[Música] eu vou iniciar aqui dando a descrição do nosso professor de hoje do nosso convidado e é o Ricardo Henrique ele é economista e superintendente executivo do Instituto Unibanco foi secretário nacional de educação continuada alfabetização e diversidade do Ministério da Educação e secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento Social quando coordenou o desenho e implantação inicial do programa Bolsa Família no Rio de Janeiro foi secretário Estadual de assistencial e direitos humanos dentro do Instituto Municipal de Pereira Passos educacionais Fundação Maria Cecília solto Vidigal Fundação Itaú Educação e Cultura Instituto Natura Instituto república e Todos Pela Educação
com vocês sobre esse contexto grande aqui pensar a juventude educação o mercado trabalho e talvez o primeiro passo importante a gente pensar esse contexto Brasil e Mundo pandemia A gente experimenta uma crise sem precedentes da história do ponto de vista do mundo a gente tá falando demais de 5 mil vidas que você não perdidas e os impactos academia não só no Brasil ceifando mais de 600 mil vidas mas o impacto gigantesco sobre sobreconomia fazendo o que a gente tenha uma crise gigante sobre o mercado de trabalho aprofundando nossa situação de pobreza em vários momentos e
ampliando nossa desigualdade eu acho que a gente tem uma combinação fortíssima na verdade que o Brasil vinha de uma econômica e tradicionalmente [Música] segue um períodos na nossa história de recuperação da crise e pela primeira vez a gente viu uma crise que entra no meio de uma outra crise sem adjetivo da recuperação e parte grande da nossa história é que a gente tem no campo do trabalho informal capacidade absorver parte das crises no mínimo reduzindo a incidência sobre a extrema pobreza isso também não aconteceu então se escancarou a desigualdade que nós temos estrutural e aumentou
a Estranha pobreza como todos estão acompanhando numa velocidade gigantesca especificamente quando a gente olha as estatísticas das vítimas a gente também vê essa desigualdade porque a gente pode como vários especialistas tem trazido a gente pode falar de duas epidemias né uma que incidiu sobre os pobres as negras dos negros os moradores de periferias de favelas um extrato de renda mais alta em geral branco os moradores de bairros mais novos em última instância essa esse perfil do drama gigantesco das mortes que nós tivemos com a pandemia pacovid-19 retratam explícitam essa desigualdade estrutural temos quando a gente
olha para o mercado trabalho que eu acho que é quanto mais interessa aqui e a gente vê também traços fundamentais que tem a ver com o perfil étnico de gênero da população brasileira como um todo ele tem dados que são em torno da pinade contínua da pesquisa nacional para a morte domicídio continua a gente consegue comparar uma série de 2012 até agora isso quando a gente Olha esses dois pontos notório que o drama do desemprego ele incide desproporcionalmente sobre as mulheres negras mais do de outros recorte então só para dar um dado em perdão 2012
a gente tinha em torno de 11 e poucos por cento de desempregados das mulheres negras se a gente vai em 2020 para mais de 18 18 e poucos de só para pegar o recorte simétrico homens brancos esse desemprego que era de 5% vai para 9,6 então a gente está falando é uma taxa que é o dobro-desemprego quando a gente olha para o perfil das mulheres negras e além do mais a gente tem uma estrutura para a gente pensar que essas assimetrias e depois como conversar sobre o papel da educação para mobilidade social como todo em
particular para o mercado de trabalho a gente tem uma enorme temos características muito forte tá em formalidade mercado que tantas pessoas com exceção de autônomo de mercado trabalho como usar sem carteira e em todos os casos a gente vê novamente uma incidência maior de situação de desemprego sobre os negros em mais intensidade ainda sobre as mulheres negras em particular o contexto atual da pandemia né com suspensão das aulas né das atividades escolares presenciais e aqui inclusive com a redução triste de serviço assim social a gente vê que as mulheres negras não só estão com mais
emprego como estão em proporcionalmente em maior intensidade na sua saúde desalento desalentos são aquelas que não estão trabalhando nem estão procurando emprego porque parte significativa das mulheres negras tá um maior intensidade dedicadas responsabilidades associadas aos cuidados como todos os cuidados das Crianças cuidados dos idosos a cuidados dos doentes você faz então esse que a gente está vivendo essa Construtora da pandemia essa equação perversa de desemprego e queda das Ofertas de serviços fazendo com que os mais vulneráveis vão ao encontro de garantir alguma rede de coesão social sobretudo intra familiar Ou intra-comunitária entre uma comunidade mais
vulnerável e essa responsabilidade incide com mais intensidade para as mulheres negras o que que nos interessa aqui por que que eu tô vendo esse contexto já vou sair dele é que quando a gente olha para Juventude brasileira né esse quadro recessivo dessa dessa crise econômica com uma dupla intensidade aqui vinha acontecendo acelerada pela pandemia a gente vê que temos um aumento do desemprego da informalidade das situações de desalento como a gente tinha falado antes uma diminuição de renda de rendimento um aumento da desigualdade entre brancos e negros que incide de forma muito significativa sobre os
mais jovens jovens aqui a gente pode pegar uma definição mais tradicional em contexto acho que tanto o MJ trabalham o tempo todo que é de 15 a 29 anos que a gente vê que pela combinação de ter uma situação de entrada né de início na atividade laboral [Música] que é caracteriza esses jovens e simultaneamente a gente está num momento do país que não existe nenhuma política pública estruturada em direção de trabalho em particular em direção jovens a gente vê que a afirmação disso é incide fortemente na juventude é óbvio que isso é um fenômeno Mundial
não podemos esquecer isso as taxas de empregos dos jovens elas são maiores no mundo como um todo mas essa composição portanto essa característica de ser o primeiro da entrada do mercado trabalho numa situação de crise faz com que as taxas de empregos nos jovens sejam maiores mas essa combinação da situação específica juvenil com inexistência de agenda programática de críticas profissionadas esse recorte com a intensidade da crise econômica política nacional que a gente está vivendo faz com que a gente veja a diferença significativa das taxas de emprego onde hoje quando a gente considera os adultos de
30 a 59 a taxa de desemprego captada a última na verdade 2020 em torno de 10% e a taxa de desemprego a gente considera a população é de 18 a 29 aí não pegando 15 de 18 a 29 tá na faixa dos 43%, então a gente tá num cenário nada acolhedor evidentemente e com metimentos não só no momento imediato como obviamente na trajetória [Música] eu vou parar com o quadro que me parece bastante desafiador mas ainda a gente não pode esquecer de colocar isso em contexto nos desafios digamos contemporâneos né os desafios sobretudo tecnológicos sociais
desse século 21 que colocam uma questão para sociedade brasileira como um todo que é nós estamos acabando a nossa transição demográfica cabendo com a janela no sentido de que não teremos daqui para frente mas tantos jovens Como já tivemos no período recente né então o máximo da população jovem Está terminando agora e nesse contexto de mudança radical da tecnologia que daqui a pouco volta isso mas a gente corre o risco evidentemente um risco para a população mais vulnerável a atração periférica a população favela da população negra de criar uma situação em que parte dessa Juventude
porque a política educacional não está estruturada para isso porque as políticas de entrada no mercado de trabalho também não estão estruturados para isso e portanto a gente tem a probabilidade grande não só de incidência específica numa inserção só simplesmente informal mas aumenta da pobreza extrema né e sem municiar essa Juventude de um ressuficiente para incidir nessa realidade mudar essa realidade seja a gente corre um risco parece que uma expressão que pode expressar esse risco é o risco dessa Juventude ficar numa situação de Limbo diante do cenário de mudanças aceleradas da configuração do mundo trabalho associado
a tecnologia e do contexto de Cristo que a gente está vivendo só para a gente colocar enquanto texto agora também não esquecer que primeiro que isso não determinismo portanto não fatalismo pode ser enfrentado a gente está importantíssimo agenda não só de um milhão de oportunidades toda agenda da Unicef mas também todas as agendas com capilaridades dentro dos espaços populares das periferias das favelas e acho que a estratégia do Instituto Maria João Alexa fundamental para a gente entender isso a possibilidade da gente dar uma pegada uma abordagem transformação nessa agenda a gente não pode não deve
esquecer que em 2010/2011 a gente teve um elemento importante de norteamento dessa agenda feita pelo governo em articulação nítida explícita emocional de trabalho decente para juventude isso é importante o conceito de trabalho decente preconceito final dos anos 90 desenvolvido pela oit né que pensa um trabalho que adequadamente remunerado que tem a capacidade das pessoas exercerem as suas funções de trabalho em situação em condições de liberdade segurança e Equidade para garantir uma vida digna Portanto tem um ambição da contemporaneidade mas nós tivemos um programa que essa agenda nacional de trabalho decente para juventude que se organizava
em alguns erros fechados tá é um eixo que era mais e melhor educação um eixo que a conciliação dos estudos como trabalha a vida familiar um eixo de inserção ativa e digna no mundo de trabalho com igualdade de oportunidade e um eixo igualmente relevante de diálogo entre Juventude trabalha e educação mais dedicado ao primeiro eixo aqui para nossa conversa que é o que tá nesse nessa agenda do trabalho decente para juventude que é o mais e melhor educação e pensando como é que são os caminhos possíveis né evidentemente não exclusivos mas os caminhos de uma
melhora educação e maior intensidade educação para fazer pelo menos aumentar a probabilidade da gente ter uma inserção de trabalho gente primeiro ponto nessa reflexão é mais e melhor educação com que sentido com que o objetivo de sociedade que a gente está projetando supondo e evidentemente essa inserção digna do trabalho de ciências a gente pode colocar o seguinte que país queremos que esses jovens construam qual a responsabilidade da vida adulta diante obviamente criança adolescente mas sobretudo ao jovens para criar caminhos que estes jovens sejam capazes de construir instituir dispositivos procedimentos modos técnicas e práticas sobretudo que
promovam uma agenda de uma sociedade mais inclusiva mais solidária mais dinâmica mais justa e mais evidentemente transformadores sustentável então agenda que é fundamental pensar é que o fundamento de mais educação e melhora educação tá serviço de um projeto que a gente deve instituir como visão de sociedade é óbvio que o Brasil apesar das melhoras que tem realizado cidadã é não tem conseguido produzir uma agenda de desenvolvimento no sentido pleno da palavra né ela tá meio desgastada mas desenvolvimento sócio-econômico ambiental que amplia as possibilidades de uma existência de trabalho Digno e decente ao contrário tem a
gente tem vivido crescentemente na situação de precarização das condições de trabalho mas isso se faz essencial né Quanto mais a gente tá acelerando né Inteligência Artificial ou peso da robótica as mudanças significativas na organização do mundo do trabalho e aí a gente precisa na prática nosso enquanto sociedade nosso maior desafio é pensar Como projetar essa essa agenda de desenvolvimento modelo Se eles quisesse não sei se é a melhor forma de expressar que traduza uma outra uma nova uma arquitetura social é em que por um lado a política econômica esteja esteja ativa e esteja a serviço
da sociedade né para que nesse eixo que ela segure Equidade de acesso uma vida digna obviamente supondo melhor educação mas que a gente tenha mais do que isso além da política econômica a serviço que a gente consiga produzir um arranjo institucional um arranjo político em que a política econômica social estejam em situação de equivalência conseguindo tá dispostos tanto em termos dos status dessas duas políticas como da prioridade que social e econômico seja compartilhando a cena da política pública de forma a criar condições objetivas de projetar uma que ambiciona mais Liberdade mais autonomia mais trabalho decente
e mais evidentemente Projeção de uma de um cenário aqueles que estão estruturamente em condições mais vulneráveis que são sobretudos periféricos os negros dos indígenas como os quilombolas As populações ribeirinhas que a gente consiga nesta relação equilibrada entre o econômico e social entre a política econômica e a política social projetar esse Brasil mais inclusivo aí é fundamental e o tamanho do problema passa por um lado para a gente ver e não desconsiderar as desigualdades de renda que nós temos um jeito de medir a desigualdade de renda o famoso conhecido índice de Gine a gente tem estudo
recente da ocde com 40 e Poucos países 45 países em que o Brasil nessa escala ainda hoje tá o quinto de baixo para cima né o quinto país em 19 de 2019 mas desigual dessa lista de países obviamente esse ranking é liderado pela obviamente sabidamente é liderado pela África do Sul e logo depois nós estamos lá em quinto lugar nessa posição não podemos desconsiderar que essa agenda reflete estruturalmente mais de 300 anos da nossa da nossa escravidão especificamente da forma com que fizemos a transição da escravidão em que ela foi uma transição e que após
os atos sobretudo simbólicos de garantia de liberdade ela veio dissociada de qual dimensão de sinais de inclusão produtiva nem os meios de produção agrícola foram distribuídos evidentemente sem acesso à terra sem acesso a crédito por definição para o nosso modo desafio sem acesso educação e os libertos foram apartados de qualquer desenho possível de razoável inclusão social a época e nós temos obviamente uma sequência nós temos hoje uma sequência de movimentos ao longo dos modos de Constituição da política em geral da política pública em particular que a gente ratifica esses traços daquilo que a corretamente se
denomina o racismo estrutural que intima instância é a tradução institucionalizada de parte relevante do nosso da nossa organização social como um todo então a gente para não perder isso a gente sabe que os negros participados são 56% da população em grandes números e negros preocupados tem as maiores taxas de difuso escolar as maiores taxas de reprovação as maiores taxas de evasão e só para ficar com uma dado relativamente recente no período pandêmico de algo como 4 milhões e 300 mil estudantes que negros que ficaram sem atividade escolar então quando a gente está projetando esse esse
Brasil que a gente quer aqui né a gente tá querendo políticas públicas que assegurem mobilidade social com sobretudo foco para os mais vulneráveis dado importante para a gente ter essa percepção de foco no nosso radar eles pega a geração né de estudantes que entraram no primeiro ano do Ensino Fundamental e concluem o terceiro ano do ensino médio a gente vê que ao considerar sem crenças brancas 75 crianças brancas terminam o ensino médio O que é o número bastante ruim a gente tá dizendo que 25 crianças em cada 100 não compõem o ensino médio mas quando
a gente olha para as crianças negras de cada 100 que entram só 53 conclui o ensino médio então em plena era do conhecimento a gente tem um arranjo social que diz de forma muito nítida Cristalina para todos que 47 em cada 100 crianças por serem negras não está tão concluindo isso que a validade básica de qualquer sociedade contemporânea de 12 anos de educação obrigatória que a gente conquistou no Brasil [Música] individualmente Isso é desesperador para cada uma e cada um desses estudantes e evidentemente temos sociedade os custos do abandono e da vazão escolar da não
conclusão sequer do ensino médio são absolutamente gigantescos né quando a gente faz qualquer estudo sobre e acompanha os dados sobre remuneração por exemplo Considerando o gênero raça e escolaridade né a gente vê as enormes diferenças e o dado só para a gente pegar já no mercado de trabalho porque essa não pode deixar de ser nosso tema quando a gente considera homens brancos frente a mulheres negras a remuneração média das Diferenças dessa reminação média é de 2,3 vezes maior para os homens negros eu perdão para os homens brancos frente as mulheres negras então a gente não
vai ficar aqui abarrotando vocês indicadores mas a gente sabe disso de forma muito Evidente quando a gente vai para o zoom da agenda Educacional tá tanto no acesso como na permanência como no desempenho da aprendizagem essa diferenças entre brancos e negros ficam bastante nítidas e categóricas a gente avançou não podemos esquecer que estamos com baita problema mas a gente avançou ao longo da nossa história avançamos de forma relevante nos últimos 30 anos então a parte do nosso debate hoje é um pouco estranho que parece que tá cristianismo além de negacionismo da ciência que é absolutamente
vergonhoso quase do MediaFire Mas além disso são às vezes é grande do que a gente tem evoluído não mas evoluímos a educação os investimentos que aconteceram na educação são importantes hoje a gente tem 99 um pouco mais de 99% das Crianças 6 a 14 matriculadas escolas a gente continua até os jovens também matriculados então a constituição cidadã de 88 criou a referências e parâmetros sobre os quais nós melhoramos no entanto estávamos no trilho agora nessa conjuntura atual não estamos mais no trilho não há política educacional Nacional mas felizmente estados e municípios sobrevivem essa conjuntura absolutamente
adversa mas apesar de ter nos Estados nos trilhos e espero que a gente retome rapidamente a nossa velocidade do projeto Educacional tanto ponto de vista inclusive qualitativo é muito baixo então é a gente precisa enfrentar isso de forma muito muito importante quer dizer e aí as diferenças entre renda e gênero e raças são são chaves para expressar essa agenda e dando conta de entender que no ensino médio sobretudo a gente estava muito amarrado numa estrutura curricular extremamente quando eu disse extremamente fragmentada sem nenhum diálogo com os interesses da Juventude menos ainda com sem nenhum diálogo
com as demandas minimamente objetivas esse objetivo dessa contemporaneidade então a gente tá aqui sendo necessidade de olhar para a qualidade da educação Talvez o último indicador que eu dê para vocês tem a ver com não acesso que a gente tem que o acesso estava acontecendo mas a permanência como eu disse para vocês fica baixa Fantástico de evasão e de abandono muito significativas entre parentes um comentário assim numa sociedade que infelizmente na política educacional nós seguimos marcados por uma absurda cultura da reprovação que cria a décadas efeitos radicalmente perversos sabidamente a reprovação Não tem qualquer efeito
pedagógico Mas a gente continua criando ela a partir dela uma referência de categorização entre os estudantes ficamos menos preocupados em criar condições reais de aprendizados estudantes e mais de demarcação a partir de práticas de reprovação e a gente sabe que a defasagem seriedade vai fazer uma pressão cada vez maior para que as crianças adolescentes e jovens abandonem a escola então a gente quando a gente considera aprendizagem adequada a gente só tem métricas para isso infelizmente em língua portuguesa e matemática né teve uma categorização que o Inep é tão atacado ultimamente mas o Inep é desenvolveu
pensando o que que o aprendizagem adequada não é adequada Entre várias formas de medir isso mas para um indicador que que o movimento Todos Pela Educação fez no seu no seu relatório no relatório de 19 a gente tem o seguinte no ensino médio em língua portuguesa somente 37% estudante tinha um aprendizado em matemática esse quadro desachosos somente 10,3% dos Estudantes tinham aprendizagem adequada isso é gigantesco quando a gente estratifica isso um pouco em língua portuguesa O que que a gente tem 50 perto 51% dos Estudantes brancos aprendizagem adequada quando a gente vai para os pardos
está em torno de 31%, quando a gente vai para os pretos na categoria do IBGE está em torno de 28%, né quando a gente olha também o recorte que é possível captar a partir da prova saeb você tem um questionário econômico portanto você consegue identificar o perfil existe uma classificação sobre nível socioeconômico né estudantes em escolas de qual escola econômico baixo em língua portuguesa ou aprendizagem adequado da Paz estudantes um pouco baixo é em torno de 28%. para ser definitivo na ilustração em matemática que é muito mais desafiador para nós como todos aprendizagem adequada média
em matemática 10,3 quando a gente olha para os brancos 18,2% tem aprendizado para os pardos 6,9% e para os pretos 4,6%, só 4,6 tem aprendizagem adequada evidentemente não existe nenhuma característica AD descrita que faz com que o fenótipo racial Ser branco separado você Preto explique qualquer diferença entre aprendizagem adequada a gente tem esse marcador de desigualdade gigantesco a mesma coisa vai quando a gente olha para estudantes econômico adequado em matemática e quando a gente olha para mim a pessoa socioeconômico baixo está em torno de 5%. Então a gente tem isso atravessado por todas as séries
tal e quando a gente olha os países comparando com o andado do Pisa realmente de mudar para vocês quando a gente está olhando para o pisa a gente vê que a gente tem pisa trabalha com estudante em média 15,3 meses de idade Então essa recorte aqui na faixa dos 15 anos Metade dos nossos estudantes que tiveram participando do Pisa não chegam no nível 2 que é considerado releitura que é o que dá para comprar bem aqui nós chega no nível 2 que é considerado a gente tem um e dois os dois piores níveis uma escala
que tem sete níveis a média do CD é um pouco acima de 20% né E mesmo nós estudantes que estão no partiu mais alto de renda esses 25% mais altos de Renda quando fazem a prova do Pisa esses que estão entre os nossos Essa é outro dado importante da desigualdade estão muito distantes dos nossos estudantes que estão entre os mais pobres mas esses mais ricos quando comparados com os outros países aquele nível de aprendizagem de leitura né na língua materna Expresso no exame de Pisa esse quartil de renda mais alto tem um nível de aprendizagem
que está entre o último Partiu e o terceiro partiu da Média da sua ideia e abaixo do último partido de renda de vários países da oceader Então a nossa educação está com desafios históricos aqui bem que fazer a passagem é o mundo do trabalho tô entendendo Carol posso seguir aqui para o mundo do trabalho certo você nem se ela tá aqui ainda aqui falando comigo mas imagino que sim procurei aqui no chat É acho que deu certo então é o que que a gente tem aqui a gente tá olhando esse contexto de uma educação que
estava em perspectiva adequada no caminho a direção certa no entanto com uma estrutura de investimento em várias dimensões não só financeiro a quem do que a gente precisava isso portanto indo numa velocidade muito baixa lembre esse cenário muitos dos Estudantes que entram na escola grande maioria na escola não concluiu-se não chegam no ensino médio muito não chega no ensino médio dos que chegam no ensino médio muitos não conclui o ensino médio busque concluem poucos aprender aquilo que é adequado e para finalizar esse a cereja desse bolo é mesmo isso que a gente está nomeando como
adequado e muitas vezes pode fazer pouco sentido e significado para os próprios jovens que lá chegaram Então esse quadro É desafiador e Este quadro do ponto de vista nossa realidade Educacional tá em articulação com uma transformação acelerada na configuração do mundo do trabalho como um todo segunda década do Século 21 todas as mudanças aceleradas no campo da automação a indústria 4.0 as máquinas inteligentes executando as atividades nossas laborais em série uma velocidade absolutamente impossível de ser feito com pelos humanos né então há um campo de substituição grande forma econômico Mundial projeta até meados da década
agora que mais de 80 milhões de postes de trabalho serão deixaram desistir tem uma pesquisa importante com as empresas sobre o futuro do relatório sobre o futuro do Mundo do Trabalho futuro do trabalho e mais de 40 das empresas no mundo dizendo que vão reduzir a sua forma trabalho devido a as modos múltiplos de inserção da tecnologia como um todo tá então a gente tem ao mesmo tempo a gente tem o mesmo relatório não esse do futuro do trabalho mas esse do fórum fala que a gente vai também criar uma quantidade maior inclusive de postos
de trabalho mas são a gente está cada vez Portanto tem extinção do projetados é aumento dos postos de trabalho por outro lado mas o que que a gente sabe é que esses postos de trabalho que estão em construção solicitam habilidades e competências muito relevantes que não necessariamente tão instaladas no nosso campo Educacional então só para a gente ter como lidação habilidades no campo cognitivo que tem a ver com pensamento crítico comento com comunicação com capacidade de ter pensamento flexível portanto analíticamente flexível cada vez mais você pensa solicita isso na medida em que as funções estritamente
manuais são cada crescentemente substituídas pelo campo da automação e você precisa no campo cognitivo isso a gente não precisa fazer habilidades competência cognitivas tem todo um outro Campo repertório das habilidades interpessoais tem a ver com desenvolvimento de relacionamentos a capacidade de ter um trabalho em equipe efetiva Tá certo poder estar sem efetivo nessa coisa de trabalhar em grupo etc tem todo uma agenda de auto liderança forte né autoconsciência gerenciamento de tempo empreendedorismo ações voltadas para resolver problemas e tem todo um outro campo de habilidade que tá no mundo digital o letramento digital de software compressão
do sistemas todo o que tá de alguma forma associado a uma elevação da qualificação média dos Estudantes portanto uma oração da qualificação média da população no ensino básico nos 12 anos obrigatório e no ensino técnico e ensino superior que precisa ser massiva que para essa sociedade que redefinir de forma muito intensa as habilidades da inserção produtiva e criativa social e Comunitária dentro dessa condição de contemporâneas eu preciso ter não só para alguns eu preciso enquanto sociedade para além do princípio da garantia Universal do direito né direito por definição é para todos mas para além do
direito ter que ser para todos eu preciso que todos tenham uma elevação da qualidade média da sua formação que dê conta dessa multidimensionalidade de habilidade e não fique refém estritamente do cognitivo e menos ainda do cognitivo só do cognitivo vamos estritamente disciplinar cognitivo a questão analítica a questão do pensamento crítico e reflexivo se torna cada vez maior necessidade para além de todo o desenvolvimento em direção à sociedade a capacidade dedicação crítico Se operar em campo democrático você cooperar você operar em Campo de trabalhos coletivos integrais integrados que tem empatia que é se desenvolva a ponto
de produzir efetividade naquilo que é coordenado entre pessoas heterogêneas mas que precisam de ter um campo comum compartilhado para resolver problemas e para endereçar caminhos que sejam sustentáveis de transformação da sociedade então o que a gente está falando é que a gente de forma incontornável precisa se plugar nesse caminho senão a gente entenderá se já somos um país de renda média mas é um país que cai na armadilha da renda média e não investe de forma radical numa Educação de qualidade para todos Educação de qualidade para todos a gente tá num evento da unisset mas
é a marca da Unesco mas aqui são é uma expressão que precisa de qualidade de definição muito substantiva de todos os elementos O que é educação mesmo aqui a serviço do que ela tá tem visto o que que ela está o que Quem são todos porque na nossa realidade diferente de outros países é quando a gente pergunta qual é o todo que cabe no seu todos como todos de cada um de nós nem sempre todos lá estão aí é fundamental que eu tenho uma estratégia de alta qualidade em simultâneamente e simultaneamente adequada a todos portanto
eu preciso de uma estratégia de Equidade com excelência e produzir essa combinação de altas expectativas de excelência não para alguns não para poucos alguns nem para muitos alguns e sim para todos e aí captando a potência do que a gente pode fazer essa direção é porque a gente tem experiências visitosas que a gente vai olhar para o ensino superior de cotas uma política de cotas que produz mobilidade Educacional por um lado porque a linha expectativas das pessoas né dos Estudantes sobretudo estudante negros que não vinham facilidade de entrar na universidade possibilidade simplesmente estudam mais e
entram na universidade entram na universidade e se institui-se constituem uma intelectualidade negra absolutamente contemporânea que precisa é ter caminhos efetivos de vocalização para conduzir essa transformação em direção a maior Equidade porque evidentemente suas trajetórias de mobilidade social a partir da educação vindo sendo degressos de situações periféricas e sendo negros permitem um olhar muito mais sofisticado crítico transformador para poder fazer as energias de reconversão social que permitam instituir políticas de mais Equidade com excelência E aí a gente tem algumas oportunidades em aberto uma delas é aí há uma discussão hoje crítica que a gente precisa dar
conta dela que são a potencialidade associada a reforma do ensino médio é óbvio que a reforma do ensino médio às vezes está sob disputa de Campos políticos mas quando a gente olha a sua potência a sua seus fundamentos e a sua capacidade da mudanças O que que a gente vê que a reforma do ensino médio ela para o lado tira as amarras da ideia de um ensino de 15 disciplinas obrigatórias aplicadas de formas de forma homogênea para todos os estudantes ao mesmo tempo no Brasil como um todo essa marra que até bem pouco atrás nós
estamos carregando o ensino médio ela é desmontada ela é desmontada por um lado que nós temos a base Nacional comum curricular que cria Campos de competências Gerais e competências específicas que podem ser formatados de forma customizada cada realidade e associa isso a ideia que eu tenho flexibilização e integração curricular permitindo trajetórias variadas tanto no campo propedê Deus como no mundo do trabalho não além não concomitante não subsequente mas no ensino médio regular conexão com o mundo do trabalho com o contexto Extra escolar portanto em potência associado ao que virá como material didático aqui virá com
o sistema de avaliação ao que virar as condições de arquitetura aqui permitam com que as desigualdades não cresçam ao contrário elas reduzam a gente tem vários desafios de implementação mas ela tem elementos chaves para colocar em perspectiva esse processo de conclusão do ciclo obrigatório que da formação básica que incide sobre mais jovens numa perspectiva muito mais contemporânea do que a gente tinha antes né e podemos sobretudo da conta E aí o item projeto de vida é muito importante disso dá conta de que a gente institui a práticas na oferta do ensino médio público é privado
nos interessa aqui mais o público que permita aumentar o protagonismo de aos jovens isso significa criar condições no ensino médio que se produz a sentido e significado para esses jovens e façam o que estudar tem a valor e estudar assume cada vez mais valor quanto mais eu consigo projetar trajetórias de mobilidade Educacional para o ensino superior a trajetórias também de aumento da densidade da minha qualificação em estudo para trajetórias técnicas profissionais e da conta de ter uma visão muito mais muito mais abrangente muito mais transformadora em que autor do meu projeto de vida autor eu
estudante jovem possa é ampliar minha visão de mundo ampliar meus aspectos analíticos críticos e aumentar minha capacidade de nos itinerais de conhecimento dos itinerários é propedêuticos mas aquilo internacionais na formação técnico profissionalizante dá conta de eu ter modos de pensar cação profissional é formações básicas experimentais habilitação técnica que me deem capacidade de concluir o meu ciclo obrigatório em imposição diante do mundo técnico profissional muito mais refletida por um lado mas muito mais apropriada com repertório consistente para lá estar no mundo adulto no mundo do início da minha entrada na vida adulta e também para estar
mais sólido Inclusive das escolhas possíveis não necessariamente estudar imediatamente após concluir o ensino médio mas no momento futuro de ter uma envergadura melhor uma embocadura melhor dizendo para poder estar acessando futuramente o ensino superior por fim só nesse ponto óbvio que a gente sem ter sido limão uma limonada as condições pós pandemia com a possível redefinição da oferta do ensino híbrido que não pode se confundir com ensino remoto e sim a combinação entre o presencial é a distância e a distância em que eu tenho a capacidade de sair só do treinamento da decoreba e use
o espaço de interação virtual como um espaço de mais tutoria em que na atividade presencial o professor seja menos transmissor do conhecimento e sim é criador de um campo de interação crítica reflexiva em que ele assume o papel de Coaching o papel de tutor e produz um ambiente trocas muito mais intenso no presencial e potencialmente muito mais frequente não há distância entre esses estudantes jovens como todo eu aumento com uma boa um bom posicionamento evidentemente que tem que ter resolvido por questão da conectividade quando a infraestrutura mas um bom posicionamento do ensino híbrido eu aumento
em muito a capacidade de inovação de experimentação desses jovens e de aumento da capacidade do protagonismo e da autoria desse jovem como um todo bem vou tentar aqui ir para conclusão para gente poder ter um debate é óbvio que aí a gente está falando que o ensino técnico profissionalizante tem uma virtude para dar conta daquilo que é o enorme contingência estudante que não estão entre os 20 25 30% que irão para Universidade imediatamente após a conclusão do seu Ensino Médio Mas que entrarão na vida adulta com um repertório muito maior e sendo talvez otimista mas
vindo a potência de você ter uma formação integrada uma estrutura curricular que é da minha formação básica enquanto estudante que associa o propedêutico com o técnico profissional tem a maior probabilidade de ter as competências solicitadas para essa fase inicial de inserção no trabalho é muito mais densas né E muito mais adequadas a trajetórias possíveis de um trabalho decente de um trabalho é mais transformador não podemos esquecer esse ponto que a gente tem obviamente um ponto de gente grande de jovens já em situação de exclusão é muito forte sobretudo Jovens analfabetos jovens analfabetos funcionais portanto a
gente precisa de uma EJA de uma educação de jovens e adultos referenciada técnico profissionalizante de modo aumentar em muito as condições de que esse jovens é evidentemente nós precisamos EJA para pessoas com 70 anos de idade porque a garantia da dignidade da educação tem que ser permanente busca de qualquer política pública no campo Educacional então nós temos que ter um permanente Campo a gente já tem um campo permanente de possibilidades de ofertar o direito à educação a qualquer idade mas além da Eja orientada para as pessoas com mais idade é fundamental que a gente tem
uma ex-estruturada para os mais jovens e essa EJA estruturada com mais jovens que aumente a probabilidade de produzir sentido e significado para esse jovens é tão mais potente quanto mais eu associe a educação de jovens e adultos a formação vocacional a formação técnica profissionalizante então eu sou uma agenda que a gente tem que colocar para poder pensar essa essa mobilização e obviamente a gente tem que caminhar nessa coisa de ter de democratizar o sistema de ensino que a gente já tem hoje inclusive o sistema esc que é público mas não é governamental é de tem
o seu hibridismo mas aumentar os vínculos entre a oferta das escolas públicas regulares e o sistema S entre as escolas públicas regulares e as etecs e né e os institutos os infectes os institutos federais de ensino técnico e os estudos estaduais e aumentar o vínculo potencial de uma relação que precisa ser saudável precisa ser crítica mas que pode ser muito produtiva também entre a estrutura da educação e o mundo futuro do trabalho fazendo esses vínculos potenciais com uma boa agenda legal que a gente tem inclusive pensando O Aprendiz como um caminho chave para poder produzir
significados a gente não pode estar acontecendo primeiro que dá para fazer coisas nessa direção se não deve esquecer que é Portugal fez uma revolução Educacional há pouco tempo atrás países que lideram os indicadores de desempenho Educacional que não são só os países asiáticos não são só sua Finlândia como por exemplo a Estônia que tá muito posicionado é faz letramento digital na última década tanto a companês da criança pequena trabalhando a questão da inclusão digital já de uma forma não é para todo mundo virar programador evidentemente Mas é uma capacidade de desenvolver competências habilidades de entendimento
de algoritmo de diálogo como digital que nos posiciona que posiciona os seus estudantes numa inserção Soberana na sociedade digital de é muito mais intensa do que a gente tem no Brasil portanto a a experiência já exitosas nisso a questão chave é que elas precisam estar referenciadas numa virada da política educacional que de um ponto de vista seja referenciado em altas expectativas e mais do que isso em altas expectativas para todos portanto tendo em ato uma visão de Harmonia social que reconhece sua diversidade para um lado enquanto sociedade e reconhece os padrões abissais e desigualdade e
assume uma intencionalidade de produzir ao longo do ciclo formativo obrigatório um processo ao contrário que nós temos tudo nossa história de aceleração das reduções da desigualdade portanto que tenha traços explícitos de ações afirmativas focados nas mais vulneráveis de moda colocar outras expectativas para todos e fazer com que eu recomponha o muro da Educação de forma a fazer lembra lá o princípio da agenda mas e melhor educação para todos e aí criar condições obviamente para a gente fazer um movimento diria Virtuoso e que a gente tá pensando numa agenda de garantia desse direito essencial da educação
como porta de entrada para os direitos como um todo e evidentemente com porta de entrada para uma inserção muito mais digna e decente no mundo do trabalho sabendo que concluo aqui dado conhecimento nessa sociedade contemporânea o relatório do Jack Dell segue como referência e aprender a ser aprender a viver implicará um ato contínuo de aprendizagem desenvolvimento intelectual e profissional em que eu continuarei ao longo da minha vida do início de vida adulta e ao longo de toda minha vida adulta e requalificando o tempo todo para desenvolver habilidade desenvolver competências que são adequadas a esse mundo
contemporâneo para fazer isso eu preciso ter políticas públicas ancoradas nessa agenda de forma a garantir que a minha mobilidade Educacional seja contínua e o aumento radicalmente a minha probabilidade de mobilidade social Esse é o sentido de um projeto de transformação que precisa estar realisticamente mergulhado num contexto de crise intensa e radical que o mundo tá vivendo no contexto da pandemia de forma mais acelerada e na realidade brasileira alimentada pela por um lado por uma pelo negacionismo por outro lado pela recusa de entender a complexidade social por outro por uma certa um certo desconhecimento sobre os
modos qualitativos e contemporâneos de fazer política social é essa combinação que nós temos na história Federal e ausência de empatia me parece que gerando um campo de irresponsabilidade pública muito grande agravam enormemente esse cenário que produzem situações de desalentos situações de maior dificuldade de inserção na sociedade e de trabalho intensidade maior do que a gente podia tá vivendo hoje mas para além da conjuntura acho que a gente tem que estar projetando uma outra forma de por um lado da prioridade de radical a educação de qualidade para todos e por outro criar uma agenda de desenvolvimento
que seja alavancada pela garantia dos direitos sociais dos direitos civis dos direitos políticos que tem no vetor educação um dos seus principais organizadores mas alavancar um projeto sociedade que é capticamente que é categoricamente a serviço de recomposição de um arranjo social que reconheça Nossa desigualdades históricas que reconheça nosso raciocínio estrutural e que Assuma a responsabilidade produzir no campo das políticas uma política pública em relação de equivalência entre o social e o econômico e enquanto diretriz da sociedade a capacidade de alimentado para essa visão de reconhecimento e infanto do seu racismo de sua desigualdade e de
valorização da sua diversidade de fortalecimento do campo do contraditório e de fortalecimento do peso do valor da diversidade que a gente cria condições por uma estratégia de desenvolvimento que seja produtora de uma sociedade mais justa mas equânime com trabalho decente dinâmica sustentável em termos ambientais que olhe para as pessoas e para o planeta com a necessária radicalidade se solicita para ter um país mais justo mais solidário imagina