[Música] Olá aula passada a gente já iniciou né falando aí dos transtornos e quando a gente pensa na avaliação a gente sempre vai pensar assim que diagnóstico que a gente vai ter e quando a gente fala de Diagnóstico a gente tem que pensar que dentro de um transtorno específico a gente vai ter vários transtornos né então quando eu falo por exemplo transtornos do neurodesenvolvimento a gente tá falando ali de TDH tá falando de teia tá falando eh de deficiência intelectual né transtornos de aprendizagem né que aí já entra em outros transtornos não nos de neurodesenvolvimento
que a gente precisa trabalhar o eh eh diagnóstico diferencial pra gente entender se tá dentro de um transtorno de aprendizagem ou não porque os neurodesenvolvimento não são de aprendizagem a criança não tem um déficit cognitivo quando a gente pensa eh neles E aí quando eu vou trabalhar com os transtornos eh neurocognitivos a gente também vai ter vários deles e é só que a gente vai ter uma sintomatologia diferente alguns sintomas que vem de forma mais tardia outras de forma mais rápida então a aula de hoje a gente vai falar sobre vários deles né de uma
forma bem ali suscinta pra gente poder entender o que que vai acontecendo com cada e sintoma desses tá com cada transtorno neurocognitivo que a gente vai demonstrar agora aqui vai mostrar então é acho que é até meio complicado a gente querer começar por outro que não seja Doença de Alzheimer porque quando a gente fala hoje né de transtorno neurocognitivo é diferente a gente não lembrar de Alzheimer acho que a primeira palavra que vem à nossa cabeça quando a gente fala né é Alzheimer Então a gente vai começar por ele que vai ser a forma mais
comum Acho que por isso que a gente lembra primeiro quando a gente fala que a pessoa é a gente encontra alguém mas velho tal e a pessoa diz que tá com problema de memória tem muita gente que já pergunta a pessoa tem Alzheimer né ou então algum outro sintoma relacionado e é a primeira o primeiro transtorno assim que a gente vai lembrar e tem alguns outros que eles acontecem né de uma forma eh eh muito mais um uma população muito menor que possui os outros transtornos então eh eu acho que é muito mais vamos dizer
popular né quando eu digo popular é ter uma uma incidência maior e por isso as pessoas ouvem mais falar e comentam mais sobre o Alzheimer quando a gente fala de eh eh ali declínio da memória pode ser por outro transtorno mas quase todo mundo já vai vir com o Alzheimer porque ele é o mais comum e ele é caracterizado pelo quê né por esses problemas relacionados a memória o indivíduo vai ter uma desorientação dentro do tempo e espaço uma dificuldade em realizar tarefas cotidianas teremos mudanças ali na personalidade e dificuldade de comunicação lembrando que quando
a gente fala desses sintomas eles não aparecem todos de uma vez e nem todos já no mesmo nível então e eh eles vão começar de forma Sutil devagar vindo de uma forma progressiva e também a gente tem esses sintomas que eles vão vindo né vai acontecendo ali um déficit depois vem outro depois vem outro eles no normalmente não acontecem todos de uma vez e também não quer dizer que eles vão acontecer um de cada vez as coisas vão acontecendo e também a gente vai percebendo que uma dificuldade que vem ela já faz com que outros
déficits aconteçam então é como se fosse ali uma bola de neve eu tenho uma dificuldade que ela vai se juntando com outras coisas do dia a dia e aí essas dificuldades vão aumentando que vão causando também outros déficits outras coisas outros estímulos que não vão acontecendo Então tudo isso também a gente tem que pensar aí nesse dia a dia né das pessoas que têm Doença de Alzheimer uma outra doença que é é muito acometida também mas a gente fala não tanto é a demência né vascular que ela vai ser causada Então por problemas de fluxo
sanguíneo né no cérebro e geralmente Ela Vai resultar de danos nas áreas cerebrais que foram atingidas Então os sintomas elas vão variar dentro dessas áreas que foram atingidas afetadas e vão eh listar aí dificuldades dentro do raciocínio da atensão e da organização então quando a gente fala por exemplo eh que você teve um problema de fluxo sanguíneo e acomete né ali no cérebro e quais foram as áreas desse cérebro que foram acometidas por esse fluxo sanguíneo né aí é onde a gente vai ter o prejuízo então por isso que quando a gente fala dessa desse
transtorno neurocognitivo vascular eh e a gente vê sintomatologia diferentes é porque onde foi acometido tá esses danos dentro dessas áreas cerebrais então quando a gente fala que tem dificuldade na fluência por exemplo tem dificuldade na parte motora tem dificuldade na memória aí a gente sabe que são as áreas que foram acometidas E aí por isso que eu tenho esse déficit Ok demência por corpos de lry então ele também né ele vai identificado eh vai ter uma disfunção aí cognitiva a gente vai ter flutuações abruptas dentro do Estado mental alucinações visuais e outros sintomas que são
parecidos com a doença de Parkinson que tem né uma rigidez muscular e os tremores tá então quando é é por isso que é muito importante quando a gente fala desses diagnósticos diferenciais quando a gente fala de Eu estou aplicando testes mas eu preciso ter certeza e preciso aplicar mais esse porque esse me mostra tal coisa que naquela demência tem naquela não tem ou então e eh o que que vai o que que eu vou conseguir de diferencial para para eu saber se é um transtorno ou não então tudo isso é importante e às vezes também
estou aplicando ali as escalas e os testes e de acordo com a a a entrevista que foi feita de acordo com informações dadas pela família pelo cuidador a gente também vai conseguir distinguir entre um transtorno e outro transtorno por por Ah mostra tal coisa que agora acontece ou algum déficit que agora se tem que não é mostrado em tal transtorno mas se mostra em tal tal transtorno e que a gente tava equiparado dentro de outras respostas dentro de alguns testes que foram feitos então a gente também por isso a importância de eh eu preciso fazer
uma entrevista bem feita uma entrevista em que eu faça perguntas que sejam importantes e tenham sentido ali para aquele caso eh posso ter uma anamnese eh igual para todo mundo eu vou disponibilizar depois para vocês também eh duas anamneses uma bem curtinha e uma que é maior mais detalhada E aí Eh mas não quer dizer que a gente só faça perguntas dentro né né daquelas questões que estão ali a gente Eu por exemplo eu utilizo muito e fazer a avaliação vou seguindo cada pergunta ali perguntas que não tenham a ver com o que eu preciso
saber às vezes eu nem faço não faço as questões em forma de perguntas eu faço em forma de conversa a gente pergunta sim mas não é uma coisa de você faz isso você faz aquilo você não sei o qu Então a gente vai vendo formas diferentes de ir mostrando aquilo que a gente precisa saber de ir questionando aquilo que a gente precisa questionar de não eh eh criando Eh quem tá certo ou quem tá errado né Então tudo isso a gente precisa para quando a gente tem aí diagnósticos muito parecidos eh eles poderem elucidar essas
questões né então pensando a entrevista ajuda muito isso eh a anamnesia ajuda muito nisso quando a gente conversa com cuidadores com a família com pessoas que são muito próximas ao paciente que a gente tá atendendo a observação que a gente faz desse paciente eh quando a gente for falar sobre Eh esses Passos aí da avaliação a gente vai entrar mais em detalhes em como que a gente vai eh eh perguntar isso né para para quem tiver junto então tudo isso é muito importante pra gente poder ter respostas eh às vezes eu vejo que eh os
alunos os profissionais eles vêm atrás de de de alguns cursos para terem respostas e assim ah a gente aplica o teste e a gente o resultado do teste o score que ele dá e o score vai dar isso até aí tudo certo a gente aplicou vi o score e o score deu aquilo mas o score junto com todas as outras informações que a gente recebeu aí dá o quê às vezes dá uma coisa diferente então a gente precisa dessas informações pra gente entender o score pra gente poder entender se tudo isso tá casando ali se
a gente tá costurando tudo de um jeito bom e que vai dar a resposta que a gente precisa certo e aí então a gente tem eh uma um transtorno neurocognitivo que até um tempo atrás eh praticamente ninguém nem falava nele hoje a gente fala um pouco mais nele porque temos uma figura pública um ator importante que hoje tem essa demência e eh e aí a gente vê que as pessoas vão procurar vão querer entender mais sobre o que que é isso estou falando do frontotemporal que hoje né o ator brucio Wills ele tá acometido E
aí então a gente sabe que esse transtorno ele afeta as áreas do cérebro que são responsáveis pelo comportamento pela linguagem e pelo controle emocional tá ele pode causar então algumas mudanças aí relacionadas à personalidade ter dificuldade aí no momento da linguagem e comportamentos compulsivos então Eh hoje a gente eh fala um pouco mais sobre ele eh algumas pessoas ainda não eh eh sabem ainda né disso mas eh porque cada cada transtorno a gente tem uma incidência e ele não é um um de uma incidência tão grande então é mais difícil a gente falar desses que
T incidências pequenas e mas quando a gente tem alguém né que é considerado conhecido ou importante ou que fez alguma coisa a nível aí nacional ou internacional as pessoas às vezes procuram mais para saber sobre essa esses transtornos alguma doença alguma alguma deficiência para poder entender mais também a gente tem eh o transtorno neurocognitivo por corpos de inclusão de tal ela é indicada Então por um acúmulo de proteína de tal no cérebro advindo então em semelhança com doença de alzheimer e El também quando a gente pensa também em sintomatologia a gente também dá destaque na
parte da linguagem e da função motora quando a gente já tem eh transtorno neurocognitivo de corpos de inclusão tdp 43 a gente também ela vai ser indicada por um acúmulo né fora do normal aí dessa proteína que é o tdp 43 no cérebro e os sintomas que a gente verifica são semelhantes já do frontotemporal e da esclerose eh lateral eh aminotrofic tá conhecida também por muitos por ela então a gente tá começando a ver que a gente tem muitos transtornos neurocognitivos e esses transtornos alguns deles tê sintomas mas muito parecidos uns com os outros então
mais o motivo da gente ter aí um diagnóstico calmo detalhado pra gente conseguir observar e entender Quais são os diferenciais aí que a gente tem eh eh dentro desses desses diagnósticos e qual deles vai se encaixar vai e eh mostrar ali que aquela pessoa possui então a gente precisa pensar em todos esses detalhes aí ao realizar estas avaliações OK outra também que a gente tem é a demência que tá relacionada com o vírus HIV né o vírus ele vai ele pode afetar o sistema nervoso central e ele vai ocasionar então sintomas de demência com problemas
de memória concentração coordenação tá agora não quer dizer que a pessoa tem HIV ela Obrigatoriamente vai ter essa demência então a gente já diz ela está relacionada ao vírus e ela pode afetar o sistema nervoso central não diz que vai afetar Então se o sistema nervoso for afetado pelo vírus aí a gente vai ter essas características aí de sintomas que vão também causar aí o transtorno do neuro neurocognitivo OK outra doença né que a gente também fala e aí também para quem conhece temos atores né que também estão relacionados a doença de Parkinson ela normalmente
orre numa forma mais tardia mas hoje a gente verifica pessoas mais novas que estão eh mostrando aí sintomas da doença de Parkinson e aí eu vou dar para vocês eh uma né eu tava lendo sobre algumas alguns artigos vendo algumas coisas que os neurocientistas que eh eh dos trabalhos que estão sendo realizados e tava lendo ali eh também algumas entrevistas e a gente vê desses neurocientistas algumas respostas hoje como vocês viram que eu dei uma informação que é um transtorno neurocognitivo que ocorre de forma tardia mas aí quando a gente lê relatos hoje sobre artigos
sobre a doença de Parkinson a gente ouve que ela ela começa a a a se mostrar a se desenvolver a a dar indícios de que ela existe ali a partir dos 40 anos vamos lembrar a gente tá falando de artigos e de e de pesquisas e Estudos que estão sendo feitos Então o que eu vou passar para vocês agora prestem atenção conforme se vocês vão ouvindo a aula a gente ainda não tem ali eh eh já fechado algo sobre isso mas estudos cada vez eles estão indo mais dentro desse tema então vendo que tem toda
uma uma um um raciocínio lógico aí então você tem que se vocês têm interesse procurar so o tema para vocês também lerem e também ficarem conhecendo então o que que acontece vou explicar quando a gente fala que aparece de forma tardia É porque quando a gente começa a ver sintomas que são já clássicos da doença de Parkinson a pessoa já tá com uma idade mais avançada quando você tem alguns sintomas e às vezes a gente fala assim brincando ah porque eu tô ficando velho Ah porque eu senti tal coisa e às vezes a gente vai
deixando essas coisas que às vezes a gente sentiu para lá e quando eu vou a um médico e ele ainda né Fala Ah você é novo você fez o exame e não deu nada tal Às vezes isso vai passando e quando a gente vai verificar aí sim os sintomas clássicos já tá numa idade avançada mas os estudos eles estão começando a antes dessa idade que a gente essa idade tardia que a gente já vê a gente vai voltando eles viram que muitas coisas eles já começam a reconhecer como Parkinson a partir dos 40 anos tá
agora não fiquem né então assim a gente tem que esperar tudo isso e eh amadurecer voluir todas essas pesquisas pra gente poder ter certeza disso que eu estou falando agora para vocês porque tudo isso ainda está em estudo Tá bom mas eu acho que já é uma forma da gente não deixar então vejo uma coisa diferente sinto uma coisa diferente eh tô relatando algo que não acontecia e hoje acontecia né das pessoas eu acho que elas estão começando a verificar algumas coisas que antes a gente só ia pensar lá na frente e agora a gente
tá começando a pensar um pouco mais no nosso tempo presente tá então isso também é importante quando a gente né dá continuidade aí nesses transtornos neurocognitivos a gente fala também da doença de Hunting ela altera aí o controle dos movimentos e pode causar problemas cognit Então ela inicia na área motora e da área motora ela pode alcançar também eh problemas cognitivos Tá certo a gente pode ter alguns fatores que a gente ouve bem Bem menos né que já são lesões devida a ferimentos na cabeça ou certos temores tá paralisia supranuclear progressiva sífilis que afeta ali
o cérebro né que a a gente vai chamar de neurossífilis e a demência né o transtorno neurocognitivo ele pode vir de maneira mista você pode sofrer de mais de um tipo de transtorno e o mais comum ela tá associada ao Alzheimer então o que que vai acontecer eu tenho o Alzheimer com outro tipo de transtorno neurocognitivo tá então eles vão vir eh eh aliá o o o tipo de de demência mista mais comum que a gente tem é o de Alzheimer aliado ao comprometimento vascular Tá bom então posso ter outros posso mas o que a
gente mais ouve a incidência quando se fala de transtorno neurocognitivo misto a gente vai ver muito Alzheimer com um eh eh vascular tá bom E apesar da demência não ser reversível a gente tá falando de um transtorno né existem casos sim que elas podem ser reversíveis então mas vamos pensar aqui pra gente entender como é que elas não são reversíveis E você tá falando que algumas podem em alguns casos só que aí quando a gente fala que foram casos reversíveis e a gente for para literatura alguns médicos não consideram que esses casos eram demência né
então a gente tem isso a gente tem um grupo aí de pesquisadores que vão dizer que era uma demência só que era uma demência que era reversível e outros médicos já vão falar de que e eh tinha isso foi eh foi reversível foi curado mas que não era uma demência e que caso são esses tá só pra gente entender hidrocefalia por pressão normal hematoma subdural deficiência âm eh da tiamina eh niacina ou vitamina B12 Então a gente tem essas glândula tireoide com baixa Atividade que é o hipotiroidismo tumores cerebrais que podem ser removidos uso prolongado
e excessivo de droga e de álcool toxinas como chumbo Mercúrio e outros metais pesados a neurossífilis se tratada precocemente então às vezes as pessoas nem sabem que tem aí vão ao médico aí descobre que tem mas tá bem no início você também consegue às vezes tratar e dentro desse tratamento você eh eh ter ali a cura Mas normalmente você for descobrir só depois aí já não tem essa reversibilidade Ok doenças autoimunes algumas não todas e alguns medicamentos que eles podem piorar né temporariamente os sintomas de de demência que aí são alguns tipos de soníferos de
sedativos alguns eh medicamentos paraa ansiedade ou para depressão né então tem alguns del esses que eles podem piorar aí e aí a gente fala temporariamente porque a gente pensa que não vai ser utilizado esse medicamento para sempre tá bom aula que vem vou contar para vocês alguns sintomas né da demência de uma forma ali mais detalhadinho mais especificada e aí a gente vai falar então de alguns desses sintomas do transtorno neurocognitivo