[Música] Olá alunos como vocês estão Esta é a nossa décima aula e Nesta aula nós falaremos né nós estudaremos sobre identidade nacional e a questão racial na formação do Brasil né então o que nós vamos fazer é justamente esse parâmetro né de como se pensa a questão da identidade nacional e também a questão é do negro no Brasil neste processo né questão de raça enfim é primeiro a gente tem que ter noção né que ao longo da história concebeu-se a questão de identidade e Raça Nacional de formas distintas né na primeira república não era Concebida
da mesma forma que foi no estado novo e como é na contemporaneidade né ao longo do tempo estes processos Eles foram modificados né E como foi né A questão do processo de identidade né a formação de um Estado Nacional como a gente viu tem todo uma questão de eu sou né de pertencimento o que eu sou né é muito interessante por exemplo que o Tomás ele vai comentar que reivindicar uma identidade significa negar outras coisas é um estado de negação a partir do momento em que digo eu sou brasileiro eu estou negando que eu sou
Argentina eu estou negando que eu sou português né então a identidade né ela também propõe esse estado de negação a partir do momento em que eu falo que eu sou algo Eu estou automaticamente dizendo que eu não sou uma outra coisa e como é este processo de formação né ao longo do tempo no Brasil quando a gente tem a primeira república por exemplo né do estado-nação e de Quais são as características geopolíticas e as características do povo brasileiro a ideia de cidadania a ideia da formação do povo brasileiro tá muito estipulado a uma percepção cultural
e simbólica partindo de uma elite né é a partir da Visão da elite em que se constrói uma identidade um cenário Nacional de identidade nacional né é a partir de todo um discurso simbólico de criação de representação né de uma elite pensando aí é a primeira república que se inspira muito né na questão do Brasil Imperial por exemplo né nas concepções de Dom Pedro de Dom Pedro II enfim nesse primeiro momento você tem toda uma construção do eu brasileiro partindo de uma tentativa de unificar e de Eugenia né de uma homogeneidade do discurso né como
se todos os brasileiros a partir deste momento da primeira república né a partir desse discurso né eletista tivessem as mesmas características né E você e começa a se atribuir todas essas questões como se fosse generalizado e sabemos né que o Brasil Republicano o Brasil nunca foi homogêneo achei o dia heterogeneidade né é cheio de outras etnias é cheio de outras raças né então é um discurso um pouco falho assim até hoje né existe uma questão que eu acho muito importante a gente pensar que muitas vezes numa tentativa de reconhecer ou qualificar o que nós gostamos
as culturas que é consumimos ou até mesmo as nossas profissões nós desqualificamos um apresentamos tornar algo muito homogêneo por exemplo recentemente eu vi né uma passagem né nas redes sociais que dizia justamente assim o Brasil não é o país do futebol o Brasil não é o País do Carnaval o Brasil é um país Agro né E aí você esquece que o Brasil pode ser um país de muitas culturas existe questões que unificam mas também existe todo uma heterogeneidade cultural étnica envolvida né então vocês percebam que a partir do momento em que tenta se né instituir
essa questão de identidade nacional e Raça também delega-se uma não aceitação ou que não é o Brasil né ao que não é uma cultura que talvez não seja produzida pelo Brasil e que eu não me identifique então a gente precisa ter muito cuidado com essas questões né Então a partir disso né dessa primeira imagem né que a gente tem do da questão das ideologias né a gente recorda aí que tem todo um outro processo né de considerar Quem seria cidadão ou não Brasileiro né Qual é a ideia de quem é cidadão por exemplo no Brasil
Você tem toda uma percepção né da questão de do negro e um sinônimo de vadiagem por exemplo né então desde a Gênese né da criação do que seria uma nação do que seria uma identidade nacional nós temos uma tentativa de homogeneizar uma questão do branqueamento uma tentativa de colocar como se todos fossem tratados igualmente né Aí você tem depois vamos Recordar aqui que a gente tem a primeira República Vem de um período pós abolição da escravatura né Nós temos todas essas concepções onde eles tentam inserir como se toda a população brasileira fosse uma mesma né
e existem diversos que diversos autores que eles vão justamente criticar essa concepção ancorada né numa percepção de unidade numa concepção onde todas essas pessoas teria participado de uma mesma história de uma mesma criação étnica e de identificação né a criação e a Gênese né da nação brasileira ela foi extremamente ancorada na questão Branca né da elite branca tanto é que posteriormente nós teremos todo um discurso sobre o branqueamento né as teorias eugenistas por exemplo do século 19 nós vamos ter toda uma primeiro crítica se a miscigenação e posteriormente vai ter se todo uma questão ancorada
no investimento né de um cruzamento de raças Até que a população brasileira se tornaria toda branca né mas é nesse momento da primeira república por exemplo que a gente tem né uma criação de identidade nacional nesse momento da primeira república né que tem se todo um estigma do que seria ser o brasileiro e aí a gente percebe que esta mesma criação né ela não aborda outras questões né étnicas e raciais que era próprio da época né a gente precisa Recordar por exemplo que e após a abolição da escravatura teve uma lei de vadiagem e nesta
lei de vadiagem por exemplo a população negra né que era a mais afetada ela é constantemente era presa porque não trabalhava então aquele que não trabalhava era aquele que seria preso e geralmente não se dava oportunidade para essas pessoas né trabalharem nós temos toda uma questão na primeira república também de um investimento de mão de obra europeia E aí você tem uma construção de uma nova identidade de uma identidade que se deve que deve ser seguida né de uma identidade que deve ser almejada né Então temos esse primeiro momento que é o Primeiro Momento de
criação de uma identidade nacional né E que tem principalmente esse ideal europeu e esse ideal ele te está Branco certo é interessante essa questão quando a gente fala de vadiagem que recentemente em São Paulo né recentemente na cidade de São Paulo é usaram-se de uma eles começaram a instalar câmeras né para identificar a questão de vadiagem também né é muito recente saiu há poucos meses né e um dos critérios para essa identificação era Justamente a questão de cor né muitas pessoas começaram a criticar né posteriormente vou me adentrar nisso né nas outras aulas mas começaram
a criticar como se o país tivesse voltado né a o século 19 né Essas teorias eugenistas onde você identifica a questão de vadiagem até lá da cor né e esquece toda uma questão de quais foram as oportunidades e ao que foi investido dentro de um país para as políticas que foram investidas dentro de um país para cada né para cada povo e para cada etnia né O que era considerado cidadão neste processo né E aí então nós vamos ter também uma outra modificação do que é o nacionalismo né aí a gente vai ter o nacionalismo
a partir do estado novo né a Era Vargas Vargas né Eu já comentei com vocês em outra aula ele tem toda uma questão de criação do nacionalismo né Ele também é um personagem muito importante nessa tentativa de romper né com a questão de uma identidade do exterior com tentar romper com questão né do com os Estados Unidos posteriormente tem outros que também vão tentar fazer isso mas Vargas ele começa um processo né o governo de Vargas vai ali né teve início no governo provisório de 1930 a 1939 e depois né teve de 1934 a 37
né E chegou ao fim em 1945 né que foi ali um regime mais ditatorial né mais radical mas a partir de Vargas começam processos bastante interessantes sobre a identidade nacional é um momento em que ele vai tentar criar representações do que seria a identidade nacional para quem não sabe o futebol ele foi tido instituído como profissão a partir de Vargas né é ele que cria toda essa comoção em volta ao esporte né hoje por exemplo futebol é um dos elementos de identidade que representa mais o Brasil dentro e fora do país né ele também vai
entrar num processo de valorização de outras culturas como por exemplo a feijoada ele vai instalar como a um patrimônio vai falar sobre a capoeira que é outro é outra elemento que ele vai colocar como identidade nacional o arroz e feijão né que aí ele vai falar Justamente que o arroz que o arroz parte do pressuposto né e o feijão Mistura Perfeita né que seria a Mistura Perfeita do povo brasileiro né então vocês perceberam percebam que no estado novo tem todo uma outra configuração do que seria o nacionalismo identidade nacional mas o que acontece né Essa
questão ela acaba sendo muito perigosa Porque a partir deste momento deixa-se de lado né constrói-se também uma questão de brasilidade né do que ser Brasileiro né Toda a questão do Samba Ginga né futebol carnaval canal enfim toda essa questão de identidade também que possui esse elemento afro-brasileiro mas também parte-se daquela questão de romantização né Você tem todo uma romantização do que são esses cultos que seriam de toda essa comoção e identidade afro-brasileira que é muito local partindo quase para uma fúcleonalização O que é se tornar folclórico alguma coisa para quem não sabe quando a gente
fala sobre folclore a gente fala sobre festa e mentira algo que é organizado no sentido mais de festejo e esquece que essas organizações como capoeira como a feijoada como samba é uma organização de realidade afro-brasileira não é só não é apenas uma festa não é apenas um símbolo é uma organização de realidade resistência afro-brasileira né então isso também tem este período né de identidade da do nacionalismo ali da do estado novo ele traz né um reverso ele traz outras questões em que desvaloriza-se né o significado daquelas daqueles elementos daqueles ritos e daquela organização afro-brasileira né
então é necessário ter isso em mente também ter necessário que a capoeira e uma luta de capoeira não é só uma luta que o samba não é só o samba lá do carnaval existe toda uma realidade organizada em volta desses elementos né então como a gente pode ver essa questão né de incorporar a identidades e símbolos afro-brasileiros Eles também precisam ser contextualizados e também precisa a gente precisa entender que apesar de vivermos uma unidade né que é um estado nação Brasil existe uma diversidade de representações existe uma diversidade de relações né e a gente precisa
dar valorizar E dar real importância para essas questões né para essas relações dentro do nosso país então isso a gente termina por aqui né a gente percebeu ao longo desse tempo em que a questão de nacionalismo também é construído e reconstruído ao longo do tempo né E que existem diversas revisões sobre esses conceitos até a próxima aula [Música]