Dou nada. Não dou mesmo. Oportunidade para oportunidade para estupador.
>> Não, mas o próp >> Oportunidade para est Sim. Mas então tem crimes e crimes? >> Tem crimes e crimes.
Mas tem crimes >> oportunidade para ele matar minha filha, [ __ ] nenhuma. Mas você também não é de direito. Se fosse direito não tava falando bosta aqui.
Ele rouba de tudo. Não é só galinha não. Se fosse só galinha, >> rouba também os impostos também.
Exatamente. Esse você não comenta, né? >> Não vou comentar.
Naí Buquelli é o Salvador lá preso não tem colchão, tem [ __ ] nenhuma. >> O pior investimento que nós como cidadãos aplicamos é o sistema prisional. Porque coloca um ladrão de galinha e entrega um membro de uma organização criminosa.
>> Então o cara que mata uma pessoa com pena é querem desencarcerar, soltar bandido nas ruas. Então na ideia de vocês da esquerda, >> eu não sou de esquerda. Minha primeira afirmação, o sistema prisional serve muito mais para punir do que para ressocializar.
>> Muito prazer, Arquimedes Castro. Não concordo com esse tema que você levanta, que o sistema prisional ele é muito mais para punir do que para ressocializar, porque o resultado dele já demonstra o fracasso que o estado tem com essa política de punição. Se essa política fosse realmente efetiva, com certeza nós teríamos uma taxa de reincidência menor.
Ou seja, essa essa filosofia de que punir vai trazer uma certa solução pr pra segurança pública, ela já se demonstra falida partindo do do desse princípio que a ressocialização ela não existe efetivamente. Ou seja, o estado [música] recebe uma pessoa lá dentro, um criminoso, da forma que quiser colocar, entrega pra sociedade um cara dentro de uma organização criminosa, ou seja, potencializando o crime dentro dele. Portanto, não faz muito sentido só punir a pessoa, por mais que a cadeia possa também ser utilizada dessa forma, mas tem que ter sim uma política de ressocialização para tentar pelo menos resgatar alguns do sistema.
Eu penso o seguinte, cadeia, cadeia não é para consertar ninguém, cadeia é para punir quem cometeu o crime. Eu tenho essa concepção comigo. Cadeia é pro sujeito pagar o crime que ele cometeu.
Questão de ressocialização vai muito do indivíduo. Eu conheci pessoas que estiveram presos cumprindo pena em presídios federais, comeram o pão que o diabo amassou, foram torturados, sofreram horrores e hoje são pessoas inseridas na sociedade. Não porque o estado passou a mão na cabeça deles, mas porque eles enxergaram que aquilo não era para eles.
A taxa de reincidência, eu já eu já digo para você, é que a punição é pequena. Se o presídio fosse tão ruim, como falam, se fosse só punitivismo, como dizem que sofrimento do ser humano, ele não voltaria paraa cadeia quando saísse daqui. Virava santo aqui fora.
Oportunidade tem, é difícil, não é fácil. Ontem mesmo eu vi um vídeo de uma pessoa pedindo dinheiro. O rapaz falou: "Vamos comigo carpin um terreno ali, já monta aqui, já vamos, eu te pago.
" Ô meu, tá marcando, tá louco, o cara não quer trabalhar. Então, muitos que saem da cadeia, não querem procurar um novo caminho, querem facilidade. Eu tenho um amigo que tem uma empresa de frutas e verduras, ele tem que estar no mercado 5 horas da manhã, 6 horas da manhã, essas frutas tem que estar na prateleira.
E é área de tráfico e de contrabando de cigarro. Ele falou para mim assim, ó, pago 2000, 2. 500 por mês para um funcionário.
O cara para fazer uma viagem Guaíra, Londrina com carro cheio de cigarro, ganha R$ 800 por viagem. Como é que eu vou conseguir competir com esse tipo de oferta financeira? Aí quando o cara cai dentro de uma cadeia, aí ele é vítima.
Aí eu que tenho que pensar em ressocializar ele. Aí eu que tenho que pensar em visita íntima para ele, em visita para ele, em mordomia para ele. Igual muitos deputados de de esquerda.
O que você tá falando aí casa com o que os deputados de esquerda falam, ressocialização que entrega nas mãos. Isso aí chama-se eh política de desencarceramento. Querem desencarcerar, soltar bandido nas ruas com a desculpa de que se você manter o cara preso, ele vai ser coptado por uma facção criminosa.
Eu estive visitando o presídio de Londrina, presídio estadual de Londrina. São sete galerias, a da um até a sete. A número um é para os presos comuns, os mais tranquilos, pequenos furtos e assim vai subindo conforme a gravidade.
A sétima é para faccionados e simpatizantes. Não tem nada de misturar faccionado com crime comum. Se tá fazendo isso, isso sim tá errado.
Agora, claro que o cara furta uma uma bermuda num varal, tem que ser punido. Agora não enfiar ele junto com liderança do PCC. Isso eu sou contra.
É isso que nós precisamos modificar no Brasil. Agora, não soltar, desencarcerar criminoso para matar, estuprar. Vou falar um caso rápido aqui.
Eu não sei o crime de cada um. Quem quiser falar aqui, fala para mim. Não sei se as regras do do programa prevêm isso.
Então, eu posso estar tratando com pessoas eh eh realmente eh criminosas e posso estar tratando com pessoas que cometeram pequenos deslizes. Eu conheci um vagabundo que numa pequena cidade do Paraná ele estuplou, ele estuplou uma menina de 15 anos, introduziu o revólver nas partes íntimas dela, fez ela lambê, pegou uma pena pífia, igual essa que vocês falam de ressocializar, soltaram ele, ele saiu para uma grande cidade, Maringá, e lá ele foi, ganhou a confiança de pastores de uma grande igreja. Lá ele engordou os olhos numa menina de 10 aninhos chamada Márcia Constantino.
Locou um carro, alugou um cômodo numa casa próximo da igreja. Num dia de uma festa com quase 1000 pessoas no pátio da igreja. Ele falou, passou a menina falou: "Onde você vai, irmão?
Eu vou buscar um bolo. " Ela falou: "Posso ir junto? " Falou: "Pode.
" Levou a menina e estuprou de todas as maneiras que vocês pensarem. Esganou a menina e matou. colocou no bagageiro do carro, levou numa área rural chamada do Zentão, estuprou o corpinho da menina em cima do capu do carro e depois tacou fogo com galhos de de cana seca.
Se no primeiro crime que ele cometeu com aquela menina que ele estuplou e fez ela lamber a ponta da arma que ele tinha introduzido nas partes íntimas dela, ele tivesse sido realmente condenado a uma prisão dura ou executado. Eu sou favorável à pena de morte para alguns crimes, entre eles esse tipo de crime, estúpentos e com morte. E essa menina Márcia Constantina estaria viva hoje.
Seria uma uma mãe de família. Então, ressocialização para quem quer, quem entendeu que o presídio não é para ele, que cadeia não é para ele, sai aqui fora e vira a gente. Não dependendo de passar a mão do estado na cabeça, que vocês não viram nada.
Vocês não viram nada. Vocês precisam, vocês acham que o presídio do Brasil é ruim. Dá uma olhadinha na no no nas redes sociais.
Naí Buquelli, para esse eu presto uma continência. Naíbelei é o Salvador. Lá preso não tem colchão, não tem [ __ ] nenhuma.
Cometeu o crime, tem que pagar. É que aí você entra em vários temas soltos, né? Você fala sobre uma questão de tipo de crime que a gente também poderia aqui abrir.
Acabei de falar aqui. Eu não sei, >> não é que você é que você pega exemplos para trazer o seu argumento e justificar a questão da punição ou não sistema prisional, que aí abre abriria um pouco mais a margem pra gente conversar sobre isso. O problema em si é que a gente tá é comprovado que o estado não consegue ser efetivo com a política prisional.
Ou seja, tem um modelo que chamado modelo CR, que é um centro de ressocialização, que a filosofia deles é essa. Eu mato o criminoso aqui dentro para que ele saia regenerado pra sociedade. Ou seja, você paga como cidadão pro estado pegar um sujeito, o sujeito, ao invés de ter uma um momento de reflexão, momento de talvez pensar sobre o ato que ele cometeu, ele sai de lá taxado com uma tarja de ex-presidiário.
Nós já sabemos que o país sofre com o desemprego para pessoas que nunca tiveram passagem pela polícia. O cara, tudo bem que é uma questão de escolha, eu até vou concordar com essa questão, mas aí o cara depois ele sai sem a possibilidade de conseguir se reinserir na novamente na sociedade. Por quê?
Ele já passou pelo sistema prisional, mercado de trabalho para para ele já vai ficar um pouco mais difícil. E tudo bem que tem a questão do esforço do cara realmente querer mudar a sua vida. Mas agora só queria que você refletisse na questão de até hoje o estado provou que o pior investimento que nós como cidadãos aplicamos é o sistema prisional.
Porque coloca um ladrão de galinha e entrega um membro de uma organização criminosa pra sociedade. Então isso só demonstra ineficiência do Estado. O Estado não consegue nem combater o tráfico de drogas dentro do próprio sistema prisional.
Ou seja, fazendo um novo apontamento que nem dentro da do lugar onde em tese eles têm um controle, não conseguem sanar esse problema de tráfego dentro do sistema. Então acho que nós deveríamos como sociedade refletir, repensar esse modelo falido do sistema prisional para que a gente tentasse resgatar alguns. Todos não vamos resgatar, porque tem pessoas realmente que estão lá dentro que gostam do crime, querem viver do crime, pessoas que amam estar dentro desse desse núcleo, mas tem pessoas que merecem, assim como eu, fui ressocializado, existem vá e tantos outros meus companheiros aqui que abraçaram a oportunidade para ter uma nova história e reescrever a sua, né, sua trajetória de vida.
Então você eh com o seu esforço, como conforme você tá dizendo, viu que aquilo não era para você. Agora eu tenho certeza que o estado não passou a mão na sua cabeça. Acontece que você fala em pegar um ladrão de galinha, isso aí é genérico.
Fala assim ladrão de galinha, mas o cara não é, ele rouba celular, ele rouba moto, ele rouba bicicleta, ele entra na casa, rouba um televisor, ele não quer saber. Ele rouba o teu pagamento que tá no teu bolso, que o cara acabou de receber, trabalhou o mês inteiro, ele rouba no Rio de Janeiro, teve caso de ser abordado 5 horas da manhã, ter o celular, o dinheiro e a marmita que o cara ia comer meio-dia foi roubada, né? O cara meteu a máquina no ponto circular.
Então esse tipo de gente, como o presídio não ressocializa, então na ideia de vocês da esquerda, >> não, não sou de esquerda, só para deixar claro, tá? Porque a gente defende uma ideia é a mesma da esquerda. Não, não, aí é uma >> Então, mas você também não é de direito.
Se fosse de direito não tava falando bosta aqui de ressocialização. Isso não é bosta, isso é uma questão dado objetivo. Bosta bosta assim.
Sabe por você fala bosta, >> tá? Eu falo bosta mesmo, mas por isso que por isso que eu tô aqui e você tá aí. Então, por isso que eu falo a questão de de ressocialização, de você falar que o ladrão de galinha, o ladrão de galinha é esse que rouba tudo que você pensar.
O tênis, o chinelo, a calça, a bermuda, ele rouba de tudo. Não é só galinha não. Se fosse só galinha, >> rouba também os impostos.
Tá, então, exatamente. Então, esse cara aí, não vou comentar já. Quem quem você quem você quer dizer?
Então, deixa eu terminar só, deixa eu terminar só meu raciocínio aqui. Então, você, então você tá querendo dizer que esses caras tem que continuar solto aqui porque dentro do presídio ele vai ser optado por uma facção. Belezura.
Então, então vou continuar roubando celular, galinha, como você disse, porque o presídio. Então, equivocado. Eu tô dizendo que o cara entra ladrão de galinha e o estado devolve pro pra sociedade um membro de uma organização criminosa.
>> Tá, então vamos falar aqui. Você já ouviu falar no Ferruge? >> Ferrugem não.
>> O Ferrugem é da sintonia final do PCC. Pelo menos era até 11:30 da manhã. Trombou com a rota.
Esse cara também deve ser um cara que roubava galinha e entrou no presídio e soltaram ele como um faccionado. Ele tomou, foi no cu. Tomou, foi no cu.
Então o cara tem que saber que se ele tá roubando galinha, não deu certo, ele quer sair faccionado, ele quer ser coptado, ele vai trombar com a rota e ele vai se [ __ ] Então é isso que eu tô querendo explicar para vocês. O cara tem que saber até onde ele vai, >> até onde ele vai, se foi bom para ele, se não foi bom. Tem cara que você falou que acostuma não com eh PCC, com pequenos crimes.
Tem cara que vive preso, vive preso. Inclusive eu tenho informação, não vou falar da onde a minha fonte, que aqui era para ser 25. Disse que não veio tudo porque metade foi preso no meio do caminho.
Ai saíram para vir para cá, vou fazer um furtinho, vou vender um baseadinho e aí eu vou lá no >> Então você então você, então você parte de uma premissa? Você parte não, você parte de uma premissa que todo ex-presidiário ele é um potencial criminoso. Então >> não não é todo ex-presid porque do que você falou agrioso.
>> Ele é um criminoso. Expresidiário. O ex-presidiário.
>> Sim. O ex-priidiário é um criminoso. Ele é um criminoso.
>> Sim. Que cumpriu a pena. >> Não, ele é um ex- criminoso e um ex-presidiário.
Então, então você tá me dizendo então que o cara ele sai da cadeia. Essa é sua filosofia. >> Então o cara que mata uma pessoa que é exasso.
>> Não, tá indo pro extremo. >> Mas ele é ex-assino? Não, você tá indo pro extremo.
Lógico que ele é um ex-assino. Ele é assassencial. Ele vai ficar matando então pessoas porque você tá, ó, ó a sua premissa como ela é perigosa.
>> Você acabou de dizer que cinco pessoas que poderiam estar aqui não estão porque você recebeu uma informação que no meio do caminho foram praticar um crime. >> Você tá partindo de uma premissa de que todo ex-presidior ele é umidiário. Vocês estão aqui, não foram praticar o crime.
>> Não, mas você tá dizendo, >> eu tô falando que cinco foi. >> Não, não, não, não. Você não.
Você acabou de falar. >> Sim. O que que eu falei?
Você acabou de falar que todo ex, todo ex, todo ex-criminoso, todo ex-criminoso, ele é um potencial criminoso. Ou seja, eu sou um ex-criminoso, já pratiquei já meu ato e paguei por ele. Então eu também sou visto pela sociedade como um criminoso.
Ou seja, eu vou ser sempre visto como uma pena perpétua. É uma pena perpétua que você tá me propondo aqui. >> Porque eu posso ter falado assim: "Fiz merda na minha vida, foi errado o que eu fiz, não quero mais saber do crime, abandonei e não sou mais potencial criminoso.
" Na sua leitura, você tá dizendo assim: "Não, você já passou pelo sistema, já foi criminoso, você vai continuar". >> É, essa essa leitura é complicada. Eu vou te explicar porquê.
Porque tem criminoso e criminosa. Eu falei no começo aqui, eu não sei o crime que cada um cometeu. Agora é o seguinte, tá?
Eu falo para você, >> eu falo para você, um profissional trabalha dentro de sua casa para ir lá e fazer uma limpeza, fazer um uma limpeza de piscina, qualquer coisa. Esse cara cumpriu pena porque estuprou e matou um adolescente. Você receberia esse cara dentro da sua casa, mesmo ele ressocializado?
Se ele chegar na porta da minha casa e falar que vai limpar a piscina, eu vou afogar ele na piscina. Ele vai tomar no centro do cu dele. É isso que eu quero dizer agora.
O cara fala assim: "Não, >> mas eu concordo com você. " Mas então tem crimes e crimes >> tem crimes e crimes tem >> oportunidade para ele matar minha filha? [ __ ] nenhuma.
>> Não, mas você dou nada. Não dou mesmo, mas oportunidade para >> oportunidade para >> oportunidade paraadoraento. >> Eu dou uma oportunidade para um cara que no passado deu um cheque sem fundo, um cara que tava quebrado, comprou uma uma compra no mercado, não pagou, um cara que furtou, até furtou uma bermuda porque tinha vontade de ter uma bermuda.
>> Sento, a su a sua linha de raciocínio, ela é tão ela ela também aplicado pra gente que o próprio crime não aceita esse tipo de crime do crime do estupro. O próprio crime tem as regras até pena de morte para esse tipo de crime. Então você colocar a gente como apoiador supostamente desse tipo de sujeito.
É por isso que eu por isso que eu falei, >> eu também não aceitaria esse cara na minha casa. Eu compto, mas esse crime específico? Não, mas aí você tá falando, você pegando um extremo, >> igual goleiro.
>> Você [risadas] é louco, Cachoeira. >> Essa questão de caráter é uma questão um pouquinho mais profunda, porque como é que você vai cobrar caráter de uma pessoa que não teve nem instrução sobre uma questão do que ética, do que é bom, o que é ruim? Porque a gente tem que analisar isso com uma certa cautela também.
O estado não oferta pra gente uma educação, uma uma educação boa, qualificada, para que esses essas pessoas, esses jovens entendam o que ético, entenda o que realmente é uma formação do que é certo, do que é errado. que é que nem eu falo, é um debate que a gente pode falar assim: "Ah, é questão de caráter, tudo vagabundo, mas quem quer aprofundar e entender realmente a raiz do problema, que no caso seria e esses lares disfuncionais, pessoas que não conseguem dar um mínimo, um mínimo de educação, porque para você construir um caráter de um ser humano, você tem que levar para eles essa oportunidade, mostrar: "Olha, isso aqui é certo, isso é errado, roubar não é legal". E a gente vê no Brasil, infelizmente, que não tem esse incentivo do Estado.
Não é justificativa, mas é pelo menos um olhar para que a gente veja, pô, aonde também tá falhando o Estado para contribuir para que essa taxa de criminalidade aumente tanto. Então, acho que a gente deveria também dar um pouquinho de culpa pro estado nessa negligência que ele dá na questão da educação. Não, primeiro que eh eu creio assim, tenho uma concepção, claro que tem famílias e famílias, mas a primeira educação quem dá é a família, quem quem mostra o que é certo ou errado.
Tanto que eu tenho uma neta de 4 anos, por exemplo, quando ela tinha dois, quando ela ia fazer bagunça, jogar farinha no corpo inteiro, ela fazia escondido porque ela sabia que tava errado. Ela tinha 2 anos. Então, quer dizer, a pessoa já tem uma noção do que é certo ou é errado.
Agora, quando a pessoa vai eh começando a frequentar um banco escolar, começando a a a conviver com pessoas de todos os tipos, ela começa a ver o que é certo, é errado. Aí quando tem 18, 19, 20 anos, entra no crime, começa a praticar furto, roubo, tráfico de drogas, essa pessoa vai creditar aquilo pela formação dela, que ela não sabia que aquilo era errado. Não, porque ela foi corruptada dentro do cenário que ela vivia.
Porque muitas vezes a referência para aquele jovem, por exemplo, que entra no tráfico de drogas, ele olha pro traficante e fala: "Poxa, esse cara realmente é o que eu quero ser". Não porque ele queira ser traficante, entenda, ele olha pro traficante, fala: "O traficante tem dinheiro, o traficante tem boas mulheres, o traficante tem status social". E de repente ele usa aquilo como uma coisa certa, uma concepção correta que tá equivocada, mas ele entende que aquilo na cabeça dele é certo, porque ele também quer ter dinheiro, ele também quer andar com tênis legal, ele também quer ter as menininhas.
>> Não. Sim. É por isso que eu eu já citei, inclusive em entrevistas minhas, eh, a questão do da impunidade.
Você pegava jovens com maconha vindo do Paraguai. Era muito comum em ônibus vir com 20 kg, 10 kg, 15 kg, jovens de 14, 15, 16 anos. e saíam da delegacia primeiro que eu.
Eu tinha que fazer um monte de papel, chegavam as conselheiras tutelares, levavam paraa casa da mamãe porque é menor de idade. Aí eu falava o seguinte: "Aí ele mora determinada cidade, determinado local. O vizinho, menininho da mesma idade, viu ele com uma bicicleta bonita, viu ele com videogame e viu que ele traz droga e viu que ele foi preso ou apreendido, como diz a lei, e viu que não deu nada.
Ah, eu vou fazer também porque ele conseguiu vários objetos que custam caro, cometendo crimes e não foi punido. Então, a impunidade também faz parte. Essa sim culpa do Estado.
A impunidade faz parte da e é é um fator preponderante para o aumento da reincidência e da criminalidade. O cara entra numa cadeia para cumprir 10 anos, fica 8 meses, 6 meses, 1 ano e sai. Então >> mas qual cadeia é essa?
Porque assim, esse é um mundo fantasioso que muitas vezes existem narrativas que falam assim: >> "Não, esse é fantasioso mesmo, porque na verdade não fica nem isso, sai bem antes, né? Isso, isso, isso é um descol, isso é um descolamento da realidade. >> Rapaz, eu trabalhei 35 anos na polícia, eu prendi um cara vendendo droga.
O cara tava vendendo droga, eu peguei o cara, eu recebi a denúncia, campanei, que eu trabalhava com um carro descaracterizado, o o cara tava vendendo droga no bar, fui, peguei no bolso dele, peguei na na na no banheiro, bucha de maconha, dinheiro. Fizemos fragante no artigo naquela época, artigo 12, lei 6368 76. Na outra noite eu tava de folga, frequentava um barzinho, embora eu não bebo bebida alcoólica, frequentava um barzinho na esquina da minha casa jogando snuca.
Ele passou, falou: "É, Faú, nós não fica não". Então, que [ __ ] é essa? Não, isso é um descolamento da realidade.
>> Então, só se aqui em São Paulo fica preso, Paraná não fica [ __ ] Eu vou falar aqui de São Paulo. Eu sou advogado criminalista, atuo todo dia com isso, todos os dias. Tem muitas pessoas que dizem assim: "A polícia prende, a justiça solta".
Isso é um sou um que falo isso. É verdade. Eu vou eu vou me basear em São Paulo, tá?
Eu não vou eu não vou ter a audácia de falar pelo Brasil inteiro. Mas em São Paulo, o Tribunal de Justiça, por exemplo, do estado de São Paulo é mão de ferro. Você entra com ABC, você faz um pedido, eles não soltam.
Muitas vezes se soltam em audiência de custódia por conta da questão do cara ser primário. Governador de São Paulo, mas de Freitas foi lá em Brasília no PSD e falou, eu repito isso várias vezes, Tarcío de Freitas falou que tem casos em São Paulo de criminoso que já foi preso, não é por furtar 30 celulares, entrou e catou uma caixa de celular. Foi preso 30 vezes por furto de celular.
30 vezes entrou e saiu. As audiências de custódia são portas giratórias pro time. Agora vem um cara dizer que advogado criminalista.
Narrativa narrativa porque você tá desprestigiando os próprios juiz de de custódia. Ministério Público. O Ministério Público pede sempre a prisão preventiva.
Os juízes converte, converte, converte. É porque aí você tem que pegar os dados objetivos e e comparar porque senão fica na narrativa, sargento. Fica na narrativa, fica na narrativa.
O estado de São Paulo ele é muito mais punitivista do que realmente dessa forma que está dizendo que soltam os presos. Não é porta giratória. Nós que atuamos na questão da defesa, principalmente a gente tem muita dificuldade de concessão de liberdade provisória.
É um equívoco esse pensamento. Com todo respeito a sua visão divergente da minha. Mas eu tenho, não é eu que tenho visão e nem narrativa, não.
Isso aí são fatos narrados, inclusive criticados pela própria imprensa de de outurnamente. O cara não fica preso. Pergunta para qualquer polícia de rua que aborda, [ __ ] que aborda os outros na rua, vê quantas passagens o cara tem.
Então, quer dizer, esse cara ficou quantos anos preso por cada passagem? Mas você diz que uma condenação de 10 anos, o cara fica 8 meses. Isso é totalmente descolado com o que realmente acontece na vida prática.
Porque o cara pega uma pena de 10 anos, ele vai ficar no mínimo uns 5 anos trancado, porque ele depois ele vai pra progressão de regime. Então assim, o problema são as narrativas sobre o tema. Eu acho que é um tema sério, é um tema que a sociedade tem que elevar o nível desse debate e não ficar mais presa e narrativa, solta preso, não pune, preso, solta preso.
Eu acho isso muito pobre. Por isso que eu tô tendo essa oportunidade de conversar com você. Agradeço esse respeito múlto que tá tendo da nossa parte para que a gente possa realmente elevar esse debate num nível superior para trazer solução pra sociedade.
Porque eu não sou discurso de defender bandido, luto e tenho o meu discurso contra a criminalidade. Defende bandido, mas é advogado. >> Mas advogado defende direitos.
>> Direitos é é diferente defender o ato. O ato do cara é diferente. Deixa eu falar uma coisa para você.
Tem advogados e advogados. Não conheço sua maneira de >> de de trabalhar. Agora é o seguinte, você fala que advogado defende direito, tá?
Advogado defende direito. O advogado defende direito. É quando ele pega o cara que é criminoso.
O cara chegou falou: "Doutor, matei". Tá, então vamos fazer a sua defesa. Matou porque isso, porque aquilo?
Até um advogado falou para mim que o melhor crime que tem para defender é o homicídio, porque todo homicídio tem um motivo. Ele falou para mim, um advogado antigo. Mas o que eu quero dizer para você é que tem advogados que você prende o cara com 40, 50 pedras de craque, dinheiro, o cara confessa para você que vendeu.
Você chega na delegacia, o cara, o advogado chama o cara no canto e fala: "Não fala que foi o sargento que colocou. Esse cara tá defendendo direito. Esse cara é bundo.
Mas aí e o policial também que pega a droga. Mas e o policial que for? Esse é outro bandido.
>> Exatamente. Tem bandido. Advogado.
Estamos falando de advogado. Tá falando que advogado defende direito. >> Na constituição.
Advogado defende direito. Mas tem uns que defende bandido. Porque ele poderia falar: "Não, você tem o direito de ficar calado, então você não responda nada".
Agora você falar que a droga não é sua e que foi o sargento que colocou, >> quem tem que levar um tiro na cara é o advogado. >> Então, mas está medindo a classe dos advogados. Olha como isso é grave que você tá falando.
>> E você tá medindo a classe dos policiais. Acabou de medir agora. Eu peguei o próprio veneno seu, joguei contra você.
>> Você generalizou agora. >> Eu acabei de falar, você falou que não defende bandido. Eu falei: "Defende porque você é advogado.
" Você falou defende direito. Direito. O direito do bandido.
Todo mundo tem o direito de uma defesa, independentemente se você concorda ou não com o ato do cara. São estado democrático de direito. Exato.
>> Eu conheci advogado que eu cheguei com traficante lá e falei: "Esse cara é assim, assim, não vou defender essa bosta não". Virou as costas e foi embora. Aí eu >> ex eu também como ética, eu não defendo, por exemplo, estuprador, pedófilo, esse tipo de crime, eu não não defendo por uma questão.
>> Ah, então então o que você quer dizer que o advogado que defende é sem ética? Respeito. Ah, falou aqui.
Uh, >> não é uma questão de ética minha. Palavra, é uma questão de escolha. Você que defende não tem ética.
Ele falou: >> "Não, eu falei isso. Você que tá falando". >> Você acabou de falar palavra na minha boca.
a minha colocou a palavra na minha boca. Não, não. Você que tá colocando palavra na minha boca.
>> Eu tô falando que tem advogados e advogados. Você falou que defende direitou você >> legalmente. Advogado defende direito.
Tem uns que defende bandido e tem uns que passa recadinho >> pro chefe do comando vermelho. Isso aconteceu lá em Catanduvas, no Paraná. E tem policial também, que na mesma ação, por exemplo, foi preso polícia e advogada e o Diabaqu.
>> Exatamente. Tem problemas em todas as instituições, em toda a camada social. Não dá para generalizar.
Uma afirmação bem complicada essa, sargento, porque eu vou eu vou partir da minha experiência, tá? vou limitar nela na minha experiência, porque eu fiquei preso no estado de São Paulo e nunca tive a visita, por exemplo, dos direitos humanos lá para realmente ver a precariedade do sistema, para ver realmente se a gente estava sendo assistido, enfim, se os nossos direitos estavam sendo ali violados ou não. Então, quando eu vejo, por exemplo, essa narrativa, eu fico um pouco preocupado que eu falo em qual lugar, em qual realmente exemplo prático essa frase, essa narrativa, ela se aplica?
Porque o sistema prisional ele é total, ele é inconstitucional, segundo o STF, ele é precário. Não vamos nem entrar nessa questão que a gente já debateu sobre ressocialização, não. O que eu quero dizer, se realmente acontecesse da forma que é colocado que os direitos humanos pensam nos presos, que os direitos humanos estão ali lutando pelos presos, com certeza muitas violações constitucionais que acontecem no sistema prisional não estariam acontecendo.
Então assim, eu discordo dessa afirmação. Acho que tem que ter direitos humanos pros presos, mas também pra vítima. Eu acho que uma coisa não pode anular outra.
tem que ser assistido, >> não? E eh é fato, tá? Só que eh a esquerda através dos seus parlamentares até para para angarear votos, eles trabalham com projetos eh sempre em favor do desencarceramento, em favor de criminosos.
E esse pessoal da esquerda, eles estão geralmente, por exemplo, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados é o deputado federal Reymond do PT do Rio de Janeiro. PT, acho que é PT. E geralmente essa questão de direitos humanos dentro das assembleias legislativas, dentro do até há muitos anos atrás o deputado, na época deputado Bolsonaro trabalhava para chegar nos direitos humanos e as pessoas eram contra porque disse que ele era violador, aquelas conversas e ele falou e trabalhem para mim chegar porque se eu chegar direitos humanos vão ser para para as vítimas e não direito dos manos.
Então, hoje em dia a esquerda abraça muito essa essa questão. Agora que você tá falando na prática, você tá dizendo que eles não vão atrás, mas você sabe onde que eles vão atrás? Eles vão atrás para prejudicar policiais.
Eu já fui atacado, posso dizer assim, pelos direitos humanos da OAB, inclusive dentro de Maringá, muitos anos atrás. Por quê? >> Porque tinham reclamações.
Olha o que que acontece. Não tô falando que não aconteça isso em casos, mas olha o que que acontece. Eh, muitas vezes prende o cara com 2 kg de cocaína, o cara confessa para você e chega na delegacia, ele confessa, hoje tem a presença de um advogado.
Eu trabalho na polícia antes da Constituição de 88. Então o cara chega lá na delegacia, confessa pro delegado, chega no juiz, não tem escapatória para ele, ele é real confesso. O que que ele fala?
Que ele foi torturado para falar aquilo. Aí aonde que começa a se juntar >> denúncias, >> começa a se juntar. Mas só, só para mim terminar o E aí os direitos humanos vem em cima que eu sou torturador, que eu sou espancador, que eu sou não sei o quê.
Mas é apenas tese de defesa. O cara, teve uma juíza que falou para mim: "Ah, mas ele ele negou lá na delegacia e tá negando aqui". Eu falei, eu afirmei lá e tô afirmando aqui.
Aí ela soltou ele, não, não, eh, absolveu. Passado 15 dias, a Polícia Civil pegou ele com maconha, cocaína, uma moto furtada e um carro furtado. Eu e peg levei o recorte para ela e mostrei.
Ela falou: "Você tá me afrontando? " Eu falei: "Não, tô te mostrando que ele era criminoso. " >> Deixa, deixa eu só colocar só um ponto rápido.
Só um ponto rápido. >> O que, o que que você acha então agora da direita através da Damares? está invocando os direitos humanos pro sistema prisional lá na Papuda, por exemplo, qual que é a sua visão?
Porque se ela é contra os direitos humanos, a direita, vou usar esse termo, como é que você enxerga isso? >> Somos da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, somos quatro senadores da República que temos a prerrogativa de visitar um sistema prisional em qualquer lugar do Brasil. E hoje nós viemos visitar o sistema da Papuda porque nós estamos recebendo a notícia que possivelmente o presidente Bolsonaro venha para cá.
Eh, inclusive ela foi criticada duramente pelo um deputado, né, Gilvan da Federal, não só apenas por questão de direitos humanos, mas ela, o deputado até frisou, falou assim: "Eh, nós temos que lutar pela, pela inocência do Bolsonaro, que nós acreditamos que não aconteceu um golpe, que isso que tá acontecendo é uma perseguição política por ele ter enfrentado o sistema e ao mesmo tempo você vai lá no presídio e vê as condições do presídio. " Então você tem que eh isso aí é um tanto quanto hipócrita. Exato.
>> Eu eu eu tenho muito cuidado dentro da minha da minha trajetória de vida, tanto dentro da polícia, principalmente como parlamentar, onde a gente lida com projetos, com votações. Eu tenho muito cuidado de e não ser hipócrita e não ser hipócrita. >> Eh, se eu questão de o criminoso, agora que eu falo, tem criminosos e criminosos.
Por exemplo, o cara estupra uma uma filha de 5 anos de um homem, ele vai lá e mata o estuprador e ele é preso, condenado. Eu, se um dia conhecê-lo na rua e souber daquela história, eu não vou tratá-lo como um ex criminoso, como um assassino. Vou tratá-lo como um homem digno, que se vingou e como eu faria também.
Então, existem presos e presos. [aplausos] Concordamos. No.