Sem mais delongas e sem querer vender nada, nesse vídeo eu vou falar a verdade sobre o tratamento de uma queda capilar intensa, também chamada de efluvio telógeno. A pessoa tá lá perdendo um monte de cabelo. Cada vez que vai tomar banho, cai um monte de cabelo.
Ao pentear cai um monte de cabelo. Aonde ela tá tem cabelo em volta, tem cabelo na roupa. As pessoas comentam: "Meu Deus, quanto cabelo tá caindo!
Olha aqui, tem cabelo solto em você. A pessoa vai varrer a casa, tem um monte de cabelo. Isso é o efluúvio telógeno.
E não, não é com o shampoo antiqueda mais caro que você vai resolver ele. Também não é com aquele complexo vitamínico que você viu uma influencer fazendo uma baita propaganda. Também não é com aquela receita caseira que você viu numa rede social.
Eu vou te falar aqui como tricologista o que de fato precisa ser feito para resolver um efluvio telógeno, para que o seu cabelo pare de cair. E aproveitando aqui nesse canal a gente fala muito sobre tricologia, tratamentos capilares. Se esse é um assunto que te interessa, já aproveita, se inscreve.
Também não deixa de clicar em gostei nesse vídeo ao final dele, se fizer sentido para você, porque isso ajuda bastante que essa informação chegue a mais pessoas. Primeiro, para que a gente entenda o que que é o efluvio telógeno. Acho importante explicar isso porque quando a gente entende o processo, não existe mais o desespero, a angústia de você falar: "Meu Deus, meu cabelo tá caindo muito, eu vou ficar careca".
Então, deixa eu te explicar. Eflúvio telógeno é um dos muitos tipos de queda capilar que existem e embora ele tenha uma aparência assustadora, ele na verdade é o tipo de queda mais benigna de todas. Foi fluúvio telógeno é aquela queda difusa que começa de repente e você se vê perdendo um monte de cabelo.
Podem cair tufos e tufos. Sempre que você passa a mão cai cabelo. E ele acontece devido a um desequilíbrio que aconteceu no seu organismo, tanto de forma interna quanto de forma externa.
É como se tivesse entrado uma pedra na engrenagem da fábrica que está ali produzindo o cabelo. O cabelo tava lá crescendo, sendo produzido, lindo, maravilhoso. E de repente entra uma pedrinha na engrenagem de uma das máquinas e emperra tudo.
E aquele cabelo que vinha em processo de produção e crescimento, tem esse crescimento interrompido e ele vai pra fase de queda e começa a cair, cair, cair acentuadamente. O normal é que a gente tenha uma queda todos os dias e o quanto de fio cai por dia, isso pouco importa porque varia muito de pessoa para pessoa, mas corresponde a mais ou menos 10% dos nossos fios que caem ali ao longo de 3 meses. É o que dura geralmente uma fase de queda chamada de fase telógena, já que o nosso crescimento capilar ele é cíclico.
tem a fase de crescimento chamada de fase anágena, a fase de repouso chamada catágena e a fase de queda chamada telógena. O normal é, tá ali 10 a 15% de fios em fase telógena, mas durante um efluvio telógeno, ou seja, quando entrou essa pedrinha na engrenagem e emperrou a coisa toda, essa porcentagem aumenta para 20, 30, 40% e até mais que isso em alguns casos. Você realmente perde muito volume de cabelo.
Aquele rabo de cavalo que era cheio, agora ele tá fininho, vazio. Você passa a mão e fala: "Meu Deus, cadê o cabelo que tava aqui? " E você pode até perceber uma entrada, parece que ficou mais ralo aqui nas têmporas.
Mas calma, disso não passa. O efluvio telógeno não é capaz de deixar alguém totalmente sem cabelo. Você perde sim um grande volume, talvez até metade, talvez até um pouco mais que a metade do volume de cabelo que você tinha.
Mas a boa notícia é que não é fluvio telógeno para todo fio que cai nasce um novo no lugar e você vai experimentar uma recuperação completa. Se nesse momento você tá no meio dessa tempestade caindo muito cabelo, logo menos você vai ver cabelinhos novos nascendo, eles ficam todos arrepiadinhos, de repente você nota uma franja nova. Eu falo que é um novo lote de cabelo sendo produzido e sendo entregue.
Mas vamos voltar para como um efluvio telógeno acontece, porque é assim que a gente vai entender como tratá-lo de forma correta e efetiva. O efluvio telógeno pode acontecer por diversos fatores. deficiências nutricionais, alterações hormonais, alterações do estado emocional, depressão, ansiedade, luto, estress, estress agudo ou um estress crônico, momentos turbulentos que a gente passa na vida, mudança de rotina, de trabalho, de casa, enfim, muitas são as situações emocionais que podem sim afetar o folículo lupiloso e contribuir pro desenvolvimento de um efluvio telógico.
uso de certos medicamentos que você começa a utilizar ou que você para de utilizar, infecções como covid, dengue e outras infecções virais, bacterianas, fúngicas, algumas comorbidades, doenças metabólicas, doenças inflamatórias. Essas são algumas possibilidades que podem cursar com um efluvio telógeno. Isso porque o folículo piloso, que é a estrutura, a nossa fábrica de cabelo, é uma estrutura muito sensível a essas alterações.
Ele gostaria que a gente vivesse sempre pleno para que o funcionamento dessa fábrica capilar também estivesse sempre em ordem. Mas a nossa vida não é assim, né? E por conta disso, é muito comum que em algum momento da vida a gente experimente um efluvio telógeno.
Algumas pessoas serão mais sensíveis a isso, outras menos, mas é um tipo de queda muito comum e muito incidente. Mas vamos lá, acompanha comigo. Vamos supor que seu cabelo está caindo muito hoje.
Meu Deus, essa queda tá muito intensa. Ela começou esse mês com tudo. O efluvio telógeno, ele sempre acontece cerca de 1 a 3 meses depois desse motivo que o causou, uma infecção, algum estress, o uso de algum medicamento, alguma cirurgia, enfim, um a três meses depois é que vem essa queda de cabelo.
E o efluúvio telógeno quando agudo, ele cursa por cerca de 3 meses. São 3 meses de queda intensa. Pode durar um pouco mais, pode durar um pouco menos, mas na média é isso.
E depois essa queda pode começar a diminuir. Livia, mas eu vou ficar careca nesse tempo. Eu não aguento tanto cabelo cair.
Isso tá me deixando desesperada, agoniada. Que que eu faço? Me ajuda.
Eu já comprei shampoo, eu já comprei vitamina, eu já fiz a receita de tal coisa, eu já usei isso, eu já parei de lavar o cabelo e nada para de cair. Vamos lá. Primeira coisa, calma, porque agora a gente está entendendo o processo do efluvio telógeno e a gente já entendeu quais são as possíveis causas também, como ele acontece, quanto tempo ele dura e o que ele é capaz de fazer.
Então ele não é capaz de deixar ninguém careca. Mas como tratar? Como lidar de fato com essa queda tão intensa?
O verdadeiro tratamento de um efluvio telógeno, de uma queda intensa como essa, está em identificar e remover a causa. Ou seja, não adianta você ficar tentando remediar sem chegar até a raiz do problema. é indo até a raiz do problema que você consegue de fato lidar com aquela situação.
Por exemplo, quando eu atendo um paciente que vem com essa queixa de uma queda muito acentuada, o meu objetivo durante uma consulta capilar é identificar qual o tipo de queda capilar que ele tem para que então eu possa tratar da maneira correta. Quando eu identifico que se trata de um efluvio telógeno, o meu pensamento logo em seguida é: qual é a causa desse telógeno? Eu preciso identificar, eu preciso encontrar e ver se eu também consigo retirá-la, se é que ela ainda tá por ali.
Algumas situações para vocês entenderem como é na realidade. Por exemplo, pode ter uma pessoa que está com uma queda de cabelo muito intensa devido a uma deficiência de ferro, certo? Eu preciso identificar no meio de toda a história dessa paciente a deficiência de ferro.
A partir do momento que eu encontrei essa deficiência, o que que eu vou fazer? Repor o ferro. Portanto, no caso dessa paciente em específico, ela poderia utilizar todas as vitaminas, todos os shampoos, todas as loções milagrosas.
Ela poderia realizar todos os procedimentos em clínica, dos mais baratos até os mais caros, e a queda dela iria continuar igual até que ela fizesse a reposição de ferro, que é o motivo da queda capilar dela. Agora é uma outra situação. Atendi uma paciente com uma queda capilar muito intensa, identifiquei o efluvio telógeno, fui buscar a causa.
Numa consulta de efluvio telógeno, um exercício que o tricologista deve fazer é sempre voltar no tempo. Então a gente volta 1 2 3 4 meses antes dessa queda começar. E eu pergunto pra paciente: aconteceu alguma coisa nesse período?
Passou por algum período mais turbulento, de estress, adoeceu, fez algum procedimento cirúrgico, começou a utilizar algum medicamento, algum hormônio, teve alguma coisa de diferente na sua vida? Eu vou colocando esses exemplos de situações. E aí ela diz: "Ai, tem sim, eu tive dengue ou então eu tive COVID ou então: "Ah, eu passei por uma situação realmente muito estressante.
Eu mudei de casa, tive que lidar com obra. Essa condição, esse gatilho, essa pedrinha que entrou na engrenagem, ela ainda tá presente hoje? " Não.
A dengue é só aquela semana, Covid é só aquela semana. Não, esse estressou, já me mudei, tô instalada na minha casa nova, tá tudo certo hoje. Se esse motivo já ficou no passado, não tem mais uma causa presente hoje.
Concorda? Nesse caso, não tem mais como tratar a causa porque ela já foi retirada. Nesse caso, a queda vai acontecer, ela vai cumprir o curso dela, porque o nosso cabelo, ele é sempre uma consequência tardia de algo.
O cabelo que cai hoje, ele é uma consequência de uma programação feita lá atrás, quando aquele momento turbulento aconteceu. E esse flúvio vai seguir o curso dele. O cabelo vai cair por cerca de 3 meses e vai parar sozinho.
Vai parar sozinho, Lívia? Sim, vai parar sozinho. Por quê?
Porque o motivo da queda já ficou no passado, não está mais presente. Acontece aqui no meio dessa queda intensa, dessa tempestade, vocês se desesperam, começam a tomar um monte de coisa, fazer um monte de receita, inventar um monte de coisa e aí quando a queda passa, vocês falam: "Ai, tudo isso que eu fiz foi ótimo realmente fez meu cabelo parar de cair". Quando não, a queda já ia passar sozinha, porque o efluvio telógino agudo, ele é autolimitado.
Uma vez que a causa foi retirada, a queda vai cumprir o seu curso, vai cair o que tiver que cair e vai passar. Lívia, mas nesse cenário não tem nada que eu possa fazer para diminuir a queda? Tá, eu entendi, a causa já foi removida, mas então eu nem vou tratar.
A gente pode tratar, a gente pode sim cuidar desse cabelo durante um efluvio telógeno. Existem algumas medidas que podem ser feitas pensando na futura recuperação. Por exemplo, essa paciente que teve dengue, COVID ou passou por uma situação muito estressante.
Podemos supor que isso gerou um cenário inflamatório no ambiente do folículo piloso. E com isso a gente pode promover alguma ação anti-inflamatória, antioxidante, energizante, calmante e até mesmo estimulante desse folículo piloso para que a homeostase, ou seja, o equilíbrio daquele ambiente seja restabelecido e assim o folículo volte paraa fase de crescimento assim que possível. Ou seja, nós estimulamos a recuperação, estimulamos que tudo fique bem.
Colocamos a fábrica em ordem para que ela volte ao seu processo produtivo assim que possível. Mas não tem nada que a gente possa fazer para interromper o curso daquela queda. O que tiver que cair vai cair, porque essa queda já foi programada lá atrás.
Qualquer intervenção que a gente faça a partir de agora vai repercutir quando? Daqui um, 2, 3 meses. Porque é assim que funciona o ciclo capilar.
Agora existe um outro cenário. Eu atendo uma paciente com uma queda muito intensa, identifico que se trata de um efluvio telógeno, procuro, procuro, procuro motivo e encontro. Essa paciente tem depressão.
É fácil lidar com a depressão? É simplesmente fala: "Olha, paciente, achei o motivo da sua queda, você tem depressão, é por isso que o seu cabelo está caindo. Resolva então a sua depressão e o seu cabelo vai parar de cair.
" Claro que não é simples desse jeito. Existem casos de fluúvio telógeno cujo o motivo da queda pode até ser identificado, mas ele não vai ser removido facilmente. E nesses casos, o cabelo vai continuar caindo enquanto houver esse motivo presente?
Pode ser que sim. Pode ser que essa queda realmente fique mais intensa que o normal por um tempo bem prolongado. E isso pode até se tornar o que a gente chama de eflúvio telógeno crônico, mas ainda assim não é uma queda capaz de deixar alguém totalmente sem cabelo, por mais que ela dure anos e anos.
Porque quem passa por um efluvio telógeno percebe que cai bastante cabelo, mas nasce na mesma proporção. Quem passa por um efluvio crônico percebe que sempre o cabelo tá caindo mais acentuadamente, mas ele também sempre está nascendo e vem essa recuperação. Nesses casos, o tratamento ele é multidisciplinar, é claro, a paciente deve sim tratar a depressão, buscar os especialistas, fazer o tratamento psiquiátrico nesse âmbito.
da parte do tratamento capilar, a gente briga sim com essa queda, diferente de um eflúvio agudo, cuja causa já ficou no passado, e essa queda vai parar sozinha. Nesse caso, a gente dá sim uma força um pouco mais forte pro folículo piloso, porque a gente entende que aquilo não vai se resolver facilmente. E aqui podem entrar algumas estratégias terapêuticas um pouco mais intensas, tá, Lívia?
Eu entendi, eu entendi que é preciso encontrar a causa que às vezes a gente encontra e aí a queda vai passar sozinha depois de um tempo. Pode ser que encontre a causa e ela não vai passar sozinha e aí a gente precise tratar mais intensamente. Mas o no que de fato consistiria esse tratamento que funciona que você tá falando?
Podemos pensar em alguns pilares. O primeiro pilar é de fato tratar a causa. Se o seu cabelo tá caindo por deficiência de ferro, a principal ação do seu tratamento deve ser a suplementação de ferro.
Se o seu cabelo tá caindo porque você tem hipotiroidismo, a principal ação do seu tratamento deve ser o tratamento do hipotiroidismo. Se o seu cabelo está caindo porque você está fazendo alguma terapia hormonal, a principal ação do seu tratamento é tentar ajustar essa terapia hormonal. Se o motivo da sua queda é porque você vive um estress agudo ou um estress crônico ou momentos muito difíceis da sua vida, de novo, a principal ação do tratamento é lidar com essa questão.
Não necessariamente você vai conseguir remover aquela questão, mas tentar lidar com ela. Se existe um estress desequilibrando de um lado, é preciso haver o equilíbrio em outro lado. E para isso eu costumo falar de quatro pilares da nossa saúde.
O manejo do stress é um deles, a nossa alimentação, a prática de exercio físico e a qualidade do nosso sono. Se esse pilar do stress tá derrubado, trabalhe bastante para que os outros três estejam de pé. Tenta compensar, ok?
A primeira ação do seu tratamento, então a mais importante é lidar com a causa, removendo, tratando, lidando com ela. Em segundo lugar, a gente pode pensar em uma ação estimulante do folículo piloso. Esse estimulante, ele pode vir em uma loção capilar que o tricologista prescreve com algumas substâncias que estimulam o crescimento capilar.
Ele pode vir através de procedimentos como a fototerapia ou como procedimentos injetáveis, o microagulhamento, a mesoterapia. Ele também pode vir através de suplementos funcionais, suplementos nutricionais, vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes, ativos que tenham ação anti-inflamatória. Eu particularmente gosto bastante de uma suplementação funcional em casos de fluvio telógeno, sempre montando essa formulação de acordo com a causa do efúvio, indo mais próximo de tratar a raiz do problema.
Falamos então de tratar a causa de uma ação estimulante e para alguns casos uma ação anti-inflamatória, calmante, regenerativa. Ela pode ser necessária para aquela pele. Por exemplo, o paciente está tendo um efluvio telógeno agudo porque ele passou por um procedimento de alisamento capilar.
aquilo causou uma dermatite de contato, causou um processo inflamatório naquela pele. Eu vou agir diretamente nessa frente de novo. É tratar a causa, tratar o que aconteceu ali naquela pele, uma ação calmante, hidratante, regenerativa que recupere essa barreira cutânea.
Portanto, se você está passando por um processo de efluvio telógeno, a primeira coisa é tentar identificar a causa. Se você não conseguir fazer isso sozinho, procure um tricologista, porque além de identificar a causa, ele vai saber te orientar quanto ao manejo disso, além de elaborar o tratamento capilar que é mais adequado para você. Sem essa abordagem, você vai ficar perdendo tempo, perdendo dinheiro e energia com tratamento errado, que vai te gerar mais frustração, mais angústia e isso pode causar mais queda de cabelo.
identificando e lidando com a causa do efluvio telógeno, você vai passar por esse processo com muito mais tranquilidade, entendendo como ele acontece, sabendo que vai ficar tudo bem e o seu cabelo vai se recuperar por completo. E se esse vídeo te ajudou a entender melhor o que tá acontecendo com o seu cabelo, não deixe de clicar em gostei, que isso faz com que a informação chegue para mais pessoas. Até a próxima.
M.