Se você já ouviu o podcast do cfp ele está disponível nas principais plataformas digitais até se Ouça a qualquer hora de qualquer lugar [Música] E você está no canal do Conselho Federal de Psicologia acompanhe as principais ações do cfp aqui inscreva-se Ative o Sininho para receber os conteúdos do seu conselho em primeira mão a E aí [Música] E aí [Música] E aí Olá boa tarde boa tarde a todas EA todos sejam muito bem-vindas bem-vindos a mais um diálogo promovido pelo Conselho Federal de Psicologia eu sou a na Sandra Fernandes Sou psicóloga e atualmente estou na
presidência do CSP se esta é a primeira vez que você vai assistir Uma de nossas lives Eu quero explicar que Essa tem sido uma das estratégias adotadas pelo Conselho Federal de Psicologia para colocar em debate temas que são sensíveis que são fundamentais no campo da psicologia e Justamente por isso são tão caros ao cfp é tem sido também uma forma de estreitarmos o diálogo com a categoria EA sociedade porque nós entendemos que a solução para os desafios que estamos enfrentando é Obrigatoriamente por um debate e solitário e uma construção coletiva e Nada mais solidária e
coletivo que o nosso SUS o sistema único de saúde no próximo dia 19 como todos vocês sabem o SUS completa 30 anos tendo como referência a Lei 8080 que trata sobre as condições para a promoção proteção e recuperação da saúde assim como a organização e o funcionamento dos serviços de saúde e este é o tema da nossa Live de hoje que é proposta e organizada pela comissão de direitos humanos do Conselho Federal de Psicologia e o SUS é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo não há como ser diferente em
um país tão imenso e plural como o nosso criar um sistema público dessa magnitude o foco nas singularidades regionais e nas diversidades populacionais é algo que exige uma ampla rede organizacional e toda rede como nós sabemos ela é passível de falhas mas também de ajustes e de correções o SUS como também vocês Sabem tem como princípios a universalidade que diz que a saúde é um direito de todas e de todos e que o Estado tem obrigação de garantir esse direito a Equidade que Visa diminuir as desigualdades Considerando que as pessoas não são iguais e por
isso têm necessidades distintas e o que implica na prática em tratar desigualmente os desiguais investindo mais onde as carências são maiores e mais urgentes e temos ainda o princípio Da integralidade que considera as pessoas como um todo Ou seja é importante a integração de ações com vistas à promoção de saúde a prevenção de doenças ao tratamento EA reabilitação isso pressupõe articulação da saúde com outras políticas públicas remete a uma atuação intersetorial significa em última instância que a promoção da Saúde dialoga diretamente com enfrentamento das desigualdades sociais bandeira de atuação muito presente que também é do
Campo da Psicologia considero muito fundamental destacar esses princípios porque a criação e a partir do movimento da reforma sanitária evoca para necessidade de avançarmos na construção de uma sociedade mais justa mais fraterna menos desigual remédio a compreensão de que devemos avançar também na consolidação da cultura de paz Lembrando que o movimento da reforma sanitária nasceu no contexto da luta contra a ditadura lá no Início da década de 70 e da necessidade de se opor a todas as formas de opressão e violência a importante temos essas lembranças porque elas nos ajudam a fazer uma leitura histórica
e uma análise de conjuntura que são fundamentais para compreendermos as semelhanças e as diferenças entre os desafios que em tempos diferentes colocaram a existência do Sul e sobre risco e os ataques ao sistema único de saúde Persistem nos dias atuais mesmo quando sujo tem se mostrado essencial para o enfrentamento da atual com anemia que já interrompeu milhares de vida mesmo subfinanciado e sobre sistemáticos ataques essa política tem sido Vital para as pessoas Esse é só um dos motivos pelos quais o Conselho Federal de Psicologia defende de forma veemente tanto a existência quanto o fortalecimento do
SUS defendemos que sejam suspensos os efeitos da emenda Constitucional 95 aliás acho que vocês escutam isso em todas as lives porque eu repito isso todas as vezes é muito urgente a suspensão da emenda constitucional 95 porque ela congelou por 20 anos os investimentos em políticas os e estruturantes como as políticas de saúde educação e assistência social essa medida compromete diretamente a oferta de cuidado suspender essa emenda constitucional é urgente e necessário Para que tenhamos recursos para o SUS EA educação pública gratuita e de qualidade ainda mais urgente Nesse contexto tão devastador como eu contexto da
pandemia que gerou gravíssimas demandas no campo da saúde e da educação defendemos o respeito às políticas de saúde mental organizadas a partir da lei da reforma psiquiátrica que ancorada no SUS tratam sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial para Um cuidado mais humanizado integrar e efetivamente integral é mas essas são apenas algumas poucas questões que cercam esse tema E aí para aprofundar um pouco mais essa nossa discução esse nosso debate nós temos convidadas muito especiais que vai apresentar agora para vocês aí eu queria apresentar para vocês
a Denise Gutierrez que ela é psicóloga docente da Universidade Federal do Amazonas e também coordenadora de tecnologia social Do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia temos também aqui conosco nessa tarde de hoje a Letícia Gonçalves também psicóloga e Doutora em bioética ética aplicada e saúde coletiva e temos aqui também minha querida amiga jureuda guerra se código hospitalar na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará é também a atual presidente do Conselho Regional de Psicologia da 10ª se não parar e Amapá foi conselheira do cfp na gestão passada junto comigo e Julieta também é especialista em
Saúde Mental e Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e mestra em psicologia social e clínica pela Universidade Federal do Pará bom mais uma vez sejam todas e todas muito bem-vindas bem-vindos e Em tempo eu quero aqui agradecer publicamente a todos vocês minhas As queridas convidadas para nossa Live de hoje é muito obrigada por terem aceitado o nosso convite é um agradecimento público é por pela Disponibilidade de cada um de vocês está conosco nesse dia de hoje bom antes de passar a palavra para nossas convidadas eu queria só fazer mais um registro importante no Marco dos
30 anos do SUS o Federal de Psicologia está realizando o levantamento das atividades das psicólogas e dos psicólogos brasileiros que atuam na área de saúde o objetivo é que essas informações ajudem a criar uma resolução que traga parâmetros mínimos de dimensionamento da força de trabalho E definições de tempo de hora assistencial dessas profissionais nos três níveis de atenção à saúde esse trabalho eu faço muita questão de destacar é de suma importante para a categoria Por que fornecerá subsídios para a criação de uma normativa protetiva do trabalho das psicólogas e dos psicólogos na saúde e quero
lembrar também que essa transmissão está acontecendo simultaneamente nos canais do YouTube Facebook e Twitter do cfp Então se vocês puderem Compartilha essa tu e para que mais colegas possam assistir ao nosso diálogo de hoje e dizer também que esse nosso debate ele fica gravado ele pode ser utilizado posteriormente enfim o material que tá todo disponível na no site do Conselho Federal de Psicologia ou intuito de que sejam informações que possam auxiliar no processo de formação do trabalho das psicólogas dos psicólogos dos Estudantes De psicologia no âmbito isso eu vou passar imediatamente a palavra as nossas
convidadas quebra de tomar primeiro jureuda eu queria começar com você esse nosso debate eu queria te perguntar é qual foi o papel uso das psicólogas e dos psicólogos na criação do SUS qual era a conjuntura seja essa conjuntura social política econômica que levou a psicologia a participar do SUS Oi Ju seja muito bem-vinda tô desligando meu microfone e passou da palavra para Você a Anna olha É uma honra poder tá esse momento nessa comemoração dos 30 anos do nosso incrível Sistema Único de Saúde eu fico muito honrada com o convite representando Conselho Regional de Psicologia
do Paraíso do Amapá não é nosso o Brasil e-mail Fico muito feliz tá aqui dividindo também parabenizo a Letícia muito muito feliz mesmo muito obrigada e mulheres falando né do nosso SUS Olha tudo apresentação fantástica no Início to re memórias momento que a conjuntura foi sendo pensada para criação do Sul é na verdade vivia ao menos um tempos sombrios na ditadura militar que tem uma mão muito pesada e muitas pessoas tombaram muitos companheiros né muitas pessoas muitas famílias muitas mães que perderam seus filhos não é uma Juventude inteira marcada pela história da ditadura no Brasil
a partir do golpe de 64 Então você tem aqui 6470 até nos irmãozinho de 79 quando você quando a gente começa a reabertura política não é com aprovação da Lei da Anistia é você tem um Brasil de 1.500 até 979 com uma saúde é extremamente precária com uma saúde extremamente vinculada à A misericórdia e eu sou psicóloga de uma Fundação dessa de 372 anos né que a Santa Casa do Pará Santa Casa de Misericórdia do Pará e aí é saúde ela era vinculada A misericórdia Abner e também e beneficente né Então a partir de 89
Com a criação da qual a possibilidade do Lei de anistia a organização né mesmo ainda preocupante assustador ainda com a possibilidade de pessoas participando ali que não eram pessoas do nem alunos nem e profissionais não eram pessoas infiltradas mesmo assim no final desse na lista de 86 e 87 consegue se fazer a 2ª conferência nacional de saúde que pensa uma reforma sanitária que pensa olhar o Brasil para dentro que pensa que o Brasil precisa de de água potável Brasil para poço artesiano a gente precisava acreditar numa reforma sanitária E aí tu também falar sobre Demi
a galinha 87 tem a carta de Bauru que para gente da Saúde Mental nem todos nós que somos antimanicomiais temos como princípio a carta de Bauru Porque a partir dali 87 é se organiza a a a pensar em uma política pública que possibilitasse assistências assistência à saúde para todos ela fosse Universal Ela conseguisse que todas as pessoas entrassem né num sistema daí o nome aí foi pensado sujo eu pensava o nome ali com Sérgio Arouca tem várias outras pessoas que contribuíram muito para pintar Sistema Único a partir da reforma EA psicologia teve um papel fundamental
é fermento a psicologia e responde histórico até me dá atenção terciária da atenção hospitalar na somos um unha com o país no os únicos resumo do que tem essa Diferença mas aí a gente começa a pensar uma saúde pública a psicologia começa a fazer esse debate para dentro da categoria E pode a partir de com a Constituição de 88 te o acesso a a água atendimento na saúde vai fazer parte a compor a pensar o que para muito além da da internação do modelo hospitalar é da necessidade de um modelo coletivo de uma saúde coletiva
de uma de uma saúde pública e aí a psicologia foi chamada à responsabilidade pensar o Brasil pensar Nossas diferenças pensar as nossas às vezes nem no nosso caso que somos da que a amazônia Despertar a as mulheres na Amazônia o que fazer agora em mulheres e me lembrei que até então uma mulher hera em função do estado gravídico você não tinha atenção as outras milhões situações que envolvem o universo feminino então foi é fundamental a participação da Psicologia contribuiu e contribui com o olhar da organização com a perspectiva de pensar A subjetividade de pensar na
autonomia dos corpos intenções as pessoas no serviço a série A essas aves contribuí que bom olho bom ouvir você falar porque a gente faz meio que uma viagem na história né Eu queria passar então em seguida para Denise e chamar denize para nossa conversa né É acho que da prevenção ao suicídio é tratado no CSP ao longo de todo ano a gente tem inclusive um projeto chamado o saúde mental de Janeiro a Janeiro e a gente entende que precisa falar dessa prevenção dentro da saúde pública aí eu queria ouvir um pouquinho você Denise na sua
avaliação os serviços de prevenção ao suicídio no âmbito do SUS eles tem funcionado adequadamente é o que funciona bem e e o que que na sua avaliação precisa ser melhorado seja bem-vinda mais uma vez Denise vou desligar meu microfone também obrigada pelo convite é muito bom estar aqui com A grande ideia sua cama experiências né e eu gostaria de falar um pouquinho dessa questão a partir da do Olhar da pesquisa porque o olhar é o lugar onde eu ato Emily tu né a pesquisa voltada ao suicídio de idosos Pensa em um pouquinho da rede né
você tá falando sobre ações e intervenções né você perguntou esse isso que é psicologia tão feito né Tem tem sido suficiente bem para vocês terem uma ideia no Estado do Amazonas nós temos cerca de 3 milhões um pouquinho mais de Habitantes e nós temos na rede de saúde Estadual cerca de 60 profissionais atuando em alguns pontos e na rede Municipal né nossa capital Manaus mais um tanto desse então daí a gente já pode pensar enquanto é insuficiente completamente insuficiente para dar conta de questões é tão importantes como como essa que é a questão do suicídio
a gente tem visto em todo o ambiente da pesquisa que trata do suicídio primeiro mostrando a o Crescimento de taxas né O que torna o suicídio um tema de saúde pública que tem ditado dois grupos populacionais como grupos de alto risco né aqui no Amazonas nós temos um terceiro grupo mas a gente tem visto em todas as políticas internacionais né Organização Mundial de Saúde nos indicando e mesmo os dados que nós temos aqui de registro os jovens Oi jovens adultos como uma uma idade de risco de 15 a 39 anos e também os idosos em
que o suicídios tem acontecido nessa Faixa e nos preocupa é não tanto pelo número absoluto de ocorrências mais pela tendência de crescimento né E e essa tendência de crescimento sim nos inquieta nos preocupa tendo em vista o amadurecimento da nossa população envelhecimento da população e as demandas todas que traz para o sistema nós temos visto nas pesquisas de Suicide com idosos entre doses que a maior parte dos casos fatais entre idosos eram de sujeitos que tinham é estado nos Serviços de saúde nos últimos 23 meses anteriores ao evento fatal eu e ele lá mesmo sendo
atendido no serviços especializados né como é o capim como são outras estruturas que a gente tem por aqui ele não não foram diagnosticadas como sujeitos de risco né O que mostra que nós temos que amadurecer muito internos de diagnóstico de avaliação de risco para esses casos demanda ainda muita qualificação dentro dessa temática nós não temos isso como Uma um conteúdo que nele essa muita atenção na maior parte das instituições formadoras e nós não temos isso também é como uma política ainda Nacional Eu soube hoje da do lançamento de uma por tá o Instituto e essa
política nacional que eu ainda não estou preparada para discutir lá porque não há estudei mas que vejo com muitos bons olhos Porque de fato a gente precisa avançar muito na nossa qualificação na sensibilidade à a Questão do suicídio eu acho que alguns Marcos inclusive internacionais e assumidos nacionalmente foram super importantes o setembro amarelo' tem sido é uma oportunidade muito grande de diálogo de sensibilização da sociedade e também para que nós mesmos possamos nos olhar nos no espelho e ver o quanto a gente precisa ainda avançar em pesquisas que a gente tem feito dentro do sistema
de saúde com vários profissionais envolvendo inclusive psicólogos a gente Vê o conhecimento também Deus conhecimento do tema até no sentido do ser vistos né a gente fala da subnotificação não é dentro dos do da fundação de vigilância em saúde né do sistema de informação de mortalidade o que de fato existe mas também a a a subnotificação passa pela falta de um olhar atento em poder identificar os casos e poderá atuar a tempo então eu acho que essa questão da do psicólogo dentro do SUS é uma questão Fundamental da gente poder estar mais presente e não
só em número mas está mais presente em qualificação e está nos vamos dizer assim tomando pé e nos apropriando Olá queridos instrumental que já existe inclusive para a avaliação de risco acho que é esse é um aspecto bem bem importante que nos que nós precisamos avançar nessa questão um excelente assim impressionante pensar na capacidade do SUS de lidar com tantas Temáticas importantes da Saúde da população de uma forma geral bom queria agradecer assim várias pessoas que estão nos acompanhando que que deixam suas mensagens que comentam nas nossas se eles né E a gente tem que
tem pessoas de vários lugares né a Marcilene é lá do serviço de psicologia do Hospital Regional de sorriso no Mato Grosso A Sâmia Pires da cidade de Belém né tá aqui ó ódio você vai preparar e amar para presente a Letícia salgado de Apucarana no Paraná a Maiana de Maricá no Rio de Janeiro Larissa Salvador Bahia a Denise de Saquarema né o nosso agradecimento o John Kennedy que é do Rio de Janeiro lá de Niterói a Iara Raquel né e Pedro Leopoldo o nosso agradecimento pela a companhia de vocês na nossa na nossa Live E
aí eu queria Letícia agora vou te chamar para tu trazer a fazer um aspecto importante também do debate da discussão da importância do SUS E aí minha pergunta é Relacionada aos direitos sexuais e reprodutivos tendo aí a sua interface com o Sistema Único de Saúde na sua perspectiva Letícia Quais os avanços retrocessos que você observa no SUS relacionados à garantia dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres como na questão da saúde das mulheres negras e LGBT is Letícia seja muito bem-vinda muito obrigada pela tua presença mais uma vez eu vou desligar o microfone já tô
passando para você boa tarde ela Sandra Boa tarde Denise jureuda todas as pessoas que estão nos acompanhando é bem Quero agradecer pelo convite dizer que é uma honra estar com vocês aqui nesse debate especialmente em comemoração aos 30 anos do SUS né é primeiro eu quero dizer que que dá importância em reconhecer o SUS como uma conquista e patrimônio do povo brasileiro e também da necessidade de nós reconhecemos usar cúmulos e avanços históricos em relação especificamente Aos direitos sexuais e os direitos reprodutivos Eu vou ser um pouco abrangente porque seriam muitas questões né são muitos
anos de história e não é possível que sem precisar de uma forma que eu não seja justa com essa história toda né Mas acho que nós observamos como que desde as primeiras iniciativas de forma e as políticas de saúde das mulheres que é muito antes da institucionalização dos usos e conhecer decorar com as primeiras Iniciativas de organização da própria saúde pública no Brasil quando Nós pensamos por exemplo a reforma Carlos Chagas em 1920 nós vamos observar um escopo de saúde da mulher é específico centrado na maternidade na reprodução que foi sofrendo críticas depois também sofreram
transformações muito contundentes ao longo dessas décadas todas né não há certamente uma linearidade nessas políticas nem consensos na em torno dos Sentidos o que Que seria Saúde da Mulher Quais as pautas prioritárias mas nós podemos identificar que esse problema específico ele foi bastante criticado e reformulado ainda que pareça que não seja um problema superado né pelo E aí nós verificamos que há uma permanência da tônica nessa nesse aspecto e como qualquer política tem uma conotação ideológica né e isso faz com que outras demandas sejam consequentemente em visibilizada sou Secundarizadas né que por vezes isso ocorre
como uma justificativa epidemiológica né de que então seria necessário priorizar aquelas demandas mais incidente na população no entanto a gente vê que não é exatamente assim que se dá quando nós leves a realidade né É nós percebemos que nem mesmo assistência ao pré-natal e ao parto ele ela cidade maneira sem problemas né Então significa que a tônica nesse aspecto resolva essa questão mas é uma ausência de Perspectiva que enfoca a saúde da população das mulheres negras da população LGBT i o e etc ela é realmente secundarizada e nós podemos observar a partir de Pesquisas como
da Emanuelle igual a esse como da Paula Gonzaga aqui é a raça é um determinante que atravessa a trajetória reprodutiva das mulheres negras não é isso vai ser também um indicador importante para as mulheres indígenas nós observamos por exemplo no contexto Da pandemia como e as mortes maternas né Elas vão incidir quase que é em quantidade é quase o dobro em relação a morte não atende mulheres brancas e que isso tem relação Direta com a classe né com a raça e com a classe primeiro caso inclusive de morte materna foi no interior da Bahia de
uma mulher negra chamada Rafaela e ela faleceu o cinco dias após o parto da primeira filha ela morando uma uma região do interior onde não teria de mim O risco de contágio aumentado mais uma região também turística né nacional e internacionalmente e sou Case o None a morte dela né dentre outros fatores Mas para ser bastante breve para não eu comecei pelo por esses pontos mas é problemático né mas acho muito importante também reconhecer que nós temos do ponto de vista dos avanços é uma criação histórica gradual né que pode ser pensada desde a criação
do programa que na década de 80 que depois Foi transformado em política nacional de atenção integral à saúde das mulheres em 2004 a própria formulação da política nacional direitos sexuais reprodutivos que é de 2005 e que vai ter essa amplitude de eixos envolvendo um aumento do acesso aos métodos contraceptivos reversíveis e irreversíveis à introdução de novas tecnologias reprodutivas e obviamente a tocar infertilidade em casais heterossexuais não vai tratar dos casais Lésbicos é também tem um plano Integrado de enfrentamento da feminização da Aids e surge em 2007 a política nacional de saúde integral da população negra
que é de 2008 a política nacional de saúde integral de lésbicas gays bissexuais travestis e transexuais de 2013 que são Marcos muito importantes para reorientação dos serviços e da própria da própria ação programática né E aí depois de 2013 nós temos um e a reeleição da presidenta Dilma em 2014 uma ruptura democrática entrada é um período de estagnação são e retrocessos né E aí de forma mais contemporânea assim em torno dos últimos acontecimentos eu destaco como retrocesso só essa portaria curta mas muito significativa que a 2.282 que vai alterar o funcionamento dos serviços de atenção
Mulheres vítimas de estupros de aborto legal no país e como alterações fundamentais vai tornar obrigatório a denúncia policial Por parte dos Profissionais de Saúde o que coloca em primeiro primeiro plano a questão da dúvida em torno a veracidade da palavra das mulheres e o outro aspecto é a oferta para as mulheres de visualizarem o embrião ou feto através da Ultra do ultrassom que seria justamente uma tentativa de correção por meio da sensibilização Oi gente tem tratado em termos de tortura né esses retrocessos Eu compreendo que a gente não pode Interpretar pode aliás interpretar como resultados
provisórios né de embates e jogos de forças que acedem o próprio SUS é mas que Certamente eles vão impactar de maneira incisiva as políticas né o Brasil Desde a redemocratização ele vinha pactuando e aderindo ao sistema internacional de direitos humanos cujos direitos sexuais e reprodutivos se vincula tem batizou disparidades regionais significativos E aí nós percebemos atualmente uma radical Alteração nessa tendência Né desde as últimas eleições mas por enquanto é isso bom obrigada coisas muito bom poder escutar ela a gente vai começar agora o segundo bloco de perguntas Letícia E aí eu queria a gente teve
no no primeiro acabou de escutar agora a Letícia falando um pouco sobre a importância e sobre os desafios do SUS sobretudo nessa nessa área nessa área de abrangência de atuação e agora a gente vai entrar para o segundo bloco de perguntas mas antes Só para registrar é muitas pessoas aqui nos acompanham né o Fábio né que é estudante lá de Niterói muita gente muitos estudantes que nos acompanha acho que é muito importante esse processo de formação a Márcia Adriana hoje ou muita gente lá do Belém do Pará e ela disse que é de Belém do
Pará é mais que tá nesse momento nos acompanha nesse momento os Estados Unidos as Santana Moura de Recife a Natália e do Sul a Rita de Jacareí São Paulo a Anna de Petrópolis muita gente muito obrigada a Terezinha Soares que também nos acompanha E aí eu queria pedir licença vocês nesse segundo bloco para poder inverter um pouco a ordem das nossas convidadas e aí eu queria chamar agora a Denise para começar com você se segundo bloco ele queria que você pudesse falar um pouquinho sobre Qual é o tipo de suporte seja esse suporte técnico e
estrutural que a profissional o profissional de Psicologia precisa ter Tatuar com efetividade no âmbito do SUS para a prevenção de suicídio da pessoa idosa por exemplo o SUS Ele oferece algum suporte para família só para gente tentar aprofundar um pouco essa discussão tô desligando meu microfone Denise tá certo e é eu gosto de parte dos dados que a gente tem porque são dados de Campos são Dados empíricos bem interessantes que que eu acho que de alguma maneira também retrata a realidade na maior parte das Localidades no país né nós fizemos dois estudos nacionais através da
com financiamento do Ministério da Saúde né CNPQ entrando como órgão financiador e coordenado pela professora Maria Cecília de Souza minayo e o que é uma pessoa que trabalha fortemente nessa questão da violência e do suicídio entre idosos é uma pessoa Pioneiro né O que a gente viu na maior parte das localidades é que existem sim iniciativas de prevenção e fortes mais sistemáticas existem sim Iniciativas de acompanhamento a sujeitos em risco é especialmente em regiões por exemplo vou citar um exemplo mais ao sul em localidades rurais a gente se vê que é é uma das localidades
que no país aquela região ali da Pomerânia região região fumageira é uma região em que a incidência de suicídio entre idosos e a bastante alta mas a gente não pode dizer que existe de fato uma política implementada e consequente estável Com acompanhamento devido o que a gente tem De estrutura por exemplo o trabalho em rede que deveria estar acontecendo em alguns lugares acontece melhor não maior parte dos lugares os lugares mais empobrecidos e olha a gente está falando do Brasil que é um país onde há muita desigualdade Regional se você pega a região do nós
estamos o norte eo Nordeste você vai ver uma realidade muito diversa de outras de outras partes do nosso país Então as desigualdades seja mais elas marcam Também a possibilidade da gente ter trabalhos de prevenção políticas atuantes em desenvolvimento para a aqui de fato é esse essa essa questão do suicídio seja é atendida da maneira como deve nós temos aqui também no Nordeste e no norte uma outra questão que nós dividimos com o centro é E são do suicídio indígena onde a psicologia é fortemente chamada dialogar com a cultura o entendimento de subgrupo sociais que tem
fósforo o visões que tem Explicação para vida para o mundo é muito diversas das nossas o que nos leva a pensar o que estruturas precisamos de alugar cultura por exemplo é e claro quando a gente fala de estrutura a gente não tá falando apenas na base material que é desejável que a gente tem é claro todo mundo deseja ter um espaço agradável para atuar mas a gente tá falando das conexões também um diversos pontos da rede de serviços que possa potencializar as nossas ações que possam Criar sinergia um diálogo alinhado é um atores com diversos
atores a psicologia cada vez mais está sendo chamada para atender fora daqueles modelos tradicionais né mas inspirados na proposta biomédica e sendo chamada para trabalhar em rede comunidade vizinhança diversos atores o padeiro ouvir escutar o padeiro o leiteiro o vizinho para poder de fato criar estratégias sustentáveis de promoção saúde de prevenção né de agravos então é A gente vê que a gente tem muito a avançar ter uma rede atuante e funcionando dentro daquilo que já está preconizado né dentro da organização do sistema já é digamos assim um Gun a enorme prédio localidades né agora esta
esta é o fio não funcionamento da rede muitas vezes tem a ver com um aspecto que eu gostaria de enfatizar o e através de um exemplo e nós tínhamos um projeto que ia receber um financiamento vultuoso para ser Implementado em parceria com algumas alguns municípios então nós fomos aos municípios fechar parceria fechar acordo de compromisso para realização dos projetos demora um pouquinho do até a liberação do recurso né normalmente o dinheiro é público demora cair no caixa né para a realização dos projetos quando nós voltamos essas localidades é para ir então combinar as atividades de
campo o que que seria feito enfim e fazer as primeiras reuniões e e Disfarça Implementar o projeto e o secretário de saúde não era o mesmo secretário de educação não era o mesmo e mudou o prefeito caiu o prefeito então a gente percebe que do ponto de vista político em pequenas é municípios do interior a uma fluidez a uma instabilidade e não só nos gestores por falando de secretário de saúde secretário de educação mais por parte da equipe técnica que também é nomeada em cargos em que não há estabilidade e que Portanto saiu o político
da vez muda-se toda a toda a parte de gestão exige visão estratégica do que deve ser feito então nós como como profissionais e como pesquisadores né vivemos portanto numa situação de muita frecar idade nesse sentido em por conta muitas vezes a falta de sustentação política é porque é muito importante que quando você adentre a minha colega lá do Pará tava balançando a cabeça que está concordando comigo que é muito Importante quando você entra numa determinada localidade né do interior ou numa comunidade que as autoridades estejam ali é alinhadas com você conversando trocando entre um parceiros
legítimos nas ações porque é isso que vai dar fôlego né para as intervenções a médio-longo prazo Então eu acho que existem várias fragilidades em termos assim estruturais que comprometem a nossa atuação né E claro que acho que esses acordos E essas Essa gestão Essa Visão que a gestão não dá para realização para sustentação das atividades e que o psicólogo desenvolve são mais importantes ainda do que qualquer estrutura física do que qualquer outro instrumento mais é técnico por dizer assim né mas porque nós atuamos dentro daquela perspectiva psicossocial né em que o Nossa Nosso principal ferramenta
além naturalmente de toda a nossa é o nosso instrumental teórico técnico somos nós mesmos são as Tecnologias leves relacionais com quem atendemos com os nossos parceiros né Então aí há a questão dos diálogos nas equipes de variados a composição multiprofissional Acho que essas são estruturas muito importantes para a é a boa condução dos trabalhos do psicólogo né E aí é muito bem obrigada mais uma vez pela sua participação Denise começando o nosso segundo bloco E aí agora eu queria Chamar a Letícia para dar continuidade a essa a essa conversa pensando um pouquinho como é que
a psicologia tem contribuído Letícia em termos técnicos e políticos para garantir os princípios da integralidade da humanização do SUS e aí eu queria colocar que considerando talvez pensando nesse momento mais atual as situações que a gente nem vivenciando se a gente trouxe para essa discussão a questão do abortamento por exemplo como é que você avalia isso tô passando para Você e desligando já meu microfone o certo é e nós temos observado que a psicologia cumpre um papel muito importante no campo dos direitos sexuais reprodutivos SP está em processo de construção de uma referência técnica especificamente
sobre esse tema e os dados preliminares ele já já em formam assim como que a psicologia ela enriquece esse serviço e como psicólogas e psicólogos foram atuar nos mais diversos Campos inicialmente Inimagináveis para a profissão do ponto de vista de pensar atenção integral e como psicologia contribui para a efetivação desse princípio acho que a questão do aborto ela é bastante emblemática para dizer justamente dessa contribuição da Psicologia né a psicologia ela tem colaborado de uma forma e qualitativa com a própria compreensão da amplitude que a expressão sexualidade e reprodução implica né Tanto do ponto De
vista da Saúde como do ponto de vista dos direitos né nós sabemos que a experiência com o aborto no Brasil ela é uma experiência que precisa ser lida de maneira muito complexa porque ela vai ser atravessada pelo enquadramento penal né um quadramento criminal por um pluralismo moral e também por um cenário de produção de instrumentalização política dessa questão é e este contexto ele ainda é atravessado né do ponto de vista da experiência das mulheres pela Intersecção da raça da classe da idade da orientação sexual do território de moradia dessas mulheres neodi homens transexuais e essa
complexidade Ela implica num desafio muito grande justamente como quando Nós pensamos tanto cá a universal dos quanto o seu aspecto de atenção a integralidade né e a psicologia ela tem contribuído nesse sentido de recolocar essa questão que foi tão desvirtuada na história do nosso País e de outros quer questão do abortamento do pão de vista do cuidado e atenção as mulheres né que é o que nos caberia nesse nesse emaranhado complexo né nesse sentido a gente observa Psicologia qualificando de maneira muito importante o serviço de abortamento legal estão serviço de referência para atenção às Mulheres
vítimas de violência sexual qualificando em todos os sentidos diz ponto de vista da Concepção do serviço no sentido de criticar esses Outros atravessadores que matam o funcionamento dos serviços que prejudicam a proposição da a ação também como princípio do SUS né como um orientador e a psicologia tem mais destacadamente atuado de forma muito importante na colocação da Saúde Mental relação aborto de uma maneira realmente técnica a partir de todo o arcabouço então da saúde mental que são nossos acúmulos né nacionais e internacionais que nós observamos que a Saúde mental também tem sido discutido em relação
a bolsa de maneira ainda insuficientes né Nós temos o Brasil principalmente pesquisas conduzidas pelo campo da enfermagem que elas vão compreender o aborto como uma experiência que necessariamente é produz adoecimento psíquico para as mulheres esse tipo de tese né Tem de hipótese ou de afirmativa tem como compreensão que as mulheres naturalmente Elas têm uma ontologicamente ela 15 lados a maternidade como uma forma de realização Universal e que a recusa a essa finalidade das mulheres né momentânea ou em definitivo produziria um adoecimento porque justamente em conflito com algo que seria inerente à própria condição natural das
mulheres e aí é uma concepção que não necessariamente a compartilhada pela psicologia justamente porque apesar da diversidade de teorias nós compreendemos a subjetividade uma maneira mais Complexa mais complexa e ir nós vamos então resgatar outros elementos na história de vida das mulheres para explicar a experiência do Abu assim como uma discussão sobre a impossibilidade de curar as homossexualidades Porque nós não estamos falando de transtornos and tá um pouco de doenças né mas quando nós localizamos alguns aspectos culturais e sociais relacionados à produção de vulnerabilidade de violências e isso sim Tem potencial di de sofrimento e
adoecimento para o sujeito no caso do aborto a gente vem identificando também que é determinado os sistemas de crenças que atua no sentido de condenar moralmente a experiência do aborto tem um potencial de produzir adoecimento mas a experiência em si não é possível afirmar que ela do essa não tem nenhum tipo de respaldo em relação a isso é em junho do ponto de vista político né nós percebemos como a psicologia ela tem Contribuído para se posicionar publicamente favorável aos direitos das Mulheres nesse sentido de compreender como uma experiência que que não é uma experiência moderna
né o aborto ele existe o costumo dizer um tanto quanto dá não mas ele existe desde que existe gravidez né e a gente precisa fazer uma leitura histórica e social desse fenômeno é contribuindo para a saúde integral do sujeito senão para o seu adoecimento né psicologia não pode é ter Esse papel e felizmente não tem tido né de maneira mais abrangente a gente percebe nossas colegas e nossos colegas atuando de uma forma contundente eu tive contato uma pesquisa de alguns anos atrás agora uma nova pesquisa Inclusive essa pesquisa do do dos Crepúsculos regionais têm demonstrado
isso que é um dado bastante Boni e posou para nossa profissão médica psicologia tem atuado no sentido de mediadora dos Direitos Humanos né a Psicologia ela identifica nos seus Campos de atuação determinadas questões digamos assim que tem sido polemizados que são questões próprias a a vida das pessoas mas que elas são tratadas de maneira ideológica Em alguns momentos históricos EA psicologia tem sido essa mediadora dos direitos humanos e da própria concepção ampliada de saúde resgatando a função dos serviços que é no compromisso com a promoção de saúde propriamente do jeito né E é isso e
é muito reconfortante viu Letícia de escutar falando isso porque a gente precisa efetivamente ter se Horizonte é esse Horizonte como meta né esse lugar como meta como lugar de chegar né psicologia precisa sempre auxiliar contribuir para que a promoção mais ativamente da garantia dos direitos de todas as pessoas é bom para terminar esse nosso terceiro bloco aí eu queria pagar passar agora para juro Ilda Ju eu Queria que você comentasse o que que no Brasil Diferentemente de outros países é foi criado uma diferenciação entre psicologia hospitalar e psicologia da Saúde como é que é isso
Gil porque essa diferença eu desligando Meu microfone tá então é e olha maravilhoso desse debate viu a possibilidade de ouvido e Mc letticia uau né muito incrível mesmo muito obrigada né com essa possibilidade é a psicologia hospitalar no Brasil ela Remonta à década de 40 Então ela é anterior à nossa a nossa regulamentação que ela é repente repente né Ela é 32 né então agora fazemos 58 anos de Psicologia mas antes disso já tinha né já tem a história da Psicologia no Brasil e manda para gente que ela já se encontrava em hospitais e era
muito mesmo modelo hospitalocêntrico né é aquela coisa de meio de coco e aí é partir da possibilidade Oi Dani daqui a gente conversou um Pouquinho miniso ganhei Claro tela remota a psicologia hospitalar a prática hospitalar a esse olhar terceira da especiaria ali naquele momento já na do âmbito hospitalar tudo que o outro tem que estar lá pode pode ser nos oferecer né ah o atendimento no leito da gente pensa em relatos muito muito incríveis com situações de experiências na entendendo dali na década de 40 50 é muito incrível para mim hoje na psicologia hospitalar ficar
aquele Aquelas enfermarias ainda peguei enfermaria assim hoje é diferente três para as pessoas mas ainda peguei assim pelas vias com 20 leite o 25 leite então ai no Brasil ela tem essa essa especificidade a partir dos anos é finalzinho ele dos anos 80 com a criação e aprovação que a gente comemora hoje da Lei 8080 quando ela começa a se sentar numa Psicologia de uma saúde coletiva de uma psicologia da atenção básica da atenção primária e ela começa A entrar nos serviços de atenção básica E aí ela é compreendida como a psicologia da Saúde inclusive
no Conselho Federal reconhece essas duas especialidades mais recentemente A psicologia de falar já é especialidade da Psicologia bem mais tempo EA psicologia da saúde é mais recente E aí eu queria lembrar que o sagu Conselho Federal de Psicologia até procurando você fala aqui a gente tem do crepop E aí todo mundo pode Entrar baixar tá no site do Conselho Federal Você pode baixar em PDF que são o Serviços Hospitalares no SUS e era uma dívida né que a e o Conselho Federal tia qual categoria da Psicologia instalar dívida né no sentido dessa produção que é
uma categoria que tava muitos anos dentro da do sistema hospitalar EA partir e ano passado foi plantado a essa carteira que tem contribuição fantásticas e um debate montando que tu falaste nisso logo começa a apresentar Que ama necessidade O que é um clamor né de toda a categoria que trabalha com a psicologia hospitalar a necessidade de nós estabelecermos o a quantidade de profissionais o tempo porque eu trago isso a nós temos a com a atuação da com anemia e com a rapidez e ela tomou o Brasil e aí a gente nunca pode esquecer né sempre
está pensando que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas e eu não ouvi muito mais ou que nós temos um serviço Público de saúde com uma porta de entrada né que é o surdo e aí muitas dessas mortes mais de 150.000 mortes poderiam ter sido evitadas e ela é uma estável e o Conselho Federal de Psicologia não se importou e não ficou calado e fez uma homenagem né os familiares e a memória dessas mais tem uma pessoas E aí Ana é o conselho quando tomou conhecimento né o Conselho Regional quando nós podemos das posição quando
foi É uma série de hospitais é de campanha e Apologia sendo convocado a participar também da equipe e a gente precisa discutir o GC emergência é a situação do desatendimento em luto por que você não tá não vai conviver não vai poder te falo tu como é que tu vai estudar então foram muitas pessoas hoje que aí o Conselho Regional hoje aqui nós fizemos um curso somos mais duas colegas especialistas da área hospitalar lá e fizemos desses acordos que é Letícia Trouxe né cadeia de trouxe e foi a gente montou pelo Google Maps nós conseguimos
juntar psicólogos do Oiapoque imagina né a possibilidade da internet facilitou e tô nós fizemos encontro de pé um mês e meio onde a gente discutiu no outono a gente discutiu a questão do suicídio onde a gente discutiu o atendimento da população Ribeirinha da população quilombola da da população LGBT que tava e função da com anemia é entrando no âmbito hospitalar que Muitas Delas nunca tinham é tira possibilidade de atender então você tinha psicólogos aí que estavam fazendo seleção entrando para fazer esse primeiro atendimento muita gente que o especialidade mas como foram muitos criados também abriu
essa possibilidade E aí por outro lado uma série de pessoas que nunca tinham tido contato com a psicologia passaram a ter e viram quanto isso é fundamental quando está diferente na sua vida quando isso faz uma diferença na sua vida ser Atendido pela um profissional de Psicologia quantos e familiares puderam falar da sua dor no e para um profissional de Psicologia usando a tecnologia na e do atendimento online no âmbito hospitalar uso psicólogos fazendo atendimento numa UTI de covide e tão assim nós fazer mas nesse encontro mas podemos ver se códigos do amazon do Amapá
lá do iapoque junto com psicólogos a energia do Marajó leva tivemos uma situação assustadora no Marajó E aí a gente traz passou tu vai diminuindo a torção do convite vou diminuindo a situação dos hospitais Mas a gente não pode tirar mais a psicologia desse lugar muitos municípios que tiveram botaram psicólogo para trabalhar precisam manter porque a psicologia ela faz uma diferença no âmbito hospitalar E aí é E aí Claro um atenção básica que a psicologia da saúde que ela é mais recente e na nossa história no Brasil e ela é Fundamental O que é isso
que a Alice atrás né do atendimento nenhuma situação de violência no atendimento de uma situação de Olha que eu faço parte Letícia do único hospital do Estado do Pará que tem a possibilidade de fazer o aborto previsto em lei do aborto legal e que correm batismo por tudo que trouxeste para ver Então imagina a situação né duas das ameaças de retrocesso que a gente vive e que a gente vem é calor e que a gente vem Construído é um plus que ele tem que ser cada vez mais firme mais íntegro mais participativo e que eu
não posso é rápido mesmo É ele é de todos nós ele é independente da nossa condição Econômica brasileira há muitos anos e isso foi uma construção da ditadura militar que quem procurava o suas eram as pessoas que não poderem pagar um plano de saúde cobre essas pessoas têm dificuldade Econômica E aí eu não quero fazer parte dessa nessa Pessoa que não tem possibilidade de acomodar e agora a gente vê que todo mundo tem o direito alguma um atendimento de qualidade um serviço bom que ele pode me possibilitar o transplante que ele vai me pagar um
tratamento fora do domicílio que eu vou fazer tratamento em Fortaleza para fazer meu transplante e as pessoas que o nosso tu faz assim faz isso há 30 anos um todos aí eu li pouco todas as dificuldades e roubalheiras que tiveram E que botaram as pessoas achar que ele é corruptível quando não o que é corruptível são as pessoas estão as ações e a gente precisa é ter como princípio quem sabe a defesa intransigente dos ais obrigado a gente coisa boa participar desse debate com vocês a gente aprendi bastante bom nós estamos chegando no momento das
nossas considerações finais porque o tempo o tempo o tempo ele passa muito rápido é queria pedir Letícia para Você começar com suas considerações finais e já agradecendo assim decoração pela tua participação tão potente pela tua fala tão potente que faz com que a gente é Enfim repense uma série de coisas então suas considerações finais Letícia o Letícia o microfone gente é como dizem Essa agora é a frase mais dita né porque sempre tem o microfone desligado é mas quero agradecer novamente é parabenizar a gestão do CSP pela organização desses Debates eu sou acompanhar na medida
do possível gostando muito tem sido uma contribuição muito valiosa e agradecer pelo prazer e honra de está nesse nessa conversa com vocês conjurei Souza Denise é só vendo que a Jaqueline Gomes de Jesus e André Esmeralda estão acompanhando uma honra também ter elas e todas as outras pessoas que comentarem nos acompanham e para fechar só quero dizer como é relevante a psicologia desse protagonismo na construção do SUS Né E como antes Oi gilso são fundamentais para redução de iniquidades e que apesar dos ciclos históricos serem certos né sempre bom saber que nós somos muitas e
muitos na defesa do SUS e na defesa da psicologia como mediadora dos Direitos Humanos né bom obrigada Letícia queria chamar para as considerações finais Ju você pode fazer as considerações finais posso posso eu queria agradecer e dizer que é uma honra né Viajar aqui a Andréia e a Companheiros que compõem a comissão nacional de Direitos Humanos E aí quando tiver Federal e é assim essa pesquisa que é muito importante conhecer o é a quantidade de leitos em hospitais Isso é uma arte antiga porque você vê hospitais privados o Até logo e aí eles querem que
a gente faça três por um real é até a verdade EA gente tem que cuidar gente precisa estudar ajudar na evolução daquele Patrícia evoluir E aí você só coloca para dizer que não pode o É a última rápido extensão Unidos EA saúde mental ser desatado com a falta de conhecimento técnico incentivo Portal publicação de um fundamentalismo que não nem um pouco autonomia e obrigado Ana e oi Denise vou passar para você agora fazer suas considerações finais aqui eu quero agradecer muito convite né que me foi feito em gostaria também de tá pensando com vocês o
seguinte nós estamos enfrentando um momento histórico difícil nós estamos vendo retrocesso dos Processos Democráticos no nosso país Nós estamos vendo muitas ameaças que são reais a universidade por exemplo tem perdido bolsa da Capes nas áreas das humanidades né o ministério da Ciência e Tecnologia gerou documentos estabelecendo linhas prioritárias que não envolvem de modo algum a Ciências Sociais e humanas bom então nós estamos com políticas sectoriais ligadas à Ciência educação muito complicadas é hora da gente Realmente se levantar defender nossos princípios e valores Nossa colega falou um pouquinho do tempo da ditadura muitos de nós não
vivemos isso nós que vivemos sabemos do que se trata e temos portanto que estar alertas e nos manifestar e defender as conquistas porque os retrocessos se avizinham o SUS é uma conquista de todos foi resultado de um movimento maciço da população dos órgãos né os grupos organizados né organizações sociais se levantaram em favor da Saúde Bom então nós precisamos defender o SUS é uma política maravilhosa democrática abrangente né que propõe a comunidade igualdade é tem princípios tem valores ali é embutidos que são é fantástico se nós não podemos nos esquecer ainda que tenhamos críticas as
críticas existem são procedentes mas que nos estimulam a melhorar nos estimulam a fortalecer a buscar os vários níveis de implantação que já estão previstos na política e que nós precisamos da corpo né então a Defesa do SUS é uma prioridade absoluta para nós que militamos em favor da saúde no nosso país É isso mesmo Denise acho que esse é um grande chamamento a defesa do SUS não é a psicologia precisa é encampar esse Como já faz há tanto tempo mais encampa esse movimento no sentido de que a gente entenda a importância e de que a
gente contribui auxilie aos psicólogos aos futuros psicólogos e estudantes de Psicologia a compreender o papel o valor EA importância do SUS para a Psicologia para a sociedade de uma forma geral bom gente a gente tá chegando no final da nossa Live aí eu queria fazer um agradecimento muito especial a comissão de direitos humanos do Conselho Federal de Psicologia que pensa esses debates que tem produzido muito material importante convido todos vocês para acompanharem processarem é uma comissão muito potente que a gente tem uma alegria imensa depois de se referir a Vocês aí eu queria fazer publicamente
esse o evento a comissão de direitos humanos do Conselho Federal de Psicologia na pessoa da sua coordenadora Eliane E aí falando aqui agradecer a Eliane a Jesus Moura que é a nossa conselheira também psicóloga responsável Ali pela Comissão Direitos Humanos junto com a Eliane a cada um dos integrantes dos membros vocês lembraram lembrarão aí Andreia com a parte está acompanhando a Jaqueline a Todas as pessoas que compõem a Comissão Direitos Humanos dizer em nome do plenário do Conselho Federal nosso muito obrigada por esse trabalho que é um trabalho potente que é um trabalho importante por
esse trabalho colocado a serviço da categoria da sociedade e a gente só tem que agradecer a vocês por isso bom E aí queria para finalizar mesmo agradecer mais uma vez a jureuda Letícia e a Denise acho que os pontos que vocês levantaram A refletir sobre muitas coisas e acho que essas reflexões precisam estar sempre muito em nossa mente para nos ajudar a compreender a complexidade dos Desafios que estamos enfrentando dos Desafios que se avizinham né daqueles que ainda estão por vir mas que a gente já consegue perceber a chegada deles de agora né Então essas
três décadas do SUS como a gente pode observar pelas falas de vocês são marcadas por uma existência repleta de conquistas mas também repleta De desafios de lutas como Denise lembrou né das críticas que existem que são procedentes que estão aí que a gente precisa pensar sobre elas e para que esse sistema continue assistindo enquanto política pública que ofereça a população o acesso a uma saúde de qualidade a gente precisa seguir vigilante e a gente precisa proteger o SUS de todos esses ataques muitos desses aí É possivelmente nem são novidades outro Certamente serão diferentes e exigiram
de nós por serem diferentes estratégias inovadoras para que a gente possa evitar retrocessos o caminho ele é tortuoso nós sabemos ele é longo mas a gente sabe também e esses momentos de luta pela defesa das coletividades são determinantes para alcançarmos a tão sonhada justiça social a gente não pode esmorecer e nós não podemos não iremos esmurecer a gente tem muita força de vontade muita persistência de fazer com Que esse sonho de justiça social se transforma em uma real uma realidade principalmente num país tão complexo e tão desigual Como é o nosso país E aí por
fim queria reforçar novamente para quem não pôde acompanhar a nossa Live desde quem quiser afp está realizando o levantamento das atividades das psicólogas e psicólogos que atuam na rede de saúde a gente quer criar uma resolução que traga parâmetros mínimos Que sejam de dimensionamento da força de trabalho e as definições de tempo de orar assistencial dessas profissionais nos três níveis de atenção à saúde essa é uma ação muito importante para nossa categoria em breve a gente vai ter mais informação para compartilhar com vocês fiquem todos atentos atentas Muito obrigado a todos vocês que nos acompanharam
pela audiência Mais uma vez uma boa tarde a todas e todos até a nossa próxima Live que já é Segunda-feira as 10 horas da manhã gente convida cada um de vocês para participar aqui conosco até mais E aí E você está no canal do Conselho Federal de Psicologia acompanhe as principais ações do cfp aqui inscreva-se Ative o Sininho para receber os conteúdos do seu conselho em primeira mão a se você já ouviu o podcast do cfp ele está disponível nas principais plataformas digitais até se Ouça a Qualquer hora de qualquer lugar e