Seja bem-vindo a mais um vídeo do Design Team. Como é que você tá? Prontos para mais um ano?
Porque eu nem terminei um e eu já tô indo para outro. Então eu tenho certeza que eu vou carregar débito técnico de um ano pro outro. Isso é muito difícil de lidar, tenha certeza.
Mas vamos lá. Eu tenho que te perguntar se você tá confortável, porque hoje a gente vai falar sobre uma coisa que eu tenho certeza que se você não passou, você vai passar. E talvez já tenha passado pela sua cabeça, inclusive por isso que eu tenho a certeza assim, porque se você trabalha com produto, com UX, UI, tudo isso, se você é uma pessoa de design, talvez você já tenha vivido, pensado e ou vai no futuro.
Mas antes de começar, se inscreve no canal, dá um like aqui embaixo, é muito importante, torne-se membro para apoiar o nosso trabalho, o meu trabalho. E aí a gente vai começar a falar sobre esse papo depois da vinheta. E o que rola?
Você vai lá, abre o LinkedIn e aí mais uma pessoa que atua em design vai lá e posta uma interface incrível gerada por inteligência artificial. E aí você vê ali centenas de likes, comentários, elogios, mas daí você olha pro seu próprio portfólio e aí você para e pensa, sabe, de uma maneira muito silenciosa, introspecta, será que eu ainda sou necessário, necessária? Será que eu, como uma pessoa de design, eu ainda importo nesse mercado?
Bem, é o que eu falei, se isso já passou pela sua cabeça, fica aqui comigo, porque esse vídeo, minha proposta é exatamente para falar sobre isso. E só para não te deixar assim sozinha, sozinho, eu já senti isso também. E em 2025 eu arrisco dizer que toda pessoa de design sente isso em algum momento.
E como o ano ainda não acabou, é capaz que ainda vai sentir, porque olha lá, a gente fica rolando feed, aí vê trabalho de tudo quanto é lado e aí comparação atrás de comparação e essa dúvida ela só vai crescendo. O que eu faço ainda tem valor? Porque o mundo tá acelerado numa velocidade louca.
Sim, insana. Acho que é por isso que tá todo mundo esgotado. A inteligência artificial tá cuspindo tela em segundos.
E aí você tem empresas, startups que lançam MVP atrás de MVP. Você tem lá um um founder que começa a se perguntar, você precisa mesmo de uma pessoa de design na equipe, na empresa? E eu, você, a gente fica ali encarando os arquivos do Figma e se perguntando, será que o que eu faço ainda importa ou eu virei só um custo a mais na planilha e uma hora a conta vai chegar literalmente.
Então, se você anda nesse pânico silencioso sobre a sua carreira de design, a única coisa que eu tenho que falar é: respira, porque pelo menos você não tá sozinha ou sozinho. Só que tem uma coisa importante que quase ninguém fala em voz alta e por isso que eu estou falando aqui no Design Team. Não é que a pessoa de design ficou irrelevante, obsoleta.
O que ficou ruim foi o posicionamento do design. e respectivamente, provavelmente, consequentemente da pessoa de design. Não é só uma crise de habilidade, eu vejo também que é uma crise de identidade.
Porque se a gente não encara isso de frente, a gente vai se afastando justamente do lugar onde o valor do design realmente tá hoje. Olha só o que eu tô colocando aqui na mesa, porque vamos ser sinceros, alguma coisa mudou no mundo de design e é bem maior do que a inteligência artificial vai roubar nossos empregos. É muito mais do que isso.
Olha o cenário que a gente tá vivendo. Primeiro, a inteligência artificial comoditizou a execução, ou seja, coisa que levava horas no Figma, agora tá saindo em segundos, usando as tais ferramentas de a Figma make, Vzer, B, tudo que você quiser. E os clientes sabem disso.
Então eles começam a valorizar menos o clique e muito mais o pensamento por trás. E a gente já tava sentindo uma prévia disso há um tempo, tal craft, tal. Aí, segundo, muita gente ainda não entende o que uma pessoa de design faz de verdade.
Isso é fato. Não adianta. Para vários fundadores, founders, pessoa de design é quem vai fazer o embelez ou deixar a tela bonita, eh, lapidador de pixels, esse tipo de coisa.
E eu vou te falar que assim, não tem como a gente culpar. eles. Eu não acho que a culpa é só deles, é culpa nossa também, que muitas vezes nós não nos posicionamos além disso, da interface, talvez dessa conversinha, desse dia da marmota, como a gente sempre fala.
Terceiro, o mercado tá lotado de gente entrando, o que não é um problema. Veja bem, que fique muito claro aqui, mas sim, existe uma massa que inclusive enxerga oportunidades de uma profissão que gerou uma promessa. E o problema não são as pessoas que estão estudando e entrando.
O problema talvez seja a promessa e que talvez ela esteja completamente errada. Porque cursos e mais cursos formam milhares de pessoas de design por ano. Claro que isso também gera consequências de uma industrialização que algumas vezes acaba também eh nos colocando em questionar a qualidade esperada.
Porque por que que eu tô afirmando isso? Portfólios com a mesma cara. Assim, é dificíimo você achar profissionais que estão fugindo da caixa, saindo da caixa.
Ó, case, a galera vai lá e escreve o seu caso de design, tudo com o mesmo texto, o mesmo template, o mesmo processo, as mesmas ideias. Isso quando consegue fazer. E aí quando o mercado fica assim, ou você se diferencia ou você tá no meio do barulho, tá ali nesse caldeirão de pessoas que estão sofrendo e vão sofrer impacto de alguma forma.
E aí, quarto, eu acho que a carreira perdeu aquela escadinha bonitinha e se não perdeu em alguns lugares vai perder, tenha certeza. E e eu eu tenho falado muito nisso, nas palestras, eventos que eu tenho participado bastantes ainda em D agora no digital digital week do Banco do Brasil. Falei tudo isso porque antes, se a gente parar para pensar eh júnior pleno sior liderança.
Hoje os papéis se misturam e vão se misturar muito mais. os títulos vão perder sentido. E muita pessoa de design que tem ali o sior no cargo vai se sentir ou se sente impostora na frente de todas essas novas tecnologias que a gente tá vivendo.
É uma quebra não só das posições da escadinha, mas da forma como a gente trabalha, vai se transformar, está se transformando e talvez por isso gera tanta ansiedade. E o resultado disso tudo é uma geração inteira de pessoas de design que acabam se sentindo travadas. E eu posso talvez afirmar que não é porque elas não sabem nada, não, mas porque as regras desse jogo mudou e ninguém parou para explicar qual é o novo jogo, até porque ninguém sabe qual é o novo jogo.
Tá todo mundo tentando descobrir. A gente tá em discovery de novos jogos, o que é um problema também. E aí quando a gente corta o ruído, o barulho, a gente consegue enxergar que a crise não é só sobre inteligência artificial, sobre vaga ou layout bonito.
Não, não é sobre isso. É sobre como o mercado enxerga valor. É isso ou quase isso?
Eu espero que seja isso, porque primeiro ponto cai entre eu e você aqui, a execução, se não ficou vai ficar barato. Super. Tudo que a tecnologia consegue automatizar, o mercado tende a pagar menos, não é?
É isso. Tipo, pô, antes eu levava três dias, dois dias estimativas ali para construir uma uma tela, um fluxo, um protótipo a hora, meu amigo, segundos. Só que não quer dizer que não é importante, mas também quer dizer que não é mais o diferencial, entendeu?
Então, olha como tá tendo uma quebra de como a gente pensa que trabalha. O segundo ponto, muita gente confundiu ferramenta com identidade. Isso, a gente bateu muita tecla aqui no Design Team há 8 anos falando com vocês.
Porque como que a gente se apresenta? Ó, eu sou muito bom de Figma, faço UI limpa, moderna, eu faço estruturas, eu manjo de arquitetura da informação, porque daí eu consigo gerar um protótipo, só que a ferramenta muda, o método evolui. E se a sua identidade é, por exemplo, eu sou um profissional que sou muito bom em mexer no Figma, eu já ouvi isso, tá gente?
Por isso que eu tô trazendo para vocês o que acontece quando o Figma vira só um detalhe no processo e aí a inteligência artificial faz 80% da tela para você. Tá pensando enquanto eu tô falando? Espero que pense, porque tem o terceiro ponto, a gente deixou de lado negócios e produto pela real perspectiva de como o design poderia atingir isso.
Sim, isso eu também falei no design da gente teve uma roda de mentoria super evento, falei no no banco, no no BB Digital Wick, falei nas aulas que eu tô dando, é várias coisas. Por quê? Muitas pessoas de design preferiram ficar polindo o botão, discutindo sobre grid, eh, discutindo sobre componente, ou então foi para um extremo que foi conversar e pensar em negócios e estratégia sem o design.
nunca, em sua maioria das vezes, não vou fazer uma afirmação total, eh, teve um equilíbrio, ou ia para um lado ou ia para o outro e sempre teve esse mantra soando e empurrando as pessoas para algum lado. Só que são justamente essas conversas que fazem os founders e lideranças pagarem caro exatamente pela sua participação. Se a gente tivesse conversando sobre isso, as coisas iriam mudar nesse sentido.
Eu até esqueci que ponto que é. Eu falei o quarto ou quinto. Acho que deve ser o quinto ponto que eu tenho mais um aqui.
A confiança de desenho, a confiança criativa, a confiança de design tá derretendo. Com a inteligência artificial, milhares de variações estão surgindo e a sensação é, eu tô competindo com o infinito. E aí, junto com isso, vem outro pensamento que é o inclusive o sabotador, porque se a inteligência artificial faz mais rápido, por que alguém contrataria uma pessoa de design como eu?
Olha só. E olha como ela é uma uma pensamento extremamente perigoso e destruidor, porque é justamente essa insegurança que ela vai matar a sua autoconfiança, o seu desenho, sua visão, sua criatividade mesmo antes dela nascer. Aí o próximo ponto, porque eu já perdi a conta de quantos pontos eu já falei para você aqui, porque a começou a ver design como custo, sim.
Não como investimento. São poucas as empresas, pelo menos aqui na minha opinião, que enxergam o design realmente como algo estratégico. Eu até me pergunto, né, será que a gente vai ser a nova área de marketing que sofreu e sofre com essa com esse estigma, né?
Tipo assim, ah, por que que a gente tem marketing? Precisamos fazer um corte. corta o marketing, porque é isso, quando o mercado aperta, tudo que parece não essencial, muito entre aspas aqui, eu acho que é cortado de primeira e é o que talvez a gente esteja vendo pro nosso lado, dado, cenário, pensamentos e etc.
Porque pessoas de design que se posicionam como os experts em pixel são cortadas ou que não sabem sobre o design. literalmente também serão cortadas. Olha só a problemática que a gente entrou.
E eu só tô te falando de problema aqui, mas esse é o objetivo. E agora, pessoas de design que se posicionam como parceiras estratégicas através do design, tem chance de continuar na mesa. Exatamente isso.
E olhe bem, não são pessoas de negócio, são pessoas que são parceiras estratégicas através do design. E aí eu vou ter que trazer uma parte mais pesada para você ouvir, porque a maioria das pessoas de design hoje não tá sofrendo porque a Iá é poderosa demais. Não é por isso.
Eu acredito que algumas pessoas de design estão sofrendo porque ainda não mudou a própria identidade de uma pessoa que executa para uma pessoa que tem uma visão de parceria estratégica. E quando eu falo parceria estratégica, tem um monte de coisa por trás disso. Tem um monte de elementos que precisam ser estudados, entendidos.
E eu tenho certeza sobre isso, que enquanto a gente não encarar isso de frente, essa sensação da gente tá se afogando, talvez, ela só vai aumentar e ela só vai causar danos. Na palestra agora que eu na mentoria que eu dei no design DND, foi bem isso. A gente tava falando nessa nesse contexto, falou assim: "Gente, como é que a gente faz?
Ninguém sabe. " Mas talvez tenha alguns elementos que a gente pode ir mexendo aos poucos para conseguir não se afogar tanto ou não morrer de ansiedade tanto. Só que antes de eu continuar, eu tenho que te perguntar, inclusive, você já se inscreveu no canal?
viu? Porque senão vai lá, aproveita justamente esse momento, se inscreve, dá like no vídeo, manda inclusive para aquela pessoa de design que tá surtando com inteligência artificial, eu acho uma palavra, eu não sei se é uma palavra de salvação, mas pode ser uma palavra de reflexão. E é isso.
É isso. Então, continuando aqui, voltando, eu tenho que enxergar também a boa notícia disso. Isso tudo não é o fim da carreira de design.
Sem dúvida. O design não vai sumir, gente. Não é, não é sobre isso.
Ah, então acabou a profissão, agora eu vou ter que fazer veterinária. Pode fazer veterinária, mas o design não vai morrer. Eu vejo isso muito mais como um reset.
tão lá apertando o botão de reset para tudo ser transformado, tudo ser diferente como a gente enxerga hoje. E eu acredito muito que as pessoas de design que talvez consigam andar bem não são só aquelas aquelas que têm, sabe, projetos maravilhosos dentro do Bec, dentro do Drbble. Não, não é isso.
São as que realmente mudam a maneira de enxergar o próprio papel. Você enxergar o seu próprio papel dentro da empresa. Ah, é sair das caixinhas UI, product research.
Não quebra tudo isso, porque a primeira mudança, por exemplo, de uma pessoa que é muito boa ali de desenvolver tela, eh, projetos, interfaces, é trazer essa visão de estratégia de produto através do design. De novo, eu bato nessa tecla. Hoje qualquer uma pessoa consegue jogar um prompt numa inteligência artificial e tem um iframe, mas definir qual o problema realmente importa em ser resolvido para conseguir não só atingir o usuário, como também trazer resultados dentro da empresa, ou então qual funcionalidade não deveria existir, que a aposta de produto que faz sentido agora dado o seu trabalho, sua análise, seus insightes, para mim isso é muito claro que isso ainda é trabalho de alguém.
que pensa em design e design de produto, como uma pessoa que é parceira estratégica. Ainda existe e vai continuar existindo carência de uma pessoa que tem essa visão, não tenha dúvida. A segunda mudança também é que de usuária de ferramenta para uma pessoa que vai se tornar engenheira de contexto.
Eu tenho pensado muito nessas coisas assim, eu fico aqui, né? Não é a toa que eu tô enlouquecendo, porque a inteligência artificial, ela não vai substituir a pessoa de design que sabe o que pedir, como pedir e por pedir e se o que está saindo tá saindo bem ou não tá saindo bem. É quase um papel de curadoria.
Eu até em conversas de eventos, o XCF maravilhoso, né? Inclusive a gente falou muito disso com, eu falei com algumas pessoas, porque você sabe, né? O prompt não é só jogar qualquer coisa na caixa de texto, não é construir uma narrativa, traduzir uma dor humana, trazer um contexto de negócio, um objetivo de produto com instruções que sejam muito claras.
Isso para mim tá muito relacionado. Inclusive a gente falou até, né, num bodinho X com o Bruno que se conecta. Isso é engenharia de contexto.
E esse é o lugar onde a pessoa de design ganha muita alavanca com a inteligência artificial. E é aí que tá uma mudança de papel. Você não é mais aquela pessoa que fazia o que fazia.
Agora você usa há para fazer algo completamente novo através de um pensamento novo. E eu também poderia dizer muito e geralmente eu não falo sobre as pessoas que fazem frila, né? Eu acredito muito que os freelancers eles de alguma forma também vão soltar para uma parceria com cabeça de fundador, de founder, sabe?
Eu acho que também tem uma mudança assim. Eu acredito muito que as pessoas que atuam no mercado de maneira autônoma, elas vão precisar parar de pensar: "Sou só alguém que presta serviço de design". E e elas vão ter que começar a parar para pensar: "Eu sou um copiloto desse negócio, né?
Com essa fotografia que eu fui contratado em desenvolver. Inclusive no design dendê, a Mires falou muito sobre isso, né? E eu até reforcei isso, mas ela que trouxe a pauta sobre o design sistêmico, essa visão do design sistêmico, inclusive ela se conecta muito que quando você se importa com o mercado, com o cliente, com o resultado de verdade, com a visão inteira do produto, você deixa de ser facilmente substituível, porque você vai deter uma informação e uma visão que não são todos que conseguem organizar, ter e difundir isso.
Inclusive, eu acho que uma outra mudança que tá para surgir e a gente precisa ficar muito muitos atentos é de portfólio em primeiro lugar paraa marca pessoal, sabe? Não é isso, é inverter. A sua marca pessoal em primeiro lugar.
Eu tenho certeza que a gente tá enxergando uma mudança e que portfólio, óbvio, ainda importa. Claro, ainda importa, mas hoje a sua marca pessoal pesa mais sobre o seu portfólio. As pessoas que contratam, elas não contratam só pelo case legal, bem desenvolvido que você tá fazendo, sabe?
Elas ou belo esteticamente ou sua narrativa, não. Elas confiam, elas eles vão contratar você porque elas confiam em você e elas sentem uma autoridade em você. Porque precisa existir uma identificação com a sua maneira de pensar.
E como é que você consegue construir e divulgar essa maneira de pensar? Gente, se expondo e não é de uma forma solta, aleatória e usando inteligência artificial. Não.
Vamos pensar aqui. É quem aparece no LinkedIn mesmo, no medium, no Instagram, tem seu sua newsletter e a gatinha passando. E mesmo que seja coisa simples, tá gente?
Mesmo que seja, sabe, algo muito que só você assim, ah, pô, eu vou fazer só isso e é o suficiente. >> Pera aí, deixa eu só tirar a K daqui porque ela ela não tem noção da câmera, vocês notaram, né? E eu nem vou cortar isso que eu vou deixar.
Mas voltando, quando você começa a desenvolver esse tipo de atitude de se mostrar sua identidade, você começa a construir uma blindagem pro futuro. >> Eu faço isso direto dando aula, eu mexo o gato e não perco a a o foco. Mas voltando, >> então você conseguiu perceber no que eu tô tentando falar até agora, que essa nova mentalidade não é sobre trabalhar mais, é sobre se posicionar no ponto certo de um fluxo de valor que existe e que a gente fica batendo a cabeça, tentando não achar, mas tá ali, tá ali, ninguém olha porque a gente se distanciou da nossa própria essência.
Pois é, mas ok. Aí você me pergunta o que você faz na prática a partir de agora. Eu acredito que, sem dúvida, é você se aprofundar em design sobre estratégia de produto, mas as duas coisas precisam estar relacionadas, não é separadas, não.
Inclusive ter insightes de como relacioná-las cada vez mais, até porque isso não vai nunca parar na tela e por isso que você precisa ter essa visão. Eu também acredito muito que você tem que se interessar por uma visão de como um design poderia pensar em modelos de negócio, como o design começa a analisar muito mais o comportamento do usuário, mas com profundidade. É entender de métricas, por favor, porque séculos a gente fala de métricas e ninguém entende de métricas, até porque a gente precisa ensinar as empresas a pensarem métricas, coisas que a gente não faz ou faz pouco.
em cada projeto tentar fazer mais perguntas do tipo por que e para quê, mas com base, com dados, com estratégia, com visão sistêmica para enxergar o todo. Eu também acredito que de uma maneira prática é você usar sim a inteligência artificial como colaboradora e não ter medo dela. Eu falo isso nas palestras, é mudar a ação, né, passiva para ativa, porque em vez de você competir com a inteligência artificial, é usar ela para explorar mais rápido, até porque essa é uma corrida que você vai perder se você competir com a IA.
Então assim, é é usar e para gerar 10 opções, mas é você que critica, é você que refina, é você que escolhe, você que conecta com o contexto real, é usar e a pro seu trabalho. Eu esses dias criei um plugin pro Figma usando o GPT para gerar spec e depois o cursor para programar. é mostrar pro cliente que a a inteligência artificial acelera, mas que o senso crítico, a visão estratégica de produto, de design e sua conexão com o usuário, com as pessoas, isso ainda é seu.
E também óbvio, como eu já falei, é construir a sua marca pessoal. E não vem pensando em começar construir gigante. Ah, eu vou virar influencer.
Não é sobre isso, não é, sabe? é você na verdade ensinar. Eu acho que tá muito mais conectado com isso.
Ensinar é de uma maneira global, ampla, e aí não importa como, mas ensinando de uma forma que você consegue ser vista, ser visto, porque quem é visto é lembrado, tá? E quem é lembrado pode ter chance de ser melhor, sabe, colocado em projetos que a gente vê por aí. Então, outra coisa que eu acho que é muito importante é a gente também começar a enxergar um caminho estruturado sobre o empreendedorismo do design.
Várias vezes eu já trouxe isso aqui. Eu acho que a gente perdeu muito o valor em muitas situações, como os frilas de design no mercado brasileiro. Eu me lembro que eu já atuei como frila há anos, inclusive, né, como autônomo.
Não é para ter uma visão, ah, eu sou empreendedor, eu vou aquela empresa, não, não é esse papo que a gente ouve que é ruim. Eu acho que tem o papo do lado bom que a gente precisa enxergar e começar a atuar para também ter. Eu, ó, eu ouvi uma frase do Thiago, Thiago, Thiago sensacional, que ele virou para mim e falou assim: "Sempre tem o plano B.
Se você só tem o plano A, você não tem saída e você é refém". Então, sempre tem uma segunda opção. E eu acho que o trabalho de freelancer é muito sobre isso, essa visão de consultoria, essa visão de tudo que eu tô falando aqui e que para mim se conecta muito com uma questão de diversificar a própria renda, né?
É assim, é não apostar todas as suas fichas em um único trabalho, um único cliente, não. Tá muito relacionado com essa visão de empreender, de pensar no plano B, seja pensando em template, pequenos produtos digitais, montando workshops, mentorias, projetos, né, side project, claro que tudo que possibilita o teu contrato se você for CLT, tá? Só cuidado com isso para não cometer esse erro.
Mas se isso for possível, esses como palavra bonita, side projects talvez possam ajudar, porque eu acredito muito que pessoas de design que t várias possibilidades de plano B ou até de fontes de renda entram muito menos em pânico quando tem um BO em algum. Mas claro, você não precisa fazer tudo isso de uma vez, até porque eu não quero que você também tenha um burnout em cima já dessa ansiedade que a gente tá vivendo, mas é planejar, é escolher uma coisa para começar agora, esse mês. Olha que oportunidade para começar a fazer isso.
Mas no fundo, no fundo, esse vídeo enorme que eu tô falando depois de muito tempo sem gravar, inclusive, mas eu preciso voltar, é que é importante a gente não ficar congelados. Em algum momento toda pessoa de design está se fazendo a pergunta que eu comecei, eu o que eu faço ainda é importante? Será que eu ainda importo como uma pessoa de design?
De novo, eu já me fiz e faço essa pergunta várias vezes, principalmente quando eu tô na frente da inteligência artificial e vejo ela montando um aplicativo ou uma landing page, ou seja o que for, em 30 segundos, que eu não levaria 30 segundos, sem sombra de dúvida, para montar isso alguns anos atrás e que cai entre nós. É estranho, é ruim, tudo bem, mas também é sensacional, né? Vamos, vamos pensar nisso também.
O que a gente tá vivendo hoje é algo único. Eu, pelo menos, eu sou uma pessoa que nasceu analógico, sim, mas estamos tendo uma oportunidade de enxergar uma revolução tremenda na forma como a gente trabalha. E aí eu acho que a gente fecha o pensamento muito sobre design, nunca foi só sobre pixel.
Isso é, parece óbvio, mas mais do que nunca isso agora é muito forte. Porque design sempre foi sobre decisão. A inteligência artificial, ela consegue gerar telas, mas ela ainda não sente o que nós sabemos, pensamos e sentimos.
Inclusive, pelas dores dos usuários, dos stakeholders. A inteligência artificial agora consegue montar fluxos, mas ela não senta com um founder às 2 da manhã para dizer: "Olha, esse caminho é o caminho certo pros seus usuários. Agora, a gente ainda tem a oportunidade com pessoas de design de ainda fazer esse papel, de ainda ter esse lado de um pensamento muito maior, que não é baseado em toques de uma IA e conseguir trazer decisões e alinhamento.
Mas esse é um pensamento que eu não acredito que existe curso para você fazer, tá? Então é uma coisa que você tem que correr atrás. E eu acredito que esse ainda é o nosso poder como pessoas de design.
e que talvez possa ser no futuro. Porque as pessoas de design que se adaptam, eu duvido que talvez sejam substituídas. Na verdade, eu acredito muito que essas pessoas podem liderar a mudança que a gente tá enxergando e que tá acontecendo.
Então, assim, se você tá sentindo o peso dessa crise, como várias outras pessoas, por mais desconfortável que seja, talvez seja um sinal de que você se importou bastante para evoluir e que isso é o mais importante pra gente pensar agora. Inclusive, depois eu vou gravar até uns vídeos sobre a palestra da Mires, o que eu mentoriai, assim que eh eu acho que vai numa outra camada ainda sobre o nosso futuro, mas aqui eu acho que a gente fecha um pensamento. Inclusive eu até coloco uma pergunta assim para você.
Você vai? Porque a próxima onda do que a gente enxerga hoje como UX e do design como um todo, não vai esperar ninguém não. Ou você pega o jacaré e vai.
Então me diz aí se esse vídeo faz sentido para você. Me conta nos comentários como é que você tá enxergando o seu papel como uma pessoa de design. me dá o seu feedback, inclusive compartilha esse vídeo.
Eu acho que é interessante. Eu estou cansado. Isso claramente eu vou abrir aqui com vocês para fechar.
Quem aguentou assistir até o fim vai ouvir isso. Eu tô cansado de conversas e de discussões básicas, simplistas e fracas. A gente precisa ter conversas mais sérias, mais com de confronto, com debates e não destrutivos.
Então, eu acho que precisamos falar isso. Já passou o timing, mas a gente ainda tem chance de falar sobre isso. Então vamos falar sobre isso.
E torne-se membro também do canal para você poder apoiar o que eu estou fazendo aqui. E a gente se vê no próximo vídeo. Um grande abraço.
Tchiao.