E aí [Música] a mamãe olhava para gente como se ela fosse partir por um longo tempo como se ela que raramente saía do terreno da casa e que nunca se afastava da plantação exceto aos domingos para missa como se ela Estivesse se preparando para uma longa viagem como se fosse a última vez que ver se as três ao redor dela a mãe que observava as filhas com esse olhar de despedida era uma mulher e incrível chamada Estefânia uma mulher que fez tudo que era possível e imaginável para honrar as suas tradições e também para proteger
a sua família em tempos de pobreza de exílio e de muita violência Stefani assim como seus familiares fazer a parte de um grupo étnico chamado tu disse que era muito presente em países como Ruanda como burundi e também no Congo em Ruanda local onde Estefânia nasceu e viveu eles são considerados como uma minoria enquanto o grupo majoritário por lá são 12 aproximadamente oitenta por cento da população entre as décadas de 20 60 quando aquele território ainda era colonizado pela Bélgica o estudantes receberam diversos privilégios por serem parte da monarquia vigente na época o que acabou
despertando o enorme rancor dos outros em 1962 O Jogo Virou com a independência de Ruanda o país deixou de ser controlado pelos Belgas e passou a ser governado pelos votos que por sua vez iniciaram uma série de políticas de repressão Justamente a essa minoria Tutsi todos os tutsis por exemplo foram obrigados a sair das suas terras para viver em exílio numa parte muito seca e bem menos favorecida do país alguns até conseguiram fugir para países vizinhos mas a grande maioria acabou ficando por lá mesmo é interesses exilados tava Stefani a sua família e como vários
outros tutsis tinham agora que vivem em péssimas condições e também com aquele constante medo da violência tanto por parte dos militares quanto por parte dos extremistas políticos a escritora holandesa scolastique mukasonga filha de Estefânia lançou em 2008 um livro em homenagem a sua mãe uma obra conhecida como a mulher de pés descalços publicado no Brasil pela Editora nós e com tradução de Marília Garcia o livro começa a bastante triste com reflexões da autora sobre a morte da sua mãe ela sim como o vários outros tutsis foi assassinada durante o genocídio em Ruanda assim como também
vários dos familiares da escritora para quem não conhece 1994 ocorreu um genocídio naquele país provocado pela perseguição de Milícias e militares vultos aos tutsis ou outros que não concordavam com a situação o número de vítimas foi gigantesco cerca de Oi o mil pessoas perderam a vida em aproximadamente 100 dias foi um verdadeiro massacre para quem tiver interesse tem um filme muito bom de 2004 chamado Hotel Ruanda Aqui nós temos a história de um homem o Pou que era roto e trabalhava no luxuoso hotel em kigali capital da Ruanda ele foi o responsável por salvar várias
pessoas durante o genocídio algo que lembra um pouco o filme A Lista de Schindler mas agora eu vou tá na o livro quando vivo Estefânia falava muito para suas filhas que é um morrer elas deveriam cobrir o seu corpo já que nem um filho deve ver o cadáver da mãe a Escolástica que na época do genocídio morava na França refletir um pouco sobre como ela não conseguiu realizar esse desejo eu vou ler um trecho aqui para você rapidinho não cobrir o corpo da minha mãe com seu pano não haver ninguém lá para o cabelo Os
Assassinos puderam ficar um bom tempo diante do cadáver mutilado por facões as hienas e os e embriagado de sangue humano alimentaram se com a carne dela os pobres restos de minha mãe se perderam na pestilência da Vala comum do genocídio e Talvez hoje mas isso não saberia dizer eles sejam não confusão de uma soalho apenas ouço sobre os e crânio sobre crânio ainda no começo da Leitura retornamos As Memórias da escola as tics sobre a sua mãe e o livro todo segue Nesse Ritmo a proposta da autora foi fazer uma espécie de resgate sobre quem
foi aquela mulher e como ela viveu inicialmente vemos a enorme preocupação que a Estefânia tem com todos os seus filhos especialmente naquela situação anterior ao genocídio em que havia muita perseguição aos tutsis eles eram completamente marginalizados haver muitos militares que invadiram as casas para roubar coisas ou para aprender pessoas e por conta disso a Stefani acabou criando diversos métodos e planos de Sobrevivência para conseguir de alguma ou seja os seus filhos quando isso acontecesse isso e a desde esconderijos no mato ou camuflagem até de repente até a possibilidade de uma fuga para outro país ela
também sempre ficava conversando com os vizinhos para ver se tinha algum problema no local ou se havia algum risco de um perigo eminente ao longo da Leitura também acompanhamos em diversos momentos como essa mãe acabou desenvolvendo um verdadeiro desprezo por qualquer coisa que não fosse tradicional ela simplesmente não toleravam uma interferência estrangeira objetos que vêm do exterior ou coisas assim isso tudo muito por conta do trauma provocado pelo racismo durante a colonização belga por ser uma pessoa muito apegada às tradições e os rituais da sua terra ela sempre preferia dormir e em casas no estilo
tradicional chamada de ISO ela gosta muito mais de dormir nesse tipo de residência do que nas casas de paredes retas como ela falava né nas casas de parede reta o que chegaram em Ruanda por conta dos Estrangeiros ela também gostava Por exemplo de fazer o fogo se utilizando de métodos próprios e nunca palito de fósforos por exemplo também não gostava de utilizar instrumentos objetos de metal e várias outras coisas além disso a Stefani era completamente apaixonada pelas festas e hábitos locais Um Bom exemplo era o dia da colheita do sorgo que é um tipo de
cereal muito comum em Ruanda e também outros países da África Central Esse é um evento muito importante que envolve apaixone toda a comunidade né desde as crianças até os mais velhos no decorrer da Leitura mas ainda teremos várias outras situações Como por exemplo o apreço é enorme que ela tinha pela educação dos seus filhos sobre como ela gostava de contar histórias sobre o interesse dela por plantas medicinais sobre a enorme influência que a Stefani é tinha no casamento da sua comunidade né na Vila Onde Ela vivia E por aí vai o decorrer do livro segue
sempre essa lógica né de montar como se fosse um tipo de ir painel de memórias onde a scolastique ela se recorda tanto de lembranças da sua mãe principalmente isso né quanto também de coisas que ela vivenciou em Ruanda ou situações que ela viu sejam situações boas como as pequenas alegrias da infância por exemplo ou situações ruins da que ela ela acabou observando no local onde Ela vivia como situações tipo de violência sexual contra mulheres e perseguições e várias outras coisas e vai dizer aqui que essa obra apesar de falar bastante coisa sobre a situação dos
tutsis em Ruanda e também sobre a condição da família da escola chique naquele cenário né de perseguição ele não se limita apenas a isso uma das principais propostas da autora o meu ver foi demonstrar como era a vida de uma mulher tu disse na Ruanda daqueles anos sobre como o mesmo com todo o preconceito com a perseguição e com vários dos perigos elas tinham que dar um jeito de tirar forças para conseguir Aguentar uma das saídas que a Estefânia por exemplo encontrou foi de se agarrar tanto nas suas tradições nas tradições do seu povo quanto
também cuidar da sua família é o máximo a mulher de pés descalços é um livro que funciona como um alerta para os perigos da intolerância quando um povo simplesmente não tolera existência de outro e também fala muito sobre o enorme valor das lembranças a e agora percebeu O assistindo à televisão O Extermínio do seu povo durante o genocídio que uma coisa que não poderia se perder em hipótese nenhuma era Justamente a memória era a única forma de manter algo daquelas pessoas têm uma entrevista da escola as TIC na revista Época que eu recomendo muito que
vocês Leiam mesmo sem ter lido o livro eu vou deixar o link aqui na descrição além de nos mostrar um pouco da vida da autora esse artigo também é interessante porque ele toca muito nessa questão da preservação da memória e de como a autora realmente sempre se preocupou muito com isso além de também tocar em outras temáticas como por exemplo a coisa de como surgiu nessa rivalidade entre Russos e tutsis que foi muito provocado a principalmente pelos colonizadores europeus tem um trecho da entrevista também que é bem emocionante onde a escritora fala sobre como os
seus pais disseram para ela quando ela estava prestes a se mudar para a França e seria a única testemunha de que eles existiram isso é mais pura verdade como podemos observar nesse livro chamado a mulher de pés descalços que é uma grande prova da enorme importância de preservar As Memórias é isso galera deixa aqui para vocês a recomendação dessa leitura incrível que é importante cima e que eu acho que merece muito a nossa atenção o bom é isso Pessoal espero que vocês tenham gostado dessa resenha de hoje de uma autora que eu ainda quero falar
muito por aqui tem outros livros dela que eu estou bastante interessado em ler e quem sabe a trazer uma resenha por aí em breve Aproveite também Para te convidar para me seguir no telegram e no Instagram eu tô publicando bastante coisa por lá nesses últimos tempos desde dicas de contos a bastidores eu também falo de dos próximos dos próximos vídeos né que eu pretendo trazer por aqui e várias outras coisas os links estão aqui na descrição também não se esquece de que todo domingo às dezoito horas Tem vídeo novo aqui no canal além de outros
conteúdos que eu posso publicar aleatoriamente ao longo da semana e se você gosta do conteúdo do canal e tem interesse em ajudar de alguma maneira eu vou deixar aqui embaixo na descrição alguns links da Amazon inclusive o link desse livro que eu falei aqui hoje E aí basta clicar nele se efetuar qualquer pedido de qualquer coisa que o canal recebe uma pequena comissão também não deixe de dar uma curtida aqui embaixo porque ajuda é de se inscrever também no canal para ficar sabendo das novidades e de clicar no Sininho para receber as notificações cada vez
que eu publicar um vídeo novo por aqui beleza então é isso aí até o próximo vídeo tchau