Que pesquisa é essa que tá relacionando o medicamento OZEMPICE, que acho que até dispensa explicações hoje, que todo mundo sabe o pique para que que serve. é um remédio originalmente para controle da diabetes e sendo muito usado também para emagrecimento. Mas agora se tá tentando relacionar o OSMPIque com um não digo uma cura, mas um uma prevenção, um retardo da doença de Alzheimer.
É isso. É isso. Só para explicar assim onde é que o Zempique entra.
Então, a gente falou eh foi falado, né, sobre remédios como donepesíla, galantamina, que eles estão no SUS já desde da dos anos 2000, né? Eh, esses medicamentos eles fazem aumentar o nível de acetilcolina, por exemplo, que é um neurotransmissor que eh é reduzido, cujo nível é reduzido quando a pessoa tem Alzheimer, por exemplo. Então, o que que faz esses medicamentos?
Eles fazem aumentar o nível de seticcolina no nosso cérebro, melhorando os sintomas ou eh eh freando um pouquinho a doença. Isso já existe, tá? Só que ele não, esses medicamentos não vão mexer na alteração básica celular que levou a reduzir a cetilcolina.
Eles só vão repor a acetilcolina ou vão aumentar. Eh, existem aí no outro grupo, existem os antiamiloides, que são esses anticorpos que se falou de vacinas, entre aspas, né? eh, que nos Estados Unidos já tá sendo usado há um ano e meio no mercado.
Eh, eles foram eh as primeir eh os primeiros fármacos a realmente eh ir eh no combate e de e assim eh de encontro, né, a essas proteínas alteradas, né, fazendo com que eh haja um bloqueio do acúmulo dessas proteínas. Mesmo que o organismo continue produzindo, o remédio vai lá e bloqueia esse acúmulo, tá? Tá?
Essa é a função. O Ozenique, né? Na verdade, o Ozempique é o nome de uma medicação injetável da o fármaco, o princípio ativo é a semaglutida.
Eh, esse estudo, né, que tu falasse que eh eu vou comentar é um estudo com a semaglutida. eh para eh frear a evolução da doença de Alzheimer quando ela já tá instalada, tá? Mas ela não vai mexer na cetilcolina diretamente e ela não vai mexer no amiloide, não se sabe bem, mas ela não é voltada para o amiloide diretamente, pelo menos.
O que que faz a semaglutida? A semaglutida vai mexer em mecanismos inflamatórios, né? Porque no Alzheimer existe uma parte da doença que ela é inflamatória, tá?
E então existe um quadro de inflamação que se acredita que eh vá eh iniciar ou acelerar o acúmulo dessas proteínas amiloides patológicas. Então o a cemaglutida vai est atuando numa fase um pouco diferente, né, desses dois grupos de fármacos. Mas para diminuindo inflamação fazer a pessoa ter uma qualidade de vida Sim, sem a perda da memória.
Sim. O objetivo é reduzir, né, as proteínas amiloides e aumentar a acetilcolina, etc, etc, etc. Mas a ação da semaglutida é num local, num sítio, eh, diferente das outras dos outros fármacos aqui.
É, as pesquisas elas são feitas com as pessoas. Então, qual o universo disso? é um estudo que tá sendo conduzido, né?
O nome do estudo é chamado Evolk, tá? Ele é conduzido em eh dezenas de países eh totalizando 3. 700 pacientes no mundo todo.
Eh, o Brasil tem oito centros de pesquisa que lidam eh que estão eh executando esse estudo. Eh, aqui em Porto Alegre, eh, eu represento um dos centros, né? Eh, e nós temos pacientes que eh nós temos 20 pacientes em estudo já há pelo menos 2 anos.
Você não Ernesto Dornées mesmo, não, especificamente esse é de uma fase anterior, né? Mas aqui aqui no Porto temos 20 pacientes que estão sendo acompanhados. Isso.
Eh, eh, a semaglutida nesse estudo é administrada via oral, né? Eh, é um comprimido de uso diário, uma vez ao dia e os pacientes estão sendo acompanhados, né? Eh, é testado, eh, um grupo faz o tratamento e outro grupo faz o placebo, tá?
Né? Nem os pacientes nem nós sabemos quem tá usando. E no segundo semestre desse ano está prevista uma primeira análise do estudo.
Então, sempre a gente tem a esperança que tenha resultados positivos, favoráveis. Então, eh, imagino que no segundo semestre a gente vá saber por resultados preliminares, eh, se o estudo promove um, eh, uma redução da progressão ou alguma melhora nesses pacientes. Ô, doutor, eu imagino que a comunidade científica que pesquisa essa área deva estar muito ansiosa, então, pra divulgação desse primeiro já houve estudos anteriores, né, eh, mostrando uma redução eh da progressão, uma redução da evolução do Alzheimer em pacientes que usam ou que usaram o Ozenique.
Mas dentro já do estudo ou ainda não? Não, é, são não, pacientes diabéticos, os estudos iniciais do Ozenique, né? E se viu isso e aí a partir disso se propôs e se iniciou esse estudo especificamente com pacientes com Alzheimer.
Claro. Eh eh seria muito precipitado a gente querer adiantar alguma coisa, mas o senhor que tá coordenando aqui em Porto Alegre, o seu sentimento é de otimismo com relação a bons resultados? Eu tô bem otimista.
É claro que a gente só vai saber quando os resultados forem liberados e forem publicados, né? Eh, mas a gente tem que nutrir esse otimismo, né? E e enfim, eh é o que move, é o que nos move, porque nem o senhor sabe quem tá com placebo, quem tá com remédio.
Não, nós não sabemos. Mas chega a ter algum retorno de de familiar dizendo isso ou aquilo? Não.
Eh, existe existem eh vários pacientes em que os familiares nos retornam com eh respostas muito eh positivas e com alguma melhora, mas a gente não sabe quem tá usando. É, não tem como, não tem como dizer, mas é um estudo muito sério, é um estudo grande, né, com 3700 pacientes. Eh, e eu imagino assim que se mostrar um resultado favorável e se ele for de um impacto importante, esse medicamento ele vai trazer eh de uma forma global assim um impacto eh no tratamento desses pacientes.
Não é a cura, não é a cura, não, claro, mas é algo para qu é é é um momento assim que está entrando uma medicação. Mas aí seria seria uma medicação a partir do do uma nova medicação a partir do Ozenique ou outro, mas ou o próprio Ozic que é utilizado hoje? Não, o já existe no mercado essa forma oral.
O nome comercial é o Ribelsos. Ah, tá. Tá.
E e essa forma oral é a que tá sendo administrado, tá? Tá. Então já existe, já existe mais pro tratamento da diabetes.
Existe isso, né? Eh, aí eu achei que era só o o injetável que existia. Não, não existe vioral.
É. que hoje é voltado pro diabetes, mas é diferente do dona NEMAB, desses outros medicamentos antiamiloid que não tem no país ainda, tem que ser importados. Essa medicação já tem e se, por exemplo, mas não chegar a ser receitado ainda porque não tem nada confirmado, não.
Mas se os resultados forem favoráveis no até o final desse ano, né, eh, é uma medicação que já é disponível, já pode ser usada. Eh, claro que não vai estar em bula, mas é o que a gente chama de off label, tá? Ô, Dr Virgílio, eh, tá otimista com relação a tudo isso?
Talvez eu seja mais conservador assim na na na minha visão quanto os tratamentos farmacológicos, né? Acho que na melhor das hipóteses eles funcionam menos do que a gente gostaria, né? Mas não tem dúvida que que os últimos 5 anos foram de muitos avanços.
a gente fato de quase 20 anos sem nenhum medicamento novo. Então, só o fato de ter opções novas traz o traz um otimismo assim de avanço no caminho de encontrarmos soluções. Acho que as soluções que a gente encontrou até agora, elas ainda precisam ser melhoradas assim.