[Música] Terceira epístola de João e leemos, irmãos, do verso primeiro até o verso 15, 15º. O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. Pois fiquei sobre modo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade. Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos. Isto fazes mesmo quando são estrangeiros, os quais
perante a igreja deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus. Pois por causa do nome foi que saíram, nada recebendo dos gentios. Portanto, devemos acolher esses irmãos para nos tornarmos cooperadores da verdade. Escrevi alguma coisa à igreja, mas Diórefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, farlhei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa
da igreja. Amado, não imites o que é mal, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus. Aquele que pratica o mal jamais viou a Deus. Quanto a Demétrio, todos lhe dão testemunho até a própria verdade. E nós também damos testemunho. E sabes que o nosso testemunho é verdadeiro. Muitas coisas tinha que te escrever, todavia não quis fazê-lo com tinta e pena. Pois em breve espero ver-te, então conversaremos de viva voz. A paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos nome por nome. Oremos. Pedindo a orientação de Deus. na
compreensão da sua palavra. Pai, guia-nos na compreensão da Escritura, ilumina o nosso entendimento de que à medida que nós passarmos pelo texto sagrado, teu Espírito Santo engaje a nossa alma em diálogo santo, agradável a ti. Que a nossa alma, o nosso coração, a nossa mente sejam cativos à tua palavra. Que seja um momento, Senhor, de reflexão, de meditação, de percepção da tua verdade em nosso coração. Guia-nos, pois, através da palavra que tu mesmo inspiraste. É o que pedimos em nome de Jesus. Amém. Queridos, essa terceira carta de João foi escrita para resolver um problema peculiar
do primeiro século da história da igreja cristã. E eu estou falando aqui do trabalho missionário. Naquela época nós não tínhamos, a igreja não tinha as facilidades que tem hoje para o envio de obreiros para manutenção de pessoal envolvido na plantação de igrejas e no trabalho missionário. Hoje nós temos agências, temos instituições, nós temos eh grupos que se dedicam a conseguir o passaporte dos missionários, mudança do missionário para outro país ou para outro lugar da no mesmo país, a descoberta dos melhores locais apropriados para a pregação do evangelho. Existe toda uma tecnologia, uma metodologia hoje e
uma institucionalização da obra missionária. Mas não era assim na época em que João escreveu a sua carta. Não era assim no século o trabalho missionário era feito de maneira muito simples. As pessoas que se sentiam chamadas por Deus, e esse chamado era geralmente reconhecido pela igreja, elas saíam da sua cidade para aquelas regiões mais distantes onde o evangelho não havia sido ainda ainda anunciado. E ao fazer isso, elas dependiam completamente da generosidade daqueles que já eram cristãos. Eles precisavam de casas para ficar, eles precisavam de alimento, eles precisavam de recursos para as viagens. As viagens
eram feitas de navio, às vezes em caravanas, às vezes no lombo de cavalo. Havia despesas envolvidas com isso. Então, o segredo da obra missionária no primeiro século era a hospitalidade de irmãos das igrejas para com estes missionários, obreiros, evangelistas que saíam das suas próprias casas para expandir as fronteiras do reino de Deus. Era um sistema extremamente simples, mas que funcionou perfeitamente, porque já no final do primeiro século, nós encontramos eh referências de que o evangelho havia se espalhado pelo mundo conhecido, a tal ponto que no século o imperador Constantino, o líder máximo do império romano,
teve de declarar o cristianismo como religião oficial do império, tal o impacto e a influência da cristandade naquele vasto domínio. Como todo sistema, ele também tinha as suas, ele também podia ser usado de maneira errada. No século foi elaborado um documento chamado Didaquê ou ensino dos 12 apóstolos, que se referindo a a esses itinerantes, esses pregadores itinerantes que iam plantar igrejas em outros locais e de chamando-os de profetas, era o nome que se dava para eles, mostrando que desde cedo havia a compreensão de que o profeta era aquele que pregava a palavra de Deus, principalmente.
Então o Dquê diz que se chegasse um profeta numa cidade, numa igreja, ele devia ser acatado, recebido, acolhido, encorajado e enviado no trabalho missionário dele. Se ele pedir para ficar mais, se ele ficar mais de três dias, é falso profeta. Por quê? Porque já tinha gente abusando da generosidade dos cristãos que chegava na casa dos irmãos, não é? Apenas para fazer uma pausa, refazer as forças para continuar o trabalho missionário. Ia ficando, né? ia ficando em nome do amor fraternal e saía abusando, abusando e depois ia paraa casa de outro irmão e depois paraa casa
de outro irmão. Então, o dequê já diz assim: "Se ele ficar mais de três dias é falso profeta. Tem que mandar ele embora, não é? Porque ele tá ali de passagem. Você tem que acolher, você tem que receber, abençoar, ajudar e encaminhar para que ele vá paraa frente. Mas não não que você seja explorado por esse tipo de gente, né? De onde vocês vêm? que mercenário tem desde o século, né? Até quanto mais nos dias de hoje. Bom, o apóstolo João, autor dessa carta, sediado na em Éfeso, eh o que os nossos estudiosos nos dizem,
capitaneava ou orientava o progresso do evangelho na região da Ásia e além, que Éfeso era a capital da da província da Ásia e além dela. E o qual era o sistema de João? João era um dos apóstolos remanescentes. Se essa carta foi umas das últimas escritas do Novo Testamento, João devia já ter uma idade avançada quando essa carta foi escrita. O trabalho dele consistia em enviar missionários para as regiões mais distantes, onde Cristo não havia sido anunciado e onde não havia igrejas. Então, esses missionários saíam lá de Éfeso, eram enviados por João, chegavam com cartas
e recomendação nas cidades, procuravam os cristãos que já haviam lá, passavam um tempo se preparando, sendo abençoados por aqueles irmãos e depois eles eram enviados paraas fronteiras para pregar o evangelho onde não tinha igrejas ainda. E havia uma pessoa em particular que era fundamental nesse esquema missionário do apóstolo João, João de evangelizar os gentios. Era esse moço chamado Gaio. Eu digo moço porque João chama ele de filho, não é? Mas se João já tinha uma certa idade, ele não era necessariamente um jovem. Mas eu gosto de pensar em Gaio como sendo essa essa pessoa que
se converteu debaixo da pregação do apóstolo João, foi discipulada pelo apóstolo João, morava numa outra cidade e ele abria a sua casa para receber estes missionários enviados por João, cuidava deles e depois os enviava mais além. Isso envolvia recursos. Gaio tinha que pôr a mão no bolso, tinha que abrir a a a sua casa. tinha que abrir o seu coração, tinha que se envolver com esse pessoal para que a obra missionária progredisse. 100 pessoas como Gaio no primeiro século, que tinham visão missionária e que estavam dispostas a contribuir financeiramente para o sustento da obra missionária,
o evangelho não teria se expandido na velocidade que se expandiu e atingido a toda a extensão do Império Romano, como efetivamente ele acabou atingindo também. O problema é que Gaio começou a sofrer a oposição de um líder da sua igreja que tem o nome de Diórefes. A gente não sabe que grau de liderança esse homem tinha e nem como ele chegou àquela posição. Mas o fato é que Diórifes não tinha a menor visão missionária. Ele era contra que se fizesse o trabalho dos gentios. E ele estava causando dificuldade naquela engrenagem, na máquina missionária que estava
debaixo da orientação do apóstolo João. João já tinha escrito uma primeira carta. Já tinha escrito uma uma primeira carta à igreja liderada por Diotrefis, da qual o Gaio era membro. E nessa carta, então essa carta provavelmente estava tratando desse assunto. A carta não teve efeito nenhum. O o Diótrefes não queria nem dar acolhida ao que João estava falando, provavelmente engavetou a carta que João João mandou, não queria nem tomar conhecimento. E o Diórefes continuou eh ser contra o trabalho missionário, a ponto de querer expulsar. Ele não somente não queria que os membros da igreja recebessem
os missionários, mas ele ameaçava expulsar da igreja aqueles membros que dessem acolhida aos missionários enviados pelo apóstolo João. É quando então João recebe a visita de alguns desses missionários que estiveram na casa de Gaio, estiveram com Gaio. Eles voltam para Éfeso e falam com João e contam o que está acontecendo. dá um testemunho a respeito de Gaio e João então resolve escrever essa cartinha que nós temos aqui. A carta gira em torno de três pessoas. Na primeira parte do verso 1 até o verso 8, João se dirige a Gaio com palavras de encorajamento, ora por
ele e dá algumas orientações sobre como ele deveria proceder continuando o seu trabalho para que ele não perdesse o ânimo. Na segunda parte de 9 a 11, João trata do Diótrefis, essa figura sinistra, né, que aparece aqui. E no verso 12 ele trata de Demétrio, que era provavelmente o portador dessa carta e um desses missionários para quem João pede a GO apoio para que ele pudesse continuar o seu trabalho. E termina versos 13, 14 e 15 com algumas orientações práticas. Então, hoje à noite nós queremos cobrir essa cartinha e ela é uma cartinha muito rica,
preciosa, nos dá essa perspectiva de como funcionava a igreja no século nos fala de generosidade, de envolvimento, de entrega para o trabalho de Deus e vai ser uma excelente oportunidade para os adolescentes, né? pela primeira vez eles terão lido um livro da Bíblia no único dia. Então eles já vão poder dizer: "Olha, hoje eu li um livro inteiro da Bíblia, né? Lá na igreja é verdade, mas lião já podem sair dizendo isso. Muito bem. Vocês estão preparados para um festival de piada sem graça, né? Hoje à noite. Vamos lá. Vamos ver então a parte inicial.
É aquilo que João fala a Gaio. Do verso 1 até o verso 8. No primeiro versículo temos a saudação de João ao destinatário, que é Gaio, o presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. João era a única pessoa do primeiro século que poderia se referir a ele mesmo como o presbítero e todo mundo sabia que era ele. Havia muitos presbíteros em todas as igrejas, mas tinha só um o presbítero, que era o apóstolo João, líder espiritual, reconhecido, amado, querido de toda aquela região. Ele podia se apresentar como sendo o presbítero na sua
simplicidade, na sua humildade. Todo mundo sabia que por detrás dessa autodesignação, o presbítero estava a figura do apóstolo João, servo de Jesus Cristo, que andou com ele, o discípulo amado, pai de muitos, instrutor das igrejas, orientador, apóstolo, inspirado por Deus, era o presbítero. E ele escreve para o amado Gaio, que ele diz aqui, que ama na verdade. verdade aqui sendo o evangelho de Jesus Cristo e também a virtude da verdade. Aqui João está dizendo que esse amor que ele tem por Gaio, ele é baseado na verdade, ou seja, no fato de que tanto João como
Gaio professam a mesma verdade. É, e que é a base da verdadeira comunhão. É impressionante como isso funciona. prego em vários, viajo pelo Brasil todo, vou pro exterior também e conheço gente que e e lá sou apresentado a pessoas que eu nunca tinha conhecido antes, nunca vi antes, nunca vi antes. E basta um pouquinho de tempo conversando e nós é como se fosse família. Por quê? Porque nós professamos a mesma verdade, né? Descubro que a pessoa é crente como eu, crê no mesmo evangelho, professa o mesmo Deus, segue ao mesmo Senhor Jesus Cristo. E eu
me sinto muito mais próximo daquela pessoa do que com pessoas que eu conheço desde a minha juventude, que não professam a mesma verdade que eu professo. Hoje, a verdade é a base do amor. E onde não houver profissão da mesma verdade, não pode haver comunhão e amor fraterno. Isso vale não somente em termos de igreja, mas vale também em termos de amizade e assim por diante. Mas a verdade é a base do amor fraterno. Por isso que nós não somos a favor do movimento ecumênico que pretende que nós todas as religiões se deveriam unir e
dar um grande testemunho de fraternidade do e de união ao mundo. Mas a gente só pode se unir com quem professa a mesma verdade. Se as verdades centrais do evangelho são negadas, ali eu posso ter um amigo, mas jamais um irmão. E o amor fraterno, por quê? Porque o amor fraterno, ele é baseado na confissão da mesma verdade evangélica. E sem essa verdade como base não pode ter esse amor fraterno do tipo que João tem para com Gaio presbítero ao amado Gaio a quem eu amo na verdade. Não é que eu amo de verdade, mas
eu amo na verdade. A verdade é a base para esse amor. No verso 2, ele ora por Gaio. Amado, faço votos. Acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. Como vocês verificam, João faz votos por duas coisas. Fazer votos aqui é apenas uma maneira de dizer: "Eu peço a Deus duas coisas por você". A primeira coisa que João pedia a Deus por Gaio era prosperidade. Deus e João orava a Deus para que Deus desse prosperidade a Gaio por conta dos abusos cometidos com pelas igrejas que adotam
a teologia da prosperidade e que colocam a prosperidade material como sendo o dom maior ou a felicidade maior ou o alvo maior do cristão aqui se constituindo, portanto, numa heresia. As igrejas históricas e reformadas, elas às vezes tendem a ir pro outro lado e não falar a respeito do assunto quando está correto a gente pedir a Deus prosperidade. Aqui você vê João orando por Gaio pela prosperidade dele. E a prosperidade aqui é prosperidade financeira para que ele prospere materialmente, financeiramente, para que ele tenha recursos, para que ele tenha condições eh financeiras e bens. Não tem
nada errado com isso. Nós pedirmos a Deus que ele nos faça prosperar financeiramente e também orar para que os outros prosperem financeiramente. Eu sei que é mais fácil a gente orar para que a gente prospere financeiramente e só por último a gente ora para que os outros prosperem financeiramente. Embora aqui, na verdade, João está pedindo pela prosperidade de Gaio. Ele quer que Deus abençoe Gaio para que Gaio seja próspero. É claro que a prosperidade é uma coisa que Deus dá a quem ele deseja. Algumas pessoas são extremamente fiéis, tementes a Deus, andam nos caminhos de
Deus, mas Deus não lhes dá prosperidade financeira aqui nesse mundo. Em compensação, você encontra ímpios, você encontra pessoas que não temem a Deus, que não têm fé, que quebram os mandamentos de Deus abertamente, publicamente, e, contudo, eles são prósperos financeiramente. A prosperidade não é um sinal do favor de Deus e Deus então a dá quando deseja. Então, não é errado nós orarmos para que os irmãos sejam prósperos. Segunda coisa que João ora por Gaio ainda no verso 2, é pela saúde de Gaio. Mais uma vez, é a mesma coisa, porque existem uns charlatões, falsos profetas,
fazendo falsos milagres lá fora e abusando da oração. Nesse sentido, às vezes as igrejas reformadas vão pro outro lado e não oramos pelos doentes. Nós não pedimos que Deus nos cure. Nós não pedimos que ele nos liberte dos males físicos que nos acometem aqui nesse mundo. a gente acaba simplesmente dependendo de remédio o tempo todo, o que não é errado, mas colocamos a nossa confiança no remédio como se o remédio fosse o nosso Deus. E a gente esquece que Deus pode curar em resposta à oração. Deus pode curar em resposta à oração. Duas coisas então
eram objeto da oração de João em favor daquele moço. Era prosperidade e saúde. Mas aqui tem um um gancho no final do verso 3, quando João diz assim: "Vou ler o versículo todo, final do verso 2. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. Aham. João tá mais ou menos dizendo assim: "Eu oro, Gaio, para que Deus te faça prosperar na mesma medida em que você é próspero espiritualmente. Ou seja, que Deus te dê tanto dinheiro quanto espiritualidade você tenha." Se Deus fosse usar esse critério
aqui conosco hoje à noite, muitos de nós sairíamos quebrados por aquela porta fora ou carregados de maca, não é? Se Deus fosse dizer assim: "Eu vou te abençoar financeiramente na mesma proporção da tua espiritualidade ou vou te dar saúde na mesma proporção da tua espiritualidade?" A pessoa que situação? Por que que João junge essas duas coisas? Ou seja, por que que ele diz, "Eu quer eu peço que Deus te dê prosperidade na mesma medida em que você é próspero espiritualmente." Porque, irmãos, uma pessoa a quem Deus dá prosperidade financeira, dá recursos financeiros e essa pessoa
ela não é madura espiritualmente, ele vai usar o dinheiro para mandar na igreja, ele vai usar o dinheiro para se promover, vai usar o dinheiro para conseguir o que ele quer, como ele faz no negócio dele, na empresa dele, como ele faz no mercado, como ele faz em qualquer lugar. Igreja não é empresa, não é assim que funciona. Então, uma pessoa que tem recursos, que tem poder, mas que não tem espiritualidade, em vez de ser uma bênção pra igreja, acaba se tornando um grande tropeço e um grande problema pra igreja. Por isso Deus, a oração
de João na sabedoria que ele tinha era essa, que Deus te faça prosperar na mesma medida da tua espiritualidade. Porque se você tem muito e não é espiritual, então o dinheiro pode ser uma tentação e virar o teu Deus. Eu me lembro quando pastor ainda da primeira igreja presbiteriana de Recife, muito tempo atrás, a gente tava plantando uma igreja num subúrbio de Recife, começando um trabalho lá numa região muito carente, muito carente mesmo. E nós tínhamos lá um trabalho que as pessoas frequentavam e conhecemos lá uma pessoa, eu não me recordo mais o nome dela,
e era muito assido, era um pai de família, era sapateiro ele. Ele tinha um quartinho ali na rua principal, ele alugava um quartinho onde ele remendava sapato e tudo. E ele frequentava a igreja, não faltava um culto, tava lá com a mulher e vários filhos. A situação dele era muito difícil, mas muito dificilmente, dava dó. Então a gente conseguiu com os contatos importar uma máquina do exterior, uma máquina de fazer sapatos. E ele e doamos para ele, a igreja doou para ele. Nossa, esse homem ficou muito feliz. E aí ele começou agora, em vez de
remendar sapato, ele também começou a fazer sapato, né? Recebeu um pequeno a estímulo financeiro para poder comprar o que precisava e começou a fazer sapato. Começou a fazer sapato, tal, tal, e a coisa foi crescendo. Aí daqui a pouco ele pediu uma segunda máquina e aí já e já com o dinheiro dele, né? Trouxe uma segunda máquina, né? ir lá na igreja e trabalhando lá. A princípio era só a família, fazendo sapato, ganhando dinheiro. Daqui a pouco ele tinha uma microempresa. Daqui a pouco ele comprou o galpão e já tinha vários empregados. Próximo passo, ele
sumiu da igreja, ficou próspero, não tinha tempo, tinha cuidado do negócio dele, trabalhava a semana toda muito para ganhar dinheiro, prosperar financeiramente, chegava domingo, né, ou na nas reuniões de da noite, da durante a semana, tava cansado demais, né, para poder ir pra igreja. Às vezes a prosperidade ela vem às custas de um bem maior, que é o nosso relacionamento com Deus. Por isso que João quando ora por prosperidade, ele diz: "Eu quero que você seja próspero, Gaio, mas que venha na mesma medida ou a altura da tua espiritualidade, a altura da tua espiritualidade, porque
senão o dinheiro com facilidade se torna o Deus da nossa vida". Dos versos 3 até 4, João encoraja Gaio, reportando o bom testemunho que recebeu de irmãos que vieram de lá. O que que aconteceu? Esses missionários estiveram na casa de Gaio, lá na igreja de Gaio. Foram muito bem recebidos por Gaio. Realizaram a sua missão, o seu trabalho de pregação e voltaram paraa base que era Éfeso. Chegando lá, eles diante da igreja deram testemunho de como Gaio os recebeu, abençoou, ajudou, investiu, encaminhou para que eles pudessem fazer o trabalho missionário. Se não tivesse gaio, o
trabalho missionário naquela região não teria acontecido. Versos 3 e 4. Fiquei sobre modo alegre pela vinda de irmãos. Esses irmãos aqui são os missionários. e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade? Esses irmãos vieram de volta e deram testemunho de que Gaio não somente falava ou declarava ou profess, mas ele andava na verdade, ele praticava o evangelho. E João no verso 4 diz que não tem maior alegria de que ouvir uma coisa dessas. E gente, é verdade, eu confesso, eu viajo e de repente eu encontro um pastor eh amigo meu que
diz: "Olha, você sabe aquele casal lá da sua igreja de Goiânia?" Conheço. Olha, eles vieram passar o fim de semana aqui. Que casal maravilhoso, que gente boa, pessoal crente, dava para ver mesmo, pessoal prometido. Parabéns, pastor. Amém. Muito obrigado, né? Agradeço. É tão bom quando o pastor ouvi isso, né? É tão bom quando João ouviu o testemunho daqueles missionários dizendo: "Olha, Gai, o teu filho, sensacional, homem de Deus, coração dele tá na obra, não só o coração, o bolso também tá na obra. Nos acolheu e nos abençoou. E João disse que ele não tem uma
maior alegria do que essa." E eu confesso, essa é a alegria de todo pastor, quando ele ouve elogios à suas ovelhas. Nossa, o pastor, né, tá no céu quando ouve também. É verdade o contrário, né? Quando ele ouve coisa ruim a respeito das ovelhas, então ele não dorme de noite, não é? Angustiado e preocupado com tudo isso. Mas a alegria de ouvir o que os filhos andam na verdade não tem maior, diz João no verso 4, no verso 5, ainda até o verso 6, metade do verso 6, ele continua, ele elogia Gai como que para
encorajar a o trabalho que Gaio faz. Verso cinco. Amado, tu procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos. Ou seja, Gai, continua. Apesar da dificuldade, você tá fazendo a coisa certa. Proceda, continue procedendo fielmente nisso que você tá fazendo com esses irmãos. esse apoio que você dá. Você não é um missionário, você não tá indo pro campo, você não tá largando tudo para pregar os evangelhos em locais distantes, mas sem o seu apoio, sem o seu envolvimento, essa obra não poderia acontecer. Então, tu estás procedendo fielmente nisso que você tá fazendo, acolhendo estes irmãos.
final do verso 5. E mesmo quando você faz isso para aqueles que são estrangeiros, estrangeiros para Gaio, né? Tipo assim, ele não conhecia, entretanto, abria sua casa e recebia. Porque, gente, receber um pessoal amigo que a gente conhece é uma coisa, mas você abrir a sua porta pra gente que você não conhece é outra. Precisa vir muito bem recomendar. Quando eu era eh jovem, né, criança, eu tive o privilégio de crescer numa igreja que o pastor tinha uma visão missionária muito grande. Era uma igreja que era muito envolvida com missões. E quando o pastor anunciava
que tava chegando missionários que estavam vindo e outros países para passar um tempo em Recife, lá onde nós estávamos, para depois irem pro interior fazer uma viagem missionária ou então plantar uma igreja, quanto tempo custasse no interior, a igreja ficava em festa. Era uma briga pra gente receber os missionários e a minha família, a família, meu pai era um homem de posses, então a gente entrava forte na concorrência porque nossa casa tinha quarto, era preparada para receber mesmo eh os missionários. A gente ficava lá, né, ansioso para conhecer esses irmãos que eram estrangeiros para nós.
Nós nunca tínhamos visto, mas eles vinham recomendados pelo nosso pastor e a gente queria recebê-los. Era uma festa quando eles estavam em casa, a gente trocava experiência e eu gostava demais, especialmente se eles vinham dos Estados Unidos, porque eu queria praticar o inglês, né? Só por isso. Queria praticar o inglês com eles. E era maravilhoso. Gaio fazia isso. João mandava os missionários, Gaio acolhia até mesmo aqueles que eram estrangeiros, que Gaio não conhecia. tal a visão, o amor e o compromisso desse irmão. Queridos, a verdade é que sem pessoas como Gaio e havia muitos outros
no primeiro século, a obra de expansão do reino não teria prosperado no século não tinha como o evangelho ir pra frente, não tinha internet, não tinha literatura disponível, não tinha correio como nós temos hoje, não tinha recursos que nós temos hoje. Então, tudo dependia do envolvimento dos crentes, da generosidade, da abertura de coração e da visão dos crentes com respeito à obra missionária, senão ela não iria paraa frente. No verso 6, ainda encorajando o Gaio, João diz: "Estes missionários, estes irmãos, perante a igreja deram testemunho do teu amor." quando teve um momento missionário lá na
igreja de Éfeso. Então aqueles missionários foram falar pra igreja e dar testemunho da obra missionária realizada. Eu imagino que eles simplesmente deram, como João diz aqui, eles deram testemunho perante a Igreja do Teu Amor. É como se eles dissesse assim: "Irmãos, a obra foi realizada, nós somos até lá os limites do império germânico, saiu do império romano, fomos lá entre os bretões, né, anunciar o o evangelho. Só foi possível porque naquela cidade ali que é básica, que fica na entrada lá daquela região inóspita tinha um rapaz, um homem chamado Gaio, que ele nos acolheu, nos
abençoou, deu recursos, investiu financeiramente para que a gente pudesse seguir adiante. Nós fizemos o trabalho, mas se não fosse Gaio, nós não poderíamos ter feito. O amor dele por nós e pela obra missionária é uma coisa impressionante. Que coisa boa, não é? 5 e 6, metade do verso 6 até o final. João agora dá uma orientação a Gaio. Não é que ele já não fazia isso, Gaio, mas é que como se João quisesse reforçar, assegurar Gaio do que é que ele deveria fazer nesse processo missionário. Metade do verso 6. Bem farás, encaminhando-os em sua jornada
por modo digno de Deus. Gaio, você vai fazer bem encaminhar esse pessoal na sua jornada, na sua jornada missionária, na sua peregrinação, na sua viagem. Você fará bem. Você fará bem em acolhê-los, enviá-los, abençoá-los. Você mesmo não vai. Você mesmo tá largando tudo para ir na fronteira, mas você vai fazer o mesmo bem se você apoiar aqueles que vão. Faça isso, Gaio. Mas faça isso. Final do verso 6. De modo digno de Deus. É como se dissesse: "Faça isso generosamente por conta da natureza da missão desses homens. Não faça isso de mão fechada com mesquinhez,
mas faça isso de uma maneira digna do Deus que é generoso e que te abençoa com prosperidade. Da mesma forma que esse Deus te abençoa com prosperidade, abençoa esses irmãos." Como eu disse, né? Cresci numa igreja missionária, mas às vezes de vez em quando, olha, olha o apelo que era feito, irmãos. Tá chegando um missionário aqui que vai pro interior de Pernambuco e tá ele com a mulher e os 10 filhos. Então nós vamos fazer o seguinte. Se você sabe aquele sapatinho que você tem em casa que eh dá para usar, ainda tem um buraco,
né, na sola, mas ainda dá para usar. Traga pro missionário. Sabe aquela camisa que você não usa mais porque tá tem uma manchinha aqui que quase ninguém vem e vê e que tá pendurada lá no armário? Traga pro missionário. Sabe aquela calça jeans, né, que, né, você rasgou aqui um pouquinho, mas dá para usar ainda e que tá lá que você não usa? Traga pro missionário, ou seja, o resto. Não tem nada a ver com o que João tá dizendo aqui. Ele tá dizendo a Gaio, envia esses homens de maneira digna, digna de Deus, por
conta do trabalho que eles realizam. Eu não sei onde é que a igreja através dos séculos tirou a ideia que ela tem que matar o missionário na unha financeiramente, deixar o cara lá se virando no campo missionário, sofrendo mesmo. Eu sei que outras pessoas também sofrem, mas eu quero fazer uma distinção aqui. Eu tô me referindo ao fato de que Gaio tinha condições financeiras e ele podia enviar esses homens de maneira digna de Deus. O que João tá dizendo é o seguinte: seja generoso da mesma forma que Deus tem sido com você. Se você pode,
se você tem condições, não seja mesquinho, mas abra o coração, abra o bolso, seja generoso por conta da obra de Deus. É diferente, é claro, nós, qualquer pessoa que tá no mercado de trabalho, tá passando por uma dificuldade e e o aperto vem, mas o aperto vem por conta da conjuntura. Se o patrão pudesse, e eu sei porque tem vários empresários aqui, eles me dizem: "Se eu pudesse, eu manteria a situação financeira e não teria que demitir algumas pessoas, pai de família por conta da situação financeira. Aí é completamente diferente. Mas quando há condições de
abençoar essas pessoas, de ser generosos com elas, exatamente como Deus foi e tem sido conosco, então, eh, nós temos que ser. envia-os, mas de modo digno de Deus. De modo digno de Deus. E ele dá três razões para isso. Primeira verso 7. Pois por causa do nome foi que saíram. Envia esses homens de maneira digna, porque eles saíram por causa do nome de Cristo. Essa é a motivação. Eles saíram por amarem o Senhor Jesus, porque eles querem anunciar o evangelho aos que estão perdidos. O motivo está correto, porque gente fazer coisa para Deus pelo motivo
errado tem de monte. Mas esses estavam querendo fazer a obra de Deus pelo motivo certo. João está argumentando com Gaio. Manda esse pessoal de maneira digna de Deus, Gaio. Porque eles saíram por conta do nome de Jesus. Foi por isso que eles largaram a sua casa, largaram o que tinham e se dedicaram a esse trabalho. Segunda razão, nada recebendo dos gentios. Final do verso 7. Eles não impuseram assim do tipo: "Eu vou, mas eu eu cobro tanto. Eu vou, mas eu eu vou por tanto. Eu vou, mas cada pregação minha custa tanto. Eu vou, mas
não." Eles não quiseram receber nada dos gentios. Eles não foram com propósitos mercenários, não foram para enriquecer, fazer um pé de meia. Ou seja, a motivação está correta. Mais uma vez, eles saíram por conta do nome de Cristo, não foi com olho em uma maneira de ganhar a vida. Que às vezes pode acontecer isso, a pessoa não dá para mais nada e resolve ser missionário ou pastor, né? Porque o negócio ele, eu tenho que ganhar vida, né? Então ele acha que vida de pastor é vida boa, né? Aí resolve. Não, eu vou ser pastor que
aí tá seguro. Eu tenho uma má notícia para você, mas eu não vou contar hoje à noite. Bom, terceira razão, verso oito. Devemos acolher estes irmãos, Gaio e o acolher aqui já sabemos o que é que significa. Para nos tornarmos cooperadores da verdade. Essa é a terceira razão pela qual Gaio deveria enviar estes irmãos de modo digno de Deus. Primeiro que eles saíram por causa do nome. Segundo, eles não saíram pedindo salário. E terceiro, eles eh eles nós devemos fazer isso para nos tornarmos cooperadores da verdade. Você não tá indo pregar o evangelho lá fora.
Você não tá dedicando sua vida ao estúdio e à preparação para ajudar as pessoas espiritualmente. Você não está renunciando a tantas outras oportunidades na vida de ser próspero financeiramente para se dedicar ao trabalho de Deus nas demais ou nas muitas áreas que existe. Mas você pode se tornar cooperador da verdade. A verdade aqui é o evangelho. e tornar-se cooperador da verdade significa você pode contribuir para que a verdade do evangelho se espalhe fazendo o que Gaio fez, amando trabalho missionário, tendo visão e investindo generosamente de maneira digna de Deus. Porque se não for assim, trabalho
missionário, a obra de Deus, a vida da igreja, ela também não funciona. Bom, agora vamos pro verso 9, 10 e 11, onde João foca agora na figura de Diótrefes. No verso 9, João reclama de Gaio ou explica a Gaio porque que ele pretende fazer uma visita à igreja. Esse é um dos objetivos da carta. A carta foi escrita a Gaio para encorajá-lo, orientá-lo, dar instrução e preparar uma visita de João para igreja. João resolve visitar a igreja pelo que o líder da igreja, a gente não sabe qual era a posição que ele tomava ou que
exercia, mas ele tinha uma atitude muito contrária ao que estava sendo feito pelo Gaio. Verso 9. Escrevia alguma coisa à igreja. A igreja aqui é a igreja de Diótrefes, onde Gaio era membro. Mas Diótrefes que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Início do verso 10. Por isso, se eu for aí, farlhei lembrar das obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. João já tinha tido conhecimento de que na igreja de Gaio havia subido um líder que era contra o trabalho que Gaio estava fazendo e contra o trabalho missionário em
geral. Tá dizendo aqui no final do verso 10, olha só, que ele não acolhe os irmãos, o Diotrefis, ele não acolhia os irmãos, ao contrário de Gaio, impede os que querem receber estes irmãos e até os expulsa da igreja. Talvez esse homem, a gente não sabe como ele alcançou o poder naquela igreja, mas ele fala, João fala como se o Diótrefes de fato tivesse essa autoridade, essa capacidade de impedir inclusive que Gaio recebesse esses irmãos a ponto de expelir, expulsar, escomungar da igreja. A gente pergunta como é que alguém no primeiro século, que tipo de
gente no primeiro século eh faria esse tipo de coisa que Dióref está fazendo? Então, os nossos estudiosos, eles sugerem algumas opções. A que eu acho menos complicada é a seguinte: esse Diórefis era provavelmente um judeu convertido ao cristianismo e que continuou, apesar da conversão ao cristianismo, ele continuou a acreditar que o evangelho era somente pros judeus. A gente chama esse tipo de gente que aparece no Novo Testamento de judaizante. Eles achavam que os gentios tinham que se tornar judeus para poder serem salvos. A gente encontra esse pessoal perseguindo o apóstolo Paulo na região da Galáia.
A gente encontra esse pessoal em Atos 11 questionando Pedro. Quando Pedro prega o evangelho a Cornélio, um gentil. A gente encontra esse pessoal em Atos 15, no concílio de Jerusalém, quando há uma discussão sobre em que base os gentios serão aceitos na igreja. Esse pessoal estava em todo lugar no primeiro século. Então, se Diórefiz era um judaizante, não é de estranhar que ele era contra o trabalho que João estava fazendo, que era mandar missionários para os gentios, pregar o evangelho além das fronteiras de Israel. Então, quando ele se viu no poder, ele imediatamente começou a
impedir aquele trabalho, como se dissesse: "Ó, pode ir pro que for, mas na minha igreja não. Na minha igreja nós não vamos receber missionário. E quem recebeu eu vou botar para fora, vou expulsar da igreja quem acolheu os missionários, né? Leia-se Gaio. Gaio era, como a gente entende que era daquela região ou daquela igreja mesmo. Então era isso que o Diótrefes estava fazendo. A atitude dele se explica também pelo que João diz no verso 9. Diórefes gosta de exercer a primazia. Ele gosta de mandar. Ele gosta de ter o primeiro lugar e ter a última
palavra em todas as coisas. Irmãos, não é errado a gente aspirar a liderança na na igreja. Paulo escrevendo a Timóteo no capítulo 3 da sua primeira carta, ele diz no verso primeiro que se alguém aspira, deseja, anela, ser um presbítero, que é o cargo de governo e pastoreio da igreja, ele tá querendo uma coisa boa. É, é uma função nobre. E não é errado você querer ser usado por Deus na liderança da igreja. Só que biblicamente falando, a liderança cristã, ela é uma liderança serva. Lideramos pelo amor, pelo exemplo, pela persução, pelo ensino. Diótrefes é
o contraexemplo disso. É alguém que gostava de ter o poder e de exercer esse poder, de ameaçar, inclusive com expulsão e assim por diante, a ponto de confrontar e peitar João. E quando João mandou a primeira carta, ele ou rasgou, engavetou, mas não queria saber do apóstolo João, o presbítero, porque Diórefes gostava de exercer a primazia. Irmãos, infelizmente essa não foi a primeira e última vez que apareceu na igreja cristã como Diórafes. Através da dos séculos, pessoas como estas se repetem e fazem a mesma coisa. chegam a posições de liderança e de autoridade e governam
com essa visão mesquinha que Diórefes tinha. não tinha visão do reino, sem generosidade nenhuma, sem humildade nenhuma, querendo ou usando a igreja ou a a instituição religiosa como sendo instrumento dos seus próprios interesses para se impor. Tem exemplos e exemplos disso através da história da igreja, chegando até os nossos dias de liderança errada, doente, de homens que acham que é assim que se lidera a igreja. Como eu disse, igreja não é empresa, não é assim que se faz como Diórefes estava fazendo. João está disposto a sair de Éfeso, ir lá na igreja de Diótrefes e
confrontá-lo. Ele diz aqui, se eu for, verso 10, farlhei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. Dióter chegou ao ponto de falar mal de João. Palavras maliciosas. Quem sabe ameaçador dizendo: "João, tu manda em Éfeso, mas aqui quem manda sou eu." João era apóstolo. Os apóstolos não eram apóstolos de igrejas locais, mas da igreja de Cristo no mundo todo. Por isso que eles escreveram cartas, evangelhos e obras que eram pra Igreja Universal como um todo. Claro que João tinha jurisdição sobre a igreja de Diótrefes, mas Diórefes está pronto a peitar o
apóstolo João. Qual era esse tipo de liderança perniciosa? Os estudiosos dizem que e Diórefes é o protótipo ou foi o primeiro do que no segundo século seria chamado de bispo monárquico, ou seja, um bispo que governa como se fosse um monarca, um rei. Como é que isso surgiu? Pessoas como Diórefes alcançaram a liderança de uma igreja, depois usaram sua influência e e expandiram o seu poder para uma região, várias igrejas ao mesmo tempo, e foram expandindo a sua influência até que eles se tornaram bispos de regiões inteiras. E aí eles receberam o nome de bispo
monárquico, porque eles governavam aquela região como se fosse um rei governando no seu domínio. E é daí que vai sair o papado mais adiante, porque o bispo de Roma vai fazer exatamente a mesma coisa e finalmente ele vai reivindicar que ele é o bispo de toda a cristandade. Ele é o representante de Cristo na terra. Ele é o sucessor de Pedro. Mas tudo começa aqui. O papa de trefis, não é? Ainda bem que não foi gaio, né? Senão seria papa gaio, né? Finalmente eu disse alguma coisa engraçada, né? Você sabe que isso é estratégico, né?
Um pouco de humor, assim, alivia um pouco da tensão, né? E aí você renova um pouquinho, aí já tá pronto para mais uma dose de tensão, né? Medida que a palavra vai sendo exposta. Bem, olha o que João diz no verso 11 com respeito a Diótrofes. Ele ele ele agora se vira para Gaio e diz: "Amado, amado Gaio, não imites o que é mau. Não imite esse homem Gaio. Porque líderes como esse, eles são uma praga paraa igreja. Eles trazem mal paraa igreja. Não, não imite homens assim. É por isso que não é uma coisa
de pequeno porte quando você vê líderes maus como Diórefes à frente da igreja. A nossa juventude, os adolescentes, as crianças, os membros em geral olham para aquele tipo de liderança e eles têm ideias erradas do que é o evangelho, de quem é o nosso Senhor Jesus e da maneira como o Senhor Jesus governa a igreja. Amado, não imites o exemplo de Diótrefes. Ao contrário, imite o que é bom. Liderança saudável. Aquele que pratica o bem procede de Deus. E aqui ele tá se referindo a boa liderança. Mas aquele que pratica o mal jamais viu a
Deus. Será que o apóstolo João está aqui sugerindo que Diórefes não era convertido? Aquele que pratica o mal jamais viu a Deus. A quem João tá se referindo no contexto a não ser diórefes? E aqui nós somos colocados diante de uma verdade aterradora. Se Diórefes nunca tinha visto a Deus. Então como é possível que uma pessoa galgue os degraus de uma instituição religiosa até chegar no seu topo sem nunca ter visto a Deus? Um falso convertido? nunca nasceu de novo. Meus irmãos, é perfeitamente possível. Religião é uma coisa fácil de imitar. O nosso jargão, abrir
a Bíblia, cantar nossos hinos, os cacoetes evangélicos. É fácil imitar a maneira de vestidos evangélicos, apesar de que hoje já não tem mais diferença, né? Mas a a maneira de ser evangélica é fácil imitar. É fácil imitar piedade. É fácil fingir que você é piedoso, que você é espiritual. Os fariseus eram mestres em fazer isso. Pareciam aos homens que eram pessoas piedosas, tementes a Deus, mas por dentro eram sepulturas cheias de ossos de mortos. E esses homens vão galgando, vão galgando. Eu não tenho receio de dizer o que eu vou dizer. Da mesma forma que
a gente diz. que no rol de membro de qualquer igreja tem gente que foi batizada, fez profissão de fé, inclusive participativamente da igreja, da o dízimo, das ofertas e tudo mais. Tem gente que não é convertida. Da mesma forma a gente pode dizer que entre a liderança da igreja, entre pastores, presbíteros, diáconos, professor de escola dominical, pode ter gente que não é crente, que nunca viu a Deus. Isso pode explicar porque é que essas pessoas são problemáticas como dióref. Cedo ou tarde o nunca ter visto a Deus vai brotar. Pelos seus frutos conhecereis. Não pode,
ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo. Uma hora brota, mas enquanto não brota, ele tá sendo como diófes, um impecílio, uma pedra de tropeço paraa obra de Deus. Veja que diferença de diótrefes para Gaia. E esse é o ponto da carta. a comparação da generosidade do envolvimento de Gaio com a mesquinhez, a visão estreita que esse homem que estava como líder da igreja tinha. Ainda bem que a gente pode terminar no verso 12 com Demétrio. É um verso só. Quanto a Demétrio Gaio, que é quem está levando essa carta, todos lhe dão testemunho. Todos
os irmãos conhecem o Demétrio, dizem que ele é um homem de Deus, é chamado paraa obra missionária. Até a própria verdade que ele professa, ele professa a verdade, ele pratica a verdade. Todo mundo sabe disso. E nós também, Gaio, eu, João, dou testemunho de que ele é um homem de Deus. E tu sabes que nosso testemunho é verdadeiro. Você me conhece, Gaio. Eu não recomendaria Demétrio a você se eu não o conhecesse, estivesse seguro. Pode receber Demétrio. Abraça Demétrio. Acolhe Demétrio. Envia Demétrio pra obra missionária. Porque ele tem o testemunho de todos os irmãos da
verdade e o testemunho que eu dou. Lembra o processo hebraico? de três testemunhas estabelecem a verdade. João está usando esse sistema aqui. Gaio Diórefis, Demétrio. Final da carta, versos 13, 14 e 15. Instruções de João. Muitas coisas, Gaio, eu tinha que te escrever. Todavia, não quis fazê-lo com tinta e pena, pois em breve espero ver-te. Então, conversaremos de viva voz. Embora isso tenha sido escrito há 2000 anos, pode colocar no seu mural do Facebook dizendo assim: "Eu tenho muita coisa para dizer a você, mas eu não quero fazer aqui pelo Face, pelo Twitter, pelo WhatsApp,
pelo Instagram, porque tem coisas que tem que ser ditas de viva voz. Nada substitui o contato pessoal. Quantos problemas, quantas brigas, relacionamentos desfeitos são ocasionados porque as pessoas hoje só conversam viaxto ou áudio. Com áudio você não tá vendo os olin brilhando, você não tá vendo o tic nervoso da pessoa mentindo. Comunicação é um processo complexo que envolve visão, audição. Eu ia dizer paladar, mas não. Olfato e tato. É um processo complexo, comunicação. E hoje a gente, não é, tem gente que resolve ser crente através das mídias sociais apenas, não resolve. Nada substitui gente, o
cheiro de gente, pegar em gente, sentir o cheiro da pessoa, olhar para ela, ver as expressões corporais. Nada substitui isso. Tem coisas que não é para ir pro seu mural crente. Tem gente que se desnuda diante do mundo usando as mídias sociais. É uma compulsão. Se ela não publicar nada em 10 minutos, né, dá, ela começa a ter, começa a dar tremor, suar frio, alguma coisa. Aí ela sai procurando qualquer coisa para colocar. E esse é um problema. Já tem estudos já que mostrando que a adição, a pessoa que é é adita redes sociais é
uma adição mais poderosa do que, por exemplo, pro cigarro ou pra bebida que a pessoa não consegue se controlar, ficar sem. Quando ela fica sem, dá ataque, dá, né, de de abstinência e por aí vai. Todas as coisas decorrentes aí. Eu tô cansado de ver isso no Facebook. O pessoal disse: "Ó, estou avisando que a partir de hoje estou abandonando as redes sociais". No dia seguinte disse: "Estou avisando que estou de volta. Fui precipitado, tal, cansei de ver gente fazendo isso nas redes sociais. Gente, tem coisa que não é para ser dito em público. Nas
redes sociais conversa, conversa. É assim que João tá dizendo aqui. Eu tinha muita coisa para te escrever, mas não quis fazê-lo com WhatsApp, porque eu espero em breve ver-te e então conversaremos de viva voz. A paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúde os amigos nome por nome. Veja como ele pode ser pessoal. como ele pode ser pessoal, apesar de ser o presbítero, o grande apóstolo João. Mas ele diz: "Saúdo os irmãos e os amigos pelo nome, pelo nome." Queridos, o que é que isso tudo tem a ver conosco nessa noite? Eu trouxe essa cartinha
para vocês com o propósito específico de focar no coração dedicado, no na vontade comprometida, na decisão resoluta de Gaio, de que mesmo que ele não fosse um daqueles que vão, ele dedicaria sua vida a contribuir, a investir dentro dos recursos que Deus lhe deu para o avanço do evangelho. E é esse o apelo que eu faço a você nessa noite. Se você é membro dessa igreja, se você é membro de qualquer outra igreja evangélica, onde a obra de Deus está sendo feita, onde o evangelho é pregado com verdade, de onde o evangelho é difundido em
verdade, é sua obrigação moral, espiritual, ser tão generoso como Deus tem sido com você. ser tão generoso como Deus tem sido com você e abençoar a obra de Deus através da sua prosperidade material que Deus tem dado. Até a viúva pobre pode fazer isso, como Jesus nos ensina. E Deus valoriza muito mais, inclusive do que aqueles que lançavam grandes somas no gasofilácio. Esse é o apelo dessa carta que ela nos chama, nos convida a nos envolver de todo coração, apesar das dificuldades dos diórifes da vida, a nos envolvermos de todo coração e de todo o
nosso bolso no trabalho de Deus. Que ele conceda que isso seja verdade na sua vida e na minha, para o avanço do evangelho e para o fortalecimento da igreja verdadeira de Deus. Amém. >> Eu queria orar como pastor de vocês nessa noite. Eu queria orar pelos irmãos que estão passando necessidade financeira. Queria orar pelos que estão doentes, que estão aflitos. Oremos nesse instante, trazendo especialmente esse grupo de pessoas diante de Deus. Ó Pai, eu quero trazer diante de ti agora os nossos irmãos que estão aqui nessa noite, que acabaram de ouvir essa mensagem e no
fundo do seu coração disseram: "Ó Deus, se tão somente eu tivesse, se tão somente eu tivesse um emprego, se tão somente, ó Deus, eu tivesse prosperidade suficiente para atender as minhas necessidades da minha família e do teu povo, tua igreja, Senhor Deus, eu quero Quero orar por estes irmãos, que não lhes falte o pão de cada dia e também e pão abundante que eles possam repartir com outros. Eu oro, ó Deus, por aqueles jovens que estão entrando no mercado de trabalho agora, procurando emprego após terem terminado o seu curso. Que o Senhor os abençoe e
ajude e abra portas. Oro pelos empresários desta igreja, os comerciantes que têm sentido o peso da crise. Não deixe, Senhor, que a crise financeira abata a sua disposição e o seu envolvimento na obra do Senhor. Nós oramos pelos que estão doentes aqui nessa noite, portando algum mal. Cura-os em nome de Jesus. Ó Deus, que eles se vejam livres desse mal. Oramos por aqueles que estão tão doentes que não podem vir à igreja. O Senhor esteja com eles no leito da enfermidade. Levanta-os, ó Deus, com teu poder, pois tu és o nosso Deus. Nós oramos pelos
aflitos, pelos cansados, pelos abatidos, aquelas pessoas que estão passando por momentos difíceis no seu casamento. Oramos, ó Deus, pelos que estão sozinhos, solitários. Consola-os e conforta-os. A todos, ó Deus, vem consolar, pois tu és o nosso Deus. Tu és a nossa única esperança. Tu és o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Ouve a nossa oração nessa noite, em nome de Jesus. Amém.