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019,823 คำ99m readGrade 18
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Jairo Oliveira
Mas a gente faz mesmo assim então do ponto de vista fenomenológico ou seja daquilo que de fato acontece dos fatos a tradução é feita o tempo todo a gente traduz o tempo todo eh então é insensata Mas é factível bom vamos fazer só uma rápida contextualização que tem a ver com a contextualização da semana passada do classicismo e do Romantismo pra gente se localizar historicamente Eh Então até Essa época o romantismo né que é esse contexto do schli merer eh é que abriu a oportunidade de pensar a tradução de outras formas eh até o romantismo
a tradução engalfinhar o texto na própria língua na própria cultura sempre pensem nas ver os franceses eh isso vai os francófonos né isso vai ficar mais claro então até então a tradução trazia para si foi assim que os latinos traduziram os gregos né levando para siim Eh o romantismo como a gente viu Eh na semana passada é considerado um movimento surgido na Alemanha mas que se espalhou né inclusive pelas Américas do século XVI e considera-se em parte mas a gente já relativizou isso também a semana passada em parte como uma resposta ao racionalismo radical do
Iluminismo mas em parte não porque o romantismo tem um traço racional também né então não é só isso como a gente viu também os principais pilares do Romantismo são subjetivismo o indivíduo né É É indivíduo centrado os sentimentos a transcendência a valorização do autor porque tem a ver com a valorização do indivíduo com o antropocentrismo e com o subjetivismo de cada um que passou a ser considerado então vejam como a discussão sobre tradução tem a ver com a ascendência da discussão sobre autoria né Essa Ideia romântica de autoria como algo muito Único muito individual muito
criativo é fruto da alma de alguém da expressividade de um indivíduo tá tudo interrelacionado passa-se a pensar né ou a estudar a especificidade de cada autor seu estilo sua originalidade então por isso que a visão sobre o tradutor também muda Nesse contexto essa virada mudou a visão teórica e pragmática sobre a tradução questões de equivalência e fidelidade ganharam mais relevância por causa da questão Da autoria eh como a gente acabou de falar as dicotomias eh ganham destaque autor tradutor original tradução tradução fiel e livre e todos que a gente já e na contemporaneidade Ou seja
hoje isso se transmutar né porque isso foi muito discutido do romantismo para cá então dois séculos ao longo desses dois séculos Essa discussão desembocaria numa ideia de tradutor literário como autor né que tá bem em voga agora no século XX então o scher merer eh foi contemporâneo de gter eh e era um teólogo filólogo tradutor considerado filósofo por alguns também ou seja esse pessoal era polímata né eles eles agiam em várias áreas ao mesmo tempo não era ainda né o tradutor que é só Tradutor só entre mil aspas eh longe disso geralmente a atividade eh
Tradutória entrava né na no rol de de atividades dos intelectuais como a gente falou a semana passada também porque eles traduziam por necessidade para conhecer outras obras para publicizar obras estrangeiras importantes eh o o schar então assim pra gente aqui ele tem um ele tem um peso muito grande pra tradução né porque nós somos dessa área mas na verdade ele é considerado o fundador do protestantismo Moderno e a obra eh mais importante dele é essa daqui que tá aqui a crença Cristã eh Então na verdade né pra gente é um a a tradução acaba se
destacando mais mas se vocês forem conversar sobre sch maher com pessoas de outras áreas vocês vão saber que ele na verdade é mais importante mais famoso como teólogo ele traduziu para o Platão para o alemão com o schlegel n então lembram que a semana passada a gente tinha a dupla eh g e chiller agora a gente tem a Dupla scher e schlegel que foram eh colegas de casa roommates sabe dividiam a casa moravam no mesmo apartamento quando estudavam e assim decidiram para nas horas nas horas vagas né assim ter uma atividade um hobby então eles
decidiram traduzir Platão pro alemão isso tem um tem uma importância grande porque como a gente já já viu nas outras aulas sempre fiquem com isso em mente os alemães se empolgaram muito com tradução traduzindo Os Clássicos nesse Período né classicista Eh romântico eh traduzindo os gregos pra língua alemã e nutrindo a crença de que o alemão era ideal para traduzir Os Clássicos então eu trouxe alguns trechos do texto pra gente conversar eh sobre eles algumas coisas importantes né Assim que estão contidas ali no texto então começa o nome já começa sistematizando né sobre os diferentes
métodos de tradução e na verdade ele ele vai ele passa por paráfrase imitação mas ele vai Chegar aos dois métodos que ele propõe bom ele começa citando outros tipos de tradução eu acho isso bem contemporâneo né assim também bem visionário porque ele vê a tradução como uma uma ferramenta humana né para várias coisas então quando a gente conversa a gente se traduz e traduz o outro no dia a dia a gente traduz pessoas do nosso próprio país da nossa região a depender do dialeto do sotaque eh a gente também traduz a língua para Uma língua
mais simples ou para uma língua mais rebuscada então a tradução não é só né da língua estrangeira mas depois ele especifica a discussão dele que é uma coisa que a gente faz muito um trabalho acadêmico né assim começar com uma coisa panorâmica às vezes depois atacar aquilo que nos interessa então ele vai e ataca né então aqui nos interessa a tradução de uma língua estranha a nossa ou estranha para a nossa como tá traduzido lá no texto né Eh em seguida ele vai separar a atividade do que ele chama de intérprete ou de intérprete comercial
da atividade da tradução de ciência e arte que seria na nossa linguagem atual a tradução literária porque essa ciência aqui quando ele fala dessa ciência ele tá falando de ensaios e textos teóricos com eh o trabalho de estilo né com Como era na maioria dos casos né por muito tempo os teóricos escreveram de maneira altamente Estilística né é essa esse texto mais árido é característica do século XX né da ciência do século XX esse texto que tem sim estilo porque todo texto tem mas que se pretende mais padronizado né como a gente em geral escreve
os nossos artigos as nossas dissertações e teses né um texto mais direto né etc mas não era comum não né os textos teóricos inclusive do próprio sch inclusive dos que a gente viu a semana passada o g o Humboldt E claro o A tarefa do tradutor do Benjamin para aqueles que já leram são muito próximos da literatura em trabalho estético inclusive em multiplicidade de sentidos então ele faz essa distinção né o intérprete que trabalha que aqui ele vai eh uzir digamos a atividade comercial é quem ajuda em negociações basicamente e esse domínio da ciência e
da arte a escrita é própria dos domínios da Arte e da ciência é interessante essa consideração dele olh através da qual suas obras tornam-se duradouras e a interpretação de boca a boca das Produções científicas ou artísticas seria tão inútil quanto parece ser impossível isso É bem interessante Então ele ele faz referência à importância do registro eh daquilo que se pensa ou das criações artísticas para que elas consigam perdurar ao longo do tempo enquanto que Em contraponto há um intérprete que resolve uma questão momentânea né que que participa de uma negociação ou de uma conversa diplomática
ou algo assim que é importante para aquele momento mas que não necessariamente precisa ser eh duradouro então é interessante ele relaciona a ciência e a arte com algo que precisa ser conhecido por outras gerações e que portanto precisa ter registro escrito ele no texto ele prossegue Diferenciando o que seria a atividade do intérprete e do tradutor relacionando o primeiro deixa eu ver o que tá acontecendo aqui no grupo Ah chegou aan ele prossegue Rela diferenciando que seria a atividade desse intérprete da atividade do que ele chama de tradutor Claro aqui ele não eh é também
bem dicotômico ele não tá contando com todos os outros tipos de Tradução que existem entre uma coisa e outra e de interpretação também relacionando o primeiro ou seja esse intérprete comercial a vida comercial a tradução e a tradução e dizendo que a tradução nesse domínio seria mecânica é claro que hoje a gente não acha isso mais né a atividade do intérprete mesmo comercial mesmo muito técnico de textos especializados né então por exemplo uma conferência de mecânica de motor de carro de corrida né O intérprete vai lá e participa hoje em dia a gente já não
acha não Que que essa é uma atividade mecânica nenhuma atividade tradutória é mecânica né todas em algum grau paraa nossa visão contemporânea todas em algum grau envolvem criatividade eh maleabilidade uma cognição uma atividade cognitiva muito alta eh enfim não é mecânica mas aqui né pro pro sch merer ele faz essa essa dicotomia que ajuda o Ajuda a se livrar da atividade de né da tarefa de teorizar sobre essa outra tradução que não não interessava ele né na verdade é isso ele ele acha um caminho para de se livrar né olha eu vou falar da tradução
de arte e ciência e não me interessa falar da do né das dos outros tipos de tradução eh hum Porém uma coisa que ele introduz e que essa sim se tornaria mais forte com o tempo cada vez mais discutida e mais consolidada é a questão da autoria Então é interessante o texto dele né porque ao mesmo tempo que ele quer se livrar desse suposto intérprete comercial por outro lado ele realmente indica um caminho para uma tradução autoral no caso da ciência e da arte que é uma coisa que nunca mais deixou de ser discutida e
ainda é muito importante hoje né tanto é que faz relativamente pouco tempo que nós temos nomes de tradutores nas capas dos livros inclusive de livros não literários né às Vezes de livros teóricos o o nome do tradutor também vai na capa ó o tradutor de ciência e artes imprime-se mais no trabalho aqui ele tá indicando né Essa ele tá dando uma uma e sugerindo um futuro e para essa discussão da autoria eh o objeto não domina de modo algum mas é dominado pela pelo pensamento e pela mente é interessante essa distinção que ele faz é
discutível né É controversa Mas é interessante porque ele tá partindo da ideia de que na tradução comercial como ele chama o é concreto então eu tô lá negociando uma saca de café por exemplo eh o referente é concreto nós estamos falando de algo palpável café em troca de dinheiro por exemplo enquanto que na ciência e nas artes Ele acha que o assunto ali pode ser abstrato ou seja ele ele é dominado pela ideia de alguém Né é a expressão da ideia da Concepção da visão de mundo de alguém portanto a tradução precisa ser também autoral
né o tradutor também vai pensar com a mente dele para traduzir aqueles pensamentos e aquelas ideias na ciência e nas artes a língua não faz referência a objetos visíveis ou fatos externos é isso que ele quer dizer bom o slamer ao longo do texto também oferece para a gente uma visão de língua cultura país às vezes né Lembrando a Alemanha não tava unificada ainda eh e é interessante também a gente considerar essas partes né Ele fala cada homem está sob o poder da língua que ele fala isso é uma coisa que o humbold da semana
passada o Wilhelm humbold também fala lembram né a inclusive ele teoriza sobre isso o Humboldt em outros lugares da obra dele a língua como limitadora e eh expansiva A depender do ponto de vista da nossa visão de mundo claro que Eles que são né germânicos acreditavam que a língua alemã expandia a visão deles e era perfeita para traduzir o grego eh então Eh né assim a gente tem que olhar que não é que eles achavam que a língua deles limitava eles achavam que a língua permitia ver muitas coisas mas que dependendo da língua do homem
Ele ficaria limitado aquela visão da língua isso a gente pode pensar sobre muita Coisa gente com certeza nós falantes do português brasileiro ou de libras aqui no caso da nossa da nossa turma eh Com certeza Nós pensamos coisas e concebemos coisas porque a língua assim nos permite ou assim nos incentiva eh não sei se vocês já pararam para pensar sobre isso mas tem tem muitos casos assim Outro dia eu dei um exemplo na sala de aula da graduação da palavra Namoro eh ela é uma palavra de de Engraçado que a gente sempre pensa em saudade
né mas eu diria que namoro é mais difícil ainda eh a a concepção Brasileira de namoro é bem própria nossa né esse esse estado eh supostamente apaixonado e de comprometimento mas que não é um noivado e não é dating também não é uma série de encontros né em inglês particularmente não tem Correspondente a namoro né é uma visão eh e mesmo as as as línguas que T namorar se né como italiano espanhol não é a mesma coisa também então esse é só um exemplo bem fofo né um exemplo romântico de coisas que às vezes a
nossa né a nossa concepção do relacionamento namoro tem relação com a oportunidade que a língua portuguesa brasileira nos deu de pensar sobre namoro né é um caso assim assim uma cultura uma língua que não tenam nada Nem parecido eh Possivelmente não leva as pessoas a quererem tal relacionamento Tipo isso porém cada homem de livre pensar e espiritualmente espontâneo molda também a língua vejam que aqui é uma visão Bastante romântica Por falar em romântico eh da do Poder da criatividade né tipo então ele acha que o o homem que é espiritualmente espontâneo e de livre Pensar
é capaz de manipular essa língua ele é capaz de expandir essa língua que seria o caso dos cientistas e dos Artistas né eles manuseiam a língua de acordo com a vontade deles ou seja são os que não só criam neologismos mas transgridem a estrutura da língua para que ela expresse aquilo que eles querem expressar é a Força Viva do indivíduo que produz novas formas na matéria maleável da língua é muito bonito isso daqui bem romântico né Essa visão Lembrem-se do né daqueles valores lá do Romantismo subjetivismo individualismo sentimento transcendência valorização da autoria e do autor
tem muito a ver com isso bom ele vai focando cada vez mais em tradução né ao longo do do texto gente aqui tá um calor do cão não sei nas nas em suas respectivas cidades mas aqui em Uberlândia Jesus só quero ver essa onda de calor essa semana eh ele chega ao a um ponto que é fundamental no pensamento que ele Apresenta nesse texto que é Como oferecer aos leitores o mesmo entendimento e o mesmo prazer que ele aquele que conhece a língua de partida o tradutor Experimenta né então aqui ele sugere pra gente que
eu que ele busca com o método dele é uma é o que a gente no Século XX e depois no xx chamaria de equivalência de efeito né como fazer com que o efeito daquele texto seja o mesmo para um leitor estrangeiro né Essa seria a tarefa a a missão do tradutor E aí ele Vai eh ele vai criticar desenhar até de dois métodos que ele acha que são usados para traduzir que são paráfrase e imitação o parafraseador Opera com os elementos de ambas as línguas como se eles fossem símbolos matemáticos que por adição e subtração
poderiam reduzir-se a um valor igual e com essa operação nem o espírito da língua usada nem o da língua original pode se manifestar Então seria Uma tradução que acaba com a língua de partida acaba com a língua de chegar eh que pra gente né a paráfrase não vocês eu não sei se vocês perceberam eu logo vou voltar pra gente conversar sobre essa parte não sei se vocês perceberam mas é um pouco difícil entender o que Ou pelo menos para mim né o que ele quer dizer exatamente com uma e com outra com paráfrase Imitação é
claro que a gente supõe que paráfrase seja dizer a mesma Coisa com outras palavras né no sentido lato de paráfrase ele diz que a paráfrase beiro comentário eh e que tradução não pode ser comentário tradução é é outra coisa né Ele acha que uma coisa não combina com a outra e quando ele fala da imitação ele eh define como um todo composto de partes visivelmente diferentes das partes do original mas que no efeito se aproxime do outro tanto quanto a diferença do Material permita aqui tá complicado porque ele ali em cima como a gente viu
né ele anteriormente ele dá a entender que o que ele quer é uma equivalência de sentido então é um pouco contraditório Talvez né mas que no efeito se aproxime do outro sim mas era isso que ele queria né ele falou ali o mesmo entendimento e o mesmo prazer Mas supõe-se então que ele não considera que a imitação chegue ao mesmo entendimento e a o mesmo prazer nos dois casos o espírito da Língua original se perde em nenhum o tradutor coloca leitor e autor em contato que é o que né assim A grande questão dele na
dicotomia que ele vai apresentar no método binário que ele vai apresentar ele contrapõe tanto paráfrase e imitação a verdadeira tradução eu vou voltar um pouco com vocês pra gente falar disso de paráfrase e imitação que é uma é um ponto importante No texto dele mas eu acho que de um pouco de difícil entendimento eh deixa eu ver aqui o que que vocês comentaram Quanto isso não Danilo eh Temos alguma referência de teoria da adaptação surgindo com essa tipologia na mesma época do surgimento da teoria da adaptação em si na época do Romantismo eh não que
eu sai eu acho que a teoria da adaptação a ideia de adaptação como a Gente entende ela é bem contemporânea eh e claro que a gente pode relacionar teorias da tradução né seria na verdade a gente poderia substituir as palavras quase partindo do princípio né de que Como diz gambier e outros né teóricos a divisão entre tradução e adaptação não é claro né Não dá para bater o martelo O que que é uma o que que é outra Eh aí o Fábio falou que no Pará também Nossa imagino gente que que vai ser da da
gente com essa né Florianópolis tá Bem agradável clima que inveja se bem que outro dia uma aluna de Camburiu com quem eu falei tinha me falado que tinha ido trabalhar de manhã com 4º de temperatura outro dia literalmente pra semana passado então assim Socorro né gente eh o Juliano falou sobre sobre essa relação de língua e visão de mundo Recomendo o livro do professor Rodrigo Tadeu Gonçalves relativismo linguístico ou como a língua influencia o pensamento Que demais eu vou até anotar Porque isso me interessa bem interessante relativismo linguístico Rodrigo T eh a Camila que a
semana passada foi fria A Lília Blumenal também tá agradável e é feriado gente é aniversário da cidade deve ser né Eh O Jonathan falou não ficou Claro para mim a diferença entre esses dois métodos por favor pode explicar de novo é Aniversário da cidade lilan 174 anos Isso significa eu já já volto Jonathan que Blumenau é bem mais velha que Uberlândia porque sábado foi aniversário de Uberlândia e nós fizemos 130 anos é bem nova a cidade gente eh Brasil é uma criancinha né Se a gente for pensar nessas Né tava vendo aí aí em Uberlândia
tá 33º Ah então isso explica porque eu tô derretendo aqui Jesus amado eh Jonathan para ser muito sincera com Vocês e não ficam Claros esses conceitos para mim no texto de Slim eu li mais de uma vez eh a a gente acaba se fiando assim confiando naquilo que a gente entende por paráfrase porque eu não sei se vocês notaram mas no texto dele não fica tão claro assim o que que ele quer dizer porque paráfrase é falar com outras palavras certo a tradução pode ser vista como paráfrase sempre supostamente porque Você vai tentar falar uma
coisa semelhante com outras palavras imitação como ele faz aquela aquela como ele dá aquela explicação de partes do todo né etc e tal eu Suponho que ele entenda imitação como é simplesmente como dizer a mesma coisa em outra linha ou tentar dizer a mesma coisa em outra língua mas ele diz que não que Esses métodos não são bons porque eles não colocam o leitor e o autor em contato eh Eu imagino né Por derivação assim e aane são luí com 31 ou seja tudo pegando fogo gente não em Goiás vai chegar a 40 tá se
alguém aqui tiver em Goiás prepare-se eh eu imagino que como ele está alfinetando o método francês porque ele tá na verdade tá falando com muitas let com muitas palavrinhas mas ele tá criticando send o método francês Então Por paráfrase imitação acho que fica mais prático a gente entender que ele tá se referindo a uma tradução que Olha só um curioso pode zumar em alguma obscura prateleira da Biblioteca Nacional da Rua México um exemplar do meu breve Ah eu não sei falar espanhol gente breve ex idioma analtico de John Wick sei lá eh seria como se
eu for parafrasear eu vou falar de outra forma né o seja em vez de falar um curioso Pode zumar em alguma obscura prateleira eh quem tiver a curiosidade pode ir pode ir à biblioteca da Rua México e procurar o volum tão eu acabei com o estilo e na imitação E aí é que eu acho que é mais difícil diferenciar o que ele tá falando de imitação eh e e e paráfrase Eu imagino que a imitação seria deixar algo como deixa eu ver um Curioso pode resar talvez trocar só um sinônimo pegar uma palavra sinônima o
leitor Xereta pode achar na estante da biblioteca da rua da e troca o nome da rua por uma rua local um um exemplar que diga tal coisa como se você estivesse criando um texto na sua cultura com base na cultura de partida Eh vamos ver aqui que que o pessoal Entendu Então Alex falou a impressão que eu tenho aqui a imitação é semelhante a alguma das noções de adaptação que temos hoje para mim também eu tenho essa impressão A Dafne entenda a paráfrase como algo que se aproxima de um caráter didático explicativo e que não
é capaz de original concordo por isso que ele faz a o contraponto com comentário né tradução não é comentário a Paloma percebi que na noção De paráfrase é uma aproximação da ideia de querer ser o sentimento de igualdade Pois é mas não fica muito claro querer ser por que via né porque se ele detesta tanto né assim então é um pouco difícil gente vamos como isso eu não acho isso tão relevante é mais relevante o método dele né Sem dúvida Então vamos supor que tanto a paráfrase como a imitação sejam essa tradução pré-romântica que é
uma tradução que Viola o texto mesmo né que simplesmente fala com com outras palavras com sinonímia que não procura reproduzir estilo em nenhum Grau né que simplesmente traz pra própria cultura pra própria língua adapta da aqui puxa de lá enfim só como diz o Berman só anexa aquilo que interessa pra cultura local né Eu acho que a essa é a essa tradução que que ele tá fazendo referência Principalmente uma tradução que não deixa ver o autor né porque a Preocupação dele é essa né lembrando-se que ele traduzia por prazer Platão então isso faz diferença na
a experiência daquele tradutor que tá teorizando faz muita diferença pro nosso entendimento ele provavelmente acha que Platão foi traduzido anteriormente por outras culturas sendo molestado né assim vira outra coisa tipo não perde o estilo perde o tipo de estrutura da frase grega as ambiguidades eh o caráter Literário de Platão né Lembrando que Platão é lido como como literatura também né não só como filosofia né um caso de filósofo que também é considerado um autor literário porque afinal Sócrates é né pode ser considerado uma personagem de Platão e são diálogos que podem ser encenados inclusive né
Tem um um t dramatúrgico nele né uma uma coisa de cena lembrem-se que muitos diálogos começam com alguém chegando né Vocês já notaram isso tem assim alguém chega o todo mundo tá Conversando aí alguém de repente chega né então tem uma uma entrada assim eh né teatral enfim e era isso que ele traduzia né Então vamos pensar né que tem a ver com a noção que ele tem de eh de boa tradução manter esse estilo minimamente para que o leitor Conheça o o autor de partida eh vocês Gente vocês têm observações a fazer perguntas sobre
essa parte até agora né até paráfrase Imitação diga ali microfone ali desculpa táa empolgada falando sozinha eh eu tinha feito até anotação naquela parte mais lá pro começo que ele fala da da importância de manter o registro né para po posterioridade de de de poesia de obras coisas e tal mas aí eu me peguei pensando né na a própria Ilíada Odisseia e vários poemas né e poesias eh eh Se não me engano aqu eu não sei que Inciar eh vedas eh da Índia né Eh foram até quecho que fábula jesou também tiveram aquela parte da
tradição oral tudo bem que sofreram obviamente por ser tradi tradição oral né teve aquela aquela aquela aquele fenômeno meio de telefone sem fio né Mas que mesmo assim com conseguiram atingir né chegar posterioridade eh de forma grandiosa né sem perder a sua imagino né a sua a sua majestosidade majestosidade essa palavra e enfim eh eu Achei interessante também essa parte como eu entendo que é a importância de ter realmente escrito realmente porque é é uma forma de você garantir que chega até mais longe justamente para para evitar essa essas manipulações digamos assim né Eh mas
eu também achei curioso que muito das coisas chegou daquelas épocas mais antigas a gente da tradição oral né então eu achei interessante como se só pudesse ser ser grandioso se fosse escrito entendeu E tem essa tradição Oral que chegou até nós e são coisas grandiosas né enfim eh tem toda a razão Aline É verdade gente desculpem eu tô comendo uma coisinha Porque eu não consegui almoçar tive reun aqui antes logo antes da aula eh eh Aline você tem razão essa é uma ideia também muito romântica né de exatidão do texto né de e que depois
no século XIX com cientificismo o determinismo todas e o positivismo né Eh Sem dúvida eh todas essas essas tendências de pensamento vão reforçar e a valorização do registro eh da patente da né Essa passado de papel passado em cartório aqui no Brasil Então a gente tem uma obsessão com isso né gente é um tal de autenticar tudo de não sei que mas na verdade você tem razão é um tanto quanto é meio estúpido na verdade porque a história não foi assim e Homero a gente nem sabe se houve um Homero né começa daí se ouve
a pessoa né ou se foi Um conjunto de rapsodos e se sabe que foi passando pela oralidade eles cantavam né na verdade a Elia da odiceia né e e todo o restante gente a gente só acha que é original até descobrir que não é é simples assim né Qualquer coisa é original até a gente descobrir que é Coca eh a eh bom antes Boa tarde a todas e todos não eu na verdade posso est sendo Pertinente porque eu vou destacar um trecho que foi o que Me interessou mais nessa nessa primeira leitura e que tem
a ver com o meu objeto principal que é a tradução eh e o jornalismo né quando ali na página 43 ele traz uma eh digamos assim uma ele é mais redutivo quando fala no na tradução de um intérprete ele fala do tradutor de artigos jornalísticos descrições de viagens o que era muito comum no início Do jornalismo aqui no século X também eh que eram relatos de viagens enfim e e avança no sentido dizer que se houver na parte desse intérprete um aprofundamento E aí eu entendo ali talvez algo mais rebuscado ou estilístico aí tanto mais
ele se aproxima de um tradutor eh eu acho que há um pouco essa correlação de reduzir eh um relato mais objetivo a uma tradução uma interpretação E aí talvez caiba aqui essa analogia com as paráfrases e as imitações e quanto mais Ele pudesse ser eh eh detalhado no seu testemunho no seu relato tanto mais se aproxima da arte ou da ciência o que o transformaria sim num Tradutor mais que num intérprete ao eh pro seu trabalho S interessante mesmo eu acho que é uma visão também que a a gente mudou muito ao longo do tempo
o jornalismo Hoje em dia a gente aproxima da tradução literária ainda mais for um jornalismo complexo né um Jornalismo por exemplo longas reportagens né Ele tá muito mais próximo da literatura do que eh de uma tradução técnica E além disso a tradução técnica também é considerada bastante criativa hoje em dia e não menor né só diferente são atividades diferentes mas que tem suas especificidades texto técnico e especializado também tem estilo né então isso também tem que ser levado em conta também tem uma autoria né mas no romantismo né nesse contexto Do sch maher eles estavam
se hipervalorizado né os intelectuais né E eles se viam como separados do restante vejam que quando ele fala do Comércio ele tenta até ser assim vagamente bonzinho mas tem um certo desd né como se fosse uma coisa menor menos né que merece menos perdurar eh que não não tem o valor né da ciência e da arte tem uma glorificação né da ciência e da arte isso marcou muito o século X ainda a gente ainda vive né Bastante assim eh quando na verdade assim como a Aline levantou a interpretação eh tem um um papel social comunitário
muito muito importante pro desenvolvimento da civilização inclusive né então o que que seria de nós sem a interpretação oral sem a sinalização nas mais diferentes situações e sem a disseminação de informação por exemplo no caso do jornalismo são traduções né que civilizatórias né que que permitem o Contato entre os povos etc e tal e que portanto são são obviamente muito muito importantes agora é claro que a tradução literária se a gente pensar em poesia especificamente né que seria a expressão máxima ela tem realmente um aspecto individual maior né em em contradição a um aspecto mais
coletivista por outro lado como a Aline disse a literatura vem do coletivo Originalmente e ainda é praticada de maneira coletiva a literatura indígena a Literatura Aborigene e outras literaturas que não são esse domínio do do indivíduo né a a a autoria eh hiper individual né esse autor tradicionalmente burguês né O autor que produz sozinho isolado que tem um um gênio né digamos próprio um dom etc e tal essa é uma visão romântica né de de autoria etc e que perdura né até agora Embora tenha movimentos né Tenha a contracultura disso né Por exemplo os coletivos
de tradução né Ou seja que que Consideram sim que a tradução é autoral mas que não precisa ser individual porque autoral e individual são coisas diferentes também né pode ser autoria de um povo de um grupo né de uma parceria etc e tal mas não no romantismo né romantismo hipervalorização do indivíduo separado do mundo mesmo diga Vinícius Oi eh É sim isso me faz pensar Claro acho que todas as coisas que estava falando de essa essa visão romântica e algo muito uma visão muito Individualista do que do da tarefa do tradutor né como um indivíduo
ou um autor né tipo de uma só obra também tem uma visão muito claro romântica mas também bem ental ial né do que é que é tipo transformar Isso numa obra mesmo a língua escrita né tipo enfim para várias outras culturas isso é quase que uma violência né você pegar uma língua que não é escrita e escrever eh e também tem um acho que outro ponto interessante é Sobre Enfim uma visão meio também romântica do trabalho do Tradutor como ou do autor mesmo como um trabalho realmente individual sendo que não é individual né tipo mesmo
um autor que eu sozinho com muitas aspas o seu livro ele vai ter um trabalho coletivo de releitura de um trabalho com o editor né o tradutor com o revisor Sea não é nunca um trabalho individual né então tem esse essa idealização também desse ser autocentrado autor barra tradutor que é Meio meio imaginária quase né assim de ah Val Claro ele tá se valorizando Ness se colocando no pedestal para dizer olha é importante o que eu faço é isso mesmo Vinícius eh eh e também hoje a gente acho que acredita na maioria das linhas de
pensamento Hoje em dia a gente tende a achar que as boas Produções sejam no sentido psicológico seja no sentido artístico vem da da dialogia Ou seja você cria em em contato com o outro e não em isolamento Né você as as ideias as né os insights eles eles nascem dialogicamente né e não você separado do mundo na floresta escrevendo um poema olhando para uma árvore eh mas o romantismo era o cúmulo da valorização do isolado na floresta olhando pra árvore né É claro que é uma visão equivocada como você disse como Aline falou né E
outros de vocês toda a criação vem de algum lugar ninguém Ném cria nada do zero não se cria do zero o Ser humano nem é capaz disso a a neurociência atual defende isso né Só existe recriar a gente reassociate dutor também não ninguém na história é um criador nós somos um ser social eh última tava num congresso faz duas semanas e eu e aí eu nunca tinha pensado nisso mas que tem vários tradutores que preferem não ter o nome deles na cap porque se no fim a tradução é vista como uma tradução ruim ah não
vão cair em Cima de mim sendo que nem foi uma escolha minha esse título não foi eu que escolhi ou essa passagem tipo eu tive que reescrever porque o editor achou que não sei o quê então não prefiro não ter o nome da capa não quero ser famoso com isso para você ver né Eu eu Que traduzo né coisas assim que eu valorizo muito e também traduzo coisas que eu considero bem sabe tipo sou sincera para vocês literalmente para completar a renda Eu também não faço Grandes Questões não viu Em em vários momentos não precisa
ter meu nome não essa autoria aí aliás eu tenho impressão às vezes de que o próprio autor preferiria não eles têm pseudônimos né também né enfim eh o Marcelino falou né eles colocam os alemães na Torre de Marfim sem dúvida a gente não pode perder de vista essas duas características dessa leva que vai até a semana que vem a leva dos germânicos eles colocam o alemão como uma língua Ideal e se colocam eles altamente intelectuais como exemplos de tradutores conscientes do que fazem enquanto que o tradutor O Interprete né como tá fazendo aqui seria um
técnico qualquer né assim alguém que faz um trabalho técnico que não é pensado não é examinado não é raciocinado existe uma sombra disso ainda né gente a gente tem que tomar um pouco de cuidado assim com isso até hoje para não considerar para não hierarquizar Excessivamente as diferentes tarefas de tradutores intérpretes né que elas têm Elas têm desafios próprios né mas enfim Eh claro que a arte a gente costuma né colocar no topo né assim de tudo mas não sei isso dá pra gente D é fácil desmontar isso também né assim eh bom mas dúvidas
e questões Gente alguém quer falar mais alguma coisa ou a gente toca o texto vamos pros métodos vamos para pro binarismo bom Eh uma coisa Apesar uma coisa a gente não pode acusar né os alemães nesse sentido de não assim pelo menos da boca para fora né de não aceitar a influência da língua externa que é uma coisa que acontece quando a gente traduz né quando a gente se abre para outras culturas então Eh o humbold a semana passada a gente viu né Ele fala para não pra gente não temer né a influência da língua
externa e o scher também olha condições da tradução que a compreensão das obras Estrangeiras seja uma situação conhecida e desejada Ou seja a gente quer ler o que vem de fora e que se conceda certa flexibilidade à língua nacional isso é interessante uma língua que não estava unificada ainda né Eh ele pede pro tradutor imaginar como o autor teria falado na na língua né local difícil isso hein gente eh ele volta naquela questão né aqui do Como oferecer aos leitores o mesmo entendimento né o gozo Autêntico das obras estrangeiras como fim da da tradução Então
seria uma questão de acessibilidade né Eu que sei a língua estrangeira consigo desfrutar dessa obra então eu eu como tradutor desejo isso para os meus leitores também essa mesma experiência e daí vem né claro precisava ter uma alfinetada senão não seria um alemão romântico os franceses nunca teriam traduzido nada os alemães por uma vocação culiar Teriam sido impulsionados para a tradução eu amo esse trecho por isso que eu coloquei as bandeirinhas ali porque é assim gente eh sobre a influência das traduções sobre a língua ele fala do impacto das inovações a língua elimina o que
não responde propriamente à sua natureza então não teria porque se preocupar porque aquilo que chegar mas a a língua local né eh assim se despertar repulsa na língua Local ela não vai aceitar Então não precisa se preocupar que não vai vir uma influência indesejada Além disso há na língua muita beleza e muita força que somente graças a tradução se desenvolveram Ou foram resgatadas do esquecimento isso eu acho lindo uma grande defesa da tradução eu acho que sim né a tradução que se deixa a desculpe a língua que se deixa abrir a tradução é uma língua
que vai enfim se enriquecer se repensar Etc agora vem né o momento apoteótico aquele que é lembrado a cada 5 minutos por estudiosos geral gerais da tradução né o momento da binariedade mas agora por que caminhos deve enveredar o verdadeiro tradutor isso é também bem romântico né o verdadeiro em relação ao quê ao falso tradutor ao tradutor de mentira que queira efetivamente aproximar estas duas pessoas tão Separadas seu escritor e seu leitor e propiciar a este último sem obrigá-lo a sair do Círculo de sua língua materna uma compreensão correta e Complet e o gozo do
primeiro no meu juízo apenas dois ou seja primeiro ele fala uma coisa complexíssimo tradutor ser capaz de promover o encontro entre o escritor e o leitor que estão separados de em cultura língua e tempo e ainda tem que ser para levar uma compreensão correta e completa além do Gozo né do autor daí ele diz que só tem dois métodos ou bem o tradutor deixa o escritor o mais tranquilo possível e faz com que o leitor Vá ao seu encontro ou bem deixa o mais tranquilo possível o leitor e faz com que o escritor Vá ao
seu encontro essa né uma das dicotomias mais famosas mais importantes da História do Pensamento tradutório né ou você pega o leitor pela mão e leva até o autor ou Você pega o autor pela mão e leva até o leitor ambos os caminhos são tão completamente diferentes que um deles tem que ser seguido com maior Rigor pois qualquer mistura produz necessariamente um resultado muito insatisfatório e é de temer se que o encontro do escritor e do leitor fale inteiramente então é dicotômico mesmo ou é um ou é outro Claro que como a gente vai ver isso
não é verdade né a gente faz essa mistura o tempo todo às vezes leva o autor às Vezes leva o leitor mas ok a gente aqui partiu de um uma proposição importante que é colocada muitos anos depois 180 e três três é por aí 182 anos depois pelo venut como domesticação e estrangeirização e mais de forma um pouco diferente que eu já vou explicar para vocês daqui a pouco eu vou voltar antes pra gente falar da binariedade do que é o Principal do texto do scher os dois eh Os Dois Caminhos pra gente conversar um
pouco sobre isso para deixar claro eh A Camila falou né muita idealização nesse sentido romântico é tudo é idealizado aqui inclusive esses dois caminhos né como se fosse assim super fácil né deixa o autor tranquilo e leva o leitor deixa o leitor tranquilo e leva o autor uma operação eu isso acho Fantástico gente na na no campo da tradução o quanto que a gente Faz metáfora com transporte vocês já notaram é um tal de cruzar a ponte cruzar o rio levar não sei quem é não sei onde né É É muito muito interessante assim né
Essa essa ideia de mobilidade né mas parece greo metáfora é transporte não é a metáfora chave é transporte falaram de uma vez uma amiga que foi na na Grécia e tipo passou um caminhão metáfora e era tipo sei lá Fred gente incrível uma palavra muito bom adorei isso gente eu quero fazer Mentira minha mudança no caminhão de metáfora que bom achei muito bom muito bom eh então aqui o como a gente vai entender isso claro que nós aqui atualmente somos totalmente atravessados pela visão do venut n a gente porque em geral a gente conhece venut
inclusive antes né então é a gente limpar a nossa mente sem relacionar com domesticação e estrangera Mas vamos tentar limpar um pouco então a Princípio o sch propõe um movimento do tradutor que valorize a tranquilidade ou do autor ou do leitor é muito visionário isso porque depois a teoria da da comunicação no século XX vai pegar muito receptor né lembram e a comunicação como né algo que pode dar certo ou falhar né que é exatamente o que ele fala só que é tradução né então se você falhar em deixar um desses dois quietinho e feliz
lá e levar outro a tradução não se não atende ao objetivo dela lembrando-se que O objetivo é aquele que ele cita acima né que seja uma compreensão correta e completa do texto e o gozo desse texto ou do autor eh aqui esse deixar tranquilo sugere pra gente um esforço maior então o esforço maior seria ou do leitor ou do autor mas não é do autor né É do tradutor Porque o autor necessariamente vai ficar tranquilo gente só quem vai se esforçar nessa história é o tradutor ou o leitor Então é interessante isso deixar o Tô
tranquilo não mas o autor tá tranquilo o autor tá até morto na maioria das vezes então assim tranquilíssimo né Platão tava assim no máximo de sua tranquilidade naquela época então Eh Aqui nós temos um esforço grande do leitor Se ele tiver que relativizar os pontos de vista dele a visão de mundo dele lembrando-se que ele acha que a visão de mundo é pautada pela Língua eh e se esforçar para entender algo que vem de fora né E aí o esforço é grande do leitor se por outro lado você quiser que esse leitor Descanse Fique tranquilo
o esforço vai ser do tradutor ele fala que é do autor mas não é do Tradutor porque ele vai tentar transformar aquele texto num texto palatável para esse leitor sem que ele precise se mexer muito da cultura dele da língua dele do ponto de vista dele de Mundo é isso basicamente daí você fala ah mas é igual estrangeirização e domesticação não é é muito importante a gente aproveitar esse momento aqui para entender que domesticação e estrangeirização do venute embora sim seja uma releitura de sh tem aí um componente outro que é deixar o texto fluente
para fingir que ele foi escrito na língua local e assim Imperial as os textos de partida o lado o o viés político de venut com relação ao mercado editorial estadunidense é muito marcado e isso precisa ficar claro para nós né enquanto que o tá num campo ali bem romântico idealizado idealizado mesmo né gente porque ele ele até antropomorfização ele vai ele vai ele vai sim retomar sch mas para fazer um comentário sobre a dinâmica política entre os mercados editoriais nos anos 1990 né Assim que ele retoma e essa diferença precisa ficar Clara por quê Porque
nós aqui somos Periferia aqui no Brasil então quando a gente domestica não é a mesma coisa de quando um estadunidense domestica você engalfinhar uma cultura Central pode ser um ato de rebelião você engalfinhar uma cultura periférica é uma violência e aí essa visão que o venu traz muda muito tudo né O brasileiro traduzi um alemão Como o próprio shamar violando pode ser uma transgressão bem-vinda na tradução a gente traduzir um paraguaio um moçambicano um senegalês etc apagando a cultura de partida quem se coloca no lugar imperialista somos nós então a questão eh Venuti precisa ser
lida de acordo com o contexto enquanto scher não necessariamente scher é uma coisa mais abstrata mais romântica mesmo mais transcendente não que não tenha um fundo político Afinal o homem passou metade dos texos falou mal dos Franceses na verdade é claro que tem mas não é mais né não é mais não não é uma política que nos interessa tanto hoje né a maneira de né de lidar porque hoje é muito importante a gente ter Claro Claras as Relações das culturas envolvidas numa operação tradutória para decidir esse caminho de estrangeirização domesticação combinação dos dois e assim
sucessivamente porque faz toda a diferença do mundo né Eh domesticar né que seria deixar o deixar o leitor tranquilo pode ser uma coisa excelente para dar acesso para esse leitor eh em várias ocasiões num numa Cultura Como a nossa quer dizer em várias culturas né porque o Brasil é dividido em um milhão de culturas eh é uma coisa muito bem-vinda etc e tal mas pensem que mesmo intracultural isso pode ser discutido por exemplo eu vou editar um texto indígena aqui dentro do Brasil eu vou domesticar e transformar numa cultura totalmente urbanoide e bom vai perder
o o sentido do projeto Porque se é para eu conhecer o Outro entende então Eh de lá para cá né 200 e tarará anos depois a gente pensou muito na dicotomia do SL né diga Elana professora eh eu fico também assim me perguntando às vezes sobre como que se dá né Por exemplo a a parte da tradução e fílmica né Eh por exemplo filme que nem O Alto da Compadecida que tem um sutaque bem forte marcante como que ele é traduzido E dublado né com esse sutaque e essas né que são ali colocadas no sertão
nordestino e que é falado né pra cultura do Nordeste que claro né como você falou né dentro do Brasil existem várias outras culturas né então tem uma uma tradução intra ali mas que a gente acaba conhecendo mas E no caso para outros países quando esse filme apresentado em outros países como que fica essa parte da domesticação ou da ação Elano depende do projeto de cada né De enfim a gente precisaria pesquisar no caso do Alto da Compadecida Se não me engano eu já vi uma apresentação sobre uma a legendagem do Alto da Compadecida especificamente com
uma tentativa grande de estrangeirização ou seja de deixar entrever a cultura de partida não é uma missão fácil eh eh Eh claro que não tem correspondentes exatos vai ser sempre uma tentativa assim como a gente com relação aos Outros também né não tem como a gente né a tradução tem limites né sempre mas cada vez mais parece haver uma tentativa de valorizar a cultura de partida principalmente se é uma cultura minoritária né assim uma cultura que né Por exemplo é muito comum eu dar parecer em artigos que discutem traduções de obras africanas né e o
quanto que tradicional bom tradicionalmente nem traduzia a gente traduzia começa o problema Daí depois quando começou a traduzir traduzia do francês que já tinha engolido E aí também não ajudava muito e agora existe uma uma tendência de a a o tradutor o editor A equipe que participa disso É permitir que o leitor eh se esforce e entre em contato com outra cultura outro sotaque outro tudo que ele faça um esforço que ele não fique tranquilo como diz o ficar tranquilo não é muito bom né gente como Um todo se você fica tranquilo você não é
desafiado n então assim tem o lado da tradução que é o acesso que é bom que é maravilhoso ou seja não é para você também ficar totalmente perturbado mas ficar totalmente tranquilo talvez também não que é o que o o Paulo Henriques Brito vai falar que eu trouxe para vocês né que seria uma uma combinação dessas duas tendências né que o schim eh recusa e o venu também Recusa e o o Brito vai e fala não pera lá a tradução vai ficar em algum lugar no meio do caminho entre um e outro Aline e eh
não eh há pouco tempo foi na quarta-feira eu participei de um fórum lá da ufj sobre decolonialidade né no ensino de línguas num curso no clac né um curso de línguas abertas comunidade e quando você falou sobre a transversão né sobre a domesticação né a gente aqui como Periferia quando domestica um texto que seria de um país eh eh anglófono enfim seri né mais imperialista digamos assim ou até o Japão bem imperialista eh essa domesticação então como transgressão poderia ser eh ser pensada como decolonialidade poderia Aline Sem dúvida isso pode ser inclusive comentado em forma
de tradução comentada tudo como uma uma maneira de eh como uma tentativa de Independência eu fiz uma desse tipo eu tenho uma tradução de Alice através do espelho e eu fiz uma gracinha assim porque na época eu morava em Piracicaba que fica no interior de São Paulo e tem uma coisa muito famosa PR os que conhecem que são as pamonhas de Piracicaba e eu coloquei pamonha num poema e é uma coisa eh agressiva porque que que tem a ver a Inglaterra vitoriana com pamonha nada mas foi proposital Então esse é um tipo de Movimento que
a gente pode fazer como afirmação da nossa cultura e nesse ponto é decolonial Ou seja é uma ideia de que nós fomos aculturados eh por esses países centrais nessas Nações hoje Nações culturas países enfim depende da época né Eh e Que Nós aceitamos como Periferia nós costumamos aceitar com muita facilidade o que vem de fora e achar melhor inclusive achar superior e às vezes quando né Tem um eu vou tentar trazer para vocês uma coisa Do Boris schneiderman que é super legal vou tentar trazer a semana que vem uma discussão em que ele fala também
de uma tradução assim que ele queria traduzir para uma coisa bem brasileira mas ele ficou com vergonha e acabou indo por um caminho mais estrangeir mas depois ele se arrependeu e aou que era melhor ter ido por uma um vocábulo bem típico nosso sabe jururu boroc chou né pamonha no sentido de bobo enfim eh E isso não só pra gente mas todas as Culturas para todas as culturas periféricas Sim pode ser um movimento decolonial né do tipo eh né eu também engulo o texto de vocês né Eh porque a minha cultura também pode prevalecer né
acima eh e o Danilo comentou aqui né que seria uma adaptação intercultural eh gente nunca se esqueçam eu vou passar a palavra né pra dafna e pro Juliano mas nunca se esqueçam do seguinte numa das traduções de Don Casmurro para o Francês o vendedor oferece macarron não cocada assim para mim esse é o exemplo mais assim tipo dá vontade de bater a cabeça na parede né que que que que o vendedor nas ruas do Rio de Janeiro do século X estaria fazendo vendendo macarron uma coisa cara que é o cão de farinha de amêndoa num
tabuleiro minha gente nem hoje né não nem hoje não macarron não é n Professora seria esse um exemplo do que arod de Campos fala de antropofagia qual exemplo Elano V ter que engolir o texto não mas na antropofagia Olha só o Danilo aqui estuda antropofagia também que tá aqui com a gente olha só Elano essa é uma distinção importante também esse engalfinhar em vez de cocada que é uma tradução das Belas infiéis é simplesmente engolir o outro o outro não é interessante para Você porque a sua cultura é superior É etnocêntrico como diz o berm
na antropofagia existe uma digestão e uma recriação em cima do outro e a dialogia permanece você tá conversando com outro o movimento antropofágico brasileiro que é maravilhoso né E pra gente da tradução é super importante é um movimento de digerir o outro mas os dois ficam vivos o local e o que vem de fora você digere mas mantém Pensem na Tropicália pensem na bossa nova pensem Enfim tudo que depois descendeu né o próprio Modernismo brasileiro como um todo a influência de fora está presente e ela é a gente faz ver a influência só que ela
passa por uma digestão Nacional né Por uma reafirmação do eu antropofagia é maravilhosa paraa tradução gente isim é uma boa teoria para para basear trabalho eh primeiro A Dafne fala Dafne Oi gente tudo bem não eu queria Comentar a questão do do comentário do Elano sobre o audiovisual eh Porque é meu foco minha área embora eu não tenha visto a tradução a legendagem do alo da Compadecida para inglês é bem como a Cintia falou depende muito de qual é o objetivo daquela produtora e vocês podem imaginar que a gente nunca vai olhar a tradução audiovisual
da mesma forma que a gente vê uma tradução literária porque a gente tem outros canais transmitindo outras informações Então você vai ter a Imagem você vai ter a linguagem corporal tem uma série de coisas que já contribuem para transpor aquela Cultura né De qualquer forma mas trago um exemplo bem contrário que mostra como que às vezes o domesticar faz aquilo virar um grande sucesso que é o City of God eh no período em que eu morei fora a quantidade de pessoas que veio falar comigo sobre City of God E aí eu parei para ver com
as legendas em inglês no exterior e é completamente domesticado e Assim as pessoas abraçaram aquela obra porque aproximou do mundo delas então virou um sucesso de comércio na Inglaterra as pessoas adoravam elas falavam os nomes dos personagens em inglês Então depende do que que você quer né a partir da sua obra você quer conquistar aquele público ou você quer marcar o seu território cultural né então eh a legendagem tem suas limitações não vai ser possível você imprimir um um sutaque propriamente na Legenda Porque a gente tem pouco poucos segundos para decodificar o que tá ali
ainda tem que conseguir assistir ao filme com calma então você pode tentar marcar uma coisa aqui ou ali mas a gente tem que pensar que a gente quer facilitar a vida né legendagem como qualquer forma de tradução é um acesso então às vezes querer imprimir muitas características do da linguagem local pode dificultar demais a compreensão de quem tá tentando fazer muitos processos Cognitivos ao mesmo tempo né então tem esse fator assim limitante muito obrigada ponto de vista eh eh eh só vou antes de passar pro Juliano deixa só fazer um comentário que você falou uma
coisa muito importante a domesticação mesmo quando ela é feita por uma cultura Central ela pode também melhorar o acesso né de uma obra Seja lá qual for eh por isso pelo pela via da da identificação da né a depender da obra Depender do projeto ela pode ser beneficiada por essa proximidade até porque obas muito marcadas culturalmente são muito difíceis de traduzir gente se você não fizer nenhuma analogia com uma cultura local você corre o risco de as pessoas não entenderem do que você tá falando né porque tem coisa que é muito muito marcada né então
em algum grau você faz uma ligação com algo semelhante da sua cultura isso é muito feito né assim nunca né não nos esqueçamos lá do Sempre a gente sempre cita isso em aula de tradução a tradução do crocodilo crocodilo dand no Brasil que que colocou para falar como um caipira ou do do interior de São Paulo ou do interior do Paraná né que é isso que a gente relaciona mais com caipirez né Eh fez muito sucesso o filme pelo mesmo motivo que a dafan falou porque as pessoas conseguiram reconhecer né o que que era Eh
que que foi eh e esses aspectos em Alice professora você escreveu Sobre na minha nota de tradutora no no meu Alice lá eu falo por que que eu fiz isso Outra coisa quando já tem muitas traduções da mesma obra que era o caso de Alice a gente fica mais livre para fazer gracinha É Diferente de quando você quer introduzir ou quando você tem a responsabilidade de introduzir uma obra numa cultura conforme ela já foi introduzida já foi muito discutida muito estudada você já pode começar a manipular mais né você faz mais Experimento com a obra
isso é uma coisa muito boa pra gente tradutor né A a gente se livra tanto da obrigação de ficar grudado ou de tratar com reverência porque afinal é mais um né é mais uma tradução um monte de tradição né Isso é muito bom eh Fala Juliano desculpe a demó bom Boa tarde pessoal eh ainda nessa questão da dublagem legendagem depois que o Elano falou da questão dos regionalismos eu pensei na questão dos Palavrões Porque durante muitos anos eh principalmente na dublagem na legendar também mas na dublagem qualquer filme estadunidense os os palavrões eram sempre apagados
eh eu sempre falo um um FDP virava um droga um filho da mãe né Eu brinco nas aulas de de tradução isso acaba reforçando aquela visão do próprio brasileiro em relação a si mesmo né que ele é autorretrato que a tem um filme Nacional ah tin os meus pais por exemplo né tem o filme nacional tinha que ser filme brasileiro só tem palavrão a que tem aquela impressão de que os filmes estadunidenses são todos polidos eh ninguém xinga ninguém então apenas ess comentários que eu gostaria de fazer para acrescentar paraa discussão o apagamento dos palavrões
ainda hoje em dia eu vejo em algumas dublagens ainda soltando alguma coisinha ou outra e na legendagem mas talvez até a década de 80 E e 90 eh não se via isso semem nenhum sessão da tarde então inimaginável né eu vou passar paraa Dafne mas tem um Porta dos Fundos Sobre isso né para os que conhecem né que ele fala pipoquinha não sei que B Bá eh mas A Dafne com certeza sabe falar melhor disso ela é do audio visual pode falar é essa é uma briga antiga dos tradutores né de qu de querer dentro
do possível tentar reproduzir o mesmo espírito do original mas isso vem vocês podem imaginar de Cima para baixo né tem algumas imposições eh eh obviamente como você já citou Juliano na sessão da tarde tem uma questão eh de faix etária então já é um jeito deles conseguirem transmitir mas é meio incongruente porque às vezes o próprio conteúdo do filme é violento então não não teria né mas canais de Pensando principalmente nos canais eh de TV a cabo que vão reprisando em diferentes horários isso significa às vezes reprisar em horários em que aquela Linguagem não poderia
ser adequada para aquele horário então tem essa imposição aí da questão do horário mas é claro que os tradutores se sentem bastante frustrados porque que eles querem mas é geralmente uma imposição de guia de estilo né também muito calcada numa visão um pouco antiquada não sei se antiquada mas enfim de que o a principalmente sobretudo no caso da legendagem né de que o o palavrão quando escrito ele imprime muito mais o impacto Do que quando falado a gente tem essa ideia no no consenso aí das pessoas isso permeia muito essa ideia então isso também é
responsável por vários desses guias de estilo proibirem mas a gente tá mudando isso felizmente é tá mudando bastante Isso foi uma coisa que mudou sensivelmente mesmo assim tá bem mais bem mais livre né Bem bem menos careta digamos vai é só para fumar professora desculpe eh A Dafne que assistiu o Seat of God eh em inglês né Como é palavrão filme inteiro como é que fica essa questão no pro pro inglês ela aparece é apagada ou não não é cheio de palavrão eu só lembro o nome do do dadin que era L dice L assim
eu Desculpa me inter eu vi eu vi no tem os MOV clips no YouTube tu olha o a cena em português e tu vê a legendagem meu Deus não é a mesma coisa é muito cidade é Deus né cidade é Deus né É mas qual legenda isso isso faz muita diferença né Eu sim sim mas é é não não é não é a mesma coisa tu Como brasileiro tu olha e tu tem o conhecimento deem inglês tu olhaa não é isso que ele falou não é isso que ele falou é muito diferente às vees mas
você viu no YouTube como é que isso no YouTube no YouTube aqueles movie clips que eles mostram aquelas cenas que os canais os cortes assim cenas do do filme E aí no Cidade de Deus eu não sei se ele foi dublado nos Estados Unidos né Pois é ele foi pelo menos legendado eu acho que sim até porque ele teve sucesso lá no Estados Unidos o filme né ele os caras vai eles di baita no filme tudo cara apavorado né eles sempre falam né que estado de Deus é um filme impactante e a legendagem é alguns
trechos ali tu vê principalmente na questão do palavrão É outra coisa é outro então não quero tomar o tempo da professora Cíntia mas Gabriel depende muito de onde iso é veiculado porque se foi feito por uma produtora independente ela pode ter legendado aquilo a cinema vai ter o Cinema vai ter uma legenda o DVD vai ter outra legenda então é muito difícil assim a legenda que eu vi foi a do DVD que circulou eh nas LJ as pessoas comprarem e tal mas o que tá no YouTube não é o que as pessoas necessariamente assistiram no
cinema ou no DVD entendeu Não claro claro não eh e também Gabriel só uma observação geral eh a gente também não quando a gente não conhece a língua a gente também não sabe Né O que que tá sendo falado outra coisa não basta conhecer a língua teria que conhecer a cultura profundamente Então na verdade supostamente nenhuma pessoa eh dominaria igualmente né do Dois Mundos duas culturas igualmente mesmo né Eh o próprio bilinguismo é uma coisa muito criticada hoje em dia né a gente sempre vai a uma das duas culturas assim teria que se manter hiper
atualizado 24 horas por dia nas duas línguas nas duas culturas enfim é uma loucura então o Nosso entendimento é sempre restrito mesmo intralingual mesmo quando por exemplo alguém do Sul assiste O Alto da Compadecida eh ou alguém de fora do Rio de Janeiro e de fora de uma comunidade assiste a Cidade de Deus outra coisa Nós não sabemos se aquele mxo de uma comunidade falaria daquele jeito porque é isso que os cineastas estão nos falando enfim é muito complexo gente Assim não tem como procurar fila dignidade não tem é melhor desencarnar sabe assim a gente
nunca vai saber exatamente pensem só eu amo Bergman mas não sei is o eco então minha vida é acreditar nas legendas e nas dublagens tipo e eu vivo com isso que bom né a gente tem que aceitar as nossas né as as contingências da vida né Eh e confiar né no trabalho dos outros enfim eh bom vamos voltar gente pra gente eh Terminar essa consideração né sobre o chimar microfone professora sou microfone ai desculpem voltei eh então aqui seria o esquema que foi eh apropriado pelo venu nos anos 90 eh ele volta aar isso tá
explicado muito bem explicado né e discutido no artigo da professora Luana que tá lá na no Drive eh essa apropriação E aí sim com nomes Né o a domesticação né quando você pega o autor pela mão e leva até o leitor e a estrangeirização o contrário né quando você pega o leitor e faz o leitor trabalhar né ele que vai direção ao autor então nessa releitura na invisibilidade do Tradutor por que que é diferente por tudo aquilo que eu falei da questão geopolítica das posições diferentes do mundo e o que representa domesticação e Estrangeirização em
cada contexto e em cada obra em cada situação Isso precisa ser avaliado quando a gente faz críticas de tradução ou quando a gente vai fazer uma tradução ali o ven estava fazendo na invisibilidade do tradutor venut estava fazendo uma crítica específica ao mercado editorial estadunidense que tende e tendia principalmente agora menos a traduzir de forma fluente as obras de forma fluida de modo que Parecesse que aquela obra foi escrita em inglês mesmo ou seja como se não fosse uma obra estrangeira e isso Apaga o tradutor eh é aí essa é a crítica dele porque se
você traduzir de forma fluida é como se aquilo tivesse sido escrito em inglês mesmo e aí quem que traduziu não foi traduzido Parece que foi escrito localmente eh então vejam aqui ó essa é a invisibilidade do tradutor para venut deixar o texto domesticado a ponto de Não parecer que foi traduzido Essa é a crítica domesticação dele a estrangeirização permitiria né pro venut entrever a cultura estrangeira por isso que Ele defende tão assim obsessivamente a estrangeirização assim como scher ele defende a estrangeirização como método o scham também vai Ender a estrangeirização né lá no texto dele
a defesa dele maior ele tende a embora ele apresente os dois métodos ele tende a defender a Estrangeirização mas lembrem-se os dois localizados em culturas centrais embora a Alemanha não estivesse unificada ela tava numa ascensão naquele momento numa asão ascensão cultural e o venuti nos Estados Unidos que eram os grandes bom ainda são os grandes dominadores do mercado editorial né Depois que deixou de ser Paris o centro editorial do mundo passou a ser Nova York então Eh do ponto de vista deles é bem normal que eles defendem a estrangeirização ou Seja nossa cultura é maravilhosa
perfeita etc mas a gente precisa se deixar ver o estrangeiro né a gente precisa aceitar o outro o com o maiúsculo O Estranho no interior da nossa cultura eh por isso que a discussão Seria bem diferente se ela fosse né bom ela é feita né quando ela é feita no Brasil ela é diferente quando ela é feita sei lá nas Filipinas ela é diferente quando ela é feita no Japão ela é diferente e Assim sucessivamente depende da relação entre as culturas depende da relação com aquele autor específico Depende de quem lê aquele autor Qual é
o o público alvo e etc tudo precisa ser levado em em conta nessa operação domesticação e estrangeirização então pro venut a domesticação ele entendeu a domesticação naquele momento histórico como ilusionismo produzido pela tradução fluente né então vejam que é diferente da da Compreensão do scharer né a domesticação pro scham era simplesmente colocar o autor para trabalhar né na verdade o tradutor vejam que na tradução literária o Paulo Henriques Brito faz um uma conciliação ele propõe uma conciliação então aqui sim né hiper contemporâneo fim da década de 2000 e de 2000 né passagem paraa década de
2010 e aqui no Brasil então tradutor brasileiro de eh tradução literária né um um tradutor Literário brasileiro e né que também propõe teorias né o Paulo Henrique es Brito ao deixar Clara a sua preferência pela segunda estratégia a estrangeirização dominante da época imposta sobretudo pelos franceses que tinham imensa influência sobre toda a Europa inclusive sobre os povos de fala alemã a gente fala falou disso a semana passada era aqui a transição né os franceses ainda né acabaram de sair da Revolução Francesa ainda dominando culturalmente lembram que a gente falou que a língua da Elite alemã
ainda era francês naquele momento de fazer traduções tão domesticador que pelos padrões atuais muitas vezes seriam consideradas adaptações e não traduções é o que o Alex falou quando a gente falou de paráfrase e imitação shli merer tinha também outro objetivo queera enriquecer o alemão Olha que interessante língua que lhe parecia pouco civilizada em Comparação com o francês e o grego clássico mas por isso que eles estavam hiper valorizando o alemão nos textos o GT o Humboldt né o scham porque eles estavam tentando colocar para cima né ele imaginava que um aumento do número de traduções
estrangeiras Anes traria para o alemão conceitos e recursos novos não apenas do grego e do francês mas também do inglês do italiano do espanhol e de outros idiomas o que minha experiência me Ensinou porém é que essas duas estratégias na verdade representam mais um par de ideias absolutos inatingíveis acho que aqui de ideais desculpa par de ideais absolutos inatingíveis na prática o que sempre fazemos é exatamente aquilo que scham diz ser impossível fazer a adotar posições intermediárias entre os dois extremos eu Concordo totalmente não tem tradução viável que seja puramente domesticador ou puramente estrangeirização Das
duas tendências pois numa tradução radicalmente estrangeirização um termo do original provavelmente se tornaria ilegível com como essas traduções automáticas que fazemos através de sites da internet por outro lado uma tradução que levasse a domesticação a últimas consequências também deixaria de ser uma tradução e passaria a ser provavelmente uma adaptação uma uma imitação outra coisa Né bom antes de eu entrar de eu apresentar uns exemplos para vocês vou voltar pra gente falar mais um pouco sobre esse caminho do meio Ah o Gabriel ainda falou eles estavam em guerra com a França naquele momento é mesmo piorou
eh então vejam que nós temos aqui três posições o scher com seu purismo o que introduziu a ideia né Parabéns para ele que bom pra gente porque tem que partir De algum lugar e partiu de uma posição muito Idealista e radical depois de quase né berando os 200 anos o venut volta e se apropria dessa dessa dicotomia para falar de uma situação específica no contexto estadunidense né a mania de engolir os outros mas com uma nova roupagem não era a mesma Mania francesa né a Francesa tinha a ver com uma alta valorização da própria cultura
no caso dos americanos a gente Pode argumentar que tem a ver com facilitar a vida do leitor bastante para que esse leitor compre porque é o império do consumo daí mudou né mudou o mundo eh como se aquele texto tivesse sido escrito na língua local ou seja um texto fluido um texto que não dá trabalho para ler eh e o momento do Paulo henriqu Brito Brasil 2009 mais ou menos que daí já é um Momento de um de um tradutor experiente um tradutor literário experiente que sabe que realmente não dá para viver numa tendência ou
em outra o venut inclusive fez o favor de fazer uma tradução totalmente estrangeirização o Paulo Henrique espírito Tem razão então assim você fazer um texto totalmente estrangeirização a vida do espectador do leitor do ouvinte etc eh você nem tá traduzindo você tá Fazendo um experimento na verdade por outro lado se você domestica o extremo e e não deixa entrever nada eh também você perde o sentido de que aquilo é uma obra estrangeira Você apagou de vez então acaba que as traduções ficam em algum lugar do meio sempre sempre né em alguma zona cinzenta aí do
Meio acho que o Brito tem muita razão ele foi bem sensato nessa né diga Gabriel não pois é profe ã o venut Ele Fala também né Eh ele ele fala muito na questão da da invisibilidade né que essa fluência né muitas vezes essa domesticação né ele diz né que faz com que o leitor eh não se Note que aquilo seja uma tradução E aí ele supostamente diz que o tradutor ele fica invisível né só que tô levando a domesticação a um extremo o as pessoas que estão vendo aquela obra né lendo ou assistindo elas vão
ver não mas mas mas aqui isso aqui elas vê que isso aqui foi uma tradução Que foi completamente diferente né Eu não tenho assim eu eu não vi eu não cheguei a consumir a obra mas eu li um artigo eu até coloquei ali eu fiz um comentário teve uma série na Netflix talvez a daf tenha visto uma série animada que ela é do mesmo criador do Simpson se eu não me engano E aí eles falaram né que a primeira temporada da série ela foi as tradições né as falas Eles colocaram muitas digas brasileiras em Memes
né a E aí os autores do texto desse artigo eles vão dizer que às vezes até a domesticação deixa visível mesmo a domesticação pode deixar visível o tradutor a porque aquilo ficou muito brasileiro muito brasileiro assim ó tá na hora do show Irineu você não sabe n eu tá pegando fogo bicho coisa assim bem brasileira mesmo giras né e eu achei aquilo curioso que às vezes até mesmo eu não sei foi a impressão que eu tive até até não Gabriel é uma característica da Domesticação Você tem razão por isso que é tão importante o contexto
e o caso tá sendo avaliado e quem são quais são as culturas que estão em jogo na operação por quê Porque a domesticação no Brasil e isso é muito feito em dublagem em dublagem de animação especificamente são consideradas Geniais as nossas dublagens eh elas eh TM por característica deixar ver a tradução É verdade então a domesticação Não necessariamente Apaga Ela Apaga naquele contexto que o venuto está descrevendo naquele contexto eh mercado editorial estadunidense anos 90 tradução fluida uhum na aquele contexto apaga Sim sim sim mas não é sempre que a domesticação apaga não o meu
pamonha por exemplo faz o contrário de apagar ele me coloca em evidência porque alguém colocou pamonha no meio de Alice deve ter existido alguém nessa operação aham né então sim eh por isso que tem que Avaliar Qual é o quadro né a domesticação pode deixar ver o Claro e tem uma questão eh tá tá isso tem uma questão também né de recepção recepção muita gente gostou Nesse artigo eles falam que teve muita gente que elogiou que achou legal intertido né se identificaram mas não faltou aqueles que contestaram teve gente que contestou que criticou a a
opção a domesticação assim extrema feita pelos tradutores né e gente mas Tradutor é telhado de vidro Total assim não tem como deixar as pessoas felizes não tem não tem se você lado você criticar ela foi chamou atenção o que eu o que o que eu achei curioso é que chamou at S que é comum da gente talvez domesticar os textos estrangeiros né e a gente colocar algo do nosso mas ele eles falaram que ali foi bastante bastante domesticado um exemplo né de obra Uhum mas mesmo assim Gabriel bastante bastante não é o extremo de que
o Brito fala não sim sim Sim não é o o extremo dele seria transformar quase né uma outra coisa totalmente diferente não tranquilo tranquilo tranquilo o d Melo el L é fala del Ah não não não tranquilo tranquilo tem um probleminha perdão professor era só eu ia fazer somente um comentário que Ach M interessante a fala do Gabriel eh quando ele quando a gente tá falando sobre a questão da domesticação em que essas Escolhas do pritor né Elas vão ser muito importantes né que não tem para onde a gente correr muitas vezes vai fazer certos
agrados e que vai desagradar totalmente o contrário de outro grupo até quando a gente faz a escolha de não traduzir que se diz que é uma tradução parece meio estranho mas quando eu tô em alguns grupos né de que eu gosto bastante de utilizar É sobre também uma animação chamada min em que mins é uma palavra né em Inglês que a gente pode procurar uma referência no português pode existir né só que foi escolha do estudo da empresa do marketing do Comércio não fazer a tradução porque se achou que a característica seria muito melhor estar
ligada a essa palavra em todos os lugares que a obra fosse encontrar em qualquer país então poderia dizer que aqueles bichinhos amarelos engraçados são servos eles são servos né faz sentido mas foi a escolha de que não Fizesse a tradução para servas se utilizasse a palavra minos então tanto que no Brasil a o mos também foi utilizado para ideias políticas né a gente sabe que tem a questão política então a ideia lá de não traduzir Ah desculpa o barulho aqui a ideia lá de não traduzir que foi uma tradução né foi a escolha de permanecer
a palavra depois se utilizou dentro da cultura agora dentro de um outro contexto como contexto político então a importância Até mesmo de escolher permanecer com o texto eh eh original pode influenciar outros Campos daquela nova cultura daquela Cultura em de aquela tradução chega então eu acho isso super interessante Sem dúvida d e tem uma coisa também pra gente prestar atenção eu vi aqui que a daf ele falou né assim é diferente né a tradução paraa legendagem a tradução paraa dublagem eh eu gosto também de recriação gente Hotel Transilvânia por exemplo é demais Eu trouxe exemplo
para vocês hoje eu vou começar agora com os exemplos vocês ver como isso é polêmico por quê que a gente tem que né tem tanta coisa em jogo gente é um jogo bem geopolítico mesmo por quê eh como os exemplos né que o Gabriel deu que o deu também dos Minions né Eh pensem o seguinte quando eh a gente usa lá pamonha o brasileiro médio tem bastante consciência de que esse é um traço local Mas porque nós somos Periferia porque por quando o venut falava lá da do da tradução fluida ele tá falando de um
povo que com frequência considera que o dele é universal e que não tem essa sensibilidade com a cultura local a não ser que seja algo Ultra Regional mas de modo geral esse americano médio que Lia essas traduções fluidas ele não percebia que era uma coisa ali local dele porque os povos Centrais eles não crescem com essa ideia Nossa de que o que a gente fala é estranho com esse bullying int Nacional né de um ficar falando mal da cultura do outro né tipo Ai um fala ipin outro fala mandioca outro fala macacheira e a gente
fica tirando sarro a briga ridícula de biscoito e bolacha eh e assim sucessivamente entendem o povo periférico é muito mais self aware para usar um termo em inglês né a gente tem uma insegurança muito maior com relação Às próprias culturas locais enquanto que o Central tende a ver o mundo dele como dele senão não passaria uma bizarrice como macaru lá no Don Casmurro vejam que isso é É surreal essa tradução para mim ela é surreal de verdade Ela não combina em nada com a cena fica louco assim né que que que que estaria Bentinho oferecendo
macarrão para Capitu num num bairro de classe média do Rio de Janeiro de da década de 1870 hã Tipo oi e tá lá tá publicado etc então tem isso também essa perseguição cultural é maior nos países que se questionam mais sobre isso e o país é o Brasil é um país que se questiona especificamente sobre isso e vocês vão ver nos exemplos que eu trouxe como a gente é neurótico como país com essa coisa sabe tipo né que que é nosso que que é do outro que que não sei que é um tadinhos de nós
né muitos e muitos né anos de colonização de de várias Culturas né que nós passamos eh eh a dublagem da Nova Onda do Imperador todo mundo fala né disso Nossa eu preciso urgente ver isso daí gente então vamos para os exemplos tentei trazer alguns exemplos divertidos para vocês que a gente vai vai contempor ah bom não vai atualizar vai mais fácil falar assim o ai cadê não é isso é isso então aqui eu trouxe alguns exemplos também de casos em que embora a Gente né esteja falando dessa coisa da cultura Central versus a periférica que
é muito da escola de tela vive né evard tu eh nós temos exemplos de traduções acadêmicas como essa que são estranger né E que permitem ver a cultura de partida como no caso da tradução do Albert bby que é uma tradução de uma editora Ária Se não me engano de 1974 Originalmente em que ele deixa o título Yá Garcia lembrando-se que yá é difícil inclusive pra gente Iá vem de siná né que por sua vez vem de senhor e em inglês tem um correspondente se a gente aproximar por analogia a situação escravocrata do Sul dos
Estados Unidos com a plantations né com a situação das fazendas brasileiras dos Senhores de escravos brasileiros que é miss né É como por exemplo na no evento Levou como a scalar é tratada né seria Próximo de iia mas ele Manteve I Então esse é um caso de estrangeirização ou no scham de o o leitor ter que não ficar tranquilo e ter que se deslocar até o autor certo aqui por outro lado um caso de eh Essa não é a única tradução de Quinas Borba tá tem tradução de Quinas Borba com o título kinas Borba mas
aqui o caminho contrário né de domesticação então o título sendo Kim cas Borba eu Acho que essa tradução é da Elizabeth low Se não me engano eh ela traduziu por philosopher or Dog eh como uma maneira de facilitar o título porque é um é um nome né então eh eh Provavelmente o editor né a gente fala do tradutor mas em geral nem é o tradutor que decide isso né o editor achou provavelmente que ficaria mais mais engraçadinho e mais acessível então O caminho contrário aqui o autor foi levado até o leitor agora vai a gente
vai começar um pequeno festival que eu já vou pedir desculpas antes porque eu sou assim um tanto quanto revoltada com quem acha que traduzir é fácil e fica metendo muito bedelho mas ao mesmo tempo é importante que se faça isso eh então aqui é um blog né eu tirei de um blog desse moço chamado valinor em que ele faz um longo estudo Até de traduções do senhor dos anelos eh isso também me pega num nível pessoal porque Quem traduziu foi minha supervisora de pós-doc né a professora Lenita maravilhosa uma grande tradutora e assim gente falar
de Fora eh isso é uma coisa básica da da nossa atividade aqui de todos nós as pessoas sempre falam mal do que a gente faz legendagem dublagem tradução sinalização interpretação tudo sempre parece mais fácil para quem tá de fora é incrível Meu sonho é tipo essas pessoas traduzirem por uns 10 minutos cura rapidinho essa mania de ficar alfinetando Então vamos lá don't don't go getting Mix in the Business of BS TR to for isso é um trecho da sociedade do An daí a professora Lenita traduziu não vá se misturar com os negócios que não são
para o seu bico ou você vai arranjar problemas muito grandes para você digo Eu para ele e aí o comentarista aqui fica Clara a preferência por uma forma que já está dentro da zona de conforto idiomática do leitor isso seria uma forma de falar domesticação em vez de os negócios dos seus superiores dos seus melhores usa-se negócios que não são para o seu bico que eu achei maravilhoso mas tudo bem também não se tenta reproduzir o erro de conjugação de I Reno Como assim cara pálida não se tenta sabe se a tradutora Tem nome é
claro que quem traduz aqui sabe que é toda uma operação de Perdas e Ganhos né como a gente já já falou hoje dessa dicotomia Ou seja é possível que ela tenha compensado esse efeito em outro lugar do texto na impossibilidade de ela usar I sess TO him porque isso não é esse essa né esse não é um um erro fácil de reproduzir Nesse contexto em português não ficaria talvez bom ou não ficaria compreensível então é todo uma Negociação mesmo do tradutor não é que o tradutor não entendeu ele entendeu a possibilidade de ele ter entendido
é muito alta gente só que não é sempre possível né fazer de um jeito que eh que dê conta de tudo ao mesmo tempo né mas de toda forma eu queria chamar a atenção para vocês isso que ele chamou de zona de conforto idiomática do leitor é o deixar o leitor tranquilo do scham portanto uma um método válido de tradução considerado válido Dear aqui é um trecho né são trechos de uma dissertação maravilhosa que eu indico para vocês da Carolina Gomes da Costa foi feita lá na Unicamp o que booktubers dizem sobre a tradução um
estudo de resenha de livros traduzidos e aqui eh ao longo da dissertação dela ela cita muitos momentos de desdé de menosprezo das bers principalmente são mulheres principalmente com relação às traduções e eu queria chamar a atenção de vocês para algumas questões aqui uma Delas é o fato de que quando você tá falando do inglês e do inglês estadunidense principalmente você tá falando de uma língua que é muito conhecida pela classe média brasileira como um todo né por mil motivos porque se aprende na escola porque em geral as pessoas fazem alguma escola de inglês e principalmente
por causa de contato com a cultura estadunidense nós somos muito colonizados pela cultura estadunidense desde mais ou menos a década de 1960 Fortemente com a chegada da TV dos enlatados a presença absurda do cinema no Brasil o cinema com frequência é o segundo mercado que mais conso filmes no mundo depois dos Estados Unidos às vezes perde pro terceiro fica em terceiro mas de toda forma é uma loucura o que o Brasil consome disso então o Brasil é bastante colonizado por um mundo anglófono veja que o que elas vão falar aqui é é só por causa
dessa colonização porque se fosse outra cultura se fosse Uma cultura mais difícil de acessar uma cultura mais obscura etc isso não veria não nem viria caso mas olha que interessante em um vídeo do canal da Bel Rodrigues em que Pan Gonçalves também aparece as booktubers fizeram a resenha do livro obsidiana de fulana de tal com tradução de Camila pman os comentários de ambas se destacaram pois o texto traduzido causou uma estranheza de Isabel a única coisa que achei que pecou mais assim foi na Tradução mesmo porque em uma parte que falou boy magia para daí
a Pan queem fala suar Bicas bom muita gente Pan fala suar é bastante usado no Brasil tudo bem nessa passagem as booktubers trazem dois exemplos da tradução que as deixaram incomodadas o boy magia e o suar Bicas os termos utilizados chamaram a atenção e se destacaram negativamente para elas aqui nos cabe uma reflexão sobre o livro ser Originalmente em inglês e as booktubers Possivelmente teré esperado vocabulários da cultura norte--americana já que autora estadunidense e a ambientação da história nos Estados Unidos Além disso elas também comentam que imaginaram a autora americana falando boy magia e para
elas Isso não faria sentido uma vez que o termo é utilizado no Brasil e não nos Estados Unidos essa crítica permite uma reflexão sobre a domesticação do texto então Depois desses dois momentos Aqui eu vou voltar com vocês pra gente comentar coisa bem polêmica Carlos já deve ter ido embora né então tchau Carlos Qual o termo vocês nunca viram boy magia ou suar Bicas boy magia bo Bicas eu falo eu falo moro no rio eu vi S Bicas suar Bicas nunca ouvi el nunca ouviu suar Bicas não coisa de mais velha gente não sei a
minha minha avó falava minha mãe falava então não sei não sei se é coisa de portuguê descendent não eu eu falo suar Ah então Euo falou que acho os dois bem comuns gente imag conheço olha só sulista professora não sei porque suarem Bicas aqui no norte nunca ouvi pode ser suarem Bicas não é do Sul não é do Sul porque no sul vocês não suem Bicas então é do sudeste gente porque eu sou do sudeste a Aline também é né Aline então é do sudeste eh eu vou deixar né o pessoal falar mas depois eu
quero chamar a atenção de vocês para algumas questões envolvidas Ali eh eu sou de São Paulo a linha do Rio é possível que que seja então do sudeste né eh Vinícius pode falar ahi nem lembro que eu falar agora com as coisas do bo magia Ah sim lembrei eh não eu fim fazendo ligação com B magia e com legenda que tava falando antes eu lembrei tipo das legendas da dessa série desse reality de drag Queens do lul e as dependendo né de onde você vê legenda assim você vê no YouTube vê no próprio canal lá
mas tipo é muito bom Quando você vê nas legendas expressões muito brasileiras né que fazem muito parte do vocabulário de drag Queens brasileiras assim né que vão falar de eh sei lá quá vão usar expressões que tem que é quase que uma correspondência do das gírias das expressões estadunidenses e e sei lá para mim é meio um êe quando eu vejo uma assisto um episódio tem uma legenda assim ahah que muito boa pessoa para vendo com com algo muito muito enfim muito que faz parte do nosso E também que eu acho que de alguma forma
tem algo quase que entre aspas educativo assim né de pessoas que Sei lá talvez não saibam o vocabulário tão especializado de ter Queen que começam a aprender expressões que não são do Meio delas né que não que tá numa cultura que não era nem um pouco mainstream e que foi cada vez mais se amplificando justamente por esse reality show e que também te permite mesmo Enquanto Brasileiro né brasileira tipo de Aprender palavras novas expressões novas como pai Magia no caso desse livro eh então isso também é enriquecedor nesse sentido acho tem a ver também com
o que sei lá acho com que o sharra Fala nessa coisa do do elevar a língua também né enfim era o outro que falou elevar a língua mas essa coisa de trazer para si Mas também de sei lá dar um pé para para para essa cultura que a gente tá traduzindo mas também sua própria cultura Est sim Vinícius todo mundo né fala da eu nunca vi esse programa mas todo mundo fala que é maravilhoso assim então eu preciso assistir e ver essa legendagem né Que deve ser muito muito legal do do Paul né Eh eu
eu concordo que enriquece né a enriquece o nosso vocabulário hlio Oi gente boa tarde eu queria só comentar rapidamente sobre aquele exemplo do seus Anéis que você comentou eh que foi o tema da minha dissertação do do mestrado e tá sendo da Minha tese Também e assim eu acho a tradução da linita maravilhosa ela esteve na minha banca de qualificação no mestrado ela pessoa gente boa mas o que é interessante é que a pessoa que escreveu esse artigo que você citou eh anos depois ele seria o um um orientando da Lenita na USP e hoje
em diae ele é uma das pessoas que traduz o token né Eh não do Hélio trazendo fofoca a gente adora fofoca tradutor é muito doido muito doido como tá tudo ligado né Eh o Reinaldo José lóes isso e durante a minha dissertação né que assim eu nem nem gosto tanto assim do da coisa final que ficou mas é muito interessante que a atração dele é ao mesmo tempo muito distinta da Lenita mas em certas coisas ele repete estratégias que foram claramente estratégi pensadas na época da Lenita como alguns nomes assim mais relevantes pro próprio nome
do personagem principal do robt eh algumas localidades importantes e é muito Engraçado que nessa época ele tava assim duramente criticando a a Lenita ele teve todo esse contato foi muito criticado nesses 5 anos que ele fez essa tradução e eu não não esperava assim que ele estivesse fazendo essas críticas há tanto tempo sabe quem tem telhado de né a gente aqui todo mundo T cuidado viu falar a tradução viu porque gente a gente é um dois pra gente cair nas mesmas coisas viu é não tem tradição ideal e é muito Fácil apontar nos outros assim
ah mas aqui devia ter feito não sei o qu muito fácil quem tá de fora né só é é um tipo de tradução é um trabalho muito ingrato nesse sentido assim né porque ela não você não eh você passa por muitos dilemas né o tempo todo eh não e não querendo tirar do do Reinaldo claro que né o trabalho dele deve ser maravilhoso mas o da Lenita também é e tem lugar para todos né assim Uma uma tradução soma a outra a gente pode pensar sim uma não tira da outra ela soma né as retraduções
vão se somando vão enriquecendo a história daquele autor naquela Cultura né Eh Fala Vinícius f não eu lembrei que eu ia falar sobre o último slide que você mostrou do dela que as btu discutindo sobre imaginando a autora falando a palavra bo magia né e é interessante isso porque elas imaginam de fato A Autora né sendo que o livro a voz não é da autora né é narradora narradora o personagem que tá falando essa essa palavra né então imagino essa colagem entre a autora e voz narrativa ou a voz do personagem que tá sim é
engraçado ver um americano falando poema de sei lá mas não é não tá aí a discussão né a discussão tá num outro plano que é entender justamente a obra o contexto da obra enim dessa dessa ficção de como você transpõe isso para uma outra Cultura que às vezes você precisa talvez encontrar expressões e o louco Vinícius eu vou falar vou deixar a Isadora falar e depois eu vou comentar mais a né Essas YouTubers é que eh bom elas poderiam imaginar a autora falando qualquer outra palavra contida no texto também a A autora não é brasileira
Ué então assim Como assim tipo ela não falaria bo magia mas ela não falaria nenhuma outra palavra em Português brasileiro ela não é daqui para isso que serve tradução né é irrelevante imaginar o A autora falando isso ou não eh Isadora por favor eu acho engraçado ainda falando da questão das booktubers é que o reverso Não incomoda porque quando a gente pega esses eu tive uma professora que chamou esses tipos de livros de literatura fast food assim não entra no âmbito né Critical Não mas eh que são esses livros que são produzidos Assim meio que
em massa e normalmente online né publicação online na Amazon e tal e tem muitos livros brasileiros tá escritos em português em que você tem uma situação em que o contexto da A história se passa em São Paulo po é sempre assim uma estudante da USP E aí ela tem um nome americanizado e aí isso não incomoda ninguém entendeu essas booktubers vão lá vão fazer a review delas do livro e e não em nenhum momento entro incômodo de tipo assim a Taylor Que é uma estudante da USP e ela mora na Avenida Paulista sei lá então
eu acho interess claro que daí já é questões de de escrita mesmo né não tão não tanto a tradição mas esse reverso Não incomoda por alguma razão Não incomoda que você tá num contextos passando no Brasil e as personagens são americanizadas de alguma maneira e até a maneira como se como esse livro é escrito é americanizado ele não soa como uma coisa que você leria no português porque a maioria dessas Escritoras estão acostumadas a lerem esses livros em inglês então já passa por um processo de escrever de uma maneira que não é natural pro português
brasileiro e E isso não incomoda para alguma razão eh enfim né Isadora isso e bom eu sou tradutora dessa literatura fast food né então eu eu eu fiquei muito tocada por esse esse trecho da dissertação da Carolina porque eu fiquei totalmente do lado da Camila pman né a tradutora eu achei que ela foi Genial no boy magia lembrando-se gente que boy magia já descende do inglês que mais que esse povo quer que o livro fique em inglês e as pessoas sejam obrigadas a entender inglês eu eu acho eu acho que os comentários das booktubers eh
assim sugerem vários problemas né de de tudo de compreensão do que é tradução eh tem uma prepotência porque porque elas entendem inglês então ela supõem Que as pessoas também entendem e e daí qual seria o sentido da tradução se nós fôssemos todos bilíngues no Brasil eh assim não tem senso o que elas estão falando porque o livro está escrito em português então sim você pode usar boy magia que foi uma gíria né que muitos de vocês conheciam outros não conheciam mas não tem problema o que interessa é que foi uma gíria da moda e a
tradutora como tradutora desse tipo de livro que eu também sou a doou diria que tava em voga Porque o livro é descartável o ano que vem ele não faz mais sentido porque como a Isadora disse é produção em massa então Eh o livro capta aquele momento histórico sabe eu já por exemplo teve livro que eu já traduzi Crush agora eu já traduzo conversant eu vou tentando acompanhar a gía da moda né porque a gente sabe que eles não vão durar né são livros para isso eles são feitos para isso ele vende naquela naquela Temporada e
depois não vende mais né a a editora Ganha um pico de dinheiro e depois ele cai em esquecimento e outros vão entrar no lugar a Camila fez o papel dela ela domesticou que esse tipo de tradução pede domesticação gente tipo vai ser lido por jovens né Outra coisa se ela nunca traduzir suar em Bicas ou outras expressões brasileiras vai acontecer o que a Isadora falou então esse público nunca vai ter contato com com nada Nacional a gente vai traduzir por uma coisa totalmente anglicized Inglês e ler os livros em inglês mesmo eh eu eu sou
particularmente revoltada com quem não gosta de domesticação no Brasil no nosso contexto no dos outros daí a gente teria que analisar caso a caso mas eu acho que a domesticação é muito rica em vários sentidos é uma maneira de a gente expor a nossa Cultura é um diálogo com a atualidade brasileira eh enfim eu eu não sei porque reforçar a cultura estadunidense ela não precisa de Reforço nenhum ela chega pelos nossos poros aqui né não tem assim ainda se for outra cultura daí eu já acho discutível mesmo que mesmo que seja uma cultura Central mas
pouco conhecida como a japonesa que tem a Line aqui a italiana a espanhola enfim são culturas que são sem mas elas não são muito prevalentes né gente agora a estadunidense gente vocês acham que precisa de ajuda mais ajuda não só se a gente se deitar no chão e deixar passar por cima porque Assim já é um bombardeio né Eh o Alex deixa eu ver o que que vocês escreveram aqui é complexo de vira lata Total A tipo não aceitar o boy magia sabe que meninas estranhas eu achei tão legal genial [Música] e lembrando não Claro
claro Alex quando a gente fala tradutor aqui na verdade é uma aproximação é a equipe editorial Isso precisa ficar claro mesmo né não é o tradutor entidade tradutor né não é a pessoa física né mas supondo que a decisão do boy magia e do suar Bicas tenha sido da Camila mesmo assim como eu tomo traduções desculp tomo decisões desse tipo nas minhas tradições né Prof diga Gabriel então a senhora falou num a questão al da domesticação que a senhora a senhora é adepta dessa questão da domesticação principalmente se a gente for traduzir obras Americanas eu
Tom mas eu não sou não sou sempre adepta eu acho que depende do projeto tradutório isso isso isso isso não e claro Estados Unidos em inglês mas mas isso vale também por exemplo para sei lá Literatura Canadense britânica italiana su africana Então depende do projeto eu vamos fazer um recorte eu sou a favor da da tradução domesticadora para esse tipo de literatura que a Camila traduzi e que eu traduzo que é a literatura fast food Voltada para jovens Porque para mim esses jovens precisam entrar em contato em algum momento com a cultura brasileira claro claro
claro eles já estão totalmente mergulhados Sim eles vivem em rede social aham então é uma chance de aprender suarem Bicas por exemplo Porque mesmo que seja regional no Brasil aprender expressões regionais é legal é super legal de todos os lugares do Brasil o que eu acho que poderia sair mais do sudeste isso eu Concordo essa porque a língua editorial brasileira é do sudeste ela é paulista e Fluminense né Paulista ou Paulistana e carioca isso é ruim ah né se o mercado editorial fosse mais espalhado no Brasil a gente teria contato com mais regionalismos e seria
muito rico Então são vejam que são vários movimentos ao mesmo tempo né Tem muita camada nisso né assim por exemplo boy magia eu acho que ele corresponde bem a esse público desse tipo de livro agora se o público fosse Outro eu já não traduziria assim né porque eu acho que restringe muito não é todo minha mãe não entenderia bo magia nunca né Então depende do projeto né tem que avaliar bem para quem é o público Qual é o Projeto etc e tal eh diga al Oi não eu me lembrei também acho que foi até o
Gabriel falou sobre dublagem de de desen animado que tem eles fazem uma domesticação assim muito grande né eu me Lembrei no caso do do desen animado anime né que tem um personagem que assim me incomoda um pouco porque a fala dele é muito ele ele assim eu não percebo el no original com esse essa personalidade e na dougl eu não sei se foi aadu são a dublagem que fez esse trabalho com esse personagem específico que ele é a fala dele é muito escrachada e às vezes eu eu comparando com japonês eu fico assim mas ele
foi assim meio agressivo não que ele não seja agressivo às vezes mas assim o Jeito que ele fala não foi exatamente isso que ele falou em japonês né então eu como como eu consigo fazer essa comparação eu me me incomodo pessoalmente mas eu sei que os fãs adoram só que é aquilo né os fãs que não sabem o japonês eles percebem aquele personagem assim mas O original não é exatamente assim do jeito que eles percebem né Então até que ponto essa esse assim me incomoda Porque eu conheço o original e Quem não conhece acho que
assim aí entra também no caso que que que a professora falou da da da dos filmes de Bergman né que você não sabe sueca Então você tem que acreditar confiar no que tá sendo lá eh dublado legendado né No que tá sendo falado a história tá sendo contada daquele jeito né então assim eh me incomoda um pouco ser é muito escrachado esse personagem em em específico né da do Anine por acaso eh é assim incomoda um pouco a a a dublagem dele né a Tradução Aline é super natural que quem conhece né as culturas tem
esse tipo de incômodo por outro lado o que eu posso te dizer é que volta na mesma coisa isso é tradução não tem como não vai ser a mesma coisa não tem como então é melhor que seja uma nova coisa interessante entende faz parte a criação faz parte da nossa da nossa do nosso metier aqui e assim a gente conheceu o não original e é uma ideia romântica Entendeu Tipo larga larga não conhece paciência a gente conhece outras coisas e é o d agora e Gabri Achei super legal você trabalhar com pica-pau que demais é
não eh e eu tô trabalhando no TCC eu já tô há mais de ano trabalhando com bicho com com aquela figura fala de tá eh professora eh a minha não sei levantamento questão é mais ou menos a seguinte a senhora falou sobre fazer essas traduções né e Utilizar palavras que são utilizadas geralmente né nosso convívio Popular nosso nosso núcleo léxico aqui social eh e aí eu queria saber porque vou falar nós aqui vou me meter no meio mas quando a gente faz essas procuras de tradução a gente realmente vai procurar essas palavras que a gente
percebe que estão sendo utilizadas atualmente né Eh só que geralmente essas palavras que são utilizadas atualmente algumas sofrem um fenômeno de de outro país né de outras Palavras de outra língua que vão ali pro núcleo da sociedade e a gente acaba utilizando então assim por exemplo a senhora usou a palavra Crush né um exemplo o crush veio de uma outra língua né e entrou aqui no nosso núcleo aqui social e começou a ser utilizado eh esse fenômeno social das pessoas utilizarem isso a gente pode considerar como sendo uma domesticação também porque não são tradutores né
É umas pessoas ali comuns na sociedade a minha dúvida é isso é uma Domesticação por que a minha pergunta é essa porque em alguns momentos parecem não ter certas regras para isso por exemplo eu trago outra outra palavra que também sofreu algo parecido que é que vira a gente mete palavra e vira verbo vira adjetivo vira várias coisas por exemplo a palavra chipar né o verbo que vira o verbo chipar Ah o chipo tal casal eu chipo tal coisa então virou basicamente um verbo só que o chipar veio de palavras em inglês né que é
o o Friendship né seria amizade e o relationship seria relação relacionamento né então chipar seria aquilo gostar ou torcer por uma relação entre amigos eh desculpe diga é é quando nós fazemos o uso dessas palavras que vieram de referência de uma outra língua a gente tá fazendo domesticação não domesticação é um conceito eh que a gente usa na tradução na Linguística a gente usa outros conceitos como que a Dafne colocou que é empréstimo ou eh a gente pode usar antropofagia também nesses casos Então olha só o o que a Isadora colocou aqui no chat para
mim é assim fundamental que é o mesmo caso de bo magia toda a língua se ela for uma língua viva ela é influenciada bombardeada por todos os lados então é normal não a gente não pode viver apegado porque a língua se transforma e Ela é influenciada e isso é bem-vindo na verdade mas o uso dessas palavras estrangeiras é adaptado à nossa realidade brasileira então quando a gente fala crush aqui ou Crush né cringe Eh chipá Bom enfim todos esses eh eh dar feedback etc a gente usa do nosso jeito assim como boy magia né então
ela já tá transformada ela já tá na nossa cultura ela a gente já se entende usando essas palavras ainda mais dependendo do nicho né Então não é a mesma coisa né não é a Mesma coisa que usar de maneira submissa uma né uma palavra estrangeira ou anglicized provavelmente queriam né que desse uma impressão assim de uma coisa brasileira mas não muito brasileira né por isso que incomodou eh ah o ao nós estamos em aula ou em me é e a gente também e tem uma coisa fantástica gente que é muito estudada na linguística a gente
muda o jeito de Falar né emite né eu chamo de chat por exemplo isso tá tudo abrasileirado né e tudo bem né assim é estrangeirismo mesmo e os estrangeirismos estão presentes nas diferentes línguas até nas línguas centrais né os os Estados Unidos usam muitos vocábulos do espanhol por exemplo que é uma língua muito prevalente lá entre eles né Por exemplo não teve aquele Bon né que circulou nas redes sociais é um caso assim né eles usando bonita né Do jeito deles né assim engolido por eles mas domesticação é um conceito da teoria da tradução tá
obrigada professora perfeito obrigado eu vou gente a gente já passou um pouco do horário mas eu vou terminar com uma coisa muito legal para vocês ficarem com isso na cabeça até a semana que vem que é são dois exemplos do Hotel Transilvânia eu vou apresentar rapidinho para vocês Eh vocês estão me ouvindo gente ão né alguém pode falar Ai desculpe eh então aqui é de um TCC eu vi a apresentação desse TCC numa num evento da Suelen e achei super legal e aqui acho que vou vou acabar como eu tenho essa essa tendência a gostar
de domesticação brasileira para deixar claro né domesticação brasileira eu gosto quando a gente Brasileiro né valoriza a nossa cultura mesmo que ela Seja influenciada pelo estrangeiro eh e achei Nossa duas bolas muito dentro assim então aqui na dublagem do Hotel Transilvânia 2 né isso yeah got it maybe you should just get plutos Ok Bluetooth Come Over Here é muito bom aliás a cena é muito boa em inglês também Ah então deixa quieta é mais prudente Prudente aí dente chega mais gente parece bobo mas difícil traduzir isso viu alguém foi criativa aí nessa história e lá
o dente azul porque Precisa da imagem né como A Dafne falou a imagem faz parte né no caso do audiovisual Em outro momento What Happen to Michael acho que faltou um a mol aqui são duas cantigas que estão já modificadas em inglês elas né você tem que saber qual é a cantiga que tá sendo parodiada né mas em português eles parodiam com cantigas nossas aliás que bebezinho fofo né o bebê vampiro ali qual é o problema do BO e velho boi da caveira preta Ou clássico atirei o Palma zumbi então muito criativo muito legal vou
voltar com vocês eu valorizo muito o trabalho desses tradutores eh acho que eles fazem né um trabalho assim muito lúdico né Muito legal e e lembrando-se que dublagem ainda tem que combinar com movimento de boca com o tempo que vai aparecer aquela fala eh então é um trabalho dificílimo de se fazer e ainda assim ser tão criativo e principalmente Divertir o público Brasileiro né porque se a gente tá falando de Thomas Man gente ou você tá falando de sei lá quem do GTE como a gente falou do Fausto a semana passada ok que seja uma
coisa de nicho para estudiosos que tem que manter os né a estrangeirização porque são pessoas que conhecem bem o ter blá blá blá blá blá mas Hotel Transilvânia quer divertir né as famílias vão assistir para se divertir Então tem que divertir né tem Que ficar legal tem que ficar criativa alegre né Não pode ser uma coisa assim né Tipo se se jogar isso pras booktubers elas vão falar ah não mas as personagens Não falariam isso não minha filha não falariam mesmo essas são as personagens brasileiras nossas aqui da dublagem as outras falariam outras coisas fale
Isadora eu penso no caso do tá na onda não sei se alguém lembra desse filme ou assistiu que é tão bom é a dublagem é maravilhosa ficou muito bom V até anando Não eh tem um determinado é é sobre pinguins surfando basicamente E aí um dos Pinguins mora numa geleira E aí o nome da geleira é frio de Janeiro na dublagem brasileira E aí ele tá com a mãe para ver se Kica Isso é incrível para mim essa essa expressão ficou na minha cabeça por tantos anos por causa D esse filme e aí você vai
assistir a versão eh americana né o o texto fonte e lá ele fala tipo assim Hei ST Glen ou alguma coisa assim e aí a dublagem ele Pegou o timing com médico de uma maneira que foi tipo assim ele sente jogou um táa a mãe para ver se Kica e e diz assim quer saber não tô nem a rir mais e é um filme com a dublagem incrível Recomendo muito quem não assistiu ainda shk também é muito bom muito bom eh eu adoro também eu acho divertido eu acho que ah combina muito com a animação
né esse tipo essa dublagem mais ousada né que é domesticadora é atualizadora Eh é bem legal mesmo gente eh eh então nessas horas que tem ganha ninguém reclama que não está fiel Olha eu acho daf tem gente tão chata que deve reclamar mas vamos ignorar essas pessoas eh e vejam como é multiplicador eh você cria uma nova experiência e ela se soma a experiência do original ela não cancela o original o original ainda existe Se você souber a língua original você fica bem à vontade você pode ver no Original mas soma eu digo isso porque
inglês né é a minha língua de trabalho e eu adoro Meu Malvado Favorito em português por exemplo eu gosto mais em português ou seja Mas é uma experiência que está somada Ela não tá anulando a outra eu entendo inglês também mas eu acho em português mais legal fala el professora tem mais um uma dúvida no sobre os materiais você criou algum drive algum eh Alguma sala de aula não tem acesso ao drive eu não não Recebi e também se possível você passar o seu e-mail eh eu vou colocar aqui eh professora a Ariela também não
recebeu eu vou colocar aqui no no chat agora daí vocês por favor no grupo não é e E se alguém puder né passar para eles o grupo para vocês né estarem no grupo de WhatsApp todos para vocês facilita muito né a comunicação tudo colocar no chat aí o link professora pro Grupo Ah muito obrigada então Elan Olha lá né e gente eu preciso fechar eu tenho outra aula cinco eh mas muito obrigada foi bem proveitoso né Espero que vocês tenham aproveitado e que Se divirtam com os os exemplos eh e até a semana que vem
né que a gente vai ver comentários de tradução né herlin E mais uma galerinha até segunda-feira gente muito Obrigada e boa semana para vocês é é porque eu havia visto que no calendário Tinha um período que não teria aula por conta das disciplinas seriam presenciais é mas na semana que vem tem aula que é dia 9 depois na outra não tem Ah tá eu vou est numa disciplina da professora AD jura ué mas Eu segui lá o calendário que coisa hein será que mudou bom agora eu sinto muito porque senão a gente não pode faz
aqui tá bom mas fica lá na dela eu vou gravar essa daqui e daí você assiste tá bom obgada ciao Buono [Música]
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