Que temos um dos portfólios mais amplos do mercado, da análise de solo. [Música] Há mais de 45 anos, o 3R Riversolo está ao lado de quem coloca as mãos na terra e faz o Brasil crescer. Transformamos dados em decisões e resultados, oferecemos suporte e estamos próximos para o que precisar. A cada amostra que recebemos, nossa equipe se compromete em oferecer mais que um laudo. Entregamos Inteligência e transformamos números em recomendações práticas para o campo e para o rebanho, pois nos importamos com o sucesso de quem produz, com a redução de perdas e aumento da produtividade.
Nos importamos com cada decisão que move o agronegócio, porque o 3 Riberolo é feito para o produtor, para o campo, para o agro. Somos mais que um laboratório. Somos uma central de inteligência em diagnósticos agropecuários. Estamos presentes em todo O Brasil e onde quer que você esteja. Fazemos desde a logística de amostras, análises, geração de laudos e indicadores, capacitação dos clientes, suporte na tomada de decisão até o desenvolvimento de novas tecnologias. Nós somos completos, sabemos que o campo exige muito e é por isso que temos um dos portfólios mais amplos do mercado, da análise de
solo à nutrição animal. Enxergamos o futuro. Somos um dos pioneiros a fazer análises Biológicas do solo e trouxemos para o Brasil a tecnologia NIARS para a pecuária. Entendemos que ser completo é oferecer mais do que respostas, é criar caminhos, capacitar e preparar o produtor para crescer com segurança, prosperar de forma sustentável e fazer as melhores escolhas. que ser completo é entregar tudo que é importante para você. É ser um parceiro confiável para todos os [Música] Momentos. Boa noite, pessoal. Boa noite a todos. Eu sou o Víor, presidente do 3 RB Solo e é um prazer
muito grande ter todos aqui de novo com a gente em mais um podcast. O hoje nós estamos aqui com o Davidson Peixoto, gerente de pesquisa e consultor técnico de grãos do Reagro, como nosso convidado. Davidon, seja bem-vindo. É um prazer grande ter você com a gente. Vai ser um, acho que uma prosa muito legal aqui pra gente trazer uma jornada Técnica muito legal para todos. Davidon, boa noite. Conta um pouquinho mais quem é o Davidson pra gente. Legal. Eh, primeiro agradecer, né, pelo pelo convite. É um prazer imenso estar aqui com você, Vitor, pra gente
eh discutir esse tema que é pouco discutido, né, e nós temos a oportunidade, né, de de estarmos conversando sobre esse tema. Eh, me apresentando um pouco. Primeiro, né, eu sou filho de produtor rural, eh, uma cultura pouco conhecida em várias Partes do Brasil, que é a cultura do cacau. Então, minha minha família trabalha, né, com a parte de cacau e cultura. e fiz o ensino técnico, fiz a graduação, né, em agronomia e fiz a pós-graduação toda focada na área de solos, né? Então, o mestrado, principalmente focado em na parte física e o doutorado também, especialmente
na área de compactação de solo. Então, toda a minha carreira, né, tanto acadêmica quanto profissional, ela tem sido muito Pautada na parte de ciência do solo, especificamente na área de manejo, eh, visando atender as necessidades físicas, químicas e biológicas do solo, apesar da minha tese ter sido, né, muito focada em compactação. Legal, Davidson, show de bola. E isso é bacana de ver porque você tem uma uma jornada de ser produtor, de vir de uma realidade diferente, da de culturas diferentes, mas aí vindo paraa UFL, né, tando ali na jornada do Reagro em Lavras E aprofundando
muito técnico a fundo mesmo, né, com mestrado, doutorado, física de solo, que é um tema que muitas vezes a gente negligencia na prática pelo dia a dia mesmo do que a gente tá acostumado. Então é muito bom ter certeza que a prova vai ser rica aqui hoje. Com certeza. Pegando só um gancho, acho que a gente trazendo aqui, eu queria só a gente relembrar que nós estamos na no segundo podcast, né, que a gente tá fazendo e no Primeiro a gente tem a gente teve aqui o Breno com a gente, que é o gerente da
de grãos do Reagro. E no primeiro podcast a gente trouxe uma visão bastante ampla, né, dessa jornada. Então, a gente trouxe uma visão de vamos sair de das análises, somente olhar para as análises tradicionais e análises fragmentadas pro conceito de olhar o sistema de produção como um todo. E aí dentro desse sistema de produção, a gente trouxe um pouco da ferramenta que a gente tem dentro hoje Do 3B solo para olhar desde estimativa de retenção de água, a construção de perfil do solo, a parte biológica dos solos e a análise foliar compondo um sistema de
produção como um todo, né? E e aí acho que a gente trouxe uma visão então bastante global dessa jornada, só que os dois primeiros pilares ali dentro, a gente hoje quer colocar uma lupa muito grande. Então eu tenho certeza que nós vamos aprofundar bastante. E aí vocês vão ver que é muito Legal, pessoal. Acho que a gente tem uma jornada aqui que nós vamos olhar um pouco da história da importância de perfil do solo, mas o Davidon vai aprofundar muito no nosso tema que a gente realmente olhar pra estimativa da capacidade de água disponível do
solo e como a gente pode usar as análises de rotina para trazer dados muito ricos e como a gente pode até dentro do nosso próprio painel ir evoluindo. E aí nós vamos aprofundar na história do o que é Retenção de água, o que é água disponível, como a gente pode usar cada um deles, as diferenças disso. Então eu tenho certeza que a gente vai conseguir a colocar uma lupa que a gente fala muito grande nos dois primeiros pilares do sistema de produção. E e aí Davidon, acho que passando, eu queria te ouvir um pouco mais
e eu acho que uma uma primeira conversa que é legal é como que a gente aprovunda um pouco mais na história de olhar pra água. a gente tem Uma jornada grande de olhar pra capacidade de campo que é muito falado, mas cara, o que que é isso um pouco? Queria te ouvir um pouco mais dessa jornada. Legal, Víor. Eh, eu acho que sim, algo que até para contextualizar nesse tema, eh, quem tá aí na na graduação, né, pensando em agronomia, quem tá inclusive na pós-graduação e trabalha um pouco mais com esse tema de física do
solo, é, muitas vezes vê ele distante, né, da Realidade do produtor rural, do consultor. E muitas vezes, né, essa distância ela está justamente pelo nome física, né, a gente relembra lá da do ensino médio, tudo que remete ao nome física já vai, é muito cálculo, né, é muito complexo. E uma das e essa é uma das inquietações que eu sempre tive, né, é de como eh traduzir esses aspectos relacionados com física de solo pra realidade do produtor, pra realidade do consultor, para que ele consiga utilizar Isso de maneira prática e no dia a dia, né?
Então assim, eu sempre falo que nós da física dos solos temos que ser menos físico, porque você pega a turma da da fertilidade consegue, né, pegar aquela informação, levar pro campo, mostrar valor daquilo e o produtor utilizar. E nós da física do solo ainda estamos engatinhando nisso, talvez porque somos muito físicos, então temos que eh ser menos físicos e mais práticos do ponto de vista de utilizar a informação. Então Eu acho que isso é importante, né, pra gente iniciar essa conversa. E outro ponto, né, quando a gente fala de água, ela é o a base,
né, para pra vida e ela é consequentemente a base paraa agricultura. E por mais que não é uma competição entre áreas, é só há absorção de nutrientes se tiver água. Então não adianta você focar somente em aumentar a teor de nutriente. Ô, se não tiver água para absorção, é aquela frase, né, dos professores clássicos da fertilidade, Que a planta bebe, né, ela não come. Então isso é fundamental e a água ela é um dos principais fatores dentro da física de solo. Então, quando a gente trabalha a física da do solo de uma maneira mais aprofundada,
nós percebemos que entender água, ele é fundamental dentro desse contexto. E os melhores produtores, com certeza, são aqueles que realizam práticas de manejo que otimizam o uso da água. Eh, de várias formas, né? seja utilizando uma cultura que ela é Menos exigente ou mais eficiente, seja realizando práticas de manejo que mantenha essa umidade no solo, que a gente perca menos água durante o processo produtivo, eh seja algo que a gente vai discutir muito, que é aprofundando o sistema radicular. E aí o é uma, o solo é uma grande caixa d'água, né? E você vai ter
uma caixa d'água de 1000 ou de 2000 a depender da profundidade e não da largura, né? Então isso é é um ponto importante pra gente Iniciar essa conversa. Legal. Deve ser. E aqui eu eu lembro de uma frase que eu ouvi uma vez muito que foi: "Eu não posso controlar a chuva, né? Eu não posso controlar quanto vai chover, mas eu posso controlar ou no mínimo minimizar o quanto eu vou conseguir aproveitar daquela chuva que a gente teve ou o quanto eu vou conseguir aproveitar daquela água que a gente armazenou. Então, se eu não controlo
a chuva, como que eu aproveito melhor Aquela água?" E é legal, e eu sei que a gente vai aprofundar nisso daqui a pouco, mas inclusive nos sistemas irrigados, né? aonde eu tenho mais controle da água do que nos de sequeiro, mas que a gente também tem vários desafios ali e a gente vai falar disso daqui a pouco, né? Não. Perfeito. Exatamente isso, Vitor. E assim, eh, nesse contexto de entender a água, né, eu acho que é importante a gente e entender alguns conceitos, né, para para Que fique claro a nossa discussão e na cabeça de
quem tá nos ouvindo também, né, o que do que que a gente tá falando, né? Quando eu tô falando de disponibilidade, eu tô falando de quê? Quando eu tô falando de retenção, eu tô falando de quê? Eh, às vezes vai vir o tema aqui capacidade de campo, né, que é algo que muita gente escuta e pouca gente sabe o que é, né? Eh, então assim, acho que é importante a gente ter esses conceitos muito claros e por isso que eu Trouxe aqui, né, para para vocês, eh, que vai aparecer na tela aí uma uma ilustração,
né, algo que que vai ser importante para que vocês entendam eh os principais conceitos relacionados com a água no solo. É, se vocês observarem o que que eu tenho ali, eu tenho basicamente quatro situações e que mostram um pouco da dinâmica de água no solo, né? E dentro dessa dinâmica, é alguns pontos que são importantes a gente ter ciência. Primeiro, é quando o Solo tá saturado, né? O que que indica um solo saturado? Toda, todo o ar, toda a porosidade desse solo ocupado com água. E essa é uma situação muito transitória, né? Então, eh, como
você comentou da chuva, né, da irrigação, eh, quando nós temos esses esses fenômenos, né, seja a irrigação, seja a chuva, nós consideramos ele como aporte de água no sistema. Então eles estão vindo ali para aportar água no sistema. Agora, a capacidade que o nosso sistema tem de Segurar essa água e ao mesmo tempo tá disponibilizando pra planta depende de diversos fatores. O primeiro é que haja uma entrada dessa água no solo, que é o que nós chamamos de infiltração, né? Ou seja, toda a água que passa ali o o aquele limítrofe, né, entre o ar
e o solo, nós chamamos aquilo de infiltração. Então, eh, toda água que chega e tem a capacidade de saturar todos os poros, nós chamamos aquela aquela água inclusive, né, que que vai Est ali muito provisoriamente, inclusive de uma água gravitacional, né, que a gravidade vai agir sobre ela, como vocês podem observar na na figura. Eh, tem até um uns pingos d'água, né, escorrendo ali, mostrando para vocês que aquele solo tá naquela condição de uma maneira é muito dinâmica. aquilo ali vai eh cessou a chuva, esse solo vai drenar até um ponto em que eu tenho
uma que a gente chamamos, nós chamamos de condutividade hidráulica, ela se torna um pouco mais Constante. Aí nós chamamos que nós entramos na capacidade de campo. É quando o excesso de água é drenado, daqueles poros maiores, a condutividade hidráulica, que é o movimento de água no solo, ela se torna um pouco mais constante. Então nós chegamos na famosa capacidade de campo, que de maneira muito e eh simples e muitas vezes até irresponsável de algumas de alguma forma se fala em dias, né? Solos mais agilosos, três dias, 4 dias, solos mais Arenosos, dois dias. Mas isso
depende tanto dos tipos de solo, né? Se vai ser dois, se vai ser quatro. Então é, esse é um tema também que a gente precisa tomar um pouco de cuidado, é tentar considerar que chegou na capacidade de campo considerando dias, né? é é desprezar a complexidade que é um solo, né? Então temos que tomar muito cuidado com isso. E e justamente essa capacidade de campo é o máximo de retenção de água que esse solo vai ter. Então a umidade na Capacidade de campo é o máximo que nós consideramos de retenção, porque eu tenho a mais,
ou seja, o solo saturado tem mais água do que o solo na capacidade de campo, mas essa água drena muito rápido. Então muitas vezes a nós não consideramos que a planta, né, tem a capacidade de usar. Então, por isso que a capacidade de campo, ela é um um conceito tão importante paraa disponibilidade de água, porque ele é o limite superior de disponibilidade de Água para as plantas. Então, o solo continua secando, eh, se não houver uma nova recarga, né? Então, ele continua secando até chegar no famoso ponto de murcha permanente, que é quando é a
umidade no solo, né? eh em que a planta ela entra em murcha e se vier uma nova recarga de chuva ou de irrigação, ela não consegue voltar, ela não consegue retornar, né, e ser produtiva. Então, o famoso ponto de mur permanente. E pra gente já ir alinhando os conceitos, a Diferença entre capacidade de campo e ponto de murcha permanente é o que nós chamamos de água disponível. Então, esse intervalo aí é que nós chamamos de água disponível. Porque observem, abaixo do ponto de murcha eu ainda tenho água. Eu coloquei ali como água residual, mas de
maneira geral nos livros vai tá lá, né? É uma água igroscópica que tá retida numa força tão grande que a minha planta não consegue tirar ela da matriz do solo, né? Então, toda vez que eu falo Solo seco, ele não tá totalmente seco. Para você ter ideia, mesmo numa estufa a 105º, eu não consigo retirar toda a água do solo, mas eu considero que ele tá seco, se eu fizer isso, durante 24 horas, né? eh eh de forma conceitual nós consideramos, mas é muito difícil arrancar toda a água do solo, porque quanto mais seco, maior
o potencial de eh mátrico ali, né? E mais essa água fica presa e mais dificuldade nós temos de retirar a planta. É da mesma forma. Legal. V. Então isso é interessante que muitas vezes a gente tá falando de de água no solo, a gente tá vendo sistemas irrigados e tudo e a gente entende que quando a gente olha para realmente qual é a faixa que nós estamos olhando ali pra água disponível da planta, que é a faixa que a gente tem que tomar o maior, vamos falar assim, cuidado pro aproveitamento da planta mesmo, nós estamos
falando de uma faixa estreita dessa jornada inteira. Então olhar pro Aproveitamento de água das plantas não é um negócio tão simples assim. E aí entra uma jornada, eu acho, maior ainda, né, que são os conceitos da gente olhar só para ah, os solos mais agilosos retém muito mais água. Só que qual que é a jornada entre reter água e minha planta aproveitar essa água? Então, acho que essa é uma jornada muito legal e que nem sempre a gente tá atento nessa jornada, né? Exato, Víor. Eh, tem muita confusão, né? Eh, e as pessoas confundem muito
os Conceitos, eh, por exemplo, confundir retenção com disponibilidade. Eh, em alguns momentos eles têm correlação, eu vou mostrar um pouco disso para vocês, mas de maneira geral é o que a gente mais tem de senso comum, que é, ah, seu, quanto mais agiloso o meu solo, mais água ele tem, realmente, mais retenção eu tenho. Mas não quer dizer que essa água tá disponível, porque quanto mais ariloso, mais carga, mais esse solo segura essa Água, mais forte. e aí acaba restringindo a disponibilidade para pra planta. Então, precisamos estar muito atento, né, a esses conceitos para não
tomarmos decisões equivocadas, né, eh, seja de e escolha de glebas para posicionar determinado material, seja até de compra de fazenda, né? Eh, de maneira geral, tô mantendo aquela lá. Se for argiloso, eu compro. Se for uma textura média, eu e às vezes tá perdendo uma oportunidade. Eh, eu tenho um grande Mestre, né, que é o professor Nilton C, que para mim é um do das referências nacionais em pedologia, inclusive mundial, né, pensando em pedologia tropical, é, ele é uma das referências, né, e ele é uma pessoa tão dedicada a à ciência do solo que ele
faz muita brincadeira com a parte de solos. Então a gente tá perguntando coisas do dia a dia que na verdade não tem muita relação com o solo e ele faz uma analogia com o solo. Então para você ter ideia quando a Gente perguntava muito para ele, professor, como é que senhor tá, né? Normal de você encontrar uma pessoa e perguntar. Normalmente quando ele tá bem, ele fala: "Textura média". Textura média. Então a gente já sabia que ele tava tranquilo, tava tudo certo. Justamente por entender, né, a importância, apesar de dele e eh ser muito bom
na mineralogia e na morfologia, ele entendia muito bem a entende, né, muito bem a importância de Textura para entender a dinâmica toda do solo. E uma das coisas que nós vamos falar muito aqui é como usar uma análise que vem da rotina, que no caso é a textura, para inferir ou termos uma noção muito boa, é, de disponibilidade de água. Então isso é fundamental, é pegar a informação de física de solo, trazer pra realidade do produtor e do consultor e principal que seja fácil de ser feito, né? é que isso não seja uma análise mirabolante
que só de explicar Ela o cara já não não não não não tem vontade de fazer. Legal. E aí, Devon? Nós estamos começando a falar então que a gente tá olhando pra análise física do solo com as análises tradicionais, mas não olhando só pra argila, né? Porque e é legal porque quando a gente tá falando de textura, aí nós temos que lembrar que nós estamos falando de argila, nós estamos falando de silt, nós estamos falando de areia porque muitas vezes a gente vê muito mapa e muita coisa sendo Gerada só com argila e como argila
sendo o único ponto da história do solo, né? Então é legal que você já começa a trazer um pouco de uma jornada da gente olhar paraa textura do solo com um pouco mais de profundidade, olhando a fragmentação disso, a segmentação disso mesmo, olhando a separação das partículas e não somente qual é o meu teorila, né? E eu acho que esse que é o grande ponto, né? Perfeito. Eh, Vitor. E voltando um pouco, né, do quão físico Nós somos, né, quem trabalha com a parte de física de solo, que quando nós nós estamos estudando isso, seja
na academia e eh pensando em graduação e pós-graduação, nós aprofundamos tanto na parte física, né, em termos de indicadores muito complexos, que muitas vezes o simples, que é a textura, eh, nós não nós não estamos levando para campo a real potencial que essa informação tem. E aí é fácil a gente chegar e falar: "Ah, o produtor pega a Textura e não usa praticamente para nada". Cara, ô, a gente tem ensinado o potencial de uso dessa ferramenta, porque o que que eu vejo, né, na prática do dia a dia, quando eu vou dar treinamento, quando eu
vou para uma fazenda, eh, a pessoa pergunta: "Ah, o solo é argiloso?" "Ah, e qual qual o teor de argila que tem esse solo?" "Ah, tantos por cento". Ah, isso aí vai ser importante eh para eu recomendar fósforo, pensando em interpretação de Fósforo mélic. Só isso. Olha o universo de oportunidades que a gente perde quando não entende a importância daquilo que vem no laudo, né, que é a parte da textura. É limitar muito, né, algo que é fundamental pro solo, que é a textura, é somente para interpretar fósforo mélical. Então, é, nós temos um mundo
de oportunidades, é, pensando na textura e hoje nós vamos discutir aqui a como usar ela para ter uma estimativa muito boa de água disponível, eh, usar informação de Perfil para ter a estimativa de CAD, que é algo que a gente vai discutir, né? Qual é a diferença de água disponível para CAD? Eh, então isso também é um ponto importante de distinção. Legal. Legal. E aqui deve ser um negócio que eu tô curioso pra gente passar e e olhar ali, porque eu vi que você trouxe pra gente aqui uma questão da gente olhar a diferença entre
olhar pra água disponível e olhar pra retenção de água, né? E e aqui me parece ter uma diferença E muitas vezes nós estamos aprofundando pouquíssimo nessa nessa discussão. Queria que você como que como que você olhe o que que você tem de dado um pouco quando a gente olha a diferença entre reter água e ter água disponível. Perfeito, Vitor. Eh, é, é, é importante diferenciar esses dois conceitos, porque eh a água que tá ali disponível, ela tá retida, certo? Só que ela tá retida numa força que a planta consegue utilizar. E que bom que ela
tá retida, senão ela Drenava toda e a planta não tinha acesso a ela. Então essa retenção ela tá ocorrendo. Porém existe, como eu mostrei para vocês na no num numela figura anterior, uma água que ela não tá disponível, mas ela tá retida. Então aí que tá a diferença. A retenção de água é o todo e a água disponível tá junto desse todo. Então o comportamento dos solos eh em termos de textura implica em maior ou menor retenção de água, que não necessariamente tem uma Correlação com a água disponível. Então esse ponto ele é muito importante,
né? Por qual é a sensação que se tem e é um senso muito comum? Quanto mais argiloso, mais ele retém. Aí mais água disponível eu tenho não. E aí por isso que eu trouxe, né, eu peguei uma base de dados, é, que é que é utilizado aí é em diversos trabalhos, inclusive eh o zoneamento, né, de risco climático usa essa informação, então baseada em trabalhos da principalmente da Embrapa Solos. Então, nós temos uma base de dados hoje de parâmetros físicoídricos do solo. Então, essa base de dados ela é pública e a gente pode, a partir
dessa base de dados eh ter informações eh de mais, são mais de 1000 linhas de dados, mais de 400 locais, eh, de 14 estados brasileiros, né? Então, eu posso pegar essa base de dados e ter essas figuras que eu montei para vocês. É, diferentes classes texturais, desde arenosa até muito e eh argilosas. E ali, o que foi Que eu fiz? Eu coloquei no primeiro gráfico, né, de um azul ali mais claro, eh, eu posicionei por de forma decrescente a água disponível, que é aquela água entre o capacidade de campo e o ponto de m permanente.
O que que a gente observa naquele gráfico? Que o solo mais siltoso, ele tem uma capacidade, pensando em disponibilidade maior de água pra planta. Então, eu tenho ali mais milímetros por cm de solo de água. Eh, se você, se nós vamos observar o argiloso, ele vem em segundo lugar, mas esse argiloso, principalmente no local do triângulo textural, que ele tem mais silt. Então, é uma junção de argila e tendo mais silt. Por isso que o argiloso tá ali naquela naquela naquele segundo local. E por que que o muito argiloso tá ali muito próximo do arenoso?
Porque quando o solo é muito argiloso e ali é acima de 60% de argila, eh, já tem 60% de argila, a margem para ter sil é muito Pequena e o silt tem um impacto muito grande em disponibilidade de água. Por quê? Porque ele é uma partícula pequena, certo? Ele é intermediária entre a areia e a argila. Então ele tem uma capacidade boa de retenção de água e ele segura essa água numa força menor que a argila. Então, olha a a importância de você conhecer a característica e o comportamento das partículas granulométricas do solo, né? Então,
por isso aí a gente já tinha que ter um Senso comum que realmente seria o silt, a a grande sacada, mas como muitas vezes a gente estuda muito, ah, só quem tem carga é argila, então acho que só ela tem essa capacidade de retenção, né? E no segundo que nós fizemos ali pensando em retenção de água, que é pegar, ó, qual é a umidade ou a quantidade de água que eu tenho na capacidade de campo. Foi o que nós fizemos ali naquele segundo gráfico. Aí nós já observamos, ó, eh, que o muito argiloso já dá
um destaque Gigantesco, né? Porque realmente e eu tenho caixa ali para ter água, mas nem ela, o que é disponível é muito pequeno, certo? é com inclusive comparado a o arenoso. Se você olhar ali em termos de eficiência, se eu for pudesse falar, né, o solo mais o solo mais arenoso ou argiloso, qual a eficiência dele em termos de capacidade de retenção e pegar isso e disponibilizar pra planta. O Arenoso é muito mais eficiente, porque se você olhar, ó, o total dele é muito Pequeno e o que e disso aí ele ainda consegue ser parecido
com muito argiloso em termos de de disponibilidade. Então precisamos ficar muito atentos a isso, né? Uma coisa é retenção, outra coisa é disponibilidade. Apesar que se você olhar ali o siltoso, ele também tem a maior retenção, certo? Mas o muito agiloso confunde muito a o pessoal de maneira geral. Legal. Então nós estamos falando que aqui quando a gente olha para uma análise física completa, onde a Gente tem argila, sil areia e a gente consegue entender toda ela, ela clareia muito mais pra gente entender qual é a disponibilidade de água pra planta do que só quando
a gente olha pra argila sozinha, que a gente vai olhar às vezes pra retenção. Exato. E aí dentro dessa jornada a gente pode falar que acho que a a primeira jornada a gente olha pra física. A evolução disso a gente olhar para pro destrinchar da física como um todo para eu olhar paraa disponibilidade Da da planta como um todo, né? Isso é isso é muito interessante e é legal que a hora que a gente você traz outros desafios aí, né? Porque a gente sabe que o SIL também você tem uma questão de compactação muito forte,
então você tem outros desafios no manejo. E aí que eu acho que é legal da gente cada vez ser mais técnico mesmo, né? que a gente conseguir aprofundar como técnicos na discussão do como eu uso essa informação depois na Prática, né? E e aí como eu olho isso para dentro de aprofundamento de raiz e aí tem uma jornada legal que a gente vai que a gente vai entrar dentro disso. Mas é muito legal ver essa história de como o potencial que o Silt tem de influenciar a disponibilidade de água, sendo que a gente comum nós
estamos olhando só pra argila, né? Perfeito, Víor. E assim e eh esse é o primeiro passo, né? Olhar a disponibilidade, água disponível, quantos milímetros de água Eu tenho por centímetro de solo? Só que só isso não eh nos dá a clareza que nós precisamos. Então, se você for olhar, né, eu tava lendo recentemente um material falando de solos siltosos do Mato Grosso, os desafios e oportunidades em cima desses solos. Nós já temos a a informação que solos filtosos t mais água disponível, só que na realidade do Mato Grosso, a maioria desses solos são rasos, né?
Aí é o outro conceito que é Fundamental, que é a o conceito de CAD, que é capacidade de água disponível, que é você pegar essa água disponível e multiplicar pela profundidade afetiva do sistema radicular. Se naturalmente o solo já não tem eh profundidade efetiva, imagina o sistema radicular. Então, olha, o desafio, é um desafio também relacionado à característica do próprio solo. Ah, todos os solos filtosos eles são rasos? Não, mas nesse exemplo, por exemplo, do Mato Grosso, era uma era era Muito correlacionado. Áreas mais filtosas com um pouco mais raso, com 20, 30 cm de
profundidade afetiva e logo já vinha rocha, etc. Então a disponibilidade, a água disponível, ela é importante, mas a CAD, pensando em agricultura, é muito mais importante. E aí as coisas começam a a ser linkadas, né? é entender a física, é entender perfil, eh como juntar essas duas informações para termos mais informações das áreas que nós estamos trabalhando, Eh estarmos mais preparados pros desafios climáticos, né, de entender, ô quais são as minhas glbas que t mais potencial de passar, né, por um stress de maneira eh mais branda e quais são aquelas gllebas que são mais limitantes?
É, como escolher materiais genéticos para cada gleba dessa com essas informações. Aí, tomar muito cuidado. Só a informação da água disponível eh não te traz esse cenário, porque nós temos vários exemplos de áreas com água Disponível mais baixa, muitas vezes solos mais arenosos, que foi construído muito bem um perfil e no final a caixa de água, que é a CAD, é pode ser igual a uma área que tem uma água disponível muito maior. Mas porque não foi construído o perfil, a minha caixa d'água no final fica menor ou às vezes parecida com solar deuso. Legal.
O tem, acho que no próximo slide que a gente coloca a pirâmide da de água disponível, que eu acho ela bastante interessante Porque você fica muito visual de olhar essa questão da da distribuição aí das retenções de água dilidade de água quando a gente compara ela com os teores de argila, de areia, de silt. E aí é muito interessante de ver, né? que realmente a hora que você olha dentro da pirâmide, a jornada da dos solos com a água disponível extremamente baixa no triângulo ali de muito arenoso com muito argiloso, né? E aí ele fica
bem visual da gente olhar Olhar para essa jornada dentro da pirâmide. Exato. E e aqui entra num detalhe importante, né? O gráfico que eu construí são com as cinco classes que nós mais falamos, né? e no dia a dia, mas quando você pega o triângulo textural, ele tem 15 classes diferentes, 14, 15 classes diferentes. E quando você olha ele, fica mais visual de você entender a as relações, né? Eh, porque a análise de solo, ela vai me trazer o quê? Areia, sil argila. E como como é a Combinação dela para me trazer uma informação de
textura? E tá ali, fica muito claro que quanto mais silt, principalmente quando a argila não é muito baixa, certo? essa união de argila com mais silt que me dá maior água disponível. Então, muito alinhado com o próprio gráfico, mas o gráfico ele é siltoso, mas eu não tenho informação de areia, eu não tenho informação de quanto ele tem de argila. E no triângulo textural eu tenho essa informação, Porque eu consigo cruzar, né, os três para eu saber exatamente em que ponto do triângulo textural eu estou. Legal. E ele fica bem visual. E aqui eu acho
que é legal porque ele já começa a trazer aqui dentro também o conceito da do AD1, AD2, AD3, AD4, eh, que ele traz nas colorações, né? Isso nós vamos linkar daqui a pouco com a visão disso dentro da plataforma que que é usar já uma segmentação de das áreas pra água disponível usando o triângulo textural, Né? Então, é, a gente conseguir já começar a trazer e segmentar os talhões em quais são as minhas glebas com eh água disponível maior ou menor e já começar a fazer uma parte de gestão de solo mesmo, né? que a
gente até no podcast com o Breno a gente já trouxe um pouco dessa jornada que era não só usar aquela análise e recomendar, mas como eu faço a gestão do da fazenda como um todo para isso. Então aqui a gente já começa também a conseguir olhar quando a gente Olha as cores e as bolinhas para essa segmentação das glebas por tipo e ou por teores ali, vamos falar de água disponível, né? Perfeito. Eh, Vitor, e assim é preciso que fique muito claro, né, para todos, é, como usar essa informação, porque assim, não adianta nada o
laboratório soltar uma análise igual eh a análise de textura normalmente ela é muito negligenciada, né, em termos de eh de quando chega o laudo, se olha basicamente, ah, tem Quanto de argila? Tanto o cara nem sabe quanto de silt tem. E a gente tá já começou a trazer aqui a importância de olhar esse silt. Mas como usar essa informação do ponto de vista prático? Isso que é fundamental. Eh, amanhã o nosso consultor, eh, pensando aí em reagro, né? Ele vai chegar na fazenda, ele vai pegar essa informação e vai ter uma ideia de disponibilidade de
água das glebas. Eh, e como é que ele vai usar essa informação para posicionar melhor? Então, assim, se eu converso com meus consultores hoje, né, meus amigos eh eh de consultoria, eh, eles vão falar: "Deus, cara, eu consigo posicionar genética olhando isso e não só fertilidade". Agora e eu consigo pensar num sistema safra safrinha, eh, e pegar aquelas glebas que vão sofrer menos potencialmente e explorar ela do ponto de vista de produtividade, de serem as áreas que eu vou plantar primeiro, que eu vou colocar safrinha primeiro e Explorar muito, né, o o a rentabilidade dessas
áreas. eh aquelas que eu tenho maior eh eh risco, né, a podemos falar dessa forma, aquelas que eu tenho maior risco, pegar materiais que sejam um pouco mais eh eh resistente à questão de déficit hídrico e normalmente são materiais que produzem menos, mas vai est mais adequado naquela situação. Então é é pensar essa informação e como usar isso no dia a dia. E aí tem algo interessante, né? Eu trabalho muito com A parte de compactação. O quanto que nós estamos usando essa informação para pensar manejo de compactação? Pensa o raciocínio. Eu faço um diagnóstico muito
bem feito e a gente tem discutido muito diagnóstico, né, pensando em compactação, usando o penetrômetro, mas da maneira correta, né? é o principal fator que impacta uma aste metálica entrar no solo é a umidade, não é a compactação. Então se Eu não controlo a umidade, não serve para nada realmente aquela informação. Então fazer da maneira correta. E eu tenho essa informação para várias glebas. Como é que eu uso essa informação de água disponível e CAD, se possível CAD, né, melhor ainda, porque aí eu tenho a questão de aprofundamento radicular. Eh, para tomar uma decisão de
uma maneira muito simples. Quais são as áreas que eu tenho maior probabilidade de retorno de melhorar ela em termos de Perfil? são aquelas áreas com água disponível menor. Então eu pego o resultado e posiciono nas glebas que eu tenho maior chance de ter um retorno daquela operação. Logicamente que olhando o valor, mas se ele já tiver ali muito próximo quando nós consideramos crítico, eh, e todas elas tiverem naquela situação, quais são as aquelas que têm maior probabilidade de retorno? aquelas que têm maior risco hídrico. Perfeito. Porque isso é muito claro pra Gente que trabalha com
física de solo, né? Ela se expressa a física, né? Tanto a qualidade, pensando em em em qualidade física, quanto em se está ruim fisicamente, ela se expressa muito mais quando falta água. Então, estrutura de solo, agregação, eh, se eu tenho uma RP equilibrada, isso vai se expressar muito mais se eu tenho défic hídrico. Em anos em que a água não é limitante e como ela é o principal fator físico do solo, é a compactação Não se expressa de maneira negativa, é uma falta de aeração não se expressa de maneira negativa. Então, é usar essa informação
também até para definir manejo e as áreas prioritárias quando eu faço um diagnóstico de compactação. Só para você ter ideia do mundo que a gente consegue trabalhar usando essa informação que tá o quê? Na análise de rotina. Legal. Legal. Deve ser. E você tá trazendo bastante. Eu queria que a gente, cara, aprofundasse no que é que Você tá falando um pouco do que que é CAD, o que que é água disponível. Eu acho que era legal. Queria que você que se aprofundasse um pouco mais pra gente, cara. O que que é a diferença um pouco
disso? O o que é eu olhar para CAD, o que é o só olhar paraa água? O que que o produtor consegue realmente ter de ação entre uma coisa e a outra? Queria te ouvir um pouquinho mais sobre ela aí. Legal. Em termos de de água disponível, ela é praticamente Uma característica do solo, né? Então nós falamos que água é característica quando é muito difícil de mudar. E por mais que a matéria orgânica ela seja um fator fundamental, pensando em manejo de solos tropicais, eh, ela tem baixo impacto sobre a disponibilidade de água. Eu queria
que tivesse mais sobre a a CTC do solo, ela tem um impacto gigantesco em solos tropicais. Isso aí é clássico já, né, na literatura. Agora, em termos de disponibilidade de água, Isso não é tão verdade assim. Eu queria que fosse. Só para você ter a ideia, né? A gente tem poucos estudos disso a nível de Brasil, de solos tropicais, mas só para você ter uma ideia, né, de de grandeza, eh num dos melhores cenários eu aumentar 1% de matéria orgânica, que não é fácil de acontecer, certo? Aumentar 1% de matéria orgânica, às vezes a turma
acha que é simples, mas não é simples, certo? Se aumentar 1% de matéria orgânica, eu teria um impacto aí Na água disponível em torno de 2%. Então assim, é muito pouco, né, o impacto que você teria eh numa situação hipotética, né? Inclusive eu vi alguns trabalhos mostrando isso. É, vamos pensar uma situação hipotética. Eu aumentar o Tor de matéria orgânica de 0 a 50, de 1 para 5% de matéria orgânica. É bem hipotético, né? Porque isso não é fácil de acontecer, ainda mais em clima tropical. Você aumentaria 30 ml de CAD, porque aí eu consigo
ter CAD, né? Porque Eh eu tenho a profundidade até até 50 cm, então eu consigo ter uma ideia não só de milímetros por cm, mas já milímetros mesmo. Isso é muito pouco. Você aumentou 4% de matéria orgânica de 0 a 50 cm, certo? Isso, isso é assim, pensando em sol tropical, eu não consigo nem ver a estratégia para fazer isso, mas o impacto disso na na CAD não é tão expressivo, certo? Então, a eh essa parte da água disponível, nós temos Pouca ação. O que que nós temos mais ação? Na CAD, porque se eu pego
a água disponível e multiplico pela profundidade do sistema radicular, aí meu amigo, é pensar como aprofundar raiz. E se tem uma coisa que nos últimos anos a gente tem estudado muito, tem batido muito, é em estratégias para crescer sistema radicular em profundidade, trabalhar a construção de perfil, né, químico, físico e biologicamente. Então, a na CAD é que o Produtor tem grandes oportunidades de manejo para alterá-la. Na água disponível pouco, mas ter essa informação é fundamental, porque sem ela também eu não tenho informação de CAD. Sem ela também eu não consigo eh ver a característica das
glebas e posicionar também materiais a depender da característica já natural de cada área. Legal. E, e é muito interessante porque aqui nós estamos falando de ter o crescimento de matéria orgânica mesmo Ali, ter esse incremento de matéria orgânica significativo que tem um potencial gigante nos aspectos biológicos, que tem um aspecto gigante em prosidade, na infiltração mesmo. Eh, é um aspecto gigante na CTC, né, que a gente sabe o potencial que tem. Mas quando a gente olha pra retenção de pra disponibilidade de água, na verdade aqui em si, a gente acaba tendo um efeito muito menor
da do crescimento orgânico, principalmente por conta da proporção da Fração orgânica do solo dentro do todo, né? Então a gente tem um impacto muito maior dentro dos nutrientes do que na retenção, na disponibilidade de água em si. Isso é um negócio muito interessante, porque a gente tem e que no final, e é muito legal que quando a gente traz a história do conceito do sistema de produção, a gente vê que não é um ou outro, né? que ele é um eu, o outro, que justamente pra gente olhar pra água, nós Precisamos olhar pr pra parte
textural como um todo de uma maneira mais a fundo. Pra gente olhar pra parte biológica, pra gente olhar para nutrientes, nós vamos olhar pro conceito geral do todo e olhar muito pro material orgânico aqui. Mas o que eu acho que é muito legal e aí eu queria ver porque a que a gente tem os exemplos visuais aí de raiz mesmo e tudo, é que água disponível é algo que eu não vou ter tanta capacidade de mexer. Eu vou ter, Lógico, com a compactação, com a melhoria da infiltração da água, é lógico, eu tenho vários fatores,
mas a capacidade desse solo de mudar a água disponível é menor, mas a minha capacidade de acessar essa caixa d'água, essa tá na nossa mão. Perfeito. E aí ela que muda da da água disponível pra CAD, né? Exato. E tem um ponto importante aí também, né, Vitor, que eu acho que é é legal até antes de mostrar essa imagem que é maravilhosa, né, que é ver raiz e Desenvolvendo no perfil, é que é o seguinte, eh, eu tenho com essa informação de água disponível e até de CAD, é uma água potencial. Eh, o que que
faz realmente a planta usar essa água? é desenvolver bem esse sistema radicular, é a gente ter uma cobertura de solo que minimize a perda por evaporação. Legal, certo? Porque a água ela é dinâmica no solo. O que que a gente precisa fazer com que ela fique ali disponível pra planta o Máximo de tempo possível? Mas se eu não tenho uma cobertura de solo que minimiza o processo de evaporação, certo? Se esse sola também é muito solto e a drenagem é muito intensa, que a condutividade hidráulica dele aumentando muito, então eu também tô perdendo essa água
pro lençol freático. Então o solo ele tem que tá equilibrado eh fisicamente, né, no seu interior. Então não pode ser solo muito solto, certo? E ele tem que ter uma cobertura, né? E aí a gente fala Muito de de entender o contexto todo. Então a gente tá falando de água disponível, mas a palha ela é fundamental para eu manter essa água lá, porque não adianta ter só esse potencial se a água evapora muito rapidamente, se ela é perdida por drenagem muito rapidamente, porque por mais que a partir da capacidade de campo, a condutividade hidráulica ela
diminui muito, né, e ainda continua. E se esse solo ele é mais solto, ela se Intensifica. Então é preciso pensar essa estrutura de solo também para manter, né, esse potencial e que realmente a a planta ela consiga usar. Outro ponto importante relacionado com disponibilidade de água são os fatores que impactam ela pensando em planta. Então, se eu tenho uma RP, uma resistência à penetração muito alta, ela não propicia o crescimento radicular. Então não adianta ter esse potencial de água ali se a raiz não cresce, se ela Gasta muita energia, né? Então olha a problemática. Outro
ponto eh, paraa raiz crescer, ela precisa gastar energia para isso. Ela precisa respirar. Se se eu tenho um nível de compactação mais alto, ela não consegue ter umação, né? Esse solo não tem uma aação, aeração adequada, eu não consigo suprir bem oxigênio pra raiz. Se eu não consigo suprir bem oxigênio pra raiz, falta o básico pra respiração, certo? Que é oxigênio. Porque eu consigo Produzir energia via célula de outra forma que não tem oxigênio? consigo, mas ela é 8% de eficiência comparada quando tem oxigênio, ela é 10% de eficiência comparada quando eh tem oxigênio. Então
eu diminuo muito, né, a eficiência de produção de energia e consequentemente de desenvolvimento radicular. Por isso que nós falamos que a o físico do solo ele trabalha muito essas características de solo, mas o que realmente a planta vai conseguir absorver depende de outros Fatores também, certo? Porque o que eu tô falando aqui de água disponível é algo potencial. Eu preciso dar condições paraa planta em termos de raiz explorar esse potencial, que aí a CAD entra muito forte nisso. E por isso que é importante a gente ver foto de raiz crescendo, né? Porque é ela que
vai utilizar todo esse potencial. E nós trouxemos justamente isso, essa exemplificar, né, como eh essa essas diferentes capacidades, né, pensando no que foi construído de Manejo, ele pode alterar essa essa CAD que nós estamos chamando aqui. Por quê? Observe essa esses dois perfis. Ele é de um experimento em uma fazenda. Então o solo é praticamente igual, né, por justamente ter montado um experimento. Então nós temos aí característica pensando nesses dois perfis iguais. Mas por que que um o da direita ali nós temos esse esse desenvolvimento radicular eh muito volumoso e em profundidade comparado aonde a
da Esquerda, né, que a raiz tá concentrada ali muito no 0 a20, justamente construção de perfil. Esse trabalho foi justamente trabalhando com dose de calcário incorporado mais profundamente, trabalhar os outros fatores, né, químicos, fósforo, potássio e o manejo dos dois ali foram iguais depois desse processo inicial. Então não quer dizer que a a raiz do do da esquerda recebeu mais fós menos fósforo que o outro. Não. A diferença básica ali foi calcário. E Olha como nós demos condições para crescimento radicular e o quanto que isso impacta pensando em disponibilidade de água. Se vocês observarem ali,
ó, pelos dados de textura, eu tenho uma água disponível, né, estimada de aproximadamente 1 mm por cm de solo. Beleza? Os dois são iguais. O da direita produziu muito mais do que o da esquerda. E se visualmente você entende o porquê, né? Eh, se eu tenho mais raiz, mais profunda, é mais água Que eu consigo utilizar. E a gente consegue calcular isso, né? Que é uma famosa CAD. Se eu pego essa água disponível, multiplico pelo eh pela profundidade do do de desenvolvimento radicular, eu tenho justamente isso, ó. Se eu observa o o da o perfil
da esquerda, eu tenho uma CAD, que é água disponível vezes a profundidade de desenvolvimento radicular. que ali aproximadamente 80% do sistema radicular tá 0 a 20. Então eu multiplico aquilo Por 20, eu tenho 21.2 mm de água disponível. Se eu pego aí uma demanda, né, de uma cultura e divido por isso, eu consigo ver, ó, quantos dias sem uma recarga de chuva ou de ou de irrigação, essa planta consegue, né, desenvolver bem e sem ter um strress aí considerável. E eu posso fazer esse raciocínio comparado com o da direita. Se eu pego ali os a
mesma água disponível e multiplico agora por 60, eu tenho já um acide de quase 64 mm. Se eu Faço esse mesmo raciocínio, né, eu consigo ver quantos dias essa cultura que tá implantada nesse solo consegue passar sem ter aí um estress considerável do ponto de vista de déficit. Então isso aqui é fundamental. Eu gosto de fazer um uma analogia, ô Vitor, eh da seguinte forma, pensando aí, principalmente pra turma que tá mais eh eh na cidade, né, e muitas vezes tem dificuldade de entender esse conceito. Eh, nós temos um sistema de Abastecimento de água, certo,
que é feito por uma empresa. Eh, eu tenho duas casas, uma tem uma caixa de água de 1000 L, outra tem uma caixa de água de 2.000 L. Com abastecimento normal de água, ninguém nem vai perceber quem tem 1000, quem tem 2000, que é quando eu tenho uma recarga de chuva e irrigação constante e muito bem feita. Deu um problema relacionado ao abastecimento de água. Todo mundo é avisado, a planta também, porque ela tem sinalização para isso. Então, o que que a gente faz? Limita o consumo de água. Nós fazemos isso em casa, a planta
também. Só que quem é que vai conseguir manter por mais dias suas atividades básicas? Não quer dizer que ela vai ser o top e o que ele faz diariamente quando o abastecimento tá OK, mas vai por mais dias conseguir tomar banho, conseguir lavar louça, conseguir fazer as atividades que precisa fazer dentro de casa. Então é uma analogia que é importante também Quando eu tô trabalhando com perfil de solo, com entender CAD, com entender que o solo é uma grande caixa d'água. Quanto mais eu aprofundo o sistema radicular, maior a minha caixa d'água. Cara, e isso
é muito legal e essa analogia, ela é muito bacana, porque você traz realmente é é o exemplo total, né, que é eu olhar e falar, quando tá tudo certo ninguém sente. Quando tá tudo certo, a gente não vê desafio ali dentro daquele sistema. Agora na hora do do desafio. E e eu acho Que isso é muito legal para agora, porque nós estamos em momentos cada vez mais desafiadores de veranico, de inconsistência realmente de chuva, de agressividade de chuva maior com o espaçamento depois dela. Então quando a gente olha para essa jornada, a gente fala assim:
"Eu não tenho como controlar essa chuva, mas eu tenho como controlar quanto que eu uso dessa água. E eu queria até fazer que eu acho que é um Comparativo, que que o que eu entendo nessa foto muito forte, me parece assim, a caixa d'água pode até ser a, vou falar que nós estamos olhando duas caixas d'água diferente, mas quando eu olho aqui me parece que eu poderia até olhar e falar que a que a água disponível seria ter o mesmo tamanho da caixa d'água, só que na foto da esquerda é como se eu tivesse um
cano na metade da caixa d'água e aí eu só tô usando metade dela. E a foto da direita, eu tenho uma Caixa d'água do mesmo tamanho, mas eu tô com a saída da água no fundo da caixa, então eu tô conseguindo usar ela inteira. Então me parece muito forte que eu tenho os dois fatores aí, né? Um é quanto que eu aproveito mais da água disponível ali e o outro um é como eu armazeno mais água mesmo, né? Então assim, como que eu tenho uma caixa d'água maior e o outro é como que eu tenho
uma planta que consegue absorver e usar todo o potencial daquela caixa, né? E aí eu acho que isso é interessante porque a gente tem as duas discussões direto no campo, né, que é eu entender aonde tá minha água. Então assim, eh, eu melhorar a infiltração de água, eu melhorar a porosidade, eu ter palhada para diminuir a evaporação. E então assim, eu ter uma jornada de entender e falar: "Cara, vamos aumentar o tamanho da nossa caixa d'água". E o outro éonde a gente faz essa busca, né? Aonde eu coloco o cano de saída para eu saber
Quanto que eu aproveito daquela caixa que eu já construí, né? Exato. E e esse racioczinho ele é muito legal, né? Porque eu eh não sei se você lembra, nós fomos visitar uma propriedade justamente que tinha essa diferença, né, de crescimento radicolar em profundidade. Eh, assim, lado a lado, né? Isso é isso é muito legal. E e o potencial tá tão ali que quando a gente avaliou, né, naquele momento, a umidade, onde eu tinha mais umidade em Profundidade, era onde a raiz não estava lá. Legal. Quando eu pegava, para avaliar a umidade em profundidade, onde eu
tinha mais raiz, o solo tava mais seco. E por que que tava mais seco? Porque tinha raiz absorvendo água ali. No outro eu não tinha raiz absorvendo. Eu só tava perdendo a oportunidade, certo? Porque a água tava lá querendo ser utilizada, né, pela planta. Só que eu não dei as condições, né, pensando em manejo, para que a raiz Aprofundasse até aquela profundidade, usasse aquela água e ela estivesse tão seca quanto o outro. Então, é justamente essa ideia de potencial, né, e usar esse potencial, porque o solo é uma grande caixa d'água. Legal. E é legal
isso que você tá falando, porque assim, a gente dentro do 3A RB Solo, a gente tem clientes do Rio Grande do Sul, a cara todo o norte, assim, a gente tem cliente no Brasil todo. E essa mesma conversa se repete em lugares completamente Diferentes, né, que é muitas vezes eu tenho água disponível ali embaixo, mas eu não tô usando ela. Mas eu queria até trazer uma uma provocação nessa questão da caixa d'água. Como que vocês têm visto na prática a questão dos sistemas irrigados versus o aproveitamento de nutriente no perfil e tudo? Porque que a
gente comentou que são duas coisas, né? Uma eu olho o tamanho da minha caixa d'água, o outro quanto que eu tô usando, mas no momento de não ter falta de água, Às vezes eu não tô percebendo. Como que vocês têm visto a construção de perfil do solo e essa jornada toda da CAD em sistemas rigados e sistemas sequeiros? Vittor, esse esse é um grande desafio porque eh olha a minha fala inici ao longo dessa conversa, né? Quando a água ela está no jogo, os fatores físicos eles são menos expressivos, certo? Qualquer outro fator físico e
às vezes químico também. Quando essa água falta, começam a aparecer, né, esse esses Problemas. Do ponto de vista de áreas irrigadas, o que que nós temos percebido? que como essa é uma verdade muito grande, uma baixa preocupação em construir perfil em áreas irrigadas. Eh, se constrói muito bem o 020, às vezes no máximo ali um 0 a30 e abaixo disso nós não temos uma construção para crescimento radicular. E esse é um problema muito sério, porque mesmo em áreas irrigadas, em vários momentos e vários anos, eu não tenho a Água para na quantidade que eu precisaria
para suprir a minha cultura. E nós temos alguns exemplos desse, inclusive em em clientes, né? E aí nós vamos observar as produtividades de áreas irrigadas e áreas não irrigadas, as não irrigadas produzindo mais. Por quê? Porque, ô, como eu sei que a entrada de água ela é decorrente de chuva e isso é muito é é errático, né? E na irrigação eu vou lá e faço, acaba que tem-se trabalhado menos perfil de solo Em áreas irrigadas. E isso é tão forte que dificilmente um campeão do CESB, né, o Breno faz parte do CESB, então ele na
no podcast anterior inclusive comentou algumas coisas relacionadas ao CESB. Dificilmente um campeão do CESB é de área enrigada comparado ao não enrigado. Tem alguma coisa aí, né? É, nós estamos falando que o principal fator para agricultura é água. Se eu tô disponibilizando água, por que que eu não sou sempre o campeão de Produtividade soja na área irrigada? Porque tá faltando ajustar pontos relacionados a perfil. E nos últimos anos várias áreas irrigadas não t quantidade de água disponível mesmo paraa irrigação como precisaria. E aí a lavoura sente muito, certo? Porque não tem uma construção de perfil.
A CAD é baixa, às vezes a água disponível, OK, mas quando eu multiplico pela profundidade do sistema radicular, eu não tenho essa essa disponibilização Paraa planta. Legal. E eu e eu perguntei isso porque isso foi um caso muito interessante que a gente teve, inclusive recente no laboratório, olhando para um cliente de café e eu tenho, nós somos produtores de café, né? Então eu tenho muita familiaridade de olhar pra cultura do café. E a gente teve um caso muito interessante de ver outros nutrientes mesmo que quando a gente tava, a gente olhando para boro na folha
e tinham duas lavouras onde uma tava baixa, o baixo Boro na folha, a outra alta e a hora que a gente olhava, isso era numa área, numa área irrigada, ele tava subindo o boro pra folha. na área sequeiro, esse boro não subia pra folha e a hora que a gente começou a olhar o solo, tinha muito boro no solo, mas a gente não tinha cálcio, a gente não tinha magnésio, então assim, a gente não tinha raiz descendo e não tinha condição dela conseguir aproveitar aquele boro que tava no solo para subir pra planta. E a
hora que a gente estava No sistema irrigado, ele meio tampou um pouco essa história e foi embora. E aí a gente começa a ver que nessas áreas a gente teve um outro caso eh de um de uma lavoura que a gente foi que era extremamente produtiva, mantendo irrigada, só que ela tinha alguns ajustes em perfil para ser feito. E a hora que teve problema com a parte de energia elétrica e eles cortaram água na irrigação, a média de produtividade despencou. Então, chamou e Aí e quando a gente olhava nessa área mesmo, a gente olhava, por
exemplo, potássio no perfil tava cheio de potássio, mas ela limitava e não tinha um crescimento radicular em todo ele. Então a gente começava a olhar que aqui era um efeito já de olhar não só pro aproveitamento de água, mas pro aproveitamento de nutriente que é influenciado para eu conseguir buscar aquela água ou não. Então eu acho que é muito legal essa conversa porque a gente Olha pra água, a gente olha para aproveitamento de nutriente, a gente olha pra resiliência nos períodos secos, só que toda essa conversa em volta de como que eu aproveito melhor e
como que eu tiro da do da AD ali água disponível pra cade realmente de eu olhar a capacidade de água disponível quando eu coloquei a cultura dentro dessa jornada. Isso é isso é muito legal. Isso é muito fascinante. Perfeito, Vitor. É justamente isso, Cara. É, é preciso estar muito atento, né, a a oportunidades que nós temos de manejo para otimizar o uso de água, seja em áreas irrigadas, seja em áreas não irrigadas. Então, assim, tudo que eu puder fazer, né, para construir perfil, para dar condição de crescer raiz para eu utilizar o máximo possível dessa
caixa natural que nós temos, nós temos que fazer isso, né? É independente se a se o aporte de água é somente via chuva ou se é viauva mais irrigação. Então, Isso é fundamental. Legal. E aqui eu acho que a gente tem um tema que ainda muitas vezes tá sendo pouco discutido, que é a questão do da eficiência do uso da irrigação, né? E aqui entra uma jornada porque quanto melhor for meu acesso à água da minha caixa, mais eficiente pode ser o meu sistema de irrigação. Então às vezes a gente pode olhar que é não
só o fato eu ser irrigado ou não, mas quão eficiente eu sou no meu irrigado e quanto se Interfere. E aqui eu queria até pegar um parênteses rápido, mas eu dei uma palestra na sociedade rural brasileira na semana passada e e o pessoal de lá, pessoal mais velho, me trouxe uma jornada muito interessante quando a gente começou a falar sobre eficiência de água, que foi a migração do café do Rio de Janeiro pros outros estados quando veio na na introdução do café no Brasil. Um dos grandes conflitos que teve paraa migração do café foi o
Consumo de água com as cidades quando eles estavam dentro das áreas de de serra no Rio de Janeiro. Então a gente olhava para isso, que era o café consumindo água. Isso na história, nós estamos falando de algumas centenas de anos atrás aqui e e nós estamos voltando a discutir agora em várias áreas no serrado, em várias áreas, voltando a falar da gente com sistemas irrigado, competindo às vezes com com a própria cidade com relação ao consumo de água. Então, a gente olhar para quão eficiente nós somos no uso da água da irrigação através de uma
boa construção de perfil, através de um bom uso da água que eu tenho, eu acho que tem um efeito não só na na nas jornadas da sustentabilidade de agricultura regenerativa e nada disso, mas numa jornada prática do produtor mesmo, né, cara? Quanto que eu invisto nos meus sistemas e tudo mais. Perfeito, V. Exatamente isso. E assim, até para te provocar um pouquinho, né, Que e isso é importante, as trincheiras que eu mostrei ali, né, o Flávio, que é nosso consultor e desenvolveu aquele trabalho e eu também, né, já trabalhei muito abrindo trincheira e e avaliando,
né, meu doutorado inteiro foi abrindo várias trincheiras. Nós sabemos que não é fácil, né, fazer isso. Legal. Para observar até que profundidade tá aí no sistema radicular, para fazer coletas, etc. Então, eh, como nós podemos, né, ter informações mais fáceis, eh, que Logicamente que eu posso abrir uma trincheira para checar, mas como é que a gente consegue, né, ter informações mais fáceis para avaliar a CAD, porque a água disponível eu a partir de uma textura, a gente tem, né, informação. Mas como ter uma ideia de potencial de crescimento radicular, até qual profundidade, né? Esse é
um ponto importante e que o laboratório pode e tem nos ajudado muito, né? Então, eu queria que você comentasse um pouco sobre isso, eh, pra Gente avançar em coisas que é tão mais fáceis de serem feitas, porque sair na abrir trincheira em tudo que é lugar, em várias glebas, não é algo tão fácil de ser feito pra gente observar exatamente até que profundidade o sistema radicular tem ido. Legal, bacana, Davis, porque isso isso é uma jornada legal que a gente até tem trazido, vou até colocar na tela, que é nós estamos evoluindo. Acho que a
visão que a gente trouxe com o Breno no último podcast, a gente Trouxe muito conceito de olhar o sistema de produção como um todo. Então a gente olhar para todos os pilares, né? Então a gente olhar pra água, a gente olhar pra construção de perfil, olhar pra atividade biológica, olhar pra planta como um reflexo daquela construção do sistema. E aqui tem um ponto que a gente ficou muito, que é como que eu olho pra água disponível mesmo, né, ali dentro. E como que eu olho pra CAD? E aqui é legal vocês olharem na tela, a
gente tem aqui Uma uma um painel que a gente tá acabando a construção dele assim, que a gente vai trazer muito forte, que é eu combinar as duas coisas, eu começar a olhar paraa água disponível no perfil, então a gente tem dois talhões ali específicos quando a gente olha pro perfil, né? Então a gente tem o talhão do catuí, o talhão do abacate margarida, aonde a gente tem ali dentro águas disponíveis relativamente semelhantes. Então assim, os dois no AD5, né? Então, Com uma alta disponibilidade de água. Só que quando a gente olha pro perfil do
solo, a gente olha um talhão, aquelas duas bolinhas são cada uma é um talhão. E a gente olha um com crítico paraa construção de perfil de solo em termos de nutriente e a outra ideal paraa construção de perfil de solo. Então assim, é muito mais bonito e muito mais legal olhar aquelas duas fotos de raiz na trincheira. Só que eu consigo abrir raiz na trincheira. é uma realidade para Todo produtor, para todas as áreas, para todos os meus talhões? a gente sabe que não, mas quando a gente olha para uma análise de rotina para eu
conseguir fazer amostragem até 60 cm, fazer amostragem das amostragens tradicionais até 60, até 80, até 1 m, e eu consigo ali, nesse caso, nós estamos indo até 60 cm e olhar e falar, nós temos água disponível semelhante nos dois, mas um a CAD dele com certeza vai ser maior. Então eu tô medindo a raiz, não, mas eu Posso com certeza inferir que aquele que tá, aquela bolinha que tá no verde vai aprofundar muito mais do que a bolinha que tá no vermelho. Então nós estamos trazendo aqui uma visão cada vez maior de olhar que quando
eu cruzo as duas informações, eu começo a inferir a CAD. Eu posso afirmar que ela é aquilo, não porque eu não tô medindo a raiz, mas eu posso começar a inferir que a CAD daquela bolinha verde, daquele talhão em verde do Catuaí, vai ser muito maior do Que a do talhão do Margarida que tá no vermelho. Faz sentido? Acho que é esse é um pouco do conceito do que a gente pode trazer para da de dentro da pesquisa pra escala. Exatamente, Vitor. Eh, é aquela questão que eu comentei, né? Nós precisamos ser práticos, pegar informações
que já são, né? eh feitas. E aí, logicamente que é preciso avançar em análise de perfil, eu precisar mostrar eh em camadas mais profundas, eu preciso fazer avaliações em camadas mais Profundas para que a gente consiga, né, ter informações que estão na rotina para nos ajudar a ter mais noção de resiliência, de gleba, de posicionamento de material, justamente tendo a informação da CAD, porque também só ter água disponível, como não comentei no início, é uma informação, Mas é é principal ter a profundidade ou potencial a potencial profundidade do sistema radicular. E tendo essa informação de
perfil, eh, como é que eu Tô no 20 a 40, como que eu tô no 40 60 em termos de de fertilidade, isso já me dá uma ideia de potencial de crescimento radicular. Então, eu já consigo ter uma ideia também de CAD. Eh, e aí esses esses dois exemplos são são eh foram fantásticos, né, pra gente entender essa diferença. Águisponíveis iguais e com CAD diferentes quando a gente analisa o perfil. E nós temos também, né, Víor, outra outra situação que pode ocorrer de de água disponíveis diferentes, ou seja, Uma área que tem uma água disponível
alta, a outra com água disponível mais baixa. Mas se a o mais baixo tiver com uma construção de perfil melhor, ela pode ter uma CAD às vezes maior do que aquela que tinha uma água disponível maior. Então, olha o manejo entrando, né, no processo. Beleza, eu tenho pouca ação sobre a água disponível. Mas o que é que eu vou fazer nas minhas áreas para eu explorar o máximo possível o conceito e o que nós estamos falando de CAD? É, é Isso que é fundamental. E essa ferramenta que o laboratório tá trazendo é fantástica para que
a gente consiga enxergar isso de todas as glebas ao mesmo tempo, de quem é consultor de todas as propriedades para fazer benchmarket e diárias. Então assim, isso é fundamental pra gente ter informação, mas o produtor, o consultor precisa mostrar, precisa mandar pro laboratório para ter essa informação, senão nós ficamos só no achismo, né? E nós estamos Na era de olhar dados e tomar decisões com base em dados. Legal. Isso é muito legal. E eu quero colocar e falar essa foto, ela tava no podcast passado e quem já viu outras apresentações minha viu que ela entra
em todas as apresentações. Eu eu virei meio fã dessa foto de olhar construção de perfil mesmo. Isso daí é uma área de primeira safra nossa de café. E eu falo que eu gosto muito sempre de trazer ela porque ela para mim elucida muito essa jornada da gente Olhar cara visualmente o que é CAD mesmo, né? F assim que ali nós estamos olhando 2 m de crescimento de raiz extremamente volumoso e que aquilo faz muito sentido. Eu gostaria de ter aquilo para todas as áreas, só que a gente começar a ter ferramenta para visualizar aquilo na
prática já assim acho que facilita muito essa jornada pros consultores, pros produtores. E muito eu acho que dentro dessa jornada que é se a gente quer Construir esse tipo de sistema de raiz, se a gente quer construir sistemas robustos, eu acho que é muito legal que você trouxe falar assim: "Eu tenho muito medo de quando a gente fica num cenário de onde eu tô hoje, para onde eu vou. E eu acho que assim, se trouxesse uma recomendação prática, é entenda onde você está agora, né? Então assim, vamos ter o diagnóstico de fertilidade tradicional, mas não
vamos olhar só paraa superfície, vamos olhar pro Diagnóstico de fertilidade no perfil, porque ele vai me trazer informações não só de nutrientes, mas ele vai me trazer informações de resiliência dessas lavouras com relação ao uso da água e dos nutrientes dentro dessa jornada. Então assim, como eu tiro uma capacidade de uma água disponível para qual é a capacidade de água disponível para minha planta quando eu faço uma amostra de fertilidade em perfil e uso as análises físicas dentro Disso? Seria por aí? Exatamente isso, Vitor. E logicamente que é preciso pôr um parêntese, né? Eh, cuidado
com compactação, porque ele pode ser o que vai distorcer um pouco isso. Então, cuidado com a compactação, porque ela limita crescimento radicular da mesma forma que alumínio, da mesma forma que uma fertilidade ruim em profundidade. Então, olhe para as informações que o laboratório vai te trazer e tenha um olhar também paraa compactação, porque Ela é também um fator fundamental pensando em crescimento articular. Então essa dica ela é importante também. Excelente. E é legal que na tua fala mais cedo você já trouxe a questão do olha pra compactação, mas faz isso bem feito, né? Que é
aquela história de vamos olhar a resistência penetração e tudo, mas vamos até lembrar que a água é um dos maiores efeitos de resistência penetração, né? Então simplesmente fazer resistência penetração por fazer a aí Não faz muito sentido, né? Mas vamos fazer bem feito o que a gente tá disposto a fazer. E eu acho que esse serve para todas as jornadas, né, Davon? Muito bom. Tem tem algumas perguntas aqui já. Eu vou aproveitar. Nós temos alguns minutos aqui para trazer um pouco delas. Tem algumas perguntas e alguns elogios aqui. A as tuas falas. Muito legal de
de ver isso. Mas o o Leonardo trouxe aqui pra gente uma pergunta que é Davidon. Atividade de argila se alta ou Baixa tem a ver com a água disponível em e em quais termos? E em termos de de atividade de argila, normalmente isso tem relação com carga, né? se eu tenho uma argila às vezes saindo de um para um e indo dois para um. Então, normalmente a atividade de argila, pelo menos o que eu tenho escutado de conceito sobre isso, tá muito mais relacionado com a pensando em mineralogia, né, dessa argila. Se for isso, realmente,
quanto mais carga essa argila tiver, e aí a Argila dois para um, ela tem, né, essa característica de ter mais carga, né, ela tem uma área superficial maior, eh, um uma densidade de carga maior também, então ela tem capacidade de reter mais água, certo? E essa retenção, como eu falei, ela não tem uma relação direta com disponibilidade, porque ela pode reter tanto, mas tão forte, que a minha água disponível pode ser igual a um sol arenoso. Então, eh, tomar um pouco de cuidado com isso, porque você pega aí em Termos de solos a nível de
Brasil, nós não temos tanta variedade ou pelo menos uma quantidade tão grande desse tipo de argila, né? Então, e o sul do Brasil tem um pouco mais devido a questão de clima. O Nordeste também tem um pouco mais. as principais classicos, nós vamos ter isso aí, eh, chernossolo, eh, vertissolo. Então, nós vamos ter uma característica dessa. Eh, e do ponto de vista físico são solos, principalmente os vértic solos, bem complexos do ponto de vista De trabalho. Retenção muito alta, mas disponibilidade nem tanto. E uma questão muito difícil, né, de ser trabalhada é quando ele tá
muito úmido, muito plástico, muito pegajoso. E quando ele tá muito seco, duro igual pedra. Então, olha o quanto que essa característica de argila também impacta nessa parte física, né, e também na parte de disponibilidade de água. Legal, show de bola. O Inácio Mucaijala, acho que é isso, não sei se eu falei certo, Ele trouxe aqui que Davon muito bom. Passam cerca de 11 anos desde que fomos colegas na UFRB em Cruz das Almas, Bahia. Está de parabéns, sua explanação está ótima, mas tem uma dúvida. Será que essa interpretação em relação à textura, diante das mudanças
climáticas e da necessidade de uma agricultura mais sustentável e eficiente, poderá ser afetado ou será sempre a mesma? eh em termos da da da do que nós estamos trazendo, né, que é estimar água Disponível com base em dados de textura, eh, isso aí vai ter um impacto muito pequeno, eh, porque a textura ela não muda, pelo menos na nossa escala de vida, nós não vamos ter essa alteração. Nós podemos ter essa alteração relacionada a carbono, é, mas como eu comentei, né, infelizmente ele não tem um impacto tão grande em disponibilidade de água, né, como nós
gostaríamos que tivesse. Então, nesse cenário de mudanças climáticas, o que nós estamos Trazendo do ponto de vista de informação, ela é pouco afetada, mas logicamente que o manejo ele tem um impacto, né? Eh, vamos pensar e com as mudanças climáticas, o que nós estamos vendo é cada vez mais extremos. Quando no passado os extremos climáticos eram exceção, agora tá virando quase regra. Então, quanto mais eu trabalho entendendo as informações, a os riscos climáticos e os riscos das minhas áreas, quando eu tenho informação de água Disponível e trabalhando manejos que tornem essas áreas, essas áreas, quando
eu falo as lavouras, né, menos susceptíveis a a essa, a esses extremos, aí sim eu tô pegando essa informação, entendendo a mudança climática e tentando conviver com ela e me adaptar a ela. e ter informação é fundamental para isso. E o que nós estamos fazendo é justamente isso, dando informação para tomar melhores decisões relacionadas a esses extremos climáticos. Por exemplo, A região ali, né, onde eu atuo muito, que é a região de Lavras. Eh, nós tivemos um fevereiro assim que eu pergunto pros mais velhos, eles não lembram de um fevereiro que não teve nada de
chuva, 35, 40 dias sem chover em pleno fevereiro e início de março. Então, assim, a realidade vai ser muito essa. É, o essa próxima safra nós vamos ter algo parecido, possivelmente, eu só não sei se vai ser em fevereiro, se vai ser em janeiro, se vai ser em março, mas Possivelmente nós vamos ter também um algum outro evento aí e de eh fora do normal, certo? Porque isso tá se tornando regra, né? Então nós temos que estar preparados em termos de manejo e para isso eu preciso ter informação, trabalhar com base em dados e informação.
Legal. Isso é muito bacana. E é muito legal porque quando a gente olha pros cereais, nós temos uma jornada só de olhar, de de olhar produtividade, de olhar a resiliência mesmo e tudo. Quando a gente olha no café, a gente vê uma jornada de olhar também muito forte para além só da questão da produtividade da da resiliência daquela lavoura em termos de compor açúcar e melhorar a qualidade de bebida até, né? Então a gente tem uma um efeito potencial dentro da jornada inteira de olhar para essa jornada toda, desde o pegamento de florada até enchimento
de fruto aqui, qualidade de bebida. Então e e a hora que você olha para dentro dessa história Das mudanças climáticas e tudo, elas têm sido muito olhada, né? E eu tô comentando no café dendo, que a gente tem cada vez estreitado mais as áreas de potencial de produção, né? E aí a hora que você olha aí, você combina essa informação toda, ela tem tem uma importância gigantesca, né? Eu vou trazer aqui, tem uma pergunta do Marcos Enerato. Marcão, o Marcão trouxe aqui o exemplo é de solo orgiloso comparado ao solo arenoso. Qual seria a CAD
em Milímetros de solo argiloso versus solo arenoso? A gente tem uma estimativa disso? É o que que o que que nós temos, né? Dentro desse banco de dados, né? A própria Embrapa construiu uma equação para estimar isso, né? Que é o que nós usamos, é o que o Ministério da Agricultura tem usado pensando no nos arc, né? que é o o zoneamento agrícola de risco climático. Então, nós temos a capacidade, com a análise de textura, fazer uma estimativa dessa água Disponível. Ah, o que que nós temos, né? Inclusive um dos gráficos ali, eu mostrei essa
de maneira média, né, de um solo arenoso de 0,6 mm/ cm, indo para 1.2 de média, eu tenho aí casos que isso vai ser 2 eh 1.8, certo? A depender dessa questão de textura, onde é que eu tenho maior e maiores chances de estar acima de 1 mm por cm? Solos que tem um pouco mais de silt. Então, e menor que 08, 05, solos mais arenosos, certo? e também os muito argilosos, Principalmente se ele tiver aí uma percentual de silt muito baixo associado. Então, de maneira geral, nós estamos nesse caminho. Em termos de CAD, vai
depender da profundidade. Então, se eu vou pegar esse 1 mm, eu vou multiplicar por quanto? Por 20 cm ou por 80 cm? Aí a minha CAD sai de 20 mm para 80 mm. Então, em termos de CAD, eu preciso ter uma informação de aprofundamento radicular. Em termos de água disponível, Com base na textura, eu consigo te dizer se é 0,5 mm por cm de solo, se é 1, se é 1,5, se é dois, certo? A depender dessa informação. Legal. E é legal porque você potencializa, isso é muito interessante, né? Porque a gente, aquilo que a
gente viu na na foto ali atrás, né? A gente tem às vezes cads completamente diferentes e não só por causa da água disponível em si, né? Mas pelo efeito das duas coisas, né? E a gente viu, a gente tinha visto alguns casos que a Gente tava falando mais cedo, né, de áreas às vezes mais arenosas, com às vezes uma água disponível menor, só que com uma CAD maior do que em áreas mesmo de silt mais alto, com uma água disponível maior, né, só que com um perfil do solo mal construído. Então, e isso é muito
legal, porque às vezes a gente tá é muito culturalmente, o produtor olhando pra água, olhando pra textura, porque ele quer olhar pra água e ele tá esquecendo de olhar e cruzar Para chegar na CAD mesmo para ele olhar quanto que a planta dele pode aproveitar. Então, acho que essa é uma jornada muito legal e eu acho que é uma mudança cultural mesmo, né, Denison? É uma mudança cultural a gente conseguir começar a olhar para quanto a minha planta aproveita de água dentro do meu sistema e não só quanto que o meu sistema tem de água
disponível ali. E esse é um efeito que eu gosto muito de trazer para todos os produtores, né, que Esse é o efeito de nós como produtores sendo ativo e não nós seros passivos em falar que aquilo ali é a água disponível que eu tenho, mas é como que nós podemos ser ativo em falar, eu vou aproveitar melhor a água que tem dentro do meu sistema. Só que para isso a gente tem que fazer e aí a gente tem que entrar em ação mesmo. E eu acho que essa é uma jornada muito legal, né? Sim. Davon,
tem mais uma pergunta aqui o Leonardo trouxe pra gente que é: Davidson, o que é uma Estrutura do solo fraco e o que é uma estrutura do solo forte? Você considera? Legal. Eh, quando quando nós comentamos de estrutura, né? Eh, nada mais é do que nós pensarmos as partículas primárias e como ela está arranjada nesse sistema. Quais são as partículas primárias? areia argila e a matéria orgânica entrando, né? E nesse nesse contexto. Então, toda vez que há uma união dessas partículas, eu crio agregados. Esses agregados geram uma estrutura no meu solo. O que que Normalmente
nós dizemos que eu tenho uma boa estrutura? Quando eu tenho essa essa essa formação de agregados, isso me gera uma porosidade que ela é muito interessante, que é entre os agregados eu tenho uma porosidade maior, que é o que me dá eração no sistema, pensando em solo. E dentro dos agregados eu tenho uma porosidade menor, que é a porosidade responsável por quê? Por retenção de água. É nessa porosidade que eu vou ter a água, minha água disponível. Por quê? Aquela outra porosidade, né, que nós temos entre os agregados, ela é uma porosidade de drenagem e
de aeração desse solo. Então, quando eu tenho esse contexto formado e quem me dá isso não é nenhuma máquina, não é um arado, não é um subsolador, quem faz e constrói isso é o tempo associado com orgânico, com biológico, com raiz, com palha, com adição de matéria orgânica. Aí eu crio uma estrutura que nós podemos chamar de forte, né? E isso depende também um Pouco da mineralia, né? Pensando em argila, se eu vou ter uma estrutura em blocos e eh prismática. Então assim, essa estrutura, pensando em agregado, ela depende muito também da da parte da
argila. E pensando numa estrutura fraca, é uma estrutura pulverizada, em que eu tenho, eu não tenho um equilíbrio entre porosidade e eh poros menores e poros maiores, ou é sempre muito grande ou é sempre muito pequeno. Então isso é ruim, porque eu preciso ter um equilíbrio Entre aeração e retenção de água, certo? Se eu não tiver esse equilíbrio, eu não tenho a melhor condição física pro crescimento das plantas e e esse equilíbrio é fundamental. Legal. Fantástico te ouvir. Davon. você trouxe um ponto. A gente tem mais uma pergunta aqui antes da gente encerrar pra gente
tá ficando no limite do nosso tempo aqui. Mas só para trazer um ponto já, pessoal, assim, nós estamos colocando com o Breno, a gente viu o Sistema de produção como um todo e agora nós estamos colocando uma lupa, né, com o Davidon na água, na construção de perfil e já trazendo que em breve nós vamos já trazer as datas e tudo, nós vamos ter com a Dra. Mendes da que criou toda a jornada da BOAS na Embrapa para aprofundar no pilar biológico. Então nós vamos estar divulgando em breve. Sigam a gente no Instagram, sigam a
gente n nossas redes, porque nós vamos estar divulgando daqui a pouco aí um pouco a Nossa jornada que nós vamos estar com a Dra. Ieda Mendes aprofundando na BOS, no pilar biológico no nosso próximo podcast. Davidon, para uma última pergunta aqui rápida. A utilização de medições de condutividade elétrica pode auxiliar na estimativa de capacidade de água disponível? Uma pergunta do Marcelo Ramos Rask. Legal. Bom demais. Eh, a parte de condutividade elétrica, o que, como é que a gente usa, né, essa informação? Eh, a condutividade Elétrica, ela é decorrente de umidade, certo? Então, quanto mais água
eu tiver, mais corrente elétrica eu conduzo, né? Isso no solo. E quanto mais água eu tiver, menos corrente elétrica. Então eu tenho uma informação de umidade, certo? Também uma inferência de umidade, mas o ponto de vista de entender e utilizar essa informação sem considerar a a ideia de umidade no solo é que ela tem correlação com textura, ela tem correlação com fertilidade. Então, se eu Tenho solos mais argilosos, eu tenho mais carga. Mais carga quando atividade elétrica é favorecida. Se eu tenho uma fertilidade maior, ou seja, eu tenho mais Cons ali, maisions, isso também é
carga. Então eu também tenho um impacto em conutividade elétrica. Então a conitividade elétrica, ela pode ser sim eh pode nos dar, né, informações e inferências relacionadas à disponibilidade de água. A questão é, eu não conheço, né, pelo menos, nenhum Nenhuma equação que me diga, ó, a partir de um dado de conitividade elétrica, eh, eu tenho uma estimativa de água disponível, como nós temos, por exemplo, pra textura. Eu posso ter uma inferência, mas essa quantidade elétrica mais alta, ela foi decorrente de quê? Da textura, da fertilidade ou da umidade? Eu vou ter que ir lá medir
para saber exatamente quem foi que influenciou essa condutividade elétrica. Então, nós usamos muita conitividade Elétrica para definir áreas de amostragem, que é algo importante, porque olha o que nós estamos comentando aqui, tomar, pegar a informação, fazer a amostragem, levar pro laboratório para termos o dado e eu posso ser guiado nessa amostragem com uma continidade elétrica tranquilamente, mas inferir já diretamente sobre água disponível é mais complexo, porque são vários fatores que impactam. a condividade elétrica no solo não é só e eh por exemplo textura, não é Só umidade no solo, não é só fertilidade. Legal, show
de bola, Davidson, obrigado. Eu acho que quero enriqueção bastante. Para mim foi um aprendizado grande estar ouvindo essa jornada toda contigo. Eh, pessoal, obrigado pelas perguntas. Eh, foi um prazer muito grande ter todos aqui contribuindo com as perguntas, com essa jornada. Pra gente no 3 Ribeir Solo, eh, a criação dos podcasts e aprofundar em temas cada vez mais Técnicos é uma jornada extremamente interessante e que a gente quer trazer cada vez mais. Então, como eu falei agora há pouco, nós vamos ter o próximo com a Dra. Mendes entra aprofundando no pilar biológico e nós queremos
que todos aproximem, estejam perto da gente, quem quiser conhecer mais as ferramentas de uso, a gente o que a gente traz cada vez mais forte é a nossa jornada de C3RO com uma central de inteligência em diagnóstico, ela vai passar cada vez Mais forte por uma jornada de aprofundar em dados, aprofundar inteligência de dados e buscar cada vez mais informações para ter decisões mais assertivas. um agro cada vez mais forte e cada vez fazendas mais lucrativas, produtores mais estáveis, resilientes e que a gente consiga acompanhar essa jornada brasileira de ter um agro cada vez mais
forte. Davidon, obrigado novamente e a gente eh se vê no próximo podcast com a Dra. e a gente aprofunda cada vez mais Na discussão. Muito obrigado. que agradeço.