Primeira sessão bem cumprida, levantamento de necessidades identificados, planejamento de tratamento estabelecido, né? acordo fechado pro tratamento completo. Segunda sessão bem sucedida, todos os acordos que vão garantir um tratamento responsável, seguro e rápido pro seu cliente, assim como uma intervenção na dor principal que trouxe o seu cliente até aqui.
É o que acontece geralmente na segunda sessão. Mirela, e as demais sessões, como é que elas vão funcionar? A penúltima sessão, ela tem um objetivo que é alinhar o seu cliente paraa última sessão.
A última sessão é um fechamento e nós vamos falar sobre essas duas sessões posteriormente, mas no meio da segunda sessão para essas sessões tem o tratamento, a continuidade do tratamento. Isso significa que na maioria das sessões você tem algumas práticas que precisam ser cumpridas. E eu vou conversar com você nessa aula sobre essas práticas.
O que que a gente precisa fazer durante essas sessões? Combinado? Preparado?
Porque essa aula ela é essencial para você compreender como você vai ajudar o seu cliente a chegar. no resultado que ele precisa. Toda sessão tem introdução, desenvolvimento e conclusão.
A introdução tem que ser muito rápida, uma quebra de gelo ali pra gente já entrar no processo de desenvolvimento. E nessas sessões, eu quero dizer para você o quanto o desenvolvimento é importante. Vamos lá.
O que que você vai fazer? Às vezes o cliente chega quando ele tá no início com uma necessidade clara, específica, às vezes ansioso, às vezes não, né? Ou às vezes esse cliente já aliviou, já acalmou e nem sabe porque ele tá ali.
Em todas essas situações, você vai ter que ajudar o cliente a centrar em um ponto. E essa escolha de qual ponto você vai focar? Ela é feita pelo que o seu cliente diz?
Não. Ela é feita pelo que a linguagem do corpo do cliente revela. Então, às vezes o cliente chega no consultório e diz assim: "Nossa, Mirela, hoje eu preciso falar com você urgente sobre o que eu tô passando lá no meu trabalho: "Nossa, eu tive um problema com meu chefe terrível, eu quero que você me ajude.
" Aí a pessoa fala assim, você não identifica na linguagem corporal dela nada de sentimento, de emoções, de agito, nada. Mas ela fala assim: "Não, mas antes deixa eu só te contar, eu tô tão chateada, você não vai acreditar que que aconteceu ontem meu cachorrinho começou a passar mal, tive que levar ele pro veterinário. Eu tô arrasada.
Nossa, eu tô muito chateada. " E aí quando você olha paraa cliente, você vê que ela entrou no trânsito da dor, que tem uma dor profunda que foi acionada ali. E aí é muito importante você pontuar pro seu cliente.
Olha, você trouxe que tem uma necessidade significativa de conversar comigo sobre o que tá acontecendo no seu trabalho, mas observa o seu corpo, observe como é que você tá se sentindo agora. Talvez o que aconteceu com seu cachorrinho esteja te afetando além do que você imagina. E é muito comum, isso é bem interessante, que o tema trazido pelo cliente seja consequência do tema que ele não deu como principal.
Às vezes acontece assim, o problema com o cachorrinho foi na terça, ela tava mal, ela não percebeu, algum gatilho foi acionado nessa pessoa no momento do cachorrinho, medo do cachorro morrer, né, ou impotência diante de uma situação que não se tem controle, gatilhos. E às vezes, por não ter reconhecido isso e resolvido, o que acontece com essa pessoa? ela acaba com certeza, né?
Isso é muito comum acontecer, indo pro trabalho e projetando essa situação no contexto ou sendo reativa diante de uma situação que ela poderia ter administrado bem. Você precisa ter confiança na sua percepção, compartilhar com o seu cliente e decidir junto com ele, dependendo do nível de maturidade dele, do que ele tá vivendo, qual é o próximo passo daquela sessão. Mas nessas sessões que são posteriores, tá?
as primeiras sessões e anterior à conclusão, todo profissional da ajuda vai ouvir o que o cliente traz, identificar a necessidade do cliente de maneira clara e definir o rumo daquela sessão. Essa sessão não pode ficar dispersa, você não pode falar com o seu cliente de tudo. Se você realmente tá aplicando o nosso método, você tem que ser preciso para ir na raiz do inconsciente.
Você vai sempre tratar o seu cliente no ponto essencial do inconsciente. E o inconsciente não se revela pelo que sai da boca. O inconsciente se revela por aquilo que sai da linguagem corporal do cliente, por aquilo que não foi dito, por um movimento invisível.
Identificou o ponto essencial. Então você começa a trabalhar, a desenvolver aquela questão que ficou clara com o cliente. Você precisa tornar a questão clara.
Você não pode pegar a primeira questão que o cliente traz, porque o cliente sempre vai te trazer a questão que ele tem consciência, mas muitas vezes ele não tem consciência da verdadeira questão. Ele tá se ocupando com sintoma, tá trazendo algo que não é o essencial. Isso às vezes coloca o seu cliente num ponto de distração e às vezes você é surpreendido porque você entra no ponto de distração dele.
Então você não pode fazer isso. Definiu o conteúdo de desenvolvimento naquela sessão. Então você tem alguns caminhos.
Um deles é conduzir a sessão só por meio da conversa, conversar, orientar e etc. Essa escolha de uma sessão aqui pra gente, ela é pouco comum, mas ela acontece. Mirela.
Por que que ela é pouco comum? Porque na maioria das vezes ela fica na superfície. Mas essa sessão ela é importante quando você já fez várias intervenções, o cliente já tomou consciência de muitas dores inconscientes e já começou a tratá-las.
E aí ele tá numa fase que ele precisa integrar, integrar tudo que ele aprendeu ao que ele tá vivendo e ordenar a vida dele. Essa sessão é uma sessão de integração e ela é extremamente útil. Ela precisa acontecer, tá?
O cliente vai integrar tudo que ele viveu, vai identificar as razões da desordem e vai colocar em ordem e para isso ele precisa da sua ajuda. Então essa sessão é uma sessão de conversa, tá? Mas também é muito comum e necessário as sessões de intervenção.
Nas sessões de intervenção, onde você vai realmente conduzir o cliente, ele vai acessar o inconsciente e o que tava invisível vem à luz. Você vai usar diversas técnicas. E eu vou repetir de novo.
Eu sei que você tá aqui por causa das técnicas, mas elas não são o ponto mais importante. Elas de fato não definem o que é mais relevante pro tratamento, tá? Nós vamos falar aqui de várias técnicas que você vai usar, mas você não pode ser, você não deve ser um profissional tecnicista.
acha que a técnica vai salvar o cliente. É igual um médico. Você chegou num médico, ele não entendeu nada do que você diz e pediu exames para identificar o que tá acontecendo com você, esse médico não é competente.
Ele não vai nem saber ler esse exame, muito mais prescrever um tratamento. Combinado? Você precisa claramente identificou o problema, trabalhar esse problema por meio das técnicas, mas você identifica antes.
E aí você vai escolhendo quais são as técnicas que você vai usar para intervir. E o que é intervir? Escolher uma técnica, começar a desenvolver o cliente com uma técnica.
Às vezes você tá usando uma técnica, você passa pra outra e passa pra outra e vai usar nas técnicas durante o o aquela sessão. O cliente toma consciência de algo que ele não sabia. você ajuda ele a tomar consciência mesmo, identificar o efeito daquilo na vida dele, mas principalmente começar a resolver os sentimentos e as emoções que estavam guardadas no inconsciente por algo que não foi resolvido.
OK? E ao final da sessão você feche a sessão com seu cliente, ajudando ele a identificar o que fazer nos próximos dias com o conteúdo que foi acessado, OK? A maioria das sessões, elas vão obedecer isso que eu expliquei agora.
Primeira sessão, você já sabe. Segunda sessão, acordos e intervenção. E as próximas sessões até chegar próximo ao fechamento, porque você vai precisar preparar o seu cliente para o fechamento.
Todas as sessões, elas vão se desenvolver mais ou menos dessa forma que eu te falei. Ou você vai est intervindo ou você vai est orientando. E as duas coisas são importantes.
Eu quero te fazer uma advertência aqui. O profissional imaturo, quem tá começando, só se sente competente se usar uma técnica. E aí ele só se sente competente se acessou vida entre uterina e descobriu que aquele lá é um gêmeio.
É, é assim, a maioria dos dos alunos eles se comportam assim: "Ah, eu sou competente porque agora eu consegui levar o cliente lá no gêno. " Mas se ele tem uma cliente que não suporta, ela não tem condições de ser submetida a aplicação de uma técnica e fica só na conversa, essa pessoa às vezes se sente incompetente. Eu não tô conseguindo fazer o que preciso.
Mas às vezes você conversa com essa cliente, eu sei disso porque a gente tem clínica, né? E eu converso muito com os clientes da clínica. Às vezes a profissional, ah, eu tô muito insatisfeita, Mela.
Eu eu sei que eu podia estar dando um resultado melhor. E aí quando você conversa com o cliente, o cliente fala assim: "Nossa, eu nunca vivi nada igual. A minha vida tá sendo completamente transformada".
Então, as sessões, elas não devem ser para você a sua confirmação da sua competência. Você não tem que ficar ali avaliando o seu resultado, nem muito menos acreditar que você só tem resultado se você eh usar técnicas de acesso ao inconsciente. Isso é imaturidade.
Às vezes você tem resultado simplesmente no silêncio, ouvindo o seu cliente, porque o que cura é a comunhão e não a técnica. Combinado? Um acordo agora estabelecido entre a gente.
A técnica não é mais importante do que a sua postura. A técnica, ela não traz mais resultado do que a sua própria cura. A técnica ela cai por terra se o seu coração está realmente alinhado ao coração do cliente.
Às vezes você não tem a técnica específica ou adequada. para aquele momento, mas no seu interior, do fundo do seu inconsciente, vai vir uma direção que vai levar o seu cliente a solução que ele precisa. Então, nesse intervalo, entre primeira e última sessão, a maioria das sessões a gente conduz dessa forma.
E claro, eu vou detalhar tudo isso nos próximos vídeos e eu tenho certeza que a partir daqui os seus resultados eles vão ser cada vez mais incríveis. E eu quero que você me conte, tô esperando aqui o seu depoimento de como é que tá sendo essa nova fase com mais clareza de como seus atendimentos devem acontecer. Tá bom?
Espero notícias suas. Deixa o comentário aqui para mim. Ah, eu lembrei de uma coisa importante.
Às vezes, durante a sessão surgem dois temas. Por exemplo, você começa a conduzir o cliente e ele percebe duas situações e fica evidente para você que elas não estão relacionadas, que são dois temas, dois conteúdos, duas necessidades misturadas. O profissional imaturo, iniciante, ele quer resolver tudo, né?
Mas se você trabalha um tema, se você desenvolve um tema com o cliente, quando eu falo tema, gente, é uma queixa, uma dor, uma dificuldade, a necessidade dele. Se você desenvolveu a necessidade dele, que realmente estava no inconsciente, isso vai precisar ser integrado na vida dele. Ou seja, toda a atenção dele precisa ir para essa questão.
Se você começa a tratar então com aquele cliente, a essa sessão conclui e ainda tem 20 minutos de sessão e você vai pra outra, o que que vai acontecer? O cliente não vai ter profundamente nem a primeira solução, nem a segunda, porque ele vai perder profundidade, tá? Então, quando você identifica dois temas, você vai conduzir o cliente, nós vamos falar mais a respeito disso na aplicação das técnicas para uma única questão, uma única necessidade, você vai trabalhar ela de forma completa.
Em outra sessão, essa questão que surgiu, seja ela uma queixo, uma imagem, alguma coisa que precisava ser resolvido, nós vamos tratar numa próxima sessão. E nessa sessão você vai garantir que o cliente vai conversar com o interior dele e fazer um acordo. Eu percebi que você tem duas questões, duas necessidades para serem resolvidas ou você me mostrou duas coisas diferentes.
No dia de hoje nós vamos resolver uma questão, mas na próxima semana, na próxima sessão, a gente pode trabalhar essa outra necessidade que apareceu. Por favor, diminua os sintomas até chegar nesse momento. Sabe por quê?
Se a gente identifica algo e esse algo não é trabalhado, o inconsciente intensifica os sintomas para você tomar providência. Mas quando a gente faz acordos inseguros com o inconsciente do cliente, a gente ajuda o cliente a fazer acordo seguros com seu próprio inconsciente. Então os sintomas eles podem ser diminuídos e com certeza nós vamos falar mais vezes sobre isso.
Então vamos pra próxima aula.