neste ano de 2019 os professores e professoras da rede municipal de ensino da prefeitura da cidade de são paulo foram convidados a fazer o seu planejamento sob a forma de carta de intenções e é muito interessante e bacana pensar no planejamento que é construído na forma de carta porque quando a gente concebe o planejamento desta maneira a carta traz como gênero a possibilidade já de partida que este planejamento ele vai ser feito sob a forma de uma conversa toda vez que alguém remédio uma carta a alguém pressupõe-se que a um interlocutor então nesta perspectiva de
pensar o planejamento sob a forma de carta de intenções as crianças e os bebês a quem se destinam às cartas dos educadores e das educadoras da rede na educação infantil eles entram nessa conversa então é um planejamento que não está centrado somente na figura do professor e da professora mas que já de partida anuncia que vai ser construído neste diálogo sobretudo com as crianças e com os bebês mas também com as suas famílias e com os educadores que compartilham esta experiência dentro das unidades educacionais nesse primeiro momento no primeiro semestre observa se que as cartas
de intenções elas têm trazem a com clareza esses princípios autoria o protagonismo da criança o diálogo a escuta permanente o que foi já produzido pelos educadores da rede anuncia esses princípios mas o exercício que a gente vai fazer agora pra esse segundo semestre é pensar como que a gente pode qualificar mais as cartas de intenções o que que o que realmente a gente pode atribuir como uma boa carta de intenção que do que a gente deveria compor né na redação dessa carta na escritura dessa carta porque pensar no planejamento nessa perspectiva a beta não prescritiva
não como uma relação de atividades a serem desenvolvidas pelas crianças e pelos bebês mas como possibilidades de vivência de experiências nas mais múltiplas linguagens traz pra gente a necessidade de construir alguns contextos nos quais as crianças são inseridas e e e nos quais elas possam viver experiências múltiplas é o capítulo 3 do currículo da cidade fala então da importância da gente reinventar a docência a importância de pensar a docência de uma forma diferente não centrada no adulto professor professora mas centrada nos interesses das crianças nesta perspectiva a é importante olhar pra esse proteção do capítulo
3 do currículo da cidade e observar que nele anuncia se a necessidade de pensar na organização do cotidiano das crianças para a gente avançar para além das premissas para além dos princípios que norteiam a educação infantil na cidade de são paulo mas pensar sobretudo como que a gente organiza o cotidiano nas unidades educacionais a forma como as crianças vão se alimentar a forma como as crianças vão entrar vão sair vão viver as transições internas dodô ocupar aqueles espaços vão viver dentro dos ambientes a forma como os adultos vão organizar o trabalho isso é muito importante
de de ser pensado e portanto a carta de intenção ela teria que avançar um pouco mais pra esse conjunto de premissas e anunciar como que a professora e o professor pretendem a viver com as crianças esta organização dentro da unidade educacional dentro desse aspecto uma outra questão que também está anunciada no capítulo 3 lá no no currículo da cidade da educação infantil que trata da reinvenção da docência vai abordar os modos de organização dos grupos a esta altura do ano o professor ea professora já conhecem bastante do seu grupo então perceber como que essas crianças
se relacionam como que as interações entre as crianças de um mesmo grupo acontecem como que as interações entre as crianças de grupos em detalhes o que é muito salutar e é recomendável pelo currículo da cidade que haja essa interação como que o professor então planeja e ele anuncia na sua carta como essas essas interações aconteceram isso vale também para a forma como o professor pretende a professora pretendem trabalhar com as famílias as interações que ele vai estabelecendo entre a unidade educacional o seu trabalho trabalho que realiza com o seu grupo de crianças e de bebês
e com as famílias também então a carta ela é pra que a gente avance qualifique a carta de intenções seria interessante que a gente pensasse e declarasse né na carta de intenções essas formas de organização do cotidiano do dia a dia da unidade educacional assim como as interações ea forma como a gente vai potencializar a gente fala muito hoje em trabalhar a partir da escuta das crianças e dos b 10 mas é preciso dar um pouco de materialidade ao que a gente chama de escuta de crianças e bebês então a carta de intenções ela ela
precisa revelar como que a professora o professor vai produzir cenários com textos que favoreçam a vivência da da criança em experiências em diversas linguagens linguagens artísticas com a literatura com a dança com a música com o teatro com a a manipulação e pesquisa de materiais diversos e que possam propiciar muitas pesquisas experiências brincadeiras então como que o professor ele vai propor essa organização como professor a professora com as crianças e com os bebês vai organizar esse é essa esse contexto né pra que essa escuta pareça a carta poderia anunciar um trabalho com o territórios onde
materialidades diversas estivessem organizadas para que as crianças possam investigar a carta pode anunciar um trabalho de um professor ou de uma professora que já no seu ambiente dentro da seu espaço da sala uma vez que talvez isso ainda não esteja estendido para todo o âmbito da unidade ele trabalhe com cantos mas é importante que a professora o professor mesmo no planejamento aberto ofereçam bons com textos de experiências com as próprias crianças e para os bebês de tal sorte que essas crianças e esses bebês possam trazer as suas investigações as suas curiosidades e daí outros projetos
podem nascer tão a criança pode passar por um uma pesquisa um bebê a partir da manipulação de algum de objetos em alguns algum território mas também a gente pode acabar com as crianças e com os bebês desenvolvendo projetos projetos de pesquisa que é uma outra forma é uma outra modalidade de organização didática então na nesse mesmo capítulo do 3 que trata da revisão da docência ele traz também os projetos como uma possibilidade de reinvenção ea carta de intenções um planejamento a constituído na forma de carta ele poderia anunciar esta forma de trabalho outro é o
elemento que está anunciado nos modos de organização do cotidiano também no capítulo 3 que trata da invenção da docência e portanto é ele deveria poderia e precisaria estar acenando numa boa carta de intenções são as oficinas e os ateliês ou aqueles ou então a gente pode pensar em alguns cantos né das unidades educacionais aonde essa experiência com o criar com a criação com o sensível com a dimensão estética ela esteja presente só isso é muito importante as algumas unidades e e alguns autores reconhecem tanto essa importância que a própria unidade educacional ela tem como o
seu eixo central de organização espacial o ateliê e dele e irradiam os outros territórios as outras organizações espaciais então alguma coisa interessante de se pensar é como que é esse é o professor ele vai propiciar esse trabalho com essa experiência imaginativa criativa tão importante em todas as fases né do desenvolvimento mas sobretudo com crianças e bebês como que a professora pode o professor podem organizar então esse os passos de ateliê e observarem as crianças e os bebês nesses nesse processo todo porque é importante essa observação o acompanhamento eo registro porque é importante que na sua
carta de intenção as professoras e os professores declarem como eles vão acompanhar observar e registrar como que as crianças aprendem pesquisam se desenvolvem simulam hipóteses propõe desafios e vão à se questionando e se desenvolvendo nas suas pesquisas e nas suas brincadeiras nesta perspectiva cabe lembrar que toda e qualquer educação e inclusive a educação infantil deve deveriam ter como premissa o maior desenvolvimento possível a um autor que escreve o seu plano sob forma de carta que o professor danilo russo e que tem um texto muito conhecido entre os educadores e educadoras que fala como ser professor
sem ensinar sem dar aula na infância e ele traz algumas coisas pra gente pensar nesse registro nesse acompanhamento do processo do desenvolvimento ele anuncia na carta dele a importância que dentro desses contextos de experiências das mais múltiplas linguagens o professor a professora consigam construir espaços e garantir tempos para as crianças e os bebês terem experiências com aquilo que ele chama de o fácil então experiências onde a criança possa descansar suponhamos que uma professora um professor tenha trabalhado e que tenha como premissa na sua a nos na sua organização do cotidiano ampliar e estabelecer experiências com
a leitura leitura de fábulas de poesias e as crianças às vezes vão se apropriando e e apreciando e demonstrando uma preferência por algum título de algum livro alguma obra e o professor então naquela professora naquela naquela sua organização no seu cotidiano ele reserva cantos aonde ele deixa disponíveis esses livros que são tão apreciados pelas crianças e pelos bebês para que num determinado momento do dia a criança na sua livre escolha possa manusear voltar nesse livro com isso pode estar numa experiência lá do ateliê onde a criança vai modelar e vai vai realizar construções com materiais
diversos uma escultura ea criança volta e fica naquela experiência porque aquilo lhe traz um conforto um acolhimento ele chama a atenção também pra que o professor ea professora promova então ele anuncia na carta de intenções dele que ele durante o cotidiano durante o período que a criança o bebê permanecem com ele ele vai propor algumas situações com o difícil que significaria isso se a gente pensa no maior desenvolvimento possível das crianças ele vai propor um desafio alguma coisa que complique alguma coisa que é conhecida na experiência das crianças suponhamos que os bebês estivessem uma experiência
num circuito onde eles tivessem que experimentar a algumas sensações e algumas movimentações com o corpo testando tônus testando o equilíbrio ea criança vai então pra esse circuito com alguma coisa diferente onde a professora o professor coloca um desafio pra que esse bebê tenha que pensar um pouco como que ele vai lidar com aquela experiência corporal né ea isso promoveria um desenvolvimento maior desse bebê outra questão também é dona anunciada pelo danilo russo na sua carta de intenções é que ele vai propor sempre além dos desafios que vão problematizando e vão fazendo com que a criança
anp a sua construção de idéias de conceitos de pesquisas mas ele vai a dizer da importância de causa um estranhamento então colocar trazer para as crianças alguma experiência que provoque uma curiosidade que faça um arranhão né que convide as crianças a pensarem e os bebês a pensarem em outras coisas que não sempre as que são pensadas nesta perspectiva a gente poderia imaginar por exemplo uma professora um professor trazendo um globo terrestre para as crianças manipular e naquele dia ou um gravador um gravador antigo daqueles que não se usa mais para que as crianças explorassem e
e percebessem como que isso aqui é aquele equipamento que lhes fosse tem curiosidade em pesquisa nas crianças então essa essa ideia que é muito potente e poética de causar a estranheza não uma boa carta de intenção pensando no desenvolvimento possível das crianças ela deveria sinalizar como a professora o professor vão viver experiências com o fácil com o difícil e com o diferente com o estranho né no fim acho que é muito interessante escrever a carta e ter né essa possibilidade de ser autor de ser sujeito da sua própria experiência como professora como professor o trabalho
rio essa experiência de construir seja o currículo seja o próprio planejamento como uma uma narrativa ela não serve de um modelo uma narrativa não precisa ser necessariamente copiada pela outra pessoa mas toda vez que eu escuto uma narrativa de um outro ela pode inspirar a pensar na minha própria narrativa ela pode abrir caminhos pra outras possibilidades e alarga a minha experiência docente por isso a riqueza de construir um planejamento sob a forma de cartas e esse é um convite que se estende de novo aos professores da rede municipal de ensino aos professores da educação infantil
da rede municipal de ensino pensando sempre que esta narrativa a construção desta carta ela traz os tempos os espaços às materialidades e as interações e que portanto uma boa carta de intenções um bom planejamento deveria anunciar declarar a tornar público a forma como esta professora este professor pretendem escrever e viver a sua história junto aos seus pequenos as suas crianças e aos seus bebês [Música]