[Música] partindo agora pro nosso segundo passo dentro daquela escadinha aí de cinco que nós vamos destrinchar a gente vai falar sobre as contraindicações da terapia hormonal quem é que não pode ficar dentro da nossa prescrição para começar a falar disso eu queria lembrar de um princípio que a gente fala lá na colação de grau de medicina que é o princípio da não maleficência ele é atribuído a Hipócrates que é o grande pai da Medicina e é um primo non no série que é uma uma expressão Latina que significa primeiro não farás mal então quando a
gente vai prescrever a terapia hormonal a gente quer sim que essa paciente tenha acesso a todos os benefícios que ela tenha melhora da qualidade de vida a melhora dos calores da libido do ressecamento da ardência vaginal e tudo mas primeiro a gente não não pode prejudicá-la com essa nossa prescrição Então antes de tudo a gente tem que respeitar Esse princípio e não se afobar para para prescrever uma terapia que não é mais adequada a aquela mulher por ter alguma doença alguma condição ou por já ter passado daquele tempo Ouro daquela janela de oportunidade Então a
gente vai respeitar isso daqui seguindo essas contraindicações eu gosto de dividir em três grandes grupos que fica bem fácil bem de ático de vocês memorizarem e o primeiro grupo que eu trago aqui é justamente dos cânceres hormônio dependentes que são aqueles cânceres que podem ter algum receptor hormonal para estrogênio ou paraa progesterona e que a gente pode fazer com que e desencadeie um câncer ou tem alguma reativação de uma doença pregressa dessa mulher portanto se a mulher tiver câncer de mama ou alguma lesão precursora do cân C de mama se ela tiver um câncer de
endométrio ou um sangramento vaginal ainda de etiologia desconhecida a gente não vai prescrever terapia hormonal o outro câncer que não é tão falado assim mas que eu vou destacar para vocês é o câncer de ovário A grande maioria dos cânceres de ovário não tem receptor hormonal a gente só tem um subtipo que é o subtipo endometrioide esse particularmente é considerado como uma contraindicação à terapia hormonal os demais cânceres tudo que eu não falei aqui a gente tem sim autorização para prescrever a terapia então câncer de pele de tireoide de pulmão não são contraindicações é importante
destacar isso embora Claro muitas vezes seja uma paciente já com receio maior e talvez ela não queira utilizar por n motivos Mas você médico prescritor tem que esclarecer a ela que ela não tá correndo um risco maior usando a terapia hormonal um ponto de destaque é que se essa mulher tiver fazendo tratamento cirúrgico ou em uso de quimioterapia ou de radioterapia e naquele momento está com um risco trombótico maior por alguma imobilidade da cirurgia ou pela própria quimioterapia durante aquele momento Agudo se for outro câncer que não contraindica a terapia hormonal a gente vai esperar
aguardar finalizar esse tratamento da mesma forma que a gente faz por exemplo com a contracepção hormonal a gente vai findar esse tratamento e depois iniciar a instituição de hormônio para essa mulher mas a gente só tem que respeitar os três tipos de cânceres que eu falei aqui mama endométrio e ovário no subtipo endometrioide câncer de colo também não contraindica só são esses três tipos que a gente tem que respeitar o segundo grupo que eu quero destacar são aquelas mulheres que tem um risco trombótico aumentado são justamente aquelas mulheres que já tiveram algum evento pessoal de
tromboembolismo pode ter sido arterial ou venoso né então história de infarto agudo do miocardio histórico de AVC de tep de tromboembolismo venoso profundo tudo isso vai contra indicar a terapia hormonal particularmente aqui eu queria destacar que a trombose venosa a gente pode considerar o uso de terapia transdérmica tá dependendo de outros fator dores de risco dessa mulher então isso aí é hoje é há um pouco de controvérsia e dependendo dos sintomas da mulher e dos outros riscos dela a gente pode considerar utilizar a via transdérmica que e imputa menos riscos para ela outra população que
tem o risco trombótico aumentado são aquelas mulheres lúpico síndrome do anticorpo anti fosfolipídeo né Essas Mulheres a gente vai segurar e não vai prescrever uma outra população são as pacientes com hipertrigliceridemia com níveis acima de 400 nessas a gente faz um tratamento medicamentoso indica dieta se não houver melhor a gente também não vai indicar terapia hormonal e o terceiro grupo é o grupo da micelânia né são algumas doenças que não são tão comuns mas que configuram contraindicação como por exemplo a porfiria cutânea o próprio meningioma que a gente não vai prescrever ver se a paciente
tiver útero porque a gente não pode prescrever o progestageno então é configura uma contraindicação ao uso de progesterona se a paciente tiver útero a gente não vai poder utilizar se for uma paciente sem útero em que a gente só precisa utilizar o estrogênio a gente pode considerar fazer uso principalmente optando pela via transdérmica a doença hepática descompensada também a gente não vai poder fazer uso e nas pacientes que tenham demência é interessante destacar aqui que esse essas contraindicações isso é um conceito mais atual durante muito tempo não se não não se tinha uma lista de
contraindicações para vocês terem noção a primeira lista liberada por uma por uma grande sociedade que foi a sociedade norte-americana foi apenas em 2017 Então a gente tem cerca só de 5 anos em que houve assim uma coisa mais estruturada dizendo qua mulheres não devem usar a terapia hormonal a sobrar que endossou essas contraindicações então em 2018 no consenso que a gente tem da Associação Brasileira de climatério a gente já tem todas essas 12 contraindicações aqui que eu falei para vocês então Relembrando são três grupos principais os das doenças oncológicas cânceres hormônio dependentes mama lesões precursores
de mama endométrio e sangramento vaginal de causa inexplicada as pacientes que T aquele grupo de mulheres com risco trombótico aumentado arterial ou venoso então que tenam passado de infarto de AVC de trombose essas pacientes a gente tem que considerar não prescrever né exceto nessas com TVP a gente pode considerar o uso por via transdérmica e também as pacientes com triglicérides aumentado e o terceiro grupo que eu agrupe aquelas doenças mais diferentes então porfiria pacientes com demência meningioma e também a doença hepática descompensada tá pacientes com hipertensão com diabetes descompensados a gente tem que compensar a
doença para poder prescrever Então são considerados contraindicações relativas e temporais porque você indica que você faça um tratamento que faça uma compensação da doença e depois você pode sim prescrever uma outra coisa que a nams trouxe né que a sociedade norte-americana foi pra gente ter um atenção especial sobre esses riscos que a terapia pode trazer um risco de reativação da endometriose e é por isso que as pacientes com endometriose que já ten feito estomia há uma indicação de que a gente utilize a terapia hormonal combinada Ou seja que a gente utilize o progestageno para prevenir
essa reativação a possibilidade de crescimento de miomas isso não é tão bem estabelecido Mas eles deixam eh deixam isso claro né pra gente ter essa consideração se for uma mulher com muitos miomas que tenha tido sangramento uterino anormal durante aquela transição ali pra gente ter um cuidado maior e a terceiro ponto de destaque é justamente a possibilidade de piora da enxaqueca isso aí é bem eh a gente não só sabe realmente quando prescreve algumas mulheres melhoram da enxaqueca com o uso da terapia hormonal porque é justamente quando a gente faz uma estabilização desse estrogênio sérico
e algumas mulheres tem uma piora da enxaqueca isso a gente não tem controle Então realmente só com a prescrição mas a importante que você saiba disso finalizadas essas contraindicações a gente vai partir para nosso terceiro passo que vai ser a janela de oportunidade