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Educação Física - Aula 10 - Preconceitos, estereótipos e relações de poder vivenciada pelos jovens

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centrodemidias
[música] [música] [música] Olá, alunos. Olá, turmas. Sejam bem-vindos à nossa aula de educação física.
Eu sou o professor Paulo Ricardo, seu professor de educação física. Estarei junto com vocês nesta oportunidade de aprender muito mais. Vamos ver o que temos por objeto de conhecimento para essa nossa aula.
Vamos lá. Bom, na aula de número 10, nós vamos falar sobre preconceitos, estereótipos e relações de poder vivenciada pelos jovens nas práticas corporais. Por detalhamento, vamos falar um pouco sobre lutas, ah, mais detalhadamente sobre lutas, corpo e sociedade.
Vamos tentar linkcar, conectar esses dois, tanto o objeto de conhecimento como o detalhamento e ver o que nós temos para esta nossa aula. Sem mais delongas, vamos de aula. Vamos lá.
>> [música] >> Bom, nós vamos falar um pouco sobre lutas e claro, para falarmos sobre lutas, precisamos conceituar, entender o que significam. E já trouxe aqui para vocês uma definição, parece um pouco longa, mas vocês vão ver que quando nós sintetizarmos as ideias aqui vai ficar bem simplificada. Bom, as lutas são manifestações culturais, corporais que existem em todas as sociedades.
Digo isso porque desde as mais complexas, das mais organizadas, né, no sentido de tecnologia, até aquelas que ainda não desenvolveram uma fala que nós podemos, temos a capacidade de interagir. Ah, a gente percebe lutas, né? Ah, se vocês pararem para observar o as populações indígenas, algumas nós eh não temos a capacidade de nos comunicar, porém elas têm algumas práticas de luta ah presentes ali nos seus no seu perdão, nos seus contextos, no seu cotidiano.
Elas vão muito além da ideia simplista de violência ou agressão. São sistemas de conhecimento que envolvem técnica, tradição, filosofia, ritual e também relações sociais. Por isso, é muito importante desconstruir os estereótipos que cercam aí as artes marciais e as lutas, entendendo como o corpo ah que luta é um corpo que carrega história, cultura e muitas vezes também preconceitos, tá?
Então a gente vai ao longo dessa aula tentar desconstruir um pouco dessas ideias, desses preconceitos, dos estereótipos que cercam aí esse universo das lutas. Bom, e aí a gente pode parar para se perguntar, né, por que certas lutas são consideradas nobres ou sofisticadas, como, por exemplo, a esgrima ou o judô, enquanto outras são associadas aí a comunidades periféricas ou indígenas e são estigmatizadas como violentas ou perigosas. Por que será que isso acontece?
Bom, nesta aula nós iremos ah para entender um pouco sobre isso, vamos realizar aí o que está nessa cartela. Nós vamos fazer uma análise crítica ah sobre os preconceitos com os estereótipos e relações de poder nas lutas, pra gente entender um pouco aí a como essas eh como que a gente eh eh consegue vencer essas barreiras que se levantam aí, né, dentro da sociedade. Pra gente iniciar essa discussão, eu trago um conceito que vocês talvez já tenham ouvido em algum lugar, quem sabe em outras aulas sobre estereótipos.
Bom, o conceito que a gente traz, né, a gente redefine aqui um pouco, é uma crença socialmente compartilhada sobre os atributos pessoais. E aí a gente pode falar de traços de personalidade, comportamentos ou mesmo características físicas de um grupo de pessoas ou mesmo de uma pessoa. No caso aqui as lutas.
Bom, ah, de modo mais aprofundado, se a gente fosse discutir, a gente vai tratar de uma generalização cognitiva simplificada e rígida. É como se a gente diminuísse a a o a imensidão do conceito da luta, a história, tudo que ela carrega ali, os valores e a gente colocasse em uma expressão. Frequentemente ela é baseada em informações incompletas ou distorcidas que se a gente fosse aplicar ah indiscriminadamente a todos os membros de de um determinado grupo, independentemente das variações e singularidades individuais, tá?
Então, a gente precisa entender que ah não dá para suprimir em uma única palavra valores, história e muito mais que está relacionado aí às práticas da luta está dentro desse contexto. Bom, a luta ela é muito mais do que o combate, é muito mais do que aquilo que a gente vê na televisão, nos espetáculos, no octógono, né? Aquilo que é apresentado no tatame ou mesmo ah nos jornais esportivos.
é muito mais do que isso. E pra gente entender, é necessário conviver, é necessário ah praticar, é necessário estar envolvido para que você saiba, ah, de fato o que acontece naquele ambiente, para que você possa ter noção de que a ideia é muito mais do que o simples contato ou o simples ato de vencer. Pra gente entender um pouco mais, olha só, o estereótipo de gênero, por exemplo, é a ideia de que luta é coisa para homem.
Bom, há muito tempo essa esse essa ideia já foi vencida, já foi desconstruída, porém ainda existe esse argumento, essa falácia, né? E historicamente as mulheres ah foram excluídas dessas práticas porque elas eram vistas como frágeis ou inadequadas para esta modalidade. Era muito pesado para elas.
Porém, a gente tem na na atualidade a gente tem um reflexo completamente diferente disso. A gente tem mulheres se destacando ali nas práticas das lutas. A gente pode ver a luta das mulheres de modo subjetivo, por reconhecimento, por espaço, por enganjamento, né?
E a gente consegue perceber elas alcançando isso. Isso reflete a a no que tange a diminuição ou a exclusão das mulheres. Isso reflete uma relação de poder que limita a autonomia e a expressão corporal feminina.
Ou seja, excluir as mulheres não é legal não estar ah dentro do que prega ali as lutas. Infelizmente isso vem de contextos históricos onde as sociedades eram mais patriarcais, eram mais machistas, né? E por conta disso havia essa exclusão.
Um exemplo que cito para vocês de mulheres no esporte é Amanda Nunes, que é considerada uma das maiores lutadoras de todos os tempos e ela foi campeã dupla simultânea, né, no peso galo e no peso pena do UFC. E aí a gente quebra completamente esse estereótipo de que a luta não é coisa de mulher. Outro exemplo, olha só, é a Chris Bog, que é uma referência mundial e ela também é defensora de títulos do FC, do Strike Force e do Inv FC, tá bom?
Ah, mais um exemplo, né, dentre muitos. E assim, eu tô citando aqui exemplos famosos. A gente tem outros exemplos de mulheres, ah, não tão famosas, né?
mulheres do nosso cotidiano, quem sabe na sua comunidade que praticam lutas, ganham aí os títulos eh dentro da comunidade, quem sabe disputam a título regional, nacional, porém não são citadas pela mídia, como por exemplo a Ronda Roussey, que é famosa, né, e ela é fundamental para a visibilidade do MMA feminino ali no UFC. OK? Esses são alguns dos exemplos de mulheres no esporte, esses que citei para vocês, tá?
Essas mulheres elas ajudam a dar mais visibilidade, a quebrar completamente esse estereótipo de que a luta não é coisa de mulher ou a luta é coisa só para homem. Elas mostram que as mulheres estão mais do que preparadas e necessitam desse espaço, né? precisam desse espaço para mostrar muito mais da sua força.
Se a gente fosse olhar, por exemplo, um exemplo amazônico desse estereótipo de que a mulher não serve para este ambiente de luta, bom, a gente vai ver nas comunidades indígenas. A gente tem ali algumas lutas tradicionais, como uca uca dos povos do Xingu, que elas eram predominantemente masculinas. Ehã, mas a participação feminina acontecia ali em outra esfera de força, né, e ritual, hã, que era algo meio central que aconteciam.
E a gente pode, de repente se perguntar, será que essas divisões elas são culturais? Será que a gente eh deve entrar nessa ideia? A gente deve entrar nessa discursão, ah, não, mas ali é uma cultura mais fechada, é dos indígenas.
Mas que tal nós eh absorvermos um pouco do que está ali na raiz das regras, na raiz do combate e a gente fazer uma singela adaptação onde as mulheres, não mais as indígenas, mas se a gente pegar ali a prática dos indígenas e trouxer pro nosso meio, onde negras, brancas, a todas as etnias possam praticar aí essa modalidade. Será que essas divisões ah dentro dos indígenas elas são culturais ou também são reenforçadas por preconceitos externos? Bom, eles têm ali uma pureza no que se refere à sua cultura, a sua estrutura como sociedade, né?
Como eu falei lá no começo da aula, ah, existem alguns povos que ainda não desenvolveram a comunicação e clara, efetiva, com o homem branco, né, com o colonizador, mas ah eles têm as suas práticas bem consolidadas. dentro das suas comunidades. E aí a gente eh acaba que bate ali eh em uma barreira muito sensível.
Será que nós devemos entrar dentro dessa comunidade e pregar esses valores ali de que as mulheres devem praticar ou nós devemos simplesmente absolver os elementos dessa prática, trazer para a nossa cultura e remodelarmos de modo que as mulheres possam participar. Então, é um é um tópico bastante sensível, tá bom? Ah, e a gente requer muita discussão para que nós consigamos, quem sabe, remodelar ou eh eh recriar essas práticas no nosso ambiente sem agredir, sem ferir a cultura de outros.
Bom, a gente tem também além desse estereótipo aí da de gênero, né, no que se refere às mulheres, a gente tem os estereótipos raciais e de classe. Ah, eu não sei se vocês já ouviram falar, mas as lutas elas são frequentemente racializadas e associadas a classes sociais, querendo ou não, isto acontece. E a gente traz aqui um exemplo.
Olha, a capoeira, ela é nascida da resistência negra escravizada e ela foi criminalizada por décadas. Cito aí a lei da vadiagem, enquanto alguns esportes olímpicos eurocêntricos, eles eram valorizados. E aí a gente tem essa dualidade, essa diferença entre a forma de enxergar essas lutas.
E aí a gente tem esse estereótipo racial e de classe, enquanto umas são marginalizadas, são eh olhadas como danças periféricas, né, perdão, lutas periféricas, outras são eh transformadas em verdadeiros espetáculos. a investimento de valores, a investimento da mídia para divulgar essas lutas e h a há também a a monetização, né, dos atletas, enquanto umas são completamente marginalizadas, esquecidas, ah, e não há esse investimento, outras há uma injeção de capital muito grande. Então, é algo que a gente precisa vencer e isso é fruto do estigma de violência ah versus aí a cultura da disciplina que a gente também enxerga dentro desse universo das lutas, OK?
E aí a gente precisa falar que o maior preconceito sobre as lutas é as pessoas confundirem, né? as pessoas terem a ideia de que a luta é violência bruta. E eu preciso dizer a vocês, se alguém ainda tem este conceito, a luta não é essa violência bruta.
Na verdade, as lutas elas, as que são estruturadas, né, as artes marciais, elas são ah práticas que ensinam o controle da força, o respeito ao adversário. a gente tem ali a figura do rei no judô, né? Aquela figura central que você precisa reverenciar, você precisa ter respeito ali dentro, dentro e fora do tatama, é claro.
E claro, a disciplina mental e também os limites do próprio corpo são alguns dos dos valores das das dos preceitos que são pregados pelas lutas. Então, é necessário que a gente desvincule essa ideia de que a luta é essa violência bruta, é essa agressão. A agressão nada mais é do que uma ação impensada que vai gerar algumas consequências, inclusive legais, né, perante a lei, ah, que podem prejudicar o indivíduo que a pratica.
Já as lutas elas vão ser um pouco um pouco não, bastante distantes dessa ideia, tendo em vista que elas vão te conectar com o teu eu, vão de alguma forma tentar equilibrar ali as suas energias, vão fazer você controlar a sua raiva, a sua fúria e saber a forma e a hora certa de usar a a sua força contra o seu oponente em competições legalizadas, em momentos ah que que for realmente nesse necessário como um ato de defesa pessoal e nem é aconselhável. Não é porque eu sei lutar, por exemplo, jits que eu vou reagir a um assalto, eu vou expor a minha vida a um risco desnecessário. Ah, os bens materiais depois a gente conquista de novo.
A vida é uma só e não é porque a gente sabe lutar que a gente vai de repente se expor dessa maneira, tá bom? Bom, nesse nesse universo, nessa nessa atmosfera das lutas, a gente vai falar um pouco mais sobre a vivência prática e, claro, a significação, ah, olhando aí paraas lutas como um projeto de vida. E você pode, quem sabe, se perguntar: "Professor, como que eu posso inserir isso no meu projeto de vida?
Como isso vai mudar a minha vida? Como lutar vai mudar a minha vida? " Bom, o próprio termo, né, se a gente for olhar pro termo luta como um o verbo, né, lutar, você vai eh empreender alguns golpes, vai aprender alguma modalidade de modo mais subjetivo, a gente vai lutar contra a nossa própria realidade, a gente vai lutar para transformar a nossa realidade.
Então, se a gente colocar nesse formato no nosso projeto de vida, a gente já vai ter aí um uma escada, um um caminho para vencer. Porém, as lutas elas nos ensinam muito, como, por exemplo, o cuidado com o parceiro, né? Antes de a gente executar, a gente precisa pedir permissão ali, perguntar se ele está pronto, né?
Ah, e após executar algum golpe, a gente precisa verificar se esse parceiro está bem. Se a gente colocar isso aí na nossa vida, a gente vai ter um olhar mais empático sobre o nosso adversário, o nosso companheiro, aquela pessoa que está ali do nosso lado. Se a gente for falar do objetivo, a gente precisa lembrar que não é somente ganhar, mas aprender juntos.
daqueles que estão ali, ah, no tataming, ah, no momento da competição, claro, vai ter ali a disputa de repente por uma categoria, por um troféu, porém no final todos vão ah se curvar, todos vão se reverenciar com respeito, com ordem, com decência e disciplina. Então, o objetivo não é somente ganhar, mas que todos possam aprender juntos ali eh dentro da modalidade, aprender aqueles valores que falei para vocês que estão presentes em quase todas, na verdade em todas as lutas, né? Estão presentes ali nas modalidades de luta, ah, e são fortemente difundidos.
Isso nos ajuda a desconstruir tudo o que a gente já falou até agora, né? os estereótipos, tanto os de gênero, os de classe, o estigma, né, social que existe sobre as lutas, este olhar que diz que é pura brutalidade, aos poucos nós vamos desconstruindo essas ideias. Bom, ah, outro ponto, olha só, os movimentos, né, contam história.
Se a gente parar para olhar quando a gente fala de uma de uma sequência básica ali na capoeira, né? A ginga esquiva, um ataque básico, um movimento inspirado nas lutas indígenas como um deslocamento para baixo, a gente vai perceber uma conexão com o chão. A gente vai perceber a uma conexão desses movimentos com a história, né?
Será que a jing e a esquiva e um ataque básico era a forma só de ele demonstrar a agilidade do corpo? Ou será que era a forma que o capoeirista usava para tentar desvencilhar o capitão do mato enquanto ele entrava numa luta corporal, lutando não só para exibir, não só para mostrar pros turistas, mas para lutar pela sua vida, pela liberdade. Então, esses movimentos eles contam história.
Então, é necessário que a gente não só replique, não só demonstre, não só repita esses movimentos, mas que nós possamos ah entender o que cada movimento traz, a carga histórica que cada um deles conta para nós. Tá bom? O texto continua, olha que a gente percebe o corpo como uma expressão cultural.
Isso vale para todas as lutas. Se você parar para olhar, por exemplo, as artes marciais eh orientais, eles trazem ali uma canalização da energia, uma forma que você se conecta com o universo, que você sente toda a força ao seu redor e canaliza para usar com objetivo final. No caso, né, a ginga, ela não é só um passo quando a gente fala da capoeira, mas ela é representação da mandinga, da astúcia, da resistência e da musicalidade.
Então, todos esses aspectos estão envolvidos e são representados ali pelo corpo daquele praticante de capoeira. É muito mais do que simplesmente embalar ao som do birimbau e se mexer. É muito mais do que você só gingar.
Tem muito contexto histórico que a gente não consegue enxergar quando a gente passa e vê uma roda de capoeira, mas quando você se envolve, estuda, ah, busca entender esses elementos, você vai ver que tem muito mais profundidade. Bom, além disso, a gente tem possibilidades a partir da luta e a primeira delas que quero falar para vocês é o autoconhecimento. A partir da luta, né, você passa a entender como eu me sinto ao aprender uma luto.
Será que a gente desenvolve medo, vergonha, empoderamento? A gente se sente mais forte, capaz de enfrentar ali inimigos, né? Capaz de lutar contra o bullying na escola?
Bom, a luta ela me mostra ah meus limites físicos e também psicológicos. Isso por quando eu falo em físicos, você vai treinar para se tornar muito bom. Ah, quem sabe para vencer ali as categorias, para disputar.
E quando eu falo em psicológicos, é esse autocontrole mental, esse conhecimento que você vai saber onde é o seu limite. Existem algumas brincadeiras de de contato que começa a brigar, bater. Você vai você mesmo vai dizer: "Não, não vou brincar de bater porque eu sei como usar a minha força e se eu usar isso pode ser letal.
" E você vai se afastar daquele momento, sabe? Esse autocontrole, esse autoconhecimento, é um aspecto que é possível a partir da prática da luta. Além disso, olha só, a gente passa a desenvolver um autocuidado.
A luta como atividade que exige, né, o aquecimento, o alongamento, a hidratação, o repouso, na verdade, o a jornada do atleta, né, você passa a cuidar do seu corpo para que ele suporte o desafio imposto ali pelos treinamentos, por essa vida de atleta. senão você não vai conseguir render dentro do ambiente de treino. Perfeito?
Além disso, olha só, a gente vai ter também a socialização. A luta, ela cria uma comunidade. Quando a gente para para olhar ali o dojô, a academia, a roda de capoeira, o ambiente que você estiver treinando, ele é um espaço de confiança múltua, onde as pessoas aprendem a lidar um com o outro, eh, em uma situação de intensidade.
Você aprende a dividir. Aquela pessoa passa a não ser o seu oponente na hora do combate, mas o seu companheiro na hora do treino. E aí você a aprende a a olha para ele como seu irmão, como seu próximo, como alguém que vai te ajudar a desenvolver o teu potencial dentro daquele ambiente.
Perfeito. Para finalizar, olha só, a gente vai ter o entretenimento. Bom, a diversão do desafio, né?
ah, da superação, da brincadeira, da série ali da roda de capoeira ou ainda do Randori, que é o treino livre do judô. Tudo aquilo a gente vai transformar o que seria o treino num ambiente de diversão. E quando a gente aprende se divertindo, aquilo se torna mais prazeroso, se torna mais valioso você estar naquele ambiente, você estar com aquelas pessoas.
Quando você não está treinando, você vai sentir saudade de estar treinando e aquelas pessoas passam a cuidar umas das outras. Perfeito. A gente vai falar um pouco agora, olha só, sobre a inclusão social por meio das lutas.
Bom, historicamente, as lutas têm sido utilizadas para integração social, especialmente nas comunidades marginalizadas. Isso é um aspecto que não só dá cara, voz e vez paraas lutas, mas mostra possibilidades para aqueles que talvez não enxergam um futuro muito claro. As pessoas não enxergam que podem eh que tem um futuro à sua frente e as lutas possibilitam que elas como atletas se enxerguem, se percebam.
Poxa, isso aqui eu sou bom fazendo isso. Isso aqui eh eu consigo ser o melhor nesta modalidade. Ou eu me encontrei nessa modalidade e eu vou investir nessa prática.
Isso vai me levar a lugares que eu nem imagino. São possibilidades que acontecem através da inclusão social por meio das lutas. Ah, por meio delas, o os indivíduos eles desenvolvem habilidades como resiliência, cooperação, eh, que são essenciais pro convívio social.
O texto continua. Olha só, projetos comunitários e algumas iniciativas escolares, elas mostram que as lutas são ferramentas ah maravilhosas para reduzir a a desigualdade, ah, promovendo um espaço de acolhimento e transformação social. Como disse a vocês, as pessoas ali dentro passam a se enxergar como parceiros, como companheiros e até irmãos.
Esses irmãos se apoiam, se ajudam, ã, querem crescer juntos, querem ver os outros se desenvolvendo. Isso afasta ali da do cenário da violência, do cenário do do daquilo que não é bom pro desenvolvimento pessoal. Tá bom?
Olha só, a gente vai falar agora um pouco sobre o ensino das lutas na escola. Na escola, ah, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, as lutas elas são conteúdos obrigatórios nas aulas de educação física. Basicamente o que nós estamos fazendo aqui, tratando sobre elas.
Isso porque elas incentivam o respeito às diferenças e a valorização cultural. Vocês lembram que eu falei que nós iríamos desconstruir os estereótipos, os preconceitos, todas as ideias errôneas que se cria sobre as lutas? Eh, o que está proposto aí pela BNCC para as lutas nas aulas de educação física.
um pouco mais. Olha só, ao serem ensinadas nas escolas, elas se tornam um meio de socialização, onde os alunos aprendem a lidar com conflitos de maneira ética e construtiva. A disciplina proporcionada mesmo pelo diálogo sobre as lutas é algo fenomenal, capaz de nos ensinar, nos moldar e a agir de maneira aí ética e construtiva diante dos conflitos.
Um pouco mais ah o desenvolvimento socioemocional por meio das lutas. acontece porque além do desenvolvimento físico, as lutas contribuem para o equilíbrio emocional e a construção de habilidades socioemocionais, como o autocontrole, a empatia e a superação. Essas características elas nos ajudam, ajudam ali os praticantes, né, a enfrentar os desafios diários, promovendo autoestima e a segurança em si mesmos.
Perfeito. Ah, se a gente for observar, a gente tem muitos exemplos, né, de como a as vidas foram transformadas através das lutas. E a gente percebe que em contextos de vulnerabilidade, as lutas elas se destacam como uma ferramenta de resgate social.
Perfeito? Ah, e aí a gente tem que falar sobre iniciativas que oferecem ali aulas gratuitas em comunidades carentes. Elas possibilitam jovens, eh, que os jovens desenvolvam, né, disciplina, além de oportunidade de integração e inserção no mercado de trabalho, como atletas ou futuros professores.
E aí eu trouxe um exemplo maravilhoso de como as lutas transformam as nossas vidas no vídeo que vai aparecer para vocês agora. Olá, sou [música] o Jonatas Machado, sou paraatleta, eh, presidente do [música] Instituto Paradortivo do Amazonas e hoje eu tô aqui para contar um pouco da minha história, [música] do que o esporte mudou minha vida, né? Aos 5 anos de idade eu [música] tive sequelas de poliomelite, aonde eh eu fiquei por 7 anos na cadeira de rodas, [música] né?
E ao passar do tempo, né, eu [música] eu mudei para um certo local onde eu conheci uma pessoa que é o meu amigo pessoal, aonde me levou a fazer parte do esporte, da luta [música] e aonde a luta hoje me reabilitou, né, que me tirou da cadeira de roda. É, em 1995 eu fui praticante [música] de luta livre através desse meu amigo, aonde e eu consegui mobilidade [música] física melhor através dessa luta. Depois eu pratiquei o jits, aonde eu [música] consegui com mais êxito ter uma reabilitação total.
E a luta ela só não me tirou da cadeira de roda, né? Ela mudou minha vida [música] totalmente, né? E a partir desse momento eu mudo vidas de outras pessoas que tm o mesmo desafio de estar saindo uma cadeira de roda, de tá [música] numa depressão, de tá se iludido nas drogas, né?
E hoje a gente faz todo esse trabalho de reabilitação através da luta. [música] A luta mudou a minha condição física, minha condição mental, minha condição financeira, né? Hoje eu sou cinco vezes campeão mundial de Abu Dhabi, eh campeão amazonense, campeão brasileiro.
Então eu tô aqui para dizer para vocês que a luta ela transforma a vida de todo mundo, de todas as pessoas, não só pessoas com deficiência, mas as pessoas [música] sem deficiência também. E tô aqui para mostrar e para provar isso, que o esporte [música] muda a vida de qualquer pessoa. [música] Percebemos a riqueza que está eh eh impressa nesse conteúdo maravilhoso.
E além disso, a riqueza cultural das lutas. Cada luta, ela carrega consigo aí valores e a história do seu povo. O judô, por exemplo, né, ele reflete ali a filosofia de equilíbrio entre o corpo e a mente.
Enquanto a capoeira surgida aqui no Brasil entre os escravizados, ela simboliza resistência e liberdade. E muito mais do que praticar, a gente precisa valorizar as lutas como manifestações culturais e entender que isso é considerar a diversidade e fomentar o respeito por diferentes tradições. OK?
Ah, em síntese e posicionamento crítico, as lutas elas são a espelhos da sociedade. Elas revelam ali os nossos preconceitos de gênero, raça e classe. Então, quando a gente começa a praticar, a gente começa a vencer não só as disputas, mas vencer também esses aspectos.
Portanto, adotar um posicionamento crítico significa valorizar todas as manifestações de lutas, entendendo o seu contexto cultural, OK? Um pouquinho mais, combater algumas piadas, exclusões ou mesmo estigmatização no ambiente esportivo, são passos primordiais para que nós consigamos vencer esses aspectos. Eh, eu preciso também reconhecer nas lutas um caminho para o autoconhecimento, cuidado com a saúde, formação de comunidade e também resistência cultural.
Por fim, no contexto amazônico, isso é é ainda mais urgente, significa respeitar e aprender com as tradições corporais indígenas afroamazônicas, ah, vendo-as como patrimônio de conhecimento e não como curiosidade exótica. Espero que vocês tenham gostado dessa aula, tenham aprendido bastante. Deixo a todos um forte abraço e até a próxima.
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