Olá meu nome é Patrícia R eu sou médica veterinária com phd em microbioma em biomarcadores intestinais pelo laboratório de gastroenterologia da Texas ANM University E hoje nós vamos falar um pouco sobre a microbiota intestinal Como identificar a disbiose e qual é a sua importância Clínica vamos lá mas o que é a microbiota a microbiota intestinal ela é uma comunidade de bactérias vírus fungos arqueia que vivem no trato gastrointestinal e desempenham funções muito importantes para a vida como por exemplo a digestão funções imunológicas e até ações antiinflamatórias antes de começarmos e irmos mais a fundo sobre
o que que é o microbioma o microbiota e o impacto deles na saúde intestinal de cães e gatos vamos esclarecer Qual é a diferença entre as palavras microbioma e microbiota então microbioma com m engloba não não só todos os indivíduos que estão vivendo ali mas também o que eles estão fazendo então como uma analogia se vocês olharem nessa imagem vocês vão ver microorganismos pulando cantando dançando Então nesse mesmo contexto não só esses microorganismos mas também a música que eles estão produzindo o pulo que eles estão pulando eh tudo isso é considerado o microbioma enquanto a
microbiota são microorganismos específicos que eu estou procurando pouco me importa o que eles estão fazendo qual que é o resultado de tê-los lá ou não mas eu quero saber quem são e onde eles estão então quando eu falo microbioma eu englobo algo muito grande enquanto eu falo microbiota eu só estou me referindo aos microorganismos que lá existem agora que vocês já sabem a diferença de microbioma e microbiota quando a gente fala de microbiota a composição dessa microbiota ela varia de acordo com cada indivíduo então de forma geral os grupos bacterianos são firmicutes clostrídios né Eh
a composição dessa microbiota quem quer mais quem tem menos ela pode ser influenciada por vários fatores como por exemplo dieta uso de antibióticos doença do trato gastrointestinal idade fatores genéticos e fatores ambientais então todos esses fatores podem alterar a quantidade a proporção né desses indivíduos dentro da microbiota intestinal e qual que é a função do microbioma intestinal então a função dela é principalmente a manutenção da nutrição do hospedeiro né tanto pela produção de acios grassos de cadeia curta e vitaminas como pela conversão de Aços biliares primários em secundários uma segunda função muito importante é a
defesa contra os patógenos não residentes então o microbioma ele é responsável por proteger o ambiente contra os patógenos que a gente não deseja né no no nosso trato gastrointestinal ele também é muito importante pro próprio desenvolvimento do epitélio intestinal então nós sabemos que um trato gastrointestinal sem o microbioma ele tem o encurtamento dos vilos diminuindo a superfície de contato eh as células também diminuem então o fato de ter o microbioma lá ele também desenvolve ajuda a desenvolver e estimular o epitélio intestinal do nosso trato gastro intestinal e a quarta função é o estímulo do sistema
imune então a gente sabe que ratinhos germ free que são aqueles ratinhos de pesquisa que nasceram praticamente num ambiente estérel e nunca foram expostos ao ambiente eles têm uma diminuição da placa de peer né e também uma diminuição da concentração sérica de iga e IGG mostrando para vocês a importância do microbioma intestinal não só na saúde do trato gastrointestinal mas também no sistema imune a primeira função que eu falei para vocês no slide passado era a manutenção da nutrição do hospedeiro eu vou voltar nela um pouquinho porque a conversão de aços biliares no trato gastrointestinal
do cão e do gato é Talvez uma das principais funções do microbioma intestinal né então se você quiser esquecer tudo que eu vou falar nessa aula e só quer lembrar de uma coisa eu acho que essa é uma da mais das mais importantes o pept CET bacter o antigo clostridium Hiran onis ele é o maior conversor de Aços biliares primários em secundários no intestino grosso do cão e do gato Então essa conversão que ocorre no colo ela é muito importante tá eh na medicina humana a gente sabe que existem vários microorganismos que fazem essa conversão
na medicina veterinária Pode ser que tenham outros microorganismos mas estudados que a gente sabe que tem uma grande importância o pept seobter Hiran onis ele é o mais importante aquele que faz a conversão de Aços biliares primários em secundários no colum do cão então se você olhar nesses gráficos aqui a gente tem a porcentagem de os biliares secundários e a quantidade de rones e Vocês conseguem ver o quão correlacionado AES são quanto mais os biliares secundários mais clostridium Hiran onis ou pept cer bacter Hiran onis você vai ter mostrando que ele é o o responsável
o microrganismo responsável por essa conversão de Aços biliares primários em secundários mas o microbioma é mesmo tão importante sim o microbioma é muito importante microbioma intestinal ele é ele é responsável por afetar vários outros eixos então nós temos hoje estudos publicados mostrando que o microbioma intestinal ele pode afetar o eixo intestino pulmão o eixo intestino cérebro intestino rim intestino pele o metabolismo e pode também estar presente ou influenciar doenças cardíacas então todas essas doenças elas são englobadas eh e São associadas à saúde do trato gastro intestinal e e é o microbioma intestinal então sim o
microbioma intestinal ele é muito importante pra saúde do hospedeiro mas o que acontece quando há o desequilíbrio dessa microbiota intestinal o que que acontece quando tem o desequilíbrio quando a gente tem mais de um grupo menos de outro menos de outro mais de outro grupo né e isso vai se alterando essa ução da diversidade e alteração da composição da microbiota intestinal é chamada de disbiose né disbiose é uma alteração da composição e ela só pode ser chamada de disbiose quando há uma perda de função do microbioma prevenindo ele de exercer suas atividades essenciais então aconteceu
uma alteração mas ele ainda tá produzindo eh convertendo os biliares primários e secundários ou produzindo ácidos grassos de cadeia curta Ele ainda não está em disbiose ele tá tendo uma alteração qualitativa do microbioma intestinal microbiota intestinal mas ele ainda tá exercendo suas funções a disbiose é quando o microbioma não exerce mais as suas funções essenciais eu coloquei aqui algumas doenças né onde temos eh publicações mostrando a associação da disbiose com essas doenças então nós temos Associação da disbiose em doenças gastrointestinais como por exemplo quando há uma disfunção da barreira intestinal em enteropatias crônicas obesidade insuficiência
pancreática exócrina e diarreias agudas também existe uma associação de disbiose em doenças neurológicas doenças dermatológicas renais e endócrinas tudo issso para vocês entenderem o impacto né da disbiose na saúde do hospedeiro então pode ser que um paciente com atopia desenvolva disbiose intestinal sim porque lembra o microbioma intestinal ele pode afetar o eixo pele intestino e assim por diante com todas as outras doenças e quais são os tipos de disbiose na clínica médica na medicina veterinária então eu vou falar ao algumas delas para vocês Então temos a disbiose fisiológica que é conhecida como a dos filhotes
e a mudança por PH que é pelo uso de protetor gástricos como o Omeprazol e dieta crua como a barf e atog disbiose atog pelo uso de antibióticos ou medicamentos e a disbiose nas enteropatias crônicas quando a gente fala de mudanças fisiológicas eh nos filhotes como que isso funciona os filhotes eles nascem quase estéreis eles não tem essa comunidade no trato gastro intestinal deles eles precisam receber isso do ambiente da mãe eles também possuem um aumento de bactérias que a gente considera patogênicas mas que é completamente normal e esperado em filhotes então aos poucos essas
bactérias vão começando a a colonizar e se restabelecer e restabelecer as funções essenciais Então os filhotes eles permanecem com essa mudança na composição da microbiota até o desmame onde a microbiota começa a se equilibrar né a controlar e a considerada uma microbiota de um cão adulto quando o cão tem aproximadamente 6 meses Então antes disso qualquer teste que você faça você vai ver um aumento de ou de streptococos e vai surtar Mas você tem que entender que para ele pro filhote isso é completamente normal tá então a gente deve encarar isso como ah ok é
uma fase que Ele tá passando e vai mudar né ele tá nesse caminho mas é uma mudança mudança fisiológica passou dos se meses de idade continua Aí sim é quando a gente considera é ele realmente não se desenvolveu não desenvol desenvolveu o micr bioma intestinal e tem ali um problema alguma coisa a ser ah investigada e a disbiose por mudança de PH eu coloquei aqui um artigo que a gente escreveu sobre o efeito combinado de carprofeno e Omeprazol eh na avaliação de da permeabilidade intestinal e inflamação em cães então esses eram cães saudáveis eles não
receberam eh nenhum tratamento tá aí eles passaram por um período aqui de descanso e eles receberam apenas carprofeno aí também teve mais um período de descanso e fizemos carprofeno e Omeprazol tá que é a combinação mais comum quando se faz o uso de esteroides então a gente fez essas duas e mediu o a permeabilidade intestinal a disbiose int e também a inflamação O que que a gente viu a gente viu que em cães que antes de começar o tratamento ó eles estão aqui no começo eles não TM disbiose porque disbiose é apenas acima de dois
né então aqui antes de começar o tratamento tava todo mundo negativo sem disbiose Quando eles começaram o tratamento aqui quando fez apenas o carprofeno né olha aqui eles ainda continuam aqui apenas o carprofeno tá igual parecido não tem disbiose porque lembra a disbiose acima de dois quando a gente fez o carprofeno com o Omeprazol que é Teoricamente na nossa no nosso subconsciente para proteger o trato gastrointestinal olha só o que aconteceu os pacientes foram para cima de dois mostrando que esses pacientes que receberam carprofen Omeprazol eles tiveram um aumento no índice de disbiose né então
isso é muito interessante porque esse e essa disbiose ela aconteceu por mudança de PH então a mudança de PH causou essa disbiose então Eh Esse estudo foi muito importante pra gente entender que muitas vezes né quando a gente tenta proteger o trato gastrointestinal nem sempre a gente tá fazendo isso então eh ele foi um estudo muito importante pra gente começar a entender o microbioma intestinal e o último e não menos importante é o a disbiose pelo uso de dietas cruas tá então a gente sabe hoje que a diferença aqui esse aqui foi um estudo comparando
a disbiose intestinal entre pacientes que consumiram a dieta crua quanto e comparado com a dieta comercial e mostra que os em geral a média dos pacientes recebendo dieta crua Ela é maior tem uma diferença significante no índice de disbiose quando comparado a cães comendo apenas a dieta convencional né então Eh Essa disbiose ela não necessariamente acontece pelo fato do do microbioma intestinal não exercer mais a sua função então então é meio é meio difícil de eu incluir ele aqui como os tipos de disbiose porque eu falei para vocês que disbiose é quando o microbioma intestinal
não exerce mais a sua função mas também para não confundir mais ainda a cabeça de vocês porque esse é um assunto bem extenso e né Eh e tem várias ramificações eu coloquei aqui como uma das formas de disbiose mas entender que essa modificação acontece pelo simples fato de que a gente tá alimentando microrganismos que se beneficiam de proteína mais do que aqueles que se beneficiam de fibra eu vou explicar isso um pouco mais para frente mas acontece uma alteração qualitativa do microbioma intestinal mas não necessariamente com perda da função mas é isso que acontece é
por isso que esses pacientes têm essa disbiose eu já dou esse tipo de aula há uns 4 5 anos e é muito difícil de dar essa aula porque eu sinto que toda vez que eu dou eu volto e cancelo alguma coisa que eu disse no passado por quê porque existem muitas pesquisas e Isso muda o tempo inteiro então aqui é um grande exemplo disso eh antigamente né Tipo nem é tanto tempo atrás talvez uns 3 4 anos a gente falava que as enteropatias crônicas elas eram responsivas a enteropatia crônica responsiva ao antibiótico a cortisona e
não responsivas onde 50% desses pacientes eram responsivos à dieta Tá então há um tempo atrás essa era a nomenclatura bom não é mais essa nomenclatura a gente já está mudando por conta das novas pesquisas que estão vindo por aí e como que a gente classifica as enteropatias crônicas então agora a gente classifica as enteropatias crônicas como continua responsivas à dieta que é o FR food responsive enteropathy depois a gente cortou não existe mais enteropatias responsivas a antibiótico por quê Porque a gente percebeu que todos os pacientes que eram responsivos a antibiótico eles relapses a dieta
ou alguma outra modulação então eles não eram realmente responsivos a antibiótico a gente tirou essa nomenclatura e a partir partir de hoje a gente chama eles de eh enteropatia crônica responsiva a modulação do microbioma intestinal Então essa modulação ela pode vir por probióticos prebióticos uso do transplante fecal eh qualquer forma de modulação no microbioma intestinal então eles são responsivos a essa modulação a gente ainda tem os pacientes que são eh responsivos ao uso de de imunossupressores E aí também por último os eh as enteropatias crônicas que são não responsivas ou seja não tem nada que
você faça que elas respondem infelizmente a gente chegou ao fim lá né que é o topinho da pirâmide não tem mais o que fazer e eles são não responsivos mas essa é a nova nomenclatura proposta de como devemos chamar eh essas enteropatias crônicas E aí eu coloquei aqui alguns gráficos sobre o índice de disbiose e enteropatias crônicas vocês podem ver que o índice de disbiose ele é mais alto em pacientes com enteropatia crônica do que pacientes saudáveis no gráfico da direita as bolinhas têm cores diferentes Então as que TM o índic de disbiose ele é
composto por sete grupos bacterianos e eu vou falar sobre isso mais paraa frente mas só para vocês entenderem quando você tem três ou mais desses grupos fora da do intervalo de referência a bolinha vermelha quando você tem três eles são laranja quando você tem dois grupos fora do intervalo de referência eles são roxo um grupo fora do intervalo de referência azul e nenhum grupo ele é pretinho a bolinha é Escura então o que que eu quero mostrar nesse gráfico da direita que quando você tem uma enteropatia crônica é muito mais provável um índice de disbiose
alto que você tenha três ou mais três né grupos bacterianos alterados nesse painel não apenas um enquanto existem pacientes saudáveis do lado direita direito que possuem às vezes dois grupos fora do intervalo de referência Mas isso não significa que eles tenham uma disbiose intestinal né então é só para mostrar Quais são as diferenças entre os pacientes com enteropatia crônica versus saudáveis e agora o último tipo de disbiose que Eu mencionei para vocês é a iatrogênica pelo uso principalmente dos antibióticos então aqui eu trouxe para vocês um artigo de alguns colegas meus e do meu laboratório
que é o efeito do Metronidazol no microbioma fecal de de cães saudáveis tá então o que aconteceu aqui esses cães eles passaram por uma transição de dieta por seis semanas Então por seis semanas eles começaram a utilizar eu acho que era uma dieta hidrolizada só para eh como fala padronizar todos eles né então aqui você vê que existe uma a mentinho não significante do índice de disbiose Mas nenhum deles desenvolveu disbiose porque disbiose a gente considera acima de dois né na semana s e na oito foram feitos Metronidazol e aqui você já consegue ver olha
como o índice foi de negativo para o quê aqui entre seis e e nove né então você vê que existe um aumento do índice de disbiose durante a administração do Metronidazol E aí a as semanas 10 e 12 elas demoram ainda para voltar não voltam né ao normal mas Elas começam a diminuir gradualmente então aqui Vocês conseguem entender como que o uso de antibiótico altera o índice de disbiose né ou ou a função do microrganismo dos microorganismos no trato gastrointestinal lembra que eu falei lá na frente se tinha um monte de coisa para vocês lembrarem
mas que só que se vocês quiserem lembrar só de uma tinha que lembrar a importância do pept seect batter Hiran onis então ele tá aqui ó Então essa aqui é a concentração do antigo clostridium Hiran onis né Eh durante esse mesmo período então vocês podem ver que enquanto os pacientes aqui estavam na transição de dieta e não possuíam disbiose olha a concentração de Hiran unes lá em cima dentro do intervalo de referência a partir do momento que eles desenvolveram a disbiose aqui ó na semana 7 na oito olha para onde caiu a quantidade de Hiran
ones deles foi lá para baixo por qu aqui a gente demonstra que essa disbiose ela é por perda de função esse microbioma não tava mais convertendo Aços bilhares primários em secundários né o clostridium Hiran não existia mais e aí à medida que foram parando e se recuperando alguns Hiran ones começaram a voltar aqui ao normal mal mas nem todos né alguns indivíduos ainda permaneceram com esse déficit de clostridium Hiran onis Então esse gráfico é muito legal porque ele mostra para você o impacto do Metronidazol ou do antibiótico no microbioma intestinal e mostra também a o
microrganismo que faz a conversão de os biliares primários em secundários para vocês verem paralelo né Qual que é a diferença o que que mudou tá bom legal a gente já falou sobre o microbioma intestinal a sua importância Quais são suas apresentações clínicas mas e agora como que a gente diagnostica a disbiose né pergunta de R 1 milhão deais como que a gente diagnostica antes de falar sobre como a gente diagnostica disbiose nos dias atuais é importante lembrar Quais são os métodos dos homens das cavernas que nós não vamos mais utilizar a partir de hoje porque
vocês estão aqui se especializando e vão saber quais são os métodos que não se devem usar mais nos dias de hoje então o primeiro método é a cultura não se deve mais utilizar a cultura como método de Diagnóstico porque Até recentemente né ela era comumente utilizada para identificar bactérias presentes no nosso trato gastrointestinal hoje a gente já sabe que grande parte dessas bactérias microorganismos que vivem no trato gastrointestinais ou intestinal elas não não podem ser cultivadas usando técnicas convencionais de plaqueamento então clostridium Hiran onis mesmo pept Sept bacter Hiran nonis eh quando a gente aprende
o nome aí eles mudam né mas Hiran nonis quando eles o riran onis ele é estritamente anaeróbico anaeróbio então quantos de vocês fazem lá a coleta e colocam esse material numa câmara anaeróbica e leva isso pro laboratório numa câmara na aeróbica e quantos Laboratórios veterinários no Brasil possuem uma câmara anaeróbia eh para fazer o cultivo dessa bactéria nos meios corretos quase nenhuma né então assim a cultura ela não serve mais de diagnóstico de disbiose Então a partir de hoje a gente vai largar esse método das dos homens das cavernas e não vai mais fazer cultura
fecal para diagnosticar eh disbiose intestinal o segundo método da caverna que a gente vai parar de fazer é a citologia fecal astrologia fecal a leitura da borra de cocô que eu fico brincando por quê muitas bactérias elas são semelhantes ao olho nu Então essa aí é uma foto essa foto Ela é uma foto de microscopia eletrônica se você nunca ouviu falar sobre isso Pensa numa máquina Super Poderosa que não é utilizada no dia a dia tá da de Diagnóstico veterinário onde a amostra tem que ser preparada superam tem um monte um monte de processo para
você conseguir ver o que vocês estão vendo aí do lado esquerdo a gente tem o fecali bacterium que é uma bactéria um microrganismo benéfico e do lado direito a gente tem A xisha Coli que é uma um microrganismo indesejado no microbioma intestinal não ele não é indesejado ele vive lá tá mas em grandes quantidades ele é indesejado quando você olha essas duas imagens se eu tirar a legenda vocês sabem qual que é a boa e qual que é a má não Então imagina num esfregaço onde a gente faz uma citologia das fezes Cora e olha
lá um monte de bastonete eu vou conseguir olhar no microscópio de luz Qual granuladinho é um fecal bacterium E qual granuladinho é uma xeri ecle falar para você nossa é realmente existe um aumento de ecle nesse tem tá crescendo e cole aqui não não tem como então a citologia fecal não deve mais ser utilizada também pro diagnóstico de disbiose E aí eu gosto de falar sobre essa informação que hoje ela é desatualizada não é só é super desatualizada mas que em alguns anos atrás eu dava essa aula e falava ai é ele é sugestivo de
disbiose mas que hoje a gente sabe que não tem nada a ver então vocês podem esquecer ess essa informação a hiperfit temia ela não é um diagnóstico de disbiose o folato é uma vitamina hidrossolúvel ela pode ser mensurada no no soro ela ele é absorvido no intestino delgado proximal ou seja ou seja do oden e jejuno proximal eu coloquei o intervalo de referência do folato aqui para vocês de cães e gatos e antigamente a gente falava que o aumento de folato ele era sugestivo de disbiose tá então hoje isso caiu por terra a gente tem
outros métodos a gente não usa mais a concentração sérica de folato para diagnosticar a disbiose Tá bom paat a gente não pode usar folato a gente não pode usar Cultura a gente não pode usar citologia nem nada do que a gente sabe usar então o que que a gente vai usar Então hoje eu vou simplificar para vocês tá eu não vou ir muito a fundo na diferença o que que faz o que que não faz eh mas de forma geral nós temos método dos diagnósticos semiquantitativo e quantitativos tá nos semiquantitativo nós temos os sequenciamentos e
os sequenciamentos eles podem ser 16s rrna que é o que vocês mais veem por aí eh quando falam de Ah vamos sequenciar o microbioma do seu Pet Normalmente eles estão fazendo o sequenciamento 16s rrna ou o sequenciamento de DNA genômico que a gente chama Shotgun sequencing tá é um sequenciamento muito mais complexo muito mais completo também você consegue ver não só o que as bactérias Quem tá lá mas o que que elas estão fazendo lembra que eu mostrei os microorganismos pulando cordinha então aqui eu consigo ver tudo eu consigo ver quem elas são que elas
tá pulando cordinha tá cantando tá tocando música Então é mais ou menos nesse sentido e a gente tem o método quantitativo que é o PCR em tempo real ou o qpcr tá que a gente chama e conative PCR né que é o qpcr de forma bem simplificada Eu coloquei aqui para vocês e vocês podem olhar depois de novo Quais são os benefícios e quais são as desvantagens de cada um dos métodos né então assim de forma geral os sequenciamentos que são os métodos semi quantitativos eles não são direcionados eles não são eh eh validados para
serem utilizados na na Clínica tá eles têm baixíssima reprodutibilidade você roda a mesma amostra hoje amanhã você tem dois resultados é muito subjetivo não tem como usar ele para um diagnóstico Clínico porque ele detecta apenas abundância relativa né eles têm um custo também muito mais alto tá então a gente vai focar no PCR em tempo real que é o que PCR porque ele é rápido ele tem uma alta reprodutibilidade ele foi validado para uso na clínica é é quantitativo a gente porque ele é quantitativo a gente estabelece o intervalo de referência e ele é de
baixo custo durante o covid todo mundo fez PCR né para saber se tinha covid ou não só fazia um suab do nariz e mandava pro laboratório rapidinho você recebia positivo negativo então vocês sabem como ele é rápido Claro tem desvantagem também a desvantagem do uso do PCR em tempo real é que eu tenho uma restrição de alvos não tem como eu fazer reações para descobrir todos os microrganismos no trato gastrointestinal do cão até tem só que ia demorar muito ia ser muito caro Então a gente acaba restringindo e para restringir então eu vou focar um
pouco aqui no PCR em tempo real que é o qpcr para explicar para vocês como que funciona então o qpcr a foi utilizado para desenvolver o índice de disbiose tá o índice de disbiose ele foi eh baseado ele é foi um índice que foi feito para avaliar a microbiota intestinal fecal então o que que é quantificado por PCR em tempo real são as bactérias totais sete alvos específicos que aí com isso né de acordo com um um logaritmo a gente algoritmo a gente chega no índice de disbiose e esse índice de disbiose Ele foi correlacionado
com sequenciamento 16s RNA que era o método Gold Standard né o método ouro da época para diagnosticar disbiose ou avaliar o microbioma intestinal então aqui eu coloco para vocês como que funciona o painel de disbiose a gente tem todos esses grupos fecali bacterium tuci bacter blautia fusobacterium costum Hiran onis que agora é panones streptococos e ecoli e num num caso de disbiose a gente espera uma diminuição das bactérias dos microrgan benéficos né então diminuição das flashin em azul e o aumento dos microorganismos oportunistas como streptococos e ecoli Vocês conseguem ver nesse painel também eh qual
que é a função e o que que esses microorganismos utilizam como substrato então fecali bacterium tuci bacter blaa fuso Eles são muito importantes na produção de butirato que é um ácido gráo de cadeia curta o ranon na na conversão de Aços biliares primários e secundários e os streptococos e ecol eles são oportunistas eles estão presentes em maior quantidade quando você tem doença ou alimentos não digeridos né uma coisa interessante de ver aqui por exemplo é o fecali bacterium que tem a fibra como substrato e o fuso bacterium que tem a proteína como substrato Então o
que acontece quando você tem um paciente numa dieta crua né acontece o quê um aumento do fuso bactério e uma diminuição da fecal bacterium esse paciente tá com disbiose se for só essa alteração não porque é normal não é que como a gente tá dando muito mais proteína exista muito mais a fuso bactério Porque elas estão felizes comendo lá meu Deus tem muita comida para nós vamos vamos aumentar Vamos aumentar enquanto a gente tá dando baixíssima quantidade de fibra então fecal bacterium não com consegue aumentar da mesma forma que o fuso bactério então é muito
interessante vocês entenderem o que cada microrganismo utiliza como substrato para se basearem no Ah o que que tá acontecendo nesse paciente né aqui eu coloquei também a diferença entre o painel de disbiose dos cães e dos gatos então aqui em cães você tem esses grupos blaum e fuso bacterium enquanto em gatos você alterna em vez de BL fuso bacterium você você tem bife do bacterium e bacteroidetes Ah mas então quer dizer que gatos não tem blau a e fuso Não não é isso é que nas pesquisas a gente identificou esses grupos como sendo mais importantes
para serem avaliados quando a gente pensa em saúde gastrointestinal de cães e gatos tá então aqui eu coloquei também para você vocês o mesmo gráfico que eu já mostrei então só eh só e reforçando que o índice de disbiose ele é aumentado em pacientes em cães com enteropatia crônica quando comparado aos cães saudáveis e aqui são é aquele gráfico que eu mostro quantos grupos são alterados Vocês entenderam agora quantos grupos porque eu já mostrei para vocês que são sete grupos agora então vocês sabem se você tem três ou mais desses grupos fora do intervalo de
referência é quando você tem essa bolinha vermelha então aqui mais para clarificar agora que vocês sabem o que que é o índice o painel de disbiose eh para poder comparar como que funciona tá no Brasil a gente tem esse teste disponível tanto o índice disbiose quanto painel o o índice de disbiose ele vai te dar todas essas eh as quantificações e o índice esse número aqui que pode ser -6 pode ser zer pode ser o o o painel foi uma forma que a gente encontrou de baratear o exame tá então é o mesmo exame do
índice de disbiose mesmo processo utilizado no Texas só que a gente só dá para vocês os microorganismos com os intervalos de referência a gente não faz o cálculo do índice que o cálculo do índice ele é proprietário então ele fica ele é mais caro mas é o mesmo mesmo método pros dois porque o laboratório stonewell gas novet Ele é o único laboratório credenciado pelo laboratório da Texas aem que é onde eu fiz o meu o meu doutorado que é o laboratório que inventou esse teste para poder fazer esse teste fora do Texas tá então a
gente faz o painel só o índice de disbiose ele é enviado pro exterior ele tem que ser feito lá então Eh Vocês recebem o laudo do Texas mostrando para vocês os sete grupos e a e qual o numer inho do índice o painel não o painel é só a quantificação de cada um e um parecer nosso do que a gente pela nossa experiência O que que a gente vê de diferença se a gente acha que esse esse painel é sugestivo de disbiose ou não esse aqui ele é um artigo onde a gente correlacionou né o
PCR quantitativo direcionado para alguns grupos como mostrei para vocês comparando ele com o o o sequenciamento shotgun então que é o melhor sequenciamento que a gente tem hoje então comparando essas duas metodologias a gente sabe que o PCR em tempo real Ele é super correlacionado também com o sequenciamento de shot gan tá então a gente tem muita confiança no painel no índice de disbiose o índice de disbiose Ele foi sim criado a partir de cães com enteropatia crônica E aí vem a pergunta pergunta ai mas se foi feito para cães com enteropatia crônica ele não
serve para medir mais nada gente não né escolhemos os cães com enteropatia crônica porque eles são provavelmente os cães com microbioma intestinal mais alterado né Eh claro no futuro tem que ser feito um estudo abrangendo mais tipos de doenças gastrointestinais Sim claro né só que assim de tantos mil sequênci que o laboratório já fez a gente sabe hoje que esses grupos né que são direcionados esses grupos bacterianos eles são por enquanto até hoje os mais importantes marcadores para dizer se esse paciente tem um microbioma intestinal saudável ou não né então assim aqui é só mais
um artigo mostrando para vocês que a gente correlacionou esse índice o painel de disbiose com eh o sequenciamento mais potente mais caro melhor que existe no mundo que é o Shotgun de DNA genômico tá então para recapitular nós temos para diagnosticar disbiose os métodos semi-quantitativos e os quantitativos Pat Nossa você acabou de falar que o Shotgun é o melhor n Por que que a gente não pode usar ele paraa clínica porque ele tem muita variabilidade então então ele é essencialmente utilizado e deve ser utilizado continuar sendo utilizado para quando na na área que a gente
chama de discovery na área que a gente tá pesquisando Quando é que a gente quer entender uma doença por quando tô fazendo uma pesquisa eu pego um monte de animal saudável os animais dos grupos doentes e sequenci todos juntos de uma vez eu extraio o DNA de uma vez eu sequenci de uma vez e eu analiso esses dados de uma vez só nesses casos a gente consegue entender numa população de saudáveis e doentes Qual que é a diferença desse microbioma intestinal então no caso de pesquisa deve-se sim utilizar o sequenciamento quando você quer entender essa
doença mas na clínica não na clínica na área de validação deve-se utilizar o método quantitativo que é o pro diagnóstico Clínico para entender né você não vai esperar um monte de doente juntar para sequenciar junto com um monte de saudável que aí é um teste que vai demorar se meses não tem função muito melhor você saber agora se esse paciente tá bem ou não o que que eu devo fazer trato Não trato continuo paro então para isso a gente usa o PCR em tempo real porque ele é muito mais rápido mas afinal né o painel
de disbiose o que a gente tá tentando passar pros alunos ou para todo mundo que quer entender um pouquinho mais sobre esse mundo é que o painel de disbiose ele não é só ele é não é só um teste para saber se tem disbiose ou não ele é um marcador de saúde intestinal para saber se esse paciente tá com a saúde intestinal boa decaindo ruim tá a gente tem que parar de pensar entre zero e um eu brinco na na vida não é tudo 880 ou tá doente ou tá soldado ou tá doente ou tá
saudável não a doença gastrointestinal o microbioma doenças que afetam o micr microbioma intestinal são muito complexas a disbiose a alteração desse painel disbiose alteração do marcador da Saúde gastrointestinal Nem sempre é a causa da doença às vezes ela pode ser um sintoma tá então um paciente saudável com uma alteração no painel de disbiose ele é um marcador de saúde intestinal ele pode ser um sintoma um alerta de que meu Algo pior tá para vir então tem alguma coisa que a gente pode fazer hoje para ajudar esse paciente então encarem o painel de disbiose como um
marcador de saúde intestinal vamos parar de pensar doente não doente doente não doente e sempre pensar gente será que isso é causa a consequência é um sintoma engloba mais coisas né então tudo isso é muito importante quando a gente fala de microbioma intestinal tá então aqui para facilitar o dia a dia de vocês quando nós devemos solicitar esse esse painel de disbiose então vocês podem solicitar o teste anualmente como um preventivo de doenças gastrointestinais Ah vamos avaliar esse paciente tá bem não tá Será que ele tá saudável clinicamente mas tá com uma alteração no trato
gastrointestinal uma coisa que a gente tem que ficar de olho deve ser pedido também como um parte de um painel de diarreias em diarreias crônicas e agudas tá vai fazer um painel de entr patógenos também faz o painel de disbiose para entender como que tá esse microbioma deve ser utilizado como parte de triagem em pacientes de vômito crônico assim como pacientes com entropatia crônica como parte de um monitoramento de resposta ao tratamento Então tá paciente veio com enteropatia crônica fez o painel de disbiose foi tratado com mudança de dieta faz outro esse paciente tá respondendo
não tá é tão grave assim essa enteropatia crônica não é tão grave né Será que eu já vou direto para Um transplante fecal Não não precisa dá para você tentar dieta antes então faça esse painel como monitoramento mesmo de resposta ao tratamento e também na confirmação e acompanhamento de disbiose por uso de antibióticos então um paciente que você já sabe que vai fazer o uso de antibiótico por um procedimento x tá vai fazer um procedimento x sabe que depois do procedimento vai usar antibiótico faz um painel de disbiose antes e faz depois do uso de
antibiótico para ir acompanhando se esse microbioma volta a se restabelecer ao que é saudável ou se você vai ter que fazer uma suplementação com prebiótico probiótico pós biótico né V como a gente pode ajudar esse paciente antes do da aplicação do antibiótico e um dos mais importantes também na avaliação de possíveis doadores de transplante fecal e também analisar os receptores antes e após o tratamento o transplante fecal então o o painel disbiose ele é utilizado em todos esses contextos então na triagem no acompanhamento do paciente crônico e também antes e depois do tratamento de transplante
feal e 100% tem que fazer também no doador porque a gente não vai querer às vezes piorar uma disbiose do receptor dando as fezes de um doador que não esteja 100% saudáveis ou que existe um aumento de ecole naquele paciente tá então aqui eu vou falar quatro estudos de caso para vocês para vocês terem uma ideia analisando o painel de disbiose sem olhar o índice tá então esse aqui é o que você receberia se você fizesse o painel de disbiose não o índice o índice ele vem com aquele número de negativo mais de dois para
você saber né então só vocês olhando o painel eu quero tentar explicar como que é a lógica O que que a gente olha num caso Clínico então primeiro caso Thor ele é um canino bulldog francês macho de 7 anos o histórico é de diarreia crônica há 2 anos e você faz o painel de disbiose e recebe esse laudo que que a gente consegue olhar aqui vamos lá ele tem diminuição de tuci bacter e diminuição de clostridium Hiran ones esse painel ele é sugestivo de disbiose intestinal isso vai est escrito né no laudo feito por nós
mas assim para vocês entenderem ele é sugestivo de disbiose por porque ele não tem clostridium ranon que é um dos maiores conversores de ácidos biliares primários e secundários Além disso ele tem uma diminuição de Turis bacter que é uma bactéria benéfica produtor de ácido Grasso de cadeia curta né então a gente já vê aqui que o Thor crônico ele realmente Pode ser que ele esteja com microbioma intestinal microbiota intestinal sugestiva de disbiose e aqui a gente tem a tica que é uma um canino Shitsu fêmea de 2 anos o histórico É ela tem vômito A
TR meses e o tutor optou por uma dieta vegana tá então tá dando uma dieta vegana acontece né a gente já deve ter pego algum caso assim na clínica que que a gente tem aqui a gente tem uma diminuição de bla e fusobacterium não necessariamente esse paciente tem uma por qu clrd ranon ainda tá ok 5.6 assim limítrofe ali né Tá um pouco diminuído mas tá ok 5.6 então ele ainda tá ele ainda tá fazendo a conversão de Aços biliares primários secundários Mas ele tem a diminuição de blautia e fuso bactério hum P dois grupos
bacterianos alterados isso não é uma disbiose mas veja bem esse cão está numa dieta vegana então tá não tá recebendo a quantidade de proteína necessária para que a bactéria fuso bacterium se desenvolva Então nesse caso fuso bacterium tá diminuída pode est associada à dieta desse paciente então por isso que é importante vocês escreverem né na solicitação Qual que é a dieta desse paciente que ele tá comendo porque se a gente souber a gente consegue fazer essa correlação para vocês falar opa olha só fuso Tá diminuído mas porque ele tá num pode ser porque ele esteja
numa dieta vegana não necessariamente uma disbiose né Então nesse caso ele tem uma alteração qualitativa do microbioma intestinal mas não necessariamente uma disbiose intestinal por perda de função do microbioma faz sentido vamos olhar esse caso mimi felino fêmea sem raça definida de 2 anos tá é um gato uma gata com histórico de diarreia crônica Há 5 meses então aqui ela tem tudo normal ela só tem o qu um aumento de ecol esse paciente ele ainda não desenvolveu um quadro sugestivo de disbiose Pode ser que ele esteja caminhando para lá pelo aumento de ecole mas o
que que a gente pode pensar quando existe um aumento de uma bactéria oportunista mas que o microbioma ainda tá convertendo dos os biliares primários secundários normal gostaria de um ranon está alto Então nesse caso Vamos pensar que ah pode ser por má digestão ou por uso de algum medicamento que esteja diminuindo a motilidade esteja tendo um acúmulo de alimento no trato gastrointestinal né então é importante a gente pensar nesses fatores Ah então tá bom só e colle então o que que pode ser além de enteropatia crônica disbiose outra outra coisa é ela tá com diarreia
crônica só 5 meses né então pode ser que ela ainda esteja no estado Inicial né E que se a gente não tratar e não fizer nada além do aumento de ecle vai diminuir clostridium vai diminuir outras bactérias benéficas e aumentar streptococos que já tá ali né No Limite então pode ser que seja a hora da gente fazer uma modulação desse microbioma intestinal antes que ele venha a se tornar uma disbiose intestinal E aí o marcador de saúde gastrointestinal começa a piscar pra gente vermelho neon falando alerta alerta alerta então aqui a gente tem que ah
ok podemos manejar isso né podemos modular esse microbioma mas sem muito alar ainda porque ela tá fazendo a conversão de ácidos biliares primários em secundários e o estudo de caso número 4ro é o amendoim um canino macho sem raça definida é de 3 anos ele tem uma diarreia intermitente faz dois meses e ele faz o uso de prebióticos tá a gente olha aqui tem uma diminuição de bactérias totais né no Universal e um aumento de tuci bacter qual que é o substrato da de tuci bacter o que que tubac utiliza como fonte de energia como
comida fibra amendoim tá fazendo uso de prebiótico que que prebióticos são fibra né então assim Pode ser sim muito provavelmente que esse aumento de tuci bacter seja pelo uso de prebiótico então por isso que eu falo que é importante vocês analisarem o painel como um todo Se vocês fizerem o índice vai vir lá um número zer vocês vão falar ah ok esse paciente não tem disbiose mas é importante entender o que cada grupo faz e o que que ele por que ele é importante na clínica Porque isso pode te guiar ao que você deve fazer
ou não o que que você Como você pode modular esse microbioma intestinal né Então esse é o amendoim que provavelmente tem o aumento de Turis bacter pelo uso de prebióticos e aqui eu coloquei um caso de acompanhamento quando a gente o painel de disbiose para acompanhar um caso tá então o Billy ele era um golden retriever canino macho de 5 anos com histórico de diarreia crônica uma já tinha feito dieta hipoalergênica respondeu super bem com a tilosina mas tinha recidiva ia voltava ia voltava e predinisona e ciclosporina não resolveram o caso dele e aí o
que que a gente fez então a gente fez um tratamento de modulação do microbioma intestinal lembra depois de responsivos a dieta o segundo tipo de de enteropatia crônica mais comum é por responsivos à modulação do microbioma intestinal então aqui a gente fez Um transplante de microbiota fecal a cada quro semanas e a gente sempre fazia um painel de disbiose para monitorar a resposta do Billy ao tratamento que no caso transplante fecal então aqui a gente tem o Billy em maio Vocês conseguem ver que o Billy não tinha clostridium Hiran Tinha quase nada 0.3 tá o
resto estava normal mas o Billy não tinha clostridium Hiran então em Maio de 2024 0.3 a gente fez o transplante fecal E aí nada ainda tuter Aumentou e CL Hiran nada em Julho nada continua a mesma coisa tá fizemos Um transplante fecal novamente agosto nada meu Deus clostridium ranon diminuído ainda meu nada a ver fazer transplante fecal Não serve isso não existe é bruxaria outubro finalmente a gente conseguiu ver que o paciente voltou estabilizou recuperou e a quantidade de clostridium Hiran onis né Depois do quarto transplante fecal a enteropatia crônica É sim essa não é
uma aula que eu falo sobre os tratamentos da hopa crônica mas o transplante fecal em hopa crônica a gente já sabe que pode ser que a gente tem que fazer muito mais do que um transplante fecal para que esse paciente responda Então nesse caso foram preciso eh foram e precisos quatro ou mais transplantes fecais para estabilizar esse paciente em outubro de 2020 24 depois de Outubro a gente fez mais um teste em janeiro de 2025 e a gente sabe que esse paciente ainda tá estável ainda tem clostridium Hiran ones e tá saudável Muito feliz então
para vocês entenderem a importância de acompanhar se a gente tivesse feito transplante e o paciente sempre lá com diarreia em nada a gente não ia ter essa noção de se a gente tá movendo a agulha a gente tá a gente fala isso em inglês movendo agulha não sei se fala isso em português se a gente tá movendo a se a gente tá indo pra frente se esse paciente tá respondendo ou não a esse tratamento então é por isso que a gente sempre faz o painel de disbiose em em várias etapas do tratamento para entender como
esse paciente tá reagindo ao a doença gastrointestinal e ao tratamento que a gente tá oferecendo então aqui pra gente finalizar nossa aula sobre microbioma intestinal né e qual que são as conclusões quais são as lições que a gente vai levar para casa hoje que devemos utilizar os métodos quantitativos para diagnóstico de disbiose Então sequenciamentos são ótimos mas não pro diagnóstico clínico e sim para pesquisas quando a gente quer descobrir eh novos marcadores né tem que também entender a importância de cada microrganismo no painel de disbiose qual que é a sua importância Quais são os substratos
para poder entender mesmo o que que tá acontecendo no microbioma intestinal sem sempre analisar o painel junto com sintomas clínicos do paciente nunca sempre olhar isso como uma uma um tratamento holístico Tem que olhar tudo né Não só o o o painel mas tenta entender com o sintoma do paciente com o que ele tá comendo e também se atentar aqui por último ao impacto da dieta e fisiologia no microbioma intestinal Porque isso pode ser o que tá a alterando o seu painel tá te descabelando E era uma coisa muito simples é tipo ou tá alterado
porque ele tá fazendo prebiótico ou tá alterado porque esse cão faz uma dieta crua e não tem fibra o suficiente né então assim se atente a isso a dieta do seu paciente que ele tá comendo como que isso pode alterar o microbioma Como que você pode usar isso a seu favor também para modular o microbioma tá diminuído eh um microrganismo que depende de fibra is se a gente suplementar com fibra né então assim tente usar isso a seu favor e parem de pensar zer e um esqueçam doente não doente doente não doente disbiose não disbiose
não o painel de disbiose ele é um marcador de saúde intestinal nem sempre ele é a causa Às vezes ele é a consequência da doença tá então com isso eh eu finaliza essa aula eh fiquem à vontade para mandar e-mail seguir a gente nas redes sociais qual qualquer dúvida que vocês estiverem estamos aqui à disposição de vocês e é isso queria agradecer a equipe da Nutri carvet pelo convite É sempre um prazer poder est aqui e dividir um pouquinho do meu conhecimento com todos vocês muito obrigada tchau tchau