tava no 89 DP, Portal do Murubi, eu tava apresentando uma ocorrência, chegou uma mãe, uma senhora devia ter um, eu acho que ela já foi mãe com a idade um pouco mais avançada, mas ela devia ter ali quase seus 60 anos e ela chorando. Falei: "Que que foi, senhora? " Ela falou: "Eu não posso.
O meu filho me expulsou de casa. >> Que absurdo. >> Ela morava no Morumbi.
Você via que era uma senhora que tinha até uma condição financeira boa. Eu falei: "Seu filho expulsou de casa? " Eu achei que devia ser um cara de uns 30 anos, né, meu, pela idade dela.
>> Sim, né? Sim. >> Falei: "Quantos anos tem seu filho?
" Ela falou: "1". >> Ah, não. >> Ah, não.
Sério? >> 12. >> Pô, mas não tem um tio?
Não tem alguém dessa família para defender a mulher? >> Não, tinha acho que a avó e a avó protegia ele. >> É aquele, aquela criança super protegida que faz o que quer.
E o moleque. Aí eu peguei o telefone, cara, não aguentei, né, meu? Vamos dar aquele conselho rápido para essa criança [risadas] >> carinhoso.
>> É. Aí peguei o telefone, falei: "Boa noite, como é que você chama? " Ele: "Quem que tá falando?
" Eu falei: "Não te interessa quem tá falando". Moleque táado, hein? Com 12 anos.
>> Fale o seguinte, você falou que sua mãe não vai entrar nessa casa aí. É o seguinte, ela vai para aí agora, ela vai entrar, se você não abrir a porta, eu vou aí com ela e vou te quebrar na madeira. >> Simples assim.
>> Aquele calor básico psicológico. Sabe o que o moleque falou para mim? É, mano, só que é o seguinte, eu sei dos meus direitos também, viu?
Não é desse jeito não. Se você quiser vir aqui, beleza. Só que é o seguinte, eu vou correr atrás dos meus direitos.
>> 12 anos, >> 12 anos de idade, falando como um adulto debatendo e achando que dava certo de ter colocado a mãe para fora de casa. E você via que aquela mãe que deu de tudo para ele, tava na cara dela. >> Mas aquela criança que com se anos faz uma coisinha, a mãe fala: "Não, deixa deixa".
no meu rosto. Ah, deixa. É que eu falo, meu filho, eu tenho educação firme, porque eu falo, é sua mãe, seu pai, você vai respeitar.
É dentro de casa. Sim. Não, não.
>> Eu acho que muito que atrapalhou foi isso aqui, cara. É aquele aquele ato da mãe, não é o ato da mãe de entregar. Ah, não, vai para lá e se vira com o celular.
talvez é terceirizar a educação, mas mas o o eu eu acredito que existe um afrouxamento na educação, já existe há muito tempo. Os meus filhos hoje, se eu contar, talvez às vezes eu costumo de falar em público como eu lido com eles, tem pessoas que criticam, que acham que eu sou muito duro. Só que é o seguinte, >> corretíssimo.
>> Eu fal, eu costumo dizer que é o seguinte, eu não mudo uma vírgula da receita que meu pai usou para me criar. Ah, meu, mas isso aí era em outros tempos. Eu falei, não tem problema, essa receita deu certo, que fez ser um homem honesto.
>> Eu não vou mudar. >> Tá vivo, não tá? >> Os meus filhos é muito louco, né?
Tenho três filhos. Eh, eh, são com duas mães diferentes, mas quem controla meus filhos, por incrível que pareça, sou eu. Falou que vai ligar para mim e pronto.
>> Acabou. O meu também >> estão pintando em borda dentro de casa, bagunçando, não quer fazer lição. Falou que vai ligar para mim.
Você na escola quem é seu pai? Sagento até [risadas] a professora ficar com medo lá. Nem chamar atenção desse garoto não, garoto.
Pode continuar. >> Não, até parece. Se não chamar, se eu souber que chamou atenção, ele tá ruinado.
A molecada sabe, é na linha. Mas por, cara, se e se a gente não controlar, se a gente não der as porradas, vamos dizer assim, que merece levar, a vida vai dar. E não adianta.
Eu sou duro. Eu sou duro com meu filho. Meu filho quebrou o celular outro dia.
Eu falei: "Tá legal, [ __ ] da hora". E e aí? Ele não, pai, que precisava arrumar tal.
Falei: "Puta, boa sorte para você. Você quebrou já a segunda. Arrumei uma vez, mano.
Você não cuida. >> Tá certo, vai dar valor agora. " >> Aí passou umas duas semanas, eu voltei lá na casa dele.
Aí ele olhou e falou assim: "Ô pai, eu juntei um dinheiro que eu fiz um rolinho aqui, vende uns brinquedos, eu tenho, >> eu tenho R$ 130. Dá para você arrumar meu celular? Aí eu falei, beleza, custa mais que isso.
Mas aí eu falei, o moleque >> se esforçou, >> entendeu? Recaro, >> valeu a pena, beleza. Aí fui lá, levei, fui no, mandei arrumar.
Depois, quando eu voltei com o celular na outra semana, falei: "Transfere os R$ 130 para mim". Na realidade eu ia transferir para uma outra conta para guardar. Não queria o dinheiro para mim.
Só para ele aprender. >> É só de método eh instrutivo educativo. >> Aconteceu.
Aconteceu com meu. Eu guardei ele de bateu o celular, escondi uma semana. >> Aí eu falei, cheguei lá, falei: "Tá aqui o celular, transfere o R$ 13 R$ 30".
Ele falou: "Ah, eu gastei. " Falei: "Então se você chegar na loja e falar que você gastou, você não leva, então você não vai levar". Aí coloquei no bolso de novo.
O olho dele encheu de lágrima assim, mano. Bateu desespero nele. Dói na gente fazer isso.
Sou por incrível que pô, mano. A gente é pai, você sabe que dói, mas eu sei que se eu não fizer isso, eu vou estragando ele. >> Ele vai quebrar de novo.
Você vai, >> vai quebrar 200 vezes, cara. E hoje é um celular. E ele não valoriza.
Ele não vai valorizar as coisas. Ele tem que saber o preço das coisas. >> Exatamente.
Tem que saber o preço das coisas. Conclusão, nesse dia eu tinha levado um pote de açaí para eles na casa deles. E aí quando eu falei: "Ó, se vira, arruma o dinheiro.
Eu não quero ver você pedindo dinheiro pra avó, pra tia, para ninguém, se vira. Mas enquanto você não arrumar o dinheiro, eu não não te devolvo seu celular. " >> Perfeito.
>> Ele me ligou celular da mãe dele. Ô pai, eu posso vender o açaí que tá aqui? Depois eu reponho.
Ele mora no condomínio, é quente para caramba. Tem acho que 600 apartamentos lá. O >> menino é empreendedor, hein, >> cara.
Ele começou a vender o sorvete, o, e começou arregaçar. Aí eu voltei, só que eu vi que ele tava calculando errado o preço, não tava sabendo precificar. Aí eu falei: "Opa, agora é meu game, vem aqui".
>> Agora outra aula. Parabéns pela atitude, mas aqui parabéns, mas você tá tomando prejuízo dessa maneira que você tá fazendo. Você vai ficar no zero a zero, você não vai ter lucro nenhum, pá.
Aí coloquei com ele na balança os ingredientes, falei: "Ó, isso aqui custa tanto, isso aqui tanto, tanto, o valor certo é esse". Ele: "Não, papai, mas ninguém vai comprar esse preço". Eu falei: "Pode vender nesse preço, >> no calor, o cara paga até o dobro".
>> Aí ele, eu falei, "Se você, que ele tava vendendo quase pela metade do preço, eu falei, faz um copinho com a metade dos ingredientes, você vende ainda. Você tem o daquele valor que você tava vendendo, mas o maior agora custa X. " E aí eu lembro que passou umas duas semanas, eu liguei para ele e falei: "E aí, como é que tá as vendas?
" Ele falou: "Papai, o, eu falei: "O pessoal tá comprando, tá comprando e agora eu já tô cobrando a entrega". [risadas] >> Rad, >> mas aprendeu, cara. E aí eu falo, >> aprendeu: >> "Eu colocava todo mês crédito do celular dele.
Hoje eu não preciso colocar mais. >> Olha quantos anos ele tem? >> Fez 15 agora.
>> Nessa época tinha o qu? Uns 10, >> uns 12, 10, 11, 11, 11, 12. Mas eu fiz e depois de sair eu nunca mais fizei colocar crédito.
Ele, ele começou a correr atrás. Então ele vem se virando, ele trabalha já. Ah, não pode falar, né, mano?
Ministério do Ele trabalha de mentira, tá bom? Ministério do >> Ele trabalha com banco imobiliário, com dinheirinho do banco imobiliário. >> Banco imobiliário.
>> Não, mas ele se vira, irmão. Ele faz edição de vídeo, faz corte, enfim, ele dá os pulos dele. Não, é verdade.
>> Eu já contato ele. Não é de mentira também, cara. Mas ele ele se vira, ele tem os clientes dele que ele foi atrás, ele então às vezes ele ele faz cortes pro Mercado Livre, um exemplo, aqueles videozinhoos que rola, ele monta essas paradas, ele vai lá, grava o produto, monta, enfim, começou a se virar >> e se não comprar ele e fala: "Sabe quem é meu pai?
" [risadas] >> Bem assim mesmo. >> É melhor você comprar, ó, que ele fez para vender o açaí. Você vai comprar meu açaí?
>> Ah, não vou comprar não. Você tem certeza? Não, vou comprar assim.
>> Qual que qual que é o nome dele? N >> a técnica. Pior que é meu.
Tem o mesmo nome que eu. Só Júnior. N Jor.
>> N Jor. Aí ó. N Jor.
Você descobriu a técnica, quer vender açaí, usa o nome do seu pai, bota uma foto, todo mundo vai comprar. >> Não, a saí ele abandonou esse curamado. Vou comprar, deixa.
>> Mas ele tá fazendo, ele tá. Só que assim, cara, por que que se eu não tivesse sido duro com ele, ele não tinha aprendido? Então, infelizmente hoje a gente vê que os pais não estão preparados para ser pais.
Muitas vezes a gente escuta. Ah, mano, eu tenho que ser amigo do meu pai. Não, eu tenho que ser pai antes de tudo.
Tenho que ser pai. Eu tenho que ser amigo no meu filho. Não, pai é pai, amigo é amigo.
Não tem, não dá para você trocar de papel. E esse que é o problema. As pessoas confundem isso aí.
Ah, existe hoje um movimento mundial para falar que o pai tem que ser amigo do filho? Não, mano. Eu e outra, meus filhos me respeitam, conversam de tudo comigo.
Só que é o seguinte, eh, não tem muita brincadeirinha, não tem muita liberdade comigo. Não dá para eu deixar o meu filho me zoar. >> Sim, ele tem que entender que é o respeito, é meu pai e ele tem que entender que tem consequência as coisas.
Eu fiquei muito feliz com o que o senhor falou, porque assim, eu às vezes eu sou meio duro com o meu filho e eu fico pensando, meu, sabe que eu tô sendo muito bravo porque eu eu tomo no celular. Ele tava um dia lá chorando por causa do negócio do Roblox. Eu falei jogar mais isso aí.
Vai vai jogar mais vai chorar mais. >> Aí chorou 10 minutos para dar o celular. Você vai ficar uma semana sempre aprender.
Nunca ficar mais chorando ligar. E se chorar de novo vai ficar duas. >> Isso é bem nessa linha.
>> Ai você é muito ruim. Essa criança vai, você vai criar uma criança revoltada? Vai nada que eu não fiquei revoltado.
>> Sim. É. Meu também fui criado assim.
Inclusive muita coisa que meu filho tem eu não tive. Meu filho tem videogame bom, meu filho tem carrinho bom, eu não tive. Meu, minhas crianças do modo geral chega estragar muitas vezes o mano em casa quando era moleque nunca venceu um Danone.
Danoni não durava três dias cara. Não. E era assim, mãe poss Danone não durava três dias.
>> Eu era assim, mãe, posso comer o Danoni? Você falasse assim, não era, não >> é, não é não. E e a gente pegava escondido que a gente enfrentava, aí a gente tomava um couro, >> valia a pena o couro e ficava melando a colherzinha.
>> E às vezes, [ __ ] deu um perdido, conseguia catar um e apanhava >> e era marca mais barata. Mas era mais barato. Só que hoje em dia estraga na geladeira, cara.
Os moleques tem de tudo. >> Molecado tem de sobra. Então, mas a gente tem que fazer eles valorizarem porque senão, cara, e e a responsabilidade de educar os filhos é nossa.
Muito legal, sargento.