Olá eu me chamo João Macedo e tenho os meus 66 anos eu não sei ler e nem escrever então o meu filho está escrevendo esse relato sou do Rio Grande do Norte o caos aconteceu quando eu era mais novo quando tinha por volta de uns 19 a 20 anos de idade lá pela zona rural da cidade que ficava um pouco distante do povoado Central morava numa Rocinha minha família não era tão pobre mas passávamos as nossas dificuldades a nossa roça tínhamos cerca de três cavalos várias galinhas e umas 10 cabeças de boi e alguns bodes
e cabras era dali que a gente tirava o nosso sustento tanto a gente vendia alguns animais como a gente comia minha mãe decidiu começar uma plantação de milho falava a ela que ia dar certo enfim eu nunca havia estudado até porque não tinha nenhuma oportunidade Então o meu dever mesmo era ajudar na roça junto com meu pai enquanto Minhas irmãs ajudavam minha mãe nas tarefas de casa em um certo dia eu fui sozinho até um lago para me banhar estava de tardezinha quase perto da boca da noite tirei minhas vestes e entrei na água quando
terminei de me banhar já estava escuro a noite havia chegado mas a lua estava iluminando ao longe eu vi um menino aparentava ter uns 12 anos de idade estava sem camisa e era escuro feito à noite ele vinha em direção ao lago quando me viu me cumprimentou e eu com a educação que minha mãe me deu experimentei de volta ele parou de andar e me perguntou para onde eu estava indo rapidamente eu disse que para casa com um olhar curioso ele perguntou onde era como eu vi que era apenas uma criança apontei meu dedo em
direção à minha casa e expliquei onde ficava ele apenas sorriu e me disse tchau fiquei confuso mas continuei no meu caminho cantar orando algumas cantigas antigas quando cheguei na roça ajudei meu pai a colocar os bichos para dentro do cercado então entramos para dentro de casa jantamos e como vocês sabem o povo do interior dorme cedo então mal bati às 8 horas e a gente já estava no démo sono acordei bem cedo primeiro que todos peguei os restos da comida misturei com grãos de Migo e grãos de Arroz e joguei para as galinhas Soltei o
gado e as cabras para se alimentarem da Grama fui até o Posto d'água que a gente tinha e enchi todos os potes que faltavam nesse meio tempo todos na casa já haviam acordado e meu pai ficou bem feliz com o serviço adiantado Foi aí que eu lembrei do menino que tinha visto no Lago ontem ele era bem pretinho e com cabelos p baixinho só consegui enxergar aquilo nele não comentei com ninguém pensei que nunca mais veria aquela pessoa e se visse iria apenas cumprimentar meus pensamentos foram interrompidos pelo meu pai dizendo para eu ir ao
povoado comprar algumas coisas seguei um dos cavalos e quando ia pegar o rumo ele o cavalo Olha bem nos olhos e com um tom sério lhe diz só venha Quando trouxer tudo eu disse que tudo bem comecei a cavalgar até o povoado acho que já era por volta de umas 9 da manhã quando cheguei no meu destino o que tinha na lista eram coisas muito difíceis de achar palha da Costa sabão de coco essas coisas me lembro bem porque na época realmente era difícil então eu rodei a cidade inteira não era tão grande tive que
bater no povoado mais à frente para poder levar tudo para casa mas finalmente naquele povoado eu consegui achar o que faltava eu nem tinha almoçado Passei o dia com fome eu peguei o caminho pro primeiro povoado e a lua já estava começando a subir passei literalmente o dia procurando aquelas coisas mas por sorte encontrei senão quando eu chegasse em casa o chicote ia cantar pro meu lado pois quando o pai dá uma ordem é para cumprir cheguei no primeiro povoado mulherzinha vendendo miga assado contei o dinheiro que havia sobrado e fui comprar o milho para
pelo menos aliviar a barriga P peguei logo duas espigas Pois uma não ia fazer muito efeito comi rapidamente confesso que não me encheu muito mas deu para enganar o enfim subi no cavalo e saí do povoado enquanto cavalgava caminho de casa vi aquele mesmo menino que parecia ir para a mesma direção que eu parei o meu cavalo e ofereci uma carona ele aceitou quando ele foi subir no cavalo o bicho começou a ficar inquieto tentei acalmar fazendo carinho em sua cabeça até que finalmente aquele menino conseguiu subir mesmo com o alvoroço do cavalo enquanto a
gente cavalgava perguntei onde ele ia ficar eu mesmo disse que mais na frente me dizia a gente ficou proseando Ele me disse que vivia só geralmente perando por aí procurando pela mãe dele não quis tocar muito no assunto então para mudar o rumo da conversa perguntei novamente onde ele morava o mesmo me disse que morava só um pouco mais na frente enquanto cavalgam decidimos perguntar seu Dome durante esse trajeto decidi perguntar seu nome o mesmo disse que se chamava Crispin nessa hora o meu coração gelou engoli seco e quando chegamos perto do lago ele pediu
para parar dizendo que morava ali eu comecei a tremer de medo pedindo mentalmente para ele descer logo Porém para o meu azar foi aí que ele disse vamos pra sua roça eu quero conhecer seus bichos o Tom que ele disse foi um tom de voz grave que me fez arrepiar até os cabelos do r e o pesadelo começou a ir ele começou a bater no cavalo o cavalo Saiu em disparada para nossa roça e aquilo atrás gritava ah viia cavalo que o crasp tá aqui eu estava com tanto medo que me agarrei o cavalo fechando
os meus olhos eu nem queria saber mais para onde o cavalo estava sendo direcionado do nada o cavalo deu um pulo enorme e foi aí que eu abri meus olhos e vejo que ele estava pulando a cerca de casa o meu pai estava do lado de fora vendo todo aquele alvoro aquele ser tia no cavalo e gritava aquela mesma frase avvia cavalo que o Crispim tá aqui quando cheguei perto de casa eu pulei do cavalo com as sacolas e tudo me jogando no chão e me machucando completamente pois o pobre do cavalo estava alvora assado
em alta velocidade meu pai correu até mim e me pegou no braço me levando para dentro de casa a gente trancou todas as portas e ficamos bisbilhotando pela janela aquilo mexeu com todos os animais da Roça em cima do cavalo pisou em toda a plantação de Milo de minha mãe destruindo completamente Soltou as galinhas e algumas até chegaram a bater as botas pisoteadas Mas quem sofreu mais foram os três cavalos que ele ficava trocando a todo momento uma hora estava em um e no outro segundo estava em outro cavalo os relinchos junto com os gritos
daquele ser durante a noite toda expliquei pro meu pai o que aconteceu e ele entendeu disse que estava tudo bem aquilo só foi parar quando a primeira luz do sol raiou no horizonte aquele menino levou o cavalo junto com ele só sei que perdemos aquele cavalo naquele dia ficamos de arrumar a bagunça que aquela criatura fez tivemos um prejuízo grande nos dias seguintes aquela coisa passava correndo no nosso cavalo pela estradinha de terra mas não pulava a porteira e nem as cercas o tempo foi se passando e nada mais aconteceu Poucos Anos depois com medo
daquilo acontecer novamente nos mudamos para o povoado e vendemos a nossa roça junto com tudo que tinha lá então Esse foi o relato que aconteceu comigo e minha família dentro da roça Obrigado Robert pela oportunidade e tenha uma boa noite a todos