Não existe uma teoria que tudo existe desde sempre, passado, presente, futuro. E só a nossa percepção que a nossa consciência tá presa a essa essa flecha do tempo sempre para lá pro para uma para por uma direção. Não tem em algum conceito alguma teoria que tudo já existe, todas as possibilidades?
>> Ex. Isso aí é uma teoria filosófica. a filosófica >> que é daquele filme que ganhou o Ócar tudo ao mesmo tempo, tudo ao mesmo lugar, que é o famoso universo em bloco.
Então o universo em bloco é uma teoria filosófica, não é física. Aliás, existe embate entre físicos e filósofos nessa história que os filósofos consideram que o universo ele é um bloco, imagina um bloco mesmo, um blocão, entendeu? Paralelepípedo, >> entendeu?
Você tem as três dimensões aqui e o tempo tá aqui dentro, entendeu? Tudo já existe. Já existe o passado, o presente, o futuro.
Já existe. O futuro amanhã ele já tá feito, cara. >> Ouos futuros.
>> Então aí é legal para caramba, porque vamos lá. O seu futuro tá feito. O que que você vai fazer amanhã?
Você sabe, cara, >> você vai acordar amanhã, você tem programa. Como que você não montou uma agenda? >> Ué, como que você montou a agenda?
Você tá vendo o futuro? >> Tô fazendo uma prisão. É, vou porque no universo, eu vou vou defender os filósofos aqui.
No universo em bloco, ele já sabe. Aí você vai falar assim: "Ah, mas e se o convidado não vier? " >> E se o convidado não vier?
Pronto. Como que eles explicam isso? Existem pequenas perturbações que podem criar futuros diferentes, entendeu?
Mas existe um futuro geral que você sabe que vai acontecer. E isso é muito legal porque no na teoria do universo em bloco, que é o do filme lá, então assistam o filme lá que ganhou até o Ócar lá dos coreanos, né? Coreano que é povo, né?
Que você pode. Então no universo em bloco eu viajo no tempo tranquilo porque o passado tá ali ainda, então eu consigo voltar lá. Se eu pegar um caminho eu volto.
>> E se eu ter alguma coisa? Eu consigo ir pro futuro também. >> E se alterar alguma coisa no passado, nesse nesse >> aí entra entra nessas perturbações aí, nessas linhas de perturbação, entendeu?
Me lembrou um filme também, não sei se você lembra aquele filme dos de alienígenas onde o tempo ele passa em ciclos assim, onde tem uma pesquisadora que ela é uma letrista, esqueci o nome desse filme, >> a chegada, aquele filme [risadas] espetacular também. Ele ele traz uma percepção de de tempo parecida com essa. >> Aqueles seres eles eles conseguem perceber o tempo aqui.
>> É, eles eles têm uma eles têm uma dimensão, eles têm uma noção de tempo assim completamente distinta da nossa e eles passam isso pra mulher e ela começa a ter lembranças do futuro. É uma coisa absoluta. É, então vai >> é meio universo em bloco também.
Meio universo em bloco. Agora isso aí que o que o Serjão tá falando é bem legal porque na verdade existe, tem uma coisa que o Sergão já falou aqui que é o seguinte, uma coisa é a física teórica. E dentro da física teórica, por exemplo, pego a relatividade geral.
A relatividade geral, ela não é uma coisa que tá tá eh somente presa à questão experimental. Você consegue fazer você po consegue lançar várias hipóteses que não necessariamente são hipóteses físicas porque a gente não consegue ter uma noção observacional, mas sim, você consegue encontrar solução. E aí, não sei se já ouviu falar, Sergião, do universo de Gedel.
>> Ah, sim. Universo de Ged é um universo, eu não, obviamente não vou entrar em detalhes aqui, só que ele estaria em rotação e existem algumas propriedades desse universo que faz com que o tempo ele seja cíclico. Então o que acontece?
Você tá sempre indo pra frente. Beleza? Existe um sentido que é que é é um sentido que ele é imposto pela entropia, certo?
Eh, pelo por esse conceito de aumento de entropia. Porém, esse sentido é tal qual. Você sai de um lugar e uma hora você volta pro mesmo lugar.
Sim. >> Então, o tempos, o tempo ele ele é cíclico. Isso tem muitas implicações, tem artigo sério, eh, que que fala um pouco das implicações a respeito dessa teoria.
Só que eu diria assim que seria a é a única teoria, partindo da relatividade geral, que é a teoria de gravitação que a gente é mais consolidada, que a gente tem hoje, né? Eh, que me faz uma previsão, eh, que joga uma previsão real e contundente a respeito de viagens no tempo, tipo viagens ao passado, né? Então, tipo, isso aqui o pessoal do chat aqui é goedel com trema no aí, gede, >> exatamente.
Nesse livro que eu li sobre o tempo, ele dava um exemplo que é muito legal assim para entender que nesse nessa teoria que tudo existe e já existiu, é assim, é como se tivesse num corredor todo de vidro e você tá com uma lanterna na sua mão. A lanterna é sua consciência. O que eu tô iluminando é meu futuro previsível.
Então eu tô vendo na minha frente tem um sofá, tem uma tapete, eu eu vejo mais ou menos aquele meu futuro. Eu consigo prever o o que eu iluminei anteriormente é o meu passado. Só que esse esse túnel ele esse túnel de vidro ele vai se biforcando, dependendo se eu posso pra esquerda, pra direita, esses, mas todos os túneis já estão construídos.
Não sei. >> A minha consciência é que tá indo para cá ou para lá e eu consigo ver outros túneis com outras pessoas, com outros outras lanternas que são as consciências delas que a gente pode se cruzar ou não, entendeu? Ele ele fala isso, mas a ideia é que todas as bifrucações de túneis estão indo embora.
E quando eu falei isso, as pessoas foram embora. Ou seja, né? Quatro pessoas aqui assistindo e depois dessa besteira que eu te falei, ela foi embora.
É, então eu acho que não tem nada a ver. Standup, hein, cara. Nossa, [risadas] >> na hora você viu quatro pessoas saíram aqui.
>> Mas temos aqui a minha esposa ainda na plateia aqui. >> Ah, obrigado. Obrigado.
[risadas] >> Ela não, você não vai sair, né? Você vai ficar, ela vai ficar. >> Mas essa teoria é dos múltiplos do multiverso, né?
>> É uma teoria. É isso aí. Isso aí lembra bastante.
>> O Dark a gente tinha comentado aquela vez lá, assistiu o Dark, aquela. Não, não, não, Dark não, desculpa, desculpa. Dark Dark Dark.
Não assisti ainda, >> cara. Você tem que assistir da Apple TV. Muito bom, porque justamente fala dessa questão da da das interpretações dos do do dos múltiplos universos, né?
para para dar um contexto pessoal é assim, é um é um cientista é um cientista famoso que abriu mão de seguir a carreira e provavelmente ganhar prêmios no futuro para ficar com a família, ele dá aula numa numa escola, numa faculdade >> e ele fica sempre pensando o que seria se eu tivesse, porque o melhor amigo dele é esse cara que continuou, ganhou prêmio, que seria um prêmio máximo da ciência de por de pro Nobel e ele fica se pensando, só que ele encontra com um eu dele que não seguiu, ele abandonou essa essa essa garota que ele era apaixonado e se dedicou, mudou de cidade para ganhar um prêmio, ficou rico e construiu uma máquina que ele ele consegue viajar nos universos paralelos, só que ele volta, ele consegue ir para esse universo onde ele é feliz com a família e ele fala: "Quer saber, cara? Lá eu não tô gostando daquil lá, eu quero viver com essa família que eu abri mão e ferra todo mundo. " >> E aí joga esse cara naquele universo e ele vive essa, cara.
É muito bom. É o é o conceito do, é parte daquela caixa ali, parte daquele conceito do da caixa do gato Schendiger. >> É.
Hum. Exato. É, é, é bem legal.
É bem legal. >> Vou ver isso aí. Vou ver.
>> É, não, assiste, assiste que vale a pena. Mas essa série é muito boa, viu? >> Ah, vou ver, vou ver.
É a primeira temporada. >> Legal. >> Mas isso não é científico.
Não existe uma teoria na na ponta do papel que alguém faça contas e possa insistir um multiverso. >> Dark matter. >> Não, na verdade, vamos lá.
Aí é partindo realmente pra questão que vai que envereda mais pra física quântica. Existe, existe, eh, existe, como eu falei para você, o experimento mental do Gato Schwendiger, onde o Schwendigger, que é um era um físico, ele era alemão, acho é alemão, né? >> Alemão.
Eh, ele propôs esse experimento mental no sentido de criticar a inter que a gente chama de interpretação de Copenhag da física quântica. [risadas] É para criticar. Muita gente acha que não, que faz parte da teoria, não.
Ele colocou aquilo para criticar a interpretação ortodoxa da física. Machacota. Porque um gato não pode estar vivo e morto.
Eh, esse que é o ponto. Mas aí é o Bor, né, o Newsbor dizia: "Não, ele tá vivo e morto". Sim, mas ele dizia não, não.
Enfim, vi havia um embate e havia um embate e bizarro. Aí o que acontece, como eu falei, a física quântica tem uma coisa que é do formalismo, que é muito bem fundamentado e a gente vem desenvolvendo muita tecnologia com isso. Outra coisa são suas interpretações.
Então, ainda no campo filosófico, como falou Sergão, tipo, existe muita discussão dentro do campo filosófico, mas o pessoal que tá ali trabalhando no formalismo, no desenvolvimento de tecnologia, tá nem aí para isso. Essa que é a verdade. Não estão nem aí para essas discussões.
Mas aí você tem a interpretação dos muitos dos muitos mundos, dos muitos do dos muitos universos, que aí entra no contexto do que é trabalhado ali dentro dark matter. E o a Marvel trabalha muito, trabalha muito isso, né? Que é uma bela desculpa, né, cara?
Pro que é não é uma bela desculpa. Isso aconteceu no aconteceu no universo paralelo. Pronto.
Universo resolve tudo, cara. Da onde que vem isso aqui? >> Esse homem aranha não é daqui é o do universo.
É >> tem a interpretação ortodoxa, que ela é um pouquinho mais chata. Eh, que >> tem um universo paralelo que o Paquito ele sabe das coisas que ele estudou. >> É verdade.
Mas nesse universo aqui eu não sei, mas tenho muita confiança quando eu falo. >> Exato. Tem bastante confiança.
>> Não. E esse lance do multiverso que é aquela velha pergunta, o pessoal faz assim: "Ah, você acredita em multiverso? " Cara, não é acreditar ou não.
Não. Na a parte funda, teoricamente falando, >> tá ali, cara. Entendeu?
É possível. Porque lá no início do universo pode ter tido flutuações quânticas. É o lance da bol, sabe?
fazer bola de sabão. >> Sim, >> vou te explicar o multiverso. Às vezes você tá soprando a bola de sabão, >> certo?
>> Não cria uma bolinha aqui do lado. Pronto, isso é o multiverso. >> Entendi.
>> Entendeu? Tanto que o pessoal até chama de universo bolha, né? >> Que aí é aonde um universo encosta no outro.
Aí se você pega o mapa da radiação de fundo, tem um pontinho ali frio que diz o quem que é o cara? Não é o pen rose não, acho que é o pen rose, né? Que fala que ali é onde o universo tá encostando no outro.
[risadas] Então você consegue identificar essas coisas. O fringe, fringe era assim, tinha um universo, tinha um universo que os caras, é, universo bolha e eles estavam se colidindo e um ia comer o outro e um engoli essas coisas aí teoricamente elas estão lá, cara. Estão lá.
Agora temos que observar. >> É possível observar? Não sei.
A gente não observou nada. Não existe tipo evidências que apontam para isso. Só que do ponto de vista teórico é possível.
Yeah.