Boa tarde a todos damos início agora ao nosso painel da AMBEV com o tema transição energética e sustentabilidade Industrial caminhos para uma indústria de Baixo Carbono neste painel discutir como a indústria pode liderar a transição energética por meio de práticas sustentáveis inovação tecnológica e uma governança responsável abordando os desafios regulatórios ambientais e sociais desse processo Estão aqui conosco no palco a vice-presidente de relações corporativas da anev Carla cripa a gerente de Meio Ambiente CSR e transição energética da and Flávia Teixeira o sócio esg do Matos Filho Antônio Augusto Reis e o diretor geral da Bion
esg que será o moderador deste painel Danilo Maeda Danilo a palavra é sua obrigado obrigado pessoal pelo convite Luiz cara pessoal da CNI um Prazer estar com vocês aqui de novo nesse evento tão relevante para falar sobre o papel da Indústria nesse processo de descarbonização as oportunidades que a gente tem diante de nós aí nesse processo num contexto em que nunca se falou tanto sobre o assunto num contexto que ambição climática financiamento para transição e todos esses outros termos se tornaram parte do cotidiano do ambiente de negócios o que nos traz um senso de Responsabilidade
importante um senso dos nossos diversos stakeholders esperando das nossas empresas uma ação contundente né para parte da solução e não parte do problema né então vai ser muito bacana aqui ouvir vocês aprender junto e e explorar caminhos para esse momento tão relevante queria começar com você Carla eh falando um pouco sobre eh o setor de bebidas e os desafios que vocês enfrentam né um setor que tem ali suas características e um um consumo Intensivo né de energia de de alguns recursos eh e o o os a parte específica ali né de produção e Distribuição como
processos com uma intensidade energética muito alta então imagino ali os desafios que vocês têm do ponto de vista de cumprir as ambições de descarbonização dentro do do setor em que vocês atuam Então queria ouvir um pouquinho como que vocês estão avançando do ponto de vista das metas de descarbonização Nesse contexto eh da cadeia produtiva que é Muito intensiva no uso de energia né Eh tem alguns exemplos de de projetos de inovações que vocês tenham estejam investindo para acelerar esse processo em alguma maneira liderar que é o que esperado de vocês em quase todos os assuntos
né Obrigada Danilo pela pergunta parabenizar a CNI pelo espaço na pessoa do Davi um prazer tá lindo aqui o espaço cumprimentar também os outros panelistas Obrigada Quem tá assistindo falando com mev quem não Conhece tanto o setor cervejeiro é é um grande exemp a gente fala que é agroindústria porque é uma indústria que vai do campo ao copo dos consumidores né então muito forte a presença dos recursos naturais nossos dois principais ingredientes são a água e e cevada no caso né outros ingredientes também que vem de de de da agricultura e e temos compromissos muito
sólidos em relação ao meio ambiente para 2025 primeiro deles não sei se eu deixa deixa eu tentar esse Microfone esse aqui tá falhando um pouquinho vamos ver se esse melhora o primeiro primeiro deles é a gente garantir 100% de energia elétrica comprada de fontes renováveis até 2025 já batemos essa meta Temos compromisso com água também de 100% eh dá mais quantidade de água e qualidade de água nas bacias hidrográficas até 2025 também vamos atingir compromisso com embalagens então quando a gente pensa em cerveja não é só cerveja não beve mas quando a Gente pensa em
cerveja eh é um Talvez um dos maiores cases de Economia circular que a gente tem no Brasil porque tem as retornáveis Você vai no bar a cerveja não é não é o vidro de uso único né um aquele vidro que retorna que a gente recolhe a gente limpa e a gente Reinas é noso portfólio já é embalagens retornáveis e tem um compromisso de ter maioria de conteúdo reciclado nas outras embalagens também então isso também tá vamos vamos atingir aí até 2025 e por Fim compromisso com a agricultura sustentável a gente garantir que os nossos cultivos
eh o os agricultores pequenos micro agricultores empoderados financeiramente conectados com mais chance de produzir de uma forma uma sustentável então todos esses compromissos estão eh no radar aí praticamente cumpridos até o ano que vem que é a meta mas eu queria falar aqui também sobre o longo prazo né o nosso compromisso do Net zero que a gente tem Até 2040 E aí pensando não só em escopo um escopo dois mas também e principalmente escopo três que é o mais difícil deles falando de cadeia né falando de um compromisso por exemplo com logística reversa a gente
tem já segunda maior Frota de caminhões elétricos da América Latina então uma inovação que começou lá atrás H muito importante a gente tem por exemplo os quem não conhece a gente mede também a a a pegada de carbono também no consumo Pelo consumidor então é uma uma bebida que você toma gelada então a gente precisa considerar energia para gelar a bebida também né nessa conta eh e aí a gente trabalha muito em inovação para tornar os refrigeradores mais eficientes reduzir mais 50% do uso consumo energético também nos últimos 20 anos então tem muita coisa legal
sendo feita muito compromisso uma grande empresa uma grande indústria brasileira comprometida com essa trans transição energética e E Aí eu fecho falando que só a cerveja é responsável por 2% do PIB do Brasil Então realmente a gente tem que servir de exemplo tem que fazer nossa parte eh para tornar o mundo mais sustentável pra gente garantir ter cerveja gelada no futuro também Flávia Deixa eu aproveitar o gancho aqui da ca e te levantar uma pergunta ela falou ela acho que a resposta da ca foi bacana de mostrar como a ideia de sustentabilidade Corporativa vai além
do tema apenas mitigação climática redução das emissões né você já foi aqui exemplificando várias outras iniciativas E é claro que no tema da transição energética empresas como a Eng tem um papel importante né de liderar esse processo e de trazer paraas indústrias essa possibilidade de acelerar a sua transição quereria ver um pouco de como que vocês estão trabalhando eh para trazer essas ofertas mas de um ponto de vista que consider Sustentabilidade não apenas como o tema das energias renováveis mas essa transição inclusiva Justa e com as boas práticas de de governança corporativa também sendo consideradas
ao longo do processo vocês agora sim bom Boa tarde Agradecer o convite Davi mais uma vez oportunidade est aqui num painel na CNI na cópia Agradecer o convite da Carla eh Danilo e Antônio prazer enorme revê-lo bom eh a Eng é uma empresa é líder Global em transição energética nós Estamos no Brasil uma de uma empresa de origem franco-belga estamos no Brasil há 28 anos temos hoje 80 usinas 10.7 GB w de geração de energia 100% renovável já temos eh um parque gerador 100% renovável no Brasil desinvestimentos últimos ativos de carvão somos fornecedores da andev
então andev Eh é aqui uma evidência de como que a gente trabalha eh para conectar a transição energética geração renovável Todos os padrões de sustentabilidade com os nossos clientes e fornecedores b a gente tem uma meta de ser Net zero até 2045 globalmente no Brasil a gente já é 100% renovável a gente atua também são 4500 km de transporte de gás através da transportadora associada de gás e a nossa empresa de soluções de eficiência energética Então hoje mais de 9999% das nossas emissões são escopo TR Então são dos nossos fornecedores eh Então a gente tem
esse trabalho de de De engajar a nossa cadeia de valor e nós temos hoje um portfólio de 12 produtos e serviços voltados para descarbonização de clientes então de irex a ppas né contratos de de fornecimento de energia com certificado de origem eh crédito de carbono e e inúmeros produtos voltados à descarbonização nós temos um compromisso de até 2030 descarbonizar 45 milhões de toneladas ano por ano dos nossos clientes e isso traz todo um processo de I ilização de transformação cultural a já é uma empresa que tem metas de descarbonização há muitos anos então hoje a
gente escuta aí que o PL do do crédito de carbono vai sair mas os nossos primeiros créditos de carbono nós emitimos há 20 anos atrás a foi as primeiras empresas a confiar acreditar investir no protocolo de Kyoto no mecanismo de desenvolvimento Limpo então 2004 nós já emitimos os primeiros créditos de carbono no Brasil sempre acreditando no investimento no Brasil então a gente acredita Danilo que o Brasil eh ele tem um um cenário regulatório muito atraente acho que no ano passado foram 297 novas usinas renováveis que entraram em operação no Brasil 2022 foi 92 Bilhões de
Dólares investidos investimento estrangeiro direto no Brasil então ano passado a cop 27 né no final né um dos principais compromissos assumidos pelos países é que nós tivos Triplicar a geração renovável até 2030 e duplicar os sistemas de eficiência energética então nós estamos totalmente voltados a esse propósito então todas essas linhas eh de necessidade da indústria nós temos aí eh eh uma atenção muito especial porque é o nosso principal produto descarbonização para além da energia e tem questões que a gente precisa endereçar né marco regulatório a gente ainda tem um marco regulatório Hidrotérmico eu não sei
se o Guto vai falar um pouco sobre isso mas eh endereçar a questão dos subsídios ver como é que a gente avança né diminui os subsídios onde eh a gente não tá acelerando essa agenda e investe mais nas novas fronteiras né de geração de hidrogênio Wind ofshore a gente também atua eh em parceria com a EDP na Ocean Winds estamos uma Joy inventory eh com alguns projetos já em licenciamento e aguardando Eh esse marco regulatório né avançar e como que a gente vai eh organizar toda a gestão da informação todo esse processo de regularização desse
novo potencial que está por vir acho que para começar seriam essas principais informações ótim obrigado acho que vocês estão trazendo aqui exemplos muito contundentes né e a gente falando dentro de um evento Global como esse do papel e do protagonismo que o Brasil exerce e pode exercer cada vez mais em termos de transição energética Né a gente tem o que aprender mas a gente tem também muito o que ensinar e tem ativos aqui para serem valorizados do que a nossa indústria já faz do que o nosso a nossa Matriz eh energética e todas as boas
práticas que que as nossas empresas já vêm adotando que podem servir como referência também para para quem tá lá fora ou para quem tá aqui fora aprender conosco né mas na sua no final da sua resposta fláv você trouxe a questão do do do eh arcabouço Regulatório né então acho que é um excelente gancho para eu te chamar Antônio e eu vi um pouco sobre como que essas mudanças regulatórias no Brasil e no mundo Podem trazer eh novas perspectivas para as indústrias brasileiras muitas vezes a gente fala de mudança regulatória e acende a luzinha do
risco né de Poxa a gente vai ter um custo de adequação a gente vai ter ali e uma dificuldade um processo só mais mas talvez tem a luz da oportunidade também Com esses processos que estão acontecendo e onde é que você acha que eh que a gente precisa prestar atenção para navegar nos próximos anos primeiro obrigado obrigado Danilo queria também Agradecer o convite aqui CNI e aqui com o time da AMBEV um prazer para mim estar aqui com vocês aqui com a Flávia de novo Eh participar de um evento tão importante eh eu acho que
antes da gente falar do do impacto da regulação a gente tem que entender o que tá por trás da Regulação né no fundo o o que motiva e deveria ser o driver aqui de de mudança é o próprio cenário fático né a crise que a gente tá vivendo né Eu acho quando tá falando de clima que eu acho que o eh a natureza não deixa muita dúvida né então o que tá enfim por trás é é é o cenário que a gente tá vivendo no mundo né e obviamente a regulação ela tem um papel super
importante eh ou a regulação ela vem para induzir o comportamento que a gente precisa para Atingir um determinado objetivo e aqui os objetivos de descarbonização como a gente tá falando ou por vezes ela vem acompanhar algo que eh a sociedade já tá fazendo né a gente falou aqui de vários exemplos até condutas voluntárias né Flávio tá lembrando aqui p lado desde lá de trás enfim eu acho que a regulação por vezes vai atrás né a gente tem aqui acho que ambos cenários cenário da da regulação que tá atrasada e precisa chegar para eh regularizar formalizar
um Cenário que a gente já tá vivendo e tem um cenário em que a gente precisa empurrar a regulação para induzir o comportamento né nem sempre é fácil são mudanças que trazem por vezes eh investimento custo etc Então não é simples e quando a gente tá falando de mudança climática é pior ainda é um pouco mais complexo porque a gente tá falando de um fenômeno Global né então que regulação é essa é regulação internacional a gente tá falando do Acordo de Paris a gente tá falando lá da convenção do clima lá atrás de Kyoto Paris
a gente tá falando da regulação Nacional estão falando de tudo né a regulação e estrangeira de um país único impactando outros países como a gente tá vendo agora então assim de fato tem um aspecto eh Super relevante da da regulação e a gente precisa acompanhar e e tem esse Impacto sim né então desde do acordo de Paris que vai ditar eh a contribuição de cada país nas ndcs e Como isso vai eh repercutir no setor privado né a gente tá aqui discutindo muito ndc etc e aí como é que como é que isso chega no
dia a dia das empresas como é que a gente participa disso como é que vai mudar o nosso dia a dia né então tem Tem essa regulação supranacional a gente tem normas regionais a gente tá falando muito agora do seban né na Europa e como é como é que isso vai impactar a indústria no Brasil por exemplo Exemplo né a gente Vai gerar Sem dúvida nenhuma um impacto e a gente tem as normas obviamente domésticas então a gente tá discutindo hoje para discutir agora um pouco antes do do painel Uma expectativa de aprovação aí eh
do pl que a gente tá chamando aqui do pl do carbono que no fundo é a gente definir por lei uma precificação para carbono no Brasil e qual a importância disso né porque são essas normas é que vão induzir comportamento na medida que começa a ter Um preço aí a indústria vai ter Sem dúvida nenhuma a necessidade de caminhar na direção ah da da melhor eficiência possível para não e ter o máximo desse preço dentro do seu do seu processo produtivo agora invariavelmente isso vai trazer Impacto óbvio né no primeiro momento a gente vai falar
por exemplo de de custo custo de produção Ah você vai exportar pra Europa você vai ter que pagar o seban dependendo se você tiver naquela lista de produtos lá iniciais Você vai pagar a Tonelada do carbono Com base no preço do mercado europeu é é é um custo significativo que a gente vai ter que n entender ó obviamente podemos olhar como oportunidade né conversava eh com com um cliente uma vez num setor de indústria pesada dizendo bom pom Antônio mas se isso é verdade maravilhoso porque o meu concorrente é indiano e ele usa carvão e
ele usa lá outros insumos a a intensidade de Carbon do produto dele muito maior que a minha então se Realmente vão cobrar pro produto brasileiro é muito bom então tem aí uma oportunidade né Então aí um exemplo da regulação internacional nesse caso Regional trazendo uma oportunidade mas acho que Carl citou aqui Flávia também acho que um ponto super importante regulação vai acabar nos forçando a rever toda a cadeia de valor porque você vai ter que alocar estrategicamente seu processo produtivo seja regionalmente seja com diferentes Eh tecnologias insumos tipos de fornecedores então é algo que eu
acho que a gente tem que tem que olhar com com cuidado bastante grande Vai forçar investimento em novas tecnologias né vocês estavam mencionando aqui também a gente precisa olhar fora da caixa O que que a gente pode fazer onde é que a gente vai concentrar o nosso desenvolvimento para tentar ser mais eficiente e capturar como oportunidade né não necessariamente como como custo e Eu acho que tem um ponto que assim que é super importante que a regulação Vai forçar é a geração de dado e transparência eh as empresas precisam estar preparadas para isso né Eu
acho que a gente já tá vivendo Eu costumo dizer que é a era da Transparência né Eu acho que hoje há diversas normas que vão demandar apresentação você vai ter conhecer na vírgula a sua pegada de carbono na cadeia como como todo você tava mencionando muito interessante isso De olhar lá a pegada de carbono né na refrigeração do produto n Então a gente tem que precisar conhecer isso no detalhe porque a gente vai ter que eh produzir mais e mais dados que vão se tornar cada vez mais públicos em relação a a esses temas então
Eh desenvolver a o a metodologia né o MRV aqui de mensuração relato tá preparado para isso vai ser algo que eu acho que é que é fundamental mas aí assim para uma empresa o que que acha que você pode Fazer né acho tem que ter tá sair na frente sempre então primeira coisa é entender identificar e entender essa regulação como é que ela me impacta né seja a regulação estrangeira seja a regulação Nacional os projetos de lei que estão em discussão como é que isso vai vai impactar a minha vida né tá no dia a
dia ali e olhando para oportunidades dentro de casa dentro da cadeia eh escopo um e dois escopo três o que que eu posso fazer então tentar Tentar sair na frente eh acho que tem um tema em relação à transparência tá preparado para produzir esses dados então adotar os processos internos paraa geração desses dados etc para não não ter problema com a regulação eh e eu acho tem um tema para para finalizar essa parte aqui importante que é o engajamento de todos os stakeholders né Eu acho que tanto internamente como externamente então acho que a companhia
tem que estar preparada desde a alta Liderança a todo o corpo operacional para entender a a regulação a perspectiva de desenvolvimento da regulação e agir adequadamente para se adequar eh e e eu acho que tambémm vem para fora é bem importante acompanhar junto com o poder público legislativo com executivo como é que a gente vai caminhar na na na Perspectiva da da regulação acho que a regulação que não passa pelo setor regulado não é uma boa regulação agora setor regulado tem que Se engajar para participar né então a gente pô estamos aqui né numa prova
viva aqui do do engajamento do setor privado isso é fundamental a gente tem que acompanhar essas agendas tem que apoiar o poder público na construção de regulações que façam sentido pro Brasil pro contexto local Então acho que é um é um é um ponto de e e recomendação e oportunidade pras companhias também legal no até no sentido da legitimidade dessa interação né e de desse processo De tornar parte da regulação um processo que muitas vezes começa voluntário como você comentou né E com isso o mercado Avança como um todo e você acaba trazendo um aspecto
de e manter a competitividade né porque às vezes a gente fala muito né a gente que é de consultoria fala muito sobre como vale a pena investir em esg e tem várias pesquisas que mostram isso né A gestão das externalidades se paga no longo prazo mas ela se paga no longo prazo em Alguns casos ela vai me gerar ali um um um custo no curto prazo e eu posso se não tiver regulação caminhando junto perder competitividade eh e eu posso ter dificuldades por exemplo de engajar a minha cadeia de valor ao longo desse caminho né
cara então eu queria te ouvir inclusive sobre isso assim né E esses Desafios que vocês enfrentam Provavelmente na implementação de uma estratégia eh de uma estratégia climática né Que Tem compromissos Ambiciosos mas que que não depende só de vocês Depende de toda uma cadeia que precisa em alguma medida ser convencida a participar dessa jornada junto com vocês como é que vocês trabalham esse desafio de trazer vamos dizer o longo prazo pro tempo presente no momento em que a regulação ainda não obriga esse processo em alguns casos né como é que é esse encontrar esse ponto
de equilíbrio aí junto aos parceiros de negócios de vocês Oi alô pronto perfeito assim no Fim quando a gente olha a mensuração do impacto que a gente tem na sociedade O maior deles mais de 80% é a nossa cadeia não é o impacto de uma geração interna ou comprada eh Guarda esse número mais ou menos Big Number assim na cabeça nos últimos 20 anos comentei que a gente reduziu 50% consumo de água mas também de energia mais ou menos isso também de redução de emissões 50% Então dentro de casa a gente já Tinha feito muito
trabalho existia pouca oportunidade de reduzir ainda mais então A Grande Virada de Chave É realmente olhar a cadeia porque se você olha a cadeia você consegue né ter um impacto muito maior acho que a ind é um exemplo vivo aqui nesse painel como um grande parceiro nosso de negócio e aí queria compartilhar que há um ano e meio a gente fez um compromisso a gente teve a ideia de reunir toda a cadeia os fornecedores um bato orgulho hoje de já Mais de 200 fornecedores assinaram esse compromisso com a transição energética com a redução das emissões
de carbono e com isso a gente consegue tacar realmente a maior parte do problema desses 80% que eu falei que é que é cadeia basicamente se concentra em quatro áreas na B que são a parte de logística a parte de refrigeração que eu comentei embalagens e a parte agrícola então no fim é Nossa responsabilidade também tá perto da cadeia para ajudar a Compartilhar informação tá junto traçar junto os compromissos as metas também dos fornecedores para fazer a diferença e aí também eu acho que tem uma uma ajuda da ciência nessa linha da regulação que é
a sbti não sei quem conhece aqui né mas Science based targets initiatives que é basicamente a gente ter baseado na ciência os compromissos então também eh tivemos aí um avanço depois de muito tempo a gente teve as nossas metas aprovadas é um Processo super complexo então ficamos também orgulhosos com isso que a gente teve as nossas metas de curto prazo aprovadas pelo sbti e agora estamos trabalhando firme para entregar e sem a cadeia é impossível então eh queria que reforçasse a importância de qualquer indústria que quer se engajar nesse tema realmente fazer um esforço de
olhar o Esopo trê fazer uma análise completa mas mais do que só cobrar né dar as mãos ajudar capacitar dividir conhecimento e Aprender também junto com tudo que tá sendo feito pelos parceiros muito bom a gente Flávia eh vem falando muito né no contexto da transição sobre a transição Justa e inclusiva né do ponto de vista eh tanto da eh de um processo de mitigação que considera as necessidades de populações vulneráveis quanto do ponto de vista inclusive da resiliência e da adaptação né Eh queria ouvir de você no contexto Aí da and como que vocês
integram a lógica de responsabilidade social Nos programas de transição energética ou seja né como é que é possível ou se é possível essa conciliação entre eh desenvolvimento sustentável desenvolvimento eh social com uma transição energética que vocês acabam entregando como solução pros clientes né Obrigada Dan Tom V sim e essa pergunta é ótima porque eu acho que ela tem duas Vertentes nós como geradores de energia agora transmissores de energia Já tem alguns anos que a Eng tem investido bastante no setor de transmissão nós temos aí Alguns estudos que indicam que pro Brasil atingir a neutralidade climática
até 50 precisa duplicar o sistema de de transmissão de energia a gente tem visto que tá acontecendo o o o o cenário de corte de geração no nordeste eh tem muita coisa que a gente precisa Fazer e a gente faz na parte de responsabilidade social o estrito senso né responsabilidade social corporativa que já envolve como a Carla falou todos os padrões de reporte sobretudo uma empresa de origem europeia né Não só a gente tem que cumprir o ifrs mas a gente tem que cumprir o csrd tem que cumprir milhões de compromissos para além do licenciamento
e o regulatório do Brasil acho que o regulatório do Brasil nos dá muita robustez nos dá muita Tranquilidade eh de evidenciar que a gente tá fazendo a coisa certa transmitir segurança Mas por outro lado como uma empresa de geração como empresa do setor de energia setor elétrico no caso mas setor da energia também né como transportadora de gás você imaginar que 26% das famílias brasileiras ainda usam lenha para cocção Então a gente tem uma responsabilidade muito grande nisso é claro que a gente o nosso papel é é Impulsionar o regulatório né e no Brasil esse
regulatório ele vem assim tentar recuperar o que tá acontecendo hoje né no no no setor elétrico setor energético a gente tem muita coisa para corrigir tá primeira coisa a gente tem que precisar se livrar dos subsídios que ainda incidem no Brasil e que tornam como é que pode um país com a abundância de recursos que o Brasil tem né sendo quase 90% eh renovável a gente ainda tem um custo a energia não ser não só ser Acessível mas não ser aord não ser curável pela maior parte dasas então a gente tem eh falado muito sobre
isso eh procurado eh debater nos altos níveis de tomada de decisão como é que a gente pode contribuir para que eu acho que a nossa principal responsabilidade social corporativa é fazer que faça sentido né A gente todo esse potencial se transforme em energia acessível e affordable na casa dos brasileiros Isso é uma responsabilidade muito grande do Setor eh ponto de vista né de de diálogo onde a gente tá presente a Eng tá presente em 250 municípios brasileiros nós estamos em seis dos seis biomas brasileiros nós impactamos comunidades impactamos pessoas impactamos economias né só giral por
exemplo são 100 milhões por ano que paga de sefur né contribuição pelo uso de recursos hídricos e a gente já começa a identificar não só giral mas por ex Santo Antônio são as duas grandes hidroelétricas ali no Rio brandea a gente já consegue identificar a transformação em investimento em educação e segurança né no no estado que se beneficia com relação a isso então acompanhar de forma eh muito presente muito cooperativa com os governos eh como que como que todo esse investimento tá efetivamente eh repercutindo em progresso social então a gente faz esses estudos e assim
são milhares de projetos De responsabilidade social a gente trabalha muito com não só com incentivo mas com recursos privados sempre olhando né populações em vulnerabilidade temos alguns projetos né de educação que gera educação agora mesmo eh a gente tem um projeto que tem sido super premiado até conversamos recentemente com o ministério de Minas e energia que é a doação de biodigestores para escolas públicas não é só a doação do biodigestor mas é toda a educação que Vem no entorno do uso desse digestor você chegar numa escola agrícola uma criança de um ensino fundamental e a
gente faz os workshops e a pergunta que que você acha que esse eh eh biodigestor vai trazer de benefício ah nossos pais vão usar muito menos defensivo químico você imaginar uma criança de Ensino Fundamental entender que um biodigestor que gera biofertilizante que gera então tem todo um movimento de transformação de educação Então temos também um Hub de Conteúdo que é o Além da energia com.br onde a gente traz eh conhecimento acessível e qualificado sobre transição energética hoje a gente já tem mais de 4 milhões de usuários únicos que consultam que cop por exemplo você coloca
lá cop cop 29 cop 28 transição energética é a primeira primeira fonte de informação que você vai ter então nós temos aí algumas linhas de atuação para efetivamente fazer com que a compreensão né assim transformar a relação das Pessoas com a energia chegue eh nas casas chegue nas escolas chegue nas comunidades eh que a gente impacta que a gente busca eh transformar aprendendo também com elas eh a nossa relação e e ser cada vez mais sustentável e cada vez compreendendo mais eh como a gente integra o nosso negócio com as pessoas que a gente impacta
legal obrigado Ant Na Flávia na resposta dela comentou um pouco sobre a questão do do do direito à energia né do Acesso ao recurso eh de forma limpa acessível né e com custo adequado a gente quando fala de transição energética eh fala de resiliência e no evento desse ano em especial a gente tem falado muito sobre financiamento da transição sobre financiamento dos investimentos para adaptação né eh e aí eu queria te ouvir do ponto de vista regulatório né jurídico e olhando pro mercado brasileiro Onde é que estão os entraves os os obstáculos que precisam Ser
vencidos pra gente destravar o volume de recursos que sabemos que é gigantesco necessário para acelerar o processo no nível né que a gente precisa tanto para de um lado combater as mudanças do clima e por outro adaptar as nossas infraestruturas para resistir aos eventos que já estão contratados aí dado o histórico de de emissões eh que já se registrou Onde é que estão as os aspectos jurídicos que a gente precisaria prestar mais atenção E focar Para desembaraçar Oi eu acho que esse é o é o é o ponto fundamental assim Danilo eu acho que primeiro
assim olhando macro né Falando de gargalos eu acho que são vários né Acho que alguns foram foram citados aqui Flávia colocou bem desde subsídio eh determinadas políticas enfim que talvez não estejam na direção do do incentivo correto infraestrutura em geral acho que assim tem tem uma série De de gargalos que a gente encontra ainda no Brasil para para tração eh desse investimento eu acho que a gente tem um um aspecto positivo que gera um efeito negativo que é abundan inclusive de recursos né Eu acho que a gente tem muito risco de cair na armadilha de
falar não olha Vamos a gente vai virar o Hub natural para hidrogênio a gente vai virar o o o player eh decisivo para determinado Setor O que é muito verdade do ponto de Vista da oferta de recurso mas que se a gente não fizer o trabalho interno que a gente precisa fazer eh para destravar esses investimentos a gente simplesmente não vai conseguir isso eu acho que não dá para esquecer que a gente vive num mundo absolutamente globalizado e tem outros players aí correndo e avançando com as suas agendas né então a gente sei lá de
repente eh anos atrás não imaginaria os Estados Unidos virando um grande Player eh de renováveis de etc e Tal de repente vem lá Ira etc e investimentos trilionários e você vê a agenda destravando rapidamente né então assim eu acho que a gente tem que tomar muito cuidado para não não ficar preso eh eh nessa armadilha acho que isso é um é um é um é um primeiro passo né a gente eh ficar ficar atento a isso Eh agora eh tem diversas coisas então que a gente precisa fazer né Eu acho que eh das várias delas
eu costumo dizer que a gente precisa focar no básico Eu acho que tem um básico que E aí puxando sardinha aqui meu lado jurídico eu acho que criar regulação adequada é o mínimo que a gente tem que gerar segurança jurídica investimento não dá não dá para Pretender atrair capital um determinado setor estratégico eu não consigo dizer investidor quem vai regular aquela atividade por exemplo ven dizer vestir hidrogo AG ar essa atividade não dá você não Consegue trabalhar num cenário como esse você chegar pra indústria e falar olha você vai ter um preço de Carbon no
Brasil mas a gente ainda não sabe como não sabe quem vai regular eh não sabe quanto vai custar E é difícil então acho que assim e eu tô falando assim dos temas mais novos né então o Brasil tem um um baita potencial na bioenergia aí estamos falando aí de biogás de biometano etc e tal saindo na frente da regulação né agora que a gente vai Correr atrás para tentar e sai agora ali né combustíveis de futuro importante passo assim e a gente vai vai correr atrás para isso mas eu tô falando dos temas mais novos
Mas se a gente for olhar pro básico a gente até hoje discute lei de licenciamento ental tem que ter não tem que ter etc a gente tá 20 e Poucos Anos nessa área 20 Poucos Anos discutindo isso então assim a gente Brasil precisa virar a página em alguns aspectos tô nem falando reforma Tributária e temas trabalhistas etc Então acho que assim endereçar regulação nos pilares centrais é o mínimo acho que é o mínimo que a gente enquanto país tem que fazer e pra gente fazer isso a gente tem que começar a tratar isso como política
de estado né a gente tem que realmente tem um um foco estratégico como país nos setores em que a gente tem efetivamente aquele potencial que tem que sair da armadilha E virar realidade e como política de estado desenvolver a regulação adequada para dar o mínimo de segurança jurídica necessária pro investidor acho que a tá estamos trabalhando agora nisso né tem as coisas saindo eh saiu ali do hidrogênio a gente já começa a dizer o que que é hidrogênio no Brasil eh saiu ali do dos combustíveis eh do Futuro estamos hoje aí na expectativa né Será
que sai ou não sai eh a lei da precificação de carbono no Brasil é Importante você vai falar poxa Antônio mas é importante no Brasil missão do Brasil tá ali conversão do uso solo não é tanto a indústria etc é mas a gente tem visto também que o cenário é crítico eh e tem Vista dificuldade todo mundo deve est aí nos corredores ouvindo tá eh os comentários né ser muito difícil atingir ndc se você olhar pro mapa global hoje ninguém atinge ndc né a perspectiva é muito complexa do ponto de vista do mundo chegar lá
nos objetivos De Paris Então por outro lado embora a indústria não seja o maior emissor do Brasil também deixar de fora não faz tanto sentido e a gente precisa justamente apoiar dar o direcionamento pra transição energética que a gente tá falando aqui e tentar extrair o melhor disso por exemplo a gente tá discutindo criar um mercado regulado de Carbon no Brasil com a possibilidade de uso de crédito carbono offset eh para cumprimento parcial das metas com isso a Gente gera também o estímulo para pro setor de e por exemplo soluções baseadas na natureza eventualmente sendo
financiado eh por essa transição energética da indústria Então acho que assim ter regulação indicar o caminho é fundamental E aí obviamente eu acho que do ponto de vista eh mais jurídico também eu acho que apoiar eh formas inov de financiamento também é fundamental então por exemplo a gente tem acompanhado mais recentemente E a a estrutura de financiamento via por exemplo refinanciamento do fundo clima o papel do BNDS e captação por bancos multilaterais emissão de títulos título soberano brasileiro então assim tem uma série de veículos que a gente pode pensar de maneira inovadora para tentar atrair
capital e mas de novo isso tudo desde que a gente consiga colocar isso isso eh sobre bases eh eh de segurança jurídica mínima ninguém vai fazer investimento se não tiver a perspectiva Eh de segurança jurídica então ecoinvest uma outra iniciativa né Vamos tentar tirar o risco cambial então tem uma série de de iniciativas que acho que Salutares que estão sendo desenvolvidas Mas isso não pode ser marola né a gente tem que de fato incorporar as melhores políticas como estratégia nacional e criar um plano de longo prazo para trazer a a a a segur que a
gente precisa deslanchar com esses investimentos acho que passa um pouco são muitos desafios Mas eu acho que se a gente olhar pro básico que é definir a regulação ter normas Claras perenes estabilidade contratual etc acho que a gente consegue avançar mais rápido legal obrigado Claro eu ia te chamar mesmo Flávio para inverter um pouco a ordem dessa terceira rodada Então você faz seu comentário depois me responde na mesma linha de desafios Onde é que estão os principais desafios as barreiras que vocês identificam entar práticas de energia Verde nas operações industriais é exatamente Na Linha Do
que eu do que ele falava e para mim um gargalo importante que a gente precisa endereçar é o fortalecimento dos órgãos ambientais não adianta a gente falar de potencial se a gente não tem capacidade de licenciamento olha o que aconteceu com Ibama né um órgão super de referência referência internacional que aconteceu esse ano com Ibama o pleito doss Servidores eu não deixo de insistir e bater nesse ponto porque é o órgão ambiental forte traz cada vez mais segurança jurídica de investimento no Brasil eu posso falar com toda propriedade cada vez que eu sou chamada a
explicar paraa nossa sede na França sobre explica que que é a biodiversidade dig giral que que é isso que tá acontecendo com as Araucárias na linha de transmissão de gral azul e quando a gente retorna e fala tudo que a gente Fez com relação esses temas sustentabilidade a segurança e as e a confiança que eles têm é é inequívoca e é muito Evidente por quê Porque temos órgão ambiental forte quem gosta de órgão ambiental enfraquecido e eu falo isso sempre é quem trabalha com ilegalidade então capacitação trazer os servidores dos órgãos ambientais pro nível de
qualificação de capacitação que o setor demanda que o setor exige então Eh cada vez mais a gente tem visto não Só os órgãos federais os órgãos estaduais pleiteando investimento eu acho que a CNI eu acho que a gente como setor privado tem obrigação de pensar em Como melhorar as condições dos analistas dos órgãos de licenciamento para que a gente possa eh realmente realizar essa grande potencial que é o Brasil e outra coisa capacitação de toda ordem né Tem um artigo muito bom da Suzana C que é a diretora da cop UFRJ que ela fala a
mão De obra que nos falta a gente vê uma corrida né de de um um um turnover nas empresas sobretudo no setor elétrico a gente vê um sai daqui vai para lá sai daqui vai para lá sai daqui vai para lá e a gente não tem visto a formação de profissionais e a capacitação na velocidade a gente faz isso como setor privado então a gente chega para montar uma usina num numa cidade a gente dá curso de eletrotécnica a gente dá curso A gente que fornece a capacitação hoje a gente vê pessoas tem usinas nossas
que são 80% de mão-deobra local nós temos usin que são 100% de mão-deobra local mulheres operadoras de usina coisa que a gente nem imaginava ter operadoras de grandes usinas hidroelétricas então é algo que nos orgulha muito né de você perceber uma mulher da comunidade que você treina E aí capacita aí a mulher vai começa como uma assistente administrativa e ela vai gestor dela Fala você vai ser operadora você vai fazer um treinamento de operadora ela falou nunca vou ser operador você vai sim Você vai trabalhar meia hora aqui como assistente administrativa meio-dia e meio turno
você vai acompanhar a operação a mulher no primeiro no primeiro treinamento que ela fez no primeiro simulado que ela fez ela tirou a maior nota de todos os operadores de usina do Brasil da Eng sem imaginar no segundo que ela fez para valer ela virou Operadora ela tirou a melhor nota então capacitação conhecimento qualificado investir nas universidades sem imaginar que 75% dos compromissos de descarbonização que a gente tem se base globais se baseiam em tecnologia que ainda não existe que ainda não é viável economicamente então que futuro a gente vai ter se a gente não
investir na educação desde agora muito seriamente na capacitação no conhecimento qualificado da nossa mão deobra dos nossos jovens Que estão aí ávidos por informação boa né então eu acho que esse é um dos nossos principais prioridades fortalecimento dos órgãos ambientais e e capacitação de mão deobra voltada para esses empregos verdes que a gente tanto tem esperado acontecer que tá no campo das oportunidades que a transição pode trazer né de de de melhorias do ponto de vista de desenvolvimento socioeconômico ca nas duas respostas anteriores que eu perguntei ali sobre desafios a gente Ouviu muito Antônio Flávia
falando aí sobre questões que não dizem respeito apenas uma organização individualmente né são problemas tão grandes que mesmo ambeve sozinha não daria conta de resolver Possivelmente precisaria ali se envolver com outros stakeholders trazer pro jogo né um envolvimento engajamento setorial e às vezes transversal em diferentes setores da economia você como líder da também da área de de relações corporativas queria te ouvir um pouco Sobre boas práticas casos e como que esse processo de engajamento de stakeholders de atuação conjunta pode ser efetivo do ponto de vista do setor do papel que o setor privado pode exercer
nesse fomento a políticas públicas que estão alinhadas com esse nosso objetivo comum aí de promover o desenvolvimento sustentável perfeito Dan queria só fazer uma consideração da resposta da Flávia eu respondo à sua e eu achei muito boa Flávia porque você tocou num tema que é a intersecção entre o social e o ambiental no fim ainda pouco falado né ano passado eu acho que a gente começou como cop a falar mais sobre esse tema Mas eu ainda vejo foco muito grande no meio ambiente a gente fala de transição energética mas a gente esquece que no fim
assim cadê essa mão deobra que vai estar treinada Será que essa transição energética vai só gerar mais desigualdade social porque No fim quem Consegue trabalhar e quem consegue capturar essas oportunidades são as pessoas que já têm acesso a isso então gostei muito dessa atuação que vocês têm eh talvez até saia aqui uma sinergia a gente tem falado muito de inclusão produtiva lá naev Temos compromisso de incluir 5 milhões de brasileiros até 2032 compromisso aí de uma década e acho que essa inclusão produtiva ela tem que ser também tendo em vista essa integração do social com
ambiental pra Gente gerar essa capacitação gerar esse conhecimento então Então tem um trabalho gigantesco por exemplo para falar com fazer com a cadeia de catadores né Falando de reciclagem tem um trabalho gigantesco para falar para fazer em eventos falando aqui no nosso ecossistema né vendedores ambulantes eh por exemplo Então acho que é uma é uma boa sinergia que a gente encontra né para fazer junto e que nenhuma empresa consegue fazer sozinha mesmo falando Agora da parte de governança que foi sua pergunta mais de relações corporativas e governança eu vejo muito esse papel estratégico no final
tem empresa que se organiza como área de sustentabilidade dentro da área institucional tem empresa que é separado depende assim com esse diferentes estruturas a nev a gente tem os dois a gente tem a área de Meio Ambiente técnica que olha muito dentro dos muros também a parte de eficiência por exemplo e tem a parte de relações Corporativas que é a minha que olha mais de forma estratégica Então vou dar alguns exemplos de como é que a gente consegue contribuir um deles assim as empresas são movidas por metas né Por objetiv aos concretos metas não pode
ser diferente em relação à sustentabilidade então lá na bev já é assim há há 4 anos todos os executivos 100% dos nossos eh diretores executivos eu incluída mas nosso Presidente também tem meta relacionado à sustentabilidade Isso é Desdobrado para todo o time então no fim falando de uma empresa que tem mais de 30.000 funcionários diretos né você pensar que isso é desdobrado tem um impacto um potencial gigantesco eu citei o compromisso com os forn edores também é uma forma pensando em clientes né eu atendo hoje mais de 1 milhão de pontos de venda bares restaurantes
no Brasil uma das maiores capilaridad que a gente tem da da ponta de chegar no no consumidor também tem que dar as mãos Então de energia renovável a gente oferece tem uma Startup que chama Lemon conheço aqui quem não conhece para ir atrás também se informar a gente oferece pro ponto de venda a chance de de eles usarem energia fotovoltaica a gente viabiliza isso para eles fazerem uma seu energética e eles têm uma economia de mais ou menos 20% de todos os custos paraa geração a conta de energia é o maior gasto que um bar
e um restaurante tem por exemplo então é um é é um Impacto gigantesco que a gente viabiliza pra cadeia então eu vejo esse papel mais estratégico que a gente tem que olhar além do todo mundo fala né não dá fazer sozinho tem que fazer em parceria Mas no fim pras empresas É sempre difícil você abrir mão porque você ir junto você leva mais tempo mas tem que ter esse olhar tem que ser coletivo tem que encontrar sinergias Quem sabe aqui já saiu uma hoje nesse painel de inclusão produtiva pra gente fazer a diferença em escala
Acho que é isso que que mais nos move assim fazer a diferença em escala com critérios com meta com objetivo pra gente fazer a diferença perfeito é o buntu Né para ir longe vá junto né e eu acho que a gente tem uns pelas minhas contas aqui uns 10 15 minutos Então queria deixar aqui pras considerações finais de vocês uma rodada para a gente amarrar jogando assim talvez uma pergunta aberta aqui para vocês sobre eh os próximos passos que a Gente tem aí adiante como eh nesse processo de transição energética na indústria e aí eu
vou pedir pra gente começar alar Flávia pra Carla nessa na ordem aqui da mesa pra gente não se perder fiquem à vontade e Danila assim eu acho que a gente tá avançando cada vez mais no conceito de precificação e precificação como um todo há pouco tempo euv o vice-presidente da Eletrobras falando de precificação de Dos ativos Presidente jurídico era um painel sobre litig climática e todos os riscos que envolvem hoje o setor elétrico setor energético e como é que você consegue nós somos um setor extremamente regulado falar em regulado registrar aqui a presença do Deputado
Arnaldo Jardim que tem feito um trabalho Fantástico de diálogo e que repercute cada vez melhor como o nós temos aí um um um governo né e um e um legislativo atento às demandas de todos Os setores envolvidos nesse processo então parabenizá-lo pelo trabalho e agradecer eh e o caminho eu acredito que vai ser cada vez mais através da precificação né Eh há pouco tempo 2015 a gente falava de 100 bilhões de investimentos anuais para para mitigação a gente já tá transitando da janela de mitigação passando direto pela adaptação indo pra remediação porque 100 bilhões foi
o que aconteceu no Rio Grande do Sul esse ano 100 B foi a última vez que eu Vi um cálculo e mais um país que não tem uma cultura de securitização parece que apenas 6% dos prejuízos dos dos danos que foram verificados no Rio Grande do Sul estavam segurados Quando você vê outros países por exemplo nos Estados Unidos que talvez tenha uma cultura mais né Califórnia os incêndios da Califórnia tem mais de 100 anos que eles enfrentam esse problema Flórida a questão dos dos furacões você tem um um Um percentual de 30 40% das da
dessas ocorrências que estão resguardadas por algum tipo de seguro hoje a gente já vê um conflito entre seguradoras e resseguradoras né então você tem você paga o o o valor mas na hora da da da da remediação né Na hora do reembolso você vai discutir se você tava pra gente que é do setor de infraestrutura e concessionários é muito sério endereçar essa questão você imaginar né que a gente tem uma giral quarta maior Hidroelétrica do Brasil em sociedade com a Eletrobras e amitsu Mas nós somos eh sócios com uma grande um um um uma grande
participação e outras usinas né no no sul um um excesso de água no norte então não só o risco físico mas também o risco de geração e os riscos da transição veja bem hoje a gente já vê uma uma uma indústria automobilística sentindo os efeitos dos riscos da transição né Eh isso tudo precisa começar a ser melhor precificado o Último evento da lá em São Paulo pré cop não tinha uma mesa que não tinha alguém de seguros participando na última na última reunião de dav de 12 instituições financeiras 10 eram seguradoras lá participando então a
gente sempre perguntou né quem é que vai pagar conta quem é que não vai pagar Acho que cada vez mais a gente tá vendo que quem vai pagar conta tá num rebuliço só e e quem é concessionário a gente tá vendo o que tá acontecendo em São Paulo quem vai Pagar a as concessionárias vão ter que cada vez mais fortalecer as infraestruturas pensar em adaptação e a gente precisa entender né num setor de de concessão quando você tem um custo extremamente elevado de adaptação preca ter mais resiliência nesses ativos a gente vai rever agora a
gente vai entrar num processo de novos leilões das hidroelétricas como é que vai ser as que operam como é que vai como é que vai ser esse regulatório da Renovação eh das Concessões das hidroelétricas vão ser concessionárias com responsabilidade né vão olhar pra questão da adaptação porque são investimentos vultosos que a gente precisa considerar Então a gente tem que organizar a casa então assim agradecer há pouco tempo teve no Brasil a Prêmio Nobel da economia Ester D flor que ela falava a escola de Economia já de Paris já considera que para cada tonelada de Carbono
na atmosfera são 37 de custos sociais e humanos eu acho que é mais do que isso acho que esse é um número conservador então assim a gente vai começar a entender todo esse custo o custo da mitigação o custo da remediação a gente vai precisar organizar isso melhor e mais uma vez Agradecer o convite e agradecer a participação e essa troca aqui com os colegas e Carla Tomara que a gente Avance para mais um projeto junto agradecer a presença de todos obrigado e tudo isso num contexto pode aplaudir pessoal num contexto em que não basta
a frase feita do prevenir é melhor do que remediar né porque a gente já não preveniu a tempo então a gente já tem o custo da remediação e da prevenção e precisamos encontrar os recursos precificar os processos para conseguir viabilizar isso Antônio suas Considerações finais por favor [Música] alô não eu queria enfim eh seguir na linha aqui do que Flávia colocou de maneira perfeita eu concordo com absolutamente tudo é o custo de não fazer nada né Qual é esse custo né a gente não conhece exatamente ainda eu acho que a gente tem que avançar cada
dia para entender esse custo só quando esse custo estiver muito claro que eu acho que as motivações vão estar também Igualmente na na na na prioridade né Eu acho que falou aqui do seguro não tem dúvida né do Papel central da indústria eh aqui nesse tema acho que do meu lado você já já colocou muito bem eu acho que assim só voltar naquele ponto né da gente fazer o mínimo necessário acho que a regulação a gente precisa avançar aproveitar também aqui Deputado Eu acho que o congresso tem que continuar liderando essa esse essa temática junto
com o setor produtivo né nesse diálogo Acho que parabenizar o diálogo que tem tem tem ocorrido eu acho que a gente precisa continuar eh avançando nessa agenda para enfim eh tornar o Brasil cada vez mais atrativo e seguro para esses investimentos eu acho que do ponto de vista privado também louvar aqui os os esforços eh Voluntários de de de companhias comev eu acho que a gente tem que continuar avançando também nessa discussão interna eh preparar a Governança das companhias para que a gente consiga tomar as decisões corretas se você não tiver uma governança muito bem
colocada muita capacitação como a Flávia falou né Eu acho que tá todo mundo entendendo a seria iedade da questão você não precisa tomar as decisões porque você quer fazer pelo próximo tem que tomar decisão porque ela é boa pro negócio também né acho que assim é é muito Óbvio isso né então acho que entender ter o grau de maturidade do Conhecimento científico inclusive do tema é essencial hoje para qualquer liderança n seja do setor público do setor privado terceiro setor o que for mas nas companhias em especial acho que isso é fundamental e a gente
definir a governança que vai permitir que essa informação chegue que as decisões decisões sejam tomadas da forma cor reta é é fundamental Então a gente tem que continuar avançando nessa agenda de capacitação e acho que a regulação eh tá Dada vai vir cada vez mais transparência como eu disse a gente vai continuar avançando eh a realidade de cada companhia vai est cada vez mais aberta para todos paraa comparação pro questionamento então fundamental que as companhias se preparem e e e trabalhem para essa para essa nova realidade eu acho que só assim a gente vai continuar
eh avançando aí pros pros objetivos comuns é Um Desafio enorme é m desafio da humanidade não tem menor dúvida eh se A gente não trabalhar junto não vamos chegar nem perto de de resolver esses problemas né obrigado Carla Deixa eu ver sei ah agora foi eh de eu encerro falando que puxando o propósito né o propósito da AMBEV é construir um futuro com mais razões para brindar né E que que é mais razões para brindar é no fim prosperidade a gente conseguir garantir um futuro melhor Paraas pessoas diferente de uma indústria de infraestrutura como a
end a gente tem uma indústria de bens de consumo né e qual que é o nosso poder né além da estrutura no Brasil a gente fala com consumidor Então acho que tem uma parte muito grande em relação a não só falar no sentido de conscientizar mas de assumir essa responsabilidade de oferecer soluções oferecer produtos inclusive que estejam mais conectados para que o consumidor possa tomar sua Escolha Então vou citar alguns aproveitar e fazer a propaganda aqui mas o guarin Antártico por exemplo que foi o primeiro refrigerante em Pet 100% reciclado porque reciclavel todo oção né
mas 100% reciclado Isso aí foi há mais de 10 anos atrás hoje a gente já tem 100% reciclado a cadeia do Guaraná é uma cadeia de manejo sustentável no meio da Amazônia em maues né então servir como um exemplo em relação a isso quando eu penso em cerveja né então também a Corona agora lançou a primeira long neck retornável para você conseguir viabilizar uma cadeia retornável do long da long neck é algo super complexo e que demanda a participação do Consumidor Então se o consumidor não quer guardar a garrafa em casa para depois devolver será
que eu consigo pegar o Zé delivery por exemplo que é a nossa plataforma DC que converse com o consumidor quando ele for entregar a cerveja ele pega a cerveja então a gente já tá fazendo isso Por exemplo testando e agora aumentando replicando Ah para poder oferecer uma solução prática pro consumidor de retirar a cerveja em casa né então quando eu falo por exemplo né outras massas a Bud a Brama tudo já com 100% de energia renovável Então acho que esse é o nosso papel dado que a gente fala com o consumidor mais do que ficar
fazendo campanha é oferecer soluções práticas para poderem buscar e isso tá alinhado com o Nosso propósito de construir o Futuro com mais razões para brindar e e aqui eu fecho também com compromisso de uma grande empresa brasileira a gente tá completando esse ano 25 anos de Ambev Mas é uma empresa que reúne marcas que brindam no Brasil a mais de 170 então a gente quer est aqui pelos próximos 170 anos e a única forma de fazer isso é de forma sustentável e comprometida com o futuro muito obrigada obrigado pessoal vou encerrar quero agradecer muito uma
honra um prazer aqui Mediar essa conversa com vocês e também muito fácil porque vocês foram me dando Ganchos aí pras falas e acho que essa rodada final nos traz um um ponto importante né que a gente lógico tem desafios tem eh como a gente perguntou aqui numa rodada eh dificuldades a serem superadas mas a gente também tem muito ativo para ser valorizado né a gente tem muita história boa para contar para mostrar para valorizar para eh apontar caminhos aí de soluções pro mundo e Estamos aqui né numa numa jornada Ah para Belém então que a
gente chegue lá cheio de energia para mostrar a tudo que a gente vem fazendo aí dentro das nossas empresas valorizar né o trabalho da indústria brasileira e e ocupar essa posição de de protagonismo que eu acho que a gente que o mundo espera de nós e a gente tem as condições de de exercer Obrigado pelo convite Parabéns aqui CNI pela por essa casa tão tão linda que que a gente tá Ocupando aqui hoje e obrigado mesmo foi um prazer até a próxima obrigado Danilo Obrigado a todos pela participação damos por encerrado o nosso segundo dia
de programação no stand C Ibra na C 29 retornamos nossa programação amanhã às 10 horas com o painel da vale o papel da indústria na transição Verde avanços em hidrogênio Verde uma boa tarde a todos e até amanhã