Você já parou para pensar quais são as maiores tendências de marketing para 2026? >> Gravando. >> Pode ir, >> Lu.
Um pouquinho mais para trás. Não tá pegando aí. Abaixa um pouquinho agora.
Aí. >> The Markering Club, episódio 1. Oi, meu nome é Luena Am, eu tenho 23 anos e tenho uma marca de roupas onlines há 5 anos que elas closem.
Já aviso desde agora que talvez esse vídeo seja um pouco nichado, principalmente para pessoas que amam marketing, consumo, tendências, assim como eu. Eu sou graduada em marketing e com isso me considero uma especialista em marketing. Eu amo aplicar isso no meu dia a dia, no meu trabalho e na minha marca.
E você tá no primeiro episódio do The Markering Club e hoje eu quero te falar as seis principais tendências que eu acredito de marketing para 2026. Primeira tendência, marcas como universo. Estava eu na última viagem que eu fiz, que foi uma grande realização de sonho, inclusive que eu fui para Nova York fazer viagem a trabalho.
Eu acho esse termo tão chique, viagem a trabalho. Mas enfim, estava fazendo pesquisa e aí um dos dias que eu andei muito, muito, muito, muito, eu tava exausta. Eu falei: "Nossa, eu não vejo a hora de chegar, deitar no hotel, tomar um banho, sabe aquele banho premium e assistir alguma série que eu amo.
No caso, estou obsecada por Friends no momento. " Só que daí eu tava andando na rua e eu vi uma porta vermelha e eu falei pra minha amiga: "Vamos entrar e ver o que que é". Porque eu achei muito curioso assim, só que tava garoando, eu tava com preguiça, já não aguentava mais, fome.
Eu sou taurina, então realmente não aguentava mais. E daí quando a gente entrou era simplesmente a primeira aparição da Luis Vuitton na linha de beauty deles. Então eles fizeram uma popup store lá em Nova York que era como se fosse uma imersão.
Então só para vocês entenderem o nível, você entrava, toda aquela sala era revestida num tom exato de vermelho num pantone. Então você olhava pra parede, era vermelho. Você olhava pro chão, era vermelho.
Você olhava pro teto, era vermelho. Tinha os itens de beleza exposto expostos como se fossem uma joia. ainda tinham vários objetos com a estampa da marca, então, por exemplo, um telefone grandão assim, como se imitasse um orelhão com o holograma da marca.
Eu achei isso genial e eu simplesmente esqueci o quanto eu tava cansada ou quanto eu tava com preguiça. E isso fez eu acreditar muito que um dos maiores conceitos que vão bombar ano que vem é você trazer marcas em formas de universo. Só para vocês entenderem com uma explicação mais simples.
Por quê? As marcas elas passam a construir universos inteiros ao invés de construir só produtos. E as popups, elas deixam de ser lojas, elas viram uma experiência narrativa de você literalmente entrar ali no mundo da marca.
E com isso você cria um universo e ativa a imaginação mais a emoção do seu consumidor. Isso acaba gerando imersão que faz o seu cliente se sentir parte daquilo. E quando você se vê dentro desse mundo, surge no seu subconsciente o sentimento de pertencimento.
E o pertencimento ele gera lealdade e desejo repetido, mesmo sem esforço de venda e que consequentemente leva muitas vendas da marca. Eu, por exemplo, nesse dia, mesmo cansada, não aguentando mais, eu falei: "Eu vou comprar um batom". Eu só não comprei porque não tinha o tom que eu queria, mas eu falei, eu vou comprar um batom, vai ficar lindo, vai ser um acessório.
E aquele universo de marca de fato me convenceu. Alguns exemplos ao redor do mundo sobre esse conceito para vocês. Em Copenhagen, a Gani, que é uma marca que eu amo muito.
Inclusive, se você tá se perguntando que marca que é essa, você já deve ter visto muita gente usar, como essas daqui que estão aparecendo para vocês. A marca ela cria espaços que parecem instalações de artes. Tem texturas, sons, objetos que contam a história da marca.
E assim, parece que você tá num museu, você tá entrando no universo. Lembrando que quando a gente dá um exemplo desse, talvez vocês pensem: "Entendi, então agora todas as marcas vão criar exposições de arte, aí você tem o universo. " Não necessariamente.
Eu acho que a criação de universo ela tá muito ligada a você saber criar o universo com o que faz sentido de fato pra sua marca. Por exemplo, para Ganium faz sentido trazer esse sentimento de arte, porque quando você entra para ver as peças delas, você tem desenhos próprios, estampas próprias, modelagens diferentes, estamparia, muito desenho. Os próprios chaveiros, por exemplo, entrei lá na loja, tinha um chaveiro que era uma bota de caubóy numa estampa de onza que eles costumam muito usar.
Então, para eles faz sentido trazer a arte. Em Nova York temos a Glossier, Gentle Monster e a Kit, que são três marcas que eu acho fenomenais. A Glosser, por exemplo, ela traz essa questão de marca como universo quando você entra na loja, paleta de cores, identidade visual.
E aí, uma coisa que eu achei muito legal que ficou na minha cabeça, tinha como se fosse uma máquina gigante, não máquina de pegar bichinho, era uma máquina mesmo na vitrine que ela ficava girando com os produtos, mostrando ali. E ele trazia um mix de uma marca moderna, mas uma marca romântica, uma marca de garotas, até porque o que girava esses produtos era como se fosse uma nuvem rosa, assim, muito genial. A Kit, por exemplo, ela tem um café.
Em várias cidades que ela tá instalada, o café funciona de um jeito diferente em cada uma delas. Por exemplo, em Paris, eles têm uma curadoria que é o café deles. Eles têm algumas sobremesas específicas, cafés específicos.
Em Nova York, em Los Angeles, por sua vez, eles têm só o sorvete e é um sorvete único com um topping único, mas que a cara você já associa. Eu, pelo menos, sempre tenho vontade de somar esse sorvete. A Genton Monster traz a estranheza e o fato de elementos gigantes o universo deles ali num tamanho além do comum para você entrar de fato no universo da marca.
Por exemplo, às vezes você entra na loja deles e tem uma cabeça gigante e totalmente ao contrário, o oposta vai desse exemplo que eu acabei de dar para vocês, temos a las que na primeira popup a gente construi um universo totalmente delicado, totalmente romântico, que traz aquela sensação de amiga, mas que você sentia de fato na marca como universo. Então você entrava e aí literalmente no chão tava escrito: "The experience here". E aí com isso, diferente de um e-commerce que você entra e fala: "Hoje eu vou acessar www.
com o site que você tá procurando, porque eu quero tal produto. Quando você tá entrando numa popup dessa, por exemplo, que traz a marca em forma de universo, temos um ponto muito importante, você não vê o tempo passar. E pensando nisso, inclusive na nossa popup, os processos que o cliente passar lá dentro.
Então quando ele entra lá, quando ele está na fila do caixa, quando ele está na fila do provador, foram processos em que a gente transformou que através de trazer o universo da marca, você não via aquilo como uma espera de fato. Na fila do caixa tinha um urso escrito the best way of your life, que era a melhor espera da sua vida. E o mais interessante, quando todas essas marcas, inclusive a Lás que eu tô contando para vocês, criam esse universo pro consumidor, ele fica mais interessante ainda, porque a maioria desses cases vem de forma exclusiva e pontual, assim como a nossa popup, que foi nossa primeira experiência física, o nosso consumidor tava assim: "Caraca, é a minha única chance de ver a las física pela primeira vez ou ver o que que é o universo lá".
Todos esses exemplos dessas marcas que eu dei para vocês fazem essas ações pontuais. com universos exclusivos para cada uma dessas popups. Isso faz o consumidor falar assim: "Oi, para qual universo eu vou hoje?
" Então você nem percebe direito que você tá entrando para consumir, você tá entrando num universo novo de fato, tá? Mas esses exemplos que eu trouxe para vocês, eles trazem resultados de fato pra gente, pras marcas ou só é bonito? Só é um universo interessante, só traz conteúdo?
Tenho aqui alguns exemplos para vocês. Para LS, como consequência, nessa popup store que a gente fez em São Paulo, lembrando que no e-commerce a gente costuma vender para todo o Brasil, na LAAS a gente vendeu em um final de semana de popup, o que a gente costuma vender em 15 dias de e-commerce. E é por isso que eu acredito que num mundo em que a gente tem tanta oferta, tanta criatividade das marcas no varejo, marcas como universo vão continuar sendo um destaque em 2026.
Até porque o universo criativo ele leva à imersão, que leva à identificação ao pertencimento, que te gera sentimento de lealdade e com isso um desejo constante. Segundo conceito, estética como método, não só como visual. Tava passando mais um exemplo dessa última viagem que eu fiz e aí eu vi uma loja, tentei imaginar na rua, por fora ela ela era toda de madeira, ela estava escrito café e o nome de uma marca que eu tinha entendido que era um café.
E aí eu pensei: "Nossa, que que é isso? Não achei legal, não quero ver, não estou curiosa". Ao mesmo tempo que eu pensei dessa forma, o fato de ser a única loja que não tinha uma vitrine, ela não tava transparente, ela não me mostrava o que tinha lá dentro, me deu uma curiosidade.
Fiquei na fila porque, ponto importante, essa marca tinha uma fila do lado de fora, então imaginei que era algo interessante. E quando eu entrei, chegou minha vez de entrar, eu entendi tudo. Tinha um carro no meio da loja, um carro vintage no meio da loja.
E a loja ela parecia uma estética tão grande assim de anos 90 que eu falei: "OK, eu quero consumir essa marca, eu quero viver essa estética, eu quero consumir cada um dos itens para será que assim eu posso me tornar essa estética? A minha casa pode se tornar essa estética? Os meus looks podem se tornar essa estética?
" Essa estética e juntando um pouco com a marca se autodenomina, ela é Nova York, anos 90, numa cultura hip hop, meio mediterrânea, urbano sofisticado. Então era tudo muito amadeirado, tinha móveis muito vintages, mas ao mesmo tempo modernos, um mix de estampas muito bonitas. Então você via um papel de parede ali no lugar onde estava os produtos, mas você também via a cor verde aparecendo ali para destacar e as cores do dos produtos muito pensadas em cada uma dessas estantes que estariam ali presente.
Eu tava quase esquecendo de falar para vocês qual era a marca de fato. é a Emilyondor, que é uma marca que é muito conhecida lá em Nova York principalmente, até porque esses elementos que eles escolhem, que é a Nostalgia refinado, uma paleta quente, um editorial cinematográfico, eles também expandem isso pros próprios conteúdos dele, reforçando, né, a questão da estética como estratégia. Então, por exemplo, um dos vídeos que eles fazem no YouTube deles é literalmente um DJ que fica tocando na loja deles, tem toda essa estética que eu descrevi para vocês, eles filmam o DJ tocando no set ali, esse vídeo vai pro ar e faz muito sucesso.
Vídeo teoricamente simples que transmite toda essa essa estética da marca como estratégia. E olhem que interessante, a estética ela vai além da roupa e do visual. E aí vocês podem pensar, como assim?
Se vocês pensarem nesse exemplo que eu acabei de contar para vocês, a pessoa que coloca o play nesse vídeo e vai tocando na casa dela enquanto ela faz outras coisas e assim você consome a marca sem perceber. Isso é muito legal de pensar, até porque a gente é de fato o que a gente consome. Então, quando você consome uma marca, mesmo que no seu subconsciente dessa forma, você tá colocando ela ali no seu dia a dia e, de certa forma, na sua personalidade.
Até porque quando é algo consistente, o público ele entende o significado. Isso cria conhecimento instantâneo, que vira desejo simbólico. E desejo simbólico faz o produto parecer premium, mesmo sendo simples.
Eu mesmo, por exemplo, todas as vezes que eu entrar num ambiente numa decoração que me lembre essa estética Nova York anos 90, eu vou acabar lembrando dessa marca, não tem jeito. Na L, por exemplo, talvez você tá vendo esse vídeo aqui e você tá pensando de alguma forma se conecta com o feed da LS, com o site da LS, com as peças da LS, com a paleta de cores. Isso parece ser inconsciente, apenas visual, mas isso é estratégico.
Então, assim como todo esse nosso universo, ele traz essa mesma identidade visual, quando a gente estava escolhendo a luz desse vídeo, por exemplo, o filmeraker falou luz quente ou luz fria e a gente falou luz quente porque é o mesmo subtom que a gente trabalha em todos os nossos editoriais e que no subconsciente você entende isso como algo da laça. E aí, como que eu transformo isso em objetos? Até a nossa paleta de cores nos produtos e nos tecidos trazem essa mesma comunicação.
E aí, pr você ver isso de forma muito simples e automática, quando você compra na LS, por exemplo, a nossa caixa ela é marrom, assim como esse Jorner que eu tô segurando. E aí o fato de você repetir algo muito visualmente, ele deixa totalmente de ser algo visual, como por exemplo o nosso ursinho. Ele tá nas nossas legendas, ele tá em todos os nossos posts em que tem algo de elemento de marca.
E assim como você entrava na nossa popup, tinha ursos espalhados por toda a loja. Você olhava no teto, o jardim suspensos, tinham ursinhos com roupas diferentes da coleção atual aparecendo quando você ia na fila, era um ursinho gigante assim de costas. Enfim, muita gente hoje em dia quando vê o ursinho me manda e fala: "Lembrei da LS" E aí fazendo essa correlação com o mundo virtual, quando a gente lançou o nosso site novo, que foi em abril do ano passado, o mousepad, quando você tá olhando o site, ele é um ursinho.
Isso faz com que a cliente fique mais tempo no site. E juntando com essa narrativa, a gente pegou o nosso ursinho, que a gente utilizava em todas as artes, a gente transformou ele num mascote. Então a gente foi numa fábrica que fazia o ursinho com a cara exatamente do que a gente usava na arte.
E aí você ganhava se você comprava acima de R$ 500 na L. Conclusão. No nosso primeiro drop apresentando esse brinde, o nosso número de pedidos acima de R$ 500 por drop subiu em 31%.
E é por isso que às vezes quando a gente vê alguma coisa fofa, legal e bonita, como o ursinho, por exemplo, pode ter certeza que ele vai além do visual. Ele é estética como estratégia. a estética constante que leva ao significado, que leva ao reconhecimento, que leva ao desejo simbólico e a sensação de um produto ser até mais premium às vezes do que ele é.
Terceiro conceito, branding como cultura e não como marketing. Tem uma coisa que eu não costumava fazer na minha rotina de skincare, por talvez enquanto eu tô falando com vocês, vocês vão perceber que tem uma característica minha que não meu forte, que é boca. Minha boca não é grande.
Então eu sempre fui a pessoa que fiz skincare, passava um pouco de hidratante labial, mas eu nunca fui uma pessoa que prestava muito atenção na boca. E aí eu comecei a consumir uma marca que essa marca tinha, por sua vez, um branding muito forte de a skinc tem como uma das etapas você hidratar a sua boca, que é a Road, que é uma marca que eu amo, até porque sou fã do Justin, aí sou fã da Riley e assim vai. E aí com isso eu comecei a ficar viciada em produtos de boca no nível que hoje eu tenho uma estante no meu quarto que ela é só de tratamento de boca e aí cuidar da minha boca virou uma das etapas de skincar.
Isso porque quando a marca ela expressa uma visão de mundo, ela trai pessoas que t essa mesma visão. Isso gera uma identificação cultural, não necessariamente só de consumo. As pessoas começam a conversar sobre a marca, igual eu tô contando aqui para vocês, e conversas formam comunidades de pessoas que tm o mesmo interesse.
E a comunidade ela tem um poder cultural que sustenta o desejo nesse produto e nessa marca. A N Project, por exemplo, que é uma marca que eu acho super legal da Espanha, que vem fazendo muito sucesso. Se vocês entrarem no Insta deles e verem engajamento, vocês vão entender tudo.
Você consegue perceber o quanto a cultura que eles colocam como a cultura de marca vira uma comunicação muito incum a comunidade deles. Por exemplo, se você vê o último vlog de um dos donos, em que o vlog tá no próprio canal do YouTube da marca, tem lá como cultura ser uma pessoa que medita de manhã, uma pessoa que combina muito com street style. Mas assim, o que seria o street style deles?
Então ele mostra onde ele toma café da manhã, onde ele sai, onde é o bar que ele frequenta, enfim, o branding como cultura. Assim como na LS, por exemplo, às vezes você pensa: "Onde tá a cultura disso? " Esses dias eu recebi uma DM de uma cliente falando assim: "Nossa, eu fui fazer Vidia, que é um lugar famoso de São Paulo que as pessoas fazem exercício, e aí eu vi uma menina com uma bolsa da Laz, a gente se olhou, a gente sorriu uma pra outra, a gente não falou nada.
Eu acho que isso diz muito sobre o que é uma marca, que é uma cultura. Como eu exponho muito os gostos da Laz como marca, onde a Las tá presente, o que que a faz se a fosse uma menina? Se a fosse uma pessoa?
Essa comunidade acaba frequentando sem querer os mesmos gostos, os mesmos lugares. Elas sabem identificar quando uma pessoa também está usando laço. E é como se criar esse conceito: "Oi, eu gostei de você porque você também tá usando laç.
" Há uns dois anos atrás, a gente tinha um grupo fechado de clientes da LS com mais ou menos 1000 meninas. E o gosto delas era tão semelhante entre si que elas viraram amigas entre si. Até aí, OK?
Eis que a gente descobre através de uma mensagem que foi aniversário de uma delas e as meninas entre si combinaram de comprar um presente da própria L para ela de aniversário. Isso só reforça o quanto assim, são meninas com gostos em comum, porque a marca deixa muito claro quais são esses nossos gostos e consequentemente nossa cultura. Mostrar sua visão de mundo gera identificação cultural que leva conversas, a criação de comunidade e a poder de marca.
Quarto conceito, narrativas sensoriais, cheiros, sons, texturas, microrrituais. Todas vezes que eu tô no shopping, não importa se eu fui só jantar, se eu fui almoçar, se eu fui com produto específico que eu quero comprar na cabeça, se eu passo em frente alguma loja da forma, eu entro para sentir o cheiro. E olha aqui, como vocês podem ver, eu não sou uma pessoa de usar estampas, mas eu quero entrar na loja para sentir o cheiro.
Isso porque sons, cheiros, texturas e rituais ativam o cérebro emocional. Isso cria uma emoção imediata. Emoção vira memória afetiva armazenada e memória afetiva vira apego.
E apego cria preferência automática por aquele produto ou por aquela marca. Mas calma, às vezes pode ser que olhando esse conceito vocês pensem: "Entendi, vou sair espirrando um cheiro único" e aí criei esse sensorial e ponto. Isso vai além do cheiro.
Como tem a ver com os sentidos, qualquer ritual que tenha a ver com uma repetição, por exemplo, você liga o Netflix, aí tem o tum tum, você sabe que aquilo tem a ver com a Netflix. E aí, tanto som quanto cheiro ou qualquer outro sentimento sensorial, ele se lembra da sensação que o produto faz você sentir. Por exemplo, na popup store da LS, logo no início, na porta, isso entrou com uma estratégia, a gente colocou dois nebulizadores que eles alcançavam até sei lá quantos metros quadrados, porque a gente queria ter a certeza que qualquer passo que você desse, você ia sentir o mesmo cheiro que você sente quando você abre a caixinha da las na sua casa.
E como você se sente acolhida e amada quando você abre a caixinha da Las? Quando a cliente entrou ali na loja, ela sentiu o cheiro, ela pensou: "Lembrei dessa sensação. Opa, eu amo consumir a las e isso no subconsciente, claro.
E como consequência para lá, a gente já recebeu várias mensagens de clientes contando que quando elas recebem a caixinha do e-commerce, elas não querem jogar a caixa fora, elas deixam no armário pro cheiro continuar passando pras roupas e pras coisas delas, porque elas gostam dessa sensação. E óbvio, como a gente colocou o produto como home spray para est vendendo lá na Popup, também a gente teve um aumento muito significativo de vendas desse home spray. O estímulo sensorial ele leva a emoção que leva a memória afetiva, ao apego e a preferência automática.
Marcas como personagens. Mais um exemplo dessa viagem que eu fui, desculpem se eu tiver um pouco monótona, mas estava eu andando, entrei numa loja chamada Sport and Rich, que é uma marca muito famosa lá nos Estados Unidos, uma marca que vende roupas de esporte. wellness, produtos wellness, vende smulfs saudáveis e proteicos.
E aí eu me tornei obsecada pela fundadora da marca, que é a Emily. Dito isso, eu comecei a ouvir todos os podcasts que ela participou. No caso, só achei um que eu procurei muito mesmo, mas fui ler vários artigos que ela escreveu porque ela era jornalista.
Descobri que antes de surgir a marca, ela lançou o livro Sport and Reach, em que ela juntou vários artigos dela mesma como jornalista, em que falava desse mundo que ela acreditava. ser saudável, bebe água, dorme bem, seja gentil, seja legal. E aí depois que as pessoas se tornaram obsecadas por essa tética e por esse mundo enxergado pela Emily, que é a personagem principal da marca, ela lançou os produtos em si da marca, além do livro.
E hoje a marca é um sucesso. Isso porque quando a marca vira personagem, as pessoas acompanham a jornada. Isso é muito legal porque causa até um efeito reverso.
A personagem também se torna a marca. Por exemplo, eu tinha um canal no YouTube chamado Dear Brand e ninguém lembrava o nome dele de cor porque as pessoas falavam: "É o canal da Luas", porque eu me tornei uma personagem da minha marca que já é uma personagem por ser só. Isso porque quando vira uma personagem isso cria identificação, porque a vida real ela gera um espelhamento emocional querendo ou não.
Esse espelhamento de você se identificar com alguma coisa que você consome, ele cria afeto, que ele vira uma confiança e você confia no que eu tô te falando. E a confiança ela converte melhor do que qualquer campanha. Por exemplo, na, um fato curioso sobre os bastidores.
A gente já fez algumas colaborações que ficaram muito conhecidas, por exemplo, Coffee Bite, que a gente lançou com cafezinho e agora recentemente Blush Red Moca com Aizela. E até com isso, por exemplo, quando a gente vai fazer uma colaboração com a LS também está no próprio contrato, que antes dessa colaboração, eu, Luana, como personagem principal também tenho que tá usando um tempo antes. Então, se vocês forem ver, é por isso que no meu TikTok tem 30 dias usando o mesmo blush, mesmo dois meses antes da gente lançar o blush de fato.
E aí com isso, uma consequência muito legal que eu posso trazer para vocês é que a gente tinha uma personagem que sou eu, usando loucamente o blush que a gente estaria lançando. Quando o Blush foi pro ar, muitas pessoas queriam reproduzir os conteúdos em que a personagem do blush, que era eu, estava usando. E acabei de descobrir ontem que a gente tá concorrendo o prêmio Glamur de Colab do ano com esse blush.
E é por isso que é tão importante marcas serem vistas também como um personagem. Vida real leva a identificação, que leva afeto, confiança e consequentemente conversão orgânica. Sexto e último conceito para 2026.
experiências como colecionismo. Ainda sobre colábios, quando a gente lançou a nossa bebida com cafezinho, teve um adesivo muito interessante em que todo mundo que provava a bebida, principalmente nos primeiros dias, ganhava, que era: "Eu faço parte do coffee club", até porque era o slogan que a gente estava usando em todas as campanhas. E isso fez a gente entender que experiências viram colecionáveis quando a marca transforma momentos em provas de pertencimento.
Carimbos, rituais, certificados criam afeto comunidade e conversão orgânica. Por exemplo, Copenhagen tem marcas que criam cartões, carimbos ou capítulos a cada compra. Eu, por exemplo, quando comprei a minha primeira bolsa da Gan, ganhei o sticker, em que é uma foto do próprio produto que eu estava comprando.
E agora eu quero comprar mais bolsas para ter outros stickers com esses produtos. Naas, por exemplo, todo mundo que foi na Popap recebeu um certificado no seu próprio e-mail a chegar em casa. Lógico, só quem teve baixa no sistema de que de fato foi, não só quem agendou, é quem de fato foi.
Recebi um certificado no meio escrito: "Obrigada por fazer parte desse momento e fazer parte da primeira experiência física da LS". Assim como em 2022 ou 2023, quando a gente lançou nossos primeiros moletons, 500 clientes que mais consomem na marca receberam uma carta na casa delas. E nessa carta tinha a coleção em primeira mão, mostrando paleta de cores, desenho dos moletons, quais eram a modelagem, as cores, o conceito por trás, qual seria o preço e o cupom de desconto que só funcionaria para quem recebe essa carta.
Essa carta foi muito postada em todos os lugares por todas as clientes. Como consequência, a gente sempre choca a agência que trabalha com a gente no tráfego ou pessoas que querem entender nossas métricas com o nosso nível de taxa de recompra. Lu, mas será que fazer tudo isso não atrapalhando na logística?
Quando você entende e acredita assim como eu, que a experiência como coleção vai ser muito forte para ano que vem, você entende que isso tem que virar uma estratégia, que ela vai ser organizada, pensada e estruturada para que aconteça. Essas cartas, por exemplo, elas foram desenvolvidas três meses antes de chegarem para as clientes, porque foi desenvolvida uma arte que conversava com a coleção, uma lista de clientes que tinha que conversar com quem de fato representava a comunidade e o tempo de envio dessas cartas. Esse orçamento, óbvio, que ele foi considerado no orçamento de marketing dessa campanha.
Ele não foi feito por fazer, sabe? E aí no final tudo faz sentido. Ele foi um dos pilares que determinou o bus daqueles moletons.
E aí esqueci de contar também, esses moletons foram os que acabaram minutos antes, inclusive do horário oficial de lançamento. E é por isso que eu acredito tanto na experiência como colecionismo. Momentos memoráveis que levam a sensação de pertencimento, afeto pela marca, uma comunidade que se reconhece e com isso conversão orgânica com muita recompra.
Essas foram as seis tendências de marketing que eu mais acredito para 2026, mas você tem uma generalizada acima de todas essas que eu acredito, é que repertório nunca é demais e repertório é descolado. E eu espero que com esse vídeo eu tenha aumentado de certa forma seu repertório no dia de hoje. Me contem o que vocês mais gostariam de ver nos próximos episódios e se deveriam ter mais episódios dessa série aqui do The Markering Club.
E até mais.