[música] [música] Ah, o cara ganhou a copa de ressaca, pô. Nossa, isso é o auge, porque ele bebe, ele faz tudo que ele quer, ele ainda manda bem. O autoconhecimento pra gente descobrir o que a gente quer é muito importante, porque ficar indo de tribo em tribo é muito chato mesmo. E >> no programa de hoje, que aí que a gente vai falar aqui por que a geração Zeu, a Mais nova geração aí não bebe, não fuma, não vai pra festa, tem hábitos mais saudáveis, por que tudo mudou? E para falar sobre esse assunto, estamos
aqui com Lucas Zapia, mais uma vez empreendedor, montanhista e fundador da Neurofood. Estamos aqui também com a Manuela City, fundadora da Good e sócia da The Simple Jen. >> Cara, se você tá em alta performance todo dia, você tá em alta performance nunca, porque a alta performance é a Alta performance. Você não consegue sustentar a alta performance por muito tempo. >> É ruim pra gente, ninguém sustenta um personagem. Se a pessoa ela vai virar do esporte, porque isso agora é trendy, porque isso agora é o hype, mas ela de fato não queria estar fazendo isso,
aquilo vai estar carregado, sabe? ela não vai conseguir encontrar prazer naquilo. >> Não tenha medo de ser cringe. Não tenha Medo de ser bobo, de parecer trouxa na frente dos outros. >> As pessoas estão desaprendendo a se comunicarem, a fazerem novas amizades por causa das redes sociais. Elas não estão praticando isso desde a infância. A gente vai ver uma série de crianças e adolescentes crescendo sem um pingo de habilidades sociais. >> Quando você junta o racional com o emocional e até com o espiritual, cara, você tem um combo muito potente pra Mudança de comport também.
Vamos lá. E Cai, antes da gente começar, temos um recado rápido, tá? >> Eh, vai passando os meses, as coisas vão vão acontecendo e você às vezes tá incomodado com o seu trabalho, tá incomodado com aquela sua rotina, ah, sempre a mesma coisa, tal, não sei o quê. >> Ah, e um ano novo é um ano de mudanças, né? >> Putz, é, é, é uma chance, né? Ah, nova, >> porque assim, 2025 você ficou vários meses reclamando do seu salário, do seu emprego, da sua vida e você não fez nada para mudar isso. E talvez
>> você não achou uma boa oportunidade de fazer uma migração de carreira, de conhecer uma nova profissão, uma nova área ou oportunidade de ganhar mais dinheiro. Mas o Lucão tem um recado aqui que pode abrir um pouco o horizonte para você. Então, às vezes você quer mudar de carreira, tá pensando ou cara é é o Primeiro emprego, quer trabalhar no mercado financeiro, que é um mercado que remunera muito bem, que é um mercado muito meritocrático, que é um mercado que cresce muito, é onde tá o dinheiro, né, cara? Mercado financeiro, é onde o negócio acontece.
Então, a gente vai fazer um evento dia 30 e 31 de janeiro, eh, e 1 de fevereiro também, do dia 30 a 1 de fevereiro, onde você vai poder, eh, ter várias palestras, é um evento o dia inteiro Para você poder trabalhar no mercado financeiro. >> É, é um evento de três dias com treinamento que vai te abrir as portas pro mercado financeiro para você entender >> como é que funciona >> e ver possibilidade de você conseguir ganhar dinheiro nesse mercado. >> Isso >> é um evento que eu vou até aqui não tá o valor,
mas eu vou abrir para você. >> É, é baixinho dessa vez. É um ingresso de R$ 250 você ficar três dias lá, >> três dias de treinamento. Vai ter Thiago Negro, Bruno Perini e um monte de gente do mercado financeiro que vai conseguir te passar e te instruir para te apresentar novas novas profissões dentro do mercado financeiro. >> Exatamente. Exatamente. Tá. Então se você tiver interesse, tem link na descrição, QR code na tela aqui para Você acessar. >> Ah, e vagas limitadas, se eu não me engano, é de 1000 a 2000 vagas. >> É, são
2000 vagas, então vai acabar rápido. Não é para furado, porque é presencial, é um espaço, >> é um lugar limitado. >> Não tem o que fazer. Tá bom? Beleza. Olha só, Caik, o consumo de álcool entre os jovens caiu 25% na última década, >> tá? Apenas, ó. E 45% dos jovens, entre 18 e 26, eh, dizem beber com frequência. Ou seja, cara, o negócio vem caindo muito. >> Sim. >> O pessoal tá parando de beber completamente. >> Eh, 65%, eh, treinam para controlar ansiedade e foco. Olha só. Então o pessoal tá treinando, por isso que
eu falei que às vezes podem ser outros sintomas, né? E 50% querem treinar, mas ainda não começaram. Ou seja, o cara tá querendo Fazer alguma coisa boa. >> E o mercado brasileiro movimenta mais de 12 bi no mercado global de entre academia, suplementa ações e outras coisas, porque tá crescendo muito. Então, basicamente empresas como tá deixando de vender, a noitada tá acabando e as academias cada vez mais lotadas. Gente, por que que vocês acham, na visão de vocês, eu sei que vocês são novos também, eh, por que que tá tendo essa mudança? Eh, por Que
que a galera antes bebia tanto? Por que que antes eram novos hábitos e agora tá começando a mudar? Acho que na nos últimos 5 anos, eu diria que tem mudado bastante isso. Uhum. >> Que que tem ocasionado e? O que que aconteceu, cara? >> É, quer responder, meu? >> Não, pode falar, >> tá? Eh, eu acho que assim, toda todo o ciclo cultural, ele tem as suas os seus inícios, né, os seus os Seus pontos iniciais ali, aqueles primeiros tentadoras, primeiras pessoas que tentaram e as coisas não são tão homogêneas assim. Então, que que eu
quero dizer? Quando a gente fala, as coisas mudaram, houve todo um uma progressão dessa mudança, né? Quando eu tava na faculdade, tinha muito uma quebra entre quem era o padrão. Ah, vamos festar, vamos beber, vamos usar droga, vamos sair e tal. >> Sim. Faculdade. Faculdade normal. Se Você for na faculdade, hoje ainda tem isso, certo? Não é homogêneo, não é tão assim delimitado branco no preto, mas algumas pessoas já tinham uma inclinação individual para se cuidar mais, treinar mais, que era o meu caso na faculdade. Também tenho 30 anos, né? ali no limite do limite
da do millennial com a geração Z, >> mas eu individualmente sempre gostei muito disso, né? Eu sempre fiz muito esporte desde criança, eh, sempre fui Muito aventureiro com montanhismo e tal. Então, eu tinha um pouco essa essa essa característica individual de querer me cuidar para poder fazer o que eu gosto de fazer, que era fazer esporte e tal, >> mas o ambiente era um ambiente que promovia muito essa cultura da festa, da farra, etc. O que eu acho é que passado a pandemia, que foi um momento de muita agudização com questão a socialização, saúde e
principalmente saúde mental, agudização no sentido de agora você é Obrigado a prestar atenção nisso porque o mundo mudou, a sua rotina mudou eh a saúde entrou em pauta gigantescamente, o consumo de conteúdo digital virou uma coisa extremamente importante e a inabilidade de socializar, frequentar espaços públicos públicos virou uma questão, né? E aí a saúde mental começou afetada, virou uma questão. Eu acho que isso pode ter sido, né? Não vou saber dizer precisamente, alguém vai saber melhor do que eu, mas com certeza foi Observado, pelo menos aqui no Brasil, eh em lugares que estão despontando com
relação a essa geração wellness, como Austrália, eh, Bali, Estados Unidos, eh, Reino Unido, tá tendo muito esse movimento em direção a algo que as pessoas perceberam lá atrás como, ah, isso é importante, ah, isso é legal também de fazer e começar a transformar isso no novo cu. Então eu acredito que é assim, tem o padrão, esse padrão sempre vai ter o rebelde do padrão. Então o Padrão é sair para festas, o padrão é beber, o padrão é farriar e tal. Sempre vai ter o rebelde. O cara que não bebe, cara que não bebe antes era
um ET, né? A pessoa que não bebia álcool antes era um ET. O cara que não comia carne, o cara que saia 5 da manhã para treinar era um ET. Esse ET começou a ganhar uma certa influência. As pessoas começaram a olhar para esse ET, falar assim: "Pô, mas por que que você faz isso, cara? É muito bom. eu me sinto muito bem, tal, tal, Tal. E aí algumas outras pessoas mais curiosas começaram a falar: "E se eu fizer que nem esses ETs aí que estão fazendo? Porque depois da pandemia tudo mudou, tudo foi de
pernas pro ar, vamos ver o que que a gente faz." E aí isso começou a virar o novo padrão. Agora se você fala para uma pessoa que você toma cerveja sem álcool, que você faz Iron Man, que você faz ultramaratona, que você gosta de meditar todos os dias, que você trabalha com uma marca de bem-estar Comportamental, não é mais tão estranho. Começou a virar o novo desejável, começou a virar o novo padrão. Então, de um padrão, alguma ruptura social no ambiente, acontece alguma coisa que os rebeldes que sempre estão presentes na sociedade, as pessoas que
estão lá quebrando o padrão, começaram a entrar mais em evidência, começaram a ganhar mais influência, começaram a ganhar mais audiência também. E isso começou a virar o novo desejável. Então eu acho que na Minha percepção é uma coisa gradual ainda. Esses números aí de redução de de consumo de álcool, tal são muito impressionantes, mas ainda, querendo ou não, é uma minoria, tipo assim, é uma minoria, é uma minoria que tá muito em evidência, mas não quer dizer que a maioria das pessoas ainda entrou, sabe? >> Eu concordo muito com o que você falou. Acho que
tem esse aspecto de realmente ser algo que as pessoas vão migrando juntas porque tá se tornando um novo Normal, um novo popular. Mas acho também que tem a questão espiritual da Night, que eu saía bastante, mas eu nunca sentia que eu tava preenchida, que eu tava feliz com o que eu tava fazendo. Eu realmente sentia que eu não pertencia à aquele lugar. E já quando eu comecei a fazer esporte ao ar livre, a ir pra academia, me cuidar, a dormir mais cedo e aí eu não ficava com fome vendo as outras pessoas curtindo a farra.
Quando eu fiz essa migração, foi numa época que As pessoas não estavam fazendo tanto. Eu via isso mais acontecendo fora. Então, foi um pouco desse rebelde mesmo. Mas >> sozinha eu já percebi que aquilo era melhor paraa minha alma. Então eu tenho um equilíbrio hoje que eu consigo sair e não sentir mais aquele vazio porque eu me encontrei. Eu acho que essaída de um extremo para outro, ela é importante para navegar naquilo que faz sentido para você. Porque essa questão minha de eu me sentir completamente um peixinho Fora d'água quando eu saí, eu posso falar
por mim, mas eu não posso falar pelos outros. Talvez seja realmente onde a pessoa se sente super em casa, mas não era onde eu me sentia em casa. Então acho que essa popularização de extremos diferentes, tem muita gente saindo ainda e tem muita festa acontecendo, tem muita gente bebendo horrores e tem muita gente fazendo o extremo oposto. Isso mostra as possibilidades que você não precisa pertencer a um dos universos. Você pode Escolher, você pode estar no meio termo. Então eu acho que isso foi muito interessante para o lado espiritual da pessoa, para ela conseguir fazer
a própria decisão dela, o que que faz sentido para ela e como ela se sente bem. E acho que isso que reflete muito desse movimento, porque muita gente agora tá descobrindo, tipo, é aqui que eu pertenço, essa é a minha comunidade e não o pessoal que sai fica super bêbado, tipo, eu não sou assim, mas também não Tem problema a ser, por isso que ainda é normal. >> Uhum. Será que o boom da da internet, porque quando a gente pega a pesquisa de pessoas que não gostam de bebê, a gente vê aqui que 51, 58%
simplesmente não gostam, não tem interesse, 34% não gosta do sabor do álcool, 30% prefere evitar os efeitos físicos e emocionais, 19 citem citam que buscam uma qualidade maior de vida e 17 pessoas por por razões religiosas. Será que também Existe hoje por causa da internet um pouco mais de conscientização de saúde, estudo e tudo mais? Porque eu acho que, cara, em quando comecei beber, sei lá, em 2000 e alguma coisa, a internet não era o que era hoje e não tinha tanta informação assim. O máximo de risco que você sabia era que você não pode
beber e dirigir. Cigarro é ruim porque atrás do cigarro tem lá falando que dá uns efeitos ruins, mas não era tão distribuída a informação do como que Aquilo fazia mal e era projeito sua vida, né? Verdade, os anos 2010 eles são os novos anos 80, né? Na nossa visão, porque assim >> era era uma era um outro planeta, né? você, as suas referências ainda eram o [ __ ] o ator de Hollywood lá, se ele tá fumando, se ele tá tomando um drink, é o James Bond ainda era esse bagulho, né? >> Total. É jogador
de futebol que >> jogador de futebol com copão, não sei se lá >> chapou o Globo e jogou uma copa de ressaca e ainda levou o título. >> Ô, legal. Isso que era legal, né? >> É, com certeza, cara. Eu acho que nós dois somos exemplos disso, né? Não necessariamente na autoridade científica 100%. Tem outras pessoas que estão fazendo isso muito bem. Mas eu acho que tem que ter os dois lados. Tem que ter o lado de, tipo assim, quais são os fatos n e cruz de como que o álcool afeta e como que o
álcool não afeta e e entender Isso no contexto fisiológico, no contexto científico mesmo, saúde e tal, mas também tem o lado assim aspiracional do álcool, que é o que vocês estavam falando, né? Ah, o cara ganhou a copa de ressaca. Pô, nossa, isso é o auge, porque ele bebe, ele faz tudo que ele quer, ele ainda manda bem. E aí tem o lado do tipo James Bond tomando Martini dele e tal. É uma coisa aspiracional. Quando você muda os símbolos aspiracionais e esse símbolo Aspiracional ele curte uma Corona Zero, ele curte uma Heinekin Zero. Você
fala assim: "Pô, a minha aspiração não é mais ter o Martin chique e tal. Agora, a minha aspiração é ter o autocontrole dessa pessoa. A minha aspiração é ter a disciplina dessa pessoa, é ter o encanto que essa pessoa tem por uma coisa que é difícil de fazer, uma ultramaratona, um triathlon, uma banheira de gelo. Tipo, essas coisas viraram os novos símbolos aspiracionais. Eu acho que isso também Faz muita diferença. Então, quando você junta o racional com o emocional e até com o espiritual que a Manu falou, cara, você tem um combo muito potente pra
mudança de comportamento. Muito potente. >> Não, fato é que a bebida faz mal. Faz mal. Ponto. A saúde eh realmente é incontestável. E as pessoas que vivem essa abstinência da bebida ou eh uma vida com pouca bebida alcoólica, mostrando a qualidade de vida, apesar de eu não ser formada em nada da saúde, eu Mostro como isso gera saúde. Então, para além da pessoa que fala isso, que já fala há anos, que já divulga, tem a pessoa que vive isso, que é um leigo, tal, o qual quem tá recebendo essas informações e comprova pelos próprios eh
frutos daquilo que aquilo é bom. >> É. E e vocês eh a Manu falou um pouco disso, mas como que foi essa virada? Vocês tiveram um passado assim de, pô, cara, a gente ia muito em festa, a gente bebia, a gente curtia, passava a noite Fora e vocês foram sentindo essa necessidade de mudar. E como é que foi esse processo, né? Porque eu, por exemplo, sou um cara que eu eu hoje eu tô com certeza na minha melhor fase em relação à saúde, mas eu venho fazendo isso há, sei lá, anos de uma maneira muito
devagar. Não tive uma mudança drástica, mas eu vim fazendo isso de uma maneira muito assim, cara, passo a passo. Como é que foi isso para vocês? Ai, a minha adolescência foi virada do Avesso. Eu comecei a sair muito novinha e eu realmente não tava nem aí, fui bem rebelde paraa minha saúde assim, então nem se fala. E aí eu tive um bac, foi como se fosse Deus me dando um chacoalhão. E eu lembro claramente desse dia que apesar de ter virado uma chave, ainda foi gradual que nem você. >> Então virou uma chave, tipo, caramba,
eu preciso mudar. E ficou muito claro, só que a partir daquele daquele momento eu Errei muitas vezes. >> Mas tipo assim, o que que o que que foi esse BAC que foi assim, cara, preciso mudar? Ah, e foi, eu nunca abri isso. É realmente muito grave, um baque gravíssimo. Não foi tipo, ai, fiquei de ressaca, não. Foi um baquezão. >> Eh, uma coisa que me trouxe uma mensagem de eu estou desperdiçando a minha vida, eu não vou colher nada com isso. E eu estou acabando comigo e colocando a minha saúde e a minha vida em
risco. Então, depois de receber essa mensagem por causa de algo que eu cause, eu decidi que eu ia mudar e eu errei muito depois. e erro até hoje em minha saúde não é perfeita, a minha busca por isso não é perfeita, mas a decisão e a mudança aconteceram a partir daquele momento. Então para mim foi muito claro e teve essa virada de chave de que eu precisava mudar. Isso não significa que eu mudei de fato da noite pro dia. As coisas não acontecem assim e é Completamente real achar que agora eu vou ser 100% saudável.
Isso é insustentável. O nosso cérebro ele trabalha com hábitos. Então, se a gente quer mudar da noite pro dia, a gente vai voltar paraos nossos hábitos antigos que estão tão bem estabelecidos. É muito fácil pra gente fazer aquilo que é habitual. Então, mudar uma coisinha por vez, até três, tipo, ao invés de começar a dormir 10 horas, sendo que eu dormi a 1 da manhã, eu vou tentar meia-noite, Depois 11, aí 10. Fazer de maneira gradual faz com que aquilo seja muito mais palpável e executável. E para mim foi assim. Então isso aconteceu mais ou
menos uns 5, 6 anos, 5 anos atrás. E desde então a minha vida melhorando de maneira drástica, mas ela veio de maneira gradual também, na melhor velocidade que eu consegui, mas não foi nada como um foguete, porque daqui pra frente eu ainda espero continuar melhorando. Não é uma coisa do zero pro 100, é realmente uma caminhada que é a vida, a gente sempre quer estar melhorando. >> Uhum. E você, Lucas, como é que foi isso, cara? >> Cara, para mim teve >> Você já era um cara tranquilo? Já já era pra já corria triatlon na
escola. >> Não, não, não. [risadas] Eu acho que assim, eu sempre fui um cara muito intenso, na verdade, né? Comecei a ficar tranquilo de alguns anos para cá. Sempre fui muito intenso, assim, do jeito que eu falava com as pessoas, que eu lidava, as coisas que eu fazia e tal. Só que essa intensidade ela tinha vários, vamos dizer assim, várias saídas, né? E eu acho que a minha mudança para para esse estilo de vida voltado para bem-estar, paraa saúde, paraa saúde mental, ele veio muito por conta de uma mudança que eu fiz profissional também. Então,
eu sempre tive dentro de mim, eu eu vejo isso hoje Com muita clareza, sempre tive dentro de mim essa vontade de ser essa expressão que eu tô sendo hoje. Só que quando você é mais novo, até antes dos seus 25 anos, mais ou menos, o seu córtex pré-frontal e a sua o seu senso de identidade própria ainda é muito frágil. Ou seja, o seu senso de identidade, ele ainda não se formou por completo, porque você ainda não tem a capacidade de tomar as melhores decisões possíveis. Você até sabe o que é certo, mas você não
Consegue tomar aquela melhor decisão, >> não? E não só isso, mas sobre o cân de identidade, antes do córtex frontal frontal terminar de se formar, você é basicamente aquilo que os outros falam que você é na sua cabeça. É muito difícil pro adolescente diferenciar isso. >> Tanto que >> o que você é e o que os outros acham que você é, >> quando é feita essa pergunta para um Adolescente, ele responde ativando a mesma parte do cérebro e o adulto não, ele ativa duas partes diferentes. >> Exatamente. Exato. Então, essa essa consideração do ambiente na
sua formação identitária, quando você é muito mais novo, ela é muito pesada. Ela ela sempre é pesada, mas como adolescente, como um jovem adulto, ela é muito forte. Então, dependendo da fase de vida que eu tava, eu me observava de uma determinada forma, eu me via de uma determinada Forma. Por sorte, tiveram algumas constantes na minha vida. E eu acredito em sorte, né? A gente teve aquela discussão lá com o Gu, eu acredito em sorte. Por sorte, eu tive algumas constantes na minha vida. que eu consigo olhar para trás em diversas fases e eu me
ancorei nessa constante para poder chegar onde eu tô hoje. E então assim, durante a escola eu sempre fui muito atlético, tal, mas entrando já pro ensino médio e tal, já Começou a rolar festinha e essa questão do status da festinha de quem que ia beber, quem que dirigia, quem que ia pra festinha, pra baladinha, tal. Eu já comecei a entrar nisso e já comecei a gostar do que isso me colocava como identidade, atenção que me dava e tal. Então, quando eu entrei na faculdade, o ambiente da faculdade naquela época era uma coisa assim de plenos
anos 2010, né? 2014, 2015. Era assim, cara, festa, beber, ficar loucão. >> Cara, era 11:30 da manhã, eu já tava bêbado já, cara. Estava de manhã, era 11:30 já tava muito bêbado. Pro, vai pro bar, vamos pro bar, vamos pro bar. Então isso começou também a integrar minha identidade. E aí como eu era um cara muito intenso e eu comecei a participar de grupos de pessoas que eram muito intensas também em tudo isso, acabou virando parte de mim. Eu gostava disso, eu gostava dessa atenção, eu gostava dessa dessa reputação também. Só que a Constante que
ficou lá era esporte e contato com a natureza. Desde que eu tenho 12 anos, 11 anos de idade, eu com a minha família, com meu pai, com alguns amigos, mas principalmente com meu pai, a gente sempre fez muita trilha, a gente sempre fez muita, tipo, passeada na natureza, a gente fez escalada, alta montanha, treaing, depois eu fiz meu intercâmbio na faculdade também, foi esportes outdoor. Então essa essa questão do contato com a natureza, do Esporte outdoor e depois os esportes que eu escolhi fazer. Então, uma coisa que me segurou muito na faculdade foi a época
que eu fazia crossfit, né? Então, eu sempre fui muito de fases, né? né? O meu o meu TDAH ele ele me coloca nums hiperfocos assim que eu vou lá e faço uma coisa. Então, na faculdade, eu tava na fase do Crossfit, eu era bom de Crossfit, eu competia Crossfit no Brasil e tal. Então, a única coisa que me segurava era assim: "Não tem competição De crossfit, então eu não vou fumar, não vou beber, não vou fazer nada, tipo, vou ficar de boa, pelo menos essas semanas porque eu tenho competição de crossfit, eu já tava treinando
ali o meu autocontrole, minha disciplina, mas quando não tinha também meti o louco." Então, essas pequenas constantes que me faziam tão bem, né? Que nem a Manu falou, era uma coisa que de dentro para fora me fazia muito bem. Vou até dizer o que ela falou. Me fazia bem paraa minha Alma essas coisas de ir pra natureza, fazer uma viagem descalada, competir crossfit, treinar e tal. Era muito importante. Só que quando eu saí da faculdade, eu fui trabalhar no mercado financeiro. Eh, especificamente eu fui trabalhar em investment banking aqui em São Paulo. E para quem
não sabe, né, o Investment Bank ele tem uma reputação por ser uma área sanguinária do mercado financeiro em termos de rotina de trabalho, em termos de competitividade e Em termos de hábitos. né? O hábito de você não dormir é super bem visto. >> Você usar drogas estimulantes é super bem visto. Você você ser uma pessoa sanguinária com relação à competitividade também é super bem visto. >> Você você embora 8 horas da noite do trabalho é mal visto para caramba. Você não pode. Você tem que trabalhar até altas horas. >> Altas horas todo dia. Trabalhar de
fim De semana, não ter férias. Era uma coisa que quanto mais jovem você era no processo, mais era esperado isso de você. E eu entrei nisso porque eu era um cara intenso. Eu falei: "Cara, o que que eu vou fazer que é o mais intenso possível? vou fazer isso. E rapidamente eu percebi que isso era uma armadilha gigante, porque você começa a ganhar muito dinheiro e você começa a vender sua alma para isso. E aí eu tava prestes a me demitir de louco, porque eu não Tava aguentando, eu não conseguia fazer uma trilha, não conseguia
fazer um esporte direito, não conseguia dormir. E para mim lá dentro isso não prestava. Só que eu tava lá dentro, tava meio, como é que eu saio daqui e tal? E aí entrou a pandemia, tava quase me demitindo lockdown, entrou a pandemia, vou respirar, que que eu vou fazer? Eu comecei a pensar o que que é importante para mim, o que que é bom para mim. E aí que começou a surgir as ideias do Neurofood. E aí eu falei: "Eu vou empreender, eu vou empreender, vou empreender com uma coisa que é importante para mim". E
aí que vem toda a história da neurofood. E aí quando meu ambiente mudou violentamente pra neurofood e eu já tava ali com quase 25 anos, então tanto o ambiente quanto meu cérebro estavam posicionados para isso. Aí cara, não, eu vou entrar full nisso, vou começar a fazer os esportes, vou começar a estudar nutrição, Comportamento, neurociência, começar a fazer conteúdo. E aí esse ambiente novo aí sim deslanchou, sabe? Tipo, eu me encontrei, falei: "Nossa, é o que eu fui posto no mundo para fazer, falar disso, ensinar isso, testar isso, ajudar as pessoas com isso." E aí,
cara, me achei, entendeu? Me achei no empreendedorismo, me achei no bem-estar, me achei no esporte, no aprendizado. É isso que eu que eu gosto de fazer, de verdade. >> Que que vocês dão assim, vocês acabaram Se encontrando, né? O que que vocês conseguem passar para as pessoas que às vezes estão nesse momento de, cara, tô insatisfeito, não, não tá legal. Eu eu >> tem medo de mutar de tribo, né? Porque a galera tem >> medo de mudar de tribo. >> A galera tem sempre aquele aquele grupo de amigo que quando você é jovem, você acha
que se você não faz parte daquele grupo de amigo, você vai morrer. >> Tipo, >> pô, aonde a galera for, eu tenho que ir atrás. Então a galera vai muito no fomo. >> Tipo, que que vocês dão de conselho para essa galera que tá perdida, tá com medo de dar tribo e tá querendo se encontrar, >> mas não tá se sentindo bem, né? Você falou: "Cara, o cara não tá com a não faz bem pra alma dele o que ele tá fazendo hoje, né?" É, porque até casando com uma pergunta aqui, porque é uma é
uma geração que é obsecada por saúde Mental, mas é uma geração também muito doente, ansiosa e solitária, né? >> Sim. É a é a geração que mais passa por problemas mentais. E eu tive a sorte de passar por essa mudança de tribo mesmo quando era pandemia. Então eu já tava sozinha. E aí esse medo de sentir sozinha já tava eh convivente comigo. Eu tava convivendo com aquilo. Então eu comecei a procurar outros ambientes justamente porque eu já me sentia tão sozinha. E quando a tribo não nos Pertence, eu acho que a gente tem que se
apegar a essa parte que tem certeza de que aquilo não é pra gente. Então, vale a pena ficar um tempo pegando repertório na internet, estudando sobre aquilo para você conseguir se inserir em um outro lugar, para você conseguir se inserir melhor em um outro ambiente. Eu hoje convivo com muitas pessoas de assessoria, eu converso com muitos empreendedores, enfim, que são os meus ambientes, pessoas que fazem muito Esporte, conseguindo normalmente, porque naquela época eu comecei a ter repertório sobre aquilo sozinha. Então, eu li, eu estudei, eu vi muito vídeo, o meu microambiente, as minhas redes sociais
viraram só aquilo que eu queria me tornar. Eu comecei a me direcionar completamente paraa vida que eu queria ter. Então eu fui muito intencional nessa mudança de tribo, nessa mudança de vida. E eu acho que as pessoas têm que Ser também, porque se elas não são intencional, aquilo vai sendo postergado, postergado, postergado. E quando você vê a sua oportunidade de entrar naquela tribo, >> Uhum. >> Tipo, é uma oportunidade que tá ali, só que você precisa ir atrás de maneira intencional, senão ela não vai até você, você que tem que ir até ela. As tribos,
as mini tribos já existem. Tem os hips, tem as pessoas que são extremamente eh Da natureza, tem as pessoas que são mais do de outros tipos de esporte. Isso já existe. A gente tem que ser intencional no que a gente quer. E também o auto conhecimento pra gente descobrir o que a gente quer é muito importante, porque ficar indo de tribo em tribo é muito chato mesmo. Eh, como seres humanos é muito chato a gente não pertencer, é muito ruim pra gente. Então, descobrir o que que faz sentido dentro de si é o mais importante.
Recentemente, uns dois Anos atrás, eu passei, não, 3 anos, eu passei pela minha reconversão e recentemente eu me reconverti de novo. E para mim isso foi assim maravilhoso, porque eu me encontrei muito nessa comunidade católica e foi muito intencional a minha entrada nela, porque eu sabia que ali era o meu lugar, mas se eu não fosse intencional, isso não ia até mim. Tá disponível. É igual Deus, ele tá disponível, mas é a gente que tem que ir até ele. Então, as tribos são Iguaizinhas, tão ali disponíveis, as pessoas são abertas, é só realmente ter os
mesmos interesses e ir de braços abertos. Eu fiz tantos amigos e tantas pessoas também que chegaram até mim que eu não acho que esse medo que a gente tem de ai, mas eu não vou pertencer a outro lugar, vai sim, uma hora vai, sempre dá certo. >> Uhum. É, eu completamente, eu acho que isso que você tá falando é muito importante que as pessoas entendam como Coragem também. >> Uhum. >> Porque é essa intenção que você teve, essa esse esse momento de de medo que a gente tem de ficar sozinho, que que nem Manu falou,
quando você tem medo de uma coisa, ela não aconteceu ainda. A hora que ela aconteceu, não é mais medo, agora é lidar com a situação, certo? Já estamos sozinhos na pandemia. O medo que eu tinha de ficar de ficar sozinho aconteceu e agora o que Que eu faço? E aí, por exemplo, a Manu deu um exemplo de ela fez a melhor situação possível. Já que eu tô sozinha, eu vou escolher, eu vou tentar achar exatamente o que eu quero e vou direcionar todo o meu microambiente possível aqui para achar isso. E uma coisa que eu
acho que as pessoas têm que deixar na na cabeça sempre, pertencer é importante, né? tem aquela pirâmide de hierarquia de necessidades humanas de Maslow e pertencimento tá ali, bem perto Da base da pirâmide, pertencimento. Só que assim, >> pertencimento, alimento e assim proteção física também estão lá embaixo. Só que alimento por alimento, nem todo alimento é bom para você a qualquer custo, né? Então, quando você olha uma coisa que é tão basal pra gente como necessito de alimento, o que que você vai querer mais instintivamente? né? Um um alimento ultraprocessado, ultracalórico, ultra dopaminérgico ou o
alimento que mais vai Te fazer bem, o ultraprocessado, ultra dopaminérgico, porque instintivamente era um mundo de escassez que tava direcionando esse instinto. Então você quer aquilo que mais vai contra a escassez. No pertencimento é a mesma coisa. Quando você se depara com uma situação na qual você tem um grupo de amigos do qual você pertence, mas aquilo não te faz muito bem. São amizades meio tóxicas. fazer um grupo de pessoas que te leva para um caminho que você não Quer, é uma coisa que te faz mal lá no fundo. O a sua cabeça com medo
da escassez prefere pertencer a um grupo a qualquer custo, mesmo que o custo seja alto para você, do que realmente parar falar: "Realmente é isso que eu quero? Eu estou disposto a correr o risco de ficar sozinho por um tempo para achar o que eu realmente quero. E a maioria das pessoas nem reflete sobre isso. Então, reflita sobre isso. E junto com isso, cara, isso aqui pode parecer meio banal, Mas assim, não tenha medo de ser cringe. Não tenha medo de ser bobo, de parecer trouxa na frente dos outros. Porque quando você começa uma coisa
nova, e normalmente quando você entra num esporte novo ou você entra num grupo novo, vai fazer uma arte, tocar um instrumento e tal, você vai ser ruim, certo? Você vai ser ruim, né? Dois anos atrás, eu comecei a fazer capoeira com 28 anos de idade. Normalmente você começa a fazer capoeira com 10, 12, né? Eu com 28 anos resolvi fazer capoeira. E assim, a superação para você chegar no primeiro dia lá e todo mundo ser melhor que você, você não ter melhor, você não sabe nem o que que tá acontecendo. Esse nível de coragem é
o que você precisa para mudar o seu ambiente de fato, porque mudar o seu ambiente significa mudar aquilo que você tá acostumado a ver, aquilo que você tá acostumado a ouvir, aquilo que você tá acostumado a fazer. E isso tira você de uma zona de Conforto em que tudo tá prestando atenção, tudo você tá sofrendo aquele desconforto de sentir as pessoas me odeiam, acham que eu sou trouxa, eu nunca vou me encaixar aqui, nunca vai dar certo. Mas isso passa rápido. Se você realmente encontra um lugar que você quer estar e que intrinsecamente te motiva,
te deixa entusiasmado, rapidamente você se começa a se sentir bem. Porque esse choque inicial de, nossa, vão achar que eu sou cringe, Nossa, isso aqui é horrível, não vou gravar conteúdo paraa internet, não vou fazer esse esporte novo, não vou fazer isso porque eu sou ruim, vou me julgar, tal, isso passa muito rápido quando o entusiasmo é genuíno. >> Uhum. >> E se não passar, não tem problema. Você errou, vai para outra coisa, entendeu? Só não perde tempo ficando com o fast food do pertencimento. >> É porque, tipo assim, não é normal você Tá num
grupo de pessoas que no começo parece que é uma dopamina do caramba. Você fala assim: "Caramba, não, a gente vai sair, vai curtir". Aí no dia que a gente chega em casa você se sentir mal. Isso não é normal, porque se você tá se sentindo mal, logo você tá num lugar que não te pertence. >> Não é normal, mas é muito comum, né? >> É muito comum. Verdade. >> É tipo, não te pertence, né? >> É. Agora assim, vocês acham que essas Esses problemas que a gente tem hoje, né, que são muito mais comuns hoje
de putz, a galera tá muito mais ansiosa, o pessoal tem muito mais burnout, saúde mental da galera tá completamente deteriorada, >> ao mesmo tempo a galera, tipo assim, eh, não tá se dedicando a trabalho, ao mesmo tempo que a galera tá se dedicando muito a muita coisa, não tá conseguindo se dedicar a trabalho, a estudo que visto, né? É, vocês acham que esses problemas Que são, né, acarretados por muito uso de rede social, muita, né, muito, muito estímulo o tempo inteiro, muita informação, muita coisa, vocês acham que isso é o que hoje tem gerado também
na galera uma coisa assim, cara, não, não, e preciso mudar, preciso ter hábitos melhores, porque senão, cara, vou morrer, vou enlouquecer, entendeu? Vocês acham que esse acaba sendo um um sintoma desse mundo moderno, vamos dizer assim? Eu acho que novas soluções trazem novos Problemas, >> tá? >> Então, por exemplo, tá, um exemplo que eu vejo bastante bastante em rede social e me dá um pouco de medo esse exemplo que é o seguinte, as pessoas falaram que esse movimento antiálcool que tá rolando entre os jovens hoje é muito bom pra saúde, né? Ninguém tá questionando isso.
>> Uhum. Mas esse movimento antiálcool também tá promovendo uma, entre aspas, epidemia de solidão entre os jovens, >> porque perdeu-se o terceiro lugar aonde as pessoas se encontravam, que não é o trabalho, que não é em casa, era no bar, era na balada. E não só isso, tá levando a problemas às vezes até de fertilidade numa num país, porque as pessoas não se encontram mais para pr para socializar romanticamente, encontrar parceiros e tal. Sim. E bebida dera uma muleta, né? Tipo assim, cara, o cara tá nervoso, primeiro encontro. >> É, pô, vou beber aqui para
me soltar, Falar com a menina. >> Exatamente. É óbvio que a solução para isso é: "Ah, vai encontrar com as pessoas num lugar que não tem álcool", certo? É a solução, é o que a gente faz. >> Sim. >> Só que não é todo mundo que tem esses acessos ainda a ambientes sociais sem álcool, ambientes sociais que não promovem esse tipo de de comportamento hedônico, etc. Então assim, realmente existe um problema maior de solidão, de Ansiedade, de uso crônico, de internet, redes sociais, porque as pessoas estão socializando menos, às vezes também porque essa esse movimento
antiálcool está acontecendo, a frequência em bares e baladas está diminuindo, etc e tal. Eu não acho. É, >> eu acho que vem primeiro o problema das redes sociais e depois o problema de sair menos, porque nas redes sociais a gente tem o contato social que a gente teria saindo nas redes. Então eu acho Que vem antes. >> É assim, o que vem antes não tem a menor ideia. Pode ser que sim. O que eu acho perigoso é esse argumento do antiálcool, sabe? Tipo, ah, no antiálcool é ruim porque as pessoas estão saindo menos. Isso que
eu acho perigoso. E a pessoa que falou isso é um professor chama Scott Gallowy. Vocês já viram esse cara, o Prof. Scott? >> Já. >> E ele tem muito esse argumento, cara. Ele fala assim: "Eu acho o movimento antiálcool ruim porque as pessoas estão se encontrando menos, mas eu acho que essa não é a solução." Exatamente. Eu acho que o que a Manu falou, por exemplo, as pessoas se encontrarem pela rede social >> pode muito bem suprir inicialmente uma uma conção, mas eu acho que precisa do presencial, sabe? É, as redes sociais causam uma falsa
impressão de que a gente tá se encontrando, mas a gente não Cria nenhuma conexão real pelas redes sociais, pelas ligações. É muito frio. >> É porque o antiálcool, pelo que você estão falando, é não teve um substituto, não é que substituíram o bar pela cafeteria do do Friends. Não, não, não teve esse negócio ainda. É tipo assim, só não existe só, né? É impossível aquilo. >> Sim, só tirar um elemento e tipo assim, não tem outro lugar pra pessoa ir. >> Eles estão tentando, né? Eles estão Tentando, por exemplo, que nem você falou da do
das baladinhas em cafeteria de manhã, tá rolando, né? Óbvio que não tem. Tem tempo de de manhã no [risadas] >> cara, os hábitos podem mudar. Os hábitos podem mudar, só que assim, o run club, a o coffee que é aquele encontro que a galera faz de banheira de gelo e tomar café, tem até balada em sauna rolando agora em alguns lugares. >> Que bagunça. >> Eu eu acho que isso é legal porque são Tentativas inovadoras. >> São tentativas inovadoras. Sim, >> não tô falando que é um encaixe perfeito, não vai substituir o boteco e tão
cedo, mas se não tentar, ah, se não tentar, não vai mudar, entendeu? Então eu acho que assim, a gente achar que a gente tá se relacionando com as pessoas por causa, porque a gente tá na rede social e aí junto disso a gente não se relaciona porque a gente tem medo de ir para lugares com álcool, aí realmente Rola um problema, entendeu? Porque a gente precisa socializar, a gente precisa se encontrar, a gente precisa encontrar essas maneiras de pertencer aos lugares presencialmente, né? Ter essa troca, ter essa >> Eu eu acho que os os poucos
lugares tá virando tipo um caos assim. Eu fui no parque, acho que foi no parque Vila Lobos um tempo atrás com as crianças, tipo assim, cara, meu Deus do céu, que que virou aquele lugar lá, tipo, você Não consegue andar de tanta gente? É que tipo, tem poucos lugares que eu acho que essa nova tribo tá querendo frequentar, >> principalmente aqui em São Paulo que tem pouco verde, né? Então onde tem verde, a galera se tumultua num nível absurdo. É, é um problema que eu não sei se a gente vai conseguir resolver tão cedo assim,
substituir o botec balada pela cafeteria do Friends, né? Mas >> eu não acho que o antiálcool é ruim. Eu acredito que a pessoa consegue também ir A um boteco e não beber ou beber um pouquinho socialmente, não ficar bêbada, mas as pessoas estão desaprendendo a se comunicarem, a fazerem novas amizades por causa das redes sociais. Elas não estão praticando isso desde a infância. Então a gente vai ver uma série de crianças e adolescentes crescendo sem um pingo de habilidades sociais. Então ela não consegue fazer essa socialização sem o álcool. E a culpa não é exatamente
do movimento antiálcool. É bom ficar sem Álcool, é bom você aprender a ter controle, é bom você tomar dois drinks e ficar tranquilo e no outro dia você não acordar se sentindo horroroso. Porque é fato que no domingo quem bebe muito no sábado vai se sentir horroroso, a grande maioria. >> Eh, então eu acho que o problema é muito mais intrínseco aos movimentos que estão acontecendo no mundo em questão das redes sociais e agora muito também por causa da IA. as pessoas mal estão Trabalhando por causa da IA e agora o home office. Então eu
vejo isso que isso tá tirando tantas pessoas do mercado de trabalho e as pessoas estão tendo menos oportunidades ainda para se encontrarem, elas vão perdendo as capacidades sociais se elas não forem praticando isso de maneira intencional. Então eu, por exemplo, eu posso trabalhar totalmente de casa. Eu não preciso ir paraa academia porque tem academia do prédio. Eu não preciso. Às vezes as pessoas não Tão nem indo da igreja porque vem online. >> Mas >> até mercado você faz do aplicativo, >> você tem o delivery, você tem os Netflix, você tem tudo, né? Você pode evitar
todas as interações e você pode trabalhar super de casa, você pode ficar fechadinho no computador, mas isso tem um custo social e aí a gente vai se sentindo cada vez mais solitário. Então eu acho que é um problema que a gente Tem que encarar de maneira super intencional, porque senão sem querer a gente vai est fazendo parte dele e vai se ver cada vez mais sozinhos e sem interações e com cada vez menos habilidades para quando a gente puder ou quiser ter uma interação, a gente não vai nem conseguir falar com uma pessoa. >> Uhum.
Cara, é engraçado porque quando eu tinha uns, sei lá, 13 a 15 anos assim, tinha aquelas páginas no workut ou no Facebook que era encontros, era tipo Assim, ah, encontros x y z pro pessoal lugar >> na porta do shopping, aí você ia lá, tipo assim, tinha, sei lá, 300 adolescentes lá para se encontrar, para fazer nada, só para conversar. E e hoje a galera, tipo assim, prefere muito mais entrar no Discord, tipo 10, 20 pessoas para ficar conversando, assistindo alguma coisa junto. >> Isso que a que você falou agora, veio uma um brilho na
minha cabeça, você Falou assim: "A pessoas têm a possibilidade de evitar qualquer interação social e tem mesmo, né? se quiser ficar no quarto o dia inteiro. E isso me levou a pensar o seguinte: >> se você tem a possibil a motivação de uma pessoa de evitar uma situação social, porque querendo ou não, socialização é para ser uma coisa intrinsecamente prazerosa, >> certo? As pessoas gostam de socializar, né, com as pessoas que você gosta, >> claro, >> mas ao mesmo tempo que ela tem uma característica, principalmente prazerosa, de socializar, ela também tem uma característica desconfortável, certo?
Assim como o exercício, o exercício ele é intrinsecamente prazeroso pra gente, por isso que a gente faz, né? Não é só por obrigação e a gente consegue encontrar isso dentro do exercício, mas ele também é naturalmente desconfortável porque Instintos, né? Então, da mesma forma que você superar o seu instinto do de desconforto, de treinar e você treina e você se sente bem com aquilo, é a mesma coisa com a interação social. Então isso que você falou de, tipo assim, a gente tem a possibilidade de est evitando eh interações sociais por causa do desconforto, que a
gente não precisa mais lidar, reduz o nosso repertório comportamental e a nossa tolerância de estresse muito. E aí qualquer outra Coisa que a gente vai interagir, seja no trabalho, seja no esporte, seja fazer uma dieta, a gente não tem aquelas memórias de quando foi que eu falei com uma pessoa nova pela primeira vez, quando foi que eu tentei uma coisa nova, não, não foi porque você meteu no iFood lá, ou porque você pediu pão de açúcar online, ou porque você entrou no Discord, ou porque você assistiu a missa pela live, ao invés de ir lá
e conhecer as pessoas e às vezes ter uma situação Desconfortável com alguém ou ver uma pessoa que você gosta e ô vou lá chamar ela para para jantar e tal, você não faz mais isso. Você tá sempre atrás de uma tela ali confortável no seu ar condicionado, fazendo o que você quiser. Então eu acho que o grande a grande questão guarda-chuva de tudo isso é o conforto, né? O desconforto não é mais necessário. E esse desconforto ele sempre foi presente e ele sempre nos ensinou tanto, né? Então, o que você Falou das crianças crescendo sem
ter essas interações, são crianças que estão mimadas e dopa mimadas ao longo da vida inteira, sempre podendo ter acesso a recompensa sem ter que ter o trabalho ou o desconforto de passar pela situação. >> Sim. É, e às vezes nem é culpa delas, né? Porque a criança realmente faz o que quer e se deixam ela fazer o que quer, ela vai se tornando essa criança mimada. Mas acho que um antídoto para isso é a intencionalidade dessas situações Desconfortáveis. Sim. >> Se a gente não é obrigado a ir conversar com um atendente de mercado aí ao
trabalho, a gente pode escolher o home office, acho que a gente tem que ser intencional em fazer o contrário, porque o mundo inteiro tá puxando a gente para ficar dentro de casa, para ficar nas redes sociais. É muito gostoso, é muito dopameérgico, a gente não vai ter nenhum desconforto mesmo, mas se a gente for intencional, a gente tem um antídoto Disso. >> Uhum. Por exemplo, por as pessoas te perguntam, né, por que que você corre triathlon? Por que que você fez um Aroman? Qual que é a sua resposta para isso assim? Eu gosto muito de
desafios. Era algo difícil, mas era algo palpável e isso me motiva muito. Então, eu gosto muito de sempre estar em algum desafio. Por exemplo, agora eu tô treinando para uma maratona e aí eu tenho uma meta X. Eu não sei se Eu atingi a meta X. Ela é plausível. Se eu treinar, se eu me cuidar, se eu dormir bem, se eu me alimentar bem, eu preciso me esforçar para chegar nessa meta. Eu já corri uma maratona já, mas eu quero correr uma maratona de uma forma melhor e por isso eu tô me desafiando. Então isso
me move, isso me cativa, isso me faz assim acordar com uma linha de chegada na cabeça e isso faz com que matar o treino nem seja uma opção. Então eu gosto muito de esse tipo De desafio para me motivar mesmo. Eu sei que é uma forma de eu encontrar, além de todos os benefícios que aquela atividade me traz, uma alegria, porque eu acho muito divertido ter uma linha de chegada. E não é que a linha de chegada é a parte mais alegre, mas a jornada até ela, porque eu não sei se eu vou conseguir essa
meta. Eu acho que inclusive eu tô mais para não do que para sim dessa meta. Mas é tão divertido eu tá tentando. >> Eu acho incrível que uma eu, eu ouço isso, eu falo, faz todo sentido, entendo completamente. Tem muita gente que pode olhar para isso e falar assim: "Essa menina tá falando loucura". Porque assim, acordar 5 da manhã, correr, sofrer no treino, fazer um fart puxado, não sei o que lá, é um uma dor, um desconforto. Esse desafio que ela tá propondo é uma coisa assim fora. Mas quando você realmente entende que isso traz
alegria, Você muda completo. Qualquer coisa que aparece na sua frente, qualquer obstáculo muda. Aquilo vira uma coisa, um bicho diferente. >> Uhum. Mas você precisa sentir na pele. Você precisa sentir na pele. Não adianta você só teorizar sobre como os desconfortos, os desafios são legais e bons para sua vida. Você precisa sentir de primeiro um desafio menor, uma coisinha menor, uma coisinha um pouquinho maior, um pouquinho maior. E Aí você vai se viciando nisso. >> Em outras áreas, né? O esporte mostra muito isso. A gente se coloca num desafio no esporte para quando a gente
tiver um desafio similar, mas muito diferente no trabalho, a gente já conseguir ser mais resiliente e enfrentar aquilo com alegria de que eu não sei se vai dar certo ou não, mas eu gosto muito do que eu tô fazendo. Uhum. e colocar isso na cabeça, não fazer as coisas de uma maneira sofrida, porque Senão a gente de fato vai sofrer. O jeito que a gente encara as coisas vai ser materializado. Então, se eu encarasse esse essa linha de chegada, essa maratona, como putz, que horror que eu tô fazendo isso com a minha vida, ai que
como eu não queria estar fazendo, vai ficar horrível, a minha vida vai ser horrível, nossa, meu dia a dia vai ser horrível, tudo que eu fizer vai ser horrível, eu não quero que seja horrível, eu quero que a minha vida seja Muito legal. Então, não é nem o que eu estou fazendo, é o jeito que eu estou fazendo e o jeito que eu tô encarando aquilo. >> É isso. É, isso é muito louco, porque como eu escalo montanhas, as pessoas perguntam: "Cara, por que que você escala a montanha? Você vai, você passa 15 dias fazendo
uma expedição, passando frio, sabe? Tipo, se arriscando e tal, para chegar no cumo de uma montanha, bater uma foto e descer." E eu sempre, Tipo assim, quando a pessoa tá perguntando meio mal intencionada assim ou eu tô com preguiça de responder, eu falo: "Ah, é para ver a vista e acabou". Mas por dentro de mim tem toda essa explicação, né, de tipo fazer uma coisa que aparentemente é completamente sem sentido, uma coisa irracional, uma coisa que não tá me deixando mais rico, não tá me deixando mais saudável necessariamente, não tá me deixando mais inteligente, mas
tá me dando tanto, >> tá me ensinando tanto, tá me dando tanta ferramenta, tanta memória, tanto recurso para poder lidar com as coisas que não necessariamente eu gosto na minha vida, mas eu tenho que lidar. Isso é a razão de fazer tudo isso. É a razão de fazer imersão em água gelada, fazer banheira de gelo. É a razão para meditar, é a razão para estudar coisas difíceis. Essas são as razões. Não é necessariamente a coisa em si, sabe? É aquilo que você ganha no seu Comportamento e na sua alma através da experiência, da dificuldade de
vencer aquele desafio e não ter certeza se você vai conseguir fazer. Eu acho que essa é a razão. Às vezes eu não tenho paciência para explicar tudo isso. Eu falo que é para ver a vista. Muito bom. E assim, e eu acho que vai de encontro um pouco num numa outra problemática também que a gente encontra na internet, que é essa cultura da alta performance o tempo inteiro. Então eu eu fico pensando, né, Pessoa ali que, pô, pessoal comum, aí ela acompanha a Manu, fala: "Caramba, velho, ela já correu, já pedalou, não sei o quê".
Foi, tirou foto no BTG, voltou, não sei o que lá. E eu, caramba, tô rolando Rels aqui ainda. Nem, >> eu tô assistindo isso no RS agora, né? >> Nem levantei, nem levantei ainda. Aí, pô, o Lucas já leu cinco livros, não sei o que lá, fez um estudo, pá. Cara, eh, vocês acham que as pessoas assim, elas precisam performar também o Tempo inteiro, tempo todo elas precisam estar, cara, eu só vou fazer coisas que >> cara, que são boas paraa minha saúde. Nada vai abalar, tipo assim, é, tem que ser impecável, né? Café sem
açúcar, nada de álcool, eu durmo aqui, pá. Tem que ser isso o tempo inteiro, tenho que ser prestativo, eu tenho o que fazer, pá. nada de eh de procrastinar. Que que vocês pensam sobre isso? Porque eu fico pensando assim, velho, cara fica louco, velho, vendo isso também, entendeu? Porque ele vai pegar, ele vai fazer um um cherry picking de de várias pessoas do Instagram e ele vai falando assim: "Cara, ferrou, eu sou um merda, velho." Entendeu? >> Eu acho que depende, porque quando você dá o seu melhor nas suas prioridades, provavelmente você vai chegar na
sua mais alta performance. Às vezes a pessoa ela entra no meu Instagram e vê um dia completamente sem alta performance que eu só corri tranquila, acordei tarde do Jeito que a vida me levou, fiquei com a minha família e aí pr para ela aquilo é alta performance na vida dela, mas para mim foi um dia tranquilo, então isso é muito relativo também. E o custo da alta performance em tudo, se a gente quisesse ter alta performance em tudo, é o prazer de estar fazendo as coisas. Então, acho que o custo às vezes é muito alto.
Eu, na minha vida, na minha filosofia de vida, eu gosto muito de ser o melhor que eu posso nas áreas que são mais Importantes para mim, mas eu não preciso ser a melhor do mundo em todas. Então, eu elenco muito bem o que que é prioridade para mim. Primeiro Deus, depois família, depois e o meu trabalho. Então, eu tenho uma lista muito clara dentro de mim. Isso já foi uma lista em papel antes para virar algo claro dentro de mim. Então acho que muito importante visualizar também para interiorizar, mas acaba que eu dando o meu
melhor na minha busca para Deus torna-se uma alta Performance para essa busca. Não significa que aquela é alta performance de outra pessoa que tá fazendo isso há mais tempo, mas significa que é a mais a minha mais alta performance sem olhar paraa performance acaba sendo um pouco performático. Sim, porque aquilo é o melhor que eu posso fazer para outras pessoas olhando pode ser assim, nossa, elas quer performar. Então isso vai muito da intenção no interior. Se eu começo a correr não pelo prazer daquilo, Mas só pela alta performance, eu vou acabar perdendo prazer um pouco
e aí vai se tornar insustentável e vai se tornar algo que não tem tantos benefícios para mim quanto poderia. Então, nesse elencar de prioridades, qual que é o melhor que eu posso dar hoje? Qual que é o melhor que essa fase de vida me traz para eu conseguir dar de melhor? Porque às vezes nem é o melhor que eu posso dar na vida, mas é o melhor daquela fase. Quando eu tava fazendo a faculdade de medicina, Por exemplo, antes de eu trancar, eu não conseguia dar o melhor da minha vida nos esportes, assim como eu
dei quando eu tava no meu ciclo do meu primeiro Iron Man. Eu realmente fiz tudo que eu podia. Eu dormia eh depois de treinos que eram muito pesados para eu ter uma recuperação mais rápida, porque a literatura mostra que isso é agrega muito, é o que os atletas fazem. E eu tava fazendo isso, pensando na minha mais alta performance no esporte naquele Momento. Eu não tô mais vivendo isso. Então são fases e a gente não precisa performar sempre. Acho que isso torna a nossa cabeça um turbilhão de emoções e a gente acaba ficando doente se
esse é o foco. O foco tem que ser realmente qual que é a prioridade dessa fase de vida e como eu posso dar o meu melhor nisso com as condições que eu tenho hoje. Se não for assim, eh, performance por performance tira completamente o prazer de viver. >> É. E eu acho que perfeito. Eu acho que uma coisa que as pessoas precisam entender na teoria com relação a isso é que acho que quem eu ouvi isso a primeira vez, eu acho que foi o César Selo que falou, falou assim: "Cara, se você tá em alta
performance todo dia, você tá em alta performance nunca, porque a alta performance é a alta performance. Você não consegue sustentar a alta performance por muito tempo, né? E nem em tudo na vida". Então, pegando o Exemplo da Manu, do macro, né? Você tem as diferentes caixinhas que você tem na sua vida, você não consegue fazer todas em alta performance porque senão você quebra. Então você escolhe uma, escolhe duas e foca naquilo. E dentro delas não é todo dia ou todo treino que você vai dar alta performance, porque você vai quebrar. Então, a analogia do esporte
é maravilhosa para essas coisas. Então eu vou continuar usando. Se você tá fazendo uma programação de corrida e todo dia Você treina forte, você não tá treinando o mais forte que você pode, porque você não recuperou do primeiro treino no segundo, você não recuperou do segundo no terceiro. Então você não tá em alta performance, você tá em performance medíocre todas e você não tá evoluindo de verdade. Então um dos conceitos mais importantes de alta performance é alta performance. Ela acontece quando você tem uma recuperação adequada, quando você está possibilitado de fazer a mais Alta performance
e ela vai cobrar de você. Alta performance ela cobra da gente, né? E a alta performance não é necessariamente prazerosa. Ela é prazerosa depois, às vezes, talvez, né? Mas a alta performance mesmo, ela é normalmente dolorida, desconfortável e ela tem um propósito, uma intenção clara que é superar um desafio, é fazer alguma coisa. Mas você tá sempre em alta performance. você não tá em alta performance de verdade, então tem que Tomar muito cuidado com esse termo, né, de performar, não performar, o que que o que que é um foco de de performance, de desempenho, o
que que não é, o que que é uma coisa realmente para você curtir e tal. Quando eu comecei a correr em trilha, eu foquei muito na performance da corrida. Eu queria melhorar a técnica, eu queria melhorar o o pace e tal. E depois quando eu larguei mão um pouco da performance na corrida de trilha, eu comecei a curtir correr em Trilha. Aí que eu agora que eu tenho uma capacidade cardiovascular, uma capacidade muscular maior, eu consigo curtir mais trilhas, consigo correr quatro horas sem parar numa boa, curtindo. Antes isso era sofrido. Então você às vezes
usa esse essa esse desempenho, esse foco para ganhar um repertório maior. Então, quando você tá começando a aprender uma língua, você vai nas primeiras aulas de, sei lá, italiano, francês, japonês, você vai Começar as primeiras aulas, você tem que estar na máxima performance sua naquele dia, porque senão você não vai aprender nada. Depois de um tempo, sei lá, um ano, dois anos aprendendo aquela língua, você pode trocar uma ideia com a pessoa sem estar na mentalidade alta performance. Você começa a curtir, poder trocar ideia em outra língua. Violão, você vai aprender a tocar violão. Primeiras
aulas ali você tem que performar, você tem que performar. E Depois você tira uma onda, troca uma música, tira uma música ou outra, aí você vai apresentar no palco, aí alta performance, então aquilo cobra de você. Uhum. >> Então você tem que ser muito intencional e aonde você vai depositar suas fichas de alta performance ou não, se você vai recuperar ou se você vai querer curtir. >> Muito bom. vocês eh vem também que essa essa nova cultura do Instagram e da nova geração eh é uma Coisa também muito de status assim, pô, agora é mais
legal eu ser um cara que pratica esporte todos os dias do que ser um cara que tô gravando lá o meu rolê, tô gravando copo de cerveja com a galera, tô gravando eu no churrasco. Vocês acham que tem essa mudança comportamental na questão de status social mesmo? O cara é mais legal hoje eu ser esse cara saudável. >> Uhum. >> Acho que depende da bolha, porque a Minha irmã, por exemplo, ela não é tão eh extrema que nem eu sou. Eu não acho que eu sou extrema, mas eu realmente abdiquei bastante da parte da noite
que ela não abdicou. Ela é mega mais equilibrada. Se fosse pensar numa régua aqui, hiper mega ultra saudável, é que hiper mega ultra não saudável. Ela tá mais equilibrada no meio da régua do que eu. E as pessoas adoram. E quem se identifica adora. E quem se identifica muito com ela não se identifica nada Comigo. Então aquela pessoa realmente admira mais a minha irmã e o equilíbrio dela do que o que eu faço, que é mais na ponta da régua. Eu acho que tem público para tudo. E o mais importante sempre é olhar para dentro
e ver o que faz sentido. Porque se for maquiado não vai ser divertido para você, vai custar pra sua alma. Quando é falso, é ruim pra gente. Ninguém sustenta um personagem. Então se a pessoa ela vai virar do esporte porque isso agora é trendy, Porque isso agora é o hype, mas ela de fato não queria estar fazendo isso, aquilo vai est carregado, sabe? ela não vai conseguir encontrar prazer naquilo quando ela encontraria fazendo outra coisa que pessoas também acompanhariam, por exemplo, nas redes sociais, que foi o exemplo que você deu. Mas eu ainda acho que
independente disso, a gente não tem que nem pensar. O que é nosso é nosso e não o que as pessoas vão achar é nosso. É o que vem de dentro para fora, Não de fora para dentro. Então eu não sou influenciadora de esportes e de estilo de vida porque é o que os outros esperam de mim. Eu sou porque é o que eu gosto de ser. E isso é muito perigoso, porque quando a gente recebe likes, quando a gente é estimulado, a nossa decisão fica mais tendenciosa pensando que somos seres humanos e isso acaba por
gerar algo na gente que assim é dopaminérgico demais e envolve muitos neurotransmissores. Agradar os outros é Muito bom pra gente, mas aquilo tem um custo da nossa individualidade, de quem nós somos. Então, no curtíssimo prazo, é muito gostoso seguir o que tá todo mundo fazendo, mas no médio você vai olhar e vai falar: "Me perdi, eu não sou mais eu". Então, como influenciadora, as pessoas opinam muito na minha vida e tem decisões que majoritariamente muitas pessoas tomariam o contrário. Eu tenho que tomar muito cuidado para eu realmente estar seguindo a minha verdade E não exatamente
aquilo que esperam de mim. Que como eu ainda tenho um córtex para afrontar o adolescente, eu não fiz 25 anos, para mim é mais difícil ainda tomar decisões que são por mim e sem olhar pros outros. Essa identidade nossa que é construída depois, mais tarde, realmente 25 para cima, é muito difícil pro adolescente não olhar para fora quando ele toma esse tipo de decisão. E ainda quando a gente tá nas redes sociais com todo mundo Opinando, é difícil a gente ser nós mesmos. Então a gente tem que tomar muito cuidado mesmo. Acabei até teuando um
pouco, mas tem público para tudo se pensar em público. Mas eu ainda acho que a gente não tinha nem que pensar em público. >> Uhum. É, eu acho que numa perspectiva individual, isso que a Manu tá falando é a coisa mais importante. Não tem nada para agregar. Acho que você tem que realmente entender que o mundo tem Tendências, o mundo tem ali as tendências, a moda, etc e tal. Mas se você tá pensando em o que que é legal para os outros verem, você já tá pensando errado, certo? Hum. >> Mas eu acho que em
termos de mercado, em termos de mercadologia, em termos de o que que está na na frente da cultura hoje, que não necessariamente é o a maioria, tá? Porque não eh às vezes não é a maioria que é o que tá no centro cultural, no centro visível da arte, Moda, marketing, etc. Eu acho que sim. a gente tem visto de uns anos para cá uma uma exponenciação do do fitness, do wellness, do bem-estar, do muito grandes de assim aqui um exemplo clássico, né? Eu tô usando um relógio da Garmin. >> Uhum. >> A Manu também tá
usando um relógio da Garmin. >> Você tá usando um Apple Watch. >> Só o Cai que tá um relogão normal. Garmin, cara. É empresário. >> Mas você tem o Garmin, você tem o Apple Watch. É p >> o ponto, o ponto é o seguinte. Hoje os símbolos de status que sempre foram Rolex, o ômega, esses relógios sempre foram símbolos de status e eram usados em meios no qual o status era importante e tal. Hoje, se você vai num desses ambientes que, sei lá, 20 anos, 30 anos atrás, tava todo mundo usando um Rolex, um Patec
Felipe, um Aldemorp G, não sei O que que é, hoje você vê no mínimo uns 30% de Garmin. aonde eu trabalhava no no mercado financeiro, tinha um monte de gente usando Garmin porque era os atletas e aquilo não era só tipo assim, ah, ele é o esquisitão que usa um relógio, né, com botãozinho e tal, não, aquilo era intencional também. Intencional, completamente intencional. Hoje você vê meme de, tipo assim, qual que é o sapato que os bilionários usam? On running, >> sapato de corrida. >> Sim, é, eu eu ia até chegar nisso que, tipo assim,
vocês acham que o mercado fitness virou um mercado de alto luxo? Eu acho que sim, >> porque tipo assim, você vê um reals na internet, eu eu sou às vezes impactado pela pela essa comunidade. É a galera pagando R$ 1.00 num óculos de corrida, >> um tênis para correr, um o mais básico, bom, que eles definem, custa mais de R$ 1.000 Roupa mesmo de corrida virou um negócio que, tipo assim, não é mais é camiseta da da prefeitura e um shorts normal, não, cara. É uma camiseta que custa R$ 300, que tem uma tecnologia, uma
bermuda de R$ 600. E não tô nem falando das novas marcas que tá surgindo aí de fitness aí, que uma leg pode chegar a R$ 2.000, entendeu? Então, realmente virou um mercado muito de alto luxo. >> Sim. E e eu acho que o o importante disso daqui é o seguinte. A gente tem Hoje essas marcas Alo Yoga, Lulu Lemon, essas marcas que são essa essa essa mistura da da de uma estética bem específica que se eu não me engano chama ATH Leisure, que é tipo atleta só que com lazer. Então, aquela pessoa que treina, mas
também usa roupa para ir fazer o lazer, fazer alguma coisinha assim, >> ela pode depois ir no shopping, ela pode trabalhar e depois treinar com essa mesma roupa. Esse conceito é todo esse Mercado de luxo de qual o cara usa o tênis on running para ir no comprar arte, o cara usa o coletinho Patagônia para ir na na Faria Lima, trabalhar no banco, todas essas coisas. Eu acho que tem de novo um guarda-chuva maior que é o seguinte, o luxo ele sempre foi algo de exclusividade, algo que nem todo mundo tem acesso, nem todo mundo
pode ter acesso. >> E se você para para observar o que que aconteceu com o luxo antigo, ele não Deixou de ser caro necessariamente, né? A Porsche não deixou de ser caro, Rolex não deixou de ser caro, >> mas eles já estão presentes no no mercado há tanto tempo que começou a ficar um pouco banal, né? É caro, ainda é difícil ter acesso, mas não é tão exclusivo assim quanto ter tempo, ter disciplina e ter a intencionalidade de perseguir um estilo de vida saudável. Então hoje é visto, é bem visto você ter um estilo de
vida mais saudável, não por Todo mundo, né, que nem a Manu falou, é um espectro, tem várias tribos, várias bolhas diferentes, mas cada vez mais a tendência do cool perante a moda e etc ser uma pessoa que se cuida, que tem tempo, que investe tempo e que tem esse autocontrole, que tem esse equilíbrio na vida. Isso tende a ser equiparado com o que o luxo era antigamente. Mas assim, o mercado muda muito, a os paradigmas mudam muito, o que é considerado legal e o que não é considerado legal também Muda. Mas eu vejo assim, antigamente
você não tinha essas marcas de roupa de yoga que custavam milhares de reais uma peça. Você não tinha tênis de corrida em leilão bilionário. Não tinha relógio de esporte aparecendo no pulso de famosos no ali sentado no na beira da quadra da NBA, sabe? Sim, >> mas será que não não tem uma coisa que porque tipo assim, esporte é para um público geral, tem várias classes. Eu entendo que eh ah roupa, acessórios, Tudo mais, beleza, tem diferenças e preços. Só que tá tendo um movimento no mercado que até provas que são extremamente tradicionais, como ação
silvestre da vida, cara, eu puxei aqui em 2019 custava R$ 200 a a o a um o ingresso, a plaquinha para você correr. Hoje existe três categoria que vai de R$ 300 a R$ 1.000, >> você larga depois. É isso. >> Não é que tipo assim, é um kit que você um um vem só um número, um vem um Número, a camiseta e um e um >> Mas aí que eu acho que é só uma elasticidade, preço, demanda, né? você tem uma demanda maior de um público mais afluente e você começa a ter ofertas mais
caras. >> Porque hoje hoje eu vi eu já vi até fui impactado acho que ontem por um meme de de um cara falar assim: "Pô, vamos correr final de semana?" Ele falou assim: "Correr, mas correr aonde? Pô, correr aqui na na cidade 5 km, pô, mas Não tá, vamos aí, mas cara, mas o ingresso é R$ 600." Ele falou assim: "Como assim, vou pagar R$ 600 para correr na rua?" Então virou até um meme na comunidade que, tipo assim, a galera tá pagando valores muito altos para correr em lugares que, tipo assim, vocês não acham
que, tipo, existe também um um pouco da oportunidade do mercado que tá explorando essa nova bolha que tá que tá crescendo? >> Ah, com certeza tem. E agora tem muito Mais público, >> então as marcas elas vêm com produtos mais caros, porque tem gente que quer usar o produto mais caro, porque até treinando ela quer se posicionar como uma pessoa que usa esse tipo de luxo, esse tipo de, enfim, a pessoa que usa alo, provavelmente ela vai est com um carro também, ela vai estar com uma bolsa. Então, já é um luxo que ela tá
querendo levar até para mais uma área da vida dela. Então, eu vejo que as marcas realmente tem também a celesticidade, porque ali maratona do Rio, por exemplo, eu até eu fico assim, eu fico maluca tentando comprar aquele ingresso, mas e graças a Deus ingresso aí para maluco, >> não, graças a Deus eu tenho outras formas de conseguir. Eu vou geralmente com marcas, mas é impossível mesmo o preço que tá, eles podem aumentar pro preço que quiserem. Então, como business, faz muito sentido para eles Aumentarem, ainda mais nessa fase que tem uma procura tão alta. Então,
eu empreendo, entendo completamente que eh é difícil eles não aumentarem se a demanda por a corrida não vai diminuir, eles colocando o preço que for. >> E e criam-se novas demandas também, né? Antigamente, eu não lembro se vocês lembram, eh, sei lá, uns 8 anos atrás, 10 anos atrás, sal era ruim, lembra disso? Sal faz mal, não? Sal, pressão alta, não sei que tal. >> Sal e gema. Gema eram dois vilões. Se somar os dois, você tá morto. >> Hoje em dia, hoje em dia você compra sal com gostinho por R$ 100. >> Virou virou
um boom do do sal integral, né? Tipo, tomar sal, a água com sal integral. Eu nem tô falando do sal integral, eu tô falando do sachezinho de hidratação para atleta que as pessoas agora que não correm no sol por duas, tr horas estão tomando no dia a dia ali. Porque eu não tô falando que isso é Ruim, tá? Eu não tô falando que é ruim, mas é a comunicação. É aonde a as pessoas, olha, você sabia que você tá tomando pouco sal? Ninguém sabia. Todo mundo achou que tava tomando muito sal e agora entrou essa
demanda. Agora que nem que a gente faz na neurofood, >> você sabia que fazer sauna faz muito bem? Ai, pô, até sabia, mas sauna, como onde é que agora você pode ter uma em casa, entendeu? A gente, tipo, as pessoas querem essas coisas, a demanda Aumentou e as ofertas também aumentaram. >> A good day creatina. Ah, tem uma dificuldade de tomar creatina porque é em pó, não sei o que. Tá bom, Gami, vamos tomar, entendeu? Tipo, todas essas coisas são essa entrada. Tem que tomar um certo cuidado, tanto como empresários, tanto como consumidores, de primeiro
aquilo que a Manu falou, você tem que ser fiel a você. É uma coisa que é importante para você, é uma coisa que vai fazer sentido para você. Então, Beleza, continua. E como empresa também tem que tomar um certo cuidado. Isso é uma coisa que realmente faz sentido. O que você tá falando é verdade. Vai trazer um benefício. Não precisa ser para todo mundo. Você não precisa agradar todo mundo. Você não vai agradar a todo mundo, nem no seu conteúdo, nem no seu produto. >> Mas você tem que ter intencionalidade e honestidade e integridade para
poder botar aquilo no mercado de uma forma Legal. >> Eu tava assisti um vídeo que tava dando uma olhada pro podcast. era um profissional de ciclismo que ele tava testando bikes de de triathlon ele até falou que do do mercado de uns dois anos atrás que bombou muito do Euroman, que foi no do preço que cresceu muito os valores das bikes. >> Uhum. >> E o cara ele fez um estudo utilizando três faixas de preço diferente que Chegava ali em acho que era de R$ 30 a R$ 50.000, de 100 a R$ 150 e R$
300.000. E o tempo que ele fez da da mais barata para mais cara, tipo, não justifica compra mais cara. Se você é um atleta comum, se você é um super profissional e tudo mais, às vezes até justifica, >> mas era coisa de tipo assim 25 segundos, 30 segundos de performance a mais que você ganhava de uma para outra por causa do peso, tipo assim, não justifica, mas mesmo assim a indústria há uns anos Atrás era uma coisa doida. É que a de 30 já é muito boa. Ele tinha que ter comparado com a de cinco,
que a de 5 para 30 e faz muita difer. >> Não, ele falou isso. Ele falou assim: "Cara, descarte todas as bikes que você encontra numa loja tradicional, como casa da Bahia". Mas a porque [risadas] >> é porque realmente muda muita performance, mas ele tava desafio. >> É porque ele tava bike, [risadas] ele tava comparando realmente, tipo, Porque teve um mercado que a galera tava, eu conheço gente que tem bike de R$ 300 milhõesais. Eu eu sempre achei uma loucura isso. >> A gente viu muito, né? A gente fez o Primocast no Iron Man 2024.
2024, né? >> Foi 2024. E a gente e a gente conheceu o fornecedor da Felt Brasil e era uma coisa que, tipo assim, ele levava essas bikes de 200, >> a galera comprava um dia antes para fazer a prova, >> não comprava lá. >> É, então ela comprava láão, >> né? >> Tipo assim, não, não, cara, já enche o pneu aí que eu vou fazer a prova com ela. Tipo assim, nesse nível, naquela época lá. É. >> Eh, [risadas] agora voltando para essa questão do status do luxo, acho que é uma coisa que eu vejo
que é o mais luxuoso nisso assim, né, além da, pô, das marcas, do que que o cara tá usando, É a questão do tempo. Eu acho que isso transmite uma coisa pra galera falar assim: "Meu, >> que legal a vida desse cara". Porque ele tem tempo para treinar, ele tem tempo para pedalar, eh, ele é, ele é um cara dedicado, ele é um cara que pera, né? Você tá de Garminim lá no no trabalho, você passa um pouco dessa desse status de pô meu, cara. Ele eu vejo um cara, por exemplo, eu vejo um cara
hoje, né, agora que eu tô na na brisa do Geito, Pô, eu vejo um cara, não precisa nem ser faixa preta, pode ser uma vejo um cara faixa marrom, eu já falo: "Puta, esse cara ele teve que ficar pelo menos uns 8 anos aí penando, apanhando para conseguir essa faixinha marrom aí". Caramba, velho. Já falo assim: "Meu, >> respeita esse cara". Às vezes eu respeito mais esse cara do que se o cara tivesse, pô, usando um Rolex, entendeu? E ele não faz [ __ ] nenhuma. >> É, eu eu acho engraçado isso que você tá
Falando. Tipo assim, eu respeito mais por causa disso, porque eu acho que tem o paralelo, óbvio, né? O cara que tem tempo, vamos dizer assim, vamos vamos pensar uma pessoa que não trabalha com isso, né? Nem diretamente, nem indiretamente, que nem eu, Manu. Uma pessoa que trabalha num emprego normal, certo? E ela treina duas vezes por dia, tá treinando para Iron Man e tal, você fala: "Nossa, que da hora, né?" né? O cara tipo assim, >> ou assim, você às vezes associa ele ter tempo com ele ter dinheiro para comprar esse tempo. Sim. >> Especialmente
se o cara empresário, empreendedor, tipo, ô, ele tem tempo porque ele ganha dinheiro suficiente que ele pode pagar alguém para fazer as coisas dele e tal, e ele tem esse tempo. Esse é o paralelo normal. E aí se o cara vem com uma Lamborghini de R$ 3 milhõesais, você fala: "Ah, isso aí foda-se", >> né? Mas na verdade ele também só tá comprando aquilo lá, >> certo? >> Sim. Então, o que que na verdade eu acho que é a psicologia por trás de desse desse desse desejo, dessa aspiração que a gente tem por essas pessoas
que t o tempo de treinar tal, eu acho que tem menos a ver com o tempo e com o dinheiro e mais a ver com capacidade. Eu acho que a gente admira essa habilidade da pessoa de >> se o cara tem um trabalho normal, ele trabalha também, mas ele provavelmente não assiste tanta TV, ele não vai no bar, ele não fica perdendo tempo no celular e ele vai treinar 5 da manhã todo dia. Eu acho que a gente admira muito isso. Eu admiro muito isso. Eu admiro muito isso. É porque até mesmo o cara que
tem o tempo e o dinheiro, pegando o exemplo do Lucas, para ele chegar na faixa marrom, ele tem que treinar o mesmo tempo que o cara que não Tem dinheiro nenhum. Ex. É consistência, né? Tem que ter a consistência. É tipo, os dois, os dois estão pagando com a mesma moeda, >> que é tempo, >> entendeu? >> E se a academia de jitsu for boa, você não pode ir comprando a sua faixa, né? Você tem que ir fazendo. >> É difícil, né? >> Você não pode comprar seu pace. Tem um >> É isso. Você não
pode comprar sua Habilidade. Você tem que, tipo assim, claro, você pode ter facilidades, mas comprar pontos de habilidade ser muito bom. É, mas você tem que, tipo assim, você tem facilidade, tem que farmar, tem que farmar. Não dá. tá na mão. Tem que fazer na mão. >> Mas eu acho que tem um outro aspecto também que não é só o tempo, é o esforço e a disciplina que é colocado naquilo. Você olha uma pessoa correndo rápido, você sabe que ela correu devagar para Chegar lá e ela correu devagar por muito tempo até chegar nesse pace
rápido. Então, talvez seja um vislumbre de eu no fundo, no fundo é eu poderia estar fazendo um pouco diferente, porque o olhar pro tempo não é necessariamente olhar pro tempo. Acho que a gente consegue sempre ajustar um tempinho. Isso esconde o não tá fazendo tudo que poderia. >> Sim. >> Pelo menos é algo que eu cheguei Refletindo para mim mesma quando eu olho a vida assim, mas tempo, eu consigo criar tempo, mas será que é tempo que eu preciso? Será que não é realmente me esforçar para aquilo que eu admiro e gostaria de ser? Porque
admirar por admirar, poxa, eu admiro muita coisa, né? Admiro, admiro a resiliência de tal pessoa em fazer tal coisa que não tem nada a ver comigo e que eu não quero fazer, mas eu posso admirar. Agora, quando é aquela admiração de gostaria de Ser, eu não sei se exatamente é só o tempo, mas também o eu poderia estar fazendo um pouco mais para chegar ali em algum momento da minha vida, porque vou me usar de exemplo porque é um exemplo que daí é muito palpável para mim, mas o tempo que eu tenho hoje disponível, ele
só existe porque antes eu usei de uma forma muito boa aquele tempo que eu não tinha tudo que eu conseguia fazer de melhor naquela época eu tava fazendo e isso me liberou para um futuro com mais Flexibilidade, com uma agenda mais controlável, com eu poder, hoje, por exemplo, que muitas pessoas já voltaram a trabalhar naquele horário firme, hoje eu, por exemplo, não precisei acordar 5 horas da manhã, eu acordei 7, eu posso estar em ritmo de férias ainda no começo de janeiro. Então, mas antes eu não podia, porque antes eu realmente tinha outras obrigações que
me impediam. Então eu fui trabalhandinho para que eu chegasse nesse momento de vida e mesmo Sem ter tempo antes, fazendo o melhor que eu podia, eu cheguei nessa fase do jeito que eu estou por causa daquilo, daquela época que eu não tive tempo. Então eu acho que o olhar pro tempo é mais profundo, >> é o que não tá sendo feito com o que a gente pode agora. É, eu acho que o não sendo feito é muito importante. Eu acho que quando você pega uma pessoa que você admira, você vê uma pessoa que você admira,
fala: "Nossa, eu queria Construir o que ela construiu, queria ter o que ela tem, queria desenvolver o que ela desenvolveu". Olha para ela e se você tiver oportunidade, pergunta para ela o que que ela não faz, o que que ela deixou de fazer para ter o que ela tem. >> Que nem a Manu falou, tipo, no começo você tem que deixar de fazer uma coisa. Quando eu tava começando a neurofood, eu tive que literalmente pedir demissão. Eu tive que parar de trabalhar no mercado financeiro para poder fazer o que eu Quero fazer. Eu tive que
para trabalhar no mercado financeiro, eu tive que parar de dormir. E essa era uma troca que eu não tava disposto a fazer. E aí eu troquei por outra coisa. Então não dá para ter tudo ao mesmo tempo, que nem a questão da alta performance. Não dá para você ter alta performance em tudo ao mesmo tempo. Agora, se você quer ter tempo, como é que você vai fazer para ter tempo? Que que você vai deixar de fazer para ter tempo? né? Eu acho que Essa frase é muito criticada, né? Todo mundo tem as mesmas 24 horas,
é muito criticada. Tipo, na teoria, né? Ali na teoria, tá certo, mas dá para entender que tem certas pessoas que t demandas sobre o seu tempo muito diferentes de outras pessoas. Uma pessoa que tem filhos, uma pessoa que trabalha longe de casa, uma pessoa que tem dois empregos, ela tem demanda sobre o tempo dela de necessidades muito básicas, muito maior do que alguém que não tem essas Demandas. Então assim, é injusto. Eu entendo a frustração das pessoas que ouvem essa frase e comparam a vida delas com a vida de outras pessoas que têm demandas completamente
diferentes. E é importante a gente ser sóbiciente para identificar isso. Mas esquecendo as comparações por um momento. Dentro da vida de cada um individualmente, a perspectiva que você tem que ter tem que ser fria. Porque se você sempre ficar só comparando e reclamando e apesar da sua Reclamação ser completamente válida e apesar da sua frustração ser completamente válida, não vai mudar a realidade de que se você quer mais tempo, você precisa deixar de fazer alguma coisa que você faz atualmente. Nem que seja meia hora, uma hora por semana, >> alguma coisa assim. Eh, eu eu
acho que eu vou até aproveitar para um gancho, porque tem muita gente que eh a gente vai fazer um treinamento agora no final De janeiro, muita gente que vem trabalhar com a gente, às vezes dá um depoimento genuíno de que, ah, cara, eu tava inseguro para fazer uma migração de carreira e eu eu o que que eu fiz? Eu trabalhava no meu emprego. Depois que eu chegava em casa, eu pegava, separava 3 horinhas para estudar, para começar a entender e mudar a carreira. O que que ela fez? Ela abriu mão, talvez do sono, de um
dos do assistir TV, um tempo com o marido, tempo com os filhos para estudar Mais, para hoje ela ter tempo de fazer outras coisas. Então, a gente faz muito isso na época da faculdade, por exemplo. Pô, na época da faculdade eu acordava 5 horas da manhã, ia pro trabalho, chegava no trabalho umas 7 horas, trabalhava até às 6, depois ia pra faculdade, chegava em casas meia-noite e repetia isso todos os dias. Hum. >> Eu fiz isso por muito tempo, que era não ter tempo para nada, para hoje eu ter tempo de, tipo assim, cara, poder
chegar Em casa 6 horas e jantar com minhas filhas, por exemplo, entendeu? Então, pegando esse gancho, às vezes é importante você dedicar e dedicar tempo para você mudar de vida de fato, independente se for na parte de saúde, na parte profissional, para você lá na frente ter e colher a recompensa desse tempo que você se dedicou. Uhum. >> Então, às vezes você, sim, cara, ah, eu, mas eu não vou dormir 6 horas por dia. Não, você não vai. Por um tempo, talvez Você tenha que dormir quatro. Por um tempo, talvez você não vai sair. Por
um tempo, talvez você não vai assistir TV. Por um tempo, você vai ter que trabalhar o dobro que você trabalha para um dia você conseguir a liberdade financeira, a liberdade de saúde, liberdade de vida. E se você quiser fazer uma migração de carreira, >> de carreira, você vai ter o evento, né, a nova carreira, que vai ser de do dia 30 ao dia 1 de fevereiro. Três dias de Evento dia inteiro, um monte de conteúdo legal para você, um monte de convidados especiais, vai ter Thiago, vai ter Pirini, vai ter um monte de gente legal.
>> E vamos abrir o valor aqui só para sem lá. R$ 250 o ingresso são 2000 vagas. R50 >> negócio não é digital, então gente, é um lugar que você vai ficar lá sentado presencial. Então são 2000 vagas mesmo. Não vai ter. Ah, não, mas vai reabrir. Não tem que reabrir porque é um lugar lá Que já já contratamos, não tem o que fazer, tá? Então são 2000 vagas. Vá que você não vai se arrepender. Acho que vai ser muito legal para você refletir sobre uma nova possibilidade de carreira na sua vida >> e socializar
também. A intencionalidade que é [risadas] importante. Então você fica aí só rodando res. Cara, tem tem toda a razão. E eu queria que vocês preparassem assim um aproveitar que a gente tá em janeiro, né, início de ano, As pessoas gostam dessa virada, né, e elas prometem fazer um monte de coisa, real fica se enganando que vai mudar de vida. >> É, eu fico assim meio saco cheio disso que eu fico assim, cara, para que você fica anunciando que você vai fazer? Você acha que você é o filme dos Vingadores? Ninguém tá esperando nada, cara, de
você. >> É muito bom, né? está esperando. >> É muito bom do dia 20, dia 29 de Dezembro ao dia até ontem, a galera postando a meta no no feed, tipo, ah, as 10 coisas que eu vou fazer no ano, li ninguém liga, cara. Ninguém tá esperando nada, só vai lá e faz as coisas você precisa fazer e pronto. >> Eu fiz uns compromissos públicos [risadas] >> gravado 31/12, né? Eu vi. >> Mas eles são ótimos. >> Eu fiz ano passado também. Ano passado eu fiz também, falei bastante e cumpri Esse ano. Cumpri, velho. >>
Maravilha. >> E ó, esse ano já não fez, né? >> Não, [risadas] não. Mas é legal porque esse ano você vai você vai fazer porque eu vou falar uma por favor. >> Não, esse ano eu pensei muito sobre isso. Eu tava quase p Manu também aqui, ó. Meus compromissos, tal. Não, eu pensei o seguinte, cara. [risadas] Eh, ano passado eu comecei três coisas novas muito legais. Comecei a fazer capoeira, Corri minha primeira ultra maratona e comecei a aprender japonês. Então eu pensei assim, cara, são coisas muito novas. E eu sempre tive uma coisa, eh, eu
sempre tive uma coisa em mim que eu sou muito de fases, né? Eu já tive a minha fase do Gilgitsu, do Crossfit, da escalada e em rocha, da agora da capoeira, corrida em trilha, eu já fiz tudo assim um pouco, aí eu fico meio bom, aí eu paro, entendeu? Então eu falei assim, cara, eu vou insistir um Pouco mais. Eu vou fazer com que a minha meta desse ano seja simplesmente a consistência naquilo que eu já criei ano passado. E eu achei uma meta assim, eu eu achei, será que não é meio brocha essa meta?
Será que não é meio tal? Eu falei, eu acho que esse desconforto que eu tô sentindo é exatamente o que eu preciso fazer. Então, a minha meta desse ano é continuar estudando meu japonês para melhorar, talvez passar no no primeiro exame lá do do nível de Proficiência japonês e continuar fazendo corrida em trilha e correr o Ecu no final desse ano. >> Então, vai ser mais uma vai ser mais uma experiência de tril run, ultra maratona e mais um avanço no japonês. Então, agora vou viajar pro Japão, eh, daqui alguns dias, vou passar um tempo
lá, vamos ver como é que tá meu japonês e aí chegar a fazer um plano de estudo para continuar. >> Perfeito. Mas, ó, corrigindo assim aqui, Só para, né, não ser maldoso. Ah, mano, o Lucas, eles são eles são criadores de conteúdo, faz parte do conteúdo deles fazer isso. Então, tem um contexto. Agora, você tá criando conteúdo sobre isso, então não adianta nada você fazer esse negócio, não tem ninguém que porque a chega em fevereiro, cara, mas faz, pô. Chega em fevereiro, o cara, o cara tá ali no 15 bar eh barra 200. Aí chega
em abril, >> Aham. >> o cara tá tipo assim no 25/200, ele já viu que não dá tempo mais, ele já desiste. >> Mas as pessoas vão pegar no pé dele e isso é bom porque o compromisso público faz as pessoas cobrarem e a pessoa se sentir com faz aí. Então >> faz, faz, >> vai ser bom tá recomendando, faz. >> Eu queria que vocês passassem um conselho final para, é o que eu falei, né? começo de ano, janeiro, o cara Começar, o cara quer começar a nova rotina, quer >> ou não não passar assim
dessa coisa do das sete ondinhas, né, do fenômeno da sete onde que esse esse ano vai ser difícil, né, cara? Tem tem desde Copa, eleições, vai ser difícil pro brasileiro esse ano aí, pro cara focar nas coisas deles. >> Vai, sim. Que que vocês podem passar para essa galera aí? >> Na minha opinião, as pessoas elas Colocam metas demais e não pensam no quão aquilo é palpável. Então, se for fazer metas, eu gosto de fazer metas e eu recomendo fazer metas, pegue suas prioridades sinceras e não aquelas vaidosas, mas sinceras e trazse metas palpáveis, mas
também desafiadoras nelas. Tem um ponto ideal das metas. Se ela for fácil demais, você não tem motivação intrínseca. E se ela for difícil demais, você também não tem aquela motivação dentro de você. Se ela For fácil demais, você já sabe que você consegue, você não vai nem fazer. E se ela for difícil demais, você não vai fazer porque não tem como na sua cabeça. Então, tem um ponto ideal de fazer metas. E acho que nas prioridades é onde a gente precisa mexer primeiro. Se você acha que precisa fazer uma mudança enorme de vida, começa por
aquilo que mais faz diferença para você. Cuidado com metas vaidosas, porque às vezes as pessoas estão fazendo algo que na sua Vida não faz sentido. Você vai fazer a meta dos outros, vai viver a vida dos outros e no final você vai se encontrar completamente perdido e não sendo você e vai ficar mais frustrado ainda do que antes daquela meta. Eu vou aproveitar pegar o que a Manu falou e vou vamos criar um passo a passo. Então o primeiro passo é isso que a Manu falou. Escolha metas que não são vaidosas, são realmente suas e
dose elas para não ficar nem muito fácil, nem muito Difícil. Beleza? pegou essa meta aí você vai aplicar um negócio que eu chamo de SOPP, que é sonho, objetivo, plano, processo. Esse é o seu sonho, certo? Você escolheu isso, esse é o seu sonho, é o que você quer realizar em um ano. Aí você vai criar o objetivo. O objetivo é trimestral. Então você vai pegar esse seu sonho de um ano e você vai dividir ele em quatro partes. Qual que é o primeiro passo? Segundo passo, terceiro passo e o quarto passo é a realização
Daquele sonho. Quatro trimestres. Dentro de cada trimestre, você tem que ter um plano. Qual que é o plano desse trimestre? Ah, vou fazer isso, vou fazer aquilo, tal. Cada trimestre tem que ter um plano específico. Dentro do plano, você precisa ter processos. Os processos é o que acontece na sua rotina toda semana para realizar aquele plano, para chegar naquele objetivo. Então, se você consegue pegar uma coisa que demora um ano, uma coisa lá longe, emagrecer, Ganhar 1 milhão de seguidores, ganhar não sei quantos reais, fazer não sei que prova, você pega esse um ano, você
divide primeiro em quatro pedaços, daí você divide esses quatro pedaços em planos de ali de um mês cada. E dentro de cada mês você estabelece processos que você sabe segunda-feira, 7 da manhã. É isso aqui. Terça-feira, 5: da tarde é isso aqui. Fica muito mais tangível. Eu acho que o grande problema que as pessoas têm é elas sentem uma motivação Imensa quando elas conseguem visualizar aquilos que elas querem chegar daqui um ano, daqui dois anos, etc. Só que no dia a dia não é assim que a gente vive nossa vida. A gente não sente a
nossa vida como um filme, aquela aquela montagem de treinamento que passam-se meses em 10 segundos. Não é acordar pi, pi, você acorda. Ah, que que eu tenho que fazer? Tem que conseguir 1 milhão de seguidores, não é? Você tem que postar hoje. Tem que postar. Aí, que que tem Que fazer na sexta? Tem que revisar seus posts. Aí, que que tem que fazer? Segunda postar de novo. Tá no processo. Chegou no fim do objetivo do trimestre, chegou, conseguiu, não conseguiu, revisa, faz o próximo. Então, tem que tangibilizar ali pra questão de minutos, horas do seu
dia, senão não sai do papel. Eu acho que essa é uma metodologia que eu já apliquei com vários alunos nossos, assim, dois anos seguidos já, e funciona muito bem. Então, faz o que a Manu falou, encontra os seus objetivos reais, dosa eles para uma métrica de um ano e aí aplica o SOP, que você vai saber exatamente o que você tem que fazer todo dia da semana, todo dia do ano, independente de copa, de eleição. É, e sempre vai existir a Copa, sempre vai existir eleição, sempre vai existir um monte de coisa, tá? Você vai
ter que continuar sua vida, não vai ter jeito não. >> Pessoal, muito obrigado por terem vindo falar com a gente. Papo muito legal. Você curte, compartilha, dá cinco estrelas no Spotify. Até o próximo episódio. Grande abraço e tchau.