[Música] E essa capacidade dele de fazer conexões, como você mesmo disse, era um instrumento que ele ah usava fazendo conexões com o Antigo Testamento, com o texto que era ouvido principalmente ali pelos seus ah pelos seus destinatários, pelos seus ouvintes judeus, né, que era conhecido ali por eles. E ele fazia isso com excelência a através de parábolas. através de histórias e tudo mais.
E você eh chegou começar a falar aqui de uma parábola em específico que o Peter Williams aborda no livro, né? E eu queria que você justamente falasse sobre isso, sobre essa genialidade de Jesus ao ensinar por meio de parábolas. você pega aqui como exemplo uma parábola e nos fale um pouco sobre isso.
Então, quando quando vocês pegarem um livro, vocês vão se deparar logo no primeiro capítulo, que a tese aqui do Peter Williams é mostrar tudo isso que a gente falou sobre a genialidade dele e dar um exemplo, pegar, escolher uma parábola. Hoje em dia lá no site dá para ver que a atual pesquisa dele, esse aqui é o último livro que ele publicou, então super atual, não é? A vida nova.
E a atual pesquisa dele é no ensino e nas parábolas de Jesus. E ele pega uma parábola que nós conhecemos como a parábola do filho pródigo. E logo no começo ele já fala: "Olha, eu gosto de chamar essa parábola dos dois filhos".
E aí você aí você percebe o que que é o livro. E eu me surpreendi, foi a partir do primeiro capítulo, porque você pensa assim: "Ah, ele vai ficar falando aspectos da genialidade e da da da intencionalidade e da intelectualidade de Cristo. " Mas ele vai pegando e ele vai interpretando o texto de Lucas sobre as parábolas que compõem esse trecho, né?
Da draácma perdida, da ovelha perdida e do filho perdido. E ele vai mostrando, olha, é uma parábola de dois filhos. Ele coloca lá a porcentagem, quantos versículos tem?
É, é a maior história que Jesus contou. Quantos por cento é sobre o irmão mais velho? Quantos por cento é sobre o irmão mais novo?
E você fala: "Opa, pera aí. Eu tô diante de uma obra aqui de um de um estudioso bíblico rigoroso". E aí ele começa a mostrar essa genialidade no livro de no livro de Lucas e na parábola dos dois filhos.
E e e e o momento áureo assim que eu que eu fe que eu parei a leitura e fechei, eu falei: "Cara, que brilhante isso aqui". Foi quando ele vai ele vai ele vai explicando para nós os detalhes da parábola, o contexto, o que que tá em jogo em cada uma das coisas aqui, que às vezes são detalhes que nos escapam na leitura, mas ele fala assim: "Quando os ouvintes de Jesus naquela ocasião ouviram isso, o que que eles remeteram? " E aí entra a conexão do Antigo Testamento que você perguntou.
Eu falar assim: "E Jesus começou com uma frase dizendo: "Havia um homem que tinha dois filhos". Imediatamente eles começaram a lembrar quem tinha dois filhos na história do povo de Deus. Bem, Abraão.
Abraão tinha um filho, mas depois teve mais. Mas não eram só dois. Isaque.
Isaque tinha dois filhos, Esaú e Jacó. Uhum. E aí ele começa a estabelecer uma uma conexão que dificilmente nós estabeleceríamos.
E entre Esaú e Jacó. Aí você fala assim: "Pedro, mas não é forçação de barra isso não". Aí eu acho que é foi o momento que eu parei, falei: "Uau, fiz o que foi o mindblowing".
Assim, quando ele fala assim: "Olha, Aham. O Senhor Jesus disse que quando o irmão mais novo chegou em casa arrependido, ele se ajoelhou, prostrou e abraçou o seu pai". Aí ele pega um versículo do Antigo Testamento, quando Jacó e Esaú se encontram depois da venda da primogenitura, depois do engano de Jacó e eles finalmente se encontram.
Esaú para se ajoelha e abraça o irmão. O Senhor Jesus tava conectando o pai do filho pródigo com Esaú, que era alguém visto como um um vingativo parte que não recebeu a bênção de Deus, a descendência inimiga do povo de Deus. Imagina pros leitores, pros ouvintes originais de Jesus, que eram escribas, fariseus, publicanos, uma pessoa desgarrada foi quem Jesus remontou sutilmente, de maneira genial.
Esse tipo de conexão é impossível da gente pegar assim a olho nu e é o que é o que marca a genialidade de Jesus. É, é um dos exemplos, ele gasta 80% do livro trabalhando a parábola e as conexões. Ele faz depois conexões com com Jó, Abraão, com outras histórias do Antigo Testamento.
Mas essa de Esaú, Jacó é assim, sem igual.