu não posso pensar em atenção primária sem um bom controle você não consegue medir o que você não consegue controlar e como é que eu vou controlar sem ter dados informações qualificadas e tudo mais né então a isso eu peguei atenção primária Mas você for para atenção especializada é a mesma coisa se você for paraa governança do SUS é a mesma
coisa então a gente já tá em 2024 não dá mais para ficar dizendo que o pai paí não tem Internet entendeu eu pergunto eu fiz um quando a gente tava aqui na pandemia de covid-19 Ricardo eu fiz uma pergunta tava numa reunião com vários promotores Procuradores mas Professor como é que a gente vai colocar o RN mais vacina o regula RN em todos os municípios se tem município que não tem internet aí eu fiz uma pergunta bem provocativa se tem algum município no Rio Grande do Norte que tem ausência de Instagram tem algum município no
Rio Grande do Norte que tem ausência de Facebook que tem ausência de WhatsApp não ora se o cidadão do município mais pobre do meu estado tem acesso ao Instagram por que que a Secretaria Municipal de Saúde não tem acesso à internet essa é a questão que a gente tem que parar a gente não pode mais defender a incompetência para justificar o não uso entendeu Ricardo o Brasil não é um país pobre o Brasil é um país desigual e Dentro das nossas desigualdades a gente escolhe muito mal que a gente vai priorizar hoje sai uma notícia
fantástica Flávio Dino bloqueou 4 bilhões de emendas e acionou a Polícia Federal ainda bem que tem gente agora priorizando as coisas porque emenda parlamentar é uma violação do Poder discricionário do executivo é o legislativo interferindo na execução da política pública da pior maneira possível Entendeu pronto é isso então assim voltando você tem saúde digital a outra economia da saúde a política de política nacional de economia da saúde que tá sendo construída eu lá está ajudando nessa nesse processo é uma política estruturante porque a gente tem alguns princípios no SUS que é universalidade integralidade Equidade mas
eu preciso fazer isso qualificando o gasto porque tem muito o suiz é subfinanciado se eu comparar com Estados Unidos Brasil com Dinamarca Brasil com Alemanha Brasil com França a gente vai ver que o recurso per Cap por por usuário do suiz é muito menor do que nesses outros países porém gastar mais que não quer dizer gastar bem você pegou um exemplo aqui Estados Unidos eu avaliei um trabalho agora de pesquisadores de Stanford que eles faziam uma avaliação muito negativa do sistema de saúde americano é o país Ele investe 12 vezes mais em termos per Cap
do que o ieste Para um paciente para um usuário só que é um sistema menos resiliente e menos responsivel onde é que a gente vê isso na pandemia de covid-19 eles investiram muito mais tiveram acesso às melhores tecnologias mas morreu muito mais pacientes em termos populacionais proporcionais em termos de investimento per capita em relação ao Brasil ou seja mesmo o Brasil sendo um país em desenvolvimento considerado de renda média o nosso sistema respondeu melhor Por quê porque a plasticidade do sistema deu condições mesmo dentro de um processo caótico de responder melhor a uma crise sanitária
do que o modelo modelo modelo do sistema americano e a gente podia comparar com vários outros mas não vou ficar muito longo aqui e atrapalha a fala dos outros essa é uma questão Então você tem economia da saúde e uma outra que inclusive Cipriano tá trabalhando nisso é uma Política Nacional de Controle no Sistema Único de Saúde Então você tem educação saúde digital pode prestar atenção que todas elas estão conectadas educação saúde digital economia da saúde e controle quando eu falo de controle é monitoramento e avaliação né Por cria-se as políticas e não se define
como controlar essas políticas e aí depois o gestor tá sendo punido pelos órgãos de controle por uma série de coisas por quê Porque os os mecanismos de controle não foram estabelecidos junto com a política Então você tem políticas de políticas que são políticas estruturantes pelo menos essas quatro elas tem que ser avaliadas só que a saúde a educação em saúde ela é transversal inclusive essas outras três políticas estruturantes porque eu preciso qualificar para fazer o cont eu preciso qualificar para elaborar políticas n Então como é que a gente vai induzir ISO e na saúde digital
isso éo crtico por porque a gente tá num processo Deformação digit da saú aonde o risco que a gente tem é que os gestores públicos da área de saúde desconhece ainda a real necessidade de ter ferramentas que qualifiquem a informação para tomada de decisão eu tô falando de um orçamento de 300 400 bilhões por ano somando o que o ministério da saúde tem mais o que estados e municípios tem então como é que você vai gerir 400 300 bilhões de reais sem ter informação Qualificada né Aí você tem o quê só esse ano governo Lula
até outubro Um P7 bilhões de vacinas queimadas incineradas porque venceram venceram por quê Porque quem compra não integra com quem dispensa o cpni não conversa com o sistema da logística eu tô botando governo Lula para fazer uma provocação mesmo porque a gente achava que no governo que não tinha negacionista a gente não ia queimar vacina aí eu vou pegar o governo Bolsonaro 2022 2.2 bilhões de vacinas queimadas por quê Porque venceram se eu somar o último ano do governo bolsonaro com os do anos do governo Lula só aí eu já tenho 6 bilhões de vacinas
queimadas 6 bilhões Ricardo é o orçamento do Estado todinho aqui pr pra saúde a gente queimou só com vacina Ainda faltam medicamentos e outras coisas se eu pegar os 4 anos do governo bolsonaro mas os do anos aí a gente passou de 12 bilhões Deais 12 bilhões deais amigo 12 bilhões deais você teria dinheiro para reformar todas as unidades básicas de saúde todas as unidades de pronto atendimento do país para por exemplo corrigir o piso salarial da enfermagem só com vacina queimada então não dá mais para um cara sentar numa cadeira de gestor sem entender
a importância dos sistemas de informação no SUS ou seja da Saúde digital e saúde digital não é só Telemedicina não né é vacina que tá se perdendo pronto aí eu vou passar agora PR as meninas aí sou Tatiana professora do departamento de saúde coletiva estou aqui junto com Lian a gente vai fazer uma dobradinha vou começar a apresentação e depois ela continua a gente vai falar um pouco sobre a pesquisa que a gente tem realizadas aqui no Laí né que tem como título o impacto da formação dos profissionais do programa mais médico na Qualidade do
serviço de saúde da atenção primária muita responsabilidade falar sobre de formação e saúde depois do professor cim quando ele chegou disse Professor a gente lê tanto você a gente tem citado então é um prazer est aqui hoje dividindo esse espaço aprendendo né assim foi uma verdadeira aula foi um presente de Natal viu Ricardo eu sei que é dia 23 porque ouvir de quem a gente lê é muito interessante é importante é muito Valioso esse esse momento quero dizer também que a gente tá fazendo aqui uma dobradinha porque Lian é minha é aluna do doutorado Então
essa pesquisa faz parte do doutorado dela mas a gente tem conduzido essa pesquisa Ricardo falou é um dos a formação em saúde tem sido pesquisada aqui no Laí a gente tem feito os resultados que a gente vai apresentar aqui hoje são resultados de uma pesquisa de um estudo que a gente tem feito em grupo né então assim desde o início a Gente tem discutido tivemos vários momentos já de discussão não tô vendo Taí aqui agora mas ela também tem participado Romão também a gente tem tido vários momentos Adailton está também aqui né ele também faz
parte é o coorientador de laan e também faz parte desse grupo então eu já quero também aproveitar para agradecer n a parceria de todos vocês aqui e tô aqui nessa missão de apresentar um pouco né os resultados vou começar e Depois pode passar Oi aqui bom então para começar a gente eu vou situar um pouco por da pesquisa o contexto trazer um pouquinho dos nossos referenciais né E aí de onde é que a gente começa por quê né O que é que a gente entende de onde é que a gente parte né que a formação
dos Profissionais de Saúde né tem uma relação Direta com a qualidade dos serviços de saúde então o professor Ricardo abordou isso aqui muito bem mas o que que a gente entende que profissionais formados né E essa formação sendo qualificada com certeza isso vai refletir na qualidade dos serviços de saúde de toda a rede né seja da atenção primária até os os os hospitais setor terciário então a gente parte desse princípio né a gente parte dessa afirmação e a gente entende que essa formação ela tem que estar alinhada as necessidades de saúde da população né Tanto
a formação da graduação como o professor já falou aqui né a gente entende que os currículos eles devem estar alinhados Inclusive tem um movimento aí de mudança das diretrizes a gente tem acompanhado isso eu faço parte de um componente Na graduação que é de interação ensino de serviço então durante sua fala eu me vi várias vezes nesses Desafios que os profissionais de saúde enfrentam mas entendo também o potencial que tem né de impacto na Formação eh dos Profissionais de Saúde então eu já ouvi Professor inclusive Professor aqui da Universidade dizendo que aluno eu vou fazer
o recorte de medicina porque é nesse componente que eu tô agora mas que aluno de medicina aprende na beira do leito é assim que ele deve aprender então perceba os desafios que a gente enfrenta é então então quando a gente entende dessa forma a gente desconsidera toda a complexidade do do ecimento do processo de saúde Doença das das Diferenças que as comunidades possuem né E aí também se a gente pensa nessa formação alinhada com as necessidades de saúde da população e que esse profissional ele chega na rede de serviço ele chega no serviço de saúde
E logicamente ele ainda precisa aprender muito porque é no território onde ele vai desenvolver suas práticas o professor falou sobre isso também e ele se depara com realidades totalmente distintas então ele precisa Constantemente né estar não só do ponto de vista técnico isso também é importante mas sobretudo ele precisa ser digamos assim motivado e ele precisa dessa renovação do conhecimento para lidar com a complexidade da atenção primária e aí eu tô fazendo o recorte da atenção primária que é o nosso objeto por quê Porque é na atenção primária onde as coisas acontecem né o usuário
a a população ela está no território e a atenção primária é o nível do serviço Que tá mais próximo do usuário Então ele pode até entrar no sistema na rede por outros níveis de atenção mas ele pertence a atenção primária ele pode até entrar por uma UPA por um serviço de urgência mas ele volta pro território então é a atenção primária que tá ali no dia a dia lidando com a complexidade daquele território daquelas pessoas das necessidades que são complexas né E que ela tem capacidade Então a gente tem aí uma máxima às vezes às
vezes eu fico Assim pensando se isso é isso mesmo mas a gente tem uma máxima de que dos problemas de saúde da população a atenção primária pode resolver 80% então é muita responsabilidade para atenção primária né E aí se a gente pensa em resolutividade da atenção primária traz os seus atributos né a gente tem vários aspectos que podem interferir nessa qualidade mas a gente precisa praticamente basicamente eu vou colocar esse basicamente entre aspas de duas Coisas que é acesso e resolutividade então o professor falou aqui ó antigamente a gente não tinha acesso Universal hoje a
gente tem né então o usuário ele precisa acessar o serviço às vezes não é fácil né às existem Barreiras que dificultam Mas ele tem esse direito garantido porque o nosso sistema é universal é público gratuito mas quando ele acessa o serviço ele também a o quando ele acessa ele precisa que o serviço dele a a necessidade dele Seja resolvida né então a atenção primária ela precisa ser resolutiva e a resolutividade da atenção primária passa por vários aspectos tem a coisa da infraestrutura né dos insumos né mas tem também outros aspectos o próprio matriciamento né regulação
às vezes ela precisa fazer a regulação o usuário voltar para ela mas sobretudo precisa de profissionais de saúde capacitados Então é das pessoas né das pessoas que elas Estejam estimuladas e capacitadas para até mesmo conseguir observar os problemas fazer um diagnóstico situacional professor Ricardo falou aqui e olha a gente precisa de dados qualificados na atenção primária então se você vai hoje nesse nesse que a gente tem esse que Adailton inclusive passou o bastão para mim ele era o coordenador desse internato e hoje eu tô lá né os alunos dizem professora eh tem gestante no PEC
Que tá com 8 anos já faz 8 anos que tá no PEC assim já como é que pode isso então assim é muito tempo a informação e a utilização dessa informação na atenção primária também precisa que as pessoas estejam capacitadas elas precisam estar Inclusive motivadas a aprender e a utilizar esse aprendizado né para o serviço de saúde e isso logicamente vai refletir na qualidade dos serviços de saúde então eu tô trazendo isso porque eu quero situar o por que a gente fez Esse recorte nessa pesquisa né de trabalhar a formação em saúde na atenção primária
Ah sou eu que passo né bom para abaixo né eu tô meio enrolada aqui bom então se a gente pensa em formação em equipe capacitada eu tô falando em equipe né E aí o professor falou aqui olha formação interprofissional trabalho em equipe trabalho multidisciplinar não é fácil trabalhar em equipe não é fácil a gente Fala muito assim trabalha em equipe trabalha mas pera aí às vezes todo mundo faz tudo E no fim ninguém faz nada né então você desenvolver essas de trabalho em equipe de comunicação professor falou muito aqui ah você vai falar um termo
a população não entende bom você também precis dessa qualificação né então comunicação trabalho em equipe ISO important E aí o Brasil e aí eu sitar também porque o recorte mais médico né E aí o Brasil Enfrenta um problema que interfere na resolutividade da atenção primária que é a ausência de médicos em várias equipes isso é um um fato né especialmente em equipes em regiões remotas de difícil acesso Então a gente tem médico mas muitos médicos concentrados em grandes centros urbanos Então a partir de meados de 2012 2011 o Brasil começou a enfrentar isso como política
pública né com os programas de provisão a gente teve o PROVAB em seguida nós tivemos um Mais médico que tem aí todo em 2013 A lei foi promulgada né né e depois teve um percurso aí não tão linear né como o professor falou aí no seu as coisas não são lineares a gente espera que quando uma política dessa é lançada e implementada ela tem um crescente isso não é bem assim né E aí a gente percebeu que houve uma provisão de médicos quando mais médico foi lançado ele tinha três grandes eixos né baseado em três
grandes eixos que era na provisão ou seja vamos Facilitar o acesso dos médicos às regiões mais difíceis infraestrutura e o eixo da formação então bom vamos fazer com que os médicos cheguem no território mas eles precisam estar também qualificados a atuar na complexidade do território né quando eu falo complexidade é entender que a atenção primária ela tem que eu vou dizer abarcar não sei se essa é a palavra Mas ela tem que tocar em vários aspectos na determinação social Que muitas vezes até a governabilidade né de quem tá na assistência não alcança mas minimamente esse
profissional ele tem que tá atento a isso né E aí eh nesse eixo da formação se investiu desde desde do lançamento dos do Mais Médicos e também agora no seu relançamento né que é o mais novo eu vou dizer assim o novo Mais Médicos Mais Médicos para o Brasil que foi lançado recentemente que ele também tem intenta enfrentar né a falta de médicos no território e aí a Gente teve aí 288.000 vagas em 4.500 municípios incluindo saúde indígena prisional e beneficiando 73 milhões de brasileiros e também no eixo da formação né o qual é qual
o objetivo fazer com que o médico que inclusive né possui uma uma formação muito tecnicista Apesar de que isso a gente tem tentado mudar entende com as as últimas diretrizes curriculares inclusive nas diretrizes da formação médica a gente já encontra componentes de gestão que precisam ser Trabalhados então a formação ela não pode estar só voltada né paraa questão técnica logicamente mas já havia aí um um um um grande número de profissionais que já estavam atuando E era necessário investir né na maior experiência de prática médica na formação ampliar a inserção do médico em formação nas
unidades do SUS e fortalecer a política de educação permanente com integração ensino e serviço a gente semtido experiências muito bacanas assim nessa Nesse componente que eu atuo nós temos alguns médicos do mais médico e é muito interessante como o envolvimento né e assim o olhar pra comunidade a a própria liderança que exerce na equipe o comprometimento por ex eu vou só citar um exemplo bem particular aqui mas que tem sido assim todo brilha os olhos quando a gente quando a gente escuta ao final de cada rodízio que os alunos passam eh a gente chama todo
mundo para apresentar as intervenções porque os Alunos fazem intervenções no território junto com a equipe de saúde a partir eu tô falando aqui gente da experiência na graduação mas só para fazer o link aqui com o mais médico e a gente tem uma equipe tem um profissional do mais médico que eu vou até citar lá no Passo da Pátria porque eu vou falar bem porque vou citar porque tô falando bem e eles fazem intervenções maravilhosas nessa última intervenção foi no componente da Saúde Mental eles estão Estruturando lá veja saúde mental sendo manejada na atenção primária
Isso é Um Desafio muito grande e esse médico que tá no mais médico ele tem essa esse esse essa sensibilidade e tem conseguido tocar em nós críticos né Então veja tô trazendo um exemplo de como né a formação ela pode impactar na nas práticas e nos resultados de saúde Então a gente tem tido excelentes experiências e a gente vai trazer aqui que é a fala de Lian quando eu passar para ela isso Do ponto de vista de de pesquisa né com dados então com uma um olhar empírico sobre esse cenário Nesse contexto de formação de
de programas de provisão surge aqui o pepsis nasce o pepsis eu vou pedir licença a da que tá aqui para falar do pepsis Qualquer coisa você me corrige ada que viu pepsis nascer participou da sua concepção né que é o programa de educação Permanente em saúde da família que tem como objetivo qualificar os profissionais da aps com a Metodologia problematizadora né então esse profissional médico né porque o pepsis quando ele foi criado foi criado pensando em atender essa necessidade desses programas de provisão né E aí quando o mais médico chegou disseram Opá Ótimo vamos aproveitar
essa riqueza e vamos utilizar nesse processo formativo pepsis então tem várias turmas do pepsis vou mostrar já para vocês que foram destinadas aos médicos né do programa mais médico com a metodologia Problematizadora então quando o médico entra nesse curso no pepsis né ele não vai chegar lá e vai ter um conteúdo de teórico importante percebam com uma capilaridade enorme por quê Porque é mediado por tecnologia né o peps está eh situado aonde no avaus uma plataforma virtual de aprendizagem então consegue chegar em qualquer lugar do Brasil agora me lembrei de Ricardo dizend como é que
não pode ter internet né Então veja é Um Desafio porque a gente sabe das Dificuldades mas né a gente parte do princípio que essa tecnologia Pode chegar em qualquer lugar do Brasil nas áreas mais remotas e o médico no seu processo formativo ele vai ter o conteúdo teórico que é importante né ele vai ter as bases teóricas de todo esse processo do Cuidado a gestão do Cuidado não é conteúdo técnico não é gestão do cuidado como é que eu vou fazer o cuidado do paciente na atenção primária e aí com a metodologia problematizadora Ele tem
que propor uma intervenção então ele necessariamente ele movimenta o território ele movimenta as equipes né e o médico quando ele faz isso quando isso parte do médico né a equipe ela de certa maneira ela se mobiliza né pelo menos ela para e diga Opa isso aqui que tá no automático a gente vai olhar com outro olhar né E aí necessariamente a gente observa assim a gente espera que isso TR melhorias no território certo por quê Porque o problema dessa intervenção ele Nasce da realidade do território e interessante falar isso porque se a gente também pensa
em formação muitos profissionais de saúde eu digo a vocês porque a gente tô lidando com num curso na área da saúde vocês estão aqui na tem muitos alunos da engenharia né então perce muitos profissionais de saúde Eles saem do curso habilitados Tecnicamente maioria né bom tô falando Aqui mas não sabe fazer um planejamento um diagnóstico do território não sabe lidar com dado né então não não entende a importância quando chega na atenção primária de alimentar de preencher uma ficha de notificação de uma doença que é essa ficha que vai gerar um dado mais lá na
frente né ele não tem essa então guardadas críticas a esse processo formativo a gente acha bom mas aí nunca é tarde né Vamos aprender certo então a gente entende que nesse momento de Realizar a intervenção também dele parar ele olhar pro território e dizer ai Aqui tem um Será que aqui tem um problema que às vezes entra no automático né não consegue nem identificar que existem problemas então minimamente ele para ele di Ah que tem um problema o que é que a gente pode fazer para melhorar que é que eu vou precisar mobilizar como é
que eu vou monitorar se eu a minha intervenção teve algum resultado então durante esse processo formativo no Pepsis eles também recebem os profissionais recebem também a eh ferramentas enfim conhecimentos para realizar intervenções e para fazer esse monitoramento Lembrando que o pepsis ele foi tem várias turmas direcionadas paraos médicos mas ele não é só para médico né ele pode ser ser um curso ofertado para qualquer profissional de saúde Ok bom E aqui eu vou vou encerrar a minha fala vou passar paraa Laiane tá Que é que a gente faz um Panorama da abrangência né capilaridade do
pepsis do número de turmas que já foram ofertadas Então a gente tem aqui mais de 10000 médicos formados Tô fazendo um recorde só das turmas ofertadas para para os médicos né nesse primeiro ciclo formativo Então esse curso tem um um tutor facilitador que ajuda nesse processo né já foram realizadas mais de 2500 intervenções nos serviços de saúde né espalhados por todo o Brasil e Intervenções realizadas pela equipe e para o serviço e paraa comunidade então intervenções baseadas nos problemas reais né E aí só para encerrar eu comecei trazendo por né o porqu por atenção primária
por mais médicos né porque na na nessa tecnologia né na formação mediada por tecnologia então a gente eu volto aqui né e e reforço a necessidade da gente divulgar esses resultados porque vocês vão ver laane vai Apresentar aqui agora né que a gente já observa impactos nesse processo formativo isso é importante que a gente comunique a nossa habilidade de comunicação né professor que não é assim tão fácil às vezes você fala e o outro não entende então a gente precisa se fazer entender então a gente aproveitar os espaços né hoje aqui a gente tá com
um espaço de pessoas da academia mas também aproveitar outros espaços para comunicar isso pra sociedade pros Gestores sobretudo pros gestores que são os indutores de políticas públicas né Ricardo falou aqui gente precisa ser uma política institucional e a gente percebe que a formação a educação permanente por mais que valor que ela tenha ela ainda não é muitas vezes institucionalizada a gente vê várias iniciativas no território de profissionais querendo fazer aquilo mas não consegue ter sustentabilidade porque não tem apoio institucional porque não tem um gestor Que reconhece isso aí depois você não entende porque que um
médico não trabalha com saúde base em evidência né Que estranho isso médico que passou por toda a formação Mas é porque o contexto dificulta porque os profissionais eles estão ali numa Roda Viva tentando lutar contra os problemas do do território que são né muitas vezes difíceis são complexos e você parar um dia um turno para estudar Às vezes a população não entende por que que o médico não tá aqui Atendendo né o gestor sabe o que que os gestores fazem professor falou em em programas profissionais eu tô num programa profissional laan é de um programa
profissional em saúde recentemente a gente teve uma seleção e Teve aluno que não entrou no programa porque o gestor não liberou como é que um gestor não libera para um profissional se capacitar né e fazer um trabalho pro seu território que vai trazer melhorias não é não é Contraditório isso né porque a gente precisa divulgar a gente precisa comunicar e a gente precisa mudar essa Cultura né os gestores eles têm um papel fundamental nisso E aí eu vou passar a palavra para a laian que vai apresentar os resultados que a gente tem eh dessa pesquisa
não são todos a gente ainda tem outros resultados né que a gente vai deixar aí para depois mas a gente vai trazer um recorte do que a gente já tem analisado para vocês tá bom Obrigada vou Passar aqui vou deixar ela aí Olá pessoal boa tarde né já me apresentaram sou enfermeira sou laane estou aqui como pesquisadora do Laí Doutor lá do do do mestrado do doutorado em saúde coletiva desculpa do doutorado em saúde da família né e a tu também no peps com professor ada agradecer a ta que ela fez uma introdução belíssima e
o professor Adon néon ela falou top do né pare parece que já tá atuando lá com a gente há muito Tempo então pessoal eu vou trazer aqui algumas vou trazer aqui algumas eh alguns resultados que vai eh explorar essa essa questão de como a formação ela vem a formação em saúde né dos profissionais eles vem eh atuando no sentido de melhorar os serviços de saúde e de qualificar at primária né no nosso caso aqui são médicos do programa Mais Médicos que atuam na atenção primária e saúde eh nosso primeiro artigo que foi Publicado agora em
Janeiro de 2024 né nosso primeiro estudo ele vem trazendo uma análise das intervenções que esses médicos alunos do pepsis né implementaram implementaram durante o curso e a relação dessas intervenções com as áreas programáticas do do da saúde da família né então a gente vai ver mais na frente como ficou esse esses esses eh resultados mas só abordando um pouco aqui o o Como foi o o estudo estudo a Gente abordou né incluiu nesse estudo as turmas de 2018 a 2022 quatro turmas do programa médicos que estavam no eh utilizamos 942 TCC nesses TCC do pepsis
o aluno ele eh fazia o diagnóstico situacional junto com sua equipe como já falou né Eh planejava uma intervenção implementava essa intervenção E aí escrevi um relatório de como essa intervenção foi realizada e esse relatório formava o TCC do curso Então 942 alunos concluíram Nessas turmas de 2018 e 2022 942 tc6 e desses 942 tivemos 2159 intervenções né então foram escritos 2159 relatos de intervenções para esses dados utilizamos a técnica de mineração de dados de textos de dados TDM eh foi uma técnica que a gente já conheceu depois que eu vim ficar como pesquisador aqui
do Laí já a partir de outros trabalhos que já foram realizados aqui né uma técnica onde há uma extração Automática eh de sequências de n gras podem ser bigram trigramas ou Quad gramas vou mostrar no gráfico aqui mais na frente que são números termos e junções de palavras né seja duas palavras três palavras ou quatro palavras e aí depois de a gente fazer ess essa extração automática onde ela vai avaliar a frequência e a relevância desses termos no total do do do do do do das dos dos relatos das intervenções a gente vai pegou as
que mais seram Frequentes e mais relevantes e categorizou de acordo com eh as áreas programáticas da Saúde da Família e Então pessoal só pra gente trazer aqui eh nesse estudo também a gente buscou fazer um Panorama de onde estavam essas intervenções e onde estavam esses médicos né então só para vocês verem aqui esse né ele L acende também então para vocês terem noção aqui né nesses 942 alunos que eram médicos do programa Mais Médicos das quatro turmas De pepsis a gente teve maior incid eh teve maior prevalência de de teve maior número de alunos na
região Nordeste e na Região Norte na região Nordeste tivemos eh 57% de alunos do peps dessas turmas estavam mais na região Nordeste e depois na Região Norte em segundo lugar quando a gente observa com relação aos Estados vamos observar aqui o Rio Grande do Norte que tinha o maior número de alunos né Eh do programa Mais Médicos e consequentemente o maior número de Intervenções porque esse aluno realizava as intervenções Então se no nordeste tinha um maior número de al tinha o maior número de intervenções essa questão do Rio Grande do Norte do Nordeste né Isso
pode ter sido influenciado porque o pepsis ele é um curso oferecido pela UFRN isso pode ter influenciado mas o que que a gente pode observar aqui que mesmo o peps não sendo o único curso que era ofertado aos profissionais de mais médicos as áreas De maior vulnerabilidade Norte e Nordeste estava entre os nossos alunos né então assim a gente estava ofertando um uma formação né traz um papel muito estratégico o peps e trazer essa formação para esse população para esses para esses alunos que estão nessas áreas de maior vulnerabilidade Maior difícil acesso também e aqui
só para vocês entenderem e como é questão dos en gramas bigram e tigras né a gente faz uma extração E de dois termos TRS termos e qu termos e aí a gente vê a prevalência e a relevância de cada termo desse E aí a gente foi pegando eh os os bigras da mesma digamos assim da mesma área programática por exemplo saúde da mulher pré-natal que apareceu mais pra gente prénatal puerpério e saúde sexual reprodutiva e a gente foi fazendo uma uma um copilado desses termos e vendo com relação à frequência de como eles aparecia apare
E foi eh definido quatro áreas programáticas Então nesse estudo depois de todo esse compilado dessa extração e A análise dos dados a gente observou que dentre as áreas programáticas mais trabalhadas no nessas intervenções dos médicos estavam Saúde da Mulher saúde da criança doenças crônicas não transmissíveis e saúde mental foram as áreas que mais se fizeram presente nas intervenções ou seja esses alunos eles perceberam que por exemplo saúde da Mulher ficou em primeiro lugar aí foi bem relevante o número de de de intervenções nessa nessa categoria esses profissionais que estavam lá atuando perceberam que por exemplo
pré-natal eraa um era uma ação que precisava ser realizada porque tinha alguma deficiência então junto com sua equipe eles viram na análise situacional identificaram pré-natal identificaram per pério identificaram se eh eh planejamento sexual e Reprodutivo como questões que precisavam ser trabalhadas realizaram as implementações no serviço e e escreveram seus relatos lá dos tc6 eh um outro ponto fundamental aqui a gente vê pessoal também a importância de trabalhar Saúde da Mulher saúde da criança também a gente tem aí os objetivos de desenvolvimento do milênio né que a gente tem que ter tem que atingir essa meta
até 2030 então ações nesse segmento são muito relevantes a Gente conseguiu destacar aqui eh a necessidade que é visível na atenção básica que aquele médico reconheceu e sua equipe juntamente com a sua equipe né e atuou nesses segmentos aqui doenças crônicas gente a gente abordou eh diabetes e Hipertensão também Um Outro fator né trazer ações que estimulem aquele aquele aquele aquele usuário até ter uma corresponsabilidade no seu tratamento eh Eh ações desse tipo são bem importantes bem pertinentes também e a saúde mental ta falou mais no início aí sobre uma uma experiência e aqui também
apareceu que é de extrema relevância Eu trabalho no Caps que a gente observa que a saúde mental da atenção primária é esquecida de um município que é esquecida ou então Muitas vezes os profissionais T medo de Mane já um paciente desse nesse nessa situação então a gente observou assim aparecer aí saúde mental significa o quê Significa que tá acontecendo ampliação do Cuidado então assim quando eu vi saúde mental aí foi Eu até comentei com ta na época foi muito importante pra gente entender que realmente aos poucos tá acontecendo né a atenção básica tá tomando para
si também que é uma ação programática do Ministério da Saúde não é uma uma uma temática que tem que ser volta da só para caps para hospital não mas a atenção básica tem que ter esse eh conhecimento de realizações nesse Segmento nesse estudo pessoal também a gente encontrou definiu como temas transversais que eram foram quatro temáticas acesso eh acolhimento melhoria do acesso eh trabalho em equipe qualidade da atenção esses quatro temas transversais né que foi como a gente nomeou eh classificou no artigo a a gente identificou porque eram temas que foram apareceram bastantes naqueles n
gras Bigras e Quad grr não eram áreas não eram eh áreas programáticas de saúde da família mas eles perpassavam por todas essas áreas transversais ou desculpa perpassavam por todos esses eixos programáticos de atenção primária então a gente trouxe esses aí identificou isso aí porque é muito importante né o trabalho em equipe a questão da da o trabalho equipe e o acolhimento eles são fundamentais para que aconteça melhoria do acesso e qualidade da Atenção e aí eu trouxe só uma abordagem aqui sobre um estudo dois ainda tá em andamento Mas já dá para trazer algumas alguns
resultados vou falar aqui de forma bem breve mas também nesse estudo é o aluno o médico do pepsis ele tá vai trazer a percepção dele com relação a ao processo formativo E aí ele traz essa percepção com relação às potencialidades O que é que se pode melhorar nesse processo formativo e quais são as contribuições associadas ao Desenvolvimento do processo formativo no paradigma de uma formação digital em rede né nesse estudo incluímos 580 alunos do peps das turmas 1 2 3 e 4 né foi aplicado o questionário ao fim desse processo formativo E aí foi realizado
análise de conteúdo né onde a gente classificou categorias e subcategorias outras fazer aqui uma imagem para você verem eh pra gente focar em algumas alguns pontos aí o estudo dois ele buscou Avaliar o curso de especialização a partir do bss a partir da a percepção dos alunos médicos do programa Mais Médicos buscando compreender as potencialidades oportunidades de melhorias e contribuições associadas ao desenvolvimento do processo formativo no paradigma de formação de rede então a gente traz que como como potencialidades esse aluno identificou a acessibilidade e flexibilidade que a gente já conhece né que essa a questão
da de tornar a Questão de ser um uma educação online permitir um acesso mais amplo atingir lá por exemplo região norte e Nordeste onde a gente já conheceu que tem alunos nessa região então isso aí foi pontuado por esses alunos essa flexibilidade acessibilidade Outro ponto a questão dos alunos eh terem a oportunidade de organizar seu tempo né estudar na forma que quer no momento no momento que dá na hora que dá e no tempo que dá então isso aí também Eh foi um ponto que foi mais pontuado pelos alunos com relação às situações problemas compatíveis
com a prática diária né professor falou já abordou isso o quanto é é necessário esse processo formativo digamos espelhado com o que a gente vai vivenciar ou está vivenciando no serviço então situações problemas compatíveis com a prática diária foi o segundo ponto mais citado pelos alunos como foi potencialidade do serviço e realizar intervenções no Serviço né como a gente falou o curso em si ele desde o início ele já estimula aquele aluno a fazer um diagnóstico situacional e intervir no serviço esses dois pontos situações problemas compatíveis com a prática diária e realizar intervenções ele vai
muito Encontro à proposta metodológica do pepsis que é justamente isso trazer que esse aluno eh eh incentivar esse aluno a realizar intervenções a manter um diálogo Permanente com sua equipe no no intuito de melhorar eh as práticas de saúde de processo de trabalho de saúde do território tem também potencialidades como apoio do tutor que foi citado a questão de material didático com uso de Essas tecnologias que isso também dá gera uma facilidade para para o aprendizado né oportunidades de melhorias e vou citar aqui rapidamente algumas partes até teve a questão da internet de baixa qualidade
Que o professor falou a questão da internet hoje mais cedo e ainda encontramos essa dificuldade esses alunos que mais falaram essa questão de internet de baixa qualidade tinha internet mas porém de baixa qualidade que dificult dificultava fazer um download fazer baixar um vídeo ou então assistir o próprio vídeo no no na plataforma então isso aí dificultou eh dificuldade do uso da plataforma essa Dificuldade do uso da plataforma muitos relataram e justificaram que era porque não tinha habilidades eh habilidades práticas ainda com a internet a demora do feedback também foi um fator que a gente vai
eh foi observado para melhorias e dificuldade de manter a rotina de estudos né que essa questão também da dificuldade de manter rotina de estudo eh a gente pode observar também que tem a flexibilidade mas o aluno tem que ter O poder de autogerenciamento para conseguir manter essa rotina de estudo ativa porque até uma questão de baixa internet vai vai desestimular o aluno a questão de ele poder fazer atividade o ou seja o exercício a hora que quiser vai procrastinando então o aluno também tem esse poder tem que ter o poder de autogerenciamento muito eh ativo
para poder conseguir eh manter essa rotina de estudo até a questão aqui de falta de interação física com contudo também Apareceu mas é naquele sentido de que o tem alguns alunos ainda principalmente esses que não t habilidade com tecnologia né eles citam ainda a necessidade de ter aquele contato direto a a necessidade da presencialidade do ensino ainda então isso também foi pontuado mas contribuições para a formação profissional do peps né então o que é que a gente observa aqui professor cim falou que a aquisição de novos conhecimentos atualização sempre tem que Tem sempre tem que
tem que acontecer nos serviços E aí aqui esses alunos trouxe isso que o mais importante que o PEP suiz pontuou trouxe para eles né Eh contribuiu foi na crição de novos conhecimentos e também na qualificação das práticas de atenção primária né nesse nesse quando a gente vê aqui essas duas questões a gente lembra que trazendo pro ponto da educação Permanente em saúde através do peps suiz o que é que a gente observa que é um Curso onde ele a aprendizagem acontece dentro do território né Eh o aprender e o ensinar estão lá na rotina do
dia a dia na na trazendo subsídios eh Para que ocorra essas mudanças das práticas então assim o PEP su ele é muito importante ele é muito relevante ele tem uma como a gente pode falar assim não é meramente um curso técnico não é um curso técnico que eu posso Falar assim que é uma educação permanente que realmente está sendo desenvolvida dentro do serviço eh na busca de melhorar os indicadores de saúde e processo de trabalho com base na realidade do serviço do que o profissional ele vem vivenciando então assim ele ele tem essa bem relevante
nessa perspectiva também e acho que é só isso eu quero começar falando eh dessa pintura que é de monu campo de Tulipas num recordo do ano mas para falar que a Minha pesquisa ela tá voltada pro povo do campo que trabalha com a saúde do campo da Saúde então assim pensar nesse Campo da saúde é pensar nas pessoas que desenvolvem ele então assim o tempo todo aqui na pração de Ricarda prão de Liane de Tatiana foi falar a palavra mudança então assim acredito que essa mudança possa acontecer então quero começar com essa frase de Paulo
Freire que é do livro Educação e mudança que é que não há transição que não implique um ponto De partida um processo e um ponto de chegada toda manhã se cria um ontem através de um hoje de modo que nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica no presente temos de saber o que fomos e o que somos para saber que seremos então pensar esse campo da Saúde eh pensar nesses profissionais possibilita essa transformação essa mudança bom a minha investigação ela começa eh na educação permanente mediada por tecnologia então aqui a gente vai eh O
meu universo é o Ava suu Então vou começar falando um pouco dessa terceira plataforma do Mundo Maior terceira plataforma Ela só fica depois da plataforma da UMS e da opas o campus virtual da opas Então hoje temos mais de 1.317 usuários registrados nessa plataforma com mais de 2.350 certificados já disponível nessa plataforma hoje temos essas trilhas formativas covid-19 doenças raras eh essa parte da especialização que foi Tratada aqui por Tatiana eh específico para opas preceptoria C Então temos várias Trilhas formativas e eu vou [Música] eh pegar algumas como estudo de caso para tratar na Minha
tese hoje o avaus a gente pode citar alguns aprendizagens que ele possibilita que é ampliação do acesso e escalabilidade então a gente rompe com uma barreira de tempo uma barreira eh geográfica do território e Uma atualização rápida em caso de crise a gente tem a Ti formativa da covid para falar sobre isso a interoperabilidade e a centralização então a gente consegue pegar dados do avaus e eh conversar com outros bancos de dados por exemplo o CBO que eu acho que Lian usou o CBO para saber as profissões dos profissionais Alexandre Janaína sempre usaram isso para
olhar o impacto na prática Clínica né que aí a gente pode Observar por meio das intervenções ou da pesquisa de Janaína Rodrigues que no caso do sistema prisional então Profissionais de Saúde que atuam no sistema prisionais falando da mudança da prática deles nesse ambiente a indução de resiliência Por meio dessa plataforma e a minha parte que eu tô chegando aqui que é a avaliação de Formação bom aqui eu entro na parte da da contribuição para os ods o Desenvolvimento os objetivos desenvolvimento sustentável eh em dentro do do do Laí Então essa agenda ela vem sendo
discutida já H alguns anos por meio de algumas contribuições O que é essa agenda é uma agenda governamental pactuada em 2015 mas como Lan falou há pouco tempo ela devim de outras agendas como os objetivos do milênio que eram oito e hoje a gente tem 17 no momento mas no Brasil estamos discutindo já o 18 voltado para Discussão etn racial então a agenda governamental eh sugerida gestionada e configurada pela ONU que vários países eh vão pactuando bom então como eu estava dizendo ela foi pactuada em 2015 geralmente tem 15 anos para eh alcançar os objetivos
dessa agenda né eh aqui só para frisar a o o compromisso final que esses países assinam eh na ousadia n bidas ousadas abrangente essencial para promover o Estado de direito os direitos humanos e a responsabilidade das instituições políticas essa agenda ela tem esse lema ninguém fica para trás pautada nesses cinco PS pessoas prosperidade paz parcerias e Planeta o que fazemos aqui no Laí quando a gente tá se falando de objetivo de desenvolvimento sustentável olhando a a a política nacional de educação permanente de saúde bom temos quatro experiências aqui Estão citad três porque eu sabia que
Laiane já ia falar da dela digo não vou me repetir mas teve uma tese de doutorado da área de geografia que ela começou a avaliação dos usuários usabilidade e mostrando geograficamente onde estava situado esses estudantes Depois temos a avaliação de Janaína Rodrigues que ela começa a avaliar a trilha eh formatia voltada para o sistema prisional então a educação permanente de saúde para o Sistema prisional e ali do o último desse lado aqui temos Alexandre caitando que ele começa a avaliar eh a Cil e outras STS a trilha voltada para essa epidemia bom eu quando chego
nessa parte eu começo a configurar metodologicamente como essas pessoas eh fizeram nas suas pesquisas então assim a metodologia está sendo traçada desse forma a gente olha o banco de dados do avaus depois a gente olha o CBO Depois a gente olha o registro do estabelecimento de saúde para configurar onde essas pessoas estão que profissionais eh atua que a gente descobre Ricardo que até eh promotor juiz fazem essa essas formações então assim que metodologia a gente pode criar para começar a analisar e avaliar eh essa formação Bom a partir disso né Eh eu fui já articulando
algumas ideias então uma educação permanente de saúde Mediada por alç ao romper barreiras geográficas socioeconômicas e temporais possibilita o movimento de aprender a ser esse conceito de aprender a ser é um conceito bem anterior que começa na educação permanente antes dela chegar a educação e saúde lá de 77 eh e além de construir e agregar saberes competências capacidades e recursos cognitivos para o desenvolvimento individual institucional entre serviço e gestão setorial e entre atenção à saúde e controle social aqui Eh idealizada né Por esse intelectual orgânico como já disse grams que tanto desenvolve o conceito teórico
mas também luta e faz toda a militância para o desenvolvimento da educação permanente de saúde no Brasil Kel Tá certo então então a partir dessa premissa parou de novo me lá voltou eu tenho essa pergunta de investigação da tese que é Como avaliar os efeitos da educação permanente saúde mediada pelo avaus no Desenvolvimento de competências para os profissionais de saúde contribuírem na consecução ou alcance dos ods consecução aqui é porque no documento oficial eles usam essa palavra consecução o objeto no caso que eu venho falando educação Permanente em saúde mediada pelo avaus eu quero destacar
aqui com o avaus porque existe outras experiências de educação Med da educação permanente saúde mediada por tecnologia então o objetivo geral é desenvolver uma Metodologia para avaliar para avaliar os efeitos do desenvolvimento de competências nesses Profissionais de Saúde por meio do avaus para consecução dos ods a fundamentação teórica principalmente é educação permanente saúde a mediação tecnológica os objetivos de desenvolvimento sustentável e a parte da avaliação aqui a nossa essa fundamentação teórica é ela vai ficar Mais evidência porque é um documento norteador da Unesco voltado para educação dos objetivos de desenvolvimento sustentável ele aqui eles colocam
oito competências para sustentabilidade que são necessárias para ajudar nesse alcance e Cinco de cada objetivos desses objetivo de aprendizagem cognitiva objetivo de aprendizagem socioemocional e objetivo de aprendizagem comportamental então para cada eh objetivo que são 17 são Cinco de cada objetivos bom aqui esses dois conceitos vão ser bem Tatiana sabe muito bem quando a gente discute a analisar e avaliar eh de um professor da Unesp esse Joarez eu seu orientando aqui é a diferença entre analisar e avaliar analisar é desar dados de unidades menores eh revelando os elementos e estruturas que o sustentam no caso
da Minha tese eu vou passar duas análises até chegar no avaliar que é o julgar o Mérito dessas duas análises para chegar no final e dizer a intervenção que no caso avais como grande interventor indutor da política nacional de educação permanente que aí é o o meu alcance da Minha tese né bom até o momento eu consegui construir e sistematizar esses processos né então tô olhando aqui o Ava como educação permanente mediada né por tecnologia a agenda de um lado uma agenda governamental que tem todas as suas características específicas estou Nessa primeira etapa que é
análise da competência dos cursos então tô olhando os cursos vou também usar a técnica de Marcela para gerar bigrama trigrama e quadri grama para ver que verbos na verdade que vocês que pessoal da lá da engenharia todo o plano de curso tem que ter um verbo então eu vou tem que ter não sei se vai ter né então assim eu vou atrás desses verbos para gerar os bigram gramas e fazer correlações com os objetivos que já estão pautados pela Unesco Então essa primeira fase de olhar plano de curso e outros dados é perfil de estudante
que a gente já faz aqui eh exemplo de Janaína fez isso no na na tese dela de Alexandre olhar o contexto e depois olhar as competências Essa vai ser a minha primeira análise a segunda análise é fazer essa comparação semântica de aqui eu gerei esse tantos de de verbos então assim os planos de curso estão me retornando isso os objetivos Estão me retornando outra coisa então como eu vou correlacionar porque às vezes o verbo quer dizer uma coisa diferente do que está atuando no no objetivo análise comparativa com a política e agenda então assim eu
tô comparando uma política e eh do Brasil e uma política global no agenda 2030 e criação de parâmetros avaliativos que aqui onde eu vou mostrar o modelo que eu estou dizendo aqui a gente é possível fazer uma avaliação uma análise interna Para eh contribuir com a política nacional de educação e saúde o último que é no caso é avaliação que é o julgamento do médito né uma triangulação dessas análises uma avaliação agora por parte de steack holder então assim formadores conteudistas pessoas que pensaram a SUS para eh analisar essa as duas análises e com é
ISS aqui não isso aqui parece então assim é o meu crio né E aí por fim a construção de uma Mandala avaliativa para eh o avaus né E no final A no final da tese ali avaliação da educação permanente de saúde mediada pelo avaus para o alcance uma construção de recomendações para o avaus e para a política de educação permanente de saúde contribuir significativamente com os ods aqui algumas referências e agradecer todo esse povo que tô envolvido por aí tem umaa no nosso grupo Ricardo o nosso grupo porque é um grupo que você faz parte
também e tá muito vinculado Tanto ao prama que Tati como os doutorados que estão sendo feitos na OAB que Adaílton tem conduzido os estudos junto com Taí com Tatiana e Alexandre que é por exemplo Às vezes a gente é muito humilde né a fazer o exercício da humildade eu não eu não assim como é nome é a gente aqui eu gosto de dizer o seguinte nós somos tão modestos que somos os mais modestos do mundo entendeu É nós somos tão Humildes que somos os mais Humildes do mundo e então O que que eu queria quando
a gente fala de efeito Eu sempre tenho dig satti a gente não faz análise de efeito aqui é Tenho dito inclusive PR laana a gente não faz análise de efeito porque efeito não vou dar um exemplo aqui do médicos Eu aumentei o número de médicos na atenção primária certo o que é que você espera com isso não primeira coisa que aumente o número de consultas pronto é isso que o ministério da saúde faz eu aumentei o Número de consultas antes do mais méo era X é efeito eu tomei uma S tava com febre qual o
efeito que você espera que baixa a febre o prefeito de Natal fez a engorda de Ponta Negra Qual o efeito que você espere que aumente faixa de areia agora vamos para Impacto os impactos da engorda a gente consegue medir Hoje ele tá diretamente ligado aquelas ações ou ela tá no contexto das ações para além daquilo que a gente observa Por isso que o trabalho de de seu trabalho Romão não é efeito é Impacto porque eu tô olhando para uma formação que o efeito é qualificar x pessoas entendeu com qualidade então por exemplo vou dar um
exemplo Universidade Federal do Rio Grande do Norte formou 1000 médicos como é que eu vou medir a qualidade dessa formação se olhar pra avaliação do MEC conceito cin Certo agora quando eu quero olhar para Impacto aí eu vou olhar para algumas coisas Ricardo que esse tem uma professora da da da Austrália que eu gosto muito que os meninos usem ela que é Allen ela fala olha eu quero saber para Além disso O que mais o que que me deu a mais isso é impacto O que que ela o que que a mais além dessa quantidade
numérica x alunos com média x com avaliação do curso x certo o que é Impacto Impacto é quando A gente olha para Além disso eu vou dar um exemplo aqui bem bem bem simples Claro que eu não posso a gente não pode atribuir a responsabilidade única e exclusivamente a um programa de pós-graduação porque seria ano mas se eu pegar o programa de pós-graduação que a gente tem educação aqui na universidade quantos anos Romão mais de 40 anos mais de 40 anos quais são os indicadores do Ideb aqui no Rio Grande do Norte um dos piores
do Brasil certo então eu formo doutores na área de educação Mestres há 40 anos quanto foi investido bilhões de reais se eu pegar os salários todo o tempo e tudo mais se eu for olhar para só pros indicadores da Caps conceito C número de doutores e Mestres agora o que que a gente tá produzindo no território a gente olha pros impactos a Caps nunca olhou nunca olhou por isso é que a gente produz eu vou falar uma coisa assim Parece uma coisa de mercado mas eu posso falar sem nenhum pudor agora porque o Carlos Gadelha
tá falando ISO de maneira mais forte né e ele é um cara Progressista igual a mim a gente olha para quanto a gente publica de artigos se o fator de impacto do artigo é x quantos alunos a gente se tem citação se não tem se tudo é feito agora Quanto de imposto o estado brasileiro passou a arrecadar com os alunos doutores formados já os doutores Em engenharia que produzem e publicam artigo sobre tecnologia Quanto de imposto ele passou a arrecadar quanto disso foi pra indústria quanto como Aumentou a do país isso é Impacto então no
caso por que que eu defendo que é Impacto Tatiana porque eu tô olhando nós estamos olhando para as questões sociais que extrapolam e muito a questão do atendimento médico Se o atendimento foi com qualidade ou não uma coisa é eu formar o médico no Programa Mais Médicos em saúde da família e eu aplicar um questionário para um paciente do médico o atendimento foi com qualidade foi ele prescreveu medicamento corretamente a senhora se sentiu bem acolhida isso tudo é efeito agora se eu começo a olhar Ricardo pros indicadores de saúde redução de mortalidade materna infantil ampliação
da cobertura vacinal redução de câncer de colo de útero isso são coisas que não são Determinadas única e exclusivamente pelo atendimento de um médico entendeu então olhar paraas questões sociais é olhar pro contexto daquele processo formativo então é Impacto eu gosto muito de fazer o seguinte eu gosto de olhar que ciência é o o campo da Incerteza né aí eu vou pro lugar do cientista é o campo da Incerteza se é um campo da Incerteza não existe nenhuma afirmação que responda ou que seja única E exclusiva para dar resposta para uma pergunta entendeu Ricardo então
analisar e avaliar depende do contexto Então não preciso me apegar por exemplo a um determinado autor ou a um determinado contexto semântico para definir o que é avaliar e o que é analisar porque se eu for para uma perspectiva analítica certo se eu for pra perspectiva analítica ela vai exigir muito mais profundidade do que olhar pra Granularidade do dado Por isso que eu digo que nos artigos Tatiana a discussão ela tem que ser analítica não pode ser descritiva agora eu concordo que avaliar tá no campo analítico também aí depende de como a gente vai avaliar
sabe eu posso ter uma avaliação que é uma avaliação que é uma avaliação muito simples apesar da gente achar que é rebuscada por exemplo a avaliação da Caps Na minha opinião é uma avaliação Muito reducionista do impacto que os programas de pós-graduação tem na sociedade ainda bem ainda bem que eles começaram a exigir agora quais são os impactos sociais das teses de doutorado das dissertações de Mestrado Espero sinceramente que os professores não fiquem inventando lorota botando lá naquele campo de texto certo Chega pegar lá um gerador de lero lera e alguns talvez façam até pelo
chat GPT ele bota o tema e pergunta qual o impacto daquele trabalho e que realmente os professores de pós-graduação ada entenda o que é Impacto Impacto não é aumentar o número de consultas juciano Impacto não é só colocar mais indígena na universidade isso não é Impacto Impacto é daqui a 20 anos quando um monte de indígenas de negros de mulheres negras de LGBT quep animais eles não precisarem mais submeter a um Processo de cota por quê Porque a sociedade entendeu que é importante a gente ser menos desigual entendeu eu vi uma matéria uma pesquisa esses
dias que diz que os países mais pobres são os países que querem se manter mais desigual e os países mais ricos são os países que querem menos desigualdade né isso fala muito sobre a questão da Educação então Romão Eu queria um pouco queria que você aprofundar só um pouco mais aí depois a gente passa aí para pro restante eh pra Tatiana e tudo porque eu tenho umas provocações que eu queria fazer para elas também nessa questão das avaliações mas eu acho que eu já provoquei todo mundo e eu falo dessa forma mesmo para provocar é
porque às vezes a gente fica muito polido sabe Ricardo ninguém faz crítica A Caps e a Caps vai fazendo o que ela quer é os Nossos colegas eh a Caps Pede uma avaliação de impacto a gente escreve uma coisa bonita lá mas que na prática é repetindo a mesma coisa que tinha antes porque as pessoas não entendem o que é impacto O que é um trabalho que tem Impacto social Então queria que você pegasse ali por exemplo você que ajudou muito na avaliação do trabalho de Janaína inclusive de Alexandre Caetano como é que você mergulhou
e por que que o ods ele é Importante pra gente ter essa compreensão do impacto começ pela essa do impacto começo da análise não é assim a gente se segura no conceito para não se perder no meio da escrita da tese né então J sabe como é os portugueses se você não colocar o conceito e de onde vem lá vem então Eh como eu entrei na no Laí eh na pesquisa de Janaína Então assim foram várias análises então assim análise voltada para reconhecer os Profissionais então assim essa parte por menores né Tem uma análise mais
eh minuciosa dessas partes menores então que ajuda uma avaliação maior Ou uma análise maior por exemplo esse próprio autor Juarez ele ele mostra que às vezes uma análise é maior do que uma avaliação não ele ele fala sobre isso então ou eh uma avaliação pode fazer parte de uma análise que é maior ou seão as análises fazer parte de uma avaliação que no caso da Janaína eu vejo que ela Fez uma grande avaliação de Impacto porque teve essa parte de análise por menores teve um grande questionário dos Profissionais de Saúde mostrando a mudança da prática
profissional e a correlação com os índices O que é o índice é o contexto de saúde então assim ela olhou a o índice de cif de testagem então assim é o contexto para isso então ela pegou três grandes análises né nessas partes menores para dar uma robustez essa avaliação de impacto onde É que entra os odss os ods é um pacto global que os os países por enfrentar essas dificuldades por menores tentam alcançar então assim ele consegue mais investimento conserve criação de novas políticas então assim quando você se trata comparar uma análise de de de
política pública é uma avaliação só que é mais robusta que é o que a Janaína fez né então assim uma uma tese de Janaína Ela é uma grande avaliação de impacto que ela pode induzir a criação de uma Política pública só voltada pro sistema Pris que temos mas não nessas qualidades pensando o profissional de saúde pensando o profissional penal e pensando os gestores e a pessoa Prada de liberdade então assim essas pequenas análises que aí eu penso que é como a galinha enche o papo dá conta para dar uma grande avaliação de impacto na engenharia
Tatiana que vocês fazem muito na epidemiologia tambémm Dividir para conquistar Então você pega pequenas partes né avalia ou Analisa e em cima disso você constrói um discurso analítico quando eu falo de analítico É porque tem muito mais profundidade se a gente for para Campo da ciência de dados qu a gente vai pro campo de ciência de dados tem um monte de gente falando de Inteligência Artificial aí o cara plota um gráfico Ricardo uma matriz de correlação é belíssima a matriz de correlação que o Python gera para pros Engenheiros mas ele é uma análise muito pobre
às vezes só olhar PR Matriz de correlação por qu porque ele não entende profundamente de suiz ele não entende profundamento de saúde coletiva ele entende da atenção primária então ele tem só a matriz de correlação por isso aqui analisar e avaliar depende é assim eu não me apego muitas vezes à questão semântica porque eh a gente como autor você pode definir isso no Logo no início de como você vai descrever Então posso Definir o que é análise O que é uma O que é uma descrição analítica e não puramente descritiva de resultados entendeu E aí
eu vou passar para para acho que tá e la pode falar e a gente depois faz um remate com Ricardo que é o seguinte Por que que a gente pegou mais médicos Ricardo Porque toda análise que eu vi qualquer estudo sobre o programa Mais Médicos ele sempre se remeteu ao efeito são estudos por exemplo que o Ministério da saúde publica bastante tirando por exemplo um trabalho que eu vi que é puramente analítico e de boa qualidade que foi um trabalho do Adriano massuda eu acompanhei um pouco desse estudo lá rava eh que ele faz realmente
como esse e esse esse programa de provimento foi importante pro Brasil durante aquele período de crise da bolha de 2008 né que a você fez um aporte maior financeiro pro SUS você cria um coxão social e o Programa Mais Médicos por ter aumentado a cobertura de médicos da família absorveu um monte de de trabalhadores que estavam empregados que passaram a est desempregados que não tinham mais como pagar plano de saúde então você vê a resiliência do sistema no momento de crise econômica não era uma crise de saúde o Brasil tava passando por uma crise econômica
então ele faz é um estudo bem analítico muito interessante entendeu aí Eu vou mais pro campo da análise mesmo entendeu Roman não é nenhuma avaliação ele faz uma análise ele pega diversas áreas diversas informações dados de orçamento dados de cobertura e a partir daí ele faz uma análise sem correla sem correlação estatística certo e aí o qual o que que é interessante do trabalho de Liane que eh Tatiana eh orienta né Eh a gente poder extrapolar esse campo Do efeito que também não tem demérito é importante você prestar contas e dizer olha eu botei Mais
Médicos aumentou o número de consulta só que aí eu tenho só eficácia e eficiência eu não olho para a efetividade então quando eu tô falando de pacto eu quero idade e aí eu vou fazer a pergunta para la o seguinte para para você vocês poderem responder que é uma coisa eu pego um dinheiro e construi um hospital eh o recurso previsto para Hospital era De 20 milhões o governo gastou 18 era para fazer em TR anos fez em dois foi eficiente foi eficaz agora Hospital era para dar conta de 500.000 pessoas por ano só atende
50.000 ele é efetivo outra coisa a judicialização ele ela parte judicialização do suz né ela parte do princípio Esse é um estudo maravilhoso que a gente tá começando a se aprofundar nisso também ele parte do princípio que todo cidadão brasileiro segundo a Constituição de 88 tem direito à saúde e é um dever do Estado garantir esse direito só que hoje quem mais judicializa é quem tem acesso aos melhores advogados porque a defensoria mesm defens Defensoria Pública ainda são os que T acesso à Defensoria Pública aí o que é que eu tenho eu tenho uma Equidade
as avas eu pago 1 milhão por um tratamento de uma pessoa e deixa 1 milhão de pessoas sem tratamento e quem Tá tomando essa decisão o judiciário tirando poder discricionário do u de quem é responsável por conduzir que é o Executivo Ah Ricardo se é contra judicialização é óbvio que não vou dar um exemplo de quando deveria quando a judicialização se justifica um idoso de 84 anos é um caso real foi uma aluna minha um idoso de 84 anos numa UPA internado com infecção generalizada 14 dias três scares nas costas e por que que esse
paciente não Tinha sido regulado porque ninguém mudava apesar de mudar o quadro clínico do paciente no regula não mudava a prioridade então todos que tinham prioridade porque ele entrou na UPA numa condição depois evoluiu para uma condição pior mas ninguém mudou a prioridade dele Então nesse caso a a a esposa do paciente os netos os filhos não tinham como chegar lá pro pass pro profissional de saúde e pedir para mudar às vezes ele nem aceita Quem é o senhor para vir dizer querer me ensinar o meu trabalho né Então nesse caso Aí cabe judicialização certo
aí Claro discutir isso aqui vai ser mais profundo e não a gente não resolve Como Ricardo tem um campo vasto aí pra gente discutir mas Laiane pelos estudos que você tem feito né e eu vi que você traz alguns pontos ali Tatiana que é por exemplo gostaria de ter sinto falta de uma presencial mas o que é contraditório Esse tipo de fala quais são os impactos que realmente você encontrou né então eu queria só que você respondesse porque assim uma coisa é o que a pessoa que tá sendo educada entende e outra coisa como el
entendendo aquilo e às vees sem entender de transformação Ou seja que provoca impacto no sistema de saúde às vezes sem nem estar passando por um processo formativo porque tem uma análise que a Gente fez Tatiana que é eu atuei na formação de Romão mas Tatiana trabalha com Romão a mudan da prática de saúde de Romão no ambiente de trabalho influencia a mudança de prática de de Então queria que você falasse sobre isso daí quais são os impactos que você tá encontrando ou se são só efeitos mesmo eh Ricardo eu vou colocar você aí numa fogueira
que eu goste para ver se você ajuda no debate Né tava conversando antes mas na exposição que você fez Educação em saúde ela entraria no que hoje a Fiocruz defende como construção da ideia de literacia em saúde né Aí eu queria que você eh colocasse para nós assim qual é o qual é a perda que poderíamos ter em termos de da educação Permanente em saúde porque na educação Permanente em saúde quando você coloca parece que ela abrange todas essas dimensões né mas a educação em saúde ser traduzida como literacia em saúde ou defendida hoje aqui
no Brasil nessa Linha de literacia em saúde o que a gente perde e em em trazer esse conceito substituir né o conceito que a gente já vem historicamente de educação em saúde então Professor eh quando a gente fala né que aquele aluno aquele aluno aquele alguns alunos responderam a essa questão eh citaram que era uma digamos uma fragilidade do curso essa sensação de de estar distante do do tutor né mas isso é muito culturalmente em algumas literaturas não só no PEP suiz foi visto Isso mas em outros estudos e alguns alunos eles relatam tem essa
sensação de presencialidade do ensino né no sentido assim de tá frente a frente com o professor como se fosse num ensino presencial mas assim quando você traz eh eu trago com uma fragilidade mas ao mesmo tempo esse aluno que respondeu isso no nosso questionário ele também entende que houve melhoria a partir do do do da qualificação dele na no pepsis houve melhoria das práticas até vi isso Do mesmo aluno que respondeu essa questão ele também respondeu que teve melhoria da qualidade da adição né então assim eu acho que é mais a questão da de cultural
e e com relação à aquela qualidade a dificuldade de de da plataforma também uma questão de tem muitos profissionais do do Mais Médicos que já são eh tem uma idade mais avançada não tem habilidades com tecnologias então a gente no dia a dia tem essa dificuldade né recebe muito E-mail quando o curso tá com turmas abertas né Eh a gente recebe muito e-mail que o aluno Ah tô com dificuldade nisso naquilo a gente observa que é mais essa questão também das habilidades parp de todas as reuniões com você eu não tô como eu não tô
participando de todas as reuniões com eles a da e tudo aí eu fico eh eh tudo bem mas eh laane quando você olha por exemplo para os indicadores você trouxe alguns indicadores ali que esses médicos Eh até pelas análises dos planos de intervenção que eu achei Fantástico eu acho que não sei se todos os programas para o mais médicos primeiro ciclo faz intervenção acho que eu acho que nós somos o único que faz então quando ele isso tem que tá nos artigos entendeu citar especificamente essa singularidade que é uma coisa você formar as pessoas e
outra coisa esse processo de formação ser intervencionista são coisas distintas a gente precisa Separar uma Coisa da outra agora o que eu queria eu queria que você troue seguin você traz alguns elementos ali saúde da mulher e saúde da criança então você a gente tá fazendo algum algum recorte histórico Adailton simétrico antes do programa Mais Médicos depois do programa Mais Médicos com relação aos indicadores de mortalidade materna infantil no SUS a gente tá fazendo isso e nesse caso específico olhando região Nordeste são regiões onde apresentam maior Vulnerabilidade pronto eu queria essa resposta a gente vai
fazer nessa perspectiva né que é o próximo artigo só que a gente não tem dados ainda para apresentar mas próximo oficina certo mas eu vou dizer uma coisa boa para vocês mas eu vou dizer uma coisa legal PR vocês a gente tem uma aluna de doutorado que eu acho que vai vocês vão ter que juntar com ela que é Mariane que ela tá ela tá analisando exatamente a parte de mortalidade materna infantil só que a Intervenção dela é a auditoria na rede cegonha entendeu que soma com isso daí então eu acho que eu vou colocar
ela no grupo de vocês junto com Rafael para participar dessas discussões aí por quê Porque todas os dois grupos apesar de ter objeto de pesquisa diferente uma olha pro controle é outra hora da Perspectiva da Educação e esses trabalhos eles vão Se somar porque são duas análises diferentes porque as análises por si só ela faz uma Perspectiva de projeção com relação à questão de impacto Tatiana mas ela sozinha não responde tudo porque a gente não consegue provar causalidade nem tem essa pretensão a gente tem a pretensão de apontar se eh produção da política tá indo
para um caminho certo que é que precisa corrigir rumo e nos dois trabalhos aí pronto eu queria ouvir se a gente tá fazendo isso e quais são os dados que a gente selecionou pronto S sim sim é são os as cenas dos próximos Capítulos né a gente tá assim com essa análise temos um banco pré-pronto né E fizemos inclusive Liana não trouxe hoje mas a gente tem uma revisão de Esopo que a gente tá finalizando publicamos o protocolo você tá Tá cente acompanhou o processo que era exatamente foi a ideia até de Taísa que indicadores
né podem ser utilizados porque quando você fala de impacto pera aí vamos ver indicador para ver indicadores sociais que estão sendo né atingidos e a gente encontrou Alguns estudos que já nos ajudaram a razão de mortalidade materna é um indicador que a gente vai utilizar razão de mortalidade infantil também né existe por exemplo achei interessante também tem um indicador que é o do sistema de informação hospitalar que são os indicadores por condições sensíveis a atenção primária entendeu Eu acho que é uma sacada boa a gente também utilizar porque são indicadores que di ó se isso
aqui isso aqui poderia ter sido Resolvido na atenção primária se não foi e eles têm alguns desses indicadores que são relativos à saúde da da criança Saúde da Mulher Então são indicadores que a gente pode utilizar também pronto aí o link com o trabalho de Romão porque trabal trabalho de vocês é um trabalho quantitativo muito quantitativo que vocês vão olhar para dados numéricos e tudo mais mas tem uma análise qualitativa o trabalho de Romão é muito qualitativo então ele tem um campo de Subjetividade muito grande que o que a gente quer no trabalho dele de
Romão Ricardo é por exemplo se eu pegar Romão que tem muita experiência com ods ele vai fazer uma análise olhando paraa questão dos odss de um com um olhar porque ele tem profundidade nesse tema né pura é muita tem uma subjetividade se eu pegar por exemplo Janaína que tem menos profundidade na questão dos ods ela vai ter um outro olhar se eu pegar Dailton o que significa isso se eu der Uma ficha aqui para todo mundo pegar um curso do avaus ele vai dizer que esse curso impactou em Tais ods Em tais metas o outro
em Tais ods Tais metas No final cada um vai ter uma análise diferente então como é que eu consigo mitigar essa subjetividade então ROM você vai ter que dialogar muito com a com com Tatiana com o grupo de Adailton por quê Porque esses indicadores numéricos eles vão precisar estar Presentes também nessa análise não de forma direta vai ser uma análise mais transversal por quê ou uma avaliação mais transversal da forma que a gente achar melhor aqui por quê Porque o teu trabalho ele vai sempre ser baseado numa análise documental diferente do das da de Tatiana
né que vai trabalhar olhar mais de uma perspectiva de dados epidemiológicos indicadores eh que Quando eu olho pros ods você tem esse alguns indicadores de mortalidade materna infantil tá lá só que o que que a gente tá querendo fazer Romão ele vai definir o método o método de como sair dessa subjetividade para ir para critérios mais objetivos e um outro trabalho que eu tô procurando que aí é um cara da área de engenharia que a gente tinha um mas eu acho que vai para outro ele não vai mais tratar ele vai continuar fazendo que é
como é que eu Consigo automatizar essa metodologia que Romão fez a gente pensa que isso é um Delírio mas o que que acontece eu vi agora uma coisa que a gente pensou mandei PR Romão A scopos tá fazendo isso achei Fantástico quando eu entrei lá no meu ID da scopos Ricardo diz ó toda a tua produção acadêmica tá situada nesses objetivos de desenvolvimento sustentável e ele fez isso Automaticamente isso é muito legal certo então quando eu faço essa ação os professores nós pesquisadores né cuitado botar só culpando nos professores eu tenho certeza que o povo
da fi Cruz também que só é pesquisador a gente a gente eh perde muito não porque não faz a gente faz Só que a gente não às vezes não registra tudo corretamente entendeu Tatiana Essa é a questão Então o que danado é a gente tá produzindo nas nossas universidades no Brasil que tem Impactado nesses indicadores sociais Então quando você traz essa questão da da redução da mortalidade infantil tá impactando nos odss eu acho que esse artigo seu eh deve ir para essa discussão olhar para os objetivos de desenvolvimento sustentável aí Romão você pode ajudar bastante
isso vai ajudar inclusive A enriquecer teu trabalho e o trabalho de Mariana tem tudo a ver com isso por quê Porque o doutorado dela o programa que ela tá é Um programa de de sustentabilidade end entendeu então pronto aí Tatiana eu queria ouv que que vocês estão fazendo nso daí também pra gente passar para Ricardo não então a gente tá com essa perspectiva de análise utilizando tanto os indicadores de mortalidade infantil mortalidade materna tem esses indicadores de condições sensíveis à atenção primária que eles refletem bem também a atuação da atenção primária a gente acha que
isso é possível agora eu Também vou fazer uma provocação que Ricardo fica né provocando vou provocar também né que veja Ricardo eh a quando eu fico pensando nessa análise eu fico pensando na qualidade do dado né que é uma coisa também que tem que entrar na da discussão porque você tocou nesse ponto aqui hoje Pera aí como é que esses dados estão sendo registrados a saúde digital a gente tá na era da Saúde digital né como é que esse dado Tá sendo os sistemas não conversam que qualidade Esse dado tem então a gente também tem
que levar isso em consideração destacar isso porque inclusive dialoga com essa nossa discussão de saúde digital também que a gente tá eh hoje aqui né é o nosso tema também tem uma pergunta você me dá licença Ricardo tem uma pergunta que eles colocaram você tem Como projetar já esqueci a pergunta mas ele colocou assim como a formação a pessoa né como a formação dentro do programa Mais Médicos Pode combinar Ah desculpe pode contribuir nas situações de condutas clínicas inadequadas entre aspas né Por parte dos médicos dos programas mais médicos então contribuindo na gestão do cuidado
né trazendo elementos para que esse profissional ele aa né como é que ele vai dialogar com o paciente entender aquelas queixas que o paciente traz né dialogar com a equipe para encontrar soluções que são às vezes soluções complexas porque os problemas são Complexos que provavelmente o médico sozinho não vai dar conta né então isso é que a gente pretende com esses com essa educação permanente né não é só uma oferta a a atualização técnica ela é importante porque os protocolos mudam a ciência vai trazendo novidades mas você lidar com isso não adianta você ter só
um protocolo você tem que seguir o protocolo as pessoas às vezes TM os protocolos baseados em evidência elas não seguem porque elas Acham que o que ela aprendeu é que importa né e elas não querem se atualizar elas às vezes Ah o meu saber é o meu saber e não quero então tocar nesses pontos vai faz com faz com que né o profissional ele esteja ele se sensibilize eu acredito eu acredito na mudança das pessoas nesses processos porque a gente tem que acreditar não é fácil mas é possível e essa e essa fala que que
Liane trouxe ela meio que inquieta a gente né ah porque não tem o Tutor essa do que você trouxe começou falando sobre is Mas é porque isso é cultural a gente tá acostumado a gente tá acostumado a ter o professor ali mas minha gente hoje na era do chato GPT a gente tem que né repensar essas então é um caminho sem volta ambiente virtual de aprendizagem é um caminho sem volta e aí eu falei mas eu vou ratificar isso porque eu acho que o gestor ele tem que tem que olhar para isso com outros olhos
e estimular que os profissionais cada Vez mais eles estejam né abertos e utilizem essas oportunidades porque tá aí inclusive com flexibilidade de horário né então com um tutor que ajuda nessa facilitação Então isso é muito tem muito potencial eu acho que eu queria não sei se já é encerrando a fala mas eu queria deixar essa mensagem assim que é Por que essa sua pergunta também nos provocou né mas que isso a gente entende que isso é cultural e que nesse contexto em que a gente vive hoje a gente tem que Estar aberto essas mudanças e
é um caminho sem volta a gente tem que caminhar por aí Tatiana eu queria só somar uma coisa com você aí e a gente passa para Ricardo é quando você coloca por exemplo a questão do presencial que é cultural e é e é cultural e é tanto que há um movimento de algumas áreas da Saúde contra educação à distância que eu acho esse nome Ricardo educação à distância horrível então educação com mediação tecnológica então a educação Com mediação tecnológica ela não substitui a educação presencial Não é esse o objetivo até porque tem uma coisa que
você fala Ricardo que eu acho Fantástico eu me apropriei disso também que é a questão da educação situada que ela acontece na na cena de atenção à saúde ou seja no serviço de saúde Então isso é algo super interessante ou seja profissional que tá lá desenvolvendo seu trabalho mas que ele vai beber de um processo formativo às vezes situado num Contexto específico para uma prática cotidiana de trabalho dele aí Tatiana e essa questão do dilema desse dessa dicotomia que a gente fica que foi criada né da educação à distância e tudo eu acredito que ela
vai sendo superada à medida que grupos como esses que a gente tem vai publicando trabalhos mostrando que isso realmente produz Impacto agora eh demonstração que muda por exemplo um profissional de saúde que sai das nossas universidades Qualquer Universidade inclusive fora do Brasil ele não tem preparação para atuar na saúde indígena por porque ele não dialoga com aquela comunidade ele não tem preparação Ricardo para atuar na saúde prisional porque a saúde prisional ela é discriminada ela marginalizada não tem preparo para atuar na população lgbtq APN mais não tem então uma mulher lésbica quando vai numa eu
tô dizendo isso Porque eu já perguntei já né quando ela vai numa ginecologista por exemplo e pergunta como é que eu faço métodos eh de proteção para ter uma relação segura aí a médica pede para que ela use papel filme ou seja ela não é sério isso que eu tô falando É sério gente é só você perguntar quem é mentira se vocês podem dar o depoimento de vocês aqui eu eu tô dizendo que eu perguntei para uma lésbica ela disse para mim Ricardo eu fui e é isso que Eles falam E a gente tem que
falar isso abertamente não é a mesma coisa você não ter não é mesma coisa você atender uma mulher que tem uma determinada linguagem e você atender outra mulher que tem outra linguagem acabou gente se o que esse papel filme vai evitar de penetração É Não então não é então mas entendeu né Ricardo Então por que que você precisa preparar o profissional de saúde para essa dialética que existe no contexto da População é assim que as pessoas falam quando chegam no profissional de saúde é assim que eles perguntam e às vezes esse feedback que responde e
a a educação mediada por tecnologia ela é muito boa por quê Porque ela pode levar isso como uma situação problema você não precisa fazer uma disciplina de graduação de 60 horas muitas vezes para aprender a trabalhar com esse público e aí a gente tem um desafio juciano que é a gente tem mais de 4 milhões de trabalhadores da Saúde eu vou fazer os 4 milhões de trabalhadores da Saúde pagar uma disciplina paraa saúde indígena pagar uma presencial pagar uma disciplina para população lgbtq e APN mais pagar uma disciplina para saúde prisional ou a gente vai
fazer uma formação complementar continuada ao longo da vida permanente entendeu Essa é a questão entendeu Tatiana então o trabalho que vocês estão fazendo você que tá sendo desenvolvido no grupo ele contribui Muito porque ele tá trazendo mostrando os impactos e a efetividade desse processo de formação massiva que alcança todos os lugares do brasila um problema né que também sobre a pergunta lá do aluno e no peps A Gente Tem situações de problemas durante os módulos né S são sete módulos e cada mó tem uma situação problema são situações reais que o o médico quando visualizar
lá o vídeo ele vai identificar na minha comunidade acontece isso então ele esse Essa questão de associação entre a teoria quee tá aprendendo lá e a prática vai fazer com que esse mico também se sensibilize e procure mudar né transformar a realidade dele porque ele tá vendo que é possível então isso também é muito importante eh que é aquela questão que a pessoa falou ali né como é que como foi pergunta mais ou menos Como contribuir aí eu lembrei bem dessa dessa questão porque os médicos Eles falaram isso que o Pois é eh e aí
Justamente eu lembrei muito dessa parte porque um dos um um quando eu tava lendo as respostas dos alunos eles citaram muito isso que a gente consegue visualizar aqui no vídeo que a gente tá vendo na unidade basica e ver realmente se sensibilizar e ver realmente que aquilo ali pode mudar pode ser transformado então estimula mais aquele aluno que no caso é o médico a se juntar com a equipe dele e tentar mudar A realidade Pronto agora os dois microfones estão aqui não pode pegar mais agora imagina o problema porque eu gosto de dois eh mas
eu não vou comentar muitas coisas porque hoje pelo menos eu tava aqui na condição que nem os vocês três né Eh de alguém que veio que veio falar Eh então o Ricardo fez algumas vocações especialmente para vocês mas porque vocês estão trazendo o material que o Laí está por trás de alguma forma ou tá pela frente enfim tá implicado tá envolvido são ações que estão sendo conduzidas eh pelo laboratório e acho que a gente consegue de alguma forma falar de alguns impactos embora não pensados acho que de maneira disciplinada quais são os impactos do Laí
por exemplo eh a gente consegue mais facilmente falar dos números né O Impacto de números a gente consegue falar muito mais facilmente do que Outros até porque também não sei se quais pesquisas já foram feitas tendo essa pergunta mas as coisas que vocês não vou falar exatamente que vocês trouxeram mas de algumas provocações agora teve uma pergunta só da Juciana que foi bem específica para o que eu falei mas eu queria comentar algumas coisas essa ideia de análise e de e de avaliação Eu acho que o Romão respondeu bem porque essas duas palavras eventualmente podem
ser sinônimos Eventualmente são completamente diferentes né Eu acho que a análise tem a obrigação de trazer alguma senão ela não tá analisando exatamente alguma coisa tem quem substitui quando a gente diz esce fazer uma análise crítica e algumas pessoas da área de letras perguntam Mas qual e a análise pode não ser crítica porque se disser análise já é crítica não precisaria dizer análise crítica Então esse ponto de vista da análise análise é a formulação de uma Crítica ou acumulação de alguma crítica eu digo em mu que muitas vezes uma tese de doutorado inteira É apenas
a formulação de uma pergunta e a gente pensa que ela sempre vai responder uma pergunta às vezes não tá respondendo pergunta nenhuma ela tá conseguindo finalmente formular uma pergunta porque não é fácil formular uma pergunta porque uma pergunta teria que colocar em questão o que é que está sobre análise para finalmente fazer uma pergunta então Tem teses eu fui banca de uma tese de 400 páginas eu disse pro pro rapaz que fez a tese que a tese dele tinha sido a formulação de uma pergunta ele precisou de 400 páginas para formular a pergunta e ele
formulou a pergunta a pergunta era em relação ao ensino que tinha que mudar no ensino de graduação era isso que ele queria colocar eh em cena mas muitas teses respondem o que tem para fazer e eu acho totalmente inúteis aquelas teses porque elas não disseram aquilo que tá Que nem a ID de é feito aquilo que disseram que era para fazer não é feito mesmo já é feito é feito aqui é feito ali então a tese dele foi organizar a pergunta se entendeu a pergunta então vamos ver o que que é que tem Para pesquisar
né Eh então eu acho que a análise tem esse ponto de vista assim como necessário e a avaliação eu tenho gosto muito do jars já fomos Compartilhamos algumas bancas e já usei ele bastante também Especialmente porque É uma das pessoas que fala sobre avaliação eh em saúde mas eu tenho resumido a avaliação como informação organizada o que a avaliação faz é organizar informação sobre aquilo que a gente quer saber é isso que a uma avaliação faz e deve fazer bem mas a gente tem perguntas por exemplo aqui nas nos relatos de vocês e é uma
pergunta que eu tenho já tinha lá quando trabalhei com Janaína a gente pode e com o Adailton também trabalhamos juntos né Nós três pelo menos por um momento eh a gente precisa pode olhar pelos grandes números que frequentaram os grandes números que concluíram mas o que a gente faz com os grandes números que não concluíram os grandes números que abandonaram Por que não concluíram Por que abandonaram O que é que tinham Vindo fazer aqui e foi porque não vieram fazer nada que também foram embora ou vieram fazer alguma coisa e não deu bem certo vieram
fazer alguma coisa de e acharam Que o melhor caminho era seguir para outro lugar a gente não sabe né então teria todo um campo que é com a massa de pessoas que não chegou no final porque é fácil conversar com que chegaram no final eu comentava com o juciano isso é é para colocar só como mais mais perguntas aqui na mesa né Eu comentava com o juciano antes que há uma tendência eu acho na maioria de nós que chega até o fim de um curso dizer que o curso foi bom porque se eu cheguei até
o fim não Posso ter chegado até o fim porque sem gostar eu cheguei até o fim porque tava ficando bom então a minha resposta provavelmente vai ser ele foi bom porque senão porque que eu fiquei era uma tortura er sadismo eu fiquei até aqui no fil uma coisa que eu não gostei mas acontece que a gente tende a gostar de qualquer curso que agrega alguma informação seja que curso for quando a gente diz assim tem que mudar os métodos de ensino eu questiono muito essas Coisas os métodos as metodologias ativas no ensino são necessárias são
relevantes o que não quer dizer que um ensino clássico ou tradicional não seja bom Até porque eu tenho convicção de que quando eu faço uma palestra no final da palestra uma lista de pessoas vem pedir meu e-mail é porque eu já mexi na vida delas vem pedir meu e-mail vem pedir as referências do que onde elas pode aprofundar aquilo que eu falei ali então Eu já mexi bom eu tô falando no meu caso que no meu caso as pessoas vão me me tirando muitas coisas depois que de ouvir então eu sei que eu fiz alguma
coisa com Não é com a plateia inteira com algumas pessoas que ali estavam né então sem metodologia ativa nenhuma uma palestra com uma uma conferência mas quando a gente gente fala das da didática dos estudos sobre a didática a gente diz que mesmo o ensino formal é melhor do que nenhum estudo do que Nenhum ensino então o ensino tradicional é melhor do que ensino nenhum porque a gente vai ser exposto ao saber de alguma forma aos conhecimentos acumulados de alguma forma Então eu acho que a gente tem um pouco disso para pensar teve um momento
que o país fez um grande projeto formativo que foi o profy não sei quantas pessoas conhecem mas o profy foi uma ação de massa Naci que formou muita gente ele é parecido com mais médicos até o mais médicos Deveria ter aprendido mais com o profy Teria sido melhor eu acho embora o que aconteceu com médic eu falei muitas vigências e das coisas estratégicas de tempo o médicos começou com uma meta e ele passou para outra hoje ele tá em outra se a gente fosse pensar as primeiras metas do Mais Médicos uma pena que elas não
existem mais aquelas metas Porque as primeiras metas Mais Médicos provimento era uma etapa ele tinha o provimento era uma etapa que mobilizava Mudança na formação que mobilizava processo de educação permanente que mobilizava processo de formação em serviço que mobilizava equipes interprofissionais Isso tudo foi desaparecendo desap não desapareceu de uma tal forma que se a gente for perguntar hoje como é a supervisão do Mais Médicos ela praticamente não existe ela praticamente não existe e mais que aí você vai perguntar paraos impactos tem mais coisas para perguntar no caso Do Mais Médicos a gente que sempre quis
ou o programa Sempre quis uma integração do Ministério da Saúde com o MEC por isso se criou dentro do MEC uma diretoria que é Diretoria de Desenvolvimento da Educação na saúde aí a gente pergunta o que é que o MEC faz no Mais Médicos pergunta de novo pergunta de novo porque não tem resposta Então segue perguntando que não tem resposta sobre o que é que o o MEC tá fazendo no Mais Médicos nada tá fazendo nada o que se esperaria que fizesse que seria um grande impacto no interior dos cursos de graduação no interior das
instituições de ensino ensino no alargamento para chegar numa condição de educação interprofissional não tem nada isso nem é linguagem isso nem está na linguagem não é assim cumpriu a a como é que diz prometeu e não cumpriu nem prometeu não prometeu nem colocou isso como uma questão isso é porque totalmente alheio É isso porque o ministério da saúde tem essa clareza e o Ministério da Educação não tem da clareza Mas o que eu insisto sempre é o que que se espera de alguma coisa quando a gente põe o nome educação para mim quando se o
que se espera de alguma coisa quando a gente põe o nome educação é que a gente problematize que a gente crie que a gente invente que a gente tire do lugar não é só a palavra mudança porque a palavra mudança pode ser boa ou má enfim é porque ass a gente Sempre tem que explicar o que que é que a gente tá fazendo e para quem eu acho Ricardo inclusive quando a gente diz assim eh tem a possibilidade A B e C bom eu vou vou falar da minha da possibilidade que eu escolhi eu vou
mostrar porque eu escolhi isto e ao que eu tô em que eu tô colocando visibilidade Se cada um de nós cinco aqui colocar visibilidade em num coisa diferente é porque as cinco diferenças existem as cinco diferenças estão lá Acontece que eu não quero falar de todas elas Eu quero falar só dessas aqui que são as que me interessam porque elas vão tirar X coisas do lugar e eu também vou dizer quais e vou dizer por que que eu tô tornando isso tão visível eu tenho uma intenção em tornar isso visível a gente escuta pesquisas varia
tias escuta relatos e diz tudo certo mas não concordo com nada porque eu acho que ficou faltando falar disso daquilo daquilo outro eu ia dar o exemplo do Profy o profy é essa coisa enorme fo foram feitas muitas avaliações do profy entre outras coisas se encontrou que os auxiliares de enfermagem faziam parto nos hospitais do interior Ah tão engraçado que a gente tem toda esta briga que é nem enfermeiro obstetra pode fazer parto segundo as entidades médicas Só que quem está fazendo são auxiliares de enfermagem no durante toda aquela pesquisa do prof que foi enorme
foi um período histórico enorme também foi uma Massa de pessoas enorme que foi avaliada e outra coisa que se avaliou também é que depois do curso os profissionais ficaram com mais medo de atuar qu dizer o que que o curso fez que eles ficaram com mais medo de atuar é porque eles atuavam de uma maneira espontânea e de uma maneira pouco informada e quando eles se deram conta que tinham que saber mais coisas começaram a ficar com medo isso só quer dizer não é que o curso foi ruim só quer dizer que ficou claro que
a Gente precisa de supervisão no ambiente que a gente precisa de educação Permanente no ambiente então foi a reunião que nós estávamos eraa assim era uma revelação ruim era um dado negativo do programa o programa Aumentou a insegurança dos trabalhadores eu disse isso é uma avaliação completamente positiva isso tá mostrando como é a configuração do trabalho como a gestão do trabalho deve ser Então olha só como é que el lê o negócio lê como erro eu li Como positivo Eu Li Aquilo como indicador de outras coisas que não eram o que a pesquisa estava lendo
então esses elementos são importantes né com o tema análise e o tema avaliação eu acho que a gente tem essas coisas porque Impacto pode ser números mas Impacto pode ser processo Impacto pode ser envolvidos porque eu pergunto isso perguntava isso como é que a gente avalia educação Permanente em saúde eu dizer um indicador é quantas pessoas Passaram a fazer parte porque pode ser educação permanente eu tô falando só do gestor e do trabalhador não eu quero saber se tem usuário fazendo parte desse negócio eu quero saber se tem movimento social fazendo parte desse negócio porque
aí eu tô sabendo mais coisas eu tô o meu Impacto é saber quem mais foi incluído na conversa ou na possibilidade de resultados assim como o tema da base local implicada base local Está ou não está implicada acho que vocês trouxeram Bastante disso O Ricardo foi dar um exemplo que eu também anotei pensando especificamente no Mais Médicos eu acho que uma das coisas que aconteceu com mais médicos que pouca gente fala mas ele quer dizer algumas pisas de que eu participei participei com com alo com Eider uma das coisas que o que é Impacto para
mim do Mais Médicos foi que o Mais Médicos favoreceu a prática interprofissional mas não é porque era uma métod o que que aconteceu muito Estrangeiro e eu que não falava português eu não conhecia o Brasil para trabalhar sem perguntar perguntar perguntar não conseguia trabalhar e ao perguntar perguntar perguntar ficava tudo horizontal o cara não sabe nada e os outros sabem então começa a trabalhar junto então não foi um impacto calculado foi um impacto que aconteceu é que aconteceu as práticas interprofissionais elas aconteceram diante de uma condição essa pergunta né O que que faz diante do
Erro até parece que é só o estrangeiro que cometeria erro os formados aqui não cometem erro Ora vamos vamos parar de brincar né porque o que tem de erro feito por egressos de universidades conceituadas no Brasil não é pouco porque não aprenderam porque não sabem porque não se interessam porque são irresponsáveis e várias coisas que acontecem então voltamos paraa necessidade do trabalho em equipe como como uma resposta né o melhor desempenho Clínico será dado quando nós trabalharmos de fato em equipe e de maneira interdisciplinar será dado quando a gente escutar de maneira Profunda o usuário
que não quer dizer uma consulta demorada eu dou sempre esse exemplo também não é que a consulta de 1 hora é melhor que uma consulta de 5 minutos eu recomendo consulta de 5 minutos mas a consulta de 5 minutos ela não está isolada só faz uma consulta de 5 minutos aquela pessoa que também tá no Grupo aquela pessoa que também faz visita domiciliar aquela pessoa que também conversa na sala de espera aquela pessoa que também faz reunião de equipe porque aquele que chegou ele não chegou ele não é uma vida inteira ele é uma vida
no lugar se eu conheço o lugar eu não preciso imagina se eu vou levar uma hora com cada pessoa para me repetir o endereço onde ela mora e qual é a sua história familiar é é daquele lugar eu tenho que conhecer aquele lugar eu tenho Que conhecer a linguagem eu tenho que conhecer as culturas os hábitos os modos os indicadores daquele lugar o nosso problema da consulta breve quando eu não sei nada disso que acontece a pessoa entra de Costa no trabalho né não tem nada no lugar não tá em nenhum grupo não tá nenhuma
visita não tá em nada bom aí não pode ser um co de 5 minutos né bom per deu para falar muito disso mas eu fiquei com a pergunta que também Ele trouxe da Saúde da Mulher saúde da Mulher ou saúde mental mas eu fiquei com saúde da mulher pensando saúde da mulher qual mulher a mulher trans a mulher travesti a mulher lésbica a mulher no climatério a mulher idosa de qual mulher que nós estão falando essa saúde da mulher é de quais mulheres porque não tem a mulher são as mulheres e tem diferença nas tem
diferença na sexualidade tem muitas diferenças mulher que é vítima do feminicídio mulher que é vítima de violência Qual é a mulher que Tá faltando nesse Saúde da Mulher porque pode est faltando tantas mulheres que eu vou dizer para vocês apontarem uma mulher eu quero dizer para vocês que tem mais tá não tem só uma essa Saúde da Mulher vamos trocar paraa saúde das mulheres porque são muito não Não tô dizendo para você tô dizendo para quem respondeu ou para quem fez o pedido né do que é isso é problematizar eu é o analisar problematizar ou
analisar e a gente vai chegando em mais eh em mais Lugares do dessa pergunta do efeito e do impacto e alguns exemplos né e do do Mais Médicos mas eu vou falar uma coisa e vou responder ali do juciano que eu anotei várias coisas Claro pra gente falar eh e uma coisa são três coisas que eu vou ainda comentar uma que o Romão falou do aprender a ser vamos lembrar que isso vem na verdade ser um discurso da Unesco é um discurso da Unesco entrada nos ano no século XX um essa tentativa mas era foi
isso foi feito no Final do século passado porque era assim era quatro modos de aprender é que não tem um aprender a quer dizer assim aprender pode ser igual a conhecimento aprender pode ser igual a ser aprender pode ser igual a conviver aprender pode ser igual a fazer porque parece que é aprender para aprender a fazer não tem um aprender que é um aprender fazer mas aqui não é a fazer aprender fazer tem um aprender que um aprender ser tem um aprender que aprender conviver tem um Aprender que aprender conhecer então não é só transmissão
eh de conhecimento mas não é aprender a fazer aquilo é um aprender igual a conhecer um aprender igual a ser um aprender igual a conviver ou aprender igual a fazer mas precisa da presença de todos esses Mas aquela coisa dos desiguais Ricardo eu fiquei muito pensando assim disseste né dos dos países aí os países eh de menor poder econômico eh querem mais desigualdade eu acho todos nós queremos cada vez mais Desigualdade Qual é a desigualdade que a gente quer porque tem que ter a cara de cada lugar então Então se ficar tudo igual perdeu nós
precisamos de tudo muito de tudo muito diferente porque a gente quer que tenha assim a gente não quer um sistema de saúde no Brasil a gente quer 5.000 sistemas de saúde no Brasil porque eles têm que ter a cara de cada um dos Municípios as Isso parece simples a gente só se dá conta que não é simples quando a gente tá muito Envolvido com o lugar que ficar com cara do lugar é necessário e é muito difícil a gente hoje tá dizendo todos os exemplos que Ricardo trouxe a gente tá precisando fazer inclusão de população
indí tá precisando fazer inclusão de população rural tá precisando fazer inclusão de população Ribeirinha tá precisando fazer a inclusão de população que é militante política e a gente não se dá conta como é o caso desse grupo chamado Hã Campo florestas e Águas eu digo que é Campos florestas e Águas porque não também não tem só um campo e também não tem só uma floresta essas populações dos Campos das florestas e das águas e esses usuários são organizados eles têm uma clareza Total sobre a saúde que eles querem E aí não quer conversar com eles
porque a gente tá tá pensando saúde Rural tá cheio de de literatura mundial sobre saúde Rural não é saúde Rural Não é bem assim e quando é interessante ver Que das águas eu estudei isso porque eu comecei a montar um curso lá no Amazonas mas eu aprendi com as mulheres das águas quando elas dizem o seguinte a gente fala aqui no na região Amazônica desde eh Chico Mendes a gente fala dos povos das florestas e aí especialmente as mulheres do Pará é Elas disseram tudo bem com Chico Mendes e os povos das florestas mas nós
temos um litoral enorme no Pará e nós não somos povos das florestas nós somos povos do litoral E Se nós somos povos do litoral a gente não quer só o território a gente quer o mareto porque tem que falar disso nós estamos no Mangue nós estamos no litoral nós não estamos na floresta nós estamos no Mangue e no litoral o que a gente a o nosso extrativismo é de não é de sementes e nem de plantas é de animais que vivem nas águas então é tão diferente que não dá para falar os povos das florestas
é a região amazônica não na Amazônia vou contar para vocês tem Litoral enorme no Pará assim como tem litoral no Maranhão que também é região Amazônica essas coisas é que vão dizendo tão desigual ou do tão diverso ou do tão diferente que as coisas precisam ou devem ser e a última questão então ali do juciano com a literacia é é interessante a pergunta precisa ser feita essa pergunta é o que é interessante é que ele fez a pergunta com o que eu falei das doss modos de fazer educação eu fui para um evento que Era
o evento eu comentei com ele antes na fala no início aqui que chamava letramento em saúde que é a literacia eu até prefiro que chame de literacia porque eu acho pior chamar de letramento e aí eu fiquei assim entusiasm dissimo ah um evento de letramento em saúde eu pensei que coisa legal aí eu descobri que não era nada do que eu pensava porque eu não pensava aquilo que tava no evento o evento era de literacia não era de letramento eu digo que eu gosto do Letramento porque a gente pode pensar assim uma coisa é a
alfabetização aprendi a ler e escrever e outra coisa é o letramento eu consigo lidar com as letras eu consigo ler grandes obras isso é o letramento eu consigo criticar as grandes obras isso é o letramento então imaginava quando eu li letramento na saúde eu pensei posso entre aspas aí combater o Saber médico né é um letramento na saúde todos os saberes vão vão se cruzar a gente vai fazer um uma Interdisciplina isso é não não é nada disso que eu descobri na literacia ou no letra em saúde é tudo da educação para a saúde É
tudo ensinar as pessoas a cuidarem melhor de si mesmas é lidarem com conceito que são transmitidos por aquele que que informa então eu acho muito ruim se a gente pensar letramentos desse jeito que é fazer o outro saber as coisas que eu sei da maneira que eu transmiti eh isso para mim não é letramento não tem literacia nenhuma Porque literatura letras e literatura a tem cursos universitários de letras e literatura para dizer o que é o que são as letras e o que é a letura Então o que eu acho que mais tem ser chamado
de literacia para mim tá na educação para saúde não tá nem na educação Permanente em saúde do jeito que eu tentei pontuar aqui eu orientei uma dissertação recomendo para vocêis te mando jan eu orientei uma dissertação de uma garota de Currais Novos assistente social de Formação Larissa conhece ela todo mundo al vez nessa sala conheça ela Paula Érica ela é assistente social de Formação Mas ela é cantora poeta modelista performer ela faz várias coisas e ela inventou uma coisa chamada artesano na pandemia para dizer nessa pandemia Só falam só fazem literacia que é webinário webinário
webinário Ah vamos fazer um artesano que não é um webinário Vamos fazer um artesano vamos botar arte nesse negócio Vamos botar outra Linguagem nesse negócio aí ela foi fazer o mestrado comigo e a dissertação dela é artesano tem um artigo já publicado mas sobre o o artesano que a gente usou do comunicação como base ou como referência ou a comunicação popular em saúde e do comunicação pensando como uma vertente da área da comunicação E a comunicação popular como uma vertente da área da saúde a comunicação popular em saúde mas a comunicação popular em saúde não
é igual a educação popular em saúde Educação popular em saúde é uma coisa comunicação popular em saúde eh é outra e a gente sabe pouquíssimo do que que é a comunicação popular e o que que é educomunicação a gente precisa aprender porque se a gente aprender a gente vai fazer porque educomunicação a comunicação popular são processos fortemente educativos são processos de letramento mas é um letramento inclusivo é um letramento da diversidade então educ comunicação para mim é um conceito Que precisa ser muito bem compreendido pelo menos que algum assim vamos aprender com o juciano tá
ele sabe tudo disso h e comunicação Popular que quer dizer a mesma coisa assim é do comunicação transportada para dentro da saúde ou é comunicação Popular pronto falei um monte de coisa tá obrigado acho que a gente vai encerrando mas eu queria abrir para saber se alguém quer fazer pergunta Larissa João Alves pode vir João aqui por favor Larissa João e juciano você tem mais alguma pergunta é curioso porque na questão da literatura né você admite que o leitor né Bartes vai dizer isso e outros o leitor pode interpretar o livro E aí ele vai
inclusive enriquecer o livro com oitos sentidos né mas Ness essa lógica no letramento se o cara for interpretar o letramento em saúde e acrescer as coisas dele etc ele é ele vai ser bombardeado e vai ser corrigido né então Não tem nem essa abertura que o letramento na literatura seria possível né então boa tarde né primeiro agradecer ao professor Ricardo por ter trazo Professor cina para essa discussão aqui e a Laí é Ricardo e Ricardo eh professor Ricardo eh eu acho muito interessante essa discussão sobre educação permanente né que a gente já vem discutindo daqui
H algum tempo mas assim eh quando Senhor falar na questão Da participação né o SUS traz isso nessa participação dentro da assistência o trabalho em equipe essa dialogicidade né que tem que acontecer e a gente vê eh que essa comunicação né dentro da educação permanente ela é necessária por quê Porque ela impacta né em vários outros ambientes né impacta na construção na engenharia civil por quê Porque muitas vezes a gente observa dentro da área da saúde né alguém tá construindo alguma coisa E aí não Conversa com quem vai utilizar né Aí você tem que refazer
né derrubar paredes por quê Porque o fluxo que aquela pessoa necessita é diferente não é isso isso vai impactar também quando a gente fala sobre a questão do do prontuário eletrônico do cidadão não é por quê Porque você vai ter que dialogar lá na na na atenção primária à saúde né O que é que é necessário né E vai refazendo você vai customizando isso né então muitas vezes a gente tá deixando de Fazer esse diálogo não é e e assim e também eh quando a gente fala desse diálogo a gente tá falando também né de
humanização política eh nacional de humanização a gente tá falando da educação Permanente em saúde quando a gente fala na questão de tá dialogando com esse paciente né como eh elas colocaram aqui vou dizer elas porque eu laian e e Tatiana né como quando elas colocam a questão da formação e qualidade não é não existe quando a Gente vai estudar qualidade né você tem como foco o cliente né ou no caso o usuário né no nosso caso né que a gente chama de usuário por quê Porque ele ele precisa estar participando dessa construção para que as
suas necessidades sejam atendidas Então tem que ter uma escuta não uma escuta qualificada e a gente tem tentado ensinar isso há muito tempo não digga há muito tempo por quê Porque desde o SUS que vem se discutindo isso mas a minha pergunta professor Ricardo é como é que tudo isso que a gente tá discutindo aqui né vai impactar né na política pública né como é que isso sobe né de base para o topo Obrigado gente boa tarde já prazer estar aqui primeiro porque assim vim prestigiar meu aluno querida Romão eh mas também né por por
todo o grupo que tá aqui então eu não tinha nem muitas coisas para dizer porque o que vocês as provocações vocês vão fazendo principalmente professor Ricardo que eu Já conheço né como é que ele mexe assim com com o nosso Imaginário Eh aí a cabeça fica assim friviando eu acho que vou precisar de alguns dias para maturar mas na verdade eh uma coisa que eh professor Ricardo Valentin falou e eu fiquei pensando ao longo de toda a manhã né assim bom então já está posto de que é uma análise que a gente faz de que
a educação permanente ela não está enquanto política como algo Eh estratégico e estruturante dentro do Sistema Único de Saúde né contudo eu entendo que essa responsabilidade ela é do Sistema Único de Saúde e e das instituições formadoras Então na verdade a minha pergunta para vocês quem quiser responder eh como isso é possível sabendo que a gente tem alguns oases né ao longo dessas últimas décadas né a própria política de educação permanente Ela traz algum Horizonte em relação a isso mas como é que seria possível eh Falando contemporaneamente e falando inclusive pensando eh a saúde digital
como meio para isso por exemplo respond esse pedacinho aí certo Ricardo aí você pode tocar Larissa primeira coisa é vou começar por Larissa mas foram duas perguntas né de João e mas eu vou pegar porque ela já citou e eu tenho quase Alzheimer e vou esquecer eh primeira coisa é colocar na política da educação permanente que não tá posto isso daí que ela é uma política Estruturante mas não é na narrativa porque agora a gente tá no mundo das narrativas né quem tem a melhor narrativa é que ganha não é na narrativa isso não pode
ser só no Instagram entendeu Larissa a gente tem políticas que só tão no Instagram elas T que estar de fato na execução a gente falou muita coisa aqui tem uma coisa que é tem que fazer parte Ricardo da de política de estado tem que fazer parte do plano estadual de saúde tem que Fazer parte do plano Municipal de Saúde a política tem que est lá para induzir outras políticas isso não faz parte a gente faz conferências faz reuniões faz seminários Mas de fato ela não está presente nos planos Estaduais de saúde ela às vezes tá
na palavra mas eu vou fazer aqui vou pegar vou pegar um exemplo bem claro saúde prisional Cadê a formação da cesap na saúde prisional para atenção primária Prisional Cadê não não tô colocando a responsabilidade agora todo tudo que eu falar entenda que eu tô falando de estado e não é de um momento Aonde tá porque se a gente for olhar os documentos da política nacional de de educação permanente Ricardo você sabe que é coisa antiga já acho que é a segunda ou terceira política publicada né Romão você que tá segunda cadê cadê a saúde por
que que a gente a gente tem Uma política nacional para saúde prisional Cadê a única trabalho que eu conheço de Formação um trabalho do pessoal do Mato Grosso um trabalho da fuz e o trabalho que Janaína faz que para lev PR saúde prisional é um esforço Ricardo enorme enorme muitas vezes inclusive boicotado falando aqui de saúde prisional né mas a gente podia pegar da Saúde Indígena a gente poderia pegar aqui das populações lgbtq e PN mais que no Instagram todo mundo agora quer fazer uma foto com uma pessoa usando cocar e botar no Instagram eu
falo e chego me arrepio porque assim é uma provocação que eu sei que depois eu posso levar pedrada mas no Instagram ficou perfeito entendeu Ricardo aquele cara trabalha pros indígenas certo mas a gente tá mudando de Fato tem prioridade tem orçamento tá sendo direcionado para isso quem discute educação Permanente em saúde ele só vai cono só vai pra conferência ou de fato aplica o que tá sendo falado pronto é isso eu sou dessa época Ricardo que você pegou no Ministério da Saúde que se construiu um programa Mais Médicos que o programa Mais Médicos ele objetivava
o impacto você falou aí várias ações de intervenção de um programa de provimento Ricardo para tirar do lugar para ir para outro Ou seja que ele era disseminador de um processo de formação não só de não só de consulta médica né então Larissa eu acho que pra gente realmente ter isso como uma política transversal estruturante ela precisa ser discutida de maneira mais pragmática eu isso Isso certo eu vou Claro não tudo bem mas não mas é muito mais ampliado tem que tirar a universidade desse lugar também mas quem tem que demandar porque Ricardo fala uma
coisa fantástica aqui por exemplo existe uma a gente forma nos cursos de saúde mas muitas vezes esse curso que a gente tá fazendo na área de saúde não dialoga com a prática do serviço é isso que você tá dizendo é por quê Porque não é uma Política de estado tem que tá na política de estado por exemplo a Universidade Federal do Rio Grande do Norte que é um Hospital Universitário em Caicó Só que lá eu tenho o teleca que é do estado aí a pergunta que eu faço para você é eu preciso de um hospital
universitário para dizer que é da Universidade porque é para dizer que é do curso de medicina as pessoas têm coragem Ricardo de falar isso abertamente que eu tenho um hospital do Estado que é lá eh eh precário e que se eu mudar paraa universidade para a EBC e eu não atender de fato as demandas daquele local não vai mudar nada pronto é isso que eu tô falando Larissa eu tô falando exatamente a mesma coisa que você quando eu falo de política de estado é uma coisa que Ricardo diz aí só que de de outra forma
intersetorial interfederativo Integrado Então quem tá nesse lugar da universidade tem que fazer essa provocação porque a gente quando chega na reunião qualquer reunião seja na universidade no estado ou no Ministério da Saúde nós tatian a gente vai bater palma quando é oposição as convicções ideológicas a gente critica Car mas quando é do nosso grupo a gente fica dizendo ó Isso é maravilhoso mas não muda nada então a gente porque assim uma coisa é você fazer uma crítica Pejorativa gente e outra coisa é você fazer uma análise crítica com embasamento técnico que é o que a
gente tá fazendo aqui agora certo então ou a gente cria esses espaços e tem coragem de pautar isso e não ser cancelado não ser visto como um cara que é inimigo do governo blá blá blá a gente não vai mudar nada eu vou criar mais um hospital universitário vou gastar mais um recurso do SUS e não vou mudar a realidade lá pode ser Universitário não tem problema nenhum desde que ele não seja só um hospital da Universidade ele seja um hospital para o Estado do Rio Grande do Norte pronto é isso entendeu para atender a
demanda do Povo de jardim de Seridó para fazer implante para fazer uma série de coisas não ter que mandar o camarada vir pro Valfredo gugel porque lá não vai atender então essa essa essa questão aí mas eu vou passar para Ricardo para ele terminar de Responder as perguntas porque senão empolga aqui não deixa mais ninguém falar Então na verdade o que acontece agora a gente já abriu aqui uma um debate que Pode render muito não vai render agora nesta manhã né porque precisa outro ou outros inclusive ou uma jornada né seria legal eu gosto quando
a gente tem essa possibilidade de que pesquisas vão sendo colocadas para o confronto assim né aberto acho isso é é parte dos modos de aprender é parte do Modo de fazer pergunta é parte da da problematização mesmo que precisa ser feita e Sempre tem aquela resposta que cada um pode dar bom tudo isso pode mas eu vou pesquisar só isso daqui a minha pergunta é bem pequenininha e eu quero uma resposta bem pequenininha eu tô satisfeito com ela e a gente vai seguir dizendo então tá então escolheu uma mas tinha mais 15 que a gente
enxergou só agora para enchergar mais depois mas enfim só para dizer que essa Conversa ela renderia muito mais agora tem acho que três coisas que eu queria comentar aqui eh uma em relação à própria educação permanente tem essa pergunta do de baixo para cima como é que faz dá pra gente reconhecer que existem metodologias que a gente pode chamar de metodologias ativas mas são metodologias de grupo tem muita metodologia que o Brasil desenvolveu o Brasil tem muita proposição no campo da educação e na Saúde nem sempre conhece todas as coisas que a educação tem para
propor Mas é uma coisa meio chocante a gente diz assim eu eu sempre esve na interface da área da Educação com a área da saúde não só no o encontro das duas coisas como se faz eh na saúde coletiva e lá na educação tem uma crítica muito grande de que a a saúde sistematicamente invade a educação prescreve a educação diagnostica eh a educação e não faz na com a educação aquilo que dentro da própria saúde faz Que é tanta tanta conversa tanta descentralização então a educação ela sofre com a saúde se quecho da saúde e
a saúde sabe pouquíssimo da educação é impress como a saúde não sabe eh as coisas que a educação e inventa eu tô dando este exemplo para chegar numa coisa chamada Pedagogia da roda a gente fala da roda sistematicamente na saúde né Tem um livro famoso do Gastão Wagner de Souza Campos que chama método da roda mas eu consigo citar Sebastião Rocha Falando da pedagogia da roda Sebastião Rocha tem uma experiência imensa é um antropólogo de Minas Gerais tem um trabalho feito por ele no Maranhão junto com uma enfermeira lá do frj que é a Cristina
Loiola eles aqui mesmo no no R Grande do Norte todo o trabalho da Jac e Abrantes com a tenda do conto são metodologias de educação são metodologias de roda são metodologias de conversa criadas por nós brasileiros e de modo regional no interior dos lugares Onde nós nós estávamos ou eh ou estamos tem coisas sendo criadas que a gente pode aprender mais para pensar o tema da educação esse tema aí do de baixo para cima ou de baixo para baixo de baixo ficando ali embaixo mesmo com quem tá ali quem tá trabalhando como é que que
a gente faz maior aproximação com os usuários é impressionante o quanto que a gente exemplifica que nem os 80% de resolutividade da rede básica 80% de resolutividade da rede básica conforme o Modelo de atenção conforme as estratégias de prioridade tem muitos motivos para ser 80 ou ser 88% de resolutividade a quantidade de pessoas que os números são traidores quantas consultas de pertas foram feitas e quantas foram com a mesma pessoa porque se foram com a mesma pessoa é uma é uma resposta Mas se for com diferentes pessoas já é outra resposta E por que que
a mesma pessoa consulta tantas vezes não é o modelo assistencial que nós Estamos oferecendo que tá fazendo essa pessoa voltar tantas vezes então tem um refinamento tudo que toda informação tem um refinamento que discute aquela informação mas na educação permanente a gente trabalhou com uma coisa chamada Polo de educação Permanente em saúde trabalhou com as articulações loc regionais interinstitucionais chegou depois dessas duas as comissões de integração ensino serviço em saúde a gente tem um Instrumento que é o coapes que é o contrato organizativo dação pública de educação e ensino eh de educação e Serviços de
Saúde aliás de ensino da saúde tem os núcleos de educação Permanente em saúde que hoje são inúmeros e se não houver eu não acredito que nenhum município diga faça educação permanente se ele não tem um lugar se ele não tem um neps ele não faz ou se ele não tem uma secretaria uma um departamento uma divisão de educação Para permanente ele não faz pode dizer que faz mas não faz porque não é espontâneo isso não é uma coisa que vem do nada a educação permanente ela tem que ser organizada ela tem que ser estruturada isso
que o Ricardo chama de estruturante para ela ser estruturante ela tem que ter uma nucleação algum lugar tá pensando isso e tá fazendo perguntas desse jeito que a gente tá fazendo aqui porque é porque se tiver um núcleo que chama educação permanente e Faz uma capacitação atrás da outra ele não tá fazendo educação permanente nenhuma porque ele teria eu disse isso lá no Ceará tive agora acompanhei um curso muito bonito que o Ceará fez que foi um curso para os neps da Secretaria Estadual de Saúde e eu dizia para eles todos os lugares que gosto
de fazer aqu levantamentos necessidades formativas aí temem uma lista de cursos que todo mundo quer fazer aí o núcleo vai serir fazendo todos aqueles cursos Não minha gente Pega essa lista e começa a conversar com ela o que será que essa lista quer dizer esse tema que nem assim dizia que saúde da mulher qual mulher dizia que saúde mental qual mental aí a gente depois de fazer essa conversa a gente ainda devolve para aqueles que fizeram a lista para descobrir qual é a educação permanente que precisa não é escutar a lista de cursos e pronto
oferecer um monte de curso tem nada de educação permanente nisso mas se não tiver o nep O neps tem que fazer isso esse é o papel de ser o neps então a gente talvez tenha que fazer a formação dos coordenadores desses neps né ou dos coordenadores dessa secretaria desse departamento desse lugar mas desar o povo a fazer as perguntas né É ISO e problematizar as respostas porque senão e fazer a imersão no problema eu tenho um problema quais mulheres isso saúde de quais mulheres até porque gente ve vai qu não estão incluídas todas e a
gente tem que dizer Ih tá faltando tanta mulher teu pedido eh são coisas desse tipo mas eu gosto enfim não vou falar tantas coisas aqui mas eu tô falando de ter esses lugares ter esses departamentos eventualmente a formação desses lugares e desses departamentos a nossa capacidade de um olhar ampliado de uma Escuta mais ampliada eu tava numa eu tô orientando uma dissertação que chama a palavra instrumento nosso de uma psicóloga lá de de Mossoró eu acho legal quando ela fala Da palavra porque a eu disse numa no do grupo como esse que a gente tá
fazendo aqui fizemos isso nas na semana passada lá em Mossoró não vou dar todos esses detalhes sen não vou gastar um tempão aqui mas eu que tava dizendo a gente fala muito escuta da escuta da escuta e ela tá falando da palavra ela tá falando da fala todo mundo fala da escuta e a dissertação dela é sobre a fala a gente precisa é que para escutar tem que ter quem fale e não é fácil falar a gente Não sai falando simplesmente que foi chamado a falar a gente chega no lugar e fica silencioso e a
gente vai abre uma uma vai pro conselho de de saúde e aí muitas pessoas silenciosas vai para uma conferência de saúde muitas pessoas silenciosas elas não sabem o que falar e não é como se elas não tivessem nem não tivessem o poder de falar e bom precisa falar para escutar só pode escutar quem fala não dá para escutar quem não fala a não ser que que se escute a não palavra E o que que a gente vai fazer para que a palavra venha para que a palavra possa então emergir aí do comunicação é para ajudar
Isso é para ajudar que a palavra eh apareça mas também nesse eu vou vou pular uma coisinha aqui mas para que ainda da dessa educação de baixo para cima a gente inventou alguns dispositivos quando a gente inventou versus quando a gente inventou residência integrada em saúde que praticamente não existe hoje residência Integrada elas ficaram todas fragmentadas eu fico muito incomodado que as residências agora o documento que eu li que o ministério apresentou é é a política de referência para a formação de especialistas eu para mim não é política de referência e não é assim do
tipo a política de referência não é e não é formação de especialista é formação de trabalhadores do SUS e é uma modalidade eu poderia só desse assunto eu já falaria por horas né é um tema que Eu gosto de conversar eh vou falar dos hospitais e do Instagram aproveitar o exemplo Hospital Universitário ainda se acredita nisso é insuportável que a gente tá dizendo que tem que mudar a graduação mudar a graduação e a gente ainda não acredita que seja possível educação médica sem Hospital vou dizer se tiver rede não precisa de hospital porque se tiver
rede resolutiva tudo aquilo que a gente diz que é procedimento a gente faz na rede a gente Faz sutura a gente faz microcirurgia a gente faz cirurgia ambulatorial a gente faz especialidade a gente faz milhões de coisas e em rede E aí tem Larissa conhece um pouco dessa proposta que eu trabalho tem que trazer mais para cá Talvez o conceito de hospital de território que a gente inventou o conselho de hospital de território lá em Mossoró foi para responder ao problema da rede para responder um problema de rede a gente tem a gente precisa de
Hospital em todos os lugares a resolutividade de 80% cai porque a gente não consegue as parcerias que precisa a Então vamos botar uma policlínica Policlínica é ambulatório de Especialidades é isso que tá faltando então Continua faltando rede Continua faltando ampliar resolutividade de cada um que trabalha junto mais trabalhar junto inclusive então a gente inventou esse conceito que não vou explicar aqui né mas tem um conceito inteiro inventado Que é o de hospital de território que a gente inventou lá tô pedindo financiamento do Ministério da Saúde não consegui ainda do jeito que eu quero mas vamos
ver o que que vai ser possível e a última coisa que eu vou falar tudo você fala aqui deixar tudo picando né que nem telaria ai depois a gente sai daqui cheio de problema de pensamento pronto tá bom se Saiu cheio de problema de pensamento tá ótimo né É tá ótimo depois era isso que a gente queria porque a Gente tá tá falando da pesquisa a gente vai pesquisar né saí com resposta podia sair com um bocado de resposta errada né mas a última coisa que eu vou falar porque é do Instagram eu aprendi no
Instagram mas uma coisa desse por causa do cocar que o Ricardo trouxe ah a a insuficiência de resposta de políticas públicas ou a inadequação e o erro nas respostas públicas vai fazendo com que movimentos sociais se organizem e se manifestem do tipo assim não é não Suporto mais não ser entendido não suporto mais não ser ouvido Então a gente vai lá e faz um negócio e eu não sei se vocês conhecem as mulheres território é as mulheres território é um movimento incrível das mulheres indígenas e algumas mulheres quilombolas quando elas dizem Nós somos mulheres território
a gente quer chamar atenção PR os nossos biomas vocês não sabem o que é um bioma vocês não sabem a diversidade de biomas Então nós vamos Fazer o seguinte nosso corpo é um bioma vamos conversar com os biomas são as mulheres bioma as mulheres território Elas têm uma criaram né todo o movimento que surgiu da Marcha das mulheres da na pandemia da Marcha das mulheres indígenas em em Brasília surgiu as mulheres chama aniga que é das mulheres dessas mulheres bioma que é um movimento maravilhoso eu descobri no Instagram então eu não quero ver ninguém tirando
retratinho de cocar eu quero as pessoas Do cocar colocando a sua palavra pra gente ouvir criando um lugar de vocalização de verbalização de aprendizado E aí é incrível essas mulheres biomas são maravilhosas pra gente almoçar né todo mundo com fome no final pergunto e a sobremesa Ricardo eh a gente se conhece de comentário no Google Docs e de eu te ler né seus artigos gente parabéns pelo evento que eu adorei eh muito pertinente Os questionamentos as inquietações as perguntas que a gente vai sair aqui quicando eh teve um momento que você fala da continuidade histórica
dos fenômenos você fala da educação sanitária fala de questões como eh lave seus alimentos eh com a proteína e esse discurso na pandemia por exemplo para situar historicamente foi transposto para Lave as Mãos use máscara sendo que o contexto comunicacional foi outro né e pensando na questão da interface entre Educação comunicação e saúde como você enxerga hoje né Eh Que proposta conceitual você acha que abraçaria essa complexidade que entenderia a comunicação como não só só na saúde mas como dinamizadora eh que permeia um sistema de interações que molda discursos que molda O que é saúde
para mim e para você o que é doença para mim ou não né que molda a questão do discurso do risco né E que muitas vezes eh atravessa muitas campanhas de Comunicação que falam no hiperativo também use camisinha e e etc e aí se gasta por exemplo quando eu lembro dos das unidades básicas infância eram estampado na parede use camisinha e aí né e onde é que tá toda a complexidade do nosso comportamento então a minha pergunta é como pesquisadora do Laí né da área de comunicação e saúde que eh tá fazendo doutorado pensando também
na questão da sustentabilidade dos objetivos né da agenda 2030 dos ods né E Que vem de uma formação transdisciplinar que a primeira vez que eu tive contato com a educação dessa forma na saúde foi com a educação alimentar e nutricional né que eu sou nutricionista minha primeira formação e me chamou muita atenção como você falou da comunicação como um componente da educ comunicação um componente comunicativo da educação e essas coisas estão muito efervescentes e eu tô agora fazendo uma um uma revisão de escopo Sobre as interfaces né e enfim minha pergunta é essa atualmente qual
proposta que você acredita que abraça Você só me perguntou onde vai ser o almoço eu vou almoçar em casa que era a pergunta mais importante não até porque na verdade tem muitas perguntas aí não dá para responder tudo nesse tempo que a gente tem aqui de jeito nenhum mas eu acho que faz algumas sinalizações uma sinalização nosso amigo ali que agora eu vou fazer Uma intimidade com juciano descobr que a gente tem muitos laços em comum É ele é ele é muito bom o na pandemia o que mais funcionou como base de fato porque nós
somos um governo negacionista e que disse que você falou assim ah Lave as Mãos exceto pelo governo que não mandou lavar as mãos use máscara exceto pelo governo que mandou Tirar a máscara né o governo federal só dizia Não lave mão não use máscara invada o hospital e fotografe Todo mundo que é mentira que eles estão trabalhando que eles não estão né invada unidade básica foi isso que o governo federal mandou fazer né durante a pandemia mas a gente conseguiu enfrentar a pandemia por causa da vigilância popular em saúde que funcionou basicamente com estratégia de
do comunicação muito funcionou muito foi o que deu suporte pra pandemia foram as estratégias do comunicação que se distribuíram na base movimentos de Adolescentes adolescentes com funk e com rádio comunitária as rádios comunitárias foi o que mais funcionou os programas locais todas as entidades locais que começaram a fazer o cuidado de é para lavar mão então vamos nas casas ver se tem água é para usar máscara Então vamos costurar as máscaras porque ninguém vai poder não tem todo mundo podendo comprar e foi movimento popular fazendo isso especialmente em áreas grandes de concentração até porque também
foram as Pessoas que não puderam ficar em casa foram esses as pessoas mais pobres não puderam ficar em casa porque era o caixa do supermercado porque era taxista foi os que tiveram que seguir trabalhando ficar trancado dentro de casa Qual casa quantas peças tem a casa e pense a favela do Rio de Janeiro ficar dentro de casa é melhor ficar na rua porque não dá para ficar dentro de casa embaixo de um sol desses ficar dentro de casa então tem recomendações que valem mas não Valem exatamente para todas as pessoas mas o que eu quero
dizer que quem conseguiu driblar isso foi a comunicação popular em saúde a vigilância popular em saúde os próprios movimentos populares assumindo essa condição e usando muito das estratégias de eh de comunicação que a gente não tenha dúvida sobre isso esse campanhismo do tipo uso de camisinha isso e aquilo que a gente tá vendo agora uso de camisinha foi muito bom salvou o Brasil mas o uso da camisinha estava no Meio de um processo de comunicação Popular o Ministério da Saúde estava na parada LGBT que P animais e estava no enfrentamento do discurso da da homofobia
da transfobia da inclusão das prostitutas como pessoas de igualdade de direitos era assim que o ministério da saúde trabalhava quando isso tudo foi desaparecendo porque aí ficou alvejado por tudo que é tipo de crítica foi ficando mais na camisinha a camisinha pode ser usada É só perguntar hoje se a Gente reunir os adolescentes A grande maioria dos adolescentes não usa mais camisinha grande maioria Dev ser exagero muitos não usam mais a camisinha por sorte se se descobriu a prep e a PEP que é a proteção pré profilaxia pré e pós exposição porque senão a gente
estava em escalada eh da contaminação pelo iiv porque não se usa mais a camisinha porque também essa conversa de nós não vamos falar da Alegria nós não vamos falar do Prazer nós não vamos falar do Sexo então a gente também não vai usar camisinha e é isso que acontece o falar da camisinha e não falar de sexualidade prazer tesão tudo isso não vai não dá não dá certo as experimentações corporais envolvidas com sexo a as prostitutas conversando sobre isso a gente agora tá vivendo um problema no país porque a gente não pode falar de diversidade
sexual não pode falar de prostituição ou acontecer o que aconteceu na época da sífilis Estonteante no mundo que é ela acontece justamente porque tudo é escondido não posso falar e vou fazer e vou fazer em risco sob risco porque para fazer sem risco eu vou ter que no serviço de saúde eu vou ter que pedir eu vou ter que falar então não pode falar nada então eu não falo nada faço tudo bom o resultado ali adiante o impacto ali adiante vai ser mais sífilis mais HIV e tudo mais mas enfim só para deixar umas ideias
viu Ricardo para finalizar concordando com Você tá falando tem uma um um documentário do Michael M que é o invasor americano não sei se você já assistiu e ele vai na comunidade francesa numa escola Francesa e na sala de aula a professora dando aula sobre sexualidade aí ele compara o índice de gravidez na adolescência na França é com é pelas aulas o índice de gravidez na Essência na França e o índice de gravidez num país conservador como Estados Unidos muito maior justamente Por quê Porque lá por serem conservadores Eles não falam sobre esse tema E
aí deixam de esclarecer quem a população que vai começar a ter iniciação sexual sem nenhuma informação qualificada né E aí faz de maneira escondida não tem não tem acesso em casa não conversa com os pais e na escola que poderia também tá sendo colocada esse debate Então queria agradecer a todo mundo né e deixar só mais um contexto Aqui Ricardo quando a gente fala da Questão de impacto e que a Caps traz isso agora muito forte né quem é dos programas não sei se vocês agora quando a gente vai finalizar a tese dos alunos tem
que colocar lá os impactos já tô pedindo que os meus na na no Capítulo de conclusão ele tem um subtópico chamado de impacto porque é o impacto que ele vivencia do trabalho dele agora os estudant quando eu falo claro que o programa de educação não assim a gente tem um índice um índice de Desenvolvimento daed do nosso Estado baixo a gente tem um programa com 40 anos é claro que o nosso programa produz Impacto Isso é óbvio né o problema tateando é que pela nossa pela nossa ocupação e a gente culturalmente não pensava dessa forma
a gente deixou de medir isso Ricardo e aí quem quem perde a universidade Porque aí se cria uma narrativa em cima disso e a gente tem que fazer a provocação para que a gente entenda quais são os impactos dos Nossos Programas não é dos Nossos programas das nossas teses da da formação dos nossos alunos de graduação da formação dos nossos alunos de é claro que a universidade pelo menos a do Rio Grande do Norte ela tem um impacto muito grande no nosso estado em todas as suas dimensões na saúde na educação nas engenharias Mas quais
são esses impactos então a gente precisa sair dessa zona de conforto de olhar somente para aqueles indicadores que a Caps colocava e Começar a questionar isso para ver se muda Ainda bem que chegou essa questão do impacto e que ISO tá sendo cobrado mas a gente precisa ainda Tatiana entender o que é Impacto Por exemplo quando você isso é eu vou dizer ó isso aqui tem Impacto por quê Porque é uma pesquisa que eu publiquei um artigo muita gente vai falar isso mas o impacto que a gente tá buscando é o que que a gente
tá mudando na formação é o Que é número de leitores é é tantos downloads do artigo né Isso vai ser dito como Impacto Mas não é isso é quando a gente fala de redução da desigualdade Ricardo eu até entendo e Concordo totalmente o mundo ele tem que ser plural e assimétrico a gente quer beleza na simetria né o pessoal faz harmonização facial para ter um rosto simétrico de um lado e de outro né só que a beleza tá na simetria das coisas né é justamente as pessoas serem Diversas o indígena da Amazônia é diferente do
indígena aqui do Rio Grande do Norte então não são não é o indígenas são os indígenas não é a mulher são as mulheres Então a gente tem que buscar igualdade reduzir a igualdade nessas assimetrias a gente tem que manter as assimetrias mas tem que buscar a redução da desigualdade no acesso no acesso à educação no acesso a uma renda melhor no acesso à saúde no acesso às políticas públicas eu acho que é isso a gente tá Nesse momento eh inclusive muito difícil no no mundo todo né porque você tem um mundo que tá se radicalizando
aí paraa extrema direita um discurso bem reacionário e a gente buscando por exemplo um mundo mais Progressista que discuta a redução da desigualdade então muito obrigado a todos e aí gente vamos agora almoçar Obrigado Tatiana obrigado Ricardo Obrigado la juciano todo mundo que tá aqui Adailton obrigado [Música]