Olá, meu nome é Ana Barbara, eu sou estudante do primeiro período aqui de medicina da Jovem C. Vou fazer seu atendimento hoje. Tudo bem?
Tudo bem. Fala um pouquinho mais sobre você, seu nome. É, meu nome é Pense.
Pense. Quantos anos você tem? 45.
Já 45. É. Como que eu posso te ajudar hoje, Rubens?
É, eu tô sentindo uma dor de cabeça aqui na parte de trás aqui, sabe? Porque já tá tanto tempo que eu tô quase dando nome para ela e cantando parabéns já. Ela tá fixa.
Imagina há quanto tempo você tá sentindo essa dor? Ah, tá maior de dois meses ainda. Mais de dois meses.
Você fez alguma consulta pré? Essa é a primeira vez que tá vindo no médico? Não, a primeira vez que eu tor no médico.
Primeira vez? É. Mas aí ela ficou mais intensa agora para você procurar o médico ou não?
Não, é, é porque eu sou autonomo, né? Não dá para ficar parando muito, né? Assim, né?
Então, vê agora porque a coisa tá feia mesmo assim, porque eu já tenho muito tempo, né? Assim. Aí por isso que eu vim.
Entendi. E como essa dor tá afetando no seu dia a dia? Você trabalha com outono?
Então acredito que esteja prejudicando, né? Prejudica. Você tá falando.
Trabalha porque não dá para parar de trabalhar porque as contas tem que fazer sentido. Não tá fazendo ainda. Eu torço para que faça sentido, né?
E aí atrapalha bastante assim, sabe? Atpala bastante, mas a gente tem que tocar o barco, né? Assim.
O senhor mora sozinho ou Eu morava, só que meu filho voltou a morar comigo porque ficou desempregado, né? Então, então agora eu tenho que trabalhar por dois, né? Mais essa.
Agora ele tem quantos anos? 20. 20.
E o senhor acabou pesquisando sobre essa dor de cabeça ou não pesquisou nada assim? Ah, a gente pesquisa, né? De médico dor todo mundo tem um tem um pouco, dia tem um Google, né?
E aí a gente vai pesquisando, né? A gente vê um monte de coisa aí, né? Assim, né?
E o que que senhor viu no Google? Então, eh, eu suspeito que talvez seja pressão alta, né? Porque o fato que a minha alimentação não é uma alimentação muito boa assim, né?
Assim. E aí eu como bastante embutido, né? Assim e salame.
Adoro salame, né? E e geralmente salame costuma assumir bastante a pressão, né? Então ainda suspeito que talvez seja pressão alta, né?
Torço para que não, né? Torço para que para que esteja errado, né? Entendi.
Alguém da sua família tem histórico de pressão alta? Não, não tô saiba. Entendi.
Eh, e qual que o que que mais tá impactando na vida do senhor? Qual que é o impacto principal dessa dor na vida do senhor hoje? Impacto não saber o que que é, né?
Porque se a gente não sabe o que que é, a gente não sabe o dinheiro que pode tomar, a gente não sabe o direito qual tratamento tem que fazer, né? E aí que tá o problema, né? O senhor nesses dois meses não tomou nenhum tipo de remédio?
Tome meio de pirona. Quando tá doendo muito, eu tô meio de pirona para ver se dá uma uma aliviada e melhorar. Ah, aliviar.
Aliada. Tudo bem? Eh, e no geral, qual que é a expectativa do senhor vindo aqui no médico?
Ah, resolver isso. Eh, nem que seja com remédio ou tratamento, primeiro descobrir o que eu tenho, né? Depois disso é resolver, né?
Resolver para que eu não não pare de trabalhar que não dá, né? Eu tenho eh teria mais alguma coisa além dessa dor de de alguma outra queixa? Não, só já tá de bom tamanho.
Já já tá virando um velho tamanho. Que beleza fatal isso, né? Então já dá para resolver o rápido possível, né?
Entendi. Não tem nada mais que o senhor queira falar assunto mais é mais tudo isso mesmo, né? Tá certo.
Eu vou passar o seu caso para minha preceptora. Qualquer novidade que a gente tiver, a gente avisa o senhor. Tudo bem?
Tá certo. Não sei o que significa esse último nome, mas imagino que é coisa boa para certo. Ah, tá certo.
Tá certo. Fica alguma dúvida? Nada.
Não, não, nada. Tá certo. Muito obrigada.
Viu melhoras. Qualquer novidade a gente volta a falar com você. Tá certo.
Agradeço, viu?