Eu não queria vir aqui. >> E por que você tá aqui hoje? >> Justamente por isso, porque eu estou quebrando padrões. >> Luana Carolina é uma inconformada profissional, uma mente treinada para olhar o digital como sistema, não como sorte, dom ou tendência. Então é curioso porque as pessoas têm essa visão da Luana Carolina que é disciplinada e Segue a rotina e vocês lembram que só que pelo contrário, eu vou acordar cedo, se precisar acordar 4:30 da manhã eu acordo. Mas se tiver sentido, mas só para cumprir tabela e parecer bonitona lá no Instagram, olha como
sou uma pessoa que acorda cedo, não faz sentido. Formada por princípios firmes, esforço quase obsessivamente consciente e repertório de leitura desde cedo, ela entrou na internet ainda criança e cresceu junto com a própria profissão de Influência, vendo por dentro o que funciona, o que é fantasia e o que destrói gente e marca sem fazer barulho. >> Em 2010 eu já tinha um blog, né? Eu tinha 10 anos. Eu ganhei R$ 80.000 para fazer uma inserção de sei lá 2 minutos em um vídeo do YouTube. Tem noção como que eles têm tanto dinheiro para dar para
10 minutos de um vídeo? E meu bem, quando você trata de dinheiro, pode ter certeza, se alguém tá disposto a te pagar tanto, é um bocado de dinheiro que Ela vai ganhar em cima daquilo. >> Nesse episódio, ela abre o código fonte do jogo. Como ela decide, como ela transforma o caos em método, como constrói dinheiro sustentável, além de encarar de frente o tema que poucos explicam sem romantizar, a fragmentação de si e o lado obscuro da exposição. Pô, se você começou a criar conteúdo [música] e você escolheu se expor, você tem que saber que
vai ter [música] comentários Ruins, porque a tua escolha foi a da exposição. Nessas circunstâncias, é meteu louco. >> Luana Carolina, seja muito bem-vinda ao Deip Story. Luana, eu queria começar falando que é um prazer ter você aqui. realmente uma das mentes brilhantes da internet, do digital. Eu acompanho você já há muito tempo pros nossos projetos para que a gente possa aprender, mas mais do que entender inicialmente a técnica, que a gente tem muita pergunta Sobre o seu mercado, mas queria entender assim como você foi condicionada a ser uma pessoa que, para quem vê é uma
estudiosa, é uma pessoa extremamente inteligente. Eu me admiro diversas vezes como você tem a capacidade de conectar ideias e contexto e conseguir comunicar isso de uma forma muito clara, né? Então, como foi o a sua criação assim, o que que você foi incentivada de fato a a construir ali para você ter essa personalidade? Primeiro, muito Obrigada por terem pensado em mim para vir aqui compartilhar um pouquinho. Eh, fiquei muito feliz porque é um projeto grande, é tudo muito lindo, o pessoal não tem ideia do que tá acontecendo aqui por trás, então eu me sinto muito
honrada de estar aqui. Eh, sobre a sua pergunta é engraçado porque abrem muitas janelinhas na minha cabeça. A primeira foi da frase que você falou, né? parece ser muito estudiosa, muito inteligente. E eu acredito que parte disso não é Porque necessariamente eu sou, mas é porque muito cedo eu aprendi a mostrar as coisas certas paraas pessoas certas no nos momentos certos. E isso vem muito da minha criação, da minha mãe. Eh, então acho que da quando a gente fala de pessoas para entender a trajetória delas, a gente tem que olhar menos o indivíduo e mais
o contexto em que ele tava inserido. E voltando muito na minha infância, eu sempre tive pais muito Presente. Então eu tive esse privilégio de ter uma ótima relação com todas as pessoas da minha família. E na minha casa, eu nunca, nas conversas que existiam na mesa de jantar, a gente sempre falou muito de sonhos, de ideias. >> [música] >> Então, era uma casa onde ideias, sonhos e projetos eram discutidos sem limitações de não dá, não podemos, não consegue. A minha mãe sempre me falou, desde quando era muito pequenininha, [música] eh, quando o assunto entrava na
mesa, ah, o que que você quer ser quando crescer? alguma amiga dela perguntava ou algum parente. Eu falava que não sabia, não tinha muito na minha cabeça. E a minha mãe sempre me respondia também que eu poderia ser o que eu quisesse. Então, esse privilégio que eu tive de ter uma mãe que desde o dia que eu nasci, ela olhou para mim e falou: "Você É inteligente, é só você pensar num jeito que você vai conseguir". E foi uma família então que alimentou muito esse meu lado de competência, de autoeficácia, no sentido de se vira.
A minha mãe trabalhava muito, eh, então eu ficava em casa sozinha depois da aula, enfim. E sempre quando tinha trabalhos, coisas de escola, eu fazia sozinha, mas não porque a minha mãe largava, mas porque ela incentivava. Ela: "Não, filha, faz aí do jeito que dá, você Consegue". Então, eu nunca tive pais que se mostraram que ele eles precisavam fazer por mim ou que eu não conseguiria fazer. Então, eu sempre tive esse incentivo do faz do jeito que dá. Uma vez teve um projeto de uma maquete, eu tinha uns 7 anos, 6 anos de idade, era
para fazer da zona rural e da zona urbana da cidade. E eu lembro que era para entregar assim no tinha data, é claro que criança, né? Chega no dia anterior, ah, eu tenho que fazer a Maquete, minha mãe tinha que trabalhar. Ela falou: "Filha, filha, pega umas caixas lá, caixa de sapato, separa, pega uma batatinha, coloca os palidos, a vaquinha e vai se virando." Eu falei: "Mas não vai ficar bonita". Aí minha mãe: "Não, faz desse jeito que é o jeito que dá". Então, eu sempre fui muito criada nisso. É, não precisa ser perfeito. Minha
mãe nunca me exigiu notas altas. Minha mãe nunca viu uma nota minha da escola. Então isso me trouxe esse essa permissão de executar sem o compromisso de atingir alguma performance, caso contrário, a execução não teria sido válida. Então, no meu contexto, a execução por si mesmo, mesmo que o resultado dela não fosse um dos melhores e digno de ser número um e ganhar medalhas, era melhor ter feito do que não ter feito, porque a minha mãe veio de uma família muito pobre e ela passou a vida inteira com muita sede de fazer acontecer. Então, eu
Vim de casa de pais vendedores e numa realidade em que você tem pais vendedores que ganham por comissão, qual é a regra regra básica do jogo? Eu preciso trabalhar, eu preciso ter bons clientes. Quanto mais eu vender, mais clientes certos eu atingir, mais dinheiro eu trago para casa. Então, desde pequena, essa foi a lógica que foi inserida na minha cabeça. Eh, e eu acredito que isso teve um papel fundamental na minha trajetória. >> Sim, foi uma filosofia mais de te dar autonomia, >> isso >> para você ter segurança, confiança, que às [música] vezes vale muito
mais do que o pai chegar e ajudar a fazer a maquete, >> né? e dá um direcionamento ali de você tem que fazer isso, você tem que fazer aquilo. No apagar das luzes ali, a decisão era sua, né? É. E meio que não era, era um negócio de eu lembro que os meus pais eles sempre tiveram uma Relação com escola de não ser algo muito, sabe, não é como se fosse coisa mais séria do mundo. É até curioso eu falar disso porque todo mundo vê lendo tanto, estudando tanto. E o estereótipo é de que filhos
assim tendem a ter vindo de uma família em que os pais é, sei lá, viam as notas, exigiam coisas e minha mãe nunca deu muita bola para isso, mas ela nunca negou a importância, mas ela não colocava como se fosse eh um fator determinante pro meu sucesso de Vida. Então, na realidade, meus pais nunca me criaram com nenhuma regra de algo que seria determinante pro meu sucesso. Seja essa profissão é que vai te levar pro sucesso. Não. A, é esse desempenho da escola é o que te vai levar pro sucesso. Não. Mas a única coisa
que minha mãe falava e era firme do início ao fim é: você tem que tomar cuidado com as pessoas que você anda e nem tudo que reluz é ouro. Isso sim. >> Perfeito. >> Desde que eu me lembro por gente, eh, foi a maior exigência que eu tive. Sim, >> da minha mãe, é com quem você tá andando, quem são essas pessoas, >> porque esse tipo de escolha também, eu acho que o ambiente ele é mais importante do que >> qualquer outro conhecimento que você possa adquirir. Eu acho que quando você tá num ambiente que
te motiva, que te e te impulsiona para para um próximo degrau, você vê as Pessoas que estão em volta ali, né, e vão te elevando o patamar. Então eu sempre ouvi isso também dos dos meus pais, comerciantes também, apesar do meu pai ter formação de engenheiro, eu venho de uma família de engenheiros, mas meu pai tinha locadora, minha mãe trabalhava na locadora e sempre privilegiaram eh a experiência do cliente, o contato próximo com o cliente para quê? Criar fidelidade, >> ter as pessoas próximas ali em termos de Equipe que pensavam da mesma forma. >> Então
o ambiente eu acho que é tudo. >> Rafa, sabe por o ambiente é tão importante? Não é necessariamente [música] por você estar com alguma pessoa ou qualquer coisa do tipo. É que assim, a nossa mente é até curioso isso, mas você já parou para refletir que a gente só consegue pensar sobre aquilo que uma hora foi colocado na nossa cabeça? E toda decisão que a gente toma, para ela Ser tomada, nós passamos por um leque de possibilidades. E não são todas as possibilidades existentes de ação. Você não concorda comigo? Se eu penso bem assim, não,
eu, Luana, quero pegar e agora começar a empreender >> como eu busco empreender é uma coisa, mas quais são as quais são as opções? é outra coisa completamente diferente. Não tem como eu colocar na minha cabeça Algo do nada por abiose surgir na minha cabeça ideias. Então, os contextos em que as pessoas estão inseridos, [música] eles proporcionam uma quantidade específica de possibilidades existentes, coisas que são possíveis, coisas que são impossíveis e não só as coisas disponíveis, mas também qual é a minha chance, de acordo com a autoimagem que eu tenho de agir diante daquele cenário.
Porque penso, é um tabuleiro com, ou melhor, é um, como que é o nome daquilo Lá que é assim matemática? É um >> uma matriz. >> Isso é um negocinho. Aí eu tenho assim, ó, a pessoa que eu sou, certo? >> Você não concorda que cada indivíduo tem uma autoimagem de si? >> Sim. >> Em que eu sei as minhas limitações, eu sei os meus potenciais, eu sei as minhas fraquezas. Isso tudo é autoimagem vem das minhas memórias, da minha experiência do passado. >> Praticamente uma análise su ali, né? Exatamente isso. Então, a minha vida
inteira aconteceram coisas em que eu fui construindo uma imagem a meu respeito [música] e essa imagem serve para direcionar e falar quem aonde eu estou no mundo e para onde eu posso ir. Então, quando eu estava, né, no aeroporto, logo que eu cheguei aqui, eu estava indo no banheiro, tem a porta do banheiro feminino e masculino. Justamente por saber que eu sou uma mulher, eu limito a minha ação e vou no banheiro feminino. Mas o que isso tem a ver com tudo isso que a gente tá falando aqui? Eh, o ambiente é literalmente o lugar
que você escolhe estar que vai fazer você descobrir as possibilidades. Só que não é como se o ambiente tivesse um papel sozinho, porque lembra que eu sou um indivíduo agindo num contexto e eu só vou conseguir decidir como eu ajo nesse contexto, juntando tanto as Possibilidades que eu aprendi ao longo da vida e que podem naquele contexto, quanto também a forma e de acordo com a forma que eu me enxergo, porque eu posso estar no meio de amigos e empreendedores, mas se a vida inteira eu cresci com o meu pai e com a minha mãe
falando que empreender, perder dinheiro, que é coisa de maluco, que é muito difícil e que eu vou fracassar. E você entende? E e meus pais me falando: "Não, você serviu para outra Coisa, você não tem o jeito de empreender, você não nasceu para falar nas câmeras". Eh, eu, por mais que estou nesse ambiente que é muito próspero, com várias possibilidades e ideias e repertórios vastos, eu me limito, porque eu não me vejo como um agente, >> sabe? que tem o direito e a permissão de tomar qualquer decisão ali. Então eu vejo que são esses dois
universos, porque na internet é muito fácil falar: "Ah, o contexto, o poder do network, não Sei o quê, não sei o quê". Mas isso desalinhado com aquilo que eu sei que eu sou, porque não é aquilo que eu sou, eu sou aquilo que eu acho que eu sou o tempo todo. Eu sou uma metamorfose ambulante, né? [risadas] Eh, não adianta nada. E as pessoas esquecem dessa segunda parte que é mais vital. Qual é a tua identidade? >> Perfeito. >> Porque eu preciso dessas duas variáveis para agir ali. >> Perfeito. >> Eh, >> e isso é
uma coisa que eu faço até um paralelo com um ponto que você citou anteriormente, que é a questão do sonho. Você aprendeu a sonhar, foi estimulada a sonhar. Eh, isso aqui é fruto de um sonho, né? Que as pessoas, e eu é engraçado que algumas pessoas vendo alguns spoiler aqui do Deep Story falava assim: "Caramba, do nada vocês fazem o maior projeto de audiovisual do Brasil. O que que é isso? O que que tá acontecendo? Isso não foi do nada. Isso foi uma construção, né, de um sonho lá de trás, de muitos anos atrás, que
foi sendo construído pedacinho a pedacinho. Eu costumo falar que sonho é algo que te permite realizar. >> Uhum. Você, se você não consegue fazer uma projeção daquilo que você sonha, que você acha que é capaz de chegar, >> mesmo que todos achem que você não consiga, mas você se enxergue como tal, >> você vai encontrar o caminho e a ambiência para chegar lá. >> Uhum. >> Né? Então, eu venho 16 anos do varejo, mas eu aproveitei o varejo para conseguir construir um ambiente que me levasse até onde eu queria. Então, a nossa marca de roupas,
ela era uma ferramenta, >> certo, >> para que as pessoas contassem as suas histórias. Eu sempre fui um apaixonado Por história, talvez por crescer num ambiente de locadora. Eu tinha acesso, às vezes eu levava meus amigos e minhas amigas lá em casa pra gente assistir os filmes que meus pais tinham acesso para comprar aquele álbum, aquele filme antes de chegar na locadora. Então eu tinha esse privilégio e assistia muito filme, dois, três por dia. E eu ficava apaixonado pela história por trás, a narrativa, aquela, aquele arco da jornada do herói, quem é o personagem, Qual
que é o conflito, qual que é o universo comum. E aquilo ali me inspirava. Então, quando eu construí a minha marca, eu falei: "Cara, a minha marca tem que ser uma ferramenta para que as pessoas possam se comunicar". No caso, Origens, era um nome que propunha muito eh essa esse resgate do orgulho local, pertencimento. Então, as pessoas usando as gírias, eh, os elementos daquela cultura, sem ela abrir a boca, ela tava se comunicando com Outras pessoas. Eu me lembro quando eu viajei uma vez pra Bahia, tava com a camisa da moqueca capixaba e aí uma
pessoa passou para mim: "A moqueca é capixaba, o resto é pechada." E eu na Bahia, né? Que é uma competição da muqueca baiana com a capixaba. Ou seja, eu não, uai, por que que as pessoas estão falando isso? Quando eu me deparei, eu estava com uma camisa, com a receita da MC capixaba, >> ou seja, eu tava me comunicando, né, Falando sobre as minhas origens, sobre a minha história. >> Posteriormente, eh, surge novos projetos. Eu me deparo com um episódio que me chamou muita atenção lá na gringa do Modern Wisdom e falei: "Eu quero fazer
isso, eu quero contar histórias de pessoas eh com uma ambiência diferente e tudo mais." Ou seja, todo o network construído em 16 anos de varejo, >> toda aquela facilidade em contar histórias através das coleções, tá se Fazendo presente aqui agora. Então, um paralelo entre o sonho, entre a ambiência >> que te permite realizar aquele sonho e, obviamente, a agilidade para fazer isso. Esse projeto começou a ser construído há 4 meses atrás. E aí quando as pessoas chegam aqui e vem tudo isso construído, falam: "Cara, vocês são maluco e realmente nós somos". Mas eh fiz esse
paralelo, concordo muito com o que você falou, né? Eh, e você assim vem desse berço. Acredito que essa eh motivação, esse posicionamento que seus pais deram para você, certamente veio de uma >> uma criação que antecede isso. >> Então, acredito que talvez seus avós >> Ah, minha avó, ela é, eu vi a vida inteira minha avó trabalhando, se virando, desde fazer um artesanato. É [música] tudo, tudo. Costurar, fazer crochê para vender, bolo de pote. Aí a minha mãe, no caso, essa minha avó é mãe Do meu pai, mas a minha mãe também. Eh, então [música]
sempre isso ao meu redor, alimentando a minha cabeça de você vai trabalhar, você pode se virar. E quando eu falo trabalhar, [música] é esse que é o ponto principal. Não era dentro de um trabalho fixo, não era exercendo uma profissão redonda. E até curioso porque essas mulheres que eu tenho de referente perto de mim, eu nunca conheci elas por rótulos de a minha mãe é X, sei lá, minha mãe é advogada, minha mãe não e Nem o meu pai [risadas] e nem o meu padraço e nem a minha avó e absolutamente ninguém de toda a
minha criação foram pessoas. Então, essa associação de que a identidade de alguém está diretamente associada com a profissão que ela exerce para mim é uma coisa completamente maluca. E só depois que eu cresci e que eu comecei a me eh envolver com outras pessoas, já com uma consciência adulta, eu me dei conta que isso não era o normal, >> não é? Porque eu comecei a estranhar quando as pessoas colocavam tanto peso, ancoravam tanto uma identidade em cima de uma profissão. E eu não tô falando que não pode, você pode, sei lá, dos teus 20 anos
até os 80, trabalhar como médico, mas eu sempre achei esquisito a pessoa tomar aquilo como um pilar da identidade dela, quando na realidade eh um médico o que ele faz é conversar com pessoas, então a identidade dele tá muito mais voltado e por curiosidade, Ajuda, trazer soluções do que a medicina em si. Sim. >> E e daí foi até curioso porque eu tinha amigas, né, que ficavam nesse negócio de putz, eu não passar um vestibular e tal faculdade. E aquilo eu eu nem conseguia ter empatia, porque na minha cabeça era tão incoerente uma pessoa tá
colocando tanto peso em um título, em um rótulo e e querer a e buscar alguma segurança ou alguma autoestima através dessa conquista, Porque para mim é tão vaga, é tão abstrato, é tão fácil de ser retirado de você. Eh, então isso é é muito curioso. Eu gosto muito desse tema de identidade, de rótulos e de como a gente se enxerga, aonde a gente coloca os pilares dessa identidade. Porque se a minha identidade tá ancorada em algo que é exterior a mim e muito fácil de alguém tirar, como que eu vou garantir que eu vou ser
uma pessoa minimamente feliz ou estável? Eu pensei muito nisso Nos últimos anos sobre identidade, aonde que a gente ancora toda essa nossa visão de nós mesmos e esse tipo de coisa. E esse exercício que você tá falando realmente é extremamente complexo. Esses dias eu tava vendo algum conteúdo que propunha alguma coisa como quem é você sem falar da sua profissão. É difícil para [ __ ] porque a primeira coisa que te vem à mente é seus títulos, suas conquistas, a faculdade que você fez, a profissão que >> Mas e aí, quem é você? Qual é
a sua essência? Qual a sua origem? Então, acho que é um exercício talvez que a sociedade tenha imputado na gente de de de fato quando você vai escrever na bio, quem é você, você fala o quê? Sou sua profissão. O >> próprio Instagram, ele bota lá para você, né? Você é um influenciador, você é um criador de conteúdo, você é um empresário. >> Então, acho que automaticamente Foi imputado a pensarmos dessa forma. E é interessante quando você vem com com uma um pensamento com uma ótica diferente. >> É, mas é um exercício diário, não é
uma configuração de fábrica aonde eu ai beleza, só desfruto do benefício disso. Eu acho que isso é tão presente na minha mente, porque eu faço esse exercício diário. E é curioso porque todas as vezes na minha vida que eu tô passando por momentos muito difíceis É porque eu estou ancorando a minha identidade em algo que é instável. Então, eu lembro eh uma época em que para mim era muito importante essa história de ter uma faculdade e eu larguei, né, as faculdades que eu comecei e aquilo começou a gerar um peso em mim. E eu nunca
vi se um amigo meu comentou quando eu tava na dúvida de largar a faculdade ou não, a Loona, mas você só em escrever um livro e o que vai embaixo da tua Foto? >> Nossa. E aquilo ficou na minha cabeça e eu passei por foram acho que dois anos tendo altos e baixos com essa questão, porque era era algo importante para mim esse negócio. >> Uma coisa interna, não foi te cobrado isso, >> não. Era era 100% interno. Inclusive até hoje eu não consigo descobrir onde nasceu isso. No podcast que eu fui com o Caio,
a gente comenta disso e eu falo, Eu não faço ideia de onde nasceu e até a questão de, ai, então eu vou colocar na minha identidade que eu sou uma pessoa que lê muitos livros e não sei quê, mas isso também é muito errado, tipo, [música] sabe? No final das contas, eu acho que a única coisa que sobra, que faz sentido e que tem algum algum valor a gente criar a nossa identidade em cima é que tipo de ser humano que eu sou. Eu gosto de ser uma pessoa carismática, eu gosto de ser uma pessoa
acolhedora, eu Gosto de ser porque qualquer coisa fora disso machuca muito você. É mais fácil você ofendido, é mais fácil você levar pro lado pessoal, é mais fácil você se incomodar. E pode observar, porque eu faço um exercício de anotações, principalmente quando eu tô chateada, 100% das vezes é porque a situação feriu algum rótulo que eu ancoro a minha identidade e eu me valorizo. Então se tornou um hábito para mim, literalmente Todo santo dia eu parar e refletir aonde eu estou colocando muita energia de expectativa de alguma performance que eu quero atingir [música] para conseguir
pegar algum rótulo, algum status, alguma coisa, porque eu acho que é natural do ser humano. Por mais que a gente se esforce muito, é [música] natural. Ainda mais se você não se esforça ali diariamente para seguir o caminho contrário. [roncando] É quando você perceber, você vai tá querendo ser o Número um e aquilo para você é muito importante. Ou na sua profissão ter determinados títulos ou conquistas que outras pessoas não têm. Sabe essa busca por diferenciação? >> Sim. o tempo todo. Eu quero ser especial, eu quero ser diferente. O filme que eu assisto, eles não
entenderiam. Os livros que eu leio, ai, essa galera não lê. Eu sinto que tudo é um ato de querer se sentir muito Especial, muito diferente, muito protegido de tudo. E eu eu tento, é muito fácil na prática, mas eu eu juro que eu eu me esforço diariamente para tentar ir. É difícil, cara. >> Eu vou te falar que isso que você tá falando me pegou demais agora, tá? Porque durante 16 anos frente à minha empresa, eu era o Rafa da Origens, >> né? Então era um título, o Rafa da Origens, as pessoas eh me conheciam
Dessa forma e o meu perfil era Rafael. Origens. [risadas] >> E e isso é uma coisa que após vender minha empresa em agosto de 2024, eu tive uma quebra de expectativa enorme, né? tava ali como diretor da empresa, mas não estava alinhado com os valores. Acho que a partir de uma assinatura de contrato a gente conhece de fato com quem a gente tá se relacionando ali e aquilo não fazia mais sentido para mim. OK, segui a minha Vida, mas foi um momento de bac porque eu levei uma uma porrada, tive uma frustração absurda. [música] Eh,
fiquei com medo e de algo que eu um filho que foi criado ali durante 16 anos já não tava reconhecendo mais ele. E aí, por isso eu passei a não me reconhecer mais. Se eu não sou o Rafa da Origens, eu sou quem? >> Eu sou quem? >> Eu sou quem? Eu tive uma série de questionamentos a respeito disso. Eu, e, Óbvio, não fiquei encolhido embaixo do do cobertor porque eu tinha que seguir. >> Mas após tomou um baita espaço nos seus pensamentos. >> Incomodou, me incomodou, me afetou para caramba. E as pessoas viam, pô,
mas o que que aconteceu com a origens? O que que tá acontecendo? E e você fica, eu não sei, eu não sei. E agora que você vai fazer? >> E sabe qual que é a parte mais engraçada? Parece que todos esses anos De história >> não é cumulativo. As pessoas se esquecem de tudo que aconteceu. E é uma coisinha no final, uma, igual em filmes, igual em narrativas. >> Sim. >> Eh, Game of Thrones, [risadas] uma última temporada meio perto da monstruosidade que foram. Eu não, esse eu não assisti ainda, mas então não posso dar
meu pitaco mais. E as pessoas Daí qualificam tudo aquilo. Eu acho que isso é a parte mais difícil de você ter um negócio ou um projeto que você é apaixonado [música] e dedica energia. Dedica. Só que chega um momento da sua vida que, opa, muda contexto, sua vida, a tua família, as coisas mudam e parece que tudo aquilo que você fez, será que foi em vão? Será que não foi? Eu não vou conseguir tirar proveito nenhum de todo esse meu esforço de todos Os anos. É o que sobra para mim. Mas eu vou te falar
o seguinte, quando a pessoa se permite perceber que aquilo ali foi um processo de construção e que a partir do momento em que ela toma uma decisão que começa um novo ciclo, ela já não é mais a mesma pessoa que iniciou o ciclo anterior. >> Uhum. Aí muda completamente o jogo, que é, cara, como eu vou utilizar aquilo que eu aprendi, como que eu vou utilizar as Habilidades e que foram imputadas a mim e agora eu vou usar isso de qual forma? O jogo muda completamente. >> Sim, >> completamente. Porque se fosse para começar a
mesma coisa que você fez anteriormente a 16 anos atrás, há 10 anos, 5 anos que seja, whatever, você vai começar de uma forma diferente, porque você vai estar num ambiente diferente, num contexto diferente, com pessoas diferentes >> e você será uma pessoa completamente diferente e talvez você nem começaria esse negócio. >> Completamente diferente. Exatamente. Agora vamos lá. você é uma pessoa que sempre eh foi avessa, talvez, me corrija se eu tiver errado, eh pelo status qu, né? Sempre foi uma pessoa que talvez não inconformada, talvez com status cor. Que que você tem a me falar
sobre isso? Uma pessoa que que, como você disse, largou a faculdade talvez três >> por inconformidade com suas expectativas. É que eu acho que existe um problema quando cedo na vida você compreende que existe alguma regra de que não é esforço que necessariamente vai te dar resultado. E existe uma regra de que eh tudo isso que pregam necessariamente não é o caminho que vai te trazer satisfação de vida. no caso de você fazer uma escola, ir para uma faculdade, procurar Um emprego, porque você começa a se questionar, tá, mas no que isso vai dar? Qual
o objetivo por trás disso? E eu desde muito nova, justamente porque na minha casa sempre foi assim, eh, eu me questionei. Então, eu eu não sei se é uma pessoa que é contra, eu só sou alguém que eu não entendo o por algumas coisas existem quando não precisariam existir. E até no na empresa eu sou assim. Rafael fica louco da vida Comigo. Eh, eu perguntar, mas eu preciso fazer isso? precisa ser assim. E às vezes ele descobre que não, mas a ideia é que seja feita daquele jeito, porque sempre é feito daquele jeito. E justamente
também por ser uma pessoa que se questiona muito porque as coisas são feitas do jeito que são feitas, eu começo a fazer demandas que faz sentido. Então seguir atividades que fazem sentido e elas cumprem o papel delas e elas deixam de fazer sentido e Eu mudo. Então é curioso porque as pessoas tm essa visão da Luana Carolina que é disciplinada e segue a rotina e vocês lembram que só que [roncando] pelo contrário, eu sou uma pessoa, eu vou usar esse termo, mas não tem nada a ver com o que esse termo realmente significa, mas utilitarista
com as coisas, com a rotina, com a demanda. Então eu vou acordar cedo. Se precisar acordar 4:30 da manhã eu acordo. Mas se tiver sentido. Mas só para cumprir Tabela e parecer bonitona lá no Instagram, olha como eu sou uma pessoa que acorda cedo. Não faz sentido. A faculdade mesmo. Quando eu comecei a fundo de porque eu estou fazendo isso e o que eu quero com isso, não fazia sentido nenhum para mim. Só que tem uma diferença. Tem pessoas que largam faculdade porque estão confusas e desgostosas. Portanto, elas nem conseguem conceber se aquilo que elas
estão se aquilo com que Elas estão usando o tempo delas vai servir para o objetivo, porque elas não têm objetivo. Nesse caso não é o mesmo que foi o meu caso, por exemplo, porque eu tinha um objetivo, eu sabia a o caminho que eu queria e o que eu não conseguia encaixar era como isso aqui vai alavancar, como isso vai agregar, >> como isso vai me levar do ponto A pro ponto B. E não é nem me levar, mas como isso vai tornar o caminho mais rápido, Mais eficiente? Como vai tornar o caminho mais simples?
E eu encontrava só respostas contrárias, porque a partir do momento que eu tinha que passar horas escrevendo um trabalho sobre algo que, enfim, e na hora de apresentar uma sala de aula com 20 pessoas, das quais ali 18 estão no celular preocupadas com o próprio trabalho que vão apresentar daqui meia hora. >> Aonde tá a troca aí? A, não é nem troca, É beleza. É porque eu tô fazendo isso sim. >> E para a jornada de algumas pessoas faz sentido, mas no meu caso, como eu já sabia o que eu queria, eu poderia avaliar muitas
vezes aquilo lá. Todas as vezes que eu avalhava eu estar em uma faculdade, essa decisão de estar uma faculdade, eu não conseguia ver vantagem. Esse era o problema. Só via desvantagem. >> E o que que você queria? Você tinha Claro na sua cabeça onde você queria chegar, o que que você queria? Eu já tava fazendo dinheiro. Eu já tinha feito o o meu primeiro grande dinheiro. Eu queria trabalhar, eu não tinha tempo de trabalhar, eu queria estudar, eu não tinha tempo de estudar, eu tinha que ir numa aula sentada em uma informática com computadores Windows
2007 para fazer uma planilha do Excel, sendo que 3 anos depois viria uma inteligência Artificial que resolveria. Na época já tava meio evidente isso. E duas vezes por semana, toda semana, eu queria estar lendo meus livros, eu queria, sei lá, tá com o Rafael, eu queria estar em casa, eu queria. Então eu tenho esse sério problema até lá em casa com roupa, com coisa que eu ganho. Rafael fica louco da vida comigo. Se faz três meses, 4 meses que eu não uso, eu pego e dou. Uma vez, ai meu Deus, uma vez a gente estava
namorando e ele me deu um conjunto, só Que a peça de baixo era de um e a peça de cima era de outro. [risadas] >> Nós homens, né? >> Pois é. E beleza, eu recebi com todo o carinho aquilo lá e e não faz, não tinha nada a ver comigo, gente, nada. E eu me esforçava para usar e não dava. Aí passou assim um ano, vai, e um dia ele chegou lá em casa e estava na pilha de doação e ele ficou meio sentido >> com etiqueta ainda, tipo, >> não, eu cheguei a usar, mas
a conversa Que eu tive com ele depois foi: "Amor, eu te amo muito. Eu quero que você entenda que essa adesão não tem nada a ver com você. É que para mim não faz sentido. Alguém vai poder estar usando isso. É, >> ou seja, você não tem apego nenhum. A minha esposa me mandou um monte de foto agora, porque nós estamos esperando o Gabriel, >> nosso primeiro filho, que nasce daqui a dois meses. >> Meu Deus do céu. >> Amor, nós não temos espaço aqui dentro de casa. Falei: "OK, me manda o que que você
quer". Aí eu já não esse boné não. Não, essa mesinha não. Cara, eu sou um cara extremamente apegado. E vê você falando dessa forma assim completamente o contrário, >> né? Você no caso >> não, eu cheguei um dia na casa da no quarto do Rafael, na casa dos pais dele, que ainda tem um quarto dele. Quando eu Abri o guarda-roupa, eu olhei pra cara dele, eu falei: "Não, você tá de sacanagem comigo, que você tem brinquedo aqui". Tipo, com tanta criança frisando, não era muita coisa, era sei lá, um trator, um negócio cheio de sapato
assim, de quando ele tinha 12 anos de idade. E na minha cabeça isso é é então eu tenho esse meio que problema porque sim, às vezes eu sou prática demais, às vezes eu pulo coisas. Eh, >> mas eu tenho um ponto a defender, meu xá, é a nostalgia. Aquilo ali representa um momento da nossa vida que nos leva para aquele momento. É como se a gente teletransportasse. Às vezes eu tô ali na correria do dia a dia, abre o negócio, na hora que eu vou ver uma medalha, nossa, é uma medalha do meu futsal de
20 anos atrás, mas eu me levo para aquele momento. Então toda vez eu falo: "Vou jogar fora". Mas >> o o o apego é é nostálgico, é sentimental para para defender o meu chará. E, [risadas] mas eu acho que é 100%, na verdade não acho, tenho plena convicção que é 100% válido isso, porque quando eu fui vender o meu apartamento, eh, o Rafa falou bem assim para mim: "Mas você não, né, deu não, você não lembra deu não". Então, também tem um fator, eu acredito, de personalidade e de criação. >> Sim. Porque minha mãe também,
sei lá, Ela não tem meu umbigo e meu sapato e algum vestidinho que eu usei. Meu pai tem. Então, olha que olha que curiosa que é a vida. Lembra que eu acabei de falar de contexto e de e como que a gente vai colocar duas pessoas juntos numa casa para viver junto e achar que tudo vai ser uma paz. Ou melhor ainda, como que a gente vai pegar, unir 100.000 pessoas, colocá-las diante de um vídeo de 60 segundos? que elas vão assistir Provavelmente só os primeiros 15 segundos. Não tem lógica nós esperarmos algum consenso ou
alguma harmonia? >> Eu acho que é aí que tá a graça de tudo. Não tem certo e errado. >> Eu acho que tem. >> Tem, >> óbvio, pô. [risadas] Eu acho que tem muito certo e errado, mas o problema é que as pessoas são criadas em contextos aonde elas têm muitas explicações do porque algo é Certo quando claramente não é certo. E aí é que eu trago o que eu descobri, sei lá, nos últimos dois anos, que é a ideia de construir boas explicações. Porque eu posso falar que na minha cabeça, quando eu comecei a
namorar com o Rafa, ele achava esquisito, sei lá, eu pegar uma meia dele para pôr, mas para mim não era esquisito. Primeiro porque meias são lavadas e segundo porque meu pé é pequeno, então a meia dele não vai ficar maior e não vai ter Estragos. Mas ele tem uma explicação na cabeça dele que torna isso coerente ou tem uma explicação na minha cabeça? E aí vem a minha pergunta, será que algumas das explicações, é claro que esse exemplo é totalmente tosco, mas não tem explicações melhores do que outras, tá? Esse exemplo é bem tosco, mas
eu gosto da ideia de construir explicações porque eh isso tá é um pano de fundo para tudo que acontece. Então, se eu tenho alguém que Chega e falo: "Pô, se você começou a criar conteúdo e você escolheu se expor, você tem que saber que vai ter comentários ruins, porque a tua escolha foi a da exposição. A, qual é a explicação dela? Eu escolhi estar em um ambiente exposto, portanto eu estou >> aberta, >> aberto a tudo que me acontecer." Será que isso é uma explicação inteligente? Será que é uma explicação que se a gente For
a fundo e começar a questionar a pessoa, ela vai conseguir defender e sustentar essa explicação dela? >> Na verdade, isso justifica muito mais o ato da outra pessoa do que necessariamente da sua escolha de se expor, >> né? A pessoa escolheu ali e eh enfim te julgar e tudo mais. Ela tem que ter uma explicação para aquilo e não você pelo fato de de se expor. Mas vamos lá. Eu tenho aqui um deep story cards que a Gente chama, é uma dinâmica que a gente faz com todos os convidados que tem três níveis de pergunta.
O primeiro são sobre origens da pessoa, do convidado. O segundo são algo mais reflexivos >> que talvez já com o amadurecimento da sua jornada você vai explicar. E o terceiro mais perguntas mais profundas que talvez tire um pouco da zona de conforto. >> Eu vou começar pelo nível um, >> OK? E a pergunta que eu queria fazer Para você é: qual é o melhor conselho que você já ouviu ou recebeu? >> Deixa eu pensar. >> Fique à vontade para falar. Olha, tenho dois conselhos que me marcaram muito. >> Não tem nada que uma lista de
47 bons conselhos. [risadas] Se vocês quiserem pegar papel, >> se a gente puder estender a nossa conversa aqui por mais duas horas, eu adoraria. Eu pensar aqui é um bobo, mas ao longo da minha vida sempre foi muito importante eu carregar ele comigo, que é quando minha mãe falava que nem tudo que reluz é ouro e principalmente está reluzindo muito. Talvez ele tenha um objetivo por trás de ser tão brilhante assim, que é justamente atrair você. Eh, eu acredito que sempre quando eu tenho que tomar muitas decisões envolvendo outras pessoas, como a que você teve
que tomar, Eu ativo muito em mim eh essa ideia de que o o por a pessoa tá sendo tão interessante, tão legal, quais são os interesses por trás. Inclusive, é um é um defeito enorme que eu tenho. Eh, eu brinco que eu sou eu sou muito, sabe, gato escaldado. Não sei se é essa palavra. Tem outra arisca. >> Sim. >> Então eu parto do pressuposto que tem Alguma coisa ali que não tá esclarecida. E eu tenho um incômodo profundo quando eu sinto que a pessoa não tá sendo clara quanto aos objetivos dela, porque eu não
tenho problema algum se a pessoa falar: "Ó, seguinte, a vantagem que eu tenho é essa aqui, tá tudo bem, mas me incomoda profundamente a pessoa que claramente tem uma eh algum benefício paralelo e e ela está intencionalmente te obstruindo de enxergar qual benefício ela vai ter. E Por que eu não posso saber? Será que é porque eu vou ter uma desvantagem maior ainda? Em todos os momentos importantes da minha vida, eu levei isso em consideração para tomar uma decisão. Quais são os interesses em jogo e quais são os interesses que a outra parte não quer
revelar para mim? Porque se ele não quer revelar para mim, é porque existe ainda algum motivo por trás disso. >> Tá fazendo muito sentido isso que você tá falando para mim a ponto de eu queria ter ouvido isso há dois anos atrás. Eu precisava de ter ouvido isso há dois anos atrás. >> Eu sou aquela amiga que eu estrago o sonho dos meus amigos. Um pouco, não é um problema isso. E o segundo >> eu sou desapaixonada pelas coisas. >> E o segundo sentimento que eu tive é o primeiro. É, eu deveria ter ouvido isso
há dois anos atrás. Não que não seja Algo que não tenha ouvido antes. >> Aham. Eu precisava de ouvir naquele momento. E o segundo é que eu fiquei até vislumbrado agora, feliz, porque nós convencemos você a vir até o deep story. >> Eu não queria vir aqui. >> E por que você tá aqui hoje? >> Porque para mim, justamente por isso, porque eu estou quebrando padrões. Eh, eu sou muito reativa com as coisas. Então, na primeira vez que o Rafa me falou: "Ah, amor, tem um Podcast e tal, vai ser algo diferente, eles querem ir
mais dentro e de quem é Luana da sua história?" Isso, eu não gosto disso. Não tem nada a ver com o podcast aqui. A situação de eu me colocar em uma posição de exposição ou de vulnerabilidade me incomoda profundamente. Então, foi automático eu já falar: "Ah, amor, não quero, não vou, eu não ir lá, não sei quê". Eu eu vi que isso era um um uma explicação frágil. Eu juro por Deus que que foi literalmente Isso. Eu vi que o motivo da minha rejeição estava sustentado em uma explicação frágil para maquiar só um medo talvez
ou sabe um momento de eu querer estar mais reclusa e meio que de saco cheio com algumas coisas. Então, a atitude de eu estar aqui é a, como que eu posso falar? é personificação, não é a melhor palavra, mas disso tudo que eu tô defendendo desde a hora que eu cheguei. >> Então não é confortável estar agora tá confortável, né? Tipo assim, eu esqueço que isso que tá acontecendo, mas exigiu um esforço que não foi natural. E é curioso porque, pô, Lona, mas você tá em tantos vídeos, tantos podcasts, mas eu acho que as pessoas
elas não tm noção que nunca se tornou automático. Nenhum palco, nenhum reals até hoje nunca se tornou automático. Nunca. [risadas] Porque eu acho que a galera tem essa Ilusão de que não, quando eu alcançar tantos seguidores ou quando o fulano e belrano me validar, porque de fato isso ajuda um pouco e e enaltece [música] ter pessoas grandes falando bem de você. Eh, mas eu não sei, para mim não adianta, nunca se tornou natural. Pelo contrário, quando eu era muito menor, mas eu tô falando tipo de 2017, eu fazia tudo muito mais sem pensar. E Depois
as coisas viraram uma empresa e viraram um negócio. E aí tem alguém perguntando: "Mas você não vai de salto? Não tá nem coerente mais com a sua imagem?" E eu me questionando, poxa, será que não tá coerente? E e é confuso porque quando você é pequeno e tudo é muito novo, você fracassa na frente de poucas pessoas. >> Sim. >> Você tem que proteger poucos títulos que foram conquistados ou nenhum título, Porque você é um zé ninguém. Então, [ __ ] você falar uma merda aqui ou for mal compreendido, mas depois que você vai crescendo
e conquistando esses territórios, >> você tem que blindar uma certa autoridade. >> É, e foi daí que vem o meu questionamento. Aonde eu estou ancorando quem eu sou? E por que me incomoda tanto o fato de eu estar num lugar que talvez me faça perguntas que eu não me sinta Confortável de responder? ou que eu respondendo, eu tô fora da minha zona de conforto, o que tanto eu tô tentando proteger e por que tanto eu quero proteger isso? E será que adianta eu rejeitar, ir lá agora ou rejeitar, sei lá, fazer qualquer outro projeto que
seja, será que isso vai transformar [música] esse essas minhas preciosidades? Ou melhor, será que isso vai Proteger essas minhas preciosidades da forma que eu acho? Claro que não. Uma coisa não tem nada a ver para com outra. Acredito que a sua personalidade de questionar as coisas, de buscar respostas te trouxe até aqui. Porque se fosse qualquer pessoa que eh existe um perigo muito grande quando a gente acha que tem certeza das coisas e fala: >> "Sim, >> eu não vou". Por quê? Porque eu não quero, porque eu não estou confortável. E você tem convicção. A
convicção é o pior inimigo do novo. Então, acredito que talvez a resposta para minha própria pergunta é do porqu você estar aqui, seria exatamente o seu questionamento e a sua busca por respostas e não ter essa convicção em buscar o porquê. Então, acho que é um pouco por esse caminho. Eh, você começou, estava falando muito aqui da de ter começado cedo. Você começa no YouTube aos 16, >> aos 14. >> Aos 14. E ali começa uma trajetória de aprendizados. Ali era o novo para você também. >> E você talvez não tinha medo. Brincadeira. Era só
uma brincadeira. Me conta mais sobre isso. >> Eu não sabia que ia dar dinheiro. Eu eu não sabia que existia possibilidade. Eu sabia que o YouTube pagava, mas eu não sabia. E e depois vieram as Publicidades. Mas o mais engraçado é que eu nunca nunca encheu meus olhos o dinheiro da publicidade. Mesmo quando os contratos eram de R$ 100.000, R$ 200.000, eu ganhei R$ 80.000 R$ 1.000 para fazer uma inserção de, sei lá, 2 minutos em um vídeo do YouTube. Tem noção? Mas isso nunca me encheu os olhos, não pelo dinheiro, mas nunca me trouxe
uma sensação de que [ __ ] esse é Meu negócio. Pelo contrário, eu ficava incomodada, porque se eles estão me pagando tanto, como que eles têm tanto dinheiro para dar para 10 minutos de um vídeo? E se eles estão me pagando isso, é porque provavelmente eles têm que ter algum retorno. É a questão dos interesses. E meu bem, quando você trata de dinheiro, pode ter certeza. Se alguém tá disposto a te pagar tanto, é bocado de dinheiro que ela vai ganhar em cima Daquilo. Às vezes, não de forma direta, mas de forma indireta o ganho
dela é muito grande. Então, vem, a gente paga passagem, eu pago não sei que, não sei qu, não sei qu, não sei qu, não sei quê. Que que que que querido, como as pessoas são queridas e legais. Talvez sejam. Eu conheço, mas eu tenho eu ten eu tenho ali uma médos de amigos que são meio tontas às vezes assim, são legais até demais, só que me e vem disso de pais vendedores. >> Sim, >> porque o vendedor ele vem com isso de fábrica. Se é tanto, é porque tem uma margem, é porque tem um retorno,
não é doação. Quando eu saía com as pessoas ou me chamavam para ir na casa alguém que não era do da minha realidade financeira e era muito querido comigo, o que que essa pessoa quer? Eu sei, eu não sou a pessoa mais simpática e legal do Mundo, porque eu sou meio na minha, porque temém tem tem todo um capital social envolvido. Isso hypou ali na internet uns meses atrás, esse negócio de capital simbólico e pipi. Mas é verdade, tem tem um lucro social muito grande você andar com gente famosa. Pô, quão legal, não é? Você
falar: "Ah, o Adib vem aqui". Só um cara que tem, todo mundo sabe que é [ __ ] rico e é um negócio muito legal. A Tai tava Aqui, fulano tava aqui. Isso gera um lucro social. E eu acho que na vida, quando você sabe disso, você não pode virar uma pessoa chata e mesquinha do ai todo mundo quer me usar e como a vida é ruim. Tipo, ai menos. Mas é tipo assim, calma, opa, beleza, eu entendi agora o jogo. Como que eu faço também para tirar algum benefício disso? >> Perfeito. >> Por isso
que eu falei, o meu problema Não é a pessoa tirar algum benefício de mim. É, o jogo não tá claro. >> E às vezes eu jogando com consciência do jogo, eu posso agregar ainda mais. >> Com toda certeza. >> E a pessoa às vezes vai vai escorando, não quer falar, [ __ ] mas se você me falasse, eu teria tornado tudo mais fácil para você. >> Perfeito. >> Adicionado, agregado. Então, com as Publicidades sempre me incomodava isso. >> Ficava algo meio obscuro, né? Eu lembro que numa troca de de pelo WhatsApp ainda que a gente
teve, você falou exatamente isso que você tá falando aqui agora de tipo, Rafa, eu quero entender um pouco mais sobre o projeto para entender como eu posso agregar da melhor forma. Eu quero entender o o porquiste o Dep Story, né? Qual que é o objetivo quando a gente sentar lá e tiver aquele papo, eu acho que é legal quando você primeiro Entende que a pessoa do outro lado tá disponível. Isso >> a te explicar isso e fazer uma construção conjunta. Afinal, eu tô aqui na primeira temporada. O que que eu quero? Aprender com vocês. Eu
quero, obviamente, ter uma exposição de imagem, de marca pessoal, mas que seja uma via de mão dupla, que a gente construi isso junto. Então, para todos os convidados, eu falei, não tem nada cravado em pedra. Como que você Acha que pode ser também? Vamos construir isso juntos. Eu acho que esse é o propósito >> e todo mundo sai ganhando. Inclusive você me falando, Lu, seguinte, quero agregar uma galera bacana. Eu chego e falo, cara, ó, seguinte, [música] conheço Beltrono, fulano, fulano, ciclano, ninguém explora eles para podcast. Pega em publicidade, o o tanto que não aconteceu
isso. Às vezes, eh, de amigo Meu que tem empresa e tal, deu, meu, eu tenho contato com a fulana, ela ia má trabalhar. Por que você nunca me perguntou? Porque você você você é um negócio de cara, pô, dá para agregar e muito porque eu não acho errado as pessoas terem ambições e desejos e projetos e interesses. Pelo contrário, pô, eu acho errado quem fica em casa lá dando pitaco em comentário, a eu faria diferente sim, meu amiguinho por isso que você tá atrás Do seu celular e não tá lá fazendo a coisa, porque com
essa cabecinha que você tem, você sequer conseguiria cogitar a ideia de um projeto desse tamanho. Ai, nossa, se eu tivesse esse dinheiro, eu não comprava esse carro. Sim, você pensa sempre que você não tem esse dinheiro e ainda mais você sequer consegue conceber a ideia de começar a ter esse dinheiro. Então, o maquinário mental que você tem, ele fabrica um tipo De ideia, num tipo de nível. você não compreende os outros é justamente porque para est naquele patamar, você sequer consegue fabricar as ideias que te esclareceriam e gerariam consciência do porque as coisas estão acontecendo,
do jeito que as coisas estão acontecendo. Então, se você ainda não entendeu o jogo, não julga quem tá jogando. >> Perfeito. Eu [risadas] eu acho que é e Isso é o que mais me atasana nas redes sociais. >> É simplesmente qual o fato? O fato das pessoas ai [risadas] assim ó, é muito fácil pegar uma decisão pronta e querer cagar a regra. Narrativa pós fato, meu bem. [música] >> Ah, é óbvio que o Bitcoin ia cair, é óbvio que o Bitcoin ia subir. É narrativa pósfato. Muito fácil sentar Aqui e contar minha história. Pois é,
eu era uma criança, eu era muito sonhadora, eu era brava na na escola. Criei um canal no YouTube, sempre muito comunicativa. Aí eu tropecei e fiz publicidade intencionalmente eu já transformei isso num infopruto. Eu tô ligando os fatos, mas e tudo aquilo que foi esquecido? E todas as decisões que você não tomou? E o andar do bêbado. Eu eu adoro esse livro. É um livro que faz para é é muito parecido com o de Taleb Iluditos pelo acaso. [risadas] o de Taleb iludidos pelo acaso, aonde ele fala que é muito fácil até eu, a visão
que eu tenho da minha própria história ser muito romantizada e bonita e eu ignorar qual quais foram as balas que eu fui capaz de desviar e quais foram os tropeços de sorte que me daram que me deram uma bolada, porque eu tive vários. Is tem uma coisa que eu sei fazer é Tirar proveito de quando a sorte aparece para mim, >> tá? Mas é aí você pega um ponto que todo dia eu tenho três quadrinhos que ficam no meu cantinho espiritual lá de casa. Toda manhã eu sento lá com a minha esposa e a gente
faz as nossas leituras, as nossas orações. E tem três quadrinhos específicos. Um dele diz: "Sorte existe sim, mas tem que te encontrar trabalhando". E isso para mim tem muito significado, Porque quem tá buscando a sorte, ela não vai aparecer agora. Vai trabalhar lá, meu filho. Vai lá ralar, vai arregaçar as manguas. >> É um quadrinho que a minha esposa deu quando a gente tava começando a namorar. Ela me deu de Natal três quadrinhos, onde um diz: "Eh, agradeça sempre, muito obrigado". O outro diz para espantar todos os males, o mal amado, morado e olhado e
o outro diz: "Eu sempre paro nele e fico assim: "Eu tô trabalhando o Suficiente pra sorte encontrar o meu caminho." >> Eu posso te dar uma sugestão? >> Pode, por favor. Eu tô preparado porque eu acho que estar preparado é mais importante do que estar fazendo alguma coisa. É, é que eu aí eu tenho outra coisa que anda ocupando muito espaço na minha cabeça, que já faz uns dois anos isso, que é sobre o quanto Que a [música] gente tem que ser desapegada da ideia. de fazer muito que fazer muito vai dar resultado. A gente
tem que buscar o 8020 do negócio. E eu comecei a ficar obsecada por isso e muito obsecada. E é engraçado o quanto que a gente é condicionado. E eu mesma. Foi um dos maiores erros que eu já tive e piores fases que eu vivi, foi quando eu acreditava profundamente e eu tinha enraizado na minha cabeça de que O sucesso era um resultado direto, era uma causalidade direta do esforço e, portanto, o cansado, o cansaço e a exaustão era uma condição intrínseca. ao processo. Então eu comecei ao usar a exaustão como referência de progresso. E isso
foi lá, começou lá em 2020, foi até 2023. Em 2024 foi quando eu tentei mudar isso e eu ainda tento mudar porque é uma ideia que destrói a pessoa. Eu não acho Que seja o teu caso conversando com você. Você parece ser muito cabeça, mas eu falo porque tem pessoas que entram naquela ideia de pegar um monster, se fechar no quarto >> e cara, eu tô aqui custe o que custar. Ah, eu tenho opiniões bem fortes sobre esses negócios também. >> Eu tô aqui, custe o que custar e eu vou me entregar porque eu estou
comprometido com os meus sonhos. Eu não acho que é o caminho mais inteligente, Desde as explicações mais óbvias, que é uma explicação bioenergética do corpo. Então, literal, o tanto que você come a tua, o teu exercício físico, sabe? Desde essas coisas bem óbvias até a parte que é um pouco mais abstrata, que é o fato da saúde mental, que é bem curioso isso, mas quando mas o teu humor ele tá di ele ele assim é é emaranhado com a tua capacidade de pensar e com as ideias que você tem. Então você não consegue dissociar. Sabe
aquele negócio separar Emoção e razão? É a ideia mais estúpida que existe, porque uma coisa tá ligada com a outra. Antônio Damáo, é muito bom os livros dele. E também pelo fato de que se você tá nesse modo hiper focado, enfim, e você não é uma pessoa que tem essa natureza, você vai murchar de um jeito e vai esquecer que você tá num sistema que é a sociedade. E essa busca de desenvolvimento pessoal Através de um isolamento é estúpida. pelo simples fato de que uma ação, a mesma ação em contextos diferentes geram resultados diferentes. Então,
é a mesma coisa de eu achar que um jogador de bola ou um piloto de Fórmula 1, ele só vai treinar quando ele tiver sozinho na pista. Você não está treinando com o jogo sendo jogo. E é e separar treino de jogo é coisa de amador, porque todas as pessoas bem sucedidas que eu conheci não tem essa limitação. Para elas treino é Jogo, jogo é jogo. Se eu tô aqui falando com você, é o momento de eu pensar uma ideia pro meu negócio. No Uber, o Então não tem, é tudo muito mesclado, é tudo muito
junto. Portanto, a pessoa está 24 horas por dia tendo a oportunidade de aprimorar mais ainda a habilidade dela. Os amadores eles deixam para aprimorar a habilidade só no treino e treinam de vez em quando. E as pessoas são excepcionais, elas transformam a vida dela no treino. Não porque elas ficam Bitolada naquilo, é porque elas sabem viver o mundo de uma forma que colabora com o desenvolvimento dessas habilidades. E tratando de rede social como a comunicação. Não adianta você esperar para treinar tua comunicação quando lá tiver com o story aberto apontando para você. Você tem que
ser um bom comunicador numa roda de amigos. Você tem que ser um bom comunicador desenrolando com o Uber que você pega na fila do mercado. Porque se Você é desinteressante numa fila do mercado, como você vai querer criar algo? todo momento é uma oportunidade. Eh, e esse negócio de de se isolar do mundo para se desenvolver, daí daí você vai ter que sair pro mundo. E aí, >> só se você for, >> você tem que aprender a se desenvolver com a vida acontecendo, com pessoa entrando no teu quarto, com criança chorando, com aquele amigo mala
que você Tem ou com o teu pai, com as características dele no teu emprego. Não adianta você querer sair do teu contexto para se desenvolver, porque os contextos mudam o tempo todo, meu Deus. E e isso para mim foi muito difícil também. Eu eu anotei lá que eu quero muito para esse ano ser uma pessoa desapegada com eh sabe essas peculiaridades de para fazer um uma coisa existe um jeito específico, sei lá. No meu dia de gravação, eu não Gosto de gravar quando tem mais pessoas no escritório. Eu coloquei como objetivo para esse ano que
eu quero me soltar disso, >> fazer em circunstâncias completamente diferentes, em momentos diferentes, com pessoas diferentes, como você tá fazendo aqui hoje. >> Tod isso, isso. Eu eu tenho me esforçado porque para mim não é natural. Eu eu sou chata para algumas coisas assim, mas eu não quero mais ser assim porque eu vi Que não é uma boa explicação, >> não é? Entende? Tudo tá por trás dessa lógica. >> Isso aqui faz sentido para você? A assim, [risadas] tá tudo conectado. Eu acho que você consegue fazer uma conexão entre os pontos >> e onde ele
vai ali no no na taxinha, depois ele volta pro mesmo lugar depois. que é menos glamoroso do que isso. O povo vai achar que existe alguma coisa muito inteligente por trás, mas é o Caminho contrário. É, é. Como eu posso simplificar para não exigir alguma inteligência muito profunda no negócio todo? [risadas] >> Vamos lá. É, o o que que você pensa, dito tudo isso, é a cria, a diferença de criação de conteúdo de antes e e de hoje, existe um paralelo de quando você começou lá no sei, eu tinha quantos anos aqui, cara, 16 anos
de idade. Tô falando de 10 anos atrás. >> 11. É, em 2010 eu já tinha um blog, né? Tinha 10 anos. Achava muito divertido a ideia de você ter um site. Eu sempre achei muito divertido. Isso é muito legal. É tipo, você pode pôr teu nome num negócio que várias pessoas vão ver. Não é o máximo. Eu adorava. É ridículo. Eu tenho ainda esse blog. >> Tem. >> Eh, e aos 12, >> mas não era nenhuma rede social, era blog, não existia. Eu acho que rede Social. [risadas] Eu nem sabia o que eu tava fazendo.
Eu só achava muito legal a ideia de você poder, sei lá, construir uma página na internet, porque para mim aquilo era tão distante, era tão incrível alguém ter um site, porque tinha uma magia por trás da coisa de uma programação e daí vem o lovable e >> torna tudo tão simples. no Tumblr fazer HTML. Eu me achava tão inteligente de abrir e ver aquela linha e saber que tem que ser um ponto ali, Não uma vírgula. E hoje em dia os templates estão prontos e você arrasta e cola. E é ótimo porque democratizou, mas tirou
um pouco, no meu caso, tá? Tô falando que eu tinha essa essa essa magia, sabe? Sim, >> pô, ele tem um site, mas é muito antigo isso. Eh, agora sobre a tua pergunta que eu acredito que eu tenha te interrompido, me perdoa, como que eu vi a criação de conteúdo antes e como eu Vejo a criação de conteúdo agora. É porque assim, ó, vamos lá. >> Mas tá tudo conectado, né? >> Como o jeito que eu faço algo, olha esse exemplo que interessante de um hobby. Eu gosto de um hobby, vamos, vamos dizer que eu
pinto. Eu não faço isso, tá? Mas eu gosto. O que eu gosto não é de pintar, é do contexto como as coisas estão sendo feitas, das da dinâmica de performance, exigência, feedback de eu Olhar pra folha e ter uma porcaria de uma flor que ficou horrorosa, diferente da que eu vi no Pinterest. Enfim, eh, então existe um contexto e o máximo vai acontecer, eu dar risada, eu mostrar pro Rafael falar: "Amor, tá lindo, mentira dura". Enfim, quando eu pego esse hobby e eu transformo ele em um negócio, você consegue assim, ó, superficialmente a coisa é
a mesma, mas a infraestrutura por trás dinâmica, pensamentos que passam na minha cabeça enquanto tô Fazendo aquela coisa ou porque aquela coisa tá sendo feita, mudam por completo a minha relação com a coisa, porque é é a infraestrutura muda. É como se eu tivesse demolido a infraestrutura do hobby de dinâmica, de como eu me relaciono com aquilo, de como eu me sinto quando a flor fica feia, de como eu me sinto quando eu não tô afim e daí eu só não faço. E quando eu transformo aquilo num trabalho, superficialmente O ato de eu pintar é
o mesmo. Mas o pensamento que passa pela minha cabeça enquanto estou pintando é completamente diferente. A minha expectativa quanto ao que vai sair do papel é completamente diferente a infraestrutura. Porque visivelmente quem o vizinho que tá olhando pela janela, Luana está pintando hoje e Luana estava pintando há três meses atrás. há três meses. E na criação de conteúdo, justamente por Ser tão invisível e ser tão sutil, mas grotesco também, a diferença que eu vejo que eu vivi, eu não posso falar isso por quem começou a criar conteúdo com o objetivo de ganhar dinheiro, enfim, é
brutal. justamente porque antes era literalmente eu falando sem me sentir culpada de não saber um português correto. Mas por que eu deveria me preocupar com isso? Não tinha Requisitos a serem preenchidos, performances a serem atingidas ou intencionalidades a serem trilhadas. para direcionar aquele esforço para um objetivo. Era um livre arbítrio bagunçado ali. Então era gostoso porque não tinha nenhum limitador, nenhum feedback, não tinha nenhuma circunstância em que [roncando] eu entregasse o meu melhor para ter algum resultado e esse Resultado ficasse muito mediano e eu descobrisse que o meu melhor é bem mais ou menos e
eu ter que lidar com aquilo. E tipo, problema teu, agora você vai ter que melhorar o que você faz, porque o que tá atingindo aqui não tá sendo suficiente, não. Ah, mas esse é o meu melhor. Pois é, então melhor teu melhor. Engraçado, mas enfim. E é essa a relação com a criação de conteúdo. E até quem começa de um jeito meio que, ah, não, eu quero Vender minhas consultorias ou captar mais cliente. A pessoa vai começar de um jeito, quando ela começar a ganhar visibilidade, crescer os negócios, ter uma empresa rodando, é a mesma
coisa do hobby. Por mais que desde o começo não fosse hobby, a dinâmica vai ser diferente, as exigências serão diferentes. E eu não tô falando que é horrível, tá? Eu só tô deixando evidente que a relação, a dinâmica da coisa muda. >> Porque se antes eu não sei lá, vamos supor, eu não tinha algum status para conquistar ou algum resultado financeiro, cara, tá tudo bem o meu, tá tudo bem o meu esforço ter sido mediano. Mas quando você tem um resultado financeiro ou você tem alguma conquista que você quer e você dá o teu melhor
e teu melhor mostra que você ainda vai ter que praticar, vai ter que treinar E que você vai ter que mudar alguma coisa, você não tem clareza do que você tá fazendo de errado, mas ah, você não tem saída, sabe? Não dá para falar a tá todo não daí fica aquele negócio tipo, para onde eu vou agora? Para onde eu vou? O que eu faço? O que eu melhor? E tem que tomar muito cuidado com isso. Então, eh, a criação de conteúdo, ela não é diferente de nenhuma outra coisa. Eu acredito que até quem trabalhe
com cinema viva isso na prática Também. >> Sim. >> Eh, moda qualquer tudo que se torna exaustivo e começa a ter uma motivação diferente da que você iniciou ali, acho que o desafio é esse, talvez. >> Uhum. é você conseguir trazer eh sempre um um [roncando] sabe, sair um pouco daquela daquele piloto automático e encontrar prazer em algumas coisas assim. Por exemplo, hoje eh depois de 16 anos no varejo, eu tava um pouco Cansado. >> Uhum. >> Você tem que ter muito estômago para ser vendedor. >> Sim. >> Você tem que ter muito estômago para
trabalhar no varejo. Muit das vezes é a primeira coisa que se sente quando tem algo macroeconômico, alguma coisa de fora que afeta. é a loja que tá ali abrindo a porta de ferro todos os dias na rua, né? E depois de 16 anos fazendo Isso, eu comecei a encarar a minha skin de começar a produzir conteúdo. E eu tô achando isso o máximo, porque eu tô escrevendo os roteiros junto com o Emílio e daqui a pouco a gente começa a gravar e fica naquela ansiedade, me mostra aí como é que ficou, me mostra como é
que você vai colorizar isso e tal. Eu sempre amei o audiovisual, então eu tô assim num parque de diversões, sabe? aquilo ali tá me motivando. E e eu fiquei me perguntando, pô, por que que Eu não tava assim há um ano atrás, né? O que que me faltou? O que que me faltou eh trazer de frescor para continuar com esse brilho no olho, que é o que sempre diferenciou, >> né? As pessoas me olham assim: "Rafa, mas nossa, você é tão entusiasta, não tem como o negócio dar errado." É porque é isso, quando você tá
com esse estado de espírito de algo novo que traz aquela ansiedade gostosa, eh, tudo fica diferente. O brilho no olho de fato, é Que tantas pessoas usam isso de uma forma, eu acho que errada, mas o brilho no olho é é isso, >> é o o o sabe, é você conseguir trazer uma motivação. e um prazer em coisas que talvez eh te cobrem demais o preço de você fazer tudo perfeitinho e fazer, sabe, aquela rotina, é tirar um pouco da rotina. >> Sabe o que eu coloquei também como Objetivo para esse ano? Não, mas não
esse ano, agora pro começo do ano. Eh, gente, se eu pegar meu planner, tá literalmente escrito assim, chega a ser engraçado. E, aliás, sempre quando eu estou escrevendo no meu planner, eu penso bem assim: "Isto é para mim, tá tudo bem, parecer ridículo, mas eu escrevi bem assim: "Eu quero ressignificar a minha relação com a criação de conteúdo." Eu Tenho feito um trabalho eh literalmente intencional para isso acontecer, porque não é mágica. Eu acho que as pessoas têm esse problema sério de romantizar e achar que tanto num relacionamento quanto na relação com o trabalho. Ai,
uau, fui picada pelo bichinho da inspiração, fui picada pelo bichinho da paixão. Existem Situações, feedbacks. Existem motivos por trás de você gostar você gostar de se relacionar com algo, de se relacionar com algo, ter uma boa ter uma boa relação? relação? Existem motivos por trás de E eu sempre busco intencionalmente tanto me manter alerta para perceber quando o tesão tá acabando, porque provavelmente quando o tesão tá acabando é quando existe alguma Explicação disfuncional regendo a minha visão do meu trabalho. Vamos fingir que eu sou do audiovisual, né, pô? Agora todo mundo faz 1000 coisas. Você
nem consegue mais se diferenciar direito ficar dando pirueta. Eu fico trabalhando horas aqui para fazer um negócio especial e nem bomba tanto. O fulano pega um celular velho pod lá, faz um vídeo. Aí qual é a explicação que você tá Colocando na sua cabeça? É, uma coisa bem feita não traz mais retorno. E eu [música] e quem faz algo bem feito tá gastando dinheiro à toa e tá fazendo um papel de tonto, porque daria para fazer muito mais dinheiro usando menos recurso. Isso é a explicação que tá que tá sendo o pano de fundo para
o cara que olha, gosta de fazer projetos grandes e às vezes passa horas fazendo um negócio, não um vídeo no Real, sei lá, pá, >> não traciona como um vídeo engraçadinho de uma trend. Sim, >> mas é uma explicação frágil. E é engraçado, toda santa vez na minha vida que eu começo a ficar desgostosa, que eu começo a a ter algum gargalo em alguma área da minha vida, é porque existe uma explicação ruim regendo a minha percepção, porque A minha percepção e a minha tomada de decisão. Percepção, percepção. As pessoas deveriam falar mais sobre atenção,
percepção e memória. A gente não presta atenção nessas três coisas. Elas regem as nossas vidas com identidade, no caso, né? E eu adoro tudo isso, porque isso é desenvolvimento pessoal, né? Isso é, pô, não é você acordar cedo. Acordar cedo é bom, mas não é a causalidade da [música] coisa. Desenvolvimento pessoal não é você tá se entupindo de livro clássico, você nem sente tesão lendo a coisa. Sério, tipo, pô, se você gosta de pegar lá o Calammaço, Ivrachina, Varadoradesk, Dar ai, esses nomes russos, um personagem tem cinco nomes. Se você gosta da coisa, é uma
coisa. Eu tenho até uma amiga que ela me perguntou, tá, Luana? Mas tá, eu tô lendo, não tô curtindo, eu tenho que ler. Eu, pô, é claro que não. Não vai te Trazer alguma coisa ai porque eu leio livros que ninguém lê. Tem os cara lleon rio dele em paz, sabe? O segredo da mente milionária. E ai esses dias eu não posso ficar falando muito, né? Mas ah porque esses livros de alta ajuda são horríveis. Livro bom mesmo. É livro de clássico. Se quer aprender sobre a vida, leia a Niet Dostoevski. Sim, fala para isso
para uma população que a maioria estudou em escola pública, mal tinha professor De filosofia e não sabe diferenciar Platão, de Sócrates, de Aristóteles. E você tá tipo se achando muito superior porque nossa, essas pessoas têm que não tem que nada, cara. Cada um tem que buscar o desenvolvimento profissional e pessoal na medida em que ele começou. Então, pensa, o cara agora tem, cara, tem um puto na conta. tá olha, se desdobrando em cinco para manter vivo o negócio que ele tem. [música] Tem dois funcionários. Adianta ele ficar lá vendo duas horas de um podcast de
um CEO, CEO que tem 20 diretores? São são sistemas são sistemas tão diferentes e daí ele se sente culpado de não ter uma cultura organizada, [risadas] sendo que é o primo dele, [ __ ] que trabalha para ele porque o cara tava precisando. Eh, só que a internet tem esses dois Lados da influência e da inspiração, porque é legal ver o cara grande, é legal ter acesso a alguém, é legal poder horas ouvir, tá? Como você pensa? É, tem a sua importância. Mas a galera tá ficando maluca. Eu recebo também que tinha, Luana, putz, tenho
30 anos, estô meio perdida, sinto que desperdicei meu tempo. Sim, porque você fez um cherry picking de pessoas que você segue. Você pegou num país de 200 e sei lá quantos milhões de pessoas, 20 pessoas com menos de 30 anos, que é [limpando a garganta] é 100% um caso muito específico específico >> e você tá tomando aquilo como se fosse a regra. Sim. E você que é uma pessoa boa. >> É porque eu costumo dizer que as pessoas elas estão comparando muito eh de uma forma completamente descabível assim, né? Tem pessoas que estão lendo um
livro no capítulo X e outras que já estão lendo um livro no capítulo Y ela quer Comparar uma coisa com a outra. >> Não tem como. >> Então assim, não tem como fazer isso. Você comparar >> é com alguém que tá num capítulo completamente diferente do seu, >> né? E eu acho que essa comparação acaba travando as pessoas. Eu acho legal que você pensa tudo como um sistema, né? Você pensa tudo como sistema. Tem uma sistematização de tudo. Eu acho interessante isso. Eu particularmente eh E eu não tenho essa facilidade. Como que você faz isso?
De uma forma natural ou você desenvolveu essa habilidade de sistematizar tudo? >> É mais fácil. Eu eh por isso que eu eu deiada ali da foto, porque na realidade o que você tá fazendo é pegando um filtro e tudo que acontece na tua vida, ao invés de você daí sim se esforçar, e é o que dá trabalho analisar cada caso, é você tentar passar tudo por esse mesmo Filtro para ver se sai de lá alguma coisa que é boa. E o filtro que eu uso é isso. É basicamente quais são o que tá por trás
que eu não tô enxergando, quais são as consequências laterais que de primeira não tá tão evidente para mim? Qual? E principalmente essa ideia de contexto. Nesse contexto, o que seria uma escolha óbvia? Será que eu eu devo me culpar tanto por Ter feito algo muito algo errado, uma decisão tosca há um tempo atrás? Ou será que qualquer um tomaria essa decisão tendo as informações que eu tinha? Na prática é fácil. Eh, na teoria é fácil, mas na prática eu vivo me remoendo e me culpando e me criticando e me martirizando e me odiando de vez
em quando. Mas passa, passa eh passa, mas [risadas] sou uma pessoa bem eh, como que eu posso dizer, bem profunda quanto a isso. É, Então esse pensamento sistemático é muito simples, é você pensar o que tá acontecendo, o que tá envolvido, que seriam as variáveis no que tá acontecendo, qual é o peso do que tá envolvido e como essas variáveis que estão envolvidas implicam diretamente. [roncando] Foi o que eu falei, sei lá, de um relacionamento. Ah, eu ando frustrada Porque eu não tô passando tempo, porque o meu marido não tá me elogiando quanto eu gostaria.
Aí eu crio uma explicação burra na minha cabeça. Ele tá falando com outra, tá? Vamos lá. Ele tá falando com outra. Essa é o por tô afirmando isso? Qual é a minha evidência? Será que não é só uma resposta fácil que ao longo da vida eu ouvi em novela, família, televisão e eu tô usando dela? Tá vendo que não é algo inteligente, não É um mérito de inteligência, é um mérito de hábito. >> É mais sobre hábito do que esforço. Não é esforço cognitivo, é um hábito de você questionar, tá beleza, eu tenho esse podcast
para ir, não quero. Por que eu não quero? Não, blá blá blá. Tá. E se eu for, qual o o que pode dar muito errado? O que pode dar muito certo? E qual é o peso? Porque também tem uma coisa que aí foi, eu falei logo no início da nossa Conversa, muito do meu sucesso é porque eu soube identificar oportunidades em [música] que o ganho era muito alto e a possibilidade de dar errado, ou seja, a possibilidade de perca, de perda perca era muito pequena. Então, nessas circunstâncias é meter o louco. >> Você sabe exatamente
onde gastar a sua energia ou não. Aí vem o 8020 que você Falou anteriormente. >> Viu como não é ser inteligente? É um hábito, porque tudo está dentro da mesma lógica. >> Tá tudo dentro da mesma lógica, >> mas o problema é que não se torna habitual. É um inferno. >> Você tem que se forçar o tempo todo a pensar dessa forma. >> Diamente, diariamente. Diariamente. >> Tipo assim, cara, como eu sou estúpido, Por que que eu tô pensando assim? Isso, >> eu tô eu tô indo pro óbvio. Não, deixa eu pensar aqui de novo
>> e e vou chegar numa explicação para isso. >> Por que que a pessoa não me respondeu? >> Ah, porque ela tá trabalhando. Não, é porque talvez você tenha condicionado sua pergunta de uma forma que não seja interessante para ela. >> Boa. >> Pera aí, deixa eu reformular a minha Pergunta. >> Tipo isso [risadas] >> viu? É, eu acho que isso é é o engraçado, porque as pessoas acham que pensar desse jeito é um é um é uma qualidade, é é algo excepcional. poucas pessoas. É, é meritocrático pensar assim, não é o caminho mais fácil
aqui. As pessoas não acreditam quando eu falo isso. Eh, o Charlie Manger, que é o sócio do Warren Buff, ele era obsecado [música] por isso. Eh, e depois eu comecei a ler alguns livros, esse o próprio livro que eu falei aqui do Taleb, Iludidos pelo acaso, o Andar do Bêbado, como pensar estatística. Existe uma forma mais inteligente de você criar explicações. E daí vem o David Dutch Deut. Existe um caminho mais fácil de você Evitar erros, não é acertar algo de forma brilhante. Eu eu não sei. Eu eu de fato não consigo lembrar um momento
em que eu fui brilhante na minha vida. Eu consigo, eu consigo agora fazer uma lista de 20 momentos em que eu evitei cagadas que eram claramente cagadas, mas que tinham um fatorzinho, o fator reluzente, >> sim, >> de parecerem boas oportunidades. >> Sim. E eu vou te falar o seguinte, eu tava vendo o Breakdown, é que é um trabalho incrível do, eu esqueci o nome do rapaz que ele fez o The Di FSO, que é uma grande inspiração pro nosso projeto, >> e ele falou uma coisa ali que para mim suou muito interessante e vai
ao encontro disso que nós estamos falando, que é o quê? talvez ter uma uma um um quesito extremamente brilhante que reluz, Seja [limpando a garganta] menos eficiente do que ter várias pequenas boas ideias, vários pequenos brilhantes ali do que o diamante. >> Eh, sabe? Então, eh esses essas pequenas eh vitórias, esses pequenos detalhes são maiores do que um grande detalhe que vai mudar a vida ou o o resultado. Eu acho que é muito por esse caminho, né? >> Mas mais do que esses pequenos brilhantes e fragmentos de quilates, Eu acho que ainda existe o outro
caminho de quais são as a estupidez óbvia. O que é muito burro que eu posso evitar fazer aqui e principalmente quando você trabalha com nomes e pessoas que estão expostas, eu acredito que no seu trabalho um fator determinante seja o ego das pessoas, uma variável que se você não tem um mínimo de sabedoria para lidar com isso, atrapalha tudo o resto, criar um baita gargalo. Então, o tal de noal, na minha Concepção e experiência que alguém pode ter, é muito mais voltado para essa para essa compreensão profunda do que você lida, com quem você lida,
que são os stakeholders, as pessoas relacionadas com aquilo e quais são os fatores que t um peso maior. Então, eu posso falar de eh eu falando de pessoas públicas e tal, o ego da pessoa, a vaidade dessa pessoa tá muito em jogo ali, >> muito, muito. >> E [música] se eu sou um médico e eu trabalho com pais, com crianças que t câncer, o ego não vai ser um fator determinante. pelo contrário, eu vou est lig, eu vou est lidando com eh outros fatores que são importantes. Então, um profissional que tem muita experiência não é
aquele que ai, nossa, como ele trabalhou muito e fez muitas vezes Alguma coisa, não. foi quantas vezes ele encontrou variações do contexto suficientes para ele treinar aquela habilidade dele em várias circunstâncias e não só isso, vê todos os empecílios, pedras no meio do caminho, gargalos que podem surgir. Então é uma exploração de ângulos. Por isso a quantidade, pensa, né, um um negócio assim, eu preciso de uma quantidade de eu tenho um terreno para eu preciso varrer aquele terreno em Quantidade para descobrir todos os as variações, enfim, mas não só isso, mas não só isso, >>
também recolher uma grande amostra. E aqui o pessoal da estatística entende a importância de você ter uma grande amostra. Porque o que adianta eu pegar 30 curitibanos, perguntar e quem vai ser o presidente? 30 curitibanos que moram na Batel. Ai, quem vai ser o teu presidente do país? E tirar isso de conclusão pro Brasil inteiro é uma Pequena amostra. é totalmente envieszada, não tem como. Mas o profissional que ele tem uma quantidade de experiência, quantidade de casos atendidos, eh, clientes e projetos, ele não só vai adquirindo esse conhecimento prático das habilidades por varrer o terreno
e encontrar os buracos, os perigos, mas também ele encontra eh benefícios, não é benefícios a palavra que eu queria, mas vantagens. E ele vai colhendo dados, dados, dados. E a partir de tantos dados disponíveis fica mais fácil eh para eu conseguir detectar pontos em comum. E aí que surgi os padrões que eu falar: "Pô, eu já entendi que chegou um caso novo para mim, eu vou usar dos meus dados, das minhas experiências para saber lidar melhor com aquilo". Por isso que um iniciante é um noob. [risadas] Ele pode ser muito competente, muito Inteligente, mas ele
não explorou ainda todos os ângulos do negócio. >> Sem sombra de dúvida. >> É, eu adoro isso. Eu, desculpa, eu fico saindo. >> Não, tô adorando isso. Agora eu vou te puxar aqui, né, mais uma carta do nosso Deep Cards [risadas] do nível dois. E eu queria entender, bom, essa daqui é boa, hein? >> Ai, é, >> essa daqui é boa. Duvido, duvido que isso daí é aleatório. Tipo, o negócio, tem 30 cartinhas em branco aí, três na frente assim. [risadas] É, >> ó, a câmera tá pegando aqui. Situações desconfortáveis, >> tá? >> Elas despertam
o melhor ou o pior de você? >> O pior, né? [risadas] O melhor ai não, que eu gosto de evoluir, não. Eu porque ó, uma situação desconfortável, como você tá muito preocupado com o que tá acontecendo, você não se sente confortável de agir com a sagacidade que você sempre tem, porque é como se tivesse um um alerta de que, pô, eu não sei o que fazer aqui. tem alguma coisa que eu não tô entendendo. E daí você hesita, você é Menos confiante. Eu eu eu tenho essa questão de est em ambientes com pessoas novas, [roncando]
principalmente ambientes como ai jantares sociais. Eu não sei qual quais são as expectativas que aquelas pessoas têm de mim. Seria muito ingênuo eu falar: "Ai, você só eu mesma". Tipo, não é assim que a vida funciona E normalmente eu fico quieta e se eu fico muito incomodada eu saio. >> É >> simples assim. >> Às vezes passo dias remoendo o que aconteceu, crio na minha cabeça pensamentos de outras pessoas que nunca posso garantir de que existiram. Certeza que fulano pensou isso. Ai, que cagada. Eu falei aquilo lá no podcast, [ __ ] devia ter ficado
quieta. Nossa. Então eu Crio essas coisas, mas daí eu me policio, às vezes vou reclamar com o Rafa, desconto nele, coitado, não tem nada a ver. Daí eu fico arrependida, vou dar um abraço nele, dá um cheirinho, fala pra gente assistir um filme que ele gosta juntos, pra gente comer um docinho. Então, normal, gente. Aí você pegou um negativo que eu já tava até pulando dentro do meu script aqui. O Rafa, meu xá. Eh, como você trouxe ele pro jogo, >> tá, >> né? Ele teve que pedir demissão do do trabalho dele >> para vir
junto com você. Como que foi esse processo? Eu te pergunto isso porque certamente quem tá assistindo a gente >> eh passa por isso todos os dias muitas pessoas e eu >> eu estou passando por isso. Eu fiz o exit >> da minha empresa. A minha esposa tá Trilhando o mesmo caminho porque ela também vem do varejo, ela também eh tá fazendo a venda de sua empresa, porque a gente adora trabalhar junto. Ela adoraria estar aqui comigo, eh, mas tá em Vitória, resolvendo as coisas da empresa, fazendo essa transição agora, né? Eh, >> quase parindo em
detalhe, né? Tipo, fabricou alto um cérebro, pé final de março. >> E quais são os desafios? Como que foi a A no caso de vocês esse processo? Olha a história toda, quem acompanha já meio que sabe que o é muito importante eu citar que eu nunca chamei o Rafael porque ele era o meu noivo. >> Perfeito. >> Não, porque eu sempre, inclusive, eu sou uma pessoa, eu sei separar muito bem as coisas. Então, se eu não tivesse visto competência nele, não faria sentido ele trabalhar comigo. Poderia exercer a competência dele em outro lugar, eu chamaria
outra pessoa, enfim, eu via o quão competente ele era trabalhando em outro negócio. Cheguei para ele e falei: "Quanto você quer para pedir demissão?" Eu não paguei para ele nada, mas sabe, só para >> Sim. >> dar um impulso ali no >> aquele susto ali. >> É. E ele veio trabalhar comigo. E o Rafael é curioso porque as pessoas elas Têm essa visão de que eu sou brava e tal. Eu não sou. Eu só falo de quando eu falo, eu fico focada no que eu tô falando e parece que eu não sou brava. E no
relacionamento, Rafael é 20 vezes mais pulso firme do que eu. Ele é a pessoa mais brava do relacionamento, mais dominante do que eu no relacionamento. Só comigo também eu não me faz de tonta com ele, né? Então esse temperamento dos dois, a gente tem que ter muita sabedoria e o tempo todo ficar Lembrando. A gente não tá trabalhando um contra o outro. Perfeito. >> Então quando ele é [limpando a garganta] na na teoria é muito bonito, mas quando ele tem uma ideia diferente da minha, a gente tenta entender. Vamos lá. Os dois querem o bem
do negócio. >> Aí vem aí vem o exercício da explicação do porquê. Vamos lá. Não, aí defenda a tua ideia. >> Defenda a tua ideia. Nesse aí tem um probleminha, porque modestia parte eu Tenho uma facilidade melhor ali de argumentação [risadas] e também é um problemaal. >> E também é um problema porque eu falo para ele muitas vezes: "Amor, você sabe que eu que eu sei". Então será que eu tô com essa ideia? O que acontece também aconteceu esses dias, ele tinha uma posição diante de uma decisão na empresa, eu tinha outra 100% radical, 100%
diferente. Água [música] e era assim, ó, dois Caminhos completamente opostos da mesma decisão. Ele falou a dele, eu falei a minha. E eu fiz uma pergunta para ele. Eu: "Tá, você quer tal coisa? Para tal coisa acontecer, tem esses requisitos básicos aqui. Qual é teu plano para esses requisitos básicos estarem rodando na empresa? Porque não vai acontecer do nada. A gente Qual é teu plano? é contratar uma equipe comercial, é ter algum processo, A gente vai ter alguma estratégia de Aí ele ficou quieto, ele tava bravo, a gente já tava discutindo bravo, não tava aquela
discussão de uau, a gente já tava bravo, nós estávamos bravos. [roncando] E aí ele falou: "Quer saber? Você tem razão, esquece o que eu falei. E daí eu fiquei deu, não, calma. >> Às vezes eu só te convenci melhor, >> você não quer pensar para dele, não. Você acabou de me dar um argumento que não tem sentido o que eu queria. as Convicções que a gente falou anteriormente. >> Isso foi aí que abriu o meu alerta deu, talvez eu só tenha tido uma lábia melhor. E daí eu chego para ele deu, ó, amor, eu sei
que você tá meio bravo comigo, eu sei que eu tô meio brava, mas calma, vamos pensar com calma, porque talvez eu só tenha sido mais >> incisiva. >> Incisiva. Então acontece muito, com muita Frequência no nosso relacionamento, até com o pessoal que trabalha comigo. [risadas] Nó a Aninha, se ela tá vendo isso daqui, volte, ela chega. E como eu já falei, eu sou a pessoa que eu eu não sei como não ser assim. Então, eu criei estratégias para eh remediar a situação. Se no primeiro segundo eu não gosto da ideia, eu já crio na minha
cabeça assim argumento morge, porque é horrível, porque eu não Quero e eu aceto aquela ideia, eu mato ela, não é tipo a descartar, eu mato, eu enterro, eu planto um um jardim em cima de rest in peace. E hoje no escritório a gente tem esse processo que é o quê? Passa pela Luana, mas aí tem o filtro antiluana que às vezes era só algo que a Luana não queria mesmo e tá tudo bem e calma. E eu falo daí eu tô falando tal deu. Ó, Aninha, seguinte, não cai muito na minha fuzuinha também. Depois você
pensa melhor, mas depois volta aqui. Não sei. Eu eu tô muito eu eu falo para ela, eu tô muito envieszada, não gosto. Então não leva tanto em consideração o que eu falei não. E é muito engraçado, só que no dia a dia fica mais leve. >> Sim. >> Porque o problema é quando você se leva a sério demais e você não >> não se permite, >> não se coloca a prova. Eu tenho esse sério problema que eu volte meia tô mudando radicalmente de ideia e o Rafael no mesmo >> Rafael fica maluco da vida comigo.
>> Eu lembro que meu time ficava louco de criação quando chegava lá. Galera, >> você coloca o teu na reta? Eu coloco o meu na reta o tempo todo. >> É isso. Eu garanto. >> E trabalhando isso. E trabalhando em Casal, como eu sei que é uma fraqueza minha ser reativa. >> Sim. >> Se eu não vou com a cara de alguém é difícil, tá? Tem tipo três, duas pessoas modo de falar, né? É, eu sou, eu esqueço as coisas, eu não sou rancorosa, mas vamos supor que tem alguém que >> não bateu o santo,
>> aí pum, envolveu, aí eu já sou, não quero, não vou, não, não me fale, não tem santo que me convença. Aí eu mesma Sei o que tá acontecendo. E acontece eu chegar pro Rafael e falar bem assim: "Amor, seguinte, no momento que eu tô agora, eu tô com raiva, eu não quero falar disso. Tudo que você vai me falar, eu não vou gostar. Eu vou achar uma ideia ruim, eu vou ficar irritada. Então vamos falar disso depois. Tipo uma autopia [risadas] porque senão eu sou louca da cabeça. Não dá. >> Eu sou muito intensa.
>> Então se eu não aplicar isso, não adianta o que falar, o que fazer, que nada vai bater e vai voltar. >> Não, a Vic sabe disso. Volte meu chego para ela, deu. Ah, não, tô brava. Que aconteceu? Fulano fez isso, isso, aquilo. Eu acho uma falta de caráter. é um folgado e não sei o que, não sei que, não sei quê. Aí passa 2 minutos, eu termino de falar de Vi, pensando bem no que eu falei, talvez Eu tô com um pouco de inveja de fulano e talvez foi só coincidência mesmo. Hum. E eu
fico confusa comigo [risadas] algumas vezes, porque eu não sei aonde chegar, mas eu eh eu no meu dia a dia, se eu pudesse expor algo aqui, é esse contraste que eu vivo completamente incoerente de opinião que uma hora eu falo uma coisa e daí eu putz, talvez eu tenha falado isso porque eu tô com inveja, sei lá. Mas mais uma vez faz sentido desde o Primeiro contexto que nós começamos a conversar, >> questionar o tempo todo até você mesma. >> O tempo todo. Não, não. Será que é inveja? Não, será que realmente é isso que
eu penso? Não, pera aí, >> não. Fulano foi bem filha da mãe, empolgado mesmo. Não é inveja. Eu não sei se você lembra, mas você tem horário para voltar para Curitiba. >> Então, se eu for ocupado por você perder esse voo, não, não, você não, não vou Ser oculpado. >> Ah, nada que um um [risadas] helicóptero fretado não resolva, né, galera? >> Ó, tem alguns convidados aí que de repente, quem sabe não posso emprestar eu, né? [risadas] >> Vamos lá, para finalizar, >> tá? >> Eu queria entrar na questão da da engenharia de sucesso que
você tem eh nos seus pensamentos, assim, né? Eh, eu eu vou te colocar uma situação assim, >> tá? >> Nós estamos aqui em busca de contar histórias de pessoas, de inspirar a eh outras através >> eu desinspirando todo mundo >> desse desse A gente não tem chamado de podcast aqui, né? a gente tem chamado de filme castão um pouco mais profunda de cinematografia, com uma direção de arte diferente, tecnologia, o braço robótico tá aqui se movimentando daqui para lá, Trazendo novos ângulos e novos estímulos pra pessoa ficar >> durante o podcast aqui. Você é a
nossa sócia, >> você é sócia do Dep Story, >> tá OK? Eh, em termos de canais de distribuição, em termos de modelo de negócios, em termos de ter um negócio sustentável com um podcast, vamos lá. Quais seriam as a a as convicções da da Luana? >> A minha primeira convicção, >> que que você traria pra mesa de conselho? >> Quantas mulheres você Calma, eu eu vou chegar ali no tópico. [risadas] Foi um homem ou foi uma mulher que fez aqui a luz? >> Um homem. >> Um homem. Uma mulher. Ela não gosta dos freas aparecendo,
tá? Então essa é o meu primeiro conselho. Brincadeiras à parte. Você quer ter visualização? Você quer, Você quer ter o quê? >> Nós queremos >> qual modelo de negócio >> nós queremos ter sermos a referência em termos de podcasts cinematográficos no Brasil e no mundo. Eu tô falando que hoje poucos players do mercado, >> tá? eh, fazem algo como a gente tem proposto a fazer. Então você pega de repente alguns podcasts gringos, >> Chris Williamson, eh, talvez o The Dire Fou, >> eh, >> principalmente os podcasts londrinos que tem, eu acho que traz a a
à luz uma cinematografia >> de encher os olhos ali. E a gente quer, obviamente, ter um um negócio >> onde a gente não bote o pé entre as mãos. Uhum. >> que eu poderia estar aqui ao final desse episódio oferecendo um curso de storytelling, de audiovisual ou de algo Nesse sentido. Eh, seria interessante da nossa parte fazer isso no curto prazo. Eu costumo falar que, pelo menos o meu modus operand eh gerar desejo antes de ofertar produto. >> Uhum. >> Eu penso da forma certa. você como sócia, pensando numa engenharia dos sucessos desse negócio. >>
Ah, deixa eu ajeitar aqui. >> Faria como >> tem mais duas horas aí pra gente Conversar. [risadas] >> Eu quero colocar em prática um pouco da da, sabe, da do pensamento da Luana, >> tá? Vamos lá. Eu eu vou pensar sobre isso da mesma forma que eu penso nos meus negócios. Quando você fala que é se tornar referência, você tem que se tornar referência para alguém e preencher esses critérios desse grupo. Porque você consegue compreender que Quando a [música] gente fala em possuir alguns algumas validações, que é isso, quem reconhece a validação não é todo
mundo. Pode ser que você coloque para se sentar aqui alguém brilhante em que como essa pessoa não está dentro do meu contexto de interesse ou do meu universo de sei lá vida do meu repertório, eu não ligue dele tá aqui. Mas não é porque essa Pessoa não tem o valor dela, é porque dentro do meu montinho de Luana Carolina, aquilo tá muito distante dos meus interesses e daquilo que eu avalio, que eu gosto, que eu e por aí vai. Quando você fala de se tornar referência em algo cinematográfico, eh, conceitual, bonito, foi o que eu
falei. Ó, olha só, por que que eu fiz aquele comentário tosco e Bobo da luz? Porque uma pessoa normal que não entende a genialidade por trás disso, vê como que, ah, mas meu free tá aparecendo, eu preciso saber as para as pessoas que eu quero aparecer, elas sabem quanto custa um negócio desse aqui? Tem público que sabe e valoriza. Tem público que não faz ideia e vai achar que é uma tela verde. Elas têm noção que tem esse trem aqui Andando para cima e para baixo [música] ou elas precisam entrar no store para ver que
tem esse negócio andando para cá? Porque tem gente que vai clicar gente da minha audiência que não tem contato com o universo audiovisual, vai achar que é um carinha gente boa que tá aqui, sabe? Então, talvez intencionalmente mostrar em alguns takes mais distantes. Talvez tenha isso, eu não sei, eu não vi. Igual eles fizeram, eles fizeram exatamente Isso, né? Porque sem isso leigos não conseguiriam compreender. Quando você quer ser situado no meio de leigos, o teu principal trabalho é deixar claro para aquele legoigo o que é aquilo. E isso não acontece com você falando isso.
Você precisa de alguém falando por você. Porque a partir do momento que o rei fala que é rei, será que ele merece coroa na cabeça? Game of Thrones, tá gente? Não fi, eu queria sério. [risadas] Mas agora quando eu sento aqui, eu falo: "Porra, a galera não tem noção de como isso daqui tá maneiro, bem feito. Não tem um fio para tropeçar. Que que estúdio que não tem um fio para tropeçar? Ninguém. As pessoas não tm noção que alguém parou para se preocupar com a porcaria do fio que fica. Eu não tô vendo fio nesse
negócio. Tem, cadê os aparelhos que ficam jogados? [música] Tem uma caixinha e dentro da caixa os Fios estão organizados. Você entende o problema? Eu falo isso na minha aula de autoridade, que a autoridade para quem e como alguém, alguém, cuidado, porque às vezes a gente coloca tanto esforço, tanto esforço para disputar troféis que não são compreendidos. E quanto mais acima tá em algum padrão, seja do audiovisual, seja de literatura, seja de arte, mais distante você fica do povo, portanto mais incompreendido você É. É por isso que eu tô cansada de trabalhar com profissionais que são
chefes de estrela Michelan, não entendendo, tá, mas como que eles conhecem mais o restaurante X, que é, sei lá, de alguém que meteu um monte de influenciador e que nem é boa comida. Mas é porque você tá trabalhando com um, você tá querendo ser posicionado para um público tão grande, mas você não você quer, você tá vivendo a ilusão no repertório Compartilhado, você quer que aquela pessoa tenha acesso aos teus anos de experiência, porque só os teus anos de experiência fazem você dar valor a tudo isso que tá acontecendo aqui. E esse é o problema
das redes sociais. você entrega pequenos fragmentos e esses pequenos fragmentos você não consegue garantir que a pessoa do outro lado ela tem esse essa compreensão e essa percepção e esse repertório para falar as mesmas palavras que você e para entender o significado Por trás de cada símbolo que você mostra palavra. Porque eu apareci aqui com a uma Burking aqui em cima da mesa. Toda blogueira com muita grana usa isso. Virgínia usa isso. Todo mundo sabe que é uma burking com pele de bote o nome de algum animal exótico em extinção aqui. Vale R$ 300 de
dinheiro. Então é muito fácil eu falar: "Quero que percebam dinheiro em mim". Eu uso a bolsa, que é o símbolo mais óbvio. Aí vamos supor, vem alguém aqui que tem O bolso forrado de dinheiro e um bom gosto em que as coisas que ela ela usa que são caríssimas, poucas pessoas sabem que são caríssimas. Ela vai botar a bolsa dela aqui. Ninguém vai saber qual bolsa era aquela, de quem era. Então, quando eu falo de percepção e a percepção é uma variável fundamental para eu conseguir esse meu grande objetivo, que cara, [ __ ] eu
quero ser o número um, eu quero, eu quero bater de frente com aqueles caras lá que Acham que estão sabendo fazer o que eles estão fazendo. Tô nem isso. Tô no Brasil, cara. Os caras podem estar em Marte. Eu quero bater de frente com eles. Você tem que saber impressionar as pessoas certas. Perfeito. >> E falando da minha trajetória, >> perfeito. >> Eu eu acho que eu tive a grande sorte de cedo ter pegado essa malícia de que eu não Preciso que o meu nome esteja na boca de todo mundo, eu preciso que o meu
nome esteja na boca das pessoas certas, >> certo? >> Então, é, >> ou seja, você tem que entender de fato o seu, o público para quem você tá falando. >> Você tem que entender quem tá do outro lado da mesa, né? E como eu disse para você, muito além de mostrar algo bonito, o nosso intuito é colocar no centro as Histórias. >> Exatamente. >> É aprofundar nessas histórias e contar histórias de perspectivas diferentes, utilizando dessa ambiência aqui. >> Uhum. >> Para que as pessoas conheçam o outro lado das pessoas, entenderem que não foi nada da
noite pro dia. Existe uma construção, tijolinho a tijolinho. Aham. para que essas pessoas que estarão aqui contando suas histórias, que com certeza Vão inspirar milhares de pessoas, não foi da noite pro dia, >> não, >> para evitar aquele tipo de comparação injusta que nós falamos: "Ah, mas ela já tem tantos milhões de seguidores, ela já tá faturando tantos milhões." >> É entender que houve um início e houve falhas, houve, houveram aprendizados e esse é o maior objetivo aqui. Eu quero que as pessoas saiam de cada episódio falando: "Caramba, eu não conheci a Luna Dessa forma.
Eu acho que existe uma forma melhor. Eu acho que as pessoas têm que sair aqui. E eu falo isso porque eu já participei de alguns podcasts e eu sei, o público me fala, eles mandam: "Oi, Lu, você participou e tal". [roncando] Ele faz ela falar o que as outras pessoas não fazem. Ele explora aquilo que todo mundo tá Deixando passar, porque daí as pessoas vêm aqui porque elas sabem que eh não vai ser tipo assim, como você consegue ser tão produtiva? >> Sendo que eu sou a primeira pessoa que eu falo que, pô, eu tenho
muita dificuldade de estudo, de organização, de rotina. E eu vejo que quando eu vou em muitos lugares eh de podcast, enfim, as pessoas elas não estão interessadas em mim, elas São interessadas em ter o meu rosto uma thumbnail que gera clique, mas elas não entendem que a partir do momento que tem um interesse genuíno de eu entendo você, eu sei aonde que eu vou pegar, ela vai conseguir se diferenciar de todos os as outras thumnails que tem meu rosto, porque esse é o único vídeo que além da thumbnail com RXIN de Luana, vai ter uma
informação que não tem outros lugares. Vai ter uma capacidade de explorar a Luana de um jeito que as Outras pessoas não conseguiram. E por que não conseguiram? Porque Luana é difícil, não é? Porque elas estavam muito ocupadas olhando pro prêmio. >> Muito bom. Então, eh, eu eu falaria isso, eh, sendo alguém que participou, tendo meu nome no board, eu faria eh eu eu gosto muito daqui o WiFi, a empresa do Artura, Samanta, é uma das pessoas que trabalha lá, eles São muito sagaz em uma coisa. Eles seguem a lógica e o Artur ele através dele,
não foi ele que indicou, mas por causa dele eu comecei a ler esses livros de modelos mentais, estratégias. Então ele é uma pessoa muito inteligente que aplica tudo isso e a equipe dele é tão inteligente quanto as meninas, enfim, o Tales e eles seguem a lógica do o que precisa ser feito para que seja impossível a pessoa não abrir a boca para falar o Que estava acontecendo. Então quando eles levam a gente, sei lá, pro Egito, os malucos fecham a pirâmide, porque daí eu consigo meter a Maira Cárdico, o Thiago Negro, cara, fechar as [música]
pirâmides aqui. O IFI é uma empresa muito incrível e eu gero credibilidade porque, pô, uma empresa que tem esse culhão, tem esse poder de fazer isso. Então, é essa engenharia inversa do que o que eu preciso fazer para se tornar Inevitável. E foi que aconteceu, cara. tava tocando a J aqui quando eu cheguei, mas mas coloca o fator surpresa. É só abrir meu story. Todo dia tem story meu ouv J. Às vezes tem stofd não, eu falei aí para Viic, ainda bem que eu não falei porque seria meio [risadas] Mas isso foi incrível, foi maravilhoso.
Eu me senti muito confortável. A minha carona lá, eu caraca, eu fiquei maior bonita de perfil nessa IA aqui, tirei Uma foto lá. Então é é o caminho inverso. Isso não é ideia minha, não. Não sou genial. Não tô expondo que eu vejo amigos fazerem que funciona muito. O negócio é você tem que ter gente famosa querendo est aqui. >> Sim, >> eu quero tá lá. >> Esse é o nosso objetivo. É inverter. >> Isso não é a gente tem que ficar lá esperando responder direto. Eu queria Contar uma história que eu não sei nem
se vai dar tempo, porque o pessoal já tá ali de olho no no tempo, né? respeitando o seu. Mas [roncando] eu queria contar uma história aqui, né? Teve uma uma oportunidade onde eu já tinha o telefone do Ronnie Maislerle. Era a minha maior inspiração em termos de marca de roupa. >> E me deram um telefone dele, um amigo em comum, >> essa pessoa falou de mim para ele e ele não pode, pede para ele me ligar, não Sei quê, tal, tal, tal. Eu falei: "Cara, fazer um code call assim pá, eu não, eu quero que
ele me convide, ele ele, como que eu vou fazer isso?" E aí eu inventei um presente. Eu peguei uma caixa que tinha dentro da minha loja, origens, né? Então tinha umas caixas assim de madeira antiga que, né, remetia a um tempo passado. Eu falei: "Cara, beleza, eu vou pegar essa caixa aqui, eu vou fazer um pica-pau com com nome e vários nomes assim que vai formar Um pica-apau. Esses nomes são das origens dele. Ele é um cara judeu. Ele estudou no na escola Nielsen, ele o melhor amigo dele se chama Tal. E ele usa a
aquela >> a boinha, a >> a boinha no no no na cabeça. Eu vou formar um picpau com todos esses elementos, com todos os elementos que fazem origem dele. Atrás do picpau vão ter os elementos do Rio de Janeiro, que ele aquele carioca e tal. Vou fazer essa camisa, eu vou mandar um meu livro que eu tenho todas as anotações, todo rabiscado ali para ele eh eh, né, ver ali, né, o quão eu eu modelei, né, o >> para tentar absorver os conhecimentos dele e vou mandar um vídeo para ele. Eu vou mandar um celular
para ele, que a senha do celular é um ano de fundação >> da empresa dele. Então tinha um adesivo falando: "A senha do celular é o ano de fundação da reserva". >> Uhum. >> Aí ele pegou, a secretária filmou isso tudo, né? Ele tira ali o adesivo, bota, opa, que que será que tem aqui? Será que é o gemidão do WhatsApp? Ele fala: "Dentro daquele celular só tem um ícone que é a galeria de fotos e ali dentro tem um vídeo que mostra uma coleb entre a minha marca e a dele. E cara, eu quis
tornar aquilo uma experiência, sabe? Aham. >> E foi pensado desde o primeiro momento. Eu mandei o cafezinho especial pra secretária dele, que eu sabia que ela gostava de um cafezinho. Tudo aquilo ali fez com que ele visse aquele presente de uma forma, de uma ótica completamente diferente. Afinal, quem seria uma pessoa que mandaria um celular, >> um, né, dentro ali e tal. E aí ele me manda uma mensagem depois dizendo que a gente tinha feito exatamente o que os valores da reserva pregam, que é cuidar De pessoas, emocionar pessoas. >> E ele estava extremamente emocionado,
me convidando para ir até o Rio de Janeiro conhecer ele, invertendo a ordem. Eu acho que é muito disso que a gente quer aqui, que as pessoas queiram estar aqui a qualquer custo, né? E por isso a primeira temporada tão importante de trazer pessoas incríveis como você para contar suas histórias. E espero que tenha sido uma experiência fantástica. Eu vou tirar aqui a última Carta >> nível três aqui pra gente encerrar. E infelizmente, né, porque eu tô adorando esse papo aqui. >> Qual foi a perda mais significativa que você já viveu? >> Eu não vou
falar sobre eh pessoas, mas vou falar sobre uma que eu acredito que é mais comum. entre as pessoas do que eu trazer alguma história, enfim, envolvendo pessoas. Foi A da inocência. >> Por quê? Porque é muito fácil você perder todo o brilho e não só a da inocência, quanto a da ignorância, que eu acho que as duas andam muito juntas. Você tem que se tornar muito mais corajoso. Um bobo alegre, Donks Shot, ele era um herói. Ele tinha coragem de ir, ele não se dava conta dos perigos. E quando você vai compreendendo o que está
por trás das coisas, os interesses, os perigos, as vantagens, as desvantagens, as oportunidades que colocariam outras pessoas em cheque se você abraçasse elas. E quando você descobre pessoas que você admirava, Tando, inclusive teus próprios pais, que eram ser entidades intocáveis. E quando você vai descobrindo que eles são apenas seres humanos normais ou a pessoa que você admirava pela internet e você dá de encontro com uma falha, uma postura torta, uma unha suja, um hábito esquisito ou uma opinião burra, alguém que você via como tão inteligente. Então, na vida, frequentemente a gente perde a ignorância, a
gente perde a inocência, porque antes aquela lacuna da realidade que nós não tínhamos acesso era preenchida por um ideal da nossa cabeça. É quando a gente tá num namoro ainda de, [música] sei lá, um mês, dois meses. E conforme a vida vai passando e você vai [música] se aprofundando em alguma Relação ou ganhando intimidade com alguém, lembra que eu falei do varreiro terreno? >> Sim. >> A lógica é a mesma. todos aqueles [música] pedaços que estavam ocultos, porque você ainda não teve a oportunidade, circunstância ou contexto de descobrir, você preencher com o seu ideal, com
a sua imaginação. Até que surge uma Terça-feira qualquer e você encontra a pessoa na sua frente e você fala: "Mas você não era mais alta?" Não é desde o detalhe mais simples até o detalhe mais complexo. Você abre uma marca e você fica no Canva por horas fazendo o teu design e você na tua própria casa, com ajuda à vezes do teu pai ou do teu marido, do teus filhos, embala os primeiros pedidos E você ama aquilo e dá dois meses você vê que não é sustentável e tudo tem que fechar. Ou você aluga um
espaço no bairro, você nem tem a sagacidade ainda de entender que a localização importa. A merda da localização fez diferença. E você pinta, gasta todo o teu dinheiro para pintar a fachada, sonha com a logo, até escolhe as cadeirinhas e as mesas. Aí você descobre que não é tão fácil assim. Você perde a inocência que antes Te impulsionava com tanta facilidade. Porque o terreno, lembra? Antes eu não tinha varrido ele e encontrado todas as >> as imperfeições. Então tava pavimentado com a minha imaginação, cara. E quando eu vou vivendo a vida, não era assim. E
aquilo desanima, aquilo faz você se frustrar, ficar com raiva, pegar nojo, ranço, bode ou ficar simplesmente triste porque as coisas não eram como você Imaginava. E os coitados dos nossos pais são os primeiros que sofrem com isso. Quando a gente entende é tarde demais para entender. Agora tudo, as coisas começam a ser explicada, você começa a entender o porque a tua mãe ficava de mau humor no domingo. E antes era só porque ela era chata. E você entende que não é só pintar a fachada [risadas] E você entende que não é só embrulhar com carinho
a porcaria do negócio. E na minha cabeça ser corajoso é você tá disposto a jogar o jogo sem a inocência, sabendo tudo que tá acontecendo, porque precisa ter estômago, igual você falou. Então, acho que acho não, eu tenho plena convicção de que essa é a é o que nós perdemos que mais impacta a nossa vida, porque não acontece uma vez, Acontece todo santo dia, sabe? Todo santo dia. >> Talvez as pessoas não tenham percebido o valor de perder a inocência. Talvez as pessoas não queiram perder a inocência. Não >> é mais fácil >> nunca descobri
o que é esse terreno não pavimentado pela nossa imaginação, mas pela realidade. >> Talvez eu descubra agora como vai. >> Não posso falar nada, tudo já vai Acontecer. >> É isso, Luana. Muito obrigado. Muito obrigado. Foi uma entrevista fantástica e eu espero que quem esteja assistindo a gente tenha aprendido tanto quanto eu. Obrigado. >> Obrigada, gente. [risadas] Valeu, gente. >> [música]