Sabe qual que é o custo que você precisa aceitar se você quer se tornar alguém que é referência, excelente naquilo que faz? Aquela pessoa que os outros olham e fala bem assim: "Aquele lá é bom, eu quero ser igual a ele. " >> Existe um custo por trás disso, que é o custo de você aceitar fazer algo enquanto você ainda não é bom.
Porque quando você é bom, quando você assim, ó, senta para gravar um vídeo e o negócio flui, que exploda, não é, não é ruim isso. Mas agora quando você tem que passar pelo processo, processo no qual você tá desajeitado, que você não tem familiaridade, não tem maestria, malemolência, isso é ruim. Porque depois que você chega lá, os próprios feedbacks de pessoas te elogiando, você mesmo vendo um vídeo que você gravou e pô, isso aqui ficou bom, vendo os resultados do post que você fez, a galera interagindo nos stories, isso te impulsiona pra frente.
A pessoa que você devia admirar não é quem já tá lá no topo, é quem tá tentando e continua tentando, ainda mais quando se trata de redes sociais, porque na rede social a vitrine ela é exposta. A tua tentativa, ela tá lá escancarada para todo mundo. Live com cinco pessoas assistindo, post, um comentário, res, 20, 50 visualizações.
Mas quem é inteligente sabe do truque. você usar o story para se tornar bom, usar o story para treinar, porque no stories é o único lugar que você pode exercer do direito de ser um noob sem que todo mundo fique vendo, porque ninguém sabe quantas views você tem, ninguém sabe quantas respostas teu store recebeu, quantas perguntas entraram na tua caixinha. E, aliás, não só como um lugar perfeito para quem está começando, também é o melhor lugar hoje, né?
Enquanto tá todo mundo lá, putz, viralizar, viralizar, as pessoas estão ignorando essa oportunidade que é criar bons stories. Eu fiz uma aula sobre isso, o link tá aqui embaixo para você ver. Mas agora falando desse nosso assunto, é, tá muito em alta falarem sobre ser performático, o problema, né?
Ah, fulano é performático. Ó lá, tá lendo um livro na praia. K k k.
Não corre nem 5 minutos sem parar e comprou o tênis de corrida. K k k. >> Que besteira.
Você não deveria dar atenção para quem fala isso, na mesma proporção que você não tem que nunca abrir a boca para falar de alguém. Você não faz ideia do que aquela pessoa tá passando. Às vezes ela sim é um iniciante desengonçado.
Para ela ainda não é natural. E a partir do momento que você critica quem está tentando sem ainda ser, ou seja, fingindo até se tornar, você está bloqueando essa pessoa de se desenvolver, porque o processo de desenvolvimento pessoal, ele exige que você faça algo sem saber como fazer aquele algo, sem que este algo tenha se tornado habitual aos seus gestos, a sua comunicação. Então, jamais você tire sarro de um amigo teu que tá tentando superar vícios de linguagem e falar um português melhor, com mais eloquência.
Da mesma forma que você não vai deixar que os outros te diminuam caso você esteja tentando melhorar. >> Nossa, lá agora tá se arrumando todo pomposo. Olha lá, ela gravando story virou blogueirinha.
>> Você jamais vai baixar a bola para quem for falar isso para você. Não fique com vergonha. Olha na cara da pessoa e fala: "Sim, sim, eu estou me desenvolvendo, tô tentando mudar".
Deve ser difícil para você, né? Que nunca muda nada. Hum.
Não engula crítica de passivo agressivo. Se posicione. E quer saber a parte mais engraçada?
Essa pessoa vai olhar e vai falar: "Ah, eu tava brincando e você vai falar bem assim: "Brincadeira sem graça". Ui, chatão. Se afasta dessa pessoa, acabou.
Você nunca leu o livro clássico, né? Deixa eu pegar algum. Eu tenho vários aqui.
Deixa eu pegar algum. Vamos supor que você compre um David Copperfield. É maravilhoso e não é difícil, tá?
Não é difícil. Só é grande, assusta, mas não é difícil. Você vai pegar ele para ler.
Sabe o que vai acontecer? Você vai se achar um idiota. Você vai falar bem assim, ó: "Quem eu tô tentando?
Eu tô tentando provar para quem que eu sou uma pessoa que lê isso? Eu não me vejo como um leitor. Eu não sou um leitor.
Eu não sou inteligente para ler essas coisas assim. Não caia nessa, porque provavelmente você vai ser a primeira pessoa que vai tentar se sabotar quando você tiver gravando teu story, postar, tiver pouca view, nenhuma resposta. Você é a primeira pessoa que vai julgar a si mesmo.
Você será seu inimigo. O cancelamento vai começar por você dentro da tua cabeça. Ninguém tá vendo aquilo e você está se martirizando.
Por quê? Porque você não se deu o direito. Você não entendeu que faz parte do processo esse desconforto de fazer algo pela primeira vez.
essa performance. É por isso que fingja até se tornar o fingimento. Ele vai exigir de você essa sensação tão distinta de poxa, mas isso não me é natural.
É óbvio que não é natural. Se fosse natural, você não precisaria estar tentando. Você está justamente criando esse atrito, essa fricção, esse momento que dá a sensação de ser um impostor, alguém que tá fingindo, para que um dia se torne natural você pegar um calhamaço assim e falar: "Foda-se, eu meto isso aqui rapidinho".
E não é porque você quer parecer um tipo de pessoa, é porque você entendeu a vantagem de ser esse tipo de pessoa. Essa é uma diferença brutal. entre a pessoa que está num momento de desenvolvimento, portanto, o fingimento e a performance não tem outra saída, precisam estar implementados no processo do que a pessoa que só tá querendo pousar de bonito.
A pessoa que quer pousar de bonito, ela não tem interesse em se tornar, ela não tem clareza dos benefícios que ser genuinamente aquilo traz para ela. Então, quando ela vai abrir o livro, ela não pensa: "Poxa, que interessante, eu sei que existe algo bom para tirar daqui". A única coisa que interessa para ela é o elogio do outro, é a imagem que ela vai ter para o outro.
Essa é a diferença. E você consegue perceber que é uma diferença interna e você não tem controle nenhum. E você não só não tem controle como você não pode julgar alguém.
Ai, aquela pessoa tá ai, tá tá tá se fazendo do chique, tá se fazendo de rico. Agora >> você não tem o direito porque você não sabe a intenção. >> Ah, mas nem é natural para aquela pessoa que tá tentando atrair um público, high ticket, dá para ver que é alguém pobre tentando parecer rico.
Você não tem o direito. E a partir do momento que você internaliza isso em você, fica tão óbvio que não dá para aceitar esse julgamento do outro. E não dá para você se cobrar para tentar agradar o outro.
O problema é do outro. É uma via de mão dupla. Porque se você faz esse movimento interno, você não vê validade na outra pessoa que vai criticar você, porque você já internamente desvalidou esse tipo de crítica e você racionalizou o porqu ela é disfuncional.
Portanto, quando alguém de fora olhar para você e falar: "Kak, olha que noob, quem ele acha que é? " você já tem uma explicação dentro da tua mente do por você não deveria ligar para aquilo. Portanto, deixa de ser um esforço lidar com a crítica e se torna uma atitude cognitiva.
Grava teu story em paz. Posso ser o res em paz? E outra, quer saber de uma coisa?
Não tem problema não ter um comentário, uma curtida. Quem que acha isso ruim? Onde essa pessoa tá?
Quem ela é? Quanto de dinheiro ela faz por mês? A vida de quantas pessoas ela muda?
Quem é essa pessoa que tá enchendo o teu saco e cagando regar para você? Você precisa tomar a atitude de colocar essa pessoa no lugar dela dentro da tua cabeça antes de qualquer coisa. Todo santo dia você vai fazer isso.
E se precisar parecer performático, que seja performático. Lembre-se, está no teu interior. Você sabe a tua intenção por trás daquilo.
Se você tá levando o teu livro para ler numa praia, você que tem que saber das suas intenções. E você não precisa provar nada para ninguém. Se no fundo você acha interessante quem faz isso e gosta, acha bonito, acha legal, exerça desse seu, dessa sua liberdade.
Consegue perceber que você não tá fingindo para cumprir algum papel. Você tá fingindo porque você tem que fingir que você não sabe ainda ser por completo.