vamos agora começar a estudar o segundo capítulo que fala sobre as concepções preliminares a respeito aí do materialismo histórico e dialético na aula anterior nós vimos sobre a introdução do artigo em que ele os autores apresentaram algumas ideias sobre Qual o propósito do artigo Qual objetivo que eles querem nos apresentar em relação ao materialismo histórico e dialético E aí nessa segunda aula nós vamos iniciar o tópico que trata sobre as concepções preliminares acerca do materialismo histórico e dialético à medida que essa aula for prosseguindo eu vou fazendo a leitura tal qual está no artigo E
aí eu vou fazendo as explicações os acréscimos que são necessários para que você possa aí compreender o mais fiel possível ao que os autores buscaram aí nos transmitir tá bom e lá no texto já começa assim no primeiro parágrafo que a perspectiva materialista histórica e dialética enquanto método de pesquisa se origina na forma de investigação Concebida por Marx a partir da Necessidade concreta de compreender as transformações sociais que se estabeleciam advento da sociedade civil moder a consolidação modelo capitalista de sociedade nesse primeiro parágrafo nós já podemos entender que a perspectiva materialista histórica e dialética ela
é vista aqui no texto como um método de pesquisa e esse método de pesquisa que os autores recomendam que você utilize no mestrado se origina de uma forma de investigação que começa lá com Marx o Marx ele cria um método de investigação ou seja para investigar uma realidade e é justamente esse método do materialismo histórico e dialético tá só que como que o Marx ele vai trazer esse método como que ele vai conceber foi a partir de uma necessidade concreta ou seja de uma necessidade Real de uma necessidade verdadeira de compreender as transformações sociais que
começaram a acontecer na sociedade em que Marx vivia que era a sociedade civil moderna onde o modelo capitalista de sociedade Ele começava a se fortalecer Ele começava a se desenvolver e Marx parou pensou e disse eu preciso analisar esse modelo de sociedade que está acontecendo agora eu vou entender como começa Como se desenvolve e é assim que surge o método do materialismo histórico e dialético a partir de uma necessidade concreta se lá na prova apresentarem a alternativa que surgiu de uma trans de uma necessidade abstrata de uma necessidade a partir de um pensamento idealizado não
foi a partir de uma necessidade concreta para compreender as transformações sociais que ali aconteciam justamente pela instauração do modo burguês de produção a forma de se compreender a humanidade já havia passado por uma revolução no qual se tornara possível perceber a sociedade como resultado das ações dos seres humanos desmistificando concepções feudais que relegava-se a revolução burguesa Ela já foi um resultado das ações dos seres humanos lembra a comigo lá na Idade Média nós tínhamos todo o procedimento feudal de sociedade a sociedade ela era dividida em feudos haviam os senhores feudais haviam Os Monarcas os reis
absolutistas né era uma monarquia absolutista a igreja ela imperava de uma maneira muito forte naquele período medieval onde tudo era justificado pelo motivo Divino é assim porque Deus quer você é servo Porque foi assim que as divindades decidiram e assim você será para a vida toda as concepções feudais relegava-se habilidade dos deuses da natureza é assim porque é e sempre será assim esse era o pensamento na Idade Média onde nós tínhamos aí as concepções feudais só que existe aí uma revolução que é a revolução burguesa e é justamente pela instauração do modo burguês de produção
a forma de compreender a humanidade já havia passado por uma revolução foi a transição do feudalismo para o capitalismo e foi aí a partir dessa revolução que se tornou possível perceber a sociedade como resultado das ações de quem do divino da natureza não a sociedade é um resultado das ações dos seres humanos e é aí que nós temos essa revolução é que nós temos aí uma quebra do Paradigma e É nesse contexto que se sobressai um determinado teórico o Hegel tá o Hegel que é de 1770 morre em 1831 e ele foi o último grande
pensador da filosofia burguesa revolucionária tá Paulo O que é a filosofia burguesa revolucionária é justamente essa forma de pensar a sociedade como resultado de uma ação dos seres humanos e não como algo relegado ao Divino relegado à natureza uma imutabilidade Ou seja no feudalismo durante a idade média tudo que acontecia era considerado como obra de uma divindade ou obra da própria natureza era justificado pela igreja e trazia aquela concepção de que aquilo que era seria para sempre aquilo era fixo aquilo era imutável só que nós temos Hegel como o último grande pensador da filosofia burguesa
revolucionária em que em uma base estrutural na Qual foi permitido à humanidade se perceber como criadora da realidade os seres humanos criam a realidade eles agem na realidade eles estão a todo momento sendo criadores e transformadores daquela natureza a filosofia hegeliana Ou seja a filosofia do Hegel traz pela primeira vez por sua própria atividade da consciência tá e E aí sempre que você pensar em Hegel lembra dessa questão da consciência AC comandar os rumos da história humana a humanidade comanda os rumos da história humana é a humanidade são os seres humanos como seres criadores transformadores
e autônomos que vão movimentar aí os rumos da história Esse é o ponto que a filosofia burguesa revolucionária que he é o último Pensador traz como novidade tá E aí nós temos uma citação de Lessa que trata do seguinte o modo de produção capitalista dotou a humanidade de forças produtivas tão desenvolvidas que pela primeira vez os homens podem compreender a história como algo feito por eles próprios e não mais como um destino imposto aos homens pelos Deuses ou pela natureza Hegel dá o primeiro passo e Marx algumas décadas depois o passo conclusivo desta fantástica descoberta
os homens e apenas eles são os únicos responsáveis pela sua história em outras palavras a história dos homens seria obra exclusiva deles ao longo do tempo aqui eu preciso que você compreenda que nós nó temos uma ruptura de paradigma nós temos a idade média onde nós temos todo o sistema de produção feudal ou seja o feudalismo onde nós temos toda uma estrutura de sociedade nós temos as castas né as classes que são divididas e para esta divisão é utilizada como justificativa a questão das divindades aquilo que é místico aquilo que é espiritual Aquilo é colocado
como papel decisório só que aqui na nossa citação nós temos o seguinte que quando nós temos a revolução burguesa quando esse paradigma ele é transicion a partir disso nós temos agora uma transição para o modo capitalista as forças produtivas dos seres humanos são tão desenvolvidas que agora nós entendemos que não não é algo sobrenatural que desenvolve a história humana é o papel do ser humano as suas decisões as suas ações entre erros e acertos que vão fazendo com que a história humana tenha aí um destino não é um destino imposto pelos Deuses ou pela natureza
os seres humanos é que vão aí fazendo a sua própria escolha e decisão decisões positivas ou negativas de avanços e retrocessos e eles são os únicos responsáveis pela sua história ou seja a história dos homens é é obra exclusiva desses homens ao longo do tempo é essa a ideia que Hegel apresenta aí na revolução burguesa é essa ideia de uma filosofia revolucionária Olha aí é revolucionário nós temos a idade média que traz as divindades o Místico como algo que destina os seres humanos ao que eles são E Agora Nós temos uma revolução que traz que
não que os seres humanos eles agem que eles TM aí suas próprias ações já tinha sido percebida a possibilidade de a humanidade intervir na realidade desde o início da modernidade Lembrando que o início da modernidade começa ali por volta do renascentismo em que nós temos aí uma ideia da possibilidade que são os seres humanos que estão intervindo na realidade mas na visão hegeliana ou seja na visão de Hegel a humanidade ela se torna responsável por todas as transformações sociais ao longo de toda a história e isso é muito impactante Isso é uma revolução transformações que
eram supostamente geradas pela consciência humana e aqui eu gostaria que você redobrar a atenção porque isso aqui sim é questão de prova Olha nós estamos falando da visão hegeliana visão de Hegel Hegel último filósofo aí dessa filosofia burguesa que traz aí essa essa ruptura né que nós estamos mencionando aqui só que eu já queria que você entendesse desde já e assim você vai acompanhando a nossa aula que Marx Estuda bastante o Hegel o Marx é muito influenciado pelo Hegel mas o Marx não concorda com o Hegel o Hegel vai apontar numa direção e o Marx
vai colocar isso de cabeça para baixo ou seja eu quero que você entenda que nós estamos falando de uma etapa E lá mais à frente nós vamos desconstruir Esta etapa Combinado então vamos lá essas transformações tá eram supostamente gerad pela Consciência Humana os próprios autores desse artigo Eles já apontam aqui olha supostamente Por que dizem isso porque quem vai trazer essa informação de que as transformações da sociedade humana são geradas pela consciência humana é o Hegel o Marx não vai concordar com isso tá com isso Hegel consegue explicar de forma inaugural toda a história humana
como sendo a história do desenvolvimento do espírito Hegel quando ele traz toda essa eh ideia de que as transformações elas foram geradas pela Consciência Humana que os seres humanos eles podem intervir na realidade eles têm esse papel esse poder de ação de intervenção e de transformação ele inaugura tá toda esta ideia de que sim os seres humanos eles são autônomos eles são criativos eles são criadores só que quando o Hegel ele traz essa informação de forma inaugural que toda a história humana é a história do desenvolvimento do Espírito o Hegel tá abre parênteses ele tem
um livro chamado A fenomen fenomenologia do espírito e nesse livro ele vai trazer algumas informações sobre o Espírito Universal e para o Hegel o o espírito Universal é quando a sociedade ela toma consciência individual consciência coletiva tem uma questão de arte religião filosofia e quando a sociedade atinge o nível máximo de consciência o nível máximo de compreensão da realidade o nível máximo de compreensão de toda a totalidade é quando alcança o espírito Universal E aí eu trago esse parênteses a apena para nós entendermos que quando ele fala que a história humana é a história do
desenvolvimento do Espírito significa que para alcançar esse nível máximo de consciência significa que nós precisamos estar entendendo toda a história humana para alcançar essa plenitude do conhecimento com a dialética histórica hegeliana se estabelece premissas substanciais para o processo revolucionário volto a te lembrar nós estamos agora no período da idade média onde o sistema socioeconômico é o feudalismo as terras os feudos é o que é considerado poder nós temos uma monarquia absolutista os reis nós temos o clero nós temos os servos vassalos suseranos todo um modo de produção da sociedade específica daquele período histórico e a
partir de um processo revolucionário chamado de uma revolução burguesa nós temos uma quebra deste paradigma agora nós temos um processo em que a burguesia toma o poder em que a burguesia revoluciona E aí nós temos por exemplo a revolução burguesa né que acontece a Revolução Francesa em 1789 que é uma uma das revoluções burguesas e ela traz aí aqueles burgueses que são os Comerciantes os mercantis que eles trazem uma proposta de tomada do poder é um processo revolucionário é um processo que muda basicamente o modo de pensar sobre o mundo por que que eu estou
reforçando isso porque isso é embasado inclusive por algumas premissas do Hegel a dialética história histórica hegeliana se estabelece premissas substanciais ou seja premissas que são importantíssimas para esse processo revolucionário da burguesia quais são algumas destas premissas primeiro a sociedade ela se Funda não pelo princípio da identidade Mas pelo da contradição O que é o princípio da identidade eu digo que a nuvem é branca a nuvem é branca eu digo que o céu é azul o céu é azul o princípio da identidade significa que a significa a que B significa B isso era muito utilizado em
outros momentos da história mas a sociedade burguesa que começa a se desenvolver a partir desta dialética histórica hegeliana não confundam com a dialética história do Marx Nós ainda estamos na dialética histórica hegeliana e na dialética histórica hegeliana ele traz uma novidade não mais o prin princípio da identidade mas agora o princípio da contradição e Esse princípio da contradição nós vamos falar um pouco mais à frente mas eu quero que você entenda desde já que quando nós falamos de uma contradição significa que a todo momento nós teremos conflitos nós teremos momentos que precisam ser superados por
outros sistemas que precisam ser superados por outros eh luta de classes por exemplo Hegel não vai trazer luta de classes Tá mas é só para você entender que a contradição é um sentido de luta de embate de um processo em que há aí uma movimentação uma outra premissa é que o verdadeiro é o todo ou seja o princípio da totalidade princípio da totalidade significa que para nós entendermos o verdadeiro que para nós compreendermos a verdade nós precisamos entender o todo eu não posso pegar um ponto isolado eu não posso pegar um outro entendimento fragmentado e
entender que a realidade é assim por exemplo eu não posso entender a revolução burguesa apenas a partir do fato histórico que aconteceu em 1789 com a Revolução Francesa e a partir daquele ano eu consigo entender toda a verdade não eu preciso entender o todo o processo de decadência da crise do feudalismo eu preciso entender o processo revolucionário que já surgia a partir dos ideais dos próprios burgueses a crise do sistema da própria monarquia absolutista ou seja para eu entender a verdade eu preciso ver o todo eu preciso ter essa noção da totalidade outra premissa substancial
tá e eu estou focando Nisso porque isso clar deve ser uma questão de prova ser é o processo a premissa do ser é o processo significa que a partir da dialética histórica hegeliana nós vamos entender a sociedade os processos históricos como algo em processo e não como algo fixo algo imutável durante a idade média nos processos do sistema econômico do feudalismo nós tínhamos o quê uma situação de imutabilidade as pessoas que viviam naquele tempo eles não conseguiam vislumbrar um futuro aquilo que eles viviam naquele momento seria da mesma maneira daqui a 10 anos daqui a
40 anos daqui a 100 anos daqui a 400 anos eles não conseguiam vislumbrar uma mudança uma diferença na sociedade já com a dialética histórica hegeliana o ser é o processo o O processo está em movimento existe uma dinâmica existe um vir a ser o futuro nos reserva aí mudanças movimento dinâmica combinado outra premissa substancial o real é racional e o racional é real essa premissa ela é entendida de maneiras diferentes Tá eu vou trazer aqui a minha visão sobre essa temática quando eles trazem que o real é racional significa que na visão da dialética histórica
hegeliana o real é racional porque o Real a realidade em que nós estamos ela é racional ela não é sobrenatural ela não é ideal ela não é abstrata o real é racional o processo que se desvela na realidade é baseada numa lógica racional e o racional aquilo que é baseado na lógica aquilo que é baseada nos fatos concretos é o Real então a dialética histórica reggiana Ela traz esse pressuposto por quê Porque em premissas anteriores o real era aquilo que era dito era aquilo que era dito pela igreja era aquilo que era dito pelos Reis
pela monarquia pelos imperadores aqui não o é racional a lógica racional ela é colocada principalmente colocando em consideração que com o início da modernidade nós temos muito a questão da razão que é trazida à tona durante esse momento histórico tá bom na próxima aula nós vamos entender um pouco mais aqui sobre a questão da atividade humana das transformações da humanidade vamos entender um pouco mais sobre algumas das premissas do Hegel a ainda vai render um pouco tá essas ideias do Hegel eu sei que é um assunto complicado que mexe aí com vários momentos históricos que
V que mexe com conceitos que talvez você não tivesse tido contato anteriormente mas com calma de maneira gradual você vai assimilando esses conceitos essas teorias e estes pensamentos por enquanto nós ainda estamos focando no Hegel que é o autor que influenciou o Marx posteriormente o Marx que foi influenci por heg vai criticar vai fazer uma mudança vai colocar de cabeça para baixo algumas das ideias do Hegel é o que veremos aí nas nossas próximas aulas e eu te espero lá