Então agora com as devidas autorizações de uso de imagem, né, vamos começar nessa tarde, então a nossa formação. A gente vai tratar hoje do eixo dois e três, né? A gente tratou na primeira formação do processo conferencial, a importância das conferências e do eixo um, que é o acesso universal, né? Boa tarde a todos. Para quem não me conhece, eu sou a Vanessa, sou assistente social de Formação, né? Presto essas consultorias, assessoramentos, consultorias para PUC. A gente já vem aí de uma longa caminhada de est fazendo as conferências e essas oficinas elas são um desdobramento
das formações que a gente realizou dentro do conselho de assistência, do Conselho Municipal de Assistência Social, né, de Porto Alegre. e vista a necessidade, então a gente está fazendo essa nova formação e estamos deixando gravado e depois disponibilizada elas no YouTube Para que possa ser replicada e utilizada como se achar melhor nesse momento, né? A gente fica bem feliz sempre nesse processo assim de das pessoas estarem procurando saber mais sobre a conferência e que a gente possa daí tá ã fazendo o nosso processo democrático nas nossas regiões, né? Eu vou compartilhar então com vocês a
tela para ficar mais fácil aqui. Estou então, né? Nós vamos começar então com o eixo dois, que vai falar Sobre o aperfeiçoamento contínuo do SUAS, inovação, gestão descentralizada e valorização profissional. Qual é o o objetivo então desse eixo, né? Esse eixo ele vem trazer a questão da modernização e aprimoramento do SUAS. Mas qual é o foco, né? Inovação de processos e ferramentas de gestão, valorização dos trabalhadores. Então aqui o objetivo é que a gente possa fazer com suas funcione de uma forma eficiente, democrática, responsiva às realidades Territoriais e sociais e que venham promover o acesso
universal com qualidade. A ideia aqui é que a gente trabalhe, por exemplo, sistemas, ferramentas de gestão. Se a gente falou ontem sobre a questão do da equidade, da questão da diversidade, né, que nesta aqui a gente vem falar de como a gente vai ter ferramentas de gestão para isso, sistemas que possam estar de acordo com isso, né? Deixa eu só ver Qual é a minha próxima lâmina aqui para passar para vocês. Opa, deu, né? Que daí qual que seria esse essa questão, né? Ô, cuidão. Só tô diminuindo aqui para eu poder visualizar melhor. Pronto. Então,
o que que acontece aqui, né? O objetivo é fortalecer e qualificar continuamente os suas por meio da inovação, da gestão descentralizada, né, que é o que a gente já estava Abordando. E nisso, quais são os objetivos? Nós vamos ter três objetivos nesse eixo. O primeiro, é inovação da gestão, sistemas, metodologias, processos de trabalho, né? Eh, o primeiro e o primeiro tópico aqui, o último, né, que fala da propor da estratégia de valorização, eles estão diretamente ligados com a política de educação permanente na assistência social. Gente, a gente tem que ver os nossos processos, como é
que está o Nosso processo de trabalho. Eles estão ah assegurando o acesso, por exemplo, né? Então, a qualificação desses trabalhadores, como se tá se dando essa valorização? Temos estratégias de plano de carreira, concurso público, né? Ã, como se dá essa questão de dos espaços de trabalho, como eles estão organizados. Então, isso, essas questões têm que tá vindo nesse eixo, né? que eles possam estar, quando a gente fala de fortalecimento da gestão Descentralizada, não só a descentralização em âmbito da nossa gestão de união, estados e municípios, né, não só na CIT, na CBE, mas como está
essa gestão descentralizada vindo a partir dos territórios? Como fazemos gestão descentralizada dentro dos nossos serviços? Isso a gente tem que que trazer. Como a gente fortalece esses espaços democráticos de gestão Descentralizada? Muitos a gente a gente nem sabe se chegar para uma pessoa que não é, até mesmo para usuários da assistência, quando é que a reunião do conselho? Nem sabe o que que é conselho, né? Mas isso nós temos daí o outro eixo lá que é o eixo quatro, inovação de sistemas, metodologias, procedimentos de gestão. Nós temos a questão do dos sistemas. Agora, o cadastro
único, nós temos mudança. Aí precisamos trazer Isso. Como se dá esse processo de se de termos um os nossos sistemas são interligados, as nossas políticas são fragmentadas? E essa questão de sistema contribui para isso, porque eu não sei se o usuário ele é, qual é o serviço que ele acessa hoje, Porto Alegre, por exemplo, né, temos o Gessuas, ele vem numa possibilidade de de se ter uma unificação, né, de se ter isso, de como aonde o sujeito transita, onde esse Usuário transita. Mas eu tenho acesso fácil esses sistemas. Como é que eu planejo isso para
depois podermos estar pensando? Porque uma das propostas é que as conferências venham embasar os próximos planos decenais, ou melhor, o próximo plano decenal, né, que vai ser 2027, 2037. Então, nós precisamos tá pensando em planejamento ligado a sistemas, porque sistemas nos possibilitam ter Diagnósticos da realidade. Eu posso hoje não ter, não usar para no âmbito da conferência os dados que eu vou ter, o que os usuários vão me falar, mas eles vão falar questões que vai possibilitar uma gestão descentralizada do meu serviço e como eu potencializo que esse usuário traga isso, né? Questão de sistemas,
metodologias, procedimentos de gestão, os usuários não têm acesso. Então a gente tem que Quais são as Ferramentas? a gente precisa de de ferramentas de gestão no sentido de que que o trabalhador também possa ter acesso para poder planejar suas ações, mas que também ele possa ser valorizado. Esse eixo aqui vai falar das condições de trabalho, concursos públicos, planos de carreira, né? Como é que tá a valorização do profissional, né? E eu só não vejo as caras de vocês agora de desespero, porque nós estamos aqui na na internet, mas a gente sabe Que há uma desvalorização.
A gente vem de uma pandemia, a assistência social, ela foi linha de frente, ela é a primeira a ser chamada. Se a gente for pensar em proteção social, conceito de proteção social, tá lá a primeira, primeiro norte é a proteção da vida. Se é a proteção da vida, a assistência social vai est lá na frente. Ela traz isso. Só que muitas vezes os seus profissionais também estão sofrendo o que tá Acontecendo. E como isso tá sendo visto? Nós temos os eventos, fechamos um ano de dos eventos que ocorreram no Rio Grande do Sul. Muitos, muitos
profissionais estavam atendendo e estavam sofrendo, estavam ficando sem casa, estavam precisando ser atendidos. Então isso é importante. Como se dá, como a gente pode pensar em propostas de valorização destes profissionais? Qual é a política de Educação permanente que está no nosso município implementada para a valorização? Nós temos momentos de qualificação, nós temos momentos para pensar o nosso processo de trabalho, nós vemos a a nós temos processos de educação permanente voltados à qualificação desses profissionais. Então isso é importante que a gente possa ver, que a gente veja isso, que a gente traga Isso. Qual é a
avaliação? O que que nós temos de nós temos alguma coisa hoje para avaliar os nossos sistemas? Nós não temos. Quais são os indicadores que vão mostrar? A gente precisa de indicadores, gente. Lembrando que indicador é algo que tem que ser alcançável. Eu tenho que saber quantas pessoas hoje no meu território fazem parte, por exemplo, do programa Bolsa Família ou quantas pessoas acessam o Cras, quantas eu tenho de moradores no Meu território moram 5.000 pessoas e 1000 acesso ao CRAS. Então eu tenho que ter esse sistema, esse mapeamento até para eu construir metodologias de atuação do
território. Então é disso que a gente tá falando, né? E nisso vem a gestão que tem que ser focada em visualizar partidos nossos territórios para construir uma política pública. É nesse sentido que a gente tem que trabalhar. Deixa eu ver aqui qual é que são as Questões que eles nos trazem, a argumentação que eles nos trazem, né? Isso tudo pelo CNAS, que é o que a gente traz e o que a gente já discute, né? A gestão tem que ser embasados na vigilância. Como é que tá a vigilância do nosso território? Nós temos os dados
da vigilância. A vigilância ela tá coletando, mas como a gente acessa esses dados? A gente consegue acessar eles de forma fácil, rápida, a fim de construir O meu planejamento participativo? Então essas questões precisam vir aqui, né? O fortale, a gestão embasada em dados indicadores da vigilância. Não é uma gestão baseada nas vozes da minha cabeça, como eu digo, né? Eu olho lá, chego lá no serviço, olho, hum, é isso aqui que eu tenho que fazer, mas tu não ouviu as pessoas. É preciso pensar olhando pro território, porque daí tu faz um planejamento Fortalecido, que é
o segundo eixo ali da questão, fortalecimento do planejamento territorial dos serviços. Então isso vai nos potencializar esse fortalecimento e que a gente consiga desburocratizar os sistemas, que o sistema eles têm que nos facilitar a vida e não nos complicar, né? um exemplo muito claro que para mim é de um serviço que veio para facilitar e só complica a vida o BPC. O sistema que tu vai lá inserir as Informações, ele é muito burocrático, né? Ele é muito pesado. É isso que eu não tô nem entrando em questões de termos o equipamento, de termos o telefone,
de não utilizarmos o telefone próprio no serviço, né? Muitos dos trabalhadores utilizam seus próprios equipamentos, seu próprio telefone, sua própria internet. para poder realizar esse trabalho. Então, a gente tem que desborocratizar, a gente tem que ter Acesso às informações e não só ter acesso, mas que a gente consiga entendê-las. Hoje eu eu venho pensando muito nisso, eu tenho estudado muito sobre comunicação e a gente não se comunica, né? A grande questão de ah não vou ter um sistema, tá lá, é só acessar. A gente olha e não consegue ter acesso às informações. A gente não
sabe onde achar as informações. Precisam ser sistemas intuitivos. Precisa ser um sistema que Faça um algoritmo que a gente consiga acessar as informações. E é possível porque tem outros outras redes, outras mídias que a gente acessa e são intuitivas, né? Com isso, o que que a gente tem que ter? Ampliação e valorização do quadro de trabalhadores, né? de uma forma interdisciplinar, inclusive a poder atingir e atender o acesso universal do eixo um, né? Quando a gente fala de diversidade, que a gente Fala de população indígena, população dos povos tradicionais, população quilombola, população LGBT, população com
pessoas com deficiência. Então, a gente precisa pensar na valorização, na valorização também, mas principalmente antes, a ampliação do nosso quadro de trabalhadores de forma a atender esse usuário, de forma a atender essa diversidade. Então, a gente precisa pensar nisso. Ampliamos o quadro, né, que já vamos ficar bem feliz ampliar o Quadro, cobrir, por exemplo, as equipes mínimas nos equipamentos de serviços dentro de Porto Alegre, né? Vamos ter uma uma uma ampliação, ter a cobertura de 100% de equipes dentro da cidade de Porto Alegre. Ó, aqui eu chorando alto lá, chutando alto para ver se a
gente ganha. Mas já sabemos também que há um déficit de CRA. Então isso também tem que ser pensado. E depois disso a valorização desses trabalhadores, porque eles estão Precarizados por ser equipes reduzidas. Nós temos a questão que muitas vezes eles são o saco de pancada às vezes dentro do serviço, né? A gente precisa falar sobre isso. Não é contra aquela pessoa, mas é contra um serviço que não o atende. Isso é importante a gente trazer sempre. Como eu valorizo esse profissional, né? Seja ã dando oferta adequada de trabalho, plano de carreira, salários adequados. Então tudo
isso precisa passar por esse eixo, né? E daí nos traz, né, a questão da gestão do SUAS não pode ser vista só com uma forma técnica, não é só um instrumento político, não é só algo ã a gente tem que fortalecer também os espaços como a CB, a City para poder trazer isso, né? a gente precisa explicar que tem esses espaços que são onde os entes federativos constróem a política e fazem suas pactuações. Então isso é importante Estar nesse eixo, né? Nisso a gente vem voltando porque é um eixo bem importante, valorização dos trabalhadores, né?
A gente tem que ter concursos públicos, ã, plano de carreira, salários justos, uma mesa de negociação aberta, franca, né? efetivação da política nacional de educação permanente, que a gente atenha os núcleos de educação permanente para poder fazer diagnóstico das condições de trabalho dos nossos trabalhadores, dos Nossos colegas, né? Tá previsto lá dentro da política de educação permanente, os núcleos, que dali a gente possa ter, por exemplo, diagnóstico e deste diagnóstico a gente possa fomentar ações tanto do processo de trabalho quanto de valorização desse profissional. que a gente possa daí fazer o enfrentamento dessa precisação e
valorização dessa identidade profissional, que é aquela situação que eu sempre disso, digo, né? Ainda Comentava acho que semana ainda quando eu viajei, comentando ainda que trabalhador do assistente social tem síndrome do patinho feio, tá ali sempre encolhidinho no canto e não pode, né? Aqueles que são mais novos do que eu, procurem a historinha lá do patinho feio, porque o patinho feio no final ele vira um cisne. E a gente precisa se valorizar para virar o cisne. A gente precisa ter uma formação profissional crítica, intersetorial, Além das exigências formais, mas que tragam um compromisso ético, que
traga um compromisso com essa política pública. Mas sempre lembrando, estamos que nem alguns me falam: "Ah, eu trabalho por amor, eu trabalho por salário com amor." A gente precisa de condições dignas de trabalho e isso precisa vir esse debate, porque muitas vezes isso vai repercutir no atendimento com o usuário, não tem condições dignas, não consegue ter uma Sala adequada para fazer uma escuta. Então isso é muito importante que a gente faça esse debate aqui, que a gente traga essas condições, questão de falta de concurso público, né, inexistência. Daí vocês vão me dizer: "Ah, Vanesso, mas
isso a gente pede toda vez. Vamos seguir pedindo se for preciso. Uma hora vão ouvir, né? Então que que isso possa ser debatido aqui e volto assim, gente, quem puder dá uma lidinha na política Nacional de educação permanente, né? ela vai dar vários subsídios em questões do da valorização do trabalho. Que se possa ver isso. Vejam os núcleos de educação permanente. É necessário se ter os núcleos de educação permanente para que se tenha essa valorização, que se tem esse apoio, se tem esse diagnóstico. Então isso é bem importante. E dentro disso, o que que eles
nos trazem como desafios Identificados, né? A precarização das relações de trabalho que estão cada vez mais fragilizadas. né? Então, há uma rotatividade muito grande dentro dos nossos serviços pela própria conjuntura, pela precarização do trabalho, pelas condições salariais, pelas condição do próprio serviço, né? Trabalhar com política pública não é uma não é para qualquer um. As pessoas às vezes adoecem no Processo e isso é ou estão trabalhando adoecidas muitos de nós e isso é triste, mas é real. ausência de concursos públicos e de políticas de valorização do profissional, falta de infraestrutura nas unidades e ausência de
de equipes completas. Isso é essencial. Precisamos ter equipes completas dentro dos nossos serviços. Uma burocratização excessiva de serviços e sistemas, né? Temos muita burocratização, muita coisa. Eh, preenchemos muitas coisas, mas nem tudo é olhado e não. E para que servem, né? Eu não sou, eu sou uma pessoa que eu defendo muito, que a gente tem que ter registro de tudo, mas ele tem que servir para um fim. O nosso registro serve para quê? Atualmente eu tenho lá o nosso prontuário, eu tenho sistema, eu tenho RMA, eu tenho GUAS, mas ele tá alimentando o quê? Ele
tá voltando em propostas de trabalho, Ele tá voltando em propostas de valorização de processos que possam ser mais rápidos ou vão alimentar ações que a gente possa vir a desenvolver no território. Então isso é é muito importante, né? Há uma falta de desconexão entre os processos formativos e a realidade dos territórios. As formações precisam fazer sentido. A gente fala de política de educação permanente, mas é não é sair Fazendo formações porque eu acho que eu tenho que fazer e eu achei bonito, mas ela tem que fazer sentido. Se a gente fala que tem que fazer
sentido pro usuário aquela proposta, né, eu tenho que fazer um diagnóstico, vamos dizer assim, tem um recurso lá, como eu digo, tem um recurso, eu vou fazer uma ação dentro do meu território, daí decidi que vou fazer uma oficina de corte e costura. Ninguém se Inscreveu. Daí eu digo: "Pá, viu? Ó, não quero melhorar porque não estão a fim". Mas a gente ouviu aquele aquela população, se eu já tinha o recurso ali e aquela comunidade queria fazer curso de barbearia. Gurizada tá louca por um curso de barbearia e nós temos recurso. Podia ser, ia ser
melhor realizado, né? ia ser um serviço que está de acordo com o que a comunidade quer. A mesma coisa é Formação pro trabalhador. Ah, não, eu acho que o trabalhador tem que saber disso. Tudo bem, mas e o que que o trabalhador também acha que precisa? Tem que ser as duas, né? é uma balança. Então, o processo formativo, ele tem que estar com a realidade do território, tem que ser de acordo com aquele trabalhador precisa e também espera ter de formação. Eu preciso conhecer a Realidade, eu preciso trazer para fazer sentido. Se a gente lesse
só esse material que tá do CAS e tudo, claro, tu lê o material, mas não ia fazer sentido. Então tem que trazer paraa realidade do território, paraa realidade dos trabalhadores. Então tem que ter uma conexão entre processo formativo, realidade dos territórios, que vai acabar reverberando em outros processos, em Rever os processos de trabalho, né? Então isso é muito importante que se veja, muito importante que aqui se vem esse debate. Quais são as questões norteadoras então que eles nos trazem, né? O que que são questões norteadoras? Sempre gosto de explicar. É o que vai. Tô perdido,
não sei como eu vou fazer. Cheguei lá na minha pré-conferência, o que que eu vou falar nesse eixo? Como é que eu vou fazer as Pessoas falarem? Isso aqui são algumas questões que a gente pode trazer, né? Claro que não precisa ser dessa forma como tá escrita bonitinho, mas que a gente traga esses tópicos, por exemplo, né? A primeira seria como inovar na gestão e nos processos de trabalho do SUAS de forma ética e democrática. Como podemos qualificar a nossa gestão? Como podemos melhorar os nossos processos de trabalho, né? Será Que botar mudarmos a forma
como nós estamos fazendo de andamento? Vamos fazer ficha de novo, todo mundo levantando às 5 da manhã para ir pegar uma ficha para ir no Cras, né? Tô aqui bem só para causar tumulto aí na cabeça de vocês, mas são processos de trabalho. Vamos fazer sala de espera. Olha só, sala de espera é uma coisa muito potente. Ali eu posso falar de várias coisas, eu posso trazer vários Direitos. Ali eu posso trabalhar um pouco de gestão do que que eles esperam dentro do serviço. E daí nisso eu vou aumentando. Como é que eu faço esse
inovar esses processos de gestão no município? E assim a gente vai ampliando quais estratégias devem ser priorizadas para fortalecer o pacto federativo e a gestão descentralizada. O que devemos priorizar? Como vamos priorizar, né? O que que se traz desse Pacto federativo de gestão, de valorização do trabalhador? O que que é o nosso prioritário? Porque aquilo, sabemos que muitas coisas precisam ser feitas, mas o que que a gente vai fazer primeiro? Porque se a gente resolver fazer tudo de uma vez, a gente pode não dar conta e a gente precisa então escolher de que forma a
vigilância pode Qualificar o planejamento e execução de serviços. Como pode a vigilância nos trazer uma uma qualidade no nosso atendimento, no nosso planejamento? Porque vai, né? Se eu tenho os dados da vigilância, esses dados vêm qualificar a nossa ação, mas eu como eu tenho acesso a esses dados? Então isso é muito importante para que a gente possa desenvolver o nosso trabalho. Como a gente consegue fazer Isso? como esses dados vão ser utilizados, como eu acesso esses dados, que eu sempre digo, não adianta nada eu dizer para as pessoas, não, vai lá e pega na vigilância,
mas eu não sei nem onde é vigilância, vir uma entidade, né? Eu tenho que ter acesso. Quais políticas públicas são necessárias para a valorização dos trabalhadores? Primeira dela, tô latendo aqui muito, né? política de educação Permanente, política de educação permanente efetiva dentro dos municípios. Precisamos ter os núcleos de educação permanente, porque assim a gente consegue planejar ações para valorização desses trabalhadores. Precisamos de uma política de cargos e carreiras, precisamos de uma política concreta de concursos públicos para que possamos ter minimamente as equipes completas nos Territórios. Como fortalecer educação permanente com direito de todos no SUAS,
considerando diversidades e desagualdades regionais, né? como abarcar, porque se temos desigualdades também dos usuários, nós temos desigualdade, desculpa, não, diversidade, temos diversidade também entre os nossos trabalhadores e devemos ter até para atender esse público diverso. Então isso é importante que a gente possa ver como eu vou fortalecer Educação permanente. Uma proposta eu já dei aqui que é dos núcleos. os núcleos são muito importantes para que possam propor ações. Então, temos que ter núcleos de educação permanente. Então, nesse sentido, é bem importante. E daí eles nos trazem ainda propostas estratégicas, né? Implantar e financiar a política
de educação permanente com participação dos entes federativos e Trabalhadores. Garantir concurso público e planos de cargos, carreiras e salários nas três esferas de governo. Fortalecer o papel da vigilância socioassistencial como base para as decisões e planejamento. Promover gestão inovadora com foco na integralidade do cuidado e na dignidade dos usuários. reforçar a atuação das comissões intergestoras, a CB e a CIT na pactuação Dessas metas e estratégias. Então veja aqui, eu já tenho quatro propostas, então é de trabalhar isso dentro dos nossos territórios e daí sim aqui muito os trabalhadores se colocarem nessas propostas, nessas nessa construção
aqui junto com os usuários para que se possa, né, sempre, eu sempre lembrando, trabalhador com valorizado, trabalhador que possui uma qualificação, É usuário, que é bem até entendido? É o usuário que recebe acesso correto aos seus direitos. Então isso é muito importante. Alguém tem alguma pergunta aqui, gente, antes de passar pro eixo três pra gente ver alguma reflexão, alguma questão para não ficar tudo lá pro final? Sim. Não, talvez posso tocar. Vou tocar, gente. Então, vou passar pro próximo Eixo aqui, certo? Qualquer coisa me chamem aí que a gente vai, né? O o online não
permite tantas interações, por isso que eu gosto muito do eu sempre brigo pelo pelo menos uma formação presencial pra gente conseguir pelo menos trocar um pouco, mas qualquer coisa vão falando aí. Ô, Vanessa. Oi. Ouço baixinho, mas ouço. A gente tá aqui no Nordeste e a gente tá conversando assim Do quanto a gente não tem acesso uma um distanciamento enorme em relação a CB e a C, né? Porque a gente sequer sabe quem são os representantes, né, na CBE e na City. Outra coisa que a gente também fica falando assim é é como o trabalhador
no SUS em Porto Alegre, a grande maioria parcerizada, eh, como se garante plano de carreira ali? Não tem como garantir, né, plano de carreira e e salários, enfim, porque é uma parceria, é X e é Isso, né? Então, eh, e também tem ali, eu não sei se entra ali nessa questão, a questão de eh aumentos de Cras, né? Porque hoje os CRAS que tem em Porto Alegre é 23, não dá conta nem, né? Tinha que ter 45 a mais, né? Se não engano. É, então é muito mais classe que a gente tem, né? É o
NUEP, que até ano passado, retrasado, ele deu uma surgida, uma ressurgida, né? conseguiu fazer eh alguns cursos, enfim, mas agora de novo Ele tá adormecido, parado. É, eu entendo assim que em relação essa e nós temos em relação a Porto Alegre essa questão das parceradas, eu entendo que é o NUEP, que é a força, Hum. é os núcleos de educação permanente para poder ter conjuntamente com todos os trabalhadores da assistência uma força para conseguir ter mínimas condições de trabalho, porque tu não vai Ter um plano de carreira, mas então que no restante tu consiga melhorar,
né? Porque é muita precarização, né? Não só da questão. Acho que o Noep ele vem fortalecer daí até pro trabalhador não se sentir tão isolado, porque às vezes a gente fica tão isolado no nosso serviço, né? É. E tem também, por exemplo, eh, os safes também que ficam isolados são uma dupla, né? Sim, uma dupla que são 34 na cidade, né? É, eu aposto muito noss para poder ter Formações, poder essas trocas, poder pensar em processos até para ter uma eh de crasa. A gente sabe que de território para território tem mudanças porque tem as
suas características, mas alguns processos podem ser aproveitados. Às vezes sozinho tu não consegue pensar, mas daí tu conversa com o outro. Eu vejo pelas formações que às vezes vocês estão ali sentado conversando, você já troca uma ideia com que o colega falou outra coisa e tu já pega uma ação. Então eu Sou muito a favor de investimento de questão do NUEP, né? Eh, eu entendo que tem que ter essa força, né? E a Cite, a CIBE, isso é gritante, né? É, a gente não sabe nem quem é do estado representante, por exemplo, da CB. É,
exatamente. E a gente só escuta falar praticamente quando é época de conferência, né? E muita coisa é decidida dentro da CIB, né? Então, e as reuniões são abertas. Hum. Eu até vou botar ali Depois, então vou botar quem são os no material que são hoje os representantes da CIB no estado. Aham. Eu tenho essa informação e vou botar ali os contatos até para vocês terem, né? Aham. Isso é importante e porque isso vai muitas vezes tem muitas deliberações que são feitas, começa o debate da política lá, né? Uhum. Eu até fiquei na dúvida em relação
à CB. Eh, a CB é município e estado ou estado e município? Estado e município. Estado e município. Tá, é essa a minha ideia. Mas é a CBI, que é municípios estados. É, é, né? E a cite é os três daí, os três entes. Os três entes. E é um espaço importantíssimo. É exato. Um espaço tão tão importante quanto controle social. E a gente não ocupa, né? Acabam que gestores que fazem parte disso, mas a gente também não fica sabendo muito desses debates e não acompanha. E seria bem importante assim, né? E outra questão que
a gente tem Conversado bastante, eu posso seguir nas perguntas? Pode. Não tem ninguém. Eu tô aqui. Alguém mais que queira perguntar? Eh, é em relação a a vigilância, né? Outro dado assim, outro setor importantíssimo e a gente tem aqui em Porto Alegre, né, uma ou duas pessoas apenas nesse setor e a gente não tem o retorno do que a gente alimenta, né, que a nossa grande questão sempre é a gente alimenta dados, mas a gente não recebe esses dados de volta de Uma maneira a nos auxiliar a a ver o diagnóstico do território, né? A
gente não tem esses dados, eles não são devolvidos pra gente, que também é outro setor muito izado dentro da hoje das MAS, né? É um setor importantíssimo, mas muito frágil, tanto de RH, a questão da precarização, como em todos os setores, né? Mas tem alguns que são mais ã talvez já pensado nisso, né? que são espaços assim importantes que são caóticos, né, que tem pouquíssima RH, não dá conta de realizar o que o que os territórios necessitam, né? Articulação do sistema, que a gente vai colocar informação que chegue lá eh com poder de ser eh
somada, né? Enfim, isso também a gente tem que afinar mais. sempre tem uma discussão que talvez no Jessua. Se for pegar vai dar diferença, né? Situação que é colocada. Eu sempre digo que informação é poder, né, gente? Informação é poder. Daí nós falamos da CIB que a gente não tem Acesso à informação, e a gente fala da vigilância que às vezes também não tem acesso à informação. E não tô culpabilizando aos colegas, estou culpabilizando ao sistema, né? Porque é isso, é precarizado, é pouca gente, tem muita coisa para para fazer. Como é que tu vai
fazer análise de dados? Tu precisa de tempo porque vocês alimentam, mas tem que ter pessoas para trazer esses dados até para vocês poderem trabalhar em cima disso, de ter esse Diagnóstico e daí nós não temos. Isso não é privilégio da cidade de Porto Alegre, isso é geral, né? Nós temos várias cidades que inclusive tu chega lá, mas quem é que faz parte da vigilância? Quem é a vigilância? não existe nem o setor, nem a uma pessoa que trabalhe nisso, né? Então, a gente tendo uma a gente alimenta, alimenta, alimenta, alimenta, alimenta, mas a gente não
tem retorno desses dados. Isso é algo que tem que aparecer aqui, porque A gente precisa ter um sistema que a gente possa acessar esses dados. Como é que se dá essa devolutiva, como a gente vai trazer isso? Como eu tenho, quando a gente fala ali de sistemas para desburocratizar, quando tenho acesso à informação, tu tá tentando desburocratizar, porque eu posso ã através da vigilância repensar os meus processos de gestão e de trabalho, né? A Vigilância ela é fundamental uma vigilância socioassistencial, tanto que ela é um objetivo da assistência social. Ela tá lá nos eixos junto
com a proteção, ela é um objetivo e ela precisa tá ali. Só que a gente acaba ã alimentando muitos dados, mas não pega, que é isso que tu tava falando. Então, a gente precisa criar ferramentas que, por exemplo, vocês têm O G suuas, através do G suuas, eu consigo fazer um diagnóstico de quem tá ali cadastrado dentro daquele sistema? Isso é algo para se pensar. Eu acho que a ferramenta pode, eu não me lembro mais, já faz um ano e pouco que eu saí da rede. Algumas coisas sim, mas assim, se tu quer, por exemplo,
ã, quantas crianças que tá de trabalho infantil tem no território da região Nordeste? Tem dados que só a PSB tem condições de nos passar, tem dados que Só a vigilância. Então o nosso acesso ele fica muito restrito nesse sentido, ele tá fragmentado, né, como as políticas. É exato. Exato. Então assim, só a proteção tem alguns dados e se a gente que quer esses dados, a gente precisa eh pedir. Então uma das propostas, por exemplo, é a integração desse dessas informações para que vocês possam ter acesso. Da mesma forma o Cadastro Único, né? a gente não
tem muito acesso ao cadastro único no Sentido de informação de de território, né? Alguma, pouquíssimas, né? Pouquíssimas informações são eh que a gente tem acesso. Então tudo tu tem que tá eh se remetendo ao setor, né? E aí, claro, já é um dificultador, porque assim, se tu tivesse acesso direto, clicava ali, pá, já temos a informação que nós estamos procurando. Assim, não, manda e-mail ou pede. Isso já passou o tempo, já esqueceu aquilo, porque o ativismo te toma conta e aquilo lá já Passou. Então assim, eu dificulta muito, né, essa entrave de ter acesso à
informação. É, tu já perdeu o o a janela de oportunidade que tu tinha para realizar ação, né? É. E ali quando fala também na gestão inovadora, com foco na integralidade do cuidado e da dignidade dos usuários, ele tá intrinsecamente ligado como as condições de trabalho, né? Porque assim, se a gente pensar em espaço físico precário, que tanto o trabalhador usa quanto o usuário, né, Nossos cras e locais assim pequenos que quando chove tu não tem onde botar o pessoal, que é uma sala pequena às vezes mofada e enfim. Então é é tanto pro usuário quanto
pro pro trabalhador, né, que que é fere dignidade, né, de acesso, de atendimento, que são caris precarizados, né, muito precarizados. Sim, a própria estrutura dela do sistema, a estrutura da instituição, já tá com uma equipe reduzida da equipe fica doente. Nós estamos hoje com uma Síndrome gripal fortíssima em Porto Alegre. Daí quando tu vê tu tá sem equipe. Exatamente. Mas isso são tudo que pode ajudar a gente a fomentar o debate dentro das conferências, né? Acho que aí já tem duas questões muito sérias. da questão dos NEPS, né, que é pra gente poder fomentar eles.
e segunda um sistema integrado de informações da vigilância que se tem acesso a esses Dados de forma mais ã com menos morosidade, né, que a gente possa se ter o acesso, que eu não precise ir para um dado, pedir para três pessoas, por exemplo, mandar para uma, mandar para outra para poder ter o acesso, mas que se tenha esse acesso, né? pensando-se nisso, porque se sabe que a questão de de concurso público ela é urgente, tudo, mas a questão de salários, mas diante disso também tem esses outros fatores pra gente poder Potencializar e e ver
o nosso trabalho, fora dessas questões de de se estar mais perto dessas outras comissões como City, CIB, né? Mas dentro do que vocês estão falando aí, eu entendo que vigilância e no app neste momento, né, até para poder otimizar, para poder criar espaços além da própria estrutura não ser precarizada, né, e de ter um aumento de de rede de serviços. Você falou ali 23 CR, né? 23. 23. Falta uma média de 45s. Hum. A rede é insuficiente, isso com toda certeza, né, já sabemos. Uhum. Eh, em relação também ao concurso público, também precisa ter o
chamamento do dos concursos, né? Porque a gente vê que tem concursos abertos, mas não existeamente concurso público, né? Então é neste momento assim uma gama enorme de trabalhadores se aposentando e pessoal saindo para concursos, porque também como não tem plano de carreira, Né, o pessoal vai em busca de outros concursos, né, que tem um pouquinho mais de de vividade no salário, né, então vão saindo pessoal, saindo colegas, mas esse efetivo não é reposto, né? Isso mostra que há necessidade, né? Se eu mostro que tô que não tenho equipes completas, é que eu tenho colega se
aposentando, que tá faltando 45, eu tenho a necessidade desses concur desse concurso ser efetivo, ele tem que se chamar, né? Então tem que se fazer Uma pressão para que isso ocorra, porque a gente sabe que na boa vontade dos belos olhos da sociedade eles não vão fazer, né? É, mas acho que é é nesse sentido assim. Não sei se vocês têm mais alguma coisa aí, gurias. Vamos para vamos trocando, tá bom? Mais alguma coisa? Não, posso ir? Posso ir pro eixo três por nós aqui? Tá tranquilo, tá? Então, tô partindo pro próximo. Ó, o eixo
três, ele vai nos trazer integração de benefícios e serviços socioassistenciais, fortalecendo a proteção social, segurança de renda, inclusão no Sistema Único de Assistência Social. O que que ele se propõe, né? articulação efetiva entre os benefícios socioassistenciais e os serviços ofertados no SUAS, com o objetivo de garantir a proteção integral, proteção social integral para fortalecer a segurança da renda, ampliar a inclusão Social, combater a pobreza de forma estruturante, superando abordagens fragmentadas, focalistas e emergenciais. Aqui a gente vai falar dos benefícios e ali a gente falou no primeiro, a gente falou no primeiro eixo do acesso. No
segundo eixo a gente tá falando de valorização do trabalhador e de sistemas de inovação, de gestão. Aqui eu venho falar dos benefícios e a oferta desses serviços, Né, para que a gente possa focar dentro das seguranças afiançáveis na segurança de renda. pensando num processo de proteção social, porque dentro da proteção social, num todo entre eles está a questão da renda. E daí o que que eles nos trazem aqui, né? quando a gente traz promover a integração efetiva entre serviços, programas, projetos e benefícios do SUAS, com foco na proteção integral e no fortalecimento da rede de
Atenção. Isso vem muito ao encontro do que a gente já está conversando, que é a gente ter ã tá tudo fragmentado, muitas vezes, é um serviço, é um programa, tá tudo, a gente tem a gente tem que ter uma integração efetiva disso para poder olhar a proteção social de forma integral. O sujeito ele tá fragmentado, ele tem acesso a um benefício aqui, a outro benefício lá. É a família, é a política da da infância, eh a política pro idoso, vai no serviço de Convivência, mas eu não tenho essa questão de ter esses dados. Veja a
importância do outro eixo em relação a trazer as questões de de acesso à informação, né, de ter acesso aos benefícios. Então eu tenho que ter essa articulação, eu vou, como eu promovo essa integração de ter uma proteção integral, de realmente ver quais são os serviços que o usuário tá acessando, o que que ele precisa acessar e daí garantir a articulação entre segurança De renda e os serviços socioassistenciais, assegurando como o BPC ou Bolsa Família estejam acompanhado, né, que eles venham a fazer um um acompanhamento e não somente receber o benefício. que a gente consiga ter
isso casado, né? E que a gente consiga ter essa articulação desses benefícios. Tem muitas pessoas que recebem benefício, mas elas nunca chegaram nem dentro de um CRAS, porque elas poderiam ir lá fazer Tudo. Antes não precisava dos documentos do CRAS e fizeram, fizeram vi advogado, tava tudo OK, beleza. Só que para além dessa questão de segurança de renda, há outras seguranças que estão sendo violadas. Por isso tu ter o a articulação entre serviço e e a segurança de renda. para que a gente tenha isso. Só que daí vai bater lá na precarização de trabalhadores. Eu
não tenho trabalhador Suficiente para fazer esse fazer esse acompanhamento. Veja, eu tô sempre batendo na teca que um eixo é costurado com outro e a gente tem que cuidar isso na hora de de construir as nossas propostas, porque daí o que que acontece? Se eu construo elas em cadeia, eu consigo ter mais espaços, né? Porque se eu não joguei no eixo três, tem possibilidade às vezes jogar no eixo dois. Então isso tem que ter tem tem que ter entendimento, né? Fortalecer os Processos de acompanhamento familiar e construção de planos individualizados, né? Que a gente respeite
isso. A gente tem que ter esses processos de acompanhamento. Se eu tô falando de articulação entre segurança de renda e os serviços, isso é fortalecer o acompanhamento, o acompanhamento familiar. e que eu crio plano nos individualizados. Mas vejam, a gente tem quando fala de respeitar o direito dos usuários, a gente tem que respeitar a Autonomia deste usuário. Sempre bato na tecla, né? Quem já tá me ouvindo falar mais tempo, já pareço um disco enguiçado, mas a minha régua de vida não é a régua de todo mundo. O que para mim é importante não é importante
às vezes pro usuário. E a gente precisa achar um meio de caminho nisso para fazer essa plano, esse plano individualizado. Por isso que ele é individualizado, porque senão poderia fazer um plano para todo mundo e todo Mundo segue aquilo e deu. E não é individualizado. Como é que eu faço esse acompanhamento? familiar. Como é que eu vejo a família na sua singularidade, dentro das suas necessidades? Quais são os processos que eu preciso nisso, viu? Eu volto lá em gestão do trabalho. Tô voltando em gestão do trabalho. Valorização e atuação intersetorial. A gente tem que integrar
o SUAS com outras políticas. O usuário, ele não é usuário só da assistência, ele é usuário das políticas públicas. E muitas vezes, muitas questões já aconteceram na educação, já aconteceram na saúde. A gente tem que ter essa visão, né, de atuação intersetorial. Sei que muitas vezes é a assistência que acaba procurando as outras políticas, né, para poder saber algumas questões. E é importante, né? Eu sempre eu tinha mudei, fui trabalhar numa Cidade do interior e tinha algumas questões que eu ligava às vezes para saber, né, do do das pessoas. Ah, não, mas a minha intervenção
tá correta. Não, não quero saber da não tô questionando a tua intervenção. Mas o sujeito ele é integral. Se eu tô falando de proteção integral, né, isso vê o sujeito em todos os seus aspectos, eu tenho que entender também que ele tem outras necessidades e que só assistência social não vai dar conta dessas Necessidades. Então, eu preciso pensar isso. Como valorizar essa atuação intersetorial? Com isso, eu tenho que qualificar a gestão dos benefícios no âmbito do SUAS. Foco na equidade, respeito à dignidade, redução das desigualdades, né? Como eu qualifico a gestão dos benefícios? Volto, vejam,
voltei paraa questão de gestão, voltei para sistemas de gestão. Então, isso é importante. Como eu vou fazer Isso? Combater estigmas e discriminação relacionados ao acesso a benefícios. Os benefícios eles são um direito, eles não são um favor. E infelizmente ainda tem muitas pessoas que acham que conceder benefícios sociais é um é um a gente tá fazendo um favor pra pessoa, não é? É um direito. Ah, mas aquela pessoa faz isso só para ganhar esse benefício, gente. É R$ 600. R$ 600. Vamos parar com essa ideia de que eu tenho que decidir o que a pessoa
faz com com benefício. Ah, não, porque ele não pode gastar com isso, não pode. Sei que aqui não acontece isso, mas tem lugares que acontece. A gente tem que entender que e e fomentar que a população saiba que isso é um direito, é um direito de cidadania receber esses benefícios, desde que Cumpra as condicionalidades. Então, esses são os objetivos desse eixo, trazer esses debates aqui, né? E daí quais são alguns temas que a gente traz assim para fomentar o debate, relação entre BPC e os serviços, né? Cras, creas, acolhimento, como se dá, como tá isso
e como a gente tá conseguindo articular, né, a importância do cadastro Único como instrumento de Acesso e planejamento e vigilância, como a gente já tinha falado, né? Como se dá isso nessa questão? superação de visões focalistas e assistencialistas no enfrentamento à pobreza, de ser uma ajuda e não um direito, né? A ampliação da proteção social básica especial com equidade no territor no território, né? Como a gente faz isso para poder ampliar essa proteção, que era o que a gente estava Falando de serviços, por exemplo, nós não temos cobertura. Então aqui entra a questão da cobertura.
o fortalecimento do controle social e da participação popular na efetivação dessas políticas. Como o controle social pode atuar aqui para essa para poder fomentar essa participação, para que essas para que esses benefícios possam possam ser fornecidos como um direito. A articulação entre segurança De renda, que são os benefícios e a segurança da colhida, do convívio e desenvolvimento, né? Lembrando, segurança da colhida, as estruturas do nosso serviço. Nós temos um local adequado para atendimento. Os trabalhadores são conseguem prestar um atendimento de qualidade, a segurança de convívio e desenvolvimento dentro do território como está. Então isso é
importante aqui nesse eixo. Esse eixo está fomentando Isso. E aqui algumas a questão da argumentação, né? a interdependência entre os benefícios, que é o que a gente traz, que a proteção social não se dá somente pelo benefício do BPC ou benefícios eventuais, mas que ele precisa estar inserido na rede em acompanhamento, convivência, acolhimento, inclusão. Não adianta só dar o benefício, precisa-se ver os outros aspectos de uma proteção integral para que esse sujeito Desenvolva a sua autonomia. Então isso é muito importante. Nisso nós temos ainda a questão do combate à fragmentação e a burocratização. Esses usuários
eles vão ter muitas vezes barreiras de acesso, descontinuidade no atendimento, até porque a própria rede muda muito o profissional, né? Muda o profissional, perde-se a história. Com isso, às vezes a articulação entre benefício e serviço não ocorre. Então, a gente precisa ter fluxos claros de proteção, contínuos, para que não se tenha essa fragmentação e burocratização, que às vezes cada vez que o usuário chega num serviço, ele tem que tá contando e tá narrando tudo de novo. E aqui o cadastro entra como um papel estratégico junto à vigilância socioassistencial, porque ela vai fortalecer, né, vai ser
um instrumento de planejamento, monitoramento e vigilância. Então, a gente tem que Qualificar os dados que estão dentro desse cadastro, identificar vulnerabilidades, planejar ações integradas, né, ajustadas ao território, baseado no que a vigilância vai nos fornecer. Veja, a vigilância voltou de novo a importância dos dados da gente ter acesso e daí com isso, a superação de abordagem focalista, né? Uma assistência social que trabalhe com direito à proteção social e daí vem a promover a cidadania e a dignidade Humana. para que se consiga, né, fomentar uma inclusão produtiva de acesso à educação, à saúde, à cultura, para
ter uma efetiva inclusão, né? Então, vejam que a questão desta inclusão ativa e emancipad emancipadora, ela tá vinculada a questão do indivíduo estar em acompanhamento, porque se ele tiver só recebendo benefício, eu não sei que ele existe e não sei das suas necessidades e daí não consigo fazer um planejamento Individual. Então vem muito nesse viés este eixo. Quais os desafios eles nos trazem, né? Desarticulação entre oferta de benefícios e quem presta o serviço, né? Tu recebe lá o BPC, mas quem quem presta o serviço lá no Cras não sabe que a pessoa tá recebendo BPC
e assim por diante, né? Com isso, tu há um enfraquecimento da proteção social, porque há uma descontinuidade de programas e benefícios. não tem uma Continuidade de atendimento, não tem um financiamento estável para esses benefícios, né? E além da questão de invisibilidade das populações, de transferência de renda, a gente não tem hoje como fazer um mapeamento e um diagnóstico adequado de quais são os benefícios de transferência de renda que nós temos e quem tá recebendo, quem é essa população, né? Porque muitas vezes recebe e não chega nos serviços. com essas dificuldades, né, e Desigualdade de acesso
entre regiões periféricas e rurais, com grandes extensões territoriais, por exemplo, nós temos regiões de Porto Alegre que são muito extensas e fica muito difícil o acesso ao CRAS. Fragmentação dentre políticas de transferência de renda, como nós já tínhamos abordado, invisibilidade de algumas populações específicas, que é população Em situação de rua, povos originários, pessoas com deficiência, entre outras, né? Então isso se reforça vindo lá do eixo um, burocratização de acessos, né, e capacidade de respostas e emergências sociais muito baixas. Então a gente, nossos processos são muito burocratizados, eu preciso de muitos dados, mas eu não sei
o que fazer com eles depois. E a ausência de estratégias efetivas para emancipação e inclusão social, né? O que que eu faço com isso? Com para poder realmente potencializar o indivíduo para que se consiga uma emancipação e inclusão social. Quais são as questões que eles nos trazem assim pra gente fomentar o nosso debate, né? Garantir a articulação entre segurança de renda e demais proteções. Como a gente faz isso? Como eu posso articular o que eu os benefícios que eu recebo com as demais proteções dentro do SUAS? Como fazer isso? Quais estratégias a gente pode Fazer
para fortalecer o BPC e o benefícios eventuais como um instrumento de cidadania, né? Que eles possam potencializar, recebe-se o benefício, tudo, mas que a gente possa ter um acompanhamento para potencializar esses sujeitos, né? Como a gente vai integrar o cadastro único à vigilância e ao planejamento? Como isso vai ser integrado para que a gente possa planejar as nossas ações? como suas pode superar essas abordagens Focalistas, né, e realmente se ter a centralidade na proteção social integral. Esse é o nosso norte, a proteção social integral. E o benefício de transferência de renda, ele é um dos
instrumentos para que a gente alcance isso. Ele não é o o fim dele, mas ele é um meio para ele. Não é o fim. E isso que a gente precisa fomentar aqui nesse quadro. E daí eles nos trazem, ó, aqui bastante estratégias que é garantir integração efetiva dos benefícios com Serviços do SUAS em todos os territórios. Reafirmar o BPC como direito constitucional e fortalecer sua gestão de SUAS. Utilizar o cadastro único como base estratégica para o para o planejamento da política de assistência, como ferramenta de planejamento e vigilância. Ampliar a cobertura e acesso aos benefícios
eventuais com o financiamento adequado e e critérios públicos. Promover estratégias intersetoriais que Articulem renda, serviços e inclusão produtiva. Reforçar a vigilância socioassistencial para orientar a gestão dos benefícios e serviços integrados. Garantir financiamento estável e equitativo para os benefícios eventuais em todo o país. Criar estratégias para superar a desarticulação entre benefícios e serviços, inclusive com fluxos de atendimento integrados no CRAS CREAS. Ampliar a qualificação de ações inclusão produtiva e geração de renda Articuladas à proteção social. Assegurar a formação continuada dos profissionais para atuação integrada com foco na assistência social. e nos direitos. Dentro disso, quais são
as propostas estratégicas, né, que a gente garantia que todos os beneficiários do programa de transferência de renda sejam referenciados automaticamente aos serviços, né, que já se tem esse referenciamento para que se possa realizar esse acompanhamento e daí sim Se ter a efetiva proteção social, criar equipes de referências no CRAS para acompanhamento contínuo das famílias que venham a receber esses benefícios eventuais e BPC, né? Então, vejam, mais um aumento de equipe, critérios nacionais mínimos para se ter acesso aos benefícios eventuais e que assim possa ser assegurada a equidade e supere as desigualdades que a gente possa
atender dentro das necessidades dos sujeitos. Incluir os benefícios Eventuais como item obrigatório nos planos municipais de assistência social. Agora é ano de construir o plano, gente. A gente tem que estar atento a isso, nunca tá lá os benefícios eventuais. E daí como é que a gente depois sabe o que que a gente vai precisar? Mas que se tenha minimamente ali um mapeamento, que se tenha minimamente planejado o que se tem ali. Integrar o cadastro único com SUAS, né, com sistemas do SUAS de monitoramento Pra gente ter a questão de ter um mapa de vulnerabilidade para
que a gente possa planejar as nossas ações. Garantir equipe mínima de vigilância socioassistencial em todos os municípios com capacitação contínua, que é o que a gente já vinha falando do outro eixo, né? Então isso é muito importante que a gente consiga estar ã fazendo, né? Eu não sei se se tem algum comentário, alguma questão pra gente tá continuando o Debate. Sim. Não, gente, como é que estamos? Faz sentido? Não faz? Faz sentido. Tudo bem? Eu sou Fabiana. Oi. Faz sentido essa essa parte ali também que coloca, né, que às vezes as pessoas elas acessam o
benefício, mas elas não vão até o Cras, né? Essa semana mesmo eu ouvi da usuária, ah, depois que eu passei eh procurar atualizar o CAD único no serviço descentralizado, eu não vou mais lá no Cras. tipo, eles não conseguem saber essa diferença do do Atendimento técnico, né, para quando eles precisam ã com alguma necessidade da família que eles podem ter esse acesso. Então faz faz bastante sentido assim levar isso pro pro debate assim, esclarecer para eles, né? Porque como é descentralizado, né? Acaba que não, eu tô recebendo o atendimento, eu fui lá, fiz o cadastro,
tá tudo OK, mas tem para além disso, para além de ver essa necessidade. E claro que a gente, eu sempre digo, não dá para te falar de Autonomia com quem tá com fome, a pessoa quer comer primeiro, né? Mas a gente tem para além disso outras necessidades. E daí como a gente trabalha isso para além, né? Tô recebendo benefício. Então, a partir de agora vamos fazer o atendimento técnico, ver as necessidades, ver outras questões que possam surgir disso para realmente integrar benefícios, né, e serviço, porque senão a gente fica também muito e vira até moeda
de troca depois em épocas Em outras épocas de ah não vamos oferecer tantos benefícios, mas isso é realmente emancipação social. Então que a gente consiga ultrapassar isso, né? Então esse debate precisa ser feito, né? Eh, que possamos a gente fazer isso. É, eu eu, por exemplo, né, hoje eu trabalho numa ONG, né, que é o steps, o em Belém Dom. E então a gente acompanha as crianças, os adolescentes aqui no no espaço socioeducativo. E é nesse sentido, por Vezes eh percebe-se que a família tem uma vulnerabilidade maior e que precisaria estar acessando. E uma dessas
pessoas que me falou isso foi bem isso, assim. E ela não tem essa ainda não tinha essa autonomia de de entender que ela precisava buscar lá, porque os técnicos precisavam eh conhecer a realidade dela e poderiam eh tá auxiliando de uma de uma outra forma, né, que aqui a gente tem um limite, né, a gente eu sou Assistente social na OSC, mas eu também dependo das outras da rede, né, do serviço para dar continuidade ao acompanhamento, né? Então acho que nesse sentido acaba que aí é o reflexo do que a gente fala de fragmentação, né?
Tu recebe o benefício, tu vai na descentralizada, o a jovem vai no outro atendimento e mas não se tem. E o CRAS, ele é o centro para fazer o acompanhamento familiar, né? É ele que vai fazer o Acompanhamento familiar. Ele vai saber onde tá ã a família tá recebendo os atendimentos. Ali é o central, né? Então isso é importante, né? No caso aqui nós temos o Safs ainda em Porto Alegre pra gente tá fazendo esse debate. Então onde está sendo feito o acompanhamento familiar dessas dessas indivíduos? Ou ele só vai num serviço, ele só vai
no outro e não se olha a família como um todo. Então esse eixo tá potencializando isso, né? que a gente Consiga trazer esse debate dessa necessidade de se ter um atendimento de uma proteção social integral, que a gente veja o indivíduo como um todo, a família, né? E daí eu volto lá no objetivo da assistência, que é a matricialidade, né? O atendimento à matricialidade sócio familiar, ela é central, então ela tem que fazer parte junto com os benefícios. Então isso é importante a gente trazer Isso dessa necessidade. Só que claro, daí eu preciso de uma
rede que dê conta, eu preciso de uma vigilância que dê conta, né, para qualificar e realmente poder ser feito esse atendimento. É como tu falaste ali, um eixo faz correlação com outro, né? Vem vem bem de encontro ao eixo dois ali, né? que é visível, que a gente vê que a equipe técnica que tem no Cras da região, que ali também tem uma parte que fala da das regiões rurais, né, o território do Extremo sul ele é bem extenso, né, então eh é um território mais eh difícil assim de também de trabalhar e a gente
vê que a equipe técnica que tem é insuficiente. Então é bem nesse sentido, né? Então, ã, talvez o o Cras vai conseguir chegar nessa família se eu fizer um tensionamento de buscativa, algo do tipo, né, para conseguir sinalizando, ele vai conseguir ir lá. Mas é bem bem nisso assim, a falta De equipe, né, para dar conta. Sim, extremo sul, cada vez que eu vou para lá, eu digo que eu tô numa cidade do interior, que daí é muito espalhada as coisas. E como que o usuário chega, né? Como eu sempre digo, eh, me preocupa aquele
não é o que é atendido, né, mas aquele que não chega. Nós temos muitos usuários que não chegam. É, e eu moro bem no, moro no extremo sul, moro, moro bem no finalzinho lá no Lami. Então, sei bem como que é chegar lá no Lami do Centro para chegar no extremo. É, não. Então, esses aspectos tem que vir para esse debate aqui agora, pro pras pras présas, né, gente? que a gente consiga fomentar esses debates para até paraa população poder pensar que precisa, precisa não, mas que há uma necessidade desse atendimento qualificado de acompanhamento da
família e não, né? E daí os serviços vão se vão ter o Cras como referência, inclusive para ter informações mais qualificadas Dessas famílias, né? Do adolescente que tá lá num serviço, eu posso conversar com CRAS, de um idoso que tá no centro dia, se existisse centro dia, né? Mas dos que, vamos dizer que a gente tem o mundo ideal, que tinha o centro de e daí nós vamos conversar ali, nós vamos ter esse serviço para conversar. Então isso é importante da gente conseguir fazer esses debates e trazer isso, né, de trazer essa lógica. Não sei
se tem mais alguma coisa, mais Alguma contribuição. Tá bem bom hoje o debate. Hum. Então vamos encerrar por hoje, né, pessoal? Encontro vocês dia 30, tá? Ã, eu tava lendo ali nos no chat que a questão do link, né? Eu vou até botar aqui já o link do dia 30 para que vocês tenham que quem tá acompanhando, né? Deixa eu só procurar aqui que daí eu vou pegar aqui já o link do dia 30 que daí vocês podem copiar e ter salvo aí com vocês. Vanessa, esse material que tu tá tu apresentou, a Gente tem
como ter acesso? Sim. no link que eu botei aqui, que já tá da formação de ontem, por exemplo. Deixa eu botar aqui de novo que eu não sei que quem entra depois se pega, ó. Vou copiar aqui de novo. Aqui foi a de ontem que eu já botei no YouTube, tá? E já tem o link do drive do material. Tu clica ali, tu já acessa o drive do material, tá? Tá bom. Então, obrigada, tá? E daí qualquer coisa, senão eu vejo no dia 30 e coloco, disponibilizo também aqui já para vocês, Certo? E daí ali
vocês vão tendo e vão vão conseguir tá acessando. E daí o material já tem o link do dia 30 também e aquele outro que a gente divulgou, certo? Então pessoal, muito obrigado e até a próxima. M.