EntÃĢo pessoal todos bem vamos para mais uma decisÃĢo do supremo tribunal federal Essa ÃĐ a decisÃĢo de nÚmero 50 que eu analiso com grandes chances de cobrança nos concursos da advocacia pÚblica Essa ÃĐ a decisÃĢo nÚmero 50 e todas as outras 49 tem a mesma pegada sÃĢo decisÃĩes escolhidas a dedo analisadas para que vocÊ possa se preparar para o concurso de pge PGM Agu ou seja para os concursos da advocacia pÚblica como um todo Estamos diante de uma decisÃĢo do supremo tribunal federal sobre responsabilidade civil deixa eu te dizer uma coisa ninguÃĐm passa para nenhum
concurso de procuradoria sem dominar com excelÊncia responsabilidade civil que ÃĐ um dos principais assuntos da disciplina Direito Administrativo eu estou me referindo ao que decidiu o Supremo no tema 1237 no informativo 1132 vamos falar sobre Direito Administrativo responsabilidade civil Mais especificamente responsabilidade civil o que decorre de operaçÃĩes de Segurança PÚblica realizadas pelo Estado a responsabilidade civil do Estado em operaçÃĩes de segurança pÚblica no caso analisado pelo supremo no tema 1237 diz respeito à responsabilidade estatal por morte de vÃtima de disparo de arma de fogo durante operaçÃĩes policiais ou militares em comunidades ou seja zona habitada
Essa ÃĐ a hipÃģtese do tema 1237 a tese e fixada pelo supremo no tema 1237 que nÃģs vamos analisar agora muito bem vocÊ jÃĄ tÃĄ acostumado acostumada aqui no canal vamos analisar como se vocÊ tivesse numa prova Nada melhor do que simular uma prova e para isso eu recomendo que vocÊ faça um favor a si mesmo e tente responder o enunciado que nÃģs vamos analisar agora sem nenhum tipo de consulta sem nenhum tipo de digamos ajuda mesmo que vocÊ nÃĢo encontre a resposta mesmo que vocÊ nÃĢo Acerte a osta o simples esforço mental o simples
esforço eh cerebral para tentar encontrar a resposta a partir daquilo que vocÊ jÃĄ conhece vai fazer com que a resposta que vocÊ acompanha comigo logo depois do enunciado seja fixada de uma forma diferente na sua memÃģria de longo praso EntÃĢo vamos analisar a situaçÃĢo que seria ou serÃĄ o enunciado das prÃģximas provas de procuradoria o exÃĐrcito brasileiro e a polÃcia militar do estado x invadem um morro à procura de um muito bem assim começa nosso anunciado durante a invasÃĢo a intensa troca de tiros em zona habitada com a consequente morte de um civil zona habitada
leia-se por zona habitada comunidade diante do fato a famÃlia da vÃtima ingressou com açÃĢo judicial contra a uniÃĢo e o estado x a fim de ver declarada a responsabilidade do poder pÚblico pela morte e a consequente indenizaçÃĢo no curso do processo a perÃcia que Visa determinar a origem do disparo que vitimou o civil ÃĐ inconclusiva ou seja nÃĢo ÃĐ possÃvel assegurar Tecnicamente que a bala que retirou a vida do civil ÃĐ de origem estatal ou seja oriunda de arma de fogo manuseada pela PolÃcia Militar do Estado x ou pelo exÃĐrcito brasileiro Considerando o enunciado Discorra
sobre a responsabilidade civil do Estado e aqui responsabilidade civil do Estado estado gÊnero nÃĐ porque aqui o evento envolve uniÃĢo e o estado x muito bem veja nesse caso que nÃģs estamos diante de um enunciado com muita chance de cobrança nas provas da advocacia pÚblica envolvendo responsabilidade civil do Estado mas especificamente envolvendo responsabilidade civil do Estado por morte de vÃtima de disparo de arma de fogo durante operaçÃĢo policial ou militar em comunidades exatamente aquilo que estabeleceu o Supremo no tema 1237 por isso a importÃĒncia do estudo desse tema bom para que vocÊ responda qualquer questÃĢo
que envolva a responsabilidade civil vocÊ nÃĢo pode ultrapassar ou melhor vocÊ nÃĢo pode deixar de tratar de alguns passos o primeiro passo diz respeito ao tratamento da Teoria do Risco administrativo ou seja o risco administrativo adotado pela ConstituiçÃĢo Federal Diferentemente da Teoria do Risco integral a responsabilidade civil do Estado na ConstituiçÃĢo da RepÚblica nesse caso atende aos requisitos da Teoria do Risco administrativo ou ou seja o estado responde pelos atos comissivos ou omissivos dos seus agentes de forma objetiva ou seja independentemente de investigaçÃĢo de elemento subjetivo culpa ou dolo mas desde que haja nexo de
causalidade entre o ato do estado e o dano ocasionado EntÃĢo essa ÃĐ a Teoria do Risco administrativo o estado responde mas ÃĐ preciso que haja nexo de causalidade a sua responsabilidade objetiva nÃĢo hÃĄ investigaçÃĢo sobre culpa ou dolo na responsabilidade objetiva estatal Esse ÃĐ o primeiro tÃģpico que vocÊ precisa desenvolver para tratar de qualquer questÃĢo sobre responsabilidade civil do Estado o segundo tÃģpico diz respeito à possibilidade de excludente de responsabilidade do estado ou de responsabilidade civil estatal sempre que o estado conseguir comprovar a sua existÊncia primeiro ponto importante a excludente de responsabilidade civil do Estado
ela existe a comprovaçÃĢo dessa excludente o Ãīnus de comprovaçÃĢo dessa excludente ÃĐ do estado a exclusÃĢo de responsabilidade do Estado depende da comprovaçÃĢo onus do Estado de alguma causa interruptiva do nexo de causalidade força maior caso fortuito fato exclusivo da vÃtima ou de terceiro entÃĢo o nexo de causalidade tem que existir e qualquer excludente de responsabilidade que interrompa o nexo de causalidade faz com que o estado nÃĢo responda civilmente ou seja o nexo de causalidade precisa existir qualquer coisa que interrompa esse nexo faz com que o estado nÃĢo responda e a isso dÃĄ-se o nome
de excludente de responsabilidade do estado e volto a dizer o Ãīnus da comprovaçÃĢo ÃĐ do estado A anÃĄlise do caso do enunciado levando em consideraçÃĢo aquilo que nÃģs acabamos de tratar no tÃģpico um Teoria do Risco administrativo e do tÃģpico dois a possibilidade excludente de responsabilidade do Estado analisando o enunciado vocÊ começaria a dizer o seguinte em operaçÃĩes de Segurança PÚblica a luz da a Teoria do Risco administrativo serÃĄ objetiva a responsabilidade civil do Estado quando nÃĢo for possÃvel afastÃĄ-la pelo conjunto probatÃģrio recaindo sobre ele estado o Ãīnus de comprovar possÃveis causas de exclusÃĢo EntÃĢo
tÃĄ aqui levando em consideraçÃĢo o que nÃģs acabamos de Explicar sobre Teoria do Risco administrativo e a possibilidade de interrupçÃĢo do nexo de causalidade pontos 1 e dois levando em consideraçÃĢo operaçÃĩes de Segurança PÚblica o inÃcio de uma resposta partiria desse princÃpio ou seja 1 mais 2 alinhado à operaçÃĢo de Segurança PÚblica que se encontra no enunciado um tÃģpico importante do enunciado diz respeito a essa passagem Ãģ no curso do processo a perÃcia que Visa determinar a origem do disparo que vitimou o civil ÃĐ inconclusiva ou seja nÃĢo ÃĐ possÃvel assegurar Tecnicamente que a bala
que retirou a vida do civil ÃĐ de origem estatal oriunda de arma de fogo manuseada pela polÃcia militar ou pelo exÃĐrcito essa parcela de informaçÃĢo de anunciado ela diz respeito exatamente ao caso analisado pelo Supremo Tribunal Federal que gerou o tema 1237 e a sua respectiva tese entÃĢo para responder esse enunciado nÃģs terÃamos que passar pelo tÃģpico um ou seja tratamento da Teoria do Risco integral terÃamos que passar pelo tÃģpico dois ou seja a possibilidade de excludente de responsabilidade do Estado cujo os probatÃģrio ÃĐ dele estado terÃamos que juntar essas duas informaçÃĩes no que diz
respeito à s operaçÃĩes de Segurança PÚblica mas aà no que diz respeito à perÃcia inconclusiva sobre a origem do disparo o Supremo Tribunal Federal tem decisÃĢo especÃfica sobre o tema e diz assim ao realizarem uma operaçÃĢo em zona habitada comunidade e a partir dela desencadearem intensa troca de tiros com os confrontados os militares descumpriram o dever de diligÊncia circunstÃĒncia que evidencia a presença do nexo de causal sendo irrelevante na hipÃģtese o fato da perÃcia ter sido inconclusiva em relaçÃĢo à origem do disparo do projÃĐtil que atingiu a vÃtima o Supremo tÃĄ dizendo aqui o seguinte que
a operaçÃĢo de segurança pÚblica em zona habitada em comunidade quando hÃĄ nesse caso confronto com troca de tiros o estado descumpre o dever de diligÊncia porque a princÃpio o estado nÃĢo deveria trocar tiro com bandido em zona habitada ÃĐ o que o Supremo Tribunal Federal estÃĄ efetivamente a dizer e o dever de diligÊncia descumprido no entender do supremo evidencia a presença do nexo de causalidade portanto aà estÃĄ presente a responsabilidade objetiva do Estado o estado SÃģ se livra dessa responsabilidade objetiva se ele comprovar aqui a culpa de terceiro ou seja se ele comprovar que o
tiro que vitimou lÃĄ o civil nÃĢo ÃĐ de origem estatal como a perÃcia foi inconclusiva o Supremo tÃĄ dizendo que nÃĢo ÃĐ relevante o fato da perÃcia ter sido inconclusiva em relaçÃĢo à origem do disparo do projÃĐtil que atingiu a vÃtima ou seja o estado ele sÃģ se livraria dessa responsabilidade se ele conseguisse comprovar por meio de perÃcia que a bala que atingiu a vÃtima nÃĢo ÃĐ oriunda de arma de fogo estatal Ou seja no caso do nosso enunciado polÃcia civil do Estado x ou exÃĐrcito brasileiro EntÃĢo essa passagem aqui ÃĐ muito importante porque ela
diz respeito exatamente a hipÃģtese do tema que estamos analisando morte de civil ou seja responsabilidade civil do Estado por vÃtima de disparo em comunidade em zona habitada decorrente de operaçÃĢo de Segurança PÚblica Essa ÃĐ a hipÃģtese especÃfica a perÃcia foi inconclusiva isso Afasta a responsabilidade do Estado o Supremo disse que nÃĢo ÃĐ irrelevante a perÃcia ter sido inconclusiva por isso que o Supremo estabeleceu a tese no tema 1 1237 assim responsabilidade estatal por morte de vÃtima de disparo de arma de fogo durante operaçÃĢo militar ou policial em comunidade zona habitada o Supremo nessa hipÃģtese fixou
a seguinte tese um o estado ÃĐ responsÃĄvel na Esfera CÃvel por morte ou ferimento decorrente de operaçÃĢo de segurança pÚblica nos termos da Teoria do Risco administrativo seria o primeiro tÃģpico da nossa resposta dois ÃĐ Ãīnus probatÃģrio do ente federativo demonstrar eventuais excludentes de responsabilidad que interrompem o nexo de causalidade como nÃģs vimos trÊs a perÃcia inconclusiva sobre a origem de disparo fatal durante as operaçÃĩes policiais e militares nÃĢo ÃĐ suficiente por si sÃģ para afastar a responsabilidade do Estado por constituir elemento indiciÃĄrio EntÃĢo nesse caso especÃfico o Estado atÃĐ pode se livrar dessa responsabilidade
ao comprovar a excludente de responsabilidade por meio de outros elementos probatÃģrios mas a perÃcia conclusiva sÃģ ela nÃĢo ÃĐ suficiente para afastar a responsabilidade civil do Estado aqui responsabilidade civil objetiva baseada na Teoria do Risco administrativo esse tema ÃĐ muito importante para as provas da advocacia pÚblica ÃĐ muito importante eu diria para todas as provas de direito administrativo que tratem responsabilidade civil do Estado como tema importante e quase todas elas fazem isso aqui nÃģs temos No que diz respeito aos concursos da advocacia pÚblica uma situaçÃĢo bem interessante bem peculiar porque nÃģs temos uma tese desfavorÃĄvel
à fazenda e a tese desfavorÃĄvel à Fazenda reside no fato de que a inconclusiva nÃĢo depÃĩe a favor do estado ou seja nÃĢo retira a responsabilidade civil do Estado nos termos do que decidiu o Supremo no tema 1237 EntÃĢo nesse tÃģpico nÃģs temos aà uma tese desfavorÃĄvel a fazenda pÚblica a tÃtulo de conclusÃĢo te chamo a atençÃĢo que aqui seriam condenados na responsabilidade civil tanto UniÃĢo Quanto estado x exatamente contra estes entes federativos a açÃĢo foi ajuizada se a operaçÃĢo tivesse sido exclusiva do exÃĐrcito brasileiro a responsabilidade seria exclusiva da UniÃĢo se a operaçÃĢo tivesse
sido exclusiva da PolÃcia Militar do Estado x a responsabilidade civil teria sido exclusiva do Estado x como no caso a operaçÃĢo foi conjunta exÃĐrcito e PolÃcia Militar do Estado x a condenaçÃĢo vai recair aqui sobre uniÃĢo e estado X x interessante que no caso julgado pelo Supremo lÃĄ foi condenada exclusivamente a uniÃĢo porque a polÃcia militar do estado nÃĢo participou da operaçÃĢo de Segurança PÚblica que acabou vitimando o Civil por disparo de arma de fogo durante a operaçÃĢo militar por isso que chamo tua atençÃĢo porque no caso concreto que originou a tese do tema 1237
apenas a uniÃĢo restou condenada porque a polÃcia militar nÃĢo participou da operaçÃĢo de Segurança PÚblica Ok muito obrigado pela sua atençÃĢo forte abraço e atÃĐ atÃĐ os nossos prÃģximos encontros