[Música] Boa noite meu nome é Sidney Andrade dos Santos Tenho 43 anos e moro em João Pessoa na Paraíba e o que vou contar para vocês é uma história deo terror vivida por minha avó Maria Imaculada meu pai e meus tios no ano de 1965 minha avó morava em um pequeno sítio que ficava bem na entrada de uma cidade que havia se emancipado há pouco tempo chamada Pedra Branca aqui na Paraíba naquele tempo meu avô saía para trabalhar nas obras de uma Rodovia e SV voltava para casa de mês em mês ficava alguns dias e
depois caía no mundo novamente por isso minha avó passava o ano inteiro praticamente sozinha apenas com os filhos mas todos pequenos o mais velho era meu pai mesmo assim ele tinha apenas 12 anos e era o único que ajudava ela em um pequeno roçado que havia no fundo da casa em que eles viviam minha avó sempre foi uma mulher muito disposta e trabalhava duro no roçado ela plantava feijão mandioca e milho e com a venda ajudava nas despesas no começo do mês de julho as espigas dos milhos estavam bem bonitas e chamavam a atenção de
todos que passavam na estrada Teve um dia que uma família que estava acampada perto do sítio de minha avó foi passando em frente e eles ficaram admirados como a roça estava bonita Então pediram algumas espigas para minha avó ela não negou e pediu que meu pai colhesse algumas Pois ela já conhecia a fama daquelas pessoas ele colheu e entregou para o pessoal mas ao invés de agradecerem uma mulher saiu reclamando e praguejando essa senhora chamou meu pai de morto de fome pois ele deu apenas algumas poucas espigas e eles queriam mais na hora minha avó
se zangou e falou que daquele dia em diante se eles quisessem teria o que comprar essa senhora ainda ficou batendo boca com minha avó jogando pragas e o marido dela também disse que se minha avó fosse homem eles resolveriam de outra maneira Mas que de todo jeito ela iria se arrepender de não ter dado mais no outro dia pela manhã quando minha avó chegou no roçado percebeu que a cerca estava quebrada mas ela não sabia quem havia feito aquilo a princípio tanto minha avó como meu pai acharam que pudessem ter sido algum animal de sítios
e fazendas da região que escapuliu e Arrebentou a cerca mas foi só ela entrar no meio da roça que mudou de opinião pois haviam várias espigas de milho espalhadas pelo chão sem contar a enorme quantidade de pés quebrados no meio da roça e por isso minha avó desconfiou que pudesse ser coisa da família do dia anterior pois qualquer animal além de quebrado teria comido as espigas Como já era bem perto do São João ela vendeu os milhos mas não tirou aquilo da cabeça naquela semana o meu avô chegou para passar as festas com eles e
meu pai contou sobre o que o homem havia falado mas quando meu avô foi procurar a tal família descobriu que todos os outros de seu acampamento já tinham ido embora da cidade no MS seguinte Ele preparou a terra para uma nova roça e ajudou minha avó a mas depois teve que voltar para seu trabalho pois a firma que ele trabalhava abriria uma nova estrada lá no estado de Pernambuco no mês de setembro minha avó acabou encontrando a senhora e seus filhos no meio de uma feira e quando ela passou perto da mulher a senhora perguntou
se estava tendo milho no roçado em seguida deu uma risada de canto de boca e saiu caminhando minha avó não respondeu nada pois sabia que era provocação e na mesma hora imaginou que quem havia quebrado a cerca do roçado e destruído uma parte da roça tinham sido eles a mulher seus filhos e o marido ela voltou para casa e na manhã seguinte se deparou novamente com um roçado quebrado e muitas mudas arrancadas na hora ela chorou de raiva pois sabia que havia sido a mulher que havia feito aquilo e por pura maldade naquela mesma noite
minha avó colocou meus tios para dormir e ficou acordada apenas com meu pai de companhia pois ela estava desconfiada que aquele pessoal poderia atacar o sítio novamente depois das 10 horas da noite minha avó Imaculada escutou os latidos dos cães vindo de longe como haviam alguns sítios ela sabia que alguém estranho poderia estar se aproximando e se preparou para enfrentar a mulher e sua família depois de 10 minutos ela abriu a porta do fundo e foi junto com meu pai eles andaram bem devagar sem fazer qualquer barulho Pois queriam pegar os invasores de surpresa meu
pai levava uma lamparina e um facão mas ele não acendeu Pois queriam saber quem estava lá e pouco tempo depois minha avó avistou uma pessoa caminhando no meio da roça Mas diferente do que ela pensava não era a mulher que estava arrancando os milhos que ela havia plantado o que ela viu foi um homem seco de chapéu que arrancava e destruía tudo que ela havia plantado mas antes mesmo dela gritar ou fazer qualquer barulho o homem olhou em sua direção naquela hora ela reparou que os olhos do homem eram estranhos e pareciam duas tochas acesas
e por isso ela e meu pai ficaram abaixados dentro do milharal enquanto o homem colheu algumas espigas e depois saiu destruindo uma boa quantidade ele se movia tão rápido que os olhos deles mal conseguiam acompanhar seus movimentos mas depois de alguns minutos e muito estrago ele foi embora saindo correndo em uma velocidade abissal minha avó voltou para dentro de casa acendeu uma vela e rezou pois sabia que aquilo que ela havia no meio do roçado não se tratava de uma pessoa comum e sim de algum bicho ou assombração mas foi aí que o terror começou
pois ela escutou algumas pisadas em volta da casa e quando meu pai foi olhar pelo buraco da fechadura viu olhos vermelhos daquele homem rondando no terreiro da casa no outro dia a preocupação de minha avó não era mais a roça de milho e sim a segurança dela E dos filhos Pois aquele homem resolvesse atacar a casa ela pouco poderia fazer mas ficou com medo de falar com alguém e as pessoas pensarem que ela estivesse inventando histórias na noite seguinte o homem estava de volta os filhos menores já dormiam e s minha avó e meu pai
estavam acordados e até ele começou a chorar baixinho com medo daquele homem e do lado de fora o homem estranho começou a falar morto de fome vou comer teu fígado nessa hora foi que meu pai começou a chorar mesmo mas minha avó que era corajosa abriu um pouco a janela e gritou para que o homem fosse embora só que um infeliz em um movimento rápido já estava do outro lado e começou a dar risadas e a arranhar as portas da casa querendo amedrontar minha avó e seus filhos ela segurava uma a velha carabina de meu
avô e ficou na sala depois escutou um alvoroço no galinheiro por isso abriu a janela do fundo e atirou no homem e dessa vez ele deu um grito mas não caiu o homem se virou para ela e deu uma risada bem macabra e naquela hora ela sabia que não ia adiantar nada ficar atirando pois ele não era coisa desse mundo mesmo assim ela gritou para que ele a deixasse em paz por sorte ele só quis assustar e minutos depois tudo ficou em silêncio e minha avó foi vencida pelo cansaço e acabou adormecendo na sala sentada
na cadeira e debruçada sobre a mesa no outro dia depois de matutar muito ela foi até a cidade e fretou um carro para que antes de escurecer o motorista pudesse levar ela e os filhos até a casa de seus pais lá em tapanga pois eles deveriam saber o que fazer em uma situação daquelas o fez o frete e quando eles se aproximaram da saída da cidade viram um acampamento na beira da estrada e minha avó viu a senhora e o marido em frente a uma barraca ele estava sem camisa e ela pde perceber que haviam
alguns ferimentos em seu peito mas por incrível que pareça foi como se eles soubessem que meus parentes estavam dentro do carro pois ficaram acompanhando ele com as vistas até sumir na estrada lá na casa de meus bisavós minha avó contou toda a história desde o dia em que a família pediu o milho e até os eventos da noite anterior meu bisavô que era um homem bem vivido e sabia de muita coisa só de minha mãe falar ele desconfiou que pudesse ser o marido da mulher Pois aquela raça de gente que pediu é envolvido com magia
e não ficavam em lugar algum por muito tempo por isso ele a aconselhou a pegar os animais e se mudar para a casa deles até aquela gente ir embora no outro dia meu bisavô conseguiu arranjar um caminhão e eles foram buscar as coisas de minha avó no sítio assim que eles chegaram meu bisavô pegou algumas velas uns incensos e entrou na mata que ficava atrás da casa depois do roçado e Demorou quase uma hora por lá minha avó não sabe o que ele fez mas na outra semana ficou sabendo que a Estranha família havia ido
embora e nunca mais voltaram à cidade há quem diga que a tal família eram andarilhos que não passavam muito tempo em nenhum povoado se cidade ou qualquer lugar pois escondiam Segredos macabros e por isso não podiam ter um lar Pois todos iriam descobrir o que eles são de verdade boa noite começa esse relato dizendo que minha mãe já morou na zona rural de cerejeiro em Rondônia ela contava que por ser um lugar próximo à Bolívia haviam muitos imigrantes que transitavam de um lado para o outro e ela acredita que é o que apareceu na sua
rua vinha do outro lado da Fronteira ela tinha uma amiga que morava próximo a ela que foi atormentada por uma coisa por algumas semanas ninguém nunca soube dizer o que era aquilo se era um espírito uma criatura ou se tinha origem humana on dia ela morava havia uma floresta próxima e uma estradinha o sentido da direita levava para outra localidade brasileira enquanto que o sentido da esquerda iria para a fronteira minha mãe era uma moça de 14 anos nessa época a mesma faixa etária de sua amiga elas foram amigas desde a infância até quando minha
mãe se casou e mudou-se para Porto Velho essa amiga morava com seus pais e sua avó em uma casinha na beira da estradinha quando ela ia para lá aproveitava para brincar e ouvir as histórias que a avó dela contava ela dizia que Lembrava que a senhora contava uma história de uma criatura que dava muito medo era um bicho que vagava à noite sobrevoando os tetos das casas ela falava que se podia ouvir bater de asas muito alto e o barulho das unhas no teto quando aquele bicho pousava no teto de sua casa levava que não
fosse batizado ou que desobedecesse mãe e pai o nome da coisa era n ruau o Naru era uma lenda contada pelos bolivianos e que acabou sendo conhecida pelas pessoas que viviam na fronteira essa criatura era uma pessoa que conhecia coisas ocultas e podia se transformar em cão gato ou até mesmo uma criatura enorme com asas alguns diziam que o narau também podia ficar invisível ou se transformar em uma sombra para sequestrar moças ou crianças essa senhora contou que quando era moça seu pai enfrentou um homem que era seu inimigo e que ele era conhecido por
ser um naral Ele usou essas forças para atormentar seu pai e aparecer na sua casa na forma de um bicho às vezes a gente acha que essas coisas eram contadas apenas para meter medo em crianças mas no caso de minha mãe ela pode acompanhar de perto o que aconteceu com sua amiga essa senhora falava para que quando anoitecesse elas não ficassem do lado de fora pois poderia passar um na rua e se interessar por elas caso isso acontecesse elas poderiam ser carregadas para longe e nunca mais seriam vistas na estradinha passavam muitas pessoas e qualquer
um poderia se transformar nessa criatura Pois nunca se sabe mas o tempo passou e teve uma vez que essa amiga estava brincando na estradinha ainda muito cedo tinha acabado de anoitecer e sua mãe havia entrado ela estava na frente da casa brincando com suas coisas quando de repente entrou feita uma bala para dentro de casa e chorando desesperada sua mãe e toda sua família vieram a seu encontro perguntando o que havia acontecido mas a garota mal conseguia falar todo mundo ficou com muito medo e seu pai Correu para ver se via alguma coisa mas não
havia nada por precaução as portas foram trancadas e todas ficaram de vigília por causa do desespero da garota mais tarde quando estava mais calma Ela contou que estava em frente à sua casa e que viu um gato preto passando pela estrada pelo canto do mato ela falou que assim que pôs os olhos naquele bicho ficou um pouco assustada Pois aquele gato não parecia normal ela teve uma sensação muito ruim seguida de um arrepio e uma vontade de chorar que veio do nada não bastasse isso aquele bicho caminhou até uma árvore que tinha e passou atrás
do tronco Essa foi a parte mais assustadora que ela disse pois assim que o gato passou atrás do tronco do outro lado saiu um homem muito feio era um homem estranho com barba muito grande e olha que pareciam brilhar no escuro aquele homem tinha uma aparência assustadora e maligna ela conta que na hora soube que ele Poderia lhe fazer mal quando Correu para dentro de casa não viu mais o que aconteceu com o homem também ninguém viu mais nada e a estradinha estava completamente Deserta depois disso semanas depois começou todo o tormento dela uma vez
ela acordou desesperada dizendo que tinha uma sombra em pé no corredor olhando para ela todos acordaram desesperados pensando que algum bandido havia entrado na casa seu pai pegou um facão e perguntou o que ela tinha visto no desespero ela só conseguia dizer que alguma coisa havia ido para a cozinha seu pai rapidamente correu e realmente havia um vulto que corria de um lado para o out outro dentro da casa como estava escuro ninguém Conseguiu ver o que era mas ouviam os passos daquela criatura correndo e procurando lugar para sair foi a coisa mais assustadora que
todos viram na vida quando o pai da garota Conseguiu chegar na cozinha e abrir a porta ele vê um gato preto saltando para fora numa velocidade inacreditável todos ficaram com muito medo naquela noite e no dia seguinte levaram a garota para um senhor que rezava e realizava curas e ele confirmou que havia um naral que estava querendo levá-la o senhor falou que aquela criatura aproveitou que deixaram a porta aberta à noite e entrou na forma de um gato ou uma sombra que ali ficou invisível de todos todos deviam ter muito cuidado pois depois que o
naral escolhe uma vítima de incialmente a pessoa escapa porém como tiveram a atitude de procurá-lo ele ensinaria algo para afastar aquilo da vida deles o senhor fez uma cruz de São Benedito com uma tesoura em cruz e a atada com um barbante vermelho dando sete voltas o velho garantiu que se eles pendurasse no umbral da porta e rezassem com a garota embaixo durante três noites nada de ruim poderia entrar disfarçado de sombra ou de qualquer bicho e assim eles fizeram rezaram nas janelas e nas portas da casa com a garota embaixo e a cruz em
cima rezaram por três dias e realmente todo aquele tormento passou a garota Nunca mais viu nada de estranho e seu pai resolveu voltar até a casa do senhor para agradecer o senhor não aceitou a quantia em dinheiro que ele levava e até o repreendeu dizendo que não podia aceitar nada pelo bem que fazia O Velho falou que depois daquilo o narau andou rondando sua casa para se vingar daquela intromissão que ele tinha feito o pai da garota se sentiu culpado por aquilo mas o senhor explicou que aquilo fazia parte o rezador lhe ensinou várias outras
as coisas que ele deveria fazer para nunca mais ser vítima do mal e ele praticou tudo que o senhor lhe tinha ensinado com um tempo a família de minha mãe se mudou para outra localidade e de lá para Porto Velho nunca mais ela teve contato com essa amiga e não sabe o que mais lhe aconteceu mas essa história foi o suficiente para ela nunca achar que essas coisas são só para dar medo em crianças boa noite