Parte do meu ponto é isso também, é trazer argumentos. Eh, é o que eu falei, eu não invalido a pessoa se irritar, inclusive eu entendo. É isso, eu vou, pô, deixa eu tentar entender porque que esse esse cara se se irritou, eh, o que que acontece no cérebro da pessoa, porque é é isso, é uma reação neurológica.
É uma reação, uma reação neurológica. Quando você ouve a piada, eh, cara, tu é muito nerd. Eu só preciso do laudo do autismo.
Eu vou marcar. Mas eu tô gostando. Eu só preciso do laudo, velho.
Só preciso do laudo. Quando você escuta, marcar, é só marcar a consulta, velho. Só.
Só falta. Acho que eu não preciso nem chegar. Se eu chegar lá, é, se eu falar, pô, olha, quando eu tinha 18 anos, eu criei um sistema de minemônica para memorizar as 52 cartas num baralho.
E eu associei cada número numa imagem, leão, anão, mão, rua, cão, boiteja, avião, louça. E aí é só falar isso que já, meu Deus, cara. É, não, eu comecei na mágica, né?
Então memorizava baralho também. Eh, mas que bom. Então, tu é super nerd mesmo há muito tempo.
Sensacional. Tava dizendo, quando a gente escuta uma piada, ela tem, ela vai percorrer um, um caminho no seu cérebro. Eh, onde eu tenho uma metáfora nisso no livro também.
Mas encurtando, eh, tu consegue explicar porque que a gente porque que uma pessoa acha algo engraçado? Sim, sim. A gente ri de uma piada.
Basicamente quando ela atravessa todos esses seus filtros cômicos que eu falei. Aham. Porque e aí cada pessoa eh são 10 filtros, né?
Não vou falar todos. Leiam o livro que, aliás, já tá vendendo, já tá vendendo, tá? Pré-venda, todo mundo que comprar até o lançamento, o livro vai autografado.
É, família, a gente vai deixar aqui no ou no comentário fixado ou então na descrição o link para você comprar lá diretão, tá bom? Facinho. Sei nem onde vende.
Onde vende? Fabricaadumoa. com.
br. BR aí, tá bom, beleza. Tá vendendo lá, então.
E autografado quem comprar antes do lançamento, tá? A hora que eu fechar o lançamento, aí não vai ser mais autografado. Eh, então assim, são 10 filtros.
Eu fiz uma piada, ela tem que atravessar todos esses filtros e aí você vai rir. Claro, partindo do princípio que ela tem uma construção de piada, que ela tem uma incongruência. Todos temos os 10 filtros ou pessoas podem ignorar vários desses?
Não, todo mundo tem. Todo mundo tem. Eh, eu eu fiz uma pesquisa extensa para chegar numa eh, em uma classificação.
A gente tá falando do que a gente acha engraçado. Perfeito. Tá bom.
Exato. Ela tem que atravessar esses filtros, porque se não atravessar, por exemplo, e aí alguns filtros são eh podem ser mais espessos do que outros, né? Eh, um filtro ideológico é um que ele é mais espesso do que um filtro etário para provocar uma reação principalmente, né?
Entendi. Eh, então assim, a piada tem que atravessar esses filtros. Você ouviu a piada, eh, ela entra pelo seu canal auditivo, passa pela área de vernic, vai percorrendo, chega no o seu cérebro, vai interpretar ela, porque palavras são códigos.
São códigos. É isso aí. Tem uma parte do cérebro que chama giro temporal superior, que é o que vai pegar e codificar.
Ele codificou. tem uma, o símbolo anterior, ele vai olhar isso daí e sinalizar ou não, opa, atenção aí ou não. Aham.
E aí quem vai interpretar, que é o que eu chamo de fiscal da piada, é o córtex pré-frontal medial. Esse é o fiscal da piada. Não, não, não é um, não é um juiz, não é, não sou eu, não é o, o, o comediante militante, não é, é o córtex préfrontal medial.
Ele é o fiscal da piada. É ele que vai olhar o conteúdo codificado e falar: "Aqui não tem nada, não, pode seguir". Aham.
Ou: "Opa, isso aqui é uma bomba. Revista ele". Quando e aí o que que vai influenciar isso?
Os filtros, seus filtros ideológicos, suas experiências emocionais, eh aonde você cresceu, eh tudo isso vai influenciar, esses 10 filtros vão influenciar o julgamento desse seu cor. É como se fosse o o texto dele do que que não pode atravessar naquele aeroporto lá. O seu aeroporto tem uma regra, mas eu tenho outra, tá?
É isso. Então o cara viu lá minoria, irmão. Não interessa se tá num palco, se é teatro, se não não interessa.
Para ele isso aqui é é o vermelho, não tem outra interpretação. Aí ele tem essa reação emocional julgada aqui no córtex préfrontal medial. Aí vai entrar a racionalização, que é o córtex préfrontal dorso lateral, que é o que vai racionalizar, é o advogado.
Pegou isso aqui que tá que tá entranhado, que é uma opinião que já tá ali por alguma razão, que tem aquilo que você falou que tem a ver com os filtros e vai, a razão vai explicar ou vai tentar explicar, justificar vai tentar justificar isso aqui que é uma decisão já tomada e emocional. Exatamente. Exatamente.
Aí ela vai criar justificativas e não adianta derrubar essas essas justificativas porque elas não são a razão desse julgamento. Esse julgamento é emocional. Eh, e assim, perfeito.
Eu entendo eh que você pega todos os todos nós estamos sujeitos a isso. Todos nós. Eh, inclusive um juiz.
Aham. Um juiz. Todos nós.
Porque é um ser humano, pô. Não é um robô. Então ele tá sujeito a isso.
Só que uma coisa é uma pessoa se irritar e tentar te cancelar, a outra alguém numa reação dessa te mandar o ano pra cadeia. Sim. Então são são fiar o dedo da mão invisível do estado do seu pois é são consequências um pouquinho mais graves.
Então a pessoa, pelo menos tendo a noção desse desse opero dar um passo atrás e falar: "Pera aí, deixa eu ver, deixa eu girar o cubo para ver se é vermelho do outro lado". Ah, pô, a intenção dele foi azul. É, então talvez eu me precipitei.
É. entende? Eh, por isso que eu fui estudar e entender tudo isso.
Eh, e eu acho que por isso que eu te falei, o humor muitas vezes ele é mal julgado. As pessoas colocam eventos distintos na mesma prateleira. As pessoas têm reações emocionais e justificativas racionais para para algo que é totalmente baseado na emoção.
Só que você pode se irritar emocionalmente e exigir o cancelamento, o protesto, o boicote de um comediante. Mas a justiça não pode ser pautada na emoção. A justiça não, né?
Bom, basicamente a gente tá falando aqui que tu, cara, tu entende algum tipo de represalha eh do de quem ouviu a piada e ficou chateado, não sei o quê, o cara, ah, não assiste o Léo Lin, não assiste, então Léo Lins aí, não sei quê. [ __ ] é o estar de lá e de prender, né? É, exatamente.
Exatamente. E eu acho que aí tendo essa consciência, eh, e também deixa claro que, cara, eh, [ __ ] eu não sou só um idiota querendo ofender pessoas, que é a visão de algumas pessoas. Eh, não é, cara.
Eh, eu fui, parece muito, mas não é, cara. E toda vez que a gente vê, ouvi falar de toda vez que a gente ouve falar de Leo Lind na mídia ia falando que ele é um filha da [ __ ] Pois é. faz não, a mídia faz, parte da mídia faz um excelente trabalho queimando a minha imagem.
Excelente trabalho. E eu não faço questão de ficar, [ __ ] tentando contornar isso, até porque assim, é aquela história também, as pessoas que me conhecem não precisam dessa explicação e as outras que reagiram emocionalmente, nenhum argumento será suficiente. Exato.
Ela já decidiu, então não não adianta. Eh, e como é que isso? Como é que isso?
Tá bom, isso entendi. Isso aí tudo acaba, toda essa fase da tua vida comem um livro. Sim, sim.
Cara, eu acho que vai ser a minha maior contribuição pro humor até hoje, cara, de verdade. E eu pô, não vou entrar tão cedo numa outra porque tá [ __ ] mesmo, cara. Eu tô o dia inteiro lendo, velho.
Eu tá até o meu hiperfoca, minha maluquícia, tem hora que tá cansando, velho. Eu tô atrasando um monte de coisa. Eu tô só fazendo isso.
Eu vim lendo no carro para cá. Eu vim ajeitando, mexendo em mais algumas coisas. Já sabe quando é que quando é que tu vai?
Eu tô trabalhando com 3 de junho, que é a data da minha condenação. Perfeito. Tô trabalhando com essa porque já tá na reta final.
Tá na reta final mesmo. Por isso que eu já iniciei uma pré-venda até para me obrigar a falar: "Porra, vamos fechar agora. Vamos fechar.
" Eh, mas e e isso vira isso obviamente vem em forma de show também. Também também. Eu acho que eu digo, esse momento da tua vida não tem como não virar um show.
É, tem grande chance, tem grande chance desse livro Não tem, tem não tem, tem grande chance dele meio que virar um show também. É, e aí, stand up, standup, né? Eh, porque pra palestra dá para ele desdobrar em muitas coisas, né?
Eh, dali tu consegue falar sério. Tu tu tá tu tá virando um teórico da comédia, cara. Por necessidade.
Por necessidade. Não, mas eu eu eu gosto muito, né, de de estudar. Sempre gostei.
Então, e por isso que eu acho que, por exemplo, quando vem, então, tá vendo aí, ô seu juiz? É o seguinte, ó. Léo Lins, ele faz sabendo, não só sabendo o que tá fazendo, ele faz eh, [ __ ] com a intenção forte de fazer o que está fazendo.
Então, quando o Leéolin sobe num palco dentro de um teatro para uma audiência, fala uma piada do teor das que ele faz lá, ele sabe, ele não só sabe exatamente o que ele quer fazendo, mas ele que ele tá fazendo, mas ele sabe o que ele quer provocar nas pessoas, tá? Então é, é, se você não entendeu, é isso que ele tá dizendo aqui. É que não, eu falei, ó, tem produto novo que eu vou lançar aqui, ãã.
[ __ ] não vou não vou trocar aqui porque vai virar vamos me acusar de assédio. Eh, então vai lá no banheiro que eu vou dar uma Isso. Troca ali, troca ali.
Então, que enquanto isso eu vou eu vou dizendo, eu vou dizendo aqui boas, boas razões pro, pro, pro juiz, eh, na verdade, prender o Leéolin, tá? Então, vamos lá, vamos começar.