Olá eu sou eleny Ancona E você tá no círculo arte-educação e hoje eu estou duplamente feliz porque eu tô inaugurando aqui uma nova playlist um novo percurso do canal que se chama perseguindo artista esse percurso ele vai acontecer uma vez por mês vai ter um vídeo por mês dele e ele vai buscar apresentar para vocês que assistem o canal uma maneira de perseguir um artista e e é um percurso que me anima muito fazer porque ele é uma junção muito especial do trabalho de arte-educação e o segundo motivo que faz com que eu esteja especialmente
feliz eu te para abrir-se percurso uma convidada que uma pessoa especial não só na minha vida mas também na vida de muita gente do campo do ensino de arte a convidada de hoje é a professora Mirian Celeste Martins a Miriam foi minha professora na faculdade e é uma pessoa com quem eu venho dividindo a vida e o trabalho nesses últimos 35 anos a gente atualmente é tá junto num grupo de pesquisa que ela coordena que é o gepape Eu talvez a Miriam seja uma pessoa que dispensa apresentação porque ela é muito conhecida na área mas
eu vou apresentá-la e eu vou apresentar a falando que ela antes de mais nada se diz professora professora porque o modo dela cuidar e de estar na a cidade e no mundo é sempre aprendendo também nos diálogos que elas estabelecem ela também é pesquisadora curiosa sobre a vida sobre como os pensadores e artistas vivem e viverão ela também mergulha intensamente em processos de criação e nesse sentido ele é artista que tem a palavra o desenho EA fotografia como meio expressivos para pensar e agir e depois de fazer essa apresentação eu te agradeço muito e comemoro
a sua estada aqui nesse canal bem-vinda Mirian o Olá é um prazer estar aqui no circulante ele me pede para falar de arte inaugurando um novo percurso do seu canal e penso então na disciplina que tô trabalhando agora Sua percepção no programa de pós em educação arte e história da cultura e trago para iniciar essa conversa uma obra que me encanta e me impulsiona e a primeira vez em uma exposição no Mano eu não sei quando só sei que se faz muito tempo mas a obra sempre foi impactante para mim um novo encontro ocorreu na
retrospectiva de cildo Meireles no SESC Pompeia é de waltercio Caldas me encanta também essa outra obra não me lembro do primeiro contato com ela mas na sua exposição o ar mais próximo e outras matérias na Pinacoteca em 2013 foi essa obra que escolhi para encerrar a conversa com a turma de pedagogia que levei depois descobrir também uma foto outro sapato mas a mesma posição o mesmo arco interrompido e Aqui vai um primeiro conceito importante a curadoria educativa eu não tô selecionando para um público específico numa exposição mas eu estou selecionando obras pensando em conceitos imperfecthus
em afetos que possa impulsionar conversas uma leitura partilhada com nossos aprendizes Isto é façam da curadoria educativa se liga tanto ao um mergulho na na produção deste artista E aí conhecendo para quê e na novas ações poéticas Mas também como uma nutrição estética que é um conceito importante para mim despertando reflexões que podem se conectar com outros conceitos com outras ações outras ações ou simplesmente aquecer um novo encontro com a arte para criar uma curadoria educativa eu passei por muitas obras mas também pelos conceitos que a gente quer provocar para mim tanta importante a obra
em si do artista como o processo de criação e eu novo nós e abre porque processo de criação é um mergulho numa uma trajetória de uma obra que tem histórias que tem memória e a por exemplo a profissão do gesto que queria nesse sentido a gente pode lembrar do Chaves e do seu personagem vagabundo a criação de seu personagem vagabundo que tá apresentado no filme que leva seu nome é uma bela demonstração de como a imaginação Altera a construção de seu personagem Vagabundo é simplificada como num passe de mágica E assim reforça o conceito de
noventa e nove porcento de inspiração mas depois conta seu biografado Dura realidade muito trabalho para compor o personagem foi escolhas decisivas é uma atenção voltada para o que encontra Aberto ao acaso como tropeço causado pelo sapato escolhido e que é incorporado no andar do personagem é uma passagem que me emociona entre a ficção mais simplificada e a realidade que inicia o processo de criação bebido um gesto vão ser incorporados ao corpo expressivo na elaboração criativa também podemos pensar no gesto Hypolito também apresentado em seu filme frente o desafio de criar uma grande obra encomendada e
passa dias trancafiado em seu Ateliê em sua própria casa agachado em um canto olhando a grande tela um enorme desafio uma espera re moída que desperta a criação no filme como é de Harry que ganhou um prêmio por sua atuação como pobre percebe-se a criação em ato e assim também no mesmo filme é possível perceber o momento em que eu acaso a tinta é derramada no chão Chama sua atenção e se torna um gesto para explorar seus trabalhos que torna ainda mais conhecido na dianteira Jesus fluidos soltos um pensamento que nos dá ver imagens de
traços únicos nos fazem lembrar a sequência de touros que nas etapas da gravura Nascente se torna cada vez mais especiais em Picasso em volta sobras de cildo Meireles waltercio Caldas e sem pouco de seus processos de criação e o seu Jesus não ficam evidentes o processo é mais conceitual a ideia de tá matéria se me parece que a materialidade a chave para compreender não sido ou valtércio mas o que a obra desperta em nossa haveria muitos aspectos brilhantemente escrito por Cecília Almeida Salles foi o processo de criação mas me volto para as obras emersa e
meu próprio olhar um espelho de banheiro desde simples daqueles que são colados a parede em vez de espelho uma massa que parece argila Talvez seja plastilina Olha o espelho que vejo a marca se alguém deixou mas que poderiam ser minhas próprias máscaras ou marca Eu leio Em Seu catálogo aquele que olha não mais se enxerga e a partir dessa interrupção visual é estimulado a buscar outras formas de conhecer aquilo que está diante de si nessa travessia incerta gerada por espelho cego o conforto de reconhecer é substituído pela possibilidade de conhecer o alento da confirmação é
substituído pelo fascínio da dúvida O espectador não perdeu a visão mas a deflagração da obra O leva a ver de outra maneira matéria significante nos dá ver mais do que reconhecer o objeto reconhecimento é recognição é percepção resfriada antes de ter a possibilidade de se mover livremente desde Oi no reconhecimento existe o começo de um ato de percepção no reconhecimento tal como o estereótipo e caímos um esquema previamente e o que vejo no espelho cego que eu vejo matéria objeto eles necessitam e sem aumento eu quis dizer um par de sapatos que se é bem
apertados como se tivesse espantado apertado por um arco que não se vêem inteiro o corpo invisível se ergue no sobressalto o título é uma chave de entrada o título é emoção estética para mim dessa ideia sempre de um sobressalto é um respiro de rubmann neste livrinho aqui e que emoção que emoção diz o seguinte a emoção não diz eu primeiro porque em mim me inconsciente é bem maior bem mais profundo e mais transversal do que meu pobre e pequeno eu depois porque ao meu redor a sociedade a comunidade dos homens também é muito maior mais
profunda e mais transversal do que cada pequeno eu individual assim o sapato não é de ninguém em particular assim como eu fosse fiz tanto numa e noutra obra o significado está na própria matéria esse objeto matéria que se desvincular do seu uso imediato e se torna expressão e são percebe dos anos provocar e o modo simplista o ato de perceber percebe o mundo e o traduz a leitura do mundo precede a leitura de palavras deixar dizia nosso Paulo Freire e neste sentido essa leitura dessa obra nos remete a pensar em que significado a gente dá
para ela e não é uma ter esse nem o Jefferson mas é um inusitado que provoca o deslocamento como uma terceira fácil de uma moeda ao fim assim ao selecionar uma obra eu não penso só no artista mas daquilo que Ele me dá a ver o que ele pode provocar em nossos alunos como que septo affecto e conceito e é sobre isso que a gente pode trabalhar o percepto são muito além das discussões formais que desde Meu início de carreira foram bastante importantes. Linha plano valor com o volume todos esses elementos funcionam eles são compreensíveis
e são importantes mas não nos ajudam muito quando a gente pensa em obras mais contemporâneas Ah e não dá também para pensar em releitura que na verdade cheiram a cópia né que que são apresentadas aos nossos alunos o fazer que elas provocam e dentro dessa curadoria educativa é outro e o que seria o meu espelho que espelho seria o meu qual a minha sensação frente a arte a expressão dar a ver é bastante interessante eu não sei onde eu li pela primeira vez mas é muito interessante para pensar assim como artista da ver a sua
obra a sua arte a sua ideia alguma coisa aqui para nós fica nos tocando da mesma da mesma forma nós como curadores educativos a gente também seleciona para provocar Encontros com Arte aliás enquanto squares é o modo como eu vejo o ensino de arte e também então por meio dela a gente dá a ver essa relação Intensa com a vida e com a nossa própria história temos clareza do que queremos dar a ver dará uma escuta assim cílios pensarmos e música quando fazemos Nossa curadoria educativa quando selecionamos uma nutrição estética para provocar um encontro com
a arte e esses caminhos para uma mediação cultural perseguir um artista e perseguir algumas ideia é perseguir sua história para provocar novas leituras Se quiserem biografia a gente busca depois mas o que importa encontro pessoal e sempre renovado para as obras que se enriquecem na troca com outros outros parceiros outros teóricos outros modos de olhar aquela obra a TIM vida longa estimulante parece percurso que lidei inaugura gratidão e levar o seu convite e que se estende a todo continuamos mergulhando em arte um novos encontros sensíveis sua vida