[Música] bom eu sou Paulo Sérgio Trindade sou enfermeiro indígena kaygangue e atua hoje na solda indígena né dentro da secretaria especial de saúde indígena que pertence ao Ministério da Saúde o Polo Base Porto Alegre depois que eu me formei né A primeira experiência como trabalhador indígena enfermeiro foi na primeira equipe do município de Porto Alegre em 2013 que iniciou né até foi tua grande luta do nosso Cacique a ideia de Porto Alegre para conseguir né criar uma lei que possibilitasse criar uma equipe para atender os indígenas dentro do município de Porto Alegre Então a partir
disso a gente eu comecei a trabalhar daí logo depois por motivos de mudança também foi trabalhar no interior né interior do Rio Grande do Sul e Tenente Portela numa das maiores aldeias aí do Rio Grande do Sul que a terra indígena do Guarita trabalhei por uns cinco anos lá depois retornei para trabalhar aqui em Porto Alegre de novo e agora tô aí desde 2020 trabalhando aqui em Porto Alegre no Polo Base Porto Alegre [Música] bom o Polo base hoje em conta com 13 equipes volantes né com o principal que é um enfermeiro e um técnico
de enfermagem dentista auxiliar de saúde bucal e o psicólogo para ficar dando uma auxiliada né Nas questões de saúde mentalmente tinha tradicional e a gente atende hoje 35 aldeias tanto na região metropolitana como na região Sul na região da Serra Vale Taquari Cachoeira do Sul e Caçapava do Sul também então uma dessas três equipes atende a região de Porto Alegre atendendo dentro da das portarias que permite a gente atender atende só onde tem indígenas aldeados né no caso Vivendo em comunidade que são no caso hoje em Porto Alegre temos seis comunidades Então essa equipe dá
o suporte ali nas aldeias A cada 15 dias né e trabalhando em conjuntos com a equipe do município né que tem hoje ali para beneficiar todas as comunidades em vários dias a gente tenta agendar aqui a nossa equipe vai em dias que a equipe do município não está atendendo até mesmo para não deixar a unidades fechadas né então pelo menos na nas aldeias aí de Dafiti e do Morro Doce né que tem as únicas aldeias que tem unidade de saúde para não manter elas fechadas a gente alterna os dias né quando a equipe do município
não está a gente agenda nossa ida para fazer os atendimentos a gente tenta articular todas as ações junto com a equipe né Na medida do possível que que tem as metas nossas do plano distrital pessoal do indígena né a gente tenta articular essas metas junto com as ações que o município vem fazendo então muitas vezes pelo fato da equipe não conseguir tá seguidamente dentro da Aldeia as informações pelo menos que a gente tenta conseguir com o município né algumas informações para poder bater as metas né É claro que não vai entrar como produção do profissional
da cesária mas entra como informação que tem que ter né que as equipes que as aldeias estão recebendo atendimento então tá tendo as ações de saúde dentro das Aldeias né então por mais vezes com a equipe do município e menos vezes até uma duas até duas vezes por mês quando você vai entrando dentro das Aldeias fazendo as ações Na verdade só Porto Alegre que tem a equipe de saúde específica né então os outros municípios não tem e a outra uma diferença também é que só essas duas aldeias de Porto Alegre que tem unidade básica de
saúde dentro da Aldeia as outras aldeias nenhuma tem mas tem um espaço de saúde ali que é reservado para cada vez que a equipe do que a nossa equipe da Cesar vai tem esse espaço ali para a gente possa estar desenvolvendo algumas atividades mas não é todas as aldeias que tem então a gente acaba fazendo os atendimentos muitas vezes Embaixo de uma árvore na escola na igreja né da Comunidade e todos esses encaminhamentos que a gente procura fazer a gente tenta conversar sempre com a Secretaria Municipal de Saúde de cada município e as UBS referência
né das Aldeias então para quando tiver algum encaminhamento alguma articulação que tiver que a gente tem que fazer a gente vai entrar em contato com essas referências do nosso que é a UBS mais próximo e até a responsável pela saúde no município para a gente poder tá dando nos encaminhamentos necessários que o indígena precisa é nessas aldeias mais distante que as aldeias também são até São um pouco mais distantes da cidade né onde a gente identifica que tem uma necessidade de transporte a gente tenta articular com o município na maioria dos Municípios a gente consegue
mas tem alguns municípios que não são tão parceiros assim que acaba muitas vezes se recusando mas a gente vai batendo em cima da tecla em cima da mesma tecla toda a vida sempre né que a gente possa ter os encaminhamento sempre resolvidos né que a gente possa encaminhar então onde a gente identifica um caso por exemplo vamos dizer que é saúde mental ali que a nossa equipe vai lá atendo uma indígena lá e o enfermeiro o técnico identifica que ela precisa do atendimento mais psicológico né mas adequado Então ela encaminha para nossa psicóloga que é
do Polo Base Porto Alegre e ela vai procurar rede dentro daquele município qual é que a rede mais próxima para estar encaminhando ela então a gente vai articulando então muitas vezes por telefone e às vezes por não conseguir ir seguidamente a psicóloga né porque é uma só para atender 35 ao deles então muitas vezes ela não consegue estar presente toda semana ou a vez por mês mas ela tá sempre em contato via telefone com os responsáveis para poder articular esses atendimentos mais necessários E isso acontece também muitas vezes na questão de outras doenças também né
dessas crônicas que precisa que o Enfermeiro ou o médico acaba tendo que encaminhar a gente vai atrás da prefeitura para tentar os encaminhamentos que precisa ser feito né olha como os agendamentos hoje é feita através das equipes né não se via sistema mas quando precisa de transporte para o indígena basicamente nessas duas aldeias que a ureia cumprir e a Polidoro tem carne motorista contratado pela sesai disponível ali para tá fazendo esse transporte e fora isso tem mais outro cara de plantão do Polo base que também colabora para o atendimento nessa Aldeia só que daí esse
outro cara atendeu outras aldeias também né amor doce e até algum algumas demandas quando precisa já ali na agronomia também então a gente tem essas arte tem disponível esses transporte para tá fazendo o translado dos pacientes para consultas especializadas para exames para auto hospitalar até para internação também você vai disponibiliza isso pois é por parte da cesárea até tem uma portaria eu não aí que no caso que justifica nosso nossa nossa equipe do Polo base é não fazer atendimento né porque a referência tem que ser o município mas eu estive agora na conferência nacional de
saúde agora dia 14 15 16 de novembro em Brasília que foi aprovado vários propostas ali para que essas essa parte da população possa ser atendida também pela Cesar mas essas são propostas que vai ter que ser bastante discutida porque Na minha opinião por exemplo se o nosso Polo base for atender essa população que tá a população que hoje são ditos índios urbanos né que não são não tão vivendo de comunidade mas que vivem nas periferias do município não vai dar conta então acredito que esse compartilhamento tem que ser também tem que ser mais priorizado pelo
Município depende do curso agora é inviável Polo Base Porto Alegre da conta de atender todos assistência ultimamente muitas vezes a nossa psicóloga que a gente tem o grupo né do Nasa ali que pode estar fazendo esses acompanhamentos com CRAS com as ideia social quando precisa né E quando solicitado também então a questão de MPF muitas vezes nós somos mais acionados por parte dos indígenas via MPF do que nós e eu no npf fazer alguma alguma fala alguma não vai falar denúncia mas para poder estar executando então nós ultimamente nós estamos sendo mais acionados do que
do que nós ia acionar alguma atividade acho que como Porto Alegre a gente tem muita coisa que a gente pode até melhorar um pouco Quantas vezes a questão a troca da informação entendeu talvez criar o fluxo uma um instrumento de trabalho que as informações que a equipe do município produz pelo menos as informações a gente possa coletar com mais facilidade ou mais seguido seguidamente entendeu Até porque por exemplo a cobertura vacinal das Aldeias de Porto Alegre que que a gente faz sempre é repassada para área técnica né do município de Porto Alegre a cada três
meses ali ou de ser que é o de ser interior Sul ele Repassa por Porto Alegre Mas a questão de imunização muitas vezes lá dentro da UBS eu acredito que falta um pouco para a gente poder entrar no consenso entendeu Eu acho que falta algumas coisas que a gente tem que articular para poder entrar no no consenso ele entra troca de informação acho que seria mas eu sou o restante eu acho que tá tá tranquilo tá então acho que a questão da ambas as equipes que acesai as equipes tem que trabalhar com as comunidades indígenas
visando sempre o fator cultural e aliando a medicina tradicional né para poder atender toda a população indígena e assim não deixando o Saber indígena ser importar dentro da cidade grande ser esquecido então vocês aí tem esse dever de olhar a medicina ocidental com a medicina tradicional do indígena para poder muitas vezes auxiliar é um exemplo a população Guarani eles Primeiro eles buscam o tratamento com o cara aí deles para depois em caso de necessidade buscar o cuidado médico então acho que a gente tem que acho que tanto é a nossa equipe quanto a equipe do
município acho que tem que melhorar essa questão do tradicional para ambas as etnias né que ela tem né então [Música] Oi eu sou Natália sou sanitarista bacharel em saúde coletiva sou gerente da equipe multidisciplinar em saúde indígena eu tô na equipe atuando aproximadamente uns 8 meses [Música] a equipe ela é composta por médica enfermeira duas técnicas de enfermagem auxiliar de saúde bucal cirurgião dentista agentes indígenas de saúde a gente atua de modo intinerante atendendo 6 aldeias aqui no município de Porto Alegre com cronograma fixo em cada Aldeia organizado por dias da semana que é previamente
pactuado com as lideranças das Aldeias a gente atua também em conjunto com a sesai a gente articulações a gente compartilha os atendimentos faz discussão de casos também junto com a equipe com enfermeiro psicólogo e os agentes de saúde indígena a equipe de saúde indígena ela tem um ponto de encontro e ela se desloca até as aldeias em algumas aldeias a gente tem uma estrutura já adaptada para poder fazer o trabalho em outras a gente acaba levando um material Itinerante as caixas com material os equipamentos que a gente vai fazer o uso pela falta de alguma
estrutura adaptada ainda para a gente conseguir utilizar então é bem diverso nosso atendimento ele muda muito de Aldeia para Aldeia a estrutura Então ela é muito diferente de Aldeia para Aldeia a gente tem duas estruturas que elas são como uma unidade de saúde tem toda a estrutura tem os consultórios separados tem uns espaços adequados para cada atendimento à sala do médico uma parte para fazer os procedimentos uma sala para o dentista cirurgião dentista em algumas aldeias a gente não tem essa estrutura este espaço e uma das Aldeias a gente faz o atendimento no ônibus neste
momento que é um ônibus que é uma semelhante uma unidade de saúde que é cedido pela prefeitura então a gente organiza para poder fazer o atendimento lá num determinado horário e a prefeitura encaminha este ônibus ele acaba sendo um atendimento mais adaptado porque a gente tem apenas dois consultórios dentro desse ônibus para poder fazer os atendimentos médicos e de enfermagem os outros atendimentos de Odonto a gente acaba fazendo uma outra unidade de saúde e em outras dois locais que a gente atua também a gente não tem propriamente um espaço para atuação a gente tem dois
consultórios pequenos e a gente organiza a equipe para atender as demandas ali naquele espaço hoje na equipe multidisciplinar a gente tem em Porto Alegre uma agente de saúde indígena que é do município os demais profissionais que a gente tem na equipe eles não são indígenas mas a gente trabalha em conjunto com a sesai que tem alguns outros profissionais que são indígenas a equipe ela é uma equipe que ela tá bastante tempo também ela já tem um vínculo né e a gente realiza assim mensalmente discussões educação permanente rodas de conversa entre a equipe para a gente
qualificar os atendimentos para fazer esse atendimento atenção diferenciada né a educação permanente ela é inserida no dia a dia ela tá ali no contexto então a questão do atendimento específico da atenção diferenciada de entender as diversidades culturais ela faz parte do dia a dia assim ela vida dentro da rotina da equipe mas a gente também tem quando tem oportunidades de capacitações eventos foras que englobem essa temática a gente também participa com os profissionais eu acho que uma das maiores dificuldades que a gente tem enquanto equipe é quando a gente passa as orientações enquanto profissional de
saúde do cuidado de um procedimento do uso do medicamento contínuo é fazer com que a pessoa que está do outro lado indígena ele consiga entender isso assim eu acho que é uma das maiores dificuldades porque às vezes a gente tem a questão do idioma que é uma dificuldade que muitos falam idioma próprio não entendendo o português então acho que essa uma dificuldade diária que a gente tenha assim da demanda de conseguir entender eu acredito que a equipe Ela é bem capacitada assim a gente tem profissionais que ela eles têm essa didática assim de conseguir conversar
se fazer entender com bastante calma com bastante conversa de consultas que às vezes duram quase uma hora assim para que a pessoa que tá do outro lado recebendo atendimento ela consiga se entender o que está sendo dito o vínculo ele é essencial assim eu acho que é uma das questões mais importantes que a gente tem porque a gente percebe que quando o indígena ele procurou o atendimento de saúde ele já vai procurar aquele profissional que ele tenha confiança né ele não chega na unidade dizendo às vezes eu preciso do atendimento ele chega na unidade diz
assim eu queria falar com o tal profissional porque é o profissional que ele tenha confiança para poder contar o que ele tá sentindo se ele tem algum problema então vincula essencial assim e a gente discute muito isso né porque às vezes a demanda do médico ela não chega para o médico ela chega por técnico de enfermagem que tá fazendo acolhimento exatamente pela questão do vínculo né Então aí o técnico tem que conversar com o médico para poder às vezes quando a gente tem questões de saúde mental assim também que é bem recorrente a saúde mental
ela tem que ser com aquele profissional específico não precisa ser médico não precisa ser um enfermeiro a pessoa chega na unidade procurando atendimento específico daquele profissional e muitas vezes o vínculo infelizmente a pessoa não quer ser atendida por outra pessoa isso acontece se a pessoa o profissional não tá na unidade ela volta ela diz que vai em outro momento porque ela quer que ele profissional eu acho que é muito uma relação de confiança que se estabelece né e acho que tem muitas vezes com essa questão de se fazer entender né quando o profissional consegue se
fazer entender e passar as orientações ele consegue estabelecer o vínculo então ele vai ser referência de cuidado para que ele indígena Quando ele chegar na unidade os encaminhamentos hoje eles são realizados pela médica e pela enfermeira da unidade e eles acontecem por meio do sistema que a gente tem aqui no município que é o sistema gercon quando se identifica essa necessidade então de encaminhamento para um serviço para um exame a gente faz encaminhamento ver sistema no município hoje a equipe multidisciplinar ela atua em conjunto com a sesai a gente tem estabelecido reuniões mensais que são
fixas já no nosso cronograma onde a gente faz uma reunião criada com a cesai e com as lideranças para fazer pactações talvez discussão de casos mais complexos encaminhamentos Então a gente tem esse horário já previsto que a gente organiza e eu acho que ele é essencial para conseguir fazer os encaminhamentos acordos e parcerias que envolvem a gestão no município também a gente faz ações e ações temáticas às vezes de um conjunto com a sesai com a equipe do município por exemplo ações do Outubro Rosa ação de escovação programa saúde na escola também a gente utiliza
a gente faz em conjunto então a gente define ação e combina com uma Cesari a equipe dessas é para atuar em conjunto assim e é bem importante porque a gente percebe o vínculo né quando tá a equipe dessas junto a gente reforça muito esse vínculo das duas equipes estarem em atendimento junto a equipe ela atua hoje com compartilhamento de informações também com e discussão de casos permanentes se a gente tem alguma dificuldade de entender algum contexto se a gente está fazendo um atendimento e precisa saber alguma informação mais específica a gente troca esses dados como
a cesai para poder prestar o atendimento mais qualificado Então existe uma troca de informação e discussão de caso que ela é constante tanto com a equipe do município tanto com a equipe da cesárea por exemplo uma questão que a gente tem que em conjunto hoje que a gente atua é a questão do covid a gente tem um painel onde a gente tem os dados que a gente consegue organizar se alguém teve necessidade de testagem na aldeia se alguém tá faltando a vacina então a gente atua nesse sentido não só no covid mas em outros monitoramentos
que são importantes para a equipe a gente atua compartilhando as informações com as design hoje na equipe todas as nossas organizações acordos modificações na rotina da unidade a gente tudo compactua com a liderança anteriormente a gente não faz alterações mudanças sem compactop liderança é um cuidado muito compartilhado assim ele é um Cuidado que ele anda muito em conjunto né a gente faz as ações e a gente define junto a gente organiza junto por isso é muito importante esse espaço que a gente tem garantido Já que é um espaço mensal para poder fazer esses acordos previamente
o papel da liderança ele é essencial para nós enquanto equipe porque a gente percebe Até que a comunidade ela participa mais quando a liderança tá ali junto divulgando as ações as parcerias os acordos alguma modificação que a gente faz então o papel da liderança assim atuando em conjunto com a equipe essencial aqui pela tua muito em conjunto com outros atores tanto do território inseridos dentro da Aldeia tanto quanto externos Aldeia dois exemplos são as ações que a gente faz com o PCR o programa saúde na escola a gente faz em conjunto então com as duas
escolas que a gente tem inseridas no território da Aldeia o Cras também é um outro exemplo que a gente tem de parceria em conjunto no território que tem uma profissional específica lá que é referência para saúde indígena Então sempre que ela quer fazer atualizações de cadastro ela precisa de alguma informação ou ela prevê fazer alguma ação na aldeia ela entra em contato com nós da unidade para a gente tentar articular assim e otimizar esses espaços assim espaço físico para nós para essas ações eles acabam sendo um problema porque às vezes a gente tem a questão
do acesso à internet dentro das Aldeias então a gente sempre faz essa parceria com o Cras para a gente poder organizar as ações enfim facilitar também o trabalho deles um outro serviço também que a gente tenta ter parceria assim de articular discussão de caso quando há necessidade é o CAPES que é relacionada à saúde mental então a gente também tem essa organização dentro da unidade como rotina quando há necessidade a gente aciona o caps para fazer discussões de casa encaminhamentos quando são necessários a gente trabalha muito em conjunto com os dados essa troca de dados
muitos dados a gente faz o acompanhamento via planilha mas tudo isso é compartilhado com essas áreas assim então se tem alguma questão por exemplo de uma gestante que a equipe dessas vai precisa saber se ela já fez um exame se ela fez testes rápidos a gente tem tudo isso dentro das informações da planilha que é para Cesar então eles conseguem acompanhar em conjunto com a equipe assim se a gente tem alguma atualização disponha ali a gente coloca ali e eles têm esse acesso porque a gente tem todas as planilhas A Gente Tem Tudo Monitorado né
todas as causas que a gente acompanha na atenção básica hoje em dia que é gestante diabéticos hipertensos questão de teste rápida a gente também tem hoje um sistema que a gente precisa informar quantos testes são feitos dentro da unidade Então tudo isso a gente tem organizado para planilhas que a gente chama de monitoramento Mas a gente não tem acesso ao sistema deles uma outra questão aqui no município de Porto Alegre a gente tem também o que a gente chama de Senso que é um instrumento que a Cesário utiliza embora seja do modo diferente a gente
tem o senso onde tem todos os dados dos indígenas que Residem na aldeia o Censo ele é acompanhado por uma profissional fazer atualização permanente dele diária porque a gente sabe que o indígena se desloca muito no território então às vezes ele tá numa aldeia depois ele foi para outra então a gente acompanha pelo senso o Censo ele facilita muito assim porque às vezes o indígena chega dentro da unidade para um atendimento e não tá portando documento então aqui a gente não é nenhum empecilho para o atendimento assim a gente conhece a gente sabe quem é
a gente tem os dados a gente tem as informações que a gente precisa se a gente precisa naquele atendimento encaminhar para um exame e ele não tem o documento para nós da equipe que tem o vínculo que conhece que sabe onde mora sabe quem é a família ter esses dados já previamente anotado essencial porque não ter o documento para a saúde indígena ele não barra o acesso hoje quando o indígena precisa de um atendimento e a equipe não tá naquele território naquele dia a gente conversa com a liderança da Aldeia Aonde a equipe tá E
aí a gente acorda para aquela para que aquela pessoa possa se deslocar até lá para que não fique sem o atendimento comer equipe Itinerante em alguns dias da semana a gente não não tá nas aldeias a gente estaria em outra Aldeia mas também muito pelo diálogo com os agentes de saúde indígena eles informam para nós às vezes qual é o quadro clínico qual é a situação que está acontecendo com aquele indígena e a gente orienta mesmo que a distância e se há necessidade de um atendimento a gente encaminha para emergência em algumas outras situações por
as nossas aldeias serem territórios aqui do município de Porto Alegre a gente acaba referenciando por uma outra unidade de saúde mais próxima porque não seria um caso de emergência para aquela pessoa então a gente entra em contato com serviço e previamente está indo um usuário indígena e contábil tal situação este dia a gente não está no território para que a outra equipe possa fazer o acolhimento lá um dos Desafios que a equipe tem hoje é a questão daí dos registros embora a gente faça o registro diariamente o acesso à internet às vezes dificulta o registro
é uma aldeia extremamente longe o sinal não pega Internet não funciona então acaba que por exemplo se aquela pessoa precisa do encaminhamento médico a gente vai fazer o encaminhamento médico naquele dia e vai mandar para ela mas naquele momento pela falta de acesso à impressora pela falta de acesso à internet a gente não vai conseguir não que a gente não vá fornecer mas não vai fornecer exatamente naquele momento vai fornecer quando chegar lá no outro local que a gente tem estrutura para poder fornecer isso eu acho que isso é um Desafio bem grande assim eu
acho que um desafio que a gente tem hoje dentro da equipe às vezes são essas relações e as relações de que você é muito próxima a gente é muito conjunto ele é um cuidado muito compartilhado é uma equipe que ela tá sempre uma congestão então assim isso às vezes também é um desafio para gestão não é algo fácil assim porque tem as questões que os papéis eles também se misturam então a gente tá dentro do mesmo espaço dentro de uma unidade de uma estrutura pequena então os papéis também se misturam Um Desafio que a gente
tem acho que relativa a gestão são as outras distâncias que a gente tem que a gente faz articulação que são inseridas no nosso dia a dia às vezes nem sempre quem tá inserido dentro da rotina da equipe sabe como é que como é que é a experiência lá como é que acontecem as coisas se tem muita percepção às vezes de quem tá inserido na aldeia tem livre acesso à casa dos indígenas na realidade não é assim culturalmente culturalmente a gente vai quando é convidado a gente não vai lá fazer uma vida sem ser convidado sem
ter um motivo então embora Esteja dentro do território não é fácil sair fazer vender fazer essas articulações então às vezes quem tá de fora em outras instâncias acabam tendo um outro entendimento assim desses desafios da rotina diária da equipe que está inserida dentro do território a equipe pela realiza também em grupos a gente tem atualmente um grupo de jovens que volta muito para a questão da Saúde Mental esse grupo lhe acompanhado também pela residente pelo uma profissional da equipe tem também um grupo que a gente quer retomar que é um grupo de mulheres que é
um pedido da Aldeia mesmo então a gente quer pegar essa potência e esse pedido delas e poder retomar e ele é um grupo que a gente quer tentar em fazer em conjunto com o Cras ele é um grupo que ele já existia mas ele acabou se dissolvendo e a gente percebe assim que quando a gente estimula a participação em grupo quando a gente convida a aldeia ela recebe bem ela vai ela quer interagir ela faz perguntas assim a gente realizou recentemente informação em parceria com a nutricionista que atende aqui na região que a gente tem
a unidade para que ela fosse para dentro da Aldeia para a gente fazer uma roda de conversa assim e foi uma experiência muito bacana assim do pessoal conversando trazendo perguntas hábitos conseguindo fazer associação de a médica me recomendou tal coisa o que que será que eu tenho mas o que que eu não posso fazer isso que tá falando nutricionista médica já me disse então foi muito legal a gente ver essa interação assim ver o pessoal participando e conseguindo associar os atendimentos da equipes orientações que a gente conversou inclusive foi uma ação que a gente promoveu
que ela Aldeia pediu para que a gente repetisse assim então foi muito legal acho que a gente conseguiu atingir muito esse potencial de fazer uma ação coletiva uma roda de conversa com uma profissional externa que tinham interesse em entender como é que era organizada a aldeia para ela poder qualificar melhor os atendimentos dela porque ela recebe usuários indígenas [Música] [Música] [Música] [Música]