é que agora você vai falar de duas ideias bem importantes para a gente poder entender Justiça restaurativa o Halloween dizer e aí tá sentado lá no livro da Gláucia Orth e no finalzinho vocês têm as referências as referências do que a gente usou de material aqui e ela vai resgatar uma ideia que o Zé vai trazer lá no livro dele de 2008 que é do continuum restaurativo quando a gente vai pensar em abolicionismo penal ou naquilo que radical Às vezes a justiça restaurativa pode ficar muito longe e o Zé ele aproxima a justiça restaurativa da
nossa realidade né da possibilidade de tornar realidade a justiça restaurativa a partir do sistema de justiça que a gente tem hoje A partir da nossa da nossa sociedade da nossa cultura e aí é o seguinte os Defensores da Justiça restaurativa acalentam um sonho de chegar um dia que a justiça será totalmente restaurativa o realismo desse sonho é discutível ao menos num futuro próximo Talvez seja mais plausível pensar em uma manhã em que a justiça restaurativa seja a norma enquanto alguma forma de Justiça Criminal ou sistema de Justiça tradicional ofereça uma retaguarda ou uma alternativa é
bem possível que chegamos a um tempo em que todos os procedimentos judiciais sejam orientados por princípios restaurativos então Nós pensamos nessa ideia de trocar a punição por possibilitar a reparação e atendimento das necessidades da vítima nós precisamos e eles têm que nós temos um Horizonte um algo a percorrer mas que nós podemos aumentar a quantidade de processos restaurativos em detrimento daquilo que nós temos da Justiça retributiva uma as que a retributiva irá existir e há casos em que eu não que eu posso coexistir entre justiça restaurativa e retributiva e há casos ainda em que a
retributiva vai pro ponderar mas tinha o importante é que a gente caminha na construção de normativas de metodologias de processos e procedimentos em que possa o que possamos viver a justiça restaurativa que possamos realizar no nosso dia a justiça restaurativa né bom então vai White eu não vai falar que é possível a regulamentação responsiva Ou seja que o ideal Essa justiça restaurativa seja a primeira resposta uma ofensa Então como age a uma ofensa eu posso é oferecer para vítimas de ofensores uma tentativa de construção de solução desse conflito reparação da essa ofensa é responsabilização desse
ofensor a partir dos paradigmas e dos princípios restaurativos é e por isso o sistema de resolução de conflitos Ele deveria ser baseado tem como base da pirâmide há soluções é por meio da Justiça restaurativa em caso isso não fosse possível então a alternativa seria a justiça retributiva e sendo assim a justiça restaurativa Quando ela for insuficiente ou quando haja uma recusa do ofensor em participar porque a voluntariedade o eu querer reparar o ofensor eu eu me alto responsabilizar precisa partir partir do ofensor lá então quando eu não tiver essa voluntariedade quando eu não quando eu
não ouvia o que a vítima tem para me dizer quando eu não pensar nas necessidades da vítima então quando eu com meu sensor não quiser participar do processo restaurativo Então as medidas positivas elas poderiam ser adotadas né hoje o que a gente tem é que as medidas positivas são adotadas por primeiro Independência vítima esteja disposta a participar do processo restaurativo o ofensor também hoje a nossa base da pirâmide é o sistema retributivo então que a gente poderia transformar e esse sistema e nada Nova Zelândia o sistema já foi transformada a primeira resposta quando eu tenho
uma ofensa cometida por um adolescente né então o ato infracional a primeira resposta é a justiça restaurativa são os procedimentos restaurativos Então quais seriam os principais elementos conceituais de Justiça restaurativa Então me pergunto Mari como que eu tenho um procedimento restaurante então primeiro eu preciso pensar que eu preciso envolver todos os interessados do conflito Quem são Então eu tenho que fazer essa música Quem são os interessados no conflito e eles vão pensar por exemplo no caso radical de feminicídio não é um dos crimes que mais acontecem é que a gente vê mediaticamente enfim e é
pensando no crime de feminicídio e pensando hoje do que a Justiça Criminal nos dias ela disse que a vítima é a pessoa que morreu a mulher que foi morta em razão da sua condição de mulher né será será que é só essa pessoa que mais quem que foi atingido por esse crime E aí a gente pode pensar a gente já sabe quem é o sensor aquele que cometeu O homicídio né o feminicídio mas essa vítima ela tinha filhos esses filhos não são vítimas também essa é a vítima tinha a mãe pai pessoas que cuidavam dela
e se o sensor tem família tem a família desse ofensor essas pessoas a comunidade é onde ela morava não estivermos lá em Ponta Grossa um homicídio de uma professora na frente da escola que ela dava aula a comunidade escolar foi atingida não é um caso de feminicídio lá na frente da escola essa comunidade essas crianças que estavam chegando na hora da aos pais os colegas de trabalho essas pessoas também são vítimas dessa ofensa também são vítimas desse crime Então eu preciso pensar e abrir esse olhar para aquilo que eu entendo como vítima de uma ofensa
Outro. Essencial outro elemento essencial é a busca da solução coletiva eu vou precisar chamar essas pessoas para construir para a gente entender como é que eu posso reparar esse dano como é que eu posso atender as necessidades que surgiram a partir das ofensa e esses processos precisam ser cooperativos esses processos de de solução coletiva precisam ser qual operativos e inclusivos eu preciso é permitir que todas as pessoas se manifesta em todos esses envolvidos se manifeste e eu tenho como outro elemento a composição dos anos eu preciso olhar como reparar e como compor os danos e
atender às necessidades de todos ofensor e vítima e comunidade é eu preciso pensar no viés da responsabilização Então quem é responsável Nem sempre é só o sensor muitas vezes a gente tem a responsabilidade da comunidade como que a comunidade pode ser responsabilizar para que as coisas fiquem melhores né para que os vínculos das pessoas possam se restabelecer que as necessidades possam ser atendida nesse caso eu preciso ter um foque prospectivo eu preciso tratar das consequências mas o que olhar para o que foi feito eu preciso pensar e a partir de agora quem é que cuida
dessas crianças e o que que essas crianças vão descansar que essa número tivesse fio quem cuida quem fica que atendimento nós precisamos dar para essas pessoas né então quando eu penso nesses elementos principais nesses elementos que compõem esse conceito de justiça restaurativa é sempre necessário pensar que eu já tenho uma metodologia porque eu tenho processo então eu vou ter um jeito de fazer mas eu não posso esquecer da minha base dos meus valores restaurativos Então quais são esses valores que embasam que são o chão que é aonde eu vou pisar na minha base forte para
eu construir uma metodologia a metodologia por si só o processo por si só não significa que a gente tem um procedimento restaurativo eu preciso sim basear essas metodologia os princípios e valores restaurativos isso que a gente vai ver a seguir