[Música] [Música] muito bem pessoal do humanas em Foco nossos queridos parceiros e amigos nesse nosso segundo encontro não é verdade nós vamos exatamente concluir o processo da baixa média da crise do feudalismo [Música] ok muito bem pessoal nós estamos analisando esse período né a baixa Idade Média tradicionalmente marcada do século X ao século XV tá bom pessoal e nós já sabemos que o grande Marco desse processo seriam as cruzadas não é aquelas expedições do cristãos europeus ocidentais no rumo de Jerusalém no rumo da Terra Santa né libertar o santo sepulcro dos infiéis Nós também já
Vimos que apesar de terem sido expedições de caráter religioso e militar as cruzadas acabaram desembocando não é no processo do renascimento comercial e urbano que é exatamente isso agora que a gente vai analisar nessa segunda parte ok minha gente olha só o renascimento comercial e urbano é óbvio né a gente precisa analisar o desenvolvimento das cidades medievais tá certo o que é que vai acontecer aí então você vai ter devido àquele processo do crescimento populacional a gente já analisou não é muitos servos sendo colocados em liberdade o senhor feudal vai chegar e vai dizer olha
minha gente não preciso de tanta gente aqui para mim no meu feudo E vocês estão livres esse servo vai olhar e vai dizer não faça isso não pelo amor de Deus o que é que eu vou fazer da minha vida senhor feudal diz não me interessa não preciso de vocês vocês estão livres é assim progressivamente que essa população arrancada do feudo né da dos compromissos feudais das obrigações feudais que a gente já sabe né cor velia táa banalidades mão morta né aquela coisa toda que os servos eram obrigados a cumprir essa população ela já tá
fora desse sistema fora desse esquema E aí Essas pessoas vão para onde elas vão para outro planeta não eles vão ali para a vizinhança a circunvizinhança não é das muralhas que cercavam o Burgo tá o Burgo é o quê é a sede do feudo entendeu quando a gente vê E observa aquelas muralhas com aquelas Torres e tudo a gente pens que se trata né do Castelo mas não minha gente Aquila ali é a muralha que vai cercar toda uma situação de vila e casas né tem a praça tem aquele mercado Zinho local onde você vai
ter o Ferreiro o maeneo o pedreiro o Alfaiate entendeu Como é que é É uma vila cercada pelas muralhas cujo centro é o castelo aí sim o castelo né daquele senhor feudal u Como é que é Ah pois quando o senhor feudal diz vão-se embora vocês estão livres eles não tem muito para onde ir não Eles vão ali PR vizinhança daquelas muralhas Mas aí o que que é essa população Eles já não são mais servos já não estão mais ligado ao Senhor feudal do castelo que que eles vão ser simplesmente exato eles vão ser os
burgueses porque simplesmente eles moram no Burgo Pois é daí que você vai ter o o início do processo da gestação do capitalismo tá a classe burguesa a classe capitalista eles nem são servos nem são senhores feudais O que é que eles são eles são aquela população que vive não é no feudo entendeu Mas não participam mais do processo feudal eles estão ali naquela circunvizinhança não é do Burgo vivendo de quê vivendo daquilo que puder fazer e eles vão se dedicar a isso vão se dedicar a atividades eh anais não é para poder fazer o quê
para poder manter uma relação de sobrevivência de trocas com aqueles que ainda são vinculados não é ao feudo aqueles que ainda dispõe uma produção agrícola e lembrando essa produção agrícola ela tá numa crescente Então esse excedente da produção agrícola Exatamente pode ser trocado comercializado com aqueles que foram arrancados do feudo e que agora são meramente o quê burgueses tá mas aí minha gente essa essa população só cresce Não foi isso que a gente viu essa população crescendo em volta das muralhas sabe o que que vai acontecer o próprio senhor feudal começa a perceber aí uma
possibilidade de expansão de seu poder não é e de sua força Olha só minha gente cidades medievais vão crescendo então em torno desse Burgo que afinal de contas são as terras do senhor feudal esses senhores feudais então começam a alargar os círculos de suas muralhas abrangendo esses novos vamos vamos chamar assim esses novos bairros que vão se formando fora das muralhas eles vão estendendo essas muralhas e abraçando essas novas populações que se formam apesar de não serem servos não estarem diretamente ligados à autoridade do Senhor feudal no sentido da produção do seu trabalho mas eles
afinal de contas estão ali nas terras do senhor feudal não é minha gente esses burgueses então começam a pagar impostos aos senhores feudais mas como se eles não t produção agrícola aí que tá os próprios senhores feudais começam a desentar seu ouro sua prata e começam a produzir suas próprias moedas olha aí ó voltando um crescimento da monetarização da economia colocando moedas novamente cada vez mais em circulação Ah minha gente não quero dizer com isso que no feudalismo o comercio tinha se acabado que a moeda tinha se acabado não mas era muito tímido era muito
frágil o que tá acontecendo agora é cada vez mais essa coisa da economia monetária se afirmando através dos próprios senhores feudais que T assim condição de começar a cobrar impostos também desse povo que já não são mais os seus servos mas AF afinal de contas estão nas suas terras tá bom pessoal Olha só outro elemento que vai fomentar o desenvolvimento dessas cidades são exatamente As feiras medievais o que é que acontece pessoal As feiras medievais elas são verdadeiros eventos Tá certo não é aquela feirinha que a gente tem ainda nas cidades do interior do Brasil
né aquele mercado Zinho local a feira local que abastece a população local não são eventos então por exemplo a feira de inverno de Madrid a feira do verão em Hamburgo na Alemanha sei lá né a feira da Primavera em Lisboa entendeu Como é que é E aí esses eventos acabavam atraindo Mercadores burgueses não é de todos os cantos né era uma grande concentração de mercado mercadoria e tralalá e tralalá o que que acontece minha gente no Entroncamento dessa as rotas comerciais onde a principal rota terrestre da Europa vai ser a rota de champanhe que pegava
do Norte da Itália até o norte da Alemanha da França melhor dizendo né atravessava aí Portanto o coração da Europa né você também vai ter a rota marítima da Rota do Mar do Norte não é que também pega aí do Norte da Itália vai atravessar né o Estreito de Gibraltar vai passar por Portugal Lisboa vai passar pela Inglaterra vai chegar até a Noruega o mar do Norte tá bom pessoal então nessas rotas comerciais você também vai ter o desenvolvimento de cidades não é minha gente tinha um problema cada região tinha sua própria moeda sabe o
que é que vai aparecer os banqueiros exatamente eram homens que se dedicavam a essa atividade de fazer o câmbio a troca de moedas tá então numa região sei lá por exemplo 1 m de tecido era R 10 aí aquele mercador que vive naquela região sabe muito bem trabalhar nesse padrão de pesos e medidas 1 m de tecido R 10 muito bem mas vamos dizer que ele foi para uma feira em outra região distante sei lá 100 150 km de sua origem não é quando ele chegar lá naquele mercado o cliente vai olhar para ele e
vai dizer quanto é sei lá três palmos desse tecido um tustão por R 5000 quer dizer mudou tudo mudou peso e medida mudou moeda exatamente era isso que o banqueiro fazia ele pegava aquele mercador que vinha de outra região com sua moeda local e então ele trocava pela moeda do lugar aonde você estava cobrando obviamente uma tax Zinha por isso essas relações comerciais elas vão se tornando Óbvio carada veem mais sofisticado cada vez mais complexas os banqueiros por exemplo começam a aceitar depósitos por exemplo o Mercador diz rapaz eu já lhe conheço a gente já
se viu em outras feiras daqui a 3S meses 4 meses eu vou me encontrar na feira de Paris e você vai estar por lá disse não eu vou eu vou est lá na feira de Paris disse Pois é eu ganhei aqui esse volume de moedas né agora nessa feira que a gente está e eu gostaria que você transportasse essas moedas para mim porque você tem mais segurança você trabalha só com isso então eu quero tipo assim um depósito que eu vou resgatar na sua mão daqui a três ou 4ro meses o banqueiro dizia venha guardava
toda aquela moeda dali aá três qu meses eles iam se encontrar e aí então o banqueiro dizia tome suas moedas e me dê uma partezinha de uma taxa pela segurança que eu lhe proporcionei Olha aí min gente foi assim que começaram Então os banqueiros os bancos os capitalistas que hoje mandam no mundo não é quer dizer minha gente uma coisa que nós estamos falando de quê século X 12 13 14 e por aí foi cada vez mais uma crescente não é no processo da economia Mercantil da economia monetária tá pessoal Ah pois muito bem quando
a gente chega aí por volta dos séculos XI e 1i essas cidades que começaram como verdadeiras vai chegar no século X e 1 você já tem sabe o quê a condição dessas cidades desses Comerciantes desses burgueses olharem pro senhor feudal e dizer assim tial Não queremos mais lhe pagar impostos Não queremos mais depender de você cuidado viu Pessoal esse capítulo se chama a independência das cidades medievais tá E essa Independência em relação ao senhores feudais vai acontecer de duas formas você vai ter num primeiro momento o movimento das chamadas cartas de franquia não tem aquelas
festas que a gente vê né entrada franca O que quer dizer entrada livre de graça né Então as cartas de franquia eram como as cidades os obviamente os burgueses os Comerciantes já acumulando bastante volume de riqueza de capitais suficientemente para chegar pro senhor feudal o senhor daquelas terras e dizer assim ó tome aqui sei lá 30 baús de moedas de ouro e nos dê a nossa liberdade da nossa cidade nós não vamos mais depender de você somos uma cidade livre aí o senhor feudal dizia muito bem eu aceito essa indenização tá aqui uma carta de
franquia um documento dando a liberdade da cidade as cidades franqueadas por outro lado se o senhor feudal dissesse não vocês estão doido eu não vou perder isso não não Essa cidade é na minha terra e ela vai ficar me pagando imposta até o resto do fim do mundo o que é que os burgueses faziam pegavam aquele capital né aquelas moedas todas e simplesmente contratavam o exércitos lembra do discurso do Papa que lá no século X já falava em Mercenários Pois é imagina no século XII 14 entendeu E aí então vamos pra guerra contra o senhor
feudal vamos paraa luta para libertar nossas cidades sabe assim quando as cidades conseguiam essa sua liberdade por meio da Guerra eram chamadas de comunas as comunas medievais Então minha gente cidades franqueadas eram comprando sua liberdade de maneira tranquila pacífica comunas medievais era por meio do combate da luta contra os senhores feudais Tá bom minha gente e assim a economia mercantil a economia capitalista ia se gerando século após século crescendo esse volume cada vez maior da economia que girava em torno do eixo da moeda do Comércio né abrindo se distanciando cada vez mais daquela economia feudal
cujo eixo girava em torno da renda da terra né da propriedade da terra tá paulatinamente progressivamente tá bom minha gente muito bem acontece que essas cidades se libertando não é tem muito também a ver com a organização dos próprios burgueses Olha só cada uma desses cada uma dessas dessas atividades né comerciais mercantilistas enfim mercantis melhor dizendo eh vão se organizar em associações as corporações de ofício O que é um ofício é uma profissão é um trabalho então as corporações de ofício por exemplo é uma associação de sapateiros na cidade de Paris ou é uma associação
de alfaiates da cidade de Paris quantos ofícios a gente teria numa cidade dessa é ou não é então cada uma dessas profissões cada um desses artesãos Comerciantes começa a se unir a união faz a força né então eles começam a se unir Para quê Para defender seus interesses dentro de um mundo de uma sociedade que os circulava que era uma sociedade ainda profundamente feudal de valores feudais medievais Tá certo e aí nessas corporações de ofício Você tem uma estrutura uma hierarquia Você tem os mestres que são os donos das lojas das oficinas não é das
lojas como eles falavam E você tem os aprendizes que são os seus auxiliares Olha só pessoal O Aprendiz ele não recebia pagamento afinal de contas ele tá aprendendo uma profissão ele tem teto e comida que que você quer mais tá vendo pessoal é a transferência das relações servis para a cidade né esses aprendizes eram verdadeiros servos dos artesãos Mestres Donos das lojas aí a partir de uns anos e tudo mais o mestre né da loja da oficina vamos dizer um mestre sapateiro ele olhava para aquele aprendiz e dizia Rapaz você tá pronto você já pode
ser um sapateiro você já pode ter sua própria loja então ele ia na corporação de ofício onde ele se reunia com os outros mestres sapateiros da cidade e dizia Olha esse menino tá pronto ele pode ser também um mestre sapateiro ele pode ter a sua própria loja E aí então esse esse aprendiz ele era sabatinado né analisado averiguado pelos outros mestres sapateiros da cidade né no nosso Exemplo né estamos usando aí esse exemplo dos sapateiros Então ele era avaliado e dizia Realmente você tá pronto tá aqui o seu diploma de mestre sapateiro mas tem mais
nós da Corporação Nós nos reunimos tá aqui um Capital Inicial para você começar a sua loja tá ali aquele prédio que nós estamos comprando para você vá lá colocar sua oficina de sapataria lá e tá aqui as ferramentas tá aqui a matéria prima enfim dava todo o apoio inicial para aquele jovem começar sua própria loja como mestre aprendiz assim minha gente as corporações de ofício era uma espécie de Sindicato era uma espécie de Irmandade de fraternidade e também uma espécie de máfia uma espécie de cartel entendeu Porque nas corporações de ofício eles decidiam preços eles
decidiam a qualidade do produto a qualidade da matéria prima é por isso que tinha os segredos da profissão Os Segredos das corporações de ofício e tinha mais viu se um mestre da daali daquela corporação de ofício tivesse problemas eh os outros chegavam e diz Rapaz o que que tá acontecendo por exemplo seu sapato tá com com má qualidade né E aí o que que você não porque meu filho adoeceu tô com dificuldade eles se reuniam e ajudavam o companheiro Olha só você tá achando isso parecido com alguma coisa né exatamente a Maçonaria começou de uma
corporação de ofício corporação de ofício dos pedreiros de Londres Foi aí que começou a Maçonaria depois foi pra França e aí virou a Franco maçonaria né veja só os símbolos da Maçonaria né o esquadro e o compasso coisas de pedreiro coisas de construção né Deus é o arquiteto do universo e por aí foi tá bom dentro da Maçonaria eles têm sua própria mitologia de falar que vem lá do templo das Cruz de ja demole que foi o líder dos templários não sei o que lá mas is é a mitologia da Maçonaria historicamente na verdade ela
começou com uma corporação de ofício tá bom pessoal muito bem e temos outros elementos desse processo de crescimento das cidades da burguesia sabe o que que é as guildas ou ranas o que que é isso eram Associação de cidades Olha a diferença as corporações de ofício são associações de artesãos Comerciantes cada cidade tem várias corporações de ofício em uma única cidade já as guildas ou ranas elas representam o quê uma associação de várias cidades a mais importante minha gente foi a Liga háa essa essa Associação chegou a reunir mais ou menos 40 cidades Qual o
objetivo a mesma história das corporações a união faz a força então imagine eu sou o representante da liga rária eu represento mais de 40 cidades aí eu chego numa região digamos produtora fornecedora de lã eu chego lá e digo Quanto é a saca da lã os sujeitos vão dizer Sei lá R 100 eu digo muito bem Eu pago R 50 eles vão dizer ah por quê Porque você é bonitão eu digo não porque se vocês não venderem para mim vocês vão estar deixando de vender simplesmente para 40 cidades da Europa e tem mais eu pago
a vista e tem mais eu compro a produção de lã de vocês garantida daqui pros próximos 3 anos entendeu poder de fogo né poder de negociação a fim de avolumar os ganhos não é a fim de avolumar os lucros tá bom pessoal São esses os elementos do chamado renascimento comercial e urbano que eu particularmente não gosto muito mais dessa não eu preferia Chamar esse movimento sabe como de gestação do capitalismo por pessoal renascimento comercial e urbano comércio por comércio sempre existiu desde as primeiras civilizações né Comerciantes sempre existiram no Egito Grécia Roma por aí vai
esses novos Comerciantes que estão aparecendo aí na baixa idade média eles são diferenciados por qu porque eles são a burguesia tá e o que tá havendo é exatamente o processo de desenvolvimento e crescimento do capitalismo Tá bom minha gente não nos esqueçamos dessa história fechado o outro Capítulo desse processo vai se tratar exatamente da maneira como os reis medievais que eram fracos foram se tornando fortes tá pessoal e também minha gente a questão do desenvolvimento dessa cultura Urbana não é nós temos aí nas cidades as primeiras universidades é um processo de laicização da cultura o
que que é isso a cultura fugindo das mãos do clero a cultura se tornando cada vez mais laica ou leiga quer dizer fora do controle da igreja entendeu é um processo que nós vamos desembocar lá na frente sabe aonde no renascimento cultural já entrando na idade moderna sua suas origens estão aonde nas universidades medievais né minha gente então é toda uma série de mudanças que nos levará até aonde até a idade moderna a idade moderna com suas grandes navegações com os reis absolutistas não é com o renascimento cultural e até mesmo a reforma protestante tudo
aquilo ali que virá a partir do século XV paraa frente são exatamente reflexos dessas transformações na baixa idade média tá bom pessoal no nosso próximo encontro exatamente nós vamos analisando esse processo de centralização do poder monárquico ok minha gente um abraço e até a próxima [Música] valeu