Talvez você nunca tenha ouvido falar do nome Gox, mas eu tenho quase certeza que você já viu um vídeo dele ou até de alguém tentando fazer um vídeo parecido com dele. Você vai concordar comigo que hoje existe quase que uma linguagem oficial dos vídeos cinematográficos aqui da internet. Se você abrir qualquer rede social agora, você vai encontrar o mesmo padrão, os mesmos ingredientes.
Muito plano detalhe, muito movimento de câmera, muito sound design, uma luz muito bonita, frases profundas, uma trilha emocional e um ritmo praticamente frenético. A pergunta é: como que a gente chegou até aqui? E o mais importante, por que que tanta gente faz isso?
Será que funciona mesmo? Será que começaram a copiar uma linguagem sem entender nem como ela nasceu? Inclusive, se você já é inscrito nesse canal, vou te pedir para deixar o seu gostei, que me ajuda muito.
E se você não é inscrito ainda, lá no meio desse vídeo, eu tenho certeza que você vai deixar o seu gostei e vai se inscrever também. Eu vou ser sincero aqui com vocês, não vou ser o diferentão e falar que eu nunca fiz isso, até porque eu sempre gostei desse estilo. Eu gosto de tempos em tempos brincar com esse estilo, ainda mais em vídeos curtos, onde a gente precisa estar com essa retenção lá no alto o tempo todo.
E eu posso dizer até que lá em 2020 eu fiz, eu planejei, né, um vlog que tinha uma linguagem muito do diretor Edgar Wright, caso você não conheça de nome, ele é o diretor de filmes como Baby Drver, Scott Pilgreen e que obviamente ele pode ter inspirado outros criadores também. Eu tenho quase certeza. É um cara que brinca muito com o ritmo, com a música e é aí que entra o Gox.
Eu posso estar errado, mas ele foi um dos primeiros a fazer algo nesse estilo, nessa qualidade. A gente tem outros criadores ligados ao audiovisual com uma qualidade impecável de fora do país, de dentro do país, mas com essa construção toda, ele foi um dos primeiros, na minha opinião. Eu peguei aqui o último vídeo do Gox.
Vamos assistir só um pequeno trecho para você entender o que que eu tô falando. [música] Both of my par musicians. My mom started playing the violine when she was only three.
My dad began playing the clarinet [música] when he was 13. They met at my hometown's filharmonic orchestra and eventually they had me. Olha o nível desse trabalho desse cara.
Você vê que a fotografia, tô falando em técnica, né? A fotografia é maravilhosa, o tanto de grão que tem ali, isso puxa muito pro cinema clássico. E eu falei, tem um certo tempo até que eu não assisto o Gox e eu consigo ver que, inclusive, ele deu uma maneirada aqui no ritmo.
Você vê que ele tá muito mais conceitual, né? [música] ac musicalent welyin because 20 years later I picked up the synthesizers for the first time. Surreal o cara, meu, ele faz a gente sentir alguma coisa.
é o mais próximo do que a gente tem hoje de cinema na internet. [música] Due to my poor musical knowledge, I barely know what I'm doing, but I still use them every and they may not turn me into a great musician any soon. At least they made me discover one.
[música] [música] Claro, ele não só funciona por conta da cor, da iluminação, por todo toda a estética, mas sim por conta do ritmo e do storytelling. Você deve saber muito bem, mesmo que você nem seja talvez da área, que a internet ela meio que obrigou todo criador a criar uma linguagem diferente. Pensa comigo, quando a gente vai ver um filme, quando a gente vai no cinema, você já praticamente decidiu assistir.
Você comprou um ingresso, você sentou ali naquela imersão toda, né? a luz apagou, enfim, o filme ele já tá conquistando a sua atenção, então ele não precisa trabalhar muito para você prestar atenção no negócio. Já na internet é exatamente o contrário.
Você tá ali a praticamente um toque de alguém abandonar o seu vídeo. Tem notificação surgindo, tem outro vídeo em seguida alguém mandando mensagem, o YouTube mesmo tem recomendações. Então os criadores eles começaram a ter que inventar uma linguagem nova, não que fosse nova, mas tiveram que começar a utilizar muito essa coisa frenética.
A gente já pode falar até do jump cut, né, que já vem de muito tempo atrás. Essa coisa de tirar o respiro. É uma linguagem que você renova a atenção o tempo todo.
É aquela história de você pegar a pessoa pelo gancho, mas depois você continua e continua e continua até o vídeo final. Não só o Gox como outros criadores às vezes não fica só na parte do ritmo dentro do próprio plano, mas começa de repente até gravar em lugares diferentes, aquela coisa bem frenética, muito legal, mas bem frenética. E aí, como eu falei, o Gox é um cara que manda muito bem, não só na fotografia, não só na parte técnica, mas ele sabe criar uma pequena história.
Ele bola ali um assunto interessante, mostrava algum desenho que ele ia fazer, ele cria aquela jornada, tem problemas, tem dificuldades, enfim, tem várias coisas que acontecem no meio do vídeo que vai te causar uma emoção, que vai te causar um sentimento. E aí, claro, surgiu uma galera muito fã desse estilo. Talvez de novo, não sei, eu posso estar errado se você souber de outra pessoa que pode ter começado real esse movimento aqui na internet, mas ele tem, talvez tenha sido o cara que começou esse movimento aqui.
E aí quando muita gente gosta de algo ou quando alguém gosta de algo, qual que é a primeira coisa que a pessoa vai fazer? Tentar fazer igual. É super natural.
Se você gosta de um fotógrafo, você vai querer tentar fazer uma foto parecida. Se você gosta de um músico e você toca alguma coisa, você vai querer tocar a música do músico. Ou se você gosta de um editor, você vai querer aprender as transições, o ritmo, a cor, o estilo dele.
Copiar não é problema. Todo artista copia, né? O seu melhor criador copia.
O problema não é a gente começar copiando, o problema é a gente não sair dessa fase, a gente permanecer sempre no mesmo caminho. Fica aquilo que eu já falei muitas vezes aqui no canal, todo mundo com aquele texto igual. fonte igual, planos iguais, fica aquela coisa padrão, você nem sabe de quem você tá assistindo, se é daquele criador que começou ou se ele nem foi ele que começou.
Inclusive Instagram é um lugar que eu vejo muito, tem pessoas que mandam muito bem e que já ganharam o nome, né, o visual, a estética e uma galera copia na Caruda. Na Caruda. Eu costumo falar que isso vira quase que uma trend cinematográfica, porque trend nada mais é do que tendência.
Então, todo mundo copiando igual, você tá meio que fazendo uma trend. Um [limpando a garganta] exemplo oposto disso que manda muito bem, por mais que seja parecido, é o Cliver, que é um cara que o diferencial dele, por mais que ele coloque muitos takes, muitos planos diferentes, ele tem o diferencial que é o quê? A linguagem dele.
Por mais que você veja, caraca, isso eu já vi em algum lugar. De repente, até a primeira vez que você tenha visto o Cliver, pode olhar e falar: "Pô, eu já vi isso aqui em algum lugar". Mas aí você vai entendendo que, cara, ele tem o diferencial dele, tem uma linguagem dele, é uma coisa que ninguém consegue copiar.
Por isso que dois criadores, eu falo dois criadores, eles podem usar a mesma câmera e vão produzir vídeos completamente diferentes. Eu falei que eles têm uma leve semelhança por conta da edição, da fotografia, mas aqui eu já consegui sentir algumas coisas diferentes. O Gox, inclusive, ele sempre fez muito mais pro YouTube e ele tem uma linha muito mais muito menos frenética do que comparado ao Cliver.
O Cliver, ele tem esse estilo muito mais agitado, principalmente por conta dele tá falando com o público mais dinâmico, público que tá no Instagram, no TikTok. Então você consegue sentir logo de cara aqui, ó, a gente tem um vídeo de YouTube com um minuto. Eu sou viciado em criar.
Eu gosto de fazer filmes, tirar fotos, fazer design, pintar, produzir. Eu escrevo, eu atuo, eu canto no banho, eu gosto de esporte, nem tanto. E desde muito cedo eu sempre tive pensamento meio perigoso.
Eu sempre achei que conseguia criar qualquer coisa. E quando eu falo em acreditar em mim, eu não tô vendo aquele papo de vai dar certo ou se tentar bastante, eu consigo. Não é acreditar no fundo do coração que o cara é muito bom.
O cara é muito bom mesmo. Esse cara para mim é um dos que sabe fazer muito bem algo autêntico. Ele bebe de várias fontes que muita gente bebe também, mas ele consegue trazer a autenticidade.
Inclusive essa parte de autenticidade, essa coisa que é o que diferencia do resto, é uma coisa que eu falo bastante lá dentro do Hollywood, na palma da sua mão, porque é o meu curso de audiovisual, mas mesmo que você não queira trabalhar com audiovisual, é um curso onde você vai dominar toda a parte técnica e também essa parte que muitas vezes muita gente não fala, essa parte de autenticidade, de você saber o que colocar na frente da câmera e o que isso vai transmitir para quem tá assistindo. Se você quiser conhecer, o link tá aqui na descrição. Mas aí você deve estar pensando agora se funciona pro Gox, se funcionou pro Cliver, se funcionou para outros criadores.
Então nós temos a fórmula secreta de fazer arte e viralizar ao mesmo tempo na internet. E é aí que eu quero que você pense melhor antes de sair gravando, fazendo vídeos assim, por mais que você ache cinematográfico ou enfim, obviamente não funciona igual funcionou pros outros caras por algumas questões. Nem todo mundo consegue fazer o mesmo nível de qualidade que esses caras fizeram.
Por qu, primeira coisa, nem todo mundo tem esse nível de técnica. Você pode desenvolver isso com tempo, mas nem todo mundo tem esse nível de técnica como esses caras têm. Se você não tem esse nível de técnica, você vai ter que se desenvolver, vai ter que aprender, enfim, fazer curso, treinar muito para chegar perto ali desses caras.
Segundo ponto, nem todo mundo tem o tempo que esses caras tiveram de fazer de repente ali um vídeo que você grava em três semanas para fazer um vídeo. Hoje, você sabe muito bem, não só hoje, mas a concorrência tá muito maior e também não é mais tanta novidade como era quando esses caras trouxeram esse estilo, né, essa linguagem. Tem como?
Claro que tem como, de novo, você tem que pegar a sua autenticidade, é algo seu único. Agora não adianta você tentar fazer exatamente tudo que esses caras fazem, falar sobre as mesmas coisas, usar os mesmos planos. Eu já vi gente igualzinha o Cliver, mas assim, igualzinha, copia praticamente os mesmos ângulos, tudo, tudo, tudo, mesmo texto.
E eu fico tipo, cara, o quanto isso tá valendo a pena para esse cara copiar. Exatamente igual. Hoje a gente sabe, por exemplo, um Cliver, ele tem uma equipe, tem uma galera que faz com que o negócio todo seja mais lucrativo.
Ninguém vai ficar vivendo aqui de pura arte e eu quero fazer e não vai ganhar nada com isso. Em alguns pontos, talvez ele tenha que tirar muito do que ele gosta de fazer, colocar na mão de outras pessoas para ganhar tempo também. Mas se eu puder resumir tudo isso aqui que eu falei em uma frase, não copie o resultado só porque todo mundo tá fazendo.
Tenta entender o motivo e principalmente onde isso vai te levar, porque é exatamente isso que os grandes artistas, eu acredito que os grandes artistas fazem. Você copia uma referência, você entende a lógica, depois você constrói alguma coisa em cima disso e aí sim você vai entregar algo que tem a ver com você. Bom, não sei o que que você acha sobre tudo isso que eu falei.
Eu vou te pedir para deixar aqui nos comentários a sua opinião pra gente trocar uma ideia. Deixa o seu gostei também porque vai me ajudar muito continuar trazendo conteúdo. E se você tá passando aqui a primeira vez, se inscreva para receber mais vídeos como esse.
É isso e a gente se encontra muito, muito em breve. Yeah.