[Música] meu nome é José Augusto mas todo mundo me chama de Zeca estrada sou caminhoneiro desde que me entendo por gente herdei essa vida do meu pai e do meu avô que também foram estradeiros a estrada sempre foi minha casa e posso dizer que já vi de tudo por esse Brasil aa Mas o que aconteceu numa noite chuvosa há mais de 10 anos na br15 no Maranhão mudou a forma como eu Vejo o mundo até hoje quando lembro sinto aquele arrepio subindo pela espinha e minha fé em Deus foi a única coisa que me Manteve
firme naquela noite era uma época difícil eu tinha acabado de passar por um divórcio minha saúde andava fragilizada e o frete não estava lá essas coisas mas eu Tinha que trabalhar a vida de caminhoneiro é assim a gente vive na estrada enfrenta perigos chuva sol buracos e às vezes nem sabe se vai voltar para casa eu estava com um Carregamento de madeira cerrada vindo do interior de Pedreiras e meu destino era são luí o dia tinha sido puxado e a chuva Começou a cair pesada assim que o sol se pôs a br15 é famosa entre
nós caminhoneiros além dos buracos tem hisas muitos falam que é uma estrada pesada que já viu muitos acidentes e tragédias não sou muito de acreditar nessas coisas mas cresci ouvindo meu pai dizer Zeca respeite a estrada e nunca viaje sem Rezar antes sempre segui esse conselho naquela noite antes de sair fiz minha oração pedindo proteção e que Deus guiasse minha viagem já era por volta das 10 horas da noite a chuva estava tão forte que o limpador do para-brisa Mal dava conta a estrada estava praticamente deserta e a única companhia era o som da chuva
batendo no teto da cabine e o ronco do motor eu tinha acabado de passar por uma vila pequena dessas com umas poucas casas e um barzinho com luz Amarela piscando Parei para abastecer e tomar um café forte mas estava ansioso para chegar logo à capital quando voltei pra Estrada algo começou a me incomodar não sei explicar direito era como se o ar dentro do caminhão estivesse mais pesado ignorei a sensação e segui viagem foi quando vi algo no acostamento mais à frente de longe Parecia um vulto parado Meio encurvado conform fui me aproximando vi que
era uma mulher ela estava ensopada segurando uma sombrinha Quebrada e fazia sinal com a mão pedindo carona caminhoneiro que é caminhoneiro sabe que a gente nãoe pegar carona à noite ainda mais em lugares assim afastados mas algo naquela mulher mexeu comigo ela parecia desesperada vulnerável o rosto estava parcialmente coberto pelo cabelo molhado e ela tremia de frio fiquei dividido mas decidi parar Estacionei o caminhão no acostamento liguei o pisc alerta e abaixei o vidro do lado do passageiro a mulher se Aproximou devagar com passos hesitantes enquanto a chuva continuava a cair pesada a luz dos
Faróis revelou o rosto dela pálido com traços delicados mas marcado por um cansaço profundo antes mesmo de dizer qualquer coisa percebi que algo nela era diferente talvez fosse o olhar parecia perdido como se estivesse carregando um peso invisível Boa noite moça tá tudo bem precisa de ajuda perguntei tentando soar amigável embora por dentro eu sentisse um Calafrio que não sabia explicar Meu carro quebrou mais atrás O senhor pode me levar até a próxima cidade ela respondeu com uma voz baixa quase inaudível por causa da chuva notei que ela tremia e sua roupa uma blusa clara
e uma saia longa estava completamente encharcada hesitei por um momento não era Prudente pegar carona aquela hora mas algo na expressão dela me fez abrir a porta pode subir vamos sair dessa chuva ela entrou rapidamente sentando-se No banco do passageiro enquanto fechava a porta o cheiro de terra molhada tomou conta da cabine liguei o aquecedor para tentar aquecê-la mas ela permaneceu quieta segurando a bolsa no colo com força olhando de relance percebi que suas mãos estavam quase tão pálidas quanto o rosto Você veio de onde moça tá longe de casa perguntei tentando quebrar o silêncio
vim de Pedreiras estava indo para casa mas meu carro quebrou respondeu sem tirar os olhos do Para-brisa algo na forma como ela falou me incomodou era direta mas parecia distante como se estivesse contando AL de muito tempo atrás Decidi não insistir na conversa e mantive os olhos na estrada só que a presença dela na cabine era impossível de ignorar o ar parecia mais frio como se a chuva lá fora tivesse invadido o caminhão olhei para o termômetro do painel mas marcava a mesma temperatura de sempre dirigimos em silêncio por alguns minutos apenas com o Som
do motor e da chuva preenchendo o ambiente tentei me concentrar mas conseguia afastar a sensação de que algo estava fora do normal resolvi tentar puxar conversa de novo Qual é seu nome moça para eu saber como te chamar ela demorou alguns segundos para responder como se estivesse pensando Maria disse sem olhar para mim prazer Maria eu sou o Zeca Estradeiro sabe como é sempre rodando por aí e você tá indo para onde pra casa respondeu novamente com a voz Baixa era a segunda vez que mencionava casa mas não dava detalhes algo não Tom dela parecia
vazio como se casa fosse mais uma ideia do que um lugar real tentei não pensar muito e voltei minha atenção para uma estrada a chuva parecia piorar e as poças d' água refletiam a luz dos Faróis dificultando a visibilidade de repente senti um cheiro estranho era um odor levemente adocicado mas misturado com algo queimado olhei em volta tentando identificar a origem mas Não vi nada fora do lugar virei-me para perguntar se ela também sentia o cheiro mas Maria estava olhando fixamente para ma estrada com uma expressão que me deu arrepios tá sentindo esse cheiro Maria
perguntei ela virou a cabeça lentamente na minha direção e respondeu de forma Quase mecânica Não se preocupe não vai durar muito aquelas palavras me deixaram inquieto não sabia o que ela queria dizer com aquilo mas senti meu coração acelerar Resolvi continuar dirigindo tentando afastar os pensamentos ruins tentei manter a calma mas a presença dela parecia tornar a cabine do caminhão cada vez mais pesada o cheiro estranho sumiu tão rápido quanto apareceu mas o clima de desconforto permaneceu mesmo com o aquecedor ligado o frio parecia aumentar a ponto de eu sentir o volante gelado nas mãos
o silêncio entre nós era quase ensurdecedor mas não sabia como quebrá-lo após alguns quilômetros Maria Finalmente falou novamente mas suas palavras me deixaram ainda mais intrigado cuidado com a curva à frente disse apontando para ma estrada com um gesto lento fiquei confuso a estrada era reta até onde eu podia ver que curva não tem nenhuma curva agora ela não respondeu apenas voltou a olhar para a frente e móvel como uma estátua um calafrio subiu pela minha espinha mas não questionei mais a estrada estava escura e a chuva tornava tudo ainda mais Difícil de enxergar segui
em frente sentindo meu estômago revirar Foi então que do nada os faróis iluminaram uma placa enferrujada à beira da estrada nela mal dava para ler Curva Perigosa a 200 m meu coração quase parou aquela curva não estava no meu trajeto disso eu tinha certeza conhecia aquela rota de cor mas não tive temp de pensar muito quando percebi estava freando com força para reduzir a velocidade antes de entrar na tal curva se não fosse o aviso De Maria talvez eu tivesse Derp o camião passou pela curva com dificuldade e por um momento tive a impressão de
que algo ou alguém estava parado no Acostamento observando Virei a cabeça instintivamente mas só vi a escuridão Obrigado pelo aviso disse tentando soar tranquil embora meu coração estivesse disparado Maria não respondeu quando olhei para ela notei algo que me gelou o sangue suas roupas estavam secas completamente Secas a chuva forte e a roupa encharcada de minutos atrás pareciam não ter existido ela permanecia imóvel com a mesma expressão distante como se não tivesse consciência do que acabara De acontecer não aguentei mais precisava entender Quem era aquela mulher e por ela estava ali Maria você tá bem
Tem certeza de que só quero uma carona ela virou lentamente para mim e seus olhos que antes pareciam Normais agora tinham Algo de diferente era difícil descrever Mas havia um brilho opaco Quase vazio que me fez apertar o volante com mais força estou indo para casa repetiu mas dessa vez sua voz parecia mais alta quase ecoando dentro da cabine antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa o rádio do caminhão que estava desligado ligou sozinho um chiado alto preencheu o ambiente e então uma música antiga Começou a tocar daquelas que você só ouve em rádios
a a melodia era triste como um lamento e Me deixou arrepiado isso não tá certo murmurei desligando o rádio mas o silêncio que se seguiu foi ainda pior tentei me concentrar na estrada Mas a sensação de que algo estava muito errado era impossível de ignorar foi quando notei pelo retrovisor algo que me fez perder o fôlego na carroceria do caminhão havia uma sombra algo que não devia estar ali não era possível distinguir a forma exata mas parecia estar se movendo quase como se estivesse Me seguindo Maria o que tá acontecendo perguntei quase gritando ela olhou
para mim agora com um leve sorriso no rosto mas não era um sorriso de conforto era algo frio sem emoção você vai entender quando chegar lá chegar onde insisti mas ela apenas apontou para frente a estrada parecia mudar a chuva diminuiu de repente mas o ambiente ao redor ficou mais escuro como se as árvores estivessem fechando o caminho eu sabia que não devia estar ali Aquela rota não era a mesma que eu conhecia Foi então que vi à frente o que parecia ser uma casa antiga de madeira no meio do nada GES para que eu
parasse batia tão rápido que eu mal conseguia respirar chegamos disse ela abrindo a porta do caminhão e descendo calmamente eu estava paralisado olhei para o lugar e percebi que ele parecia abandonado há décadas as janelas estavam quebradas e a porta da frente estava pendurada apenas por uma dobradiça mas o que mais me Deixou aterrorizado foi o que vi próximo à casa um carro completamente destruído com marcas de ferrugem e vegetação crescendo ao redor Maria Parou em frente à porta e olhou para mim uma última vez obrigada pela carona Zeca agora você sabe onde não deve
voltar antes que eu pudesse responder ela desapareceu não entrou na casa não andou para longe apenas sumiu como se nunca tivesse estado ali fiquei alguns minutos sem reação tentando Processar o que acabara de acontecer quando finalmente recuperei os sentidos engatei a marcha saí dali o mais rápido que pude meu coração só se acalmou horas depois quando já estava chegando a São Luís no dia seguinte ainda perturbado contei a história para um amigo caminhoneiro ele me olhou sério e disse Zeca já ouvi falar dessa mulher dizem que ela morreu num acidente na br15 há muitos anos
o carro dela capotou numa curva perigosa justo naquela que Você descreveu desde aquele dia sempre rezo duas vezes antes de pegar a estrada e nunca mais andei sozinho por aquelas bandas à noite não sei o que vi mas uma coisa eu garanto Deus me livrou de algo muito pior naquela noite meu nome é Vicente e essa história aconteceu comigo há uns 10 anos durante uma viagem de pesca que eu e mais três amigos fizemos em um lugar chamado Rio das Almas vou começar dizendo que até hoje não consigo entender completamente O que aconteceu naquela noite
só sei que mudou a forma como vejo o mundo tudo começou de maneira simples eu o Joaquim o Antônio e o Pedrinho decidimos tirar um fim de semana para pescar a gente fazia isso de tempos em tempos para fugir da correria e botar a conversa em dia Joaquim que o mais experiente sugeria o Rio das Almas um lugar isolado que ficava há umas 3 horas de carro da nossa cidade ele já tinha ido lá outras vezes e dizia que era um paraíso para Quem gostava de pescar a gente saiu cedo com o carro carregado de
varas iscas comida e até uma barraca para acampar perto da margem do rio a viagem foi tranquila com aquele clima animado de amigos contando piadas e Relembrando histórias antigas chegamos lá no início da tarde e como jo disse o lugar era bonito o rio corria devagar rodeado por uma Mat fechada e cheia de sons de pássaros e insetos nãotinha sinal de cular nem viva alma por perto era o cená Perito para relar e eser do mundo Montamos o acamento armamos as varas e passamos oo do dia jogando conversa fora enquanto esperávamos os peixes A Pesca
foi boa mas não tanto quanto a tranquilidade de estar ali longe de tudo no fim da tarde fizemos uma fogueira para cozinhar o que havíamos pescado Antônio que sempre tinha uma história para contar começou a falar sobre lendas locais dizem que esse rio tem esse nome porque há muitos anos pessoas Desapareciam aqui dizem que era coisa de uma mulher que vivia na água esperando levar os homens que chegavam perto demais ele disse rindo como se fosse uma piada Pedrinho o mais novo do grupo se arrepiou tá de brincadeira né esse tipo de história é só
para assustar quem vem de fora Joaquim deu de ombros história é história mas que esse lugar tem um clima estranho isso tem eu ri mas confesso que aquelas palavras ficaram na minha cabeça sou um homem de fé e sei que Deus nos Protege mas também acredito que existe muita coisa nesse mundo que a gente não entende Fiquei em silêncio olhando para o Rio enquanto o céu escurecia e as estrelas come a depois de comer ficamos em volta da fogueira por um tempo conversando E aproveitando o som da Mata quando o sono começou a bater decidimos
nos deitar a barraca era grande o suficiente para os quatro e o som do Rio correndo ao lado era até relaxante no meio da noite fui Acordado por um barulho estranho era como um sussurro vindo da Mata misturado ao som de Galhos quebrando pensei que podia ser algum animal mas aquilo parecia mais mais próximo e mais humano sentei-me devagar e olhei para os lados dentro da barraca os outros pareciam dormir profundamente exceto Pedrinho que também estava acordado e com uma expressão assustada você tá ouvindo isso ele perguntou em voz baixa eu assenti o som parecia
mais claro agora eram vozes Não dava para entender o que diziam mas eram vozes disso eu tinha certeza mei Agar tentando não fazer barulho e abri a barraca só o suficiente para olhar lá fora a fogueira já tinha se apagado mas o luar iluminava o Rio e uma parte da Margem Não vi nada deve ser o vento murmurei mais para me convencer do que por acreditar realmente nisso Pedrinho não parecia convencido mas se deitou de novo enquanto eu fiquei sentado por mais alguns minutos rezando em silêncio Sempre acreditei que Deus protege Quem Tem Fé Mas
aquela sensação de estar sendo observado não passava por fim acabei voltando a dormir na madrugada fui acordado de novo mas dessa vez por um grito era o Joaquim levantei as pressas e saí da barraca junto com os outros dois Joaquim estava parado perto do rio com a lanterna apontada para a nágua o rosto dele estava pálido e as mãos tremiam o que foi homem perguntei tentando manter a calma eu eu vi alguém Tinha uma mulher ali na beira do rio mas ela desapareceu respondeu a voz quase falhando olhei para o lugar onde ele apontava mas
não vi nada além da água brilhando Sob a Luz da lanterna Antônio tentou rir dizendo que Joaquim devia estar sonhando Mas eu sabia que ele não era do tipo de se impressionar à toa vamos voltar pra barraca sugeri Seja lá o que for Deus tá com a gente mal terminamos de falar e o som voltou desta vez todos ouviram eram vozes vindas da Mata baixas como um murmúrio era impossível distinguir o que diziam mas era o suficiente para nos deixar arrepiados ficamos ali parados escutando até que o som cessou tão repentinamente quando começou depois daquela
noite estranha decidimos que o melhor seria terminar a pesca e voltar para casa logo cedo ninguém falou muito sobre o que tinha acontecido mas o clima entre nós estava tenso arrumamos tudo com PR e desmontamos o Acampamento ainda de Madrugada mas antes de irmos embora percebemos que algo estava errado Pedrinho que era sempre o mais animado do grupo parecia diferente ele estava estranho Calado e não respondia direito Às nossas perguntas quando perguntamos o que havia acontecido Ele só dizia que tinha tido um pesadelo mas nada além disso resolvemos não insistir pensando que talvez ele só
estivesse cansado saímos do Rio das Almas por volta das se da manhã mas antes de chegarmos na Estrada Principal Pedrinho começou a agir de forma ainda mais esquisita ele pediu para parar o carro dizendo que precisava descer quando paramos Ele simplesmente saiu andando em direção à mata sem dizer nada Joaquim e eu corremos atrás dele tentando chamá-lo de volta mas ele parecia não nos ouvir seus passos eram rápidos e firmes como se soubesse exatamente para onde estava indo quando finalmente o alcançamos ele estava parado perto de uma árvore enorme Com os olhos fixos em algo
no chão Pedrinho O que você tá fazendo vamos voltar pro carro Joaquim falou segurando o braço dele Pedrinho se virou para nós e foi aí que vimos o olhar dele os olhos estavam vidrados como se ele não estivesse realmente ali ele sussurrou algo que eu não consegui entender mas soava como uma prece ou talvez um lamento quando tentamos puxá-lo de volta Ele resistiu e caiu de joelhos apontando para o chão ela tá aqui ele murmurou ela Quer que eu fique olhei para onde ele apontava e senti um frio na espinha havia Algo no chão parcialmente
enterrado na terra úmida era um pedaço de tecido velho e rasgado que parecia parte de um vestido mas o mais estranho era a marca ao redor como se alguém tivesse Cavado ali com as próprias mãos Chega Vamos sair daqui agora Joaquim gritou Finalmente consegui indo erguer Pedrinho Voltamos para o carro com ele que estava mais calmo mas visivelmente Abalado o resto do caminho foi um silêncio só Antônio dirigia com a testa franzida enquanto Joaquim e eu rezávamos baixinho no banco de trás não sabíamos o que estava acontecendo com Pedrinho mas algo nos dizia que aquilo
não era coisa normal quando finalmente Chegamos na cidade fomos direto para a casa do pai de Pedrinho seu Arnaldo que era um homem de fé e conhecido por fazer orações poderosas ele nos recebeu com uma expressão séria e pediu para que Entrássemos contamos tudo o que tinha acontecido e ele apenas Balançou a cabeça como se já soubesse o que estava por vir esse lugar tem uma história antiga ele disse enquanto preparava um chá de ervas já ouvi falar de homens que desaparecem no Rio das Almas levados por uma entidade que mora ali dizem que é
o espírito de uma mulher que morreu afogada há muitos anos e que nunca encontrou paz fizemos uma oração juntos pedindo proteção para Pedrinho e para Todos nós durante a prece ele começou a tremer e a murmurar palavras desconexas Foi um momento assustador mas seu Arnaldo permaneceu firme pedindo a Deus que expulsasse qualquer coisa ruim que estivesse perto depois daquela noite Pedrinho voltou ao normal mas ele nunca mais falou sobre o que aconteceu nós também evitamos tocar no assunto apenas sabíamos que algo estranho tinha acontecido naquele lugar algo que não queríamos enfrentar de novo até hoje
Quando penso no Rio das Almas sinto um misto de medo e Respeito rezo para que ninguém mais passe pelo que passamos naquela viagem e toda vez que vou pescar em algum lugar isolado faço questão de Pedir proteção a Deus antes de entrar na mata Porque por mais que a gente tente esquecer existem coisas que não tem explicação e às vezes o melhor que podemos fazer é respeitar e evitar era início de Julho quando decidimos fazer uma viagem rápida para Relaxar minha esposa os dois meninos e eu saímos cedo de casa rumo ao Sertão onde queríamos
conhecer algumas cachoeiras e descansar um pouco longe do barulho da cidade como a viagem seria longa planejamos fazer uma parada em uma pousada indicada por um conhecido o lugar era simples mas parecia confortável chegamos já à noite depois Degas horas en a poeira da estrada a pousada era uma cas grande de madeir escura com umaa que se estendia por toda Frente oo um Senor baixo etico nos rebe um soriso e nos audou a carregar as malas essa é a última parada antes de chegar nas cachoeiras Ele explicou aqui é tranquilo vocês vão descansar bem fiquei
aliviado porque o cansaço Já Estava pesando Subimos para os quartos que ficavam no andar de cima tudo era muito simples mas limpo a madeira do chão rangia um pouco e as paredes eram finas Mas isso não me incomodava só queria um banho e uma cama Depois de nos Ajeitar descemos para jantar a comida era caseira e o ambiente da Pousada era acolhedor havia apenas mais uma família hospedada um casal com uma filha pequena conversamos um pouco e depois Subimos novamente para dormir foi aí que as coisas começaram a ficar estranhas acordei de madrugada com um
som vindo do Corredor era algo baixo como Passos seguidos de um leve sussurro naquele momento pensei que fosse alguém da outra família indo ao banheiro ou algo assim Mas quando olhei no relógio vi que já passava das 3 da manhã tentei voltar a dormir mas o continuava era como se alguém estivesse caminhando devagar parando em frente às Portas dos quartos levantei-me com cuidado para não acordar minha esposa e fui até a porta quando abri o corredor estava vazio achei que talvez tivesse imaginado tudo mas enquanto estava parado ali ouvi novamente os sussurros dessa vez vinham
de algum lugar mais distante como se Alguém estivesse falando bem baixo quase impossível de entender fechei a porta e fiz uma oração rápida Antes de Voltar para a cama deve ser o vento pensei tentando me convencer no dia seguinte comentei com o dono da Pousada sobre os ruídos mas ele apenas sorriu e disse que a casa era antiga e o vento fazia armadeira arranger não insisti porque não queria parecer paranoico Passamos o dia nas cachoeiras e voltamos à noite exaustos depois do jantar Subimos para Dormir achei que tudo estaria tranquilo mas aquela noite foi ainda
pior acordei novamente no meio da madrugada mas dessa vez não eram apenas passos e sussurros havia também o som de água arranhando a madeira como unhas longas sendo passadas devagar por uma superfície áspera o barulho vinha de perto da janela levantei-me devagar e fui até lá quando abri a cortina Não vi nada a vista dava para o quintal onde a luz fraca de um poste iluminava parte da área não havia Ninguém mas enquanto estava ali senti um arrepio percorrer minha espinha algo estava errado voltei para a cama mas o som continuou minha esposa acordou dessa
vez e perguntou o que estava acontecendo não sei mas é melhor rezarmos respondi segurando a mão dela fizemos uma oração em silêncio pedindo proteção e o som parou por um tempo na manhã seguinte resolvi perguntar ao dono da Pousada se ele sabia de algo depois do café chamei-o para uma conversa particular Seu Geraldo sei que essa Pousada é antiga mas ontem à noite ouvi coisas estranhas você já passou por algo assim aqui ele hesitou mas acabou confessando essa casa tem uma história sim antigamente isso aqui era uma pensão muitos Viajantes paravam por aqui mas houve
uma tragédia um homem foi encontrado morto em um dos quartos e ninguém sabe ao certo o que aconteceu desde então algumas pessoas dizem ouvir coisas mas eu nunca vi nada fiquei Arrepiado com aquilo mas não quis assustar minha família decidi que sairíamos dali no dia seguinte logo pela manhã na última noite fomos dormir mais cedo mas o pior ainda estava por vir por volta das 2as da manhã Acordamos com um barulho alto como algo caindo no corredor levantei rapidamente e abri a porta no corredor uma cadeira que estava na sala de jantar havia sido arrastada
até ali não havia ninguém por perto Foi então que minha esposa gritou Olhe para O espelho dentro do quarto o grande espelho da parede estava embaçado e havia algo escrito nele como se uma mão tivesse passado sobre o vidro as palavras eram confusas mas pareciam dizer não vão fiz o sinal da cruz e comecei a rezar em voz alta minha esposa e as Crianças se juntaram a mim e enquanto rezávamos o ambiente ficou mais calmo O silêncio que seguiu Nossa oração foi quase ensurdecedor Fiquei parado ali sem saber o que fazer A sensação de um
peso no ar era palpável e o medo parecia nos envolver com a mesma intensidade que o frio da madrugada eu sabia que o que estávamos enfrentando não era algo normal mas ao olhar para minha esposa e filhos vi a mesma expressão de temor aquela Pousada aparentemente tranquila guardava algo Sombrio algo que nenhum de nós conseguia compreender totalmente eu decidi agir dei coragem fechei a porta do quarto e mais uma vez pedi a Deus que nos Protegesse mas enquanto tentava organizar meus pensamentos uma sensação ainda mais estranha tomou conta de mim uma presença como se estivesse
nos observando esperando e logo mais uma vez o som começou Passos passos mais fortes mais nítidos não vinham mais do Corredor mas sim do andar debaixo e não estavam sozinhos era como se várias pessoas estivessem caminhando na sala arrastando algo pelo chão mas quando fui olhar não havia ninguém lá o chão estava intacto e A única coisa visível era a velha cadeira que de alguma forma Parecia ter sido movida ainda mais para longe como se estivesse se afastando da gente foi quando num impulso de desespero corri até a porta da pousada no fundo da Alma
eu sabia que não podíamos passar mais uma noite ali eu estava determinado a levar minha família embora mesmo que fosse madrugada ao Descer as escadas correndo encontrei seu Geraldo novamente ele parecia calmo demais para alguém que Estava lidando com algo tão estranho Está tudo bem seu Geraldo perguntei tentando manter a voz firme ele me olhou com uma expressão séria como se já soubesse o que estava acontecendo a casa nunca deixa ir embora quem chega com pressa eu franzi a testa sem entender essa Pousada tem uma história como eu disse não é fácil sair dela muitas
pessoas passaram por aqui e desapareceram sem deixar rastro outros como vocês apenas ouviram as vozes e Saíram mas a casa não esquece era como se ele soubesse tudo como se ele estivesse esperando que aquilo acontecesse o que me deixou ainda mais confuso foi quando ele disse sei que vocês estão com medo mas eu sempre rezo por aqui por isso fico há muita coisa que essa casa guarda se quisessem poderiam sair agora mas não deixem de rezar só assim poderão ir em paz foi naquele momento que percebi que ele não estava falando sobre nós apenas Ele
estava se referindo a algo mais antigo algo que ele parecia ter aceitado ou ao menos tentado entender não ficamos ali nem mais um segundo pegamos nossas coisas o mais rápido possível e fomos embora sem sequer olhar para trás a estada à frente par mais acolhedora do que nunca e o silêncio que reinava em nossas mentes durante a viagem de volta foi quebrado apenas pela oração silenciosa que fizemos pedindo proteção no entanto por mais que tentássemos não Conseguíamos nos livrar da sensação de que algo mais estava por trás daqueles eventos algo que nunca soubemos explicar por
um tempo eu me perguntei se realmente havia algo sobrenatural naquelas paredes ou se a mente humana ao enfrentar o medo cria suas pró até hoje quando me lembro daquela noite não sei se o que vivemos foi real ou apenas fruto da nossa imaginação tomada pelo medo mas uma coisa é certa não quero voltar àquela pousada e Se algum Dia alguém me perguntar sobre aquele lugar vou dizer apenas Reze sempre foi a única coisa que me troue paz a única certeza em meio ao que aconteceu naquela casa eu estava voltando de uma viagem de trabalho com
a cabeça cheia de pensamentos e um cansaço que me deixa mais sonolenta do que o normal tudo estava tranquilo até aquele momento o ônibus como sempre estava relativamente vazio eu havia pegado o último coletivo Da noite e sabia que o percurso até minha cidade seria longo mas ao menos eu poderia descansar um pouco a única coisa que me incomodava era a sensação de que eu não deveria estar ali quando o ônibus parou para a primeira parada eu não prestei muita atenção nos passageiros que entraram até que ele apareceu um homem alto com um casaco escuro
o tipo de pessoa que você perceberia ao entrar mas que ao mesmo tempo pareceria querer passar despercebido ele se sentou ao meu Lado sem pedir licença e isso já me incomodou um pouco eu sempre fui do tipo que prefere o espaço só para mim especialmente em lugares fechados como aquele logo ele começou a falar a princípio parecia algo inocente uma conversa de viagem como qualquer outra perguntou de onde eu vinha para onde ia essas coisas eu respondi sem muita animação tentando evitar o papo mas algo nele me fez continuar conversando ele tinha um jeito calmo
quase convidativo e Por mais que eu quisesse me afastar algo me impelia a ficar ali foi então que ele começou a me falar coisas que bem não faziam sentido coisas que só eu sabia Eu não o conhecia de lugar algum nem ele sabia meu nome ou qualquer detalhe sobre minha vida porém ele começou a mencionar coisas pequenas detalhes íntimos que eu nunca havia compartilhado com ninguém começou falando sobre um cachorro que eu tinha quando criança o nome dele a corda pelagem como ele costumava esperar por Mim quando eu voltava da escola coisas que ninguém poderia
saber a não ser eu eu fiquei em silêncio meu coração começando a bater mais rápido ele parecia perceber o quanto aquilo estava me deixando desconfortável mas não parava continuou agora falando sobre o meu trabalho dizendo que eu estava envolvida em uma situação complicada com um colega que eu estava com medo de ser demitida Aquilo me gelou como ele sabia disso ninguém sabia sobre a tensão que Eu estava sentindo no trabalho nem meus amigos nem minha família só eu a sensação de terror começou a crescer dentro de mim tentei manter a calma mas a cada frase
que ele dizia mais eu me perguntava como ele sabia de tudo aquilo eu olhei para ele tentando encontrar alguma explicação seu rosto estava tranquilo impassível mas seus olhos seus olhos pareciam estar me observando de uma maneira que não era normal como se ele estivesse vendo muito Mais do que eu queria mostrar você não acredita no que estou dizendo não é ele disse olhando diretamente nos meus olhos como se soubesse exatamente o que eu estava pensando como você sabe disso eu consegui perguntar com a voz embargada ele sorriu mas não era um sorriso reconfortante era um
sorriso estranho como se ele estivesse por trás de uma parede de vidro olhando para mim mas ao mesmo tempo se distanciando eu sei mais do que você imagina Foi o que Ele respondeu sem mais explica a conversa continuou mas de forma mais tensa O homem parecia cada vez mais interessado em mim nos meus medos nas minhas inseguranças ele falava como se me conhecesse profundamente como se tivesse uma visão de toda da minha vida as palavras que ele usava pareciam carregadas quase como se ele estivesse me manipulando me puxando para um lugar onde eu não queria
ir Foi então que o ônibus Parou em uma nova parada eu Pensei que era só mais uma para embarque de passageiros no entanto o homem simplesmente se levantou como se fosse o momento dele e saiu pela porta do lado sem olhar para trás ele se afastou em direção à rua escura e eu fiquei ali paralisada olhando até ele desaparecer na noite minutos depois o ônibus seguiu viagem e eu Finalmente consegui olhar para o motorista que estava concentrado na estrada eu sem conseguir mais me conter pergun se ele tinha visto o homem Que havia saído ele
me olhou curioso que homem ele perguntou o homem que estava sentado ao meu lado ele desceu agora pouco o motorista franziu a testa nenhum novo passageiro subiu senhora todos os passageiros que estavam aqui continuam Não vimos ninguém descer naquela parada eu congelei o medo tomou conta de mim de uma maneira tão forte que parecia que a temperatura do ônibus havia caído instantaneamente eu olhei ao redor E todos os passageiros estavam ali Perfeitamente normais mas o meu lugar estava vazio como eu podia explicar aquilo como aquele homem tinha desaparecido sem deixar rastro eu não sabia mais
o que fazer comecei a procurar meu celular tremendo tentando ligar para alguém mas antes que pudesse fazer qualquer coisa uma senhora ao meu lado me olhou e disse como quem tem certeza do que está dizendo ele já te falou não é eu a encarei confusa quem o homem de casaco escuro ele sempre Aparece no último ônibus da noite para conversar com alguém só que depois ninguém mais se lembra dele mas ele ele sabia tudo sobre mim como pode ela suspirou como se já tivesse ouvido aquela história muitas vezes eles não são humanos menina eles são
como uma sombra que se arrasta pela noite aquele homem se é que ele ainda é um homem nunca existiu de verdade mas ele tem algo que precisa de você algo que precisa levar eu estava em choque Aquelas palavras ecoaram em minha mente como um aviso um aviso que eu não queria ouvir algo mais profundo mais sinistro estava acontecendo ali ao olhar mais uma vez pela janela do ônibus eu vi a rua passando Mas a sensação de que eu estava sendo seguida não me deixou o medo de que aquele homem retornasse ou pior que que ele
já tivesse feito o que queria era mais do que eu podia suportar quando o ônibus finalmente chegou ao meu destino não pude mais esconder a Sensação de queha vida nunca Seria a mesma Depois daquela viagem até hoje não sei o que aconteceu realmente naquela noite se o homem era uma Alucinação um espírito ou algo ainda mais estranho mas de umais eu tenho certeza ele sabia de mim mais do que eu mesma fui fazer uma viagem com minha esposa algo simples apenas uma escapada do dia a dia para descansar e relaxar um pouco como já passamos
de 50 anos a ideia de ficar muito tempo na estrada já não era Mais tão atraente Então optamos por uma viagem mais curta Sem pressa Parando para descansar e curtir a paisagem naquela noite estávamos voltando para casa e o caminho estava Deserto com a estrada de terra se estendendo Sem Fim na nossa frente Fazia tempo que não passávamos por aquela região e a sensação de tranquilidade do campo nos dava uma falsa impressão de segurança como já era noite começamos a procurar um lugar para parar abastecer o carro e Esticar as pernas Foi quando vimos aquele
posto à distância parecia abandonado mas à medida que nos aproximávamos vimos a luz de um único Lampião AC à porta estranho pensei um posto aparentemente desativado mas com alguém lá decidimos parar o lugar estava silencioso o único som vindo do vento que passava por entre os postes enferrujados e a leve vibração do motor do carro eu e minha esposa trocamos um olhar ambos desconfiados mas Precisávamos de combustível quando saímos do carro um velho apareceu vindo da parte de trás do posto ele sorriu e nos cumprimentou com uma voz rouca mas calorosa não havia nada de
incomum em sua aparência usava um chapéu de palha uma camisa suja e calças simples como qualquer homem mais velho daquelas bandas seu sorriso parecia Genuíno acolhedor mas algo naquela situação ainda me fazia sentir um frio na espinha não sabia bem o que era talvez fosse o Fato de estarmos em um lugar tão isolado à noite com um velho desconhecido Boa noite meu Filho posso ajudar em alguma coisa Disse ele com uma simpatia quase exagerada eu fiquei um pouco desconfortável mas de alguma forma também me senti à vontade com ele era estranho Boa noite senhor precisamos
de combustível o carro já está na reserva respondi o velho acenou com a cabeça como se soubesse exatamente o que fazer ele nos levou até a bomba que estava com O mostrador quebrado mas ele não parecia se importar com isso a conversa começou a fluir natural e eu um tanto relaxado pela maneira amigável com que ele falava perguntei sobre o posto este posto já está fechado faz anos né Eu perguntei tentando puxar conversa Ele olhou para mim com um sorriso estranho como se soubesse que eu não ia acreditar no que ele ia dizer fechado não
meu filho aqui sempre teve movimento não tem muito tempo que um Caminhoneiro parou aqui mas bom tudo tem seu tempo né eu cuido do lugar mas os carros Não Param como antes era uma resposta vaga e eu não estava convencido Mas sendo educado apenas concordei e tentei manter a conversa quando o tanque foi cheio o velho cobrou um preço ridiculamente baixo não quero dinheiro não meu filho vai com Deus Parecia um tipo de simpatia que você só encontra em pessoas muito idosas que se acostumaram com o tempo e com a solidão era até Reconfortante Eu
agradeci E voltei para o carro com a sensação de que algo estava fora do lugar mas sem conseguir identificar exatamente o qu passaram-se algumas horas e a viagem seguiu sem grandes incidentes quando finalmente chegamos ao ponto onde deveríamos virar à esquerda decidi olhar mais uma vez para o posto para ver se o velho ainda estava lá mas o que vi não fazia sentido o posto estava desmoronando as bombas enferrujadas e o Prédio completamente coberto de plantas e sujeira Não havia mais luzes acesas Nem sinal de qualquer movimento o Lampião que estava aceso na entrada apagado
eu olhei para minha esposa que parecia tão confusa quanto eu você viu isso ela perguntou um tom de incredulidade na voz eu só consegui balbucear era o mesmo posto não era viramos a curva E começamos a seguir o caminho de volta mas o posto já não estava mais ali eu estava começando a me Per tinha imaginado tudo até que mais à frente Encontramos uma placa enferrujada que indicava a localização de um posto de gasolina que segundo o mapa já não estava em funcionamento H décadas a tensão que eu estava sentindo começava a se tornar quase
insuportável a estrada estava deserta e a única coisa que eu conseguia pensar era o que aconteceu com aquele velho como ele apareceu ali como o posto estava tão bem cuidado Mas ao mesmo tempo em um estado de completo abandono o que nos deixou ainda mais desconcertados foi que no dia seguinte decidimos perguntar aos moradores da cidade vizinha sobre o posto quando mencionamos o local todos pareciam saber exatamente do que estávamos falando mas as respostas eram cada vez mais estranhas Nunca vi ninguém trabalhar naquele posto H muito tempo está fechado você deve estar confundindo com outro
lugar disse um homem franzindo Até testa Ah aquele posto bom eles dizem que está desativado há anos Mas em Algumas Noites ainda aparece alguém por lá comentou uma mulher que parecia ter medo de falar sobre o assunto e foi então que ao falarmos com o velho senhor que morava em uma casinha no fim da rua ele nos contou o que ninguém mais se atrevia a dizer eu sabia que o senhor tinha visto o homem Ele sempre aparece ali mas ninguém sabe de onde ele vem dizem que aquele posto foi fechado mas o Velho Ainda Cuida
dele mesmo depois de morto ele ele espera por Viajantes sempre os ajuda a seguir mas depois desaparece algumas pessoas disseram que viram ele há anos atrás mas ninguém quer falar muito sobre isso eu fiquei em silêncio minha mente tentando processar o que ele estava dizendo como aquele velho podia ser visto em um posto que estava fechado há décadas como ele sabia que estávamos chegando o que aconteceu naquela noite a explicação do senhor Deixou um calafrio no meu corpo algo além do nosso entendimento estava acontecendo ali algo que ninguém queria enfrentar até hoje quando passo por
aquele local não sei se o que vimos naquela noite foi real ou apenas fruto de alguma ilusão Mas uma coisa eu sei não foi um simples encontro com um estranho o velho sabia o que estava fazendo e Deus sabe o que ele realmente era o trabalho de taxista me permitia Conhecer lugares e pessoas que a maioria das pessoas jamais encontraria eu dirigia pelas estradas de terra do interior há mais de 15 anos sempre acostumado com a solidão que esse trabalho exige as corridas raramente eram longas mas de vez em quando aparecia algum pedido diferente que
me levava a lugares afastados lugares onde a cidade não chegava com tanta facilidade Eu nunca fui o tipo de pessoa supersticiosa na minha profissão aprendi A lidar com o que era real com o concreto no entanto a noite daquela corrida me fez questionar tudo o que eu achava que sabia era uma sexta-feira já bem tarde da noite quando recebi uma chamada a voz do cliente do outro lado da linha era grave e apressada ele pediu para que eu fosse até um sítio distante mais ou menos a 40 km de onde eu estava eu já sabia
que a estrada até lá não era das melhores mas o pagamento era bom e o homem parecia estar em uma pressa que eu Não poderia questionar a noite estava silenciosa quando comecei a viagem as luzes da cidade logo Ficaram para trás e as únicas fontes de luz eram as fracas estrelas e a lanterna do meu táxi eu me senti um pouco desconfortável pois não estava acostumado a pegar corridas tão distantes principalmente com o clima pesado da noite O Caminho de terra era sinuoso estreito e o único som era o do motor do carro Quebrando o
Silêncio da madrugada após cerca de 30 minutos Dirigindo a estrada começou a se estreitar ainda mais as árvores ao lado da estrada se fechavam sobre mim criando uma sensação claustrofóbica como se a mata quisesse me engolir nesse momento percebi algo estranho um som ao longe vinha da direção da Mata era um canto suave e melancólico como uma música mas com algo de triste e vazio eu parei o carro por instantes os olhos tentando encontrar alguma explicação para o som não era um animal isso eu sabia a Melodia era humana Ou pelo menos parecia ser Fechei
os olhos por um momento tentando ouvir mais claramente a voz era baixa quase inaudível mas de alguma forma parecia se aproximar como se algo ou alguém Estivesse se aproximando do carro pensei em seguir viagem mas o som me intrigava era como se chamasse como se pedisse por algo eu olhei para o retrovisor e vi a estrada vazia atrás de mim as árvores escuras e densas pareciam se mover ligeiramente com o vento mas o Canto não parava ele estava ali constante com uma melancolia que me fazia arrepiar aquela voz parecia me envolver como se tivesse uma
força Sobrenatural eu tentei ignorá-la mas o som não ia embora quanto mais eu ouvia mais sentia uma sensação estranha como se estivesse sendo observado como se algo estivesse esperando por mim na escuridão da Mata decidi continuar acelerando o carro deve ser algum animal só isso pensei tentando me convencer mas No fundo eu sabia que não era algo tão simples quando finalmente Cheguei ao sítio do cliente a casa estava longe da estrada um Casarão antigo feito de escura e com um jardim abandonado ao redor me deu a sensação de estar chegando a um lugar onde o
tempo não passava havia uma leve neblina sobre o campo e a casa parecia perdida no meio da noite O cliente estava me esperando na porta um homem de meia idade de rosto sério e vestindo roupas simples mas de Aparência de quem estava acostumado com o campo ele me cumprimentou com um aceno de cabeça e sem dizer muito me fez um gesto para que o seguisse até a entrada da casa obrigado por vir tão rápido senhor estava esperando você a voz dele era baixa mais clara a estrada é perigosa à noite e o senhor deve ter
ouvido algo não é eu parei por um instante surpreso o que o senhor quer dizer com isso perguntei sem querer parecer desconfortável o homem fez um Sinal para que eu o seguisse até o interior da casa assim que entramos ele acendeu uma lâmpada a óleo e a casa ficou ilumin com uma luz suave que destacava as sombras das paredes de madeira o lugar estava quieto como se estivesse esperando por algo Eu já sabia que o senhor ia ouvir acontece com todos que vem por aqui o canto você deve ter ouvido todos ouvem disse ele olhando
fixamente para mim o tom de sua voz era como se estivesse contando algo que ele Já sabia ser inevitável eu olhei sem entender o que é isso Senor que canto é ess a curiosidade misturada com uma leve sensação de medo Ele olhou para mim com um olhar distante como se estivesse Relembrando algo muito antigo é a lenda daqui todos os que passam pela estrada à noite acabam ouvindo o canto mas poucos sabem o que ele realmente é o canto vem da Mata perto da Antiga Estrada de terra onde a casa do senhor de Engenho ficava
eu franzi a testa tentando entender o Homem respirou fundo antes de continuar a mulher que canta a gente chama ela de Maria das Dores ela morreu há muito tempo tentando fugir do Senhor de Engenho que a perseguia mas ela não conseguiu o senhor de Engenho a pegou e antes de morrer ela fez uma promessa de que nunca deixaria de cantar até hoje ela canta para todos os Viajantes que passam por aqui é a única forma de encontrar paz o homem me contou a história de Maria das Dores uma mulher Que havia sido escrava no tempo
do velho senhor de Eng ele explicou que durante anos ela havia sido forçada a viver sob o domínio daquele homem cruel quando ela tentou fugir foi pega e castigada de uma maneira horrível dizem que na noite em que ela morreu ela jurou que sua alma ficaria na estrada cantando Até que a vingança fosse alcançada ela nunca conseguiu escapar mas seu espírito ficou preso ali e a cada noite seu canto ecoa Guiando os Viajantes até a sua tragédia alguns dizem que ela está procurando ajuda outros acreditam que ela só quer ser lembrada mas o fato é
que sempre que alguém ouve o canto não importa o quanto tente é impossível ignorá-lo é como um chamado o cliente ficou em silêncio por um momento e eu no fundo não sabia se acreditava no que ele estava dizendo ou se aquilo era apenas uma história contada para assustar eu não sabia se queria continuar conversando o canto Ainda estava na minha mente de estar sendo observado não passava aquelas palavras sobre a mulher que morreu tentando escapar o senhor de Engenho e o Espírito perdido na mata eram demais para o meu entendimento eu tenho ouvido o canto
há anos o cliente disse Quebrando o Silêncio E cada vez que ele me chama eu fico mais perto da Verdade você ouviu não ouviu eu não sabia como responder o canto ainda estava em minha mente mas a explicação Parecia mais do que eu podia processar ao sair da casa a estrada estava ainda mais escura o canto ainda ecoava na minha mente e eu estava com a sensação de que por mais que tentasse me convencer de que não era real ele estava ali a cada quilômetro que eu percorria parecia que a presença de Maria das Dores
estava mais perto até hoje quando passo pela estrada de terra o som do Canto ainda me acompanha algumas vezes eu ouço mas tento ignorar outras me vejo Parando e olhando para a mata como se a alma de Maria ainda estivesse à espera de algo não sei se o que eu vivi naquela noite foi real ou se minha mente simplesmente criou tudo aquilo mas umais é certa o espírito da Muler ainda está lá cantando esperando por alguém para lembrar sua história e não importa o quanto eu tente eu sei que nunca poderei esquecer o canto que
ouvi naquela estrada de terra Meu nome é Marcos trabalho como Caminhoneiro há mais de 10 anos e se tem uma coisa que aprendi durante esse tempo é que na estrada o desconhecido se esconde em cada curva esperando o momento certo para aparecer a história que vou contar aconteceu em uma dessas Noites em que o cansaço se mistura com o medo e tudo o que você tem são suas próprias lembranças e e o vazio da estrada à frente era uma noite comum como qualquer outra eu estava dirigindo pela estrada que corta o interior do Estado com
a única Companhia Do Som do motor do caminhão e a luz fraca dos Faróis cortando a escuridão o dia já havia ido embora há horas e eu seguia meu caminho rumo à cidade para entregar uma carga a estrada era a mesma de sempre Estreita silenciosa sem movimento com Campos vazios de um lado e uma mata densa do outro nada que fosse Fora do Normal pelo menos eu pensava assim cheguei a uma parte Mais afastada onde não havia mais postos de gasolina ou Pontos de parada foi aí que percebi que meu tanque estava quase na reserva
tentei puxar pela memória mas não me lembrei de ver nenhum posto nas últimas horas a estrada parecia interminável e eu estava começando a me preocupar com a falta de combustível quando avistei uma luz fraca a dist era um posto de gasolina pequeno E aparentemente desativado o letreiro estava enferrujado mas ainda visível eu sabia que não tinha outra opção então Virei o volante e segui até lá quando parei a primeira coisa que notei foi o silêncio absoluto não havia nenhum movimento nenhuma pessoa apenas o som do vento batendo nas árvores ao longe o posto parecia mais
uma relíquia abandonada mas havia uma bomba de gasolina ainda intacta saí do caminhão e fui até a cabine do frentista pensando em abastecer e seguir viagem foi quando o sexto ele estava sentado na cadeira de plástico com o chapéu cobrindo o rosto Parecia um homem simples mas algo nele me deu um arrepio a pele pálida o olhar distante eu não sabia explicar mas tinha uma sensação estranha fui até ele sem que eu perguntasse o homem falou você não deveria estar aqui aquelas palavras não fizeram sentio imediato eu estava ali por necessidade como qualquer outro caminhoneiro
faria mas o jeito que ele disse aquilo quase como se me conhecesse me fez gelar por dentro Eu não entendo amigo só preciso de gasolina respondi Tentando disfarçar o desconforto o homem olhou para mim levantou-se lentamente e foi até a bomba gasolina você pode pegar mas o que mais você vai encontrar por aqui não vai gostar se você cruzar aquela Encruzilhada é melhor rezar rezar o que ele estava dizendo Encruzilhada que Encruzilhada ele me deu a gasolina e eu paguei não disse mais nada e antes que eu pudesse perguntar mais ele já estava de volta
à sua cadeira como se nada tivesse acontecido fiquei ali por Alguns segundos sem saber o que fazer e então decidi sair quando entrei no caminhão comecei a pensar nas palavras do homem eu nunca havia ouvido falar de Encruzilhadas amaldiçoadas ou qualquer coisa do tipo na minha mente ele era apenas um velho excêntrico e eu precisava continuar a viagem Porém quando Pisei no acelerador e segui não conseguia tirar aquelas palavras da cabeça Eu dirigi por mais algumas horas sem encontrar nada de diferente na Estrada mas quando a madrugada começou a se aprofundar e a estrada ficou
ainda mais solitária algo estranho aconteceu a temperatura caiu drasticamente eu não sabia se o ar condicionado estava com defeito Ou se era apenas uma sensação mas o clima estava pesado como se algo estivesse me observando o mais perturbador era a sensação de que havia algo atrás de mim não sei explicar direito mas uma sombra uma presena parecia me seguir eu olava pelo Retrovisor com frequência mas não via nada apenas a estrada deserta e a luz dos meus faróis iluminando o asfalto à minha frente mas não consegui evitar aquela sensação de que estava sendo observado como
se algo me espreitar nas sombras em um ponto da estrada a visão da Encruzilhada se tornou Clara eu sabia que era ali que o velho havia se referido o nome Encruzilhada dos perdidos me veio à mente e com ele uma sensação de pavor crescente era uma Bifurcação simples mas quando meu caminhão se aproximou tudo começou a mudar eu podia ver uma neblina densa tomando conta da estrada à minha frente como se a noite Estivesse se estendendo ainda mais de repente a sombra que eu havia sentido atrás de mim parecia agora se materializar olhei mais uma
vez para o retrovisor e desta vez vi algo um caminhão Ou pelo menos eu pensava que fosse ele estava atrás de mim mas não havia som nem luzes apenas um vulto Escuro se aproximando aquele caminhão parecia estar em movimento Mas eu não conseguia ouvi-lo o silêncio foi quebrado por um grito abafado vindo da direção do veículo eu não sabia se estava sonhando ou se aquilo era real Mas a sensação de que eu não estava sozinho ficou insuportável a primeira coisa que fiz foi acelerar tentando sair daquela Encruzilhada e escapar de qualquer coisa que estivesse me
seguindo mas por mais rápido que eu Fosse o caminhão parecia acompanhar cada movimento meu eu estava preso a cada curva da estrada o vulto se aproximava mais e eu sabia que algo estava prestes a acontecer a estrada que antes parecia tão simples agora Parecia um labirinto sem fim foi então que o caminhão à minha frente desapareceu eu olhei rapidamente para o retrovisor e não vi mais nada mas quando olhei para a frente novamente a estrada tinha mudado onde antes havia uma curva agora havia um campo aberto um Cenário completamente diferente foi nesse momento que a
voz do homem o velho do posto de gasolina soou em minha mente Se você passar por aqui não há volta de repente o volante tremeu e o caminhão parou de funcionar tentei ligar novamente mas nada as luzes se apagaram e eu fiquei em Total escuridão o som do vento parecia mais forte e eu podia ouvir os galhos das Árvores balançando com uma força Sobrenatural uma sensação de sufocamento tomou conta de mim então Em meio ao silêncio eu vi algo uma figura se aproximava uma silhueta humana mas com movimentos estranhos como se estivesse flutuando eu tentei
gritar mas a voz não saí eu estava paralisado quando a figura chegou perto o suficiente pude ver seu rosto não era humano os olhos estavam vazios e sua boca se abriu em um sorriso grotesco eu não sabia o que fazer mas dentro de mim algo me dizia que era a hora de rezar eu comecei a murmurar palavras tentando Pedir a Deus por ajuda mas nada parecia funcionar Foi então que do nada a figura desapareceu o caminhão voltou a funcionar e as luzes se acenderam eu acelerei e por instinto Passei pela Encruzilhada sem olhar para trás
eu não sei se a história que Vivi naquela noite foi real ou se estava apenas no limite do meu cansaço Mas até hoje ao passar por aquela estrada a sensação de que algo está me observando nunca desapare A Encruzilhada dos perdidos como o velho Disse ainda me persegue e por mais que eu tente seguir em frente sempre fico com a sensação de que aquela presença nunca me deixou eu sigo minha vida mas sei que De algum modo a estrada sempre me levará de volta a aquele lugar onde o mistério e a maldição continuam vivos se
você gostou desses relatos não se esqueça de deixar seu like comentar o que achou e se inscrever no canal para não perder nenhuma história Ah e se você assistiu até o final deixe um emoji de Fantasma nos comentários assim eu saberei que você é um dos Corajosos que enfrentaram as histórias até o fim e se quiser fazer parte da nossa comunidade e ter acesso a benefícios exclusivos torne-se membro do canal isso fortalece ainda mais nossa Comunidade dos