ninguém nasce ruim é o sistema que corrompe a pessoa eu nunca gostei de matar mas eu aprendi a gostar de ser um assassino de aluguel quando a pessoa Cai sem vida e o sangue escorre pelo chão poucas coisas são melhores do que isso é aquela aquela sensação de dever cumprido se eu me sinto culpado por ter tirado tantas [Música] vidas Claro que sim na verdade o meu passado me atormenta a todos os dias quando eu encosto a minha cabeça no travesseiro foram quase 500 [Música] assassinatos Júlio Santana é o nome de um dos mais temidos
assassinos brasileiros sua história foi contada em um livro chamado o nome da Morte escrito pelo jornalista kester Cavalcante tudo começou quando kester trabalhava em uma reportagem sobre escravidão no Pará ele se interessou pelas histórias de matadores de aluguel e chegou até Julho durante cerca de 9 anos depois de inúmeras entrevistas conversas e debates Cler conseguiu extrair de Júlio sua biografia completa mas o que há Nessa biografia fotos datas dos crimes nomes das vítimas e dos mandantes e o contexto pelo qual os assassinatos foram encomendados antes de se tornar um assassino frio e calculista Júlio vivia
com sua família em uma comunidade Ribeirinha no estado do Tocantins vindo de uma família humilde ele não sabia o que era ter energia elétrica em casa ele costumava dormir em rede e boa parte da comida que sustentava sua família era fruto da caça e dos alimentos que cultivavam em suas terras diferente de muitos assassinos em série ao redor do mundo Júlio nunca apresentou nenhum um traço de psicopatia para quem não sabe existem alguns sinais que aparecem ainda na infância que podem indicar traços de psicopatia a Tríade psicopatológica se baseia nos seguintes sinais crueldade com animais
gostar de causar incêndios e fazer xixi na cama Júlio estava longe de ser assim na verdade até se tornar um terrível matador de aluguel ele era um garoto bom carinhoso que amava sua família e que jamais pensou em se tornar um temido assassino mas todas as suas virtudes foram destroçadas pelo seu tio Cícero ele era um policial corrupto que também trabalhava como Matador de Aluguel Mas como estava no fim da carreira resolveu ensinar a profissão ao sobrinho o primeiro assassinato cometido pelo jovem foi de um homem chamado de amarelo o crime aconteceu em 27 de
julho de 1972 quando Júlio tinha apenas 17 anos inicialmente ele tetu beoulve talvez pelo fato de que já tinha sido pago pelo serviço e por isso precisava cumprir o acordo o segundo assassinato foi acidental o que fez Júlio se arrepender nessa ocasião ele tinha sido enviado para a Guerrilha do Araguaia um movimento guerrilheiro que existiu na região Amazônica brasileira ao longo do Rio Araguaia entre o fim da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970 a vítima dessa vez foi a guerrilheira Maria Lúcia pe da Silva que teve seus restos mortais escondidos
durante 24 anos Assombrado com toda a violência e tortura que presenciou enquanto esteve em chambo o município do estado do Tocantins Júlio jurou a mesmo que nunca mais Voltaria a matar depois de 85 dias de serviços prestados ao exército na selva do Araguaia quando Completou 18 anos de idade ele retornou para casa apesar de ter prometido que nunca mas nunca mais puxaria o gatilho esse era só o começo da carreira do Pistoleiro tio C procurou Júlio mais uma vez é para participar de um assassinato um homem tinha levado um tapa no rosto e contratou seu
tio para matar o agressor que se chamava Aníbal ao questionar Cícero se ele mataria um homem só por causa de um tapa no rosto Ele respondeu que De forma alguma mataria alguém por causa de um tapa no rosto ele explicou que as pessoas que trabalham nesse ramo não se importam se o camarada é bonzinho honesto e trabalhador o que realmente importava era que alguém pagaria por esse serviço e ele tinha que executá-lo tio Cícero ensinou Exatamente tudo que ele deveria fazer depois de matar uma pessoa era preciso rezar 10 ave Marias e 20 Pai Nosso
E com isso sua alma estaria limpa ele também explicou que Júlio deveria sempre atirar com a mesma arma pois Isso daria mais precisão nos tiros quando ele ganhou um revólver de calibre 38 tio Cícero disse que o gatilho deveria ser puxado bem perto da vítima para que o disparo fosse certeiro de preferência na cabeça a essa altura Júlio Começou a sentir admiração pelo tio e respeito pela profissão de pistoleiro ele aceitou matar Aníbal ao encontrá-lo Júlio Perguntou se ele sabia onde vendia coca-cola logo depois de anbel indicar o mercado ali perto o pistoleiro sacou a
a arma apontou contra a cabeça de Aníbal e puxou o gatilho ele e o tio fugiram em uma bicicleta enquanto mil coisas passavam na cabeça de Júlio tio Cícero empurrava a bicicleta tranquilamente como se nada tivesse acontecido Era a frieza de um Pistoleiro experiente depois de ouvir de várias pessoas que a polícia da não se metia com Pistoleiros e acreditando que poderia ficar rico Júlio aceitou a proposta do tio e se tornar um matador de aluguel com a ajuda do tio ele viajou até a cidade de Açailândia no interior do Maranhão dessa vez sua missão
seria matar caitano um feirante que devia dinheiro para um comerciante locales de estar endividado Caetano era um homem trabalhador simpático e que abria um grande sorriso para todas as pessoas que conversava Júlio seguiu o Caetano até a porta da sua casa onde o abordou depois de fazer uma pergunta ele atirou em seu rosto e saiu correndo o mato adentro ele sentiu pena de Caetano enquanto corria ele rezava 10 ave Marias e os 20 pai nossos para limpar a sua alma esse foi o primeiro serviço de Júlio Como Um Pistoleiro profissional como pagamento ele recebeu cerca
de 300 cruzeiros uma quantia que nunca imaginou que pudesse ganhar por um dia de trabalho em 1978 contrataram Júlio para matar o menino de 13 anos em Paragominas no Pará depois de assassinar o garoto ele foi contratado por José Mariano índio para matar um tal de João Baiano no garimpo da Serra Pelada ele tinha roubado o ouro do patrão que queria que ele pagasse com a vida disseram a Júlio que esse João baiano era negro e tinha um dente de Ouro ao encontrá-lo Descarregou o revólver O problema é que ele matou o garimpeiro errado mas
e daí matar já tinha virado rotina na vida de Júlio logo depois ele conseguiu encontrar o tal João baiano dessa vez ele matou o cara certo descarregando a arma no rosto dele durante toda a sua carreira como pistoleiro estima-se que Júlio tenha matado quatro menores de 16 anos 424 homens e 59 mulheres a maioria delas morreu porque o marido desconfiava que estava sendo traído ao todo foram 487 assassinatos isso sem contar os três primeiros que matou antes de 1974 como é que nós sabemos quantas pessoas ele matou Júlio costumava guardar um caderno dentro de uma
mochila que ficava escondida atrás do armário do seu quarto lá Ele anotou todos os nomes das vítimas que matou quem tinha encomendado do crime e as circunstâncias de suas mortes durante os 35 anos que trabalhou como pistoleiro é engraçado pensar que Júlio Santana só foi preso uma única vez mas foi solto depois que sua esposa subornou o delegado após matar um funcionário público no Maranhão ele chegou em casa e disse que sua carreira como pistoleiro tinha acabado ele tinha um bom dinheiro guardado parte dele se serviu para comprar um sítio em outro estado do país
Júlio saiu de Porto Franco no meio da madrugada sem deixar pistas Antes de Partir jogou o 38 a mochila e o caderno que anotava os nomes das vítimas no Rio Tocantins chegava ao fim a carreira do Pistoleiro que matou quase 500 pessoas Essa foi a história do Pistoleiro Júlio Santana em mais um episódio do nosso quadro baseado em fatos reais eu sou Ivan Lima até mais