o Olá meus irmãos minhas melhores saudações a todos nós estamos iniciando agora mais uma aula do nosso curso superior livre de teologia de umbanda dentro da disciplina de gramática aplicada ao texto essa é a nossa aula de número 4 E hoje nós vamos trabalhar com textos poéticos abordando a sintaxe da oração e a sintaxe do período composto de dentro de textos poéticos Como eu havia dito para vocês na nossa aula anterior a partir de hoje a gente começa o nosso trabalho com textos daí a gente começa a nossa abordagem linguística dentro dos textos e essa
abordagem vai seguir assim por inúmeras aulas nós vamos trabalhar com vários textos abordando tanto a parte teórica da linguagem que são as que a construção do período né quando também a parte normativa e aí na parte normativa nós vamos trabalhar com vários e os temas como concordância Regência pontuação crase é até chegarmos a também uso dos porquês e e e outras questões do tipo funções do que dos e até que nós chegamos finalmente à a parte de figuras de linguagem que é o conteúdo que encerra essa nossa disse hoje nós começamos e nossa primeira aula
essa é a única que nós também iremos trabalhar com o texto poético tá nós vamos usar apenas um texto poético não é exatamente a nossa tendência dentro desse desse curso né é usar textos poéticos os novos textos com que nós trabalharemos no geral ao longo do curso eles são muito mais textos em prosa então eu vou trabalhar hoje eu vou abordar hoje um texto poético tamos disse que também tem a ver com temática religiosa para quê é uma noção de como que essa teoria funciona também dentro do texto poético embora a poesia tenha lá as
suas exceções as suas licenças poéticas né mas mesmo assim a a dinâmica natural da língua tem que ser devidamente usada devidamente aplicada no texto poético também e hoje nós vamos ver como é que isso funciona Tá certo então vamos começar nós vamos abordar hoje um texto muito bonito é um soneto muito bonito de Gregório de Matos Gregório de Matos é um autor do Barroco Brasileiro que está situado Por volta do entre o final do século 17 início do século 18 então é um texto bastante antigo também e eu procurei preservar no texto algumas coisas da
da escrita original embora ele já esteja bastante modificado em relação ao texto escrito Originalmente mas eu preservei alguns detalhes da escrita original Oi gente poder manter o texto a mais próximo possível do original né Gregório de Matos guerra foi um autor baiano na verdade ele era ele era português de nascimento mas radicado na Bahia e foi um autor muito produtivo que viveu a sua vida dedicou grande parte da sua vida produção de poesia satírica ele era um crítico quanto mais da sociedade brasileira da religião mas mais ao final da vida dizem alguns que um tanto
quanto arrependido do que ele tinha feito durante a vida e também de certa forma amedrontado né pelos pelo destino da sua alma após a morte ele se voltou para uma temática religiosa muito embora a temática religiosa dele não tenha sido ainda não esteja marcada ainda exatamente por uma um sentimento de arrependimento e eu vejo muito mais no texto que nós vamos trabalhar agora é um sentimento de ironia e até de desafio do que realmente de arrependimento tá vamos conhecer o texto vamos nos lembrar que por se tratar de um texto é produzido no final do
século 17 e início do século 18 ele é um texto que tem a uma linguagem é bastante diferente da linguagem que nós estamos acostumadas no nosso dia a dia é muito em que Pese mesmo nos dias de hoje a a a linguagem poética ser um tanto quanto diferenciada da linguagem cotidiana né mas nesse caso aqui ela é bem mais pesada e ainda conta também com as características do estilo de época que são duas coisas que eu vou falar não passando para vocês aqui são caso do cultismo eo conceptismo e são traços distintivos do Barroco né
da poesia barroca e Vou ver aqui se trata de um texto bem diferente daquilo que a gente está acostumado no geral pelo menos em termos de linguagem e a dificuldade dessa linguagem exatamente devido a essa dificuldade eu vou fazer para vocês análise de basicamente uma estrofe do texto eu não vou analisar o texto inteiro até para não ficar cansativo porque vocês perceberam que realmente é uma análise bastante complexa aqui a gente vai fazer aqui hoje Tá certo então vamos lá o texto se chama o poema se chama a Jesus Cristo nosso senhor é de autoria
de Gregório de Matos pequei senhor mas não porque Hei pecado de vossa alta Clemência me despido Porque quanto mais tenho delinquido vos tenho a perdoar mais empenhado se basta a vós irar tanto pecado abrandar-vos sou beija um só gemido que a mesma culpa que vos a ofendido nos têm para o perdão lisonjeado e se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e Prazer tão repentino vos Deus conforme afirmais na sacra história eu sou senhor a ovelha desgarrada cobrai-a e não queirais pastor Divino perder na vossa ovelha a vossa glória bom esse é o texto
O texto original a ele tem algumas particularidades sobre as quais a gente vai falar agora então iniciando análise né é e para gente iniciar análises aliás devo dizer antes da gente iniciar essa análise eu já vou passar para vocês agora a primeira senha para vocês responderem a chamada da aula de hoje prestem atenção tá porque hoje as senhas estão caprichados hoje eu tô fazendo um trabalho bastante caprichado nessa senhas aqui para dificultar um pouco mesmo tava fácil demais né do primeiro a senha vou pegar a primeira letra do seu primeiro sobrenome tá primeira letra do
seu primeiro sobrenome e aí aí eu vou escrever essa letra lá na plataforma Não primeiro você vai encontrar o número correspondente a ela que essa história de número correspondente J se for é um se for B2 C3 D4 é cinco f6 F7 h8 e9 je10 e assim por diante chefes de acordo com a ordem da letra no alfabeto vai encontrar o número correspondente a essa letra pronto É só botar esse número lá Depende se o número que você encontrou referente a sua letra tiver apenas um algarismo você coloca ele lá se ele tiver mais de
um algarismo você reduz esse número a um algarismo só explicando suponhamos a a a letra o seu primeiro sobrenome comece com o seja Lima por exemplo começa com a letra l a letra L em número doze o número que corresponde a ela é 12 Você não vai colocar 12 lá você vai reduzir a um algarismo Só que nesse caso vai ser um mais dois que é igual a três acho que ficou suficientemente explicado então repetindo pega a primeira letra do seu primeiro sobrenome encontra o número correspondente a ela se tiver mais de um algarismo reduz
a um algarismo só e coloca lá o número que você encontrou na plataforma bota, e tá feito o primeiro critério primeiro critério é esse Vamos então dar prosseguimento aqui a nossa alma né iniciando a análise e e para iniciar a análise o primeiro. A ser observado é o fato de que tendo o poema sido escrito no século 17 estamos claramente diante de uma variante diacrônica lembram das variantes trabalhadas lá na nossa primeira aula quando nós falamos das quatro variantes essa daqui é claramente uma variante diacrônica que é alterada pelo tempo né O que é facilmente
perceptível tanto por formas vocabulares quanto por formas gramaticais observe-se por exemplo uso do verbo haver em pecado e pecado lugar do verbo ter modernamente se dirija ao invés de dizer senhor pequei senhor mas não porque Hei pecado modernamente nós iremos pequei senhor mas não porque tem o pecado Então esse uso do verbo haver já marca uma característica Clara de época né a forma o uso do pronome vós que hoje já se encontra em Franco desuso na língua mesmo no chamado padrão culto gente pronome vós Eu já Falei inclusive sobre isso uma vez ele só é
mantido na língua por tradição mesmo porque a Particularmente eu desconheço nos tempos em que nós estamos vivendo hoje eu desconheço qualquer pessoa que use regularmente o pronome vossa é um pronome que está realmente em Franco desuso do meu ponto de vista ele já inclusive deixou desistir na língua né É para mim é cultivado apenas como tradição linguística realmente né Por fim optou-se por deixar no texto a forma original de liquido vocês vão observar que dele Incluindo aí da forma como foi é da forma como foi grafado no texto está ainda com o trema e vocês
sabem que o trema o sinal do trema ele e devidamente instinto da língua portuguesa na nossa última reforma ortográfica né então a forma original de liquido devidamente grafada com o trema foi abolido da língua após a mais recente reforma ortográfica então nós começamos a análise ressaltando essas questões que estão ligadas ao fato de um texto ser claramente uma variante de a crônica da língua né Trabalhando a sintaxe aí eu peguei aqui ó as duas As duas primeiras estrofes do texto e vocês vão ver que eu deixei tudo muito coloridinho é só que não é só
para embelezar não tá a cada cor representa a uma oração diferente do texto tá vamos observar para Olha só eu tenho uma oração pequei senhor aqui eu tenho uma oração que tá quebrada mas não de vossa alta Clemência me despido tá então seria a sequência anormal Dessa Oração seria mas não tenho me despido de vossa alta Clemência por quê que tá dessa forma Por que que a organização original tá dessa forma existe uma razão para isso é ele constituiu aqui uma figura uma figura de linguagem que é também uma figura de sintaxe chamada Hyper Battle
hipérbato que consiste em você inverter a ordem natural das palavras dentro da frase mais sem com isso o nome dizer inverter a ordem sem perverter a língua é uma das coisas que a gente precisa terem médio é que existe mais de uma ordem possível na organização das palavras dentro da oração e depois eu tenho porque Hei pecado que é outra oração então vocês vão perceber Ah tá E aí nós continuamos ainda na primeira estrofe olha só essa oração que tá em azul bem clarinho porque os tenho mais empenhado percebem que ela tá toda quebrada Ela
tá toda entre cortada ela possui duas orações intercaladas nela mas ainda assim a ordem normal Dessa Oração É porque vos tem mais empenhado depois você tem a oração quanto mais tenho delinquido e tem a oração a perdoar então vocês vão perceber que na primeira estrofe do texto a gente vai ter uma duas vamos ver aqui uma duas três quatro cinco seis orações a primeira estrofe do texto Então a gente diz que ela é um p e do composto com seis orações daqui a pouco nós vamos analisar esse período inteirinho tá vamos passar para segunda estrofe
se basta a vós irar tanto pecado vocês vão perceber que eu tenho aqui ó essa oração se basta tanto pecado mais uma vez ela tem uma intercalada ela é abrandar-vos sou beijão um só gemido que a mesma culpa vocês têm para o perdão lisonjeado e que usar ofendido então na segunda estrofe nós temos uma duas três quatro cinco seis orações também então nós temos mais uma vez mais uma vez uma estrofe composta feita com um período composto por seis orações do total somando-se a primeira EA segunda estrofe nós temos 12 orações compondo as duas estrofes
6 PC O que é as orações são totalmente entrecortados Isso aqui faz parte de um estilo de época o estilo de essa estruturação da linguagem tem duas características na linguagem aqui que precisam ser ressaltados a primeira delas é o uso de determinados vocábulos determinadas palavras né que são muito preciosos vistas né como o verbo só beijar né a a lisonjear abrandar né são palavras que não são muito comuns na língua mas muito mais do que isso existe a forma de se escrever a invertendo a ordem das palavras do a grande quantidade de hipérbatos eu volto
a insistir o nome dessa figura de linguagem é hipérbato né que fizer começa olha só se você tem mais não aí de vossa alta Clemência me despido tem aqui uma oração não quer calado nós encontramos essa azulzinho aqui ó que tem duas intercaladas dentro dela percebe tem essa daqui e tem o a perdoar também todas essas duas orações estão intercaladas dentro da primeira que é vos tenho mais empenhado Tá certo então esse estilo de escrita que era chamada de cultismo era uma forma de você tornar a linguagem do poema o mais rebuscada possível mais enfeitada
possível tá e a segunda coisa que chama atenção Nesse estilo é um outro uma outra característica que a gente chama de conceptismo que essa daqui o texto está repleto de dessa característica que não joga porque ocultismo joga com as palavras joga com a forma no texto o conceptismo Vai jogar com conteúdo do texto e aqui com os conceitos né a palavra conceptismo né vem de conceito Vai jogar com a os conceitos com as ideias do texto fazendo a construções lógicas muito interessantes e Aqui nós temos uma construção lógica interessante sobre a qual a gente vai
falar um pouco mais radiante e vamos dar sequência então é sintaticamente a primeira estrofe está constituída por apenas um sujeito gramatical o eu lírico do poeta que aparece já no primeiro verso na primeira palavra tal seja a forma verbal pq trata-se de um sujeito desinencial eu eu peguei tá com essa declaração notei a todo o restante da estrofe que é argumentativa baseada em tese antítese e síntese a construção pode ser explicado assim agora nós vamos começar a analisar que ela construção lá pequei senhor é a oração principal de um período composto por coordenação e subordinação
com seis orações o sujeito é desinencial o verbo pecar é intransitivo e o termo senhor é vocativo eu vou voltar lá para a gente mostrar tudo isso aqui dentro do texto Então veja só pequei senhor é a oração principal de um período composto por coordenação e subordinação com seis orações o sujeito é desinencial o verbo pecar é intransitivo e os e o termo senhor é vocativo vamos voltar para gente ver olha só e o sujeito de todo esse período aqui o sujeito dessa dessa primeira estrofe aqui vai ser a o eu poético do autor tá
e quando ele disse pequei Senhor eu tenho uma oração aqui tá certo ah o verbo pecar é verbo intransitivo ele disse pequei aqui você tem um sujeito desinencial por causa da desinência dessa desinência areia que do verbo que indica a primeira pessoa do singular Então quando você pergunta pelo sujeito a esse verbo quem pequei eu pequei então o sujeito dessa oração aqui é eu o verbo é intransitivo e também não precisa de complemento e eu tenho a palavra senhor' senhor que é um vocativo então onde é que a presença do vocativo devidamente isolado por, como
também é de praxe acontecer com vocativos Tá certo bom vamos prosseguir e a todo o restante da estrofe argumentativa baseado em 305 dias a construção pode ser assim explicado tá beleza já passamos por aqui né ocorrem na segunda oração duas figuras de construção e perto a tui zeu mas eu vou demonstrar lá que dificultam um pouco análise mas desfeito o hipérbato a oração seria mas não é em me despido de vossa alta Clemência o verbo entre parênteses estar em ver alguma uma vez que já foram expresso na oração intercalada Então vamos olhar aqui olha só
a pequei senhor é a primeira oração aí você tem uma segunda oração tá que está intercalada por uma terceira oração essa em azul aqui mais escuro um pouco é é uma oração da quebrada bem aqui e eu tenho outra oração aqui dentro a uma hipérbato a 1 E cadê o hipérbato aqui olha só mas não de vossa alta Clemência Olha só me despido é eu pequei senhor a ordem natural seria eu pequei senhor mas não ele me despido de vossa alta Clemência houve uma inversão da ordem natural da oração e é essa inversão aqui que
a gente chama de hipérbato é esse tipo de construção que a gente chama de perto jovem e esse esse aqui esse esse aqui é simplesmente o verbo que está Viseu Guimar O que quer dizer Oba é o correspondente a uma elipse você pega um verbo que já foi Expresso anteriormente e este e deixa de expressar aquele é a oração seguinte que você vai construir simplesmente porque aquele verbo já está sub entendido Então vamos entender o que que ele tá dizendo aqui ó eu peguei senhor mas o fato de eu ter pecado não porque eu hei
pecado Olha só não porque eu tenho pecado de vossa alta Clemência tem um me disse tu tá na sequência correta mais uma vez para vocês entenderem pequei senhor mas não tenho me despido de vossa alta Clemência porque tem o pecado e a construção exata seria essa daqui certo vamos prosseguir o sujeito é novamente desinencial é o mesmo eu e o predicado é verbal tanto como núcleo aliás desculpa tendo como núcleo a locução verbal e despido onde o verbo despir foi usado em sua forma pronominal com o sentido de despojar-se daí ter assumido uma Regência transitiva
indireta tendo como objeto em o indireto de vossa alta Clemência vamos entender o que que ele tá dizendo aqui ó a eu pequei senhor mas não é merecido tô mas eu novamente ó eu porque olha eu olhei aqui ó olha o Ei aqui quem é um sujeito desse ele aqui eu não é então É mas eu não tenho me despido de vossa alta Clemência é só porque tenho pecado ele ainda poderia dizer aqui mas não só porque tenho pecado né que a ideia é essa só porque eu tenho pecado eu não tenho e do espírito
da vossa alta Clemência então e esse sujeito aqui é o mesmo sujeito eu tá o verbo despir aqui vamos entender uma coisa o verbo despir ele é naturalmente um verbo intransitivo tá algumas vezes ele pode ser usado na forma de transitivo direto mas não é eu não julgo aconselhável Quando você diz assim é eu me despi você não precisa dizer que se despiu de despir-se despir-se significa claramente tirar as roupas quando você dizer eu me despir Claro tirei fiquei pelado é isso que você tá querendo dizer tá certo o verbo despir naturalmente é um verbo
intransitivo algumas vezes forçando a barra principalmente na forma imperativa séculos comum as pessoas dizerem assim diz para suas roupas tá desnecessário Hum mas tudo bem Ah o que que acontece eu me despi tá de vossa alta Clemência é esse esse verbo aqui está no sendo usado com o sentido de despojar-se eu me despojei da vossa alta Clemência despoja MB alguma coisa quem se despoja olha só quem se diz forja despojou-se de alguma coisa Tá certo então despojei me de que de vossa alta Clemência apareceu uma Regência transitiva indireta aqui exatamente a conta da do significado
que é assumido aqui pela palavra pelo verbo despir Tá certo e ele tá nem forma pronominal tá esse meio aqui tá funcionando como objeto direto Então observa aqui esse verbo despir aqui ele tem um objeto direto de espia o mesmo de que da vossa alta Clemência Tá certo ele assumiu uma Regência de transitivo direto e transitivo indireto ao mesmo tempo tá então é disso que nós estamos falando aqui para construção vamos seguir em frente é a oração em questão é uma oração coordenada adversativa introduzida pela conjunção mas essa oração introduz a antítese da argumentação é
e é complementada pela terceira oração porque ele pecado vamos voltar lá para a gente entender Olha a ele está falando dessa oração aqui ó dessa que é a segunda oração do texto que introduz a antítese presente aqui na ideia tá eu peguei senhor peguei sim mas olha aqui olha aqui adversativa mas não me despedir vossa alta Clemência pelo fato de ter pecado então começou a argumentação é que aqui ele tá afirmando e eu pequei senhor pequei pequei sim mas não me despi da vossa alta Clemência do que em pecado perceba-se que essa oração aqui tá
a é introduzida por uma conjunção coordenativa adversativa mas ela tá claramente introduzindo uma ideia de antítese tá E ela vai ser em relação a essa daqui a gente vai classificá-la como oração coordenada sindética adversativa tá adversativa Tá bom vamos prosseguir a e ela é complementada pela terceira oração em Pecado ó olha só porque já Boo já demonstramos pequei sim mas não me despido a vossa alta Clemência por ter pecado porque Hei pecado tá então pelo fato de ter pecado Tá certo então essa terceira oração aqui ela é uma oração subordinada adverbial causal né ah vamos
prosseguir e essa oração também apresenta o sujeito desinencial e um predicado verbal constituído pela locução verbal Ei pecado onde o verbo principal pecar é intransitivo a oração é subordinada causal introduzida pela conjunção porque a pontuação É impecável e espelha nitidamente a organização sintática do período a primeira, isola vocativo Nós já mostramos essa essa, que é seguido de um. E, poderia ser uma, simples mas o autor optou por uma pausa um pouco mais longa como recurso de estilo para enfatizar as duas orações seguintes que apresentam antes da ideia e o segundo; garante O isolamento da referida
antigas já a segunda, tem a função de separar uma oração principal de sua subordinada adverbial vamos voltar lá para gente ver essas Vale PQ o vocativo separado pela primeira, o ponto e, isolando essa primeira oração que das antíteses queiram se seguir tá aí nós temos a esse segundo; aqui que isola toda essa parte da antítese e nós temos essa segunda, que que está simplesmente separando uma oração subordinada adverbial causal né da sua oração principal que seria a essa essa daqui tá sabe é mais essa causal não é subordinada a essa primeira não ela não é
subordinada a essa O que é subordinada na verdade a oração coordenada sindética porque olha a sequência não me despi da vossa alta Clemência porque pequei porque tem o pecado por causa do meu pecado Tá certo então ela é subordinada a essa daqui essa, tá de marcando exatamente a separação da oração subordinada adverbial causal de sua oração principal que na verdade é coordenada sindética em relação a primeira oração do período A amb Bamba a quarta oração inicia a parte argumentativa do Soneto por meio de uma relação de causa e efeito marcada pela conjunção causal porque na
linha 3 pode-se dizer então que a sequência da ideia seria não e me despido da vossa alta Clemência Por que vos tem empenhado Olha só vamos mostrar essa argumentação a ele diz na oração seguinte na quarta oração que é porque você tem mais empenhado em e ele está dizendo que ele não se despiu da alta Clemência Por que ele fez com que Deus se empenhasse mais em perdoá-lo é isso que o tema que o texto tá querendo dizer então na sequência Olha só peguei Senhor É mas não me despido a vossa alta Clemência por ter
pecado Porque quanto mais eu tenho delinquido mas eu gostei e empenhado a perdoar me Tá certo então na sequência você vai ter olha só a essa oração aqui porque você tem mais empenhada é uma oração subordinada adverbial causal aqui Você tem quanto mais tenho delinquido eu tenho uma oração subordinada adverbial proporcional ao quanto mais tenho delinquido mas você tem empenhado né aqui a perdoar tá então a vamos seguir aqui a nossa análise e novamente o hipérbato se faz presente quebrando a sequência natural das orações a oração vos tem empenhado é claramente a causa e o
Poeta entender que não perdeu a Clemência ela vem seguida de uma outra oração subordinada essa substantiva objetiva indireta a perdoar que está reduzida de infinitivo a oração poderia ser simplesmente substituídas pelo termine nominal ao perdão mas o poeta Preferiu a expressão oracional Então veja bem o período é concluído com uma oração adverbial proporcional que expressa a razão direta do Perdão esperado quanto mais tenho delinquido já falei sobre isso né Isso é quanto mais ele peca mais perdão ele espera tá aí Clara a ideia de proporção né as duas vírgulas presentes na construção estão cumprindo sua
função de isolar a oração adverbial intercalada o ponto final indica que o período está concluído de modo que é estrofe seguinte é introduzido na estrofe seguinte é introduzido um novo período Então vamos fechar aqui a nossa primeira estrofe tá dizendo que olha só e a já Vimos que essa daqui é uma subordinada adverbial causal relacionada a essa primeira né que por sua vez ela também já era uma oração coordenada assindética adversativa aí eu tenho uma oração proporcional aqui Perceba o que essa, está é separando duas orações adverbiais essa que é causal e essa que é
proporcional e aqui gente olha só vos tenho a perdoar mais empenhado embora esta oração aqui esteja intercalada Perceba o que ela não está separada por vírgulas jovem porque que ela não tá separado por vida pela mais alimentar das razões Essa oração exerce função de oração subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo e na oração normal não se separa o objeto indireto do verbo que ele cujo sentido ele complementa quando você tem uma oração subordinada substantiva objetiva indireta ela também não é separada há por, uma vez que o objeto indireto não é separado por, Tá certo
então a argumentação da primeira estrofe tentando colocar numa numa sequência mais é mais linear para vocês entender tem que é isso eu peguei sim filho É mas eu não me despi da vossa alta Clemência por ter pecado Olha lá eu vou botar o ponteiro aqui para acompanhar peguei sim senhor mas eu não me despi da vossa alta Clemência por ter pecado Porque quanto mais eu peguei mas eu vos empenhei a perdoar É sério existe uma relação de proporcionalidade que é totalmente conceitual está baseado no fato de que a o cristianismo tradicional entende que Deus a
tem todas as qualidades em grau absoluto e o perdão de Deus também em grau absoluto hora mas para que você perdoe alguém é necessário que tem havido uma ofensa ninguém perdoa que não existe Tá certo agora se perdoar é uma característica natural de Deus e Esse perdão da ele uma glória imensa é a então e para se perdoar é necessário que haja uma ofensa Qual é a argumentação do poeta Olha aí eu peguei você seja eu ofendi mas eu não me despido a vossa alta Clemência porque na verdade eu tô até fazendo um membro se
eu percebo argumentação tô até fazendo bem porque quanto mais eu tenho pecado mas eu tenho empenhado o senhor e me perdoar Oi e o perdão é um dos elementos da sua glória então eu tô contribuindo para sua glória existe aí obviamente um pouco de si mesmo né na verdade a mais é isso exatamente que é estrofe tá querendo dizer E nós vamos passar agora para análise da segunda estrofe vamos prestar bastante atenção gente olha só a não tá sendo fácil né mas ninguém falou que seria Eu mesmo não falei que teria vocês vão se lembrar
e na aula anterior eu encerrei a aula dizendo para vocês olha na semana que vem nós começamos a trabalhar com textos e o grau de dificuldade vai crescer bastante porque cresceu gente é absolutamente natural que haja uma dificuldade maior em se fazer essa de dentro do texto dinâmico dentro do discurso de nada e é isso que nós vamos fazendo aqui nas coisas fazendo uma análise dentro de um discurso que ainda por cima discurso poético e a estilizado de época da Serra então a Jorge tá muito difícil tá Tá difícil mas vou usar o mesmo tempo
que eu usei na aula passada tá difícil porém Vejam Só também não é Bicho de Sete Cabeças tá assista com calma se for necessário assistam de novo vocês vão acabar entendendo porque a teoria tá muito clara a teoria está demonstrada de forma muito clara tá certa pessoal então vamos prosseguir aqui na nossa análise né eu vou pedir agora uma extrema atenção na análise dessa segunda estrofe aqui tá porque ela é tão difícil quanto a primeira vamos nos concentrar e prestar bastante atenção nessa análise aqui e observe se basta a vós irar tanto pecado abrandar-vos sou
beijão um só gemido que a mesma culpa que eu vou usar ofendido os têm para o perdão lisonjeado veja bem eu tenho aqui um período composto com mais seis orações né A onde você vai ter nessa primeira oração se basta tanto pecado você vai ter um sujeito desse jeito aqui é um dado interessantíssimo na análise de conteúdo do poema Observe Qual que é o sujeito dessa oração se passa tanto pecado e é claramente é tanto pecado o verbo bastar ele é verbo intransitivo esse aqui não é um objeto direto de bastar é um sujeito que
é quem basta tanto pecado não é basta alguma coisa é alguma coisa basta se tanto pecado basta para vos tirar esse aqui essa essa preposição a que na verdade é a mesma preposição para né então se tanto pecado basta para virar em um só gemido que é o sujeito dessa oração aqui um só gemido basta para vos abrandar entenda o gemido aqui no sentido de arrependimento né então se tanto pecado a é suficiente para virar um só gemido só arrependimento só sofrimento basta para vos abrandar Tá certo A ideia é essa então você vai ter
Olha nós temos uma oração a claramente condicional Olha a a conjunção subordinativa adverbial conjunção condicional aqui se tanto pecado basta para virar na outra oração subordinada adverbial aqui final né basta com a finalidade de reduzir a né a para você a andar mais uma oração subordinada adverbial final basta um só gemido tá então a gente vai chegar à conclusão que a a oração principal de todo esse período que é constituído aqui ó é a oração principal de todo esse período aqui é sou beija um só gemido Tá certo veja o que ela tem subordinada à
ela em primeiro lugar a oração subordinada adverbial condicional se basta tanto pecado ela tem subordinada à ela abrandar-vos abrandar-vos e abusar Tá certo então ela é a oração é principal desse período aqui agora tem um dado que vocês vão observar e é muito curioso que dificulta muito a análise de e dessa estrofe aqui que é a presença desses: a construção sintática a partir daqui ficou muito dificultada olha só a primeiramente é necessário entender a função desses dois pontos eu entendo esses dois pontos com uma função conclusiva Tá certo seria se como se ele dissesse assim
olha a se traduzirá basta tanto pecado cravos abrandar bastão só gemido portanto olha só os dois pontos portanto que a mesma culpa que vos a ofendido os tenha para o perdão lisonjeado tá o entendimento que eu tenho é esse aí e aí você vai ter a uma oração que a mesma culpa aqui você tem o morar claramente uma oração ADN é né a mesma culpa a qual vos a ofendido Eu ainda tenho um questionamento com a presença dessas duas vírgulas aqui porque eu não entendo essa oração aqui como adjetiva explicativa mas sim como uma adjetiva
restritiva e a mesma a culpa que vos a ofendido não não está explicando tá restringindo a ideia dessa culpa aqui né E essa mesma culpa vos tenha para o perdão lisonjeado Tá certo então essa oração aqui ó que a mesma culpa vos tenha para o perdão lisonjeado essa que usar ofendido aqui é uma adjetivo oração subordinada adjetiva Na minha opinião restritiva a da palavra culpa mas ele coloca claramente no texto a oração entre vírgulas dando a entender que ela seria uma oração adjetiva explicativa e eu não entendo como explicativo mas os o e análise são
esses aí vamos ver como tá aqui na onde eu havia parado e aqui a segunda estrofe é constituída por seis orações e por três sujeitos todos abstratos o que numa análise semântica e estilística a pontaria para os temas predominantes no Barroco pecado culpa e arrependimento são justamente esses os três sujeitos a presentes na segunda estrofe fica o verbo bastar na linha 5 tem como sujeito substantivo pecado já falamos sobre isso lá assim como o verbo ir aqui também vai ter como sujeito o mesmo substantivo pecado Tá certo a desfazendo o hipérbato a construção seria se
tanto pecado basta a vos tirar onde abusir área uma oração subordinada adverbial final tudo isso foi falado lá Observe que a primeira sensação também é subordinada a conjunção C condicional é somente no segundo verso é a oração principal sou beija um só gemido como nós também já tínhamos falado anteriormente o verbo sou beijar é sinônimo de bastar e é possível perceber que os dois versos tem exatamente a mesma estrutura a oração abrandar-vos é subordinada adverbial final a vírgula no final do primeiro verso é para oração principal de sua subordinada adverbial condicional aparece Então os dois
pontos que são a parte mais difíceis mais difícil da análise Olha só tudo isso foi falado eles introduzem um desfecho de raciocínio que pode ser uma conclusão uma consequência a presença da partícula que nos leva a crer que se trata de uma consequência mas o sentido induz a ideia de conclusão assim o que estaria impropriamente substituindo a conjunção então com o objetivo de preservar a métrica do poema o problema como é que esse que é totalmente dispensável pois o verso seria decassílabo ainda que ele não estivesse presente a interpretação mais lógica portanto é se tanto
pecado basta a vós irar e para abrandar-vos basta um gemido então a mesma culpa que usou ofendeu nos conduz a perdoar melhor interpretação do que essa só mesmo consultando o próprio autor E observa em que para nós consultar o próprio autor não é algo tão difícil assim considerando-se as práticas que nós abraçamos do nosso dia a dia dentro da Umbanda desculpe mas eu não consigo deixar passar uma oportunidade dessa tá vão se acostumando com esse com esse meu lado sarcástico Eu costumo fazer gozação com qualquer coisa tá E aí quando eu vejo a pro é
uma oportunidade como essa eu não consigo deixar passar me desculpa mas é bom até para gente descontrair de uma aula de uma análise pesada como essa que nós estamos fazendo né e a Vale observar que o sujeito de toda a construção é o substantivo culpa a oração principal é a mesma culpa vos têm para o perdão lisonjeado a outra nação é adjetiva introduzida pelo pronome relativo que que retoma o termo imediatamente anterior a Siri que vos a ofendido é o mesmo que a culpa vos a ofendido fica aqui uma observação quanto à desnecessidade das vírgulas
isolando a oração uma vez que a dita oração é adjetiva restritiva e não explicativo tudo isso foi falado para vocês lá no momento que eu tava analisando a estrofe é com o poema diante de nós né Por fim o ponto final encerra mais uma vez não somente o período mas também é estrofe Nossa análise vai se limitar as duas primeiras estrofes por duas razões A primeira é que seria a fazer o mesmo nas estrofes seguintes a segunda é que a análise já foi feita e já foi feita já serviu para mostrar o que era necessário
fica Clara a complexidade que está envolvido em si analisar sintaticamente todo um texto e ao mesmo tempo também ficou Claro Quantos são necessários conhecimentos de sintaxe para se justificarem coisas que são imprescindíveis a um texto como a pontuação a regência e até mesmo a própria compreensão integral da mensagem como acontece aqui só para ressaltar para vocês o seguinte a esse texto esse texto é como eu já havia falado no princípio ele tem primeiro uma característica de cutista que está claramente demonstrada no preciosismo da linguagem segundo uma característica de conceptismo que mais sobressai nele é o
conceptismo que é a argumentação então vocês perceberam que eles e argumentando com Deus e dizendo o seguinte Olha o principal fator da sua glória o seu perdão eu peguei mas exatamente Porque eu peguei eu não me despir da sua da sua alta Clemência na verdade quanto mais eu tenho pecado mas eu tenho lisonjeado para que você perdoe consequentemente Reforce a sua glória ele vai dizer isso claramente nas duas estrofes finais ela argumentação das duas estrofes finais é a complementação desse raciocínio onde ele vai dizer assim olha só se uma ovelha perdida e já cobrada Glória
tal e Prazer Olha só glória tal e Prazer tão repentino dos Deus conforme afirmais na sacra história aí ele faz a comparação inevitável eu sou senhor a ovelha desgarrada cobrai-a e não queirais pastor Divino perder na vossa ovelha a vossa glória então argumentação dele e é primorosa embora um tanto quanto desafiador aí também marcada por um certo por um certo cinismo na mas argumentação dele é primorosa simplesmente primorosa Tá certo a isso a gente dá o nome de conceptismo e esse tipo de argumentação que está presente há um grande número de textos do Barroco a
gente vai dar um monte consecutivo Tá certo a e agora nós vamos mudar um pouco aliás um pouco não nós vamos mudar quase completamente de assunto para gente tratar de um assunto que também é pertinente já que nós estamos tratando aqui de texto poético eu quero falar com vocês sobre erros de gramática em pontos cantados não gente algumas coisas que precisam ser considerados nesse pastor a ponto cantado ponto cantado e ele tem uma importância fundamental dentro das nossas seções dentro dos nossos trabalhos a trata-se obviamente de um expediente sempre poético né porque o ponto plantado
é é é letra que é feita para ser colocado música sobre ela né E com isso ela tem uma característica totalmente poética Tá certo que na poesia e eu falei isso começo da aula e as licenças poéticas mas eu percebo que no caso da Umbanda no caso dos pontos cantados de um bom ano de umbanda acontece em alguns erros na letra de pontos que mereceriam minimamente serem corrigidos na medida em que a nossa religião evolui e nós vamos falar sobre esses erros só vamos falar um pouco sobre esses erros agora e é também uma forma
de demonstrar para vocês como que a gente faz análise sintática e análise da tanto da sintática a da sintática da sintaxe teórica quanto da sintaxe normativa dentro da poesia de um modo geral né uma coisa em que provavelmente muitos nunca tenham pensado é que os pontos de cantados de umbanda som todos Originalmente textos poéticos sim pois são poemas aos quais são acrescentadas as e o dias ocorre que muitos desses textos apresentam sérias imperfeições gramaticais algumas propositais por questões de estilo e outras involuntárias de correntes mesmo do desconhecimento da Norma padrão da língua grande parte desses
pontos foi composta de forma espontânea por pessoas de pouca instrução e apesar de suas imperfeições são de grande beleza e já fazem parte do acervo imaterial da religião ninguém pensa em mudar os agora mas é fato que presentemente têm surgido Uma Nova Safra de pontos que já apresentam um nível de elaboração muito maior isso também contribui para um maior grau de respeitabilidade da Umbanda sim é verdade e eu tenho visto muito recentemente eu tenho observado o surgimento de alguns pontos cantados e são muito bem trabalhados muito bem e nas suas letras e eu entendo que
se em que esse tipo de coisa contribui a também para o maior grau de respeitabilidade da nossa religião por mais que aqueles pontos cantados tradicionais ele já façam parte de como eu disse do acervo imaterial da religião mas a pontos que estão surgindo recentemente consegue e se apresentar um grau de sofisticação muito maior nas suas letras e eu considero isso um dado positivo para a umbanda como todos né é um dos mais conhecidos pontos de chamada de Caboclos de Oxossi diz olha só a estrela no céu brilhou a Mata Virgem estremeceu Por onde andam os
capangueiros da jurema e até agora não apareceu é são algumas variações na forma de cantar de casa para casa mas na prática a isso aqui é o resumo do ponto né a estrela lá no céu brilhou a Mata Virgem estremeceu por onde anda os capangueiros da Jurema que até agora não apareceu essa é a forma cantada do ponto né gente por onde andam os capangueiros da Jurema que até agora não apareceram e aqui agora Acontece uma coisa muito interessante olha só e a em princípio essa forma apareceu que está aqui ficou no singular para concordar
para para rimar com o verbo estremeceu que infestava a o verso intercalado imediatamente anterior Tá certo hora acontece seguinte olha só a construção no pé me veja o que há uma coisa interessante aqui que é a a a a possibilidade de nós entendermos esse que aqui esse pronome relativo aqui esse que é que é um pronome relativo tá ele introduz uma oração subordinada adjetiva a a meu ver restritiva Tá mas vamos entender o que que eu tô querendo dizer a é o ponto Pergunta assim por onde andam os capangueiros da Jurema e até agora não
apareceu Eu Tenho duas possibilidades Eu Tenho duas possibilidades de concordância aqui tá a em princípio essa, aqui a presença dessa, que depois da palavra Jurema vai fazer com que esse que aqui esteja se referindo diretamente aos capangueiros E aí nesse caso nesse caso o verbo apareceu a concordância do verbo apareceu aqui está completamente errada e ela só foi feita e para que houvesse a rima com a forma estremeceu aqui em cima há porém quem é que não apareceu foram os cavaleiros mas poderia ter sido a Jurema também tá esse a Jurema até agora não apareceu
essa concordância estaria correta todo o problema reside na presença dessa, aqui fica a dúvida quem é que não apareceu os capangueiros ou foi a Jurema no meu entendimento a o objetivo inicial seria falar sim dos Cavaleiros tá E aí nesse caso existe um erro de concordância um erro gráfico de concordância aqui no ponto dá certo bom pensando no sujeito da oração é de se perguntar quem não apareceu ora o sujeito é um pronome que há portanto duas possibilidades ou é o capa do sol são os cavaleiros não é a Jurema o pronome que de regra
retorna termo mediatamente anterior que seria jurema e nesse caso a com que e apareceu estaria correta a regra contudo disse que quando houver dois substantivos na oração anterior o que pode retomar qualquer um dos dois devendo contudo prevalecer a lógica contextual o contexto incluí a expressão Por onde andam esse integra naturalmente com até agora não apareceram ou não apareceu apareceram isso conduz à conclusão de que a concordância deve se dar com capangueiros e nesse caso existe um flagrante erro na letra do ponto erro que certamente ocorreu que ela necessidade de produzir uma rima E logicamente
por falta de uma maior elaboração na composição e já haviam pensado nisso anteriormente Pois é eu tenho mais um ou dois casos aqui pela frente para gente analisar vamos nos reportar agora um outro ponto esse bem mais recente onde também ocorre um grosseiro erro nesse caso de colocação pronominal que poderia perfeitamente ser evitado pois na mim não há nenhum fator no texto que eu posso justificar a que sim aqui sim trata-se de um erro flagrante e que poderia claramente se evitar trata-se do conhecido ponto de Maria Mulambo linda Formosa e vaidosa atrás no cabelo uma
rosa que alguém me ofereceu morena quem me contou foi um jogo você é Maria the Job para nós tu és Mulambo daqui é um ponto da minha querida Maria Mulambo é pomba gira que faz parte da minha proteção espiritual a quem eu amo muito e o ponto diz assim linda Formosa e vaidosa trás nunca a Rosa que alguém me ofereceu morena quem me contou foi um jogo você é Maria de jovem para nós tu és Mulambo Oi bom esse é o ponto e quem conhece o ponto sabe que ao longo de todo o texto é
utilizado o pronome de tratamento você ou ela tá também né que a gente quando ele está se referindo a Mulambo ele faz assim ó Oi linda Formosa e vaidosa atrás no cabelo uma rosa que alguém e ofereceu ele pode estar falando diretamente com l dizendo assim você linda Formosa e vaidosa atrás no cabelo uma rosa que alguém ia ofereceu e esse pronome lhe aqui pode perfeitamente fazer a sua concordância com pronome de tratamento você ou ele pode estar se referindo a Mulambo como ter ser a pessoa e dizendo ela é linda Formosa vaidosa e trás
do cabelo uma rosa que alguém me ofereceu entender o que eu quis dizer mas se nós imaginarmos que ele está se referindo diretamente a ela como segunda pessoa Ah e tu pronome de tratamento usado aqui em cima é você ele vai dizer Senhor e agora sim ele tá se referindo diretamente a ela morena quem me contou foi um jogo você é Maria de jovem para nós eu pergunto porque eu estou aqui porque a presença do pronome tu ele votaria para nós você é Mulambo normalmente então morena quem me contou foi um jogo você é Maria
de jovem para nós você é Mulambo Oi e ficaria tudo perfeito aqui pessoal aqui não tem como aguentar aqui o erro decorre realmente de desconhecimento particularmente na nossa casa eu canto o ponto com a forma você para suprimir esse erro aqui não olha não há necessidade nem por tradição nem por nada disse pra E essa foto tu és Mulambo correto aqui mesmo seria até por se tratar de um ponto muito bonito muito belo o correto aqui mesmo seria fazer o sal pelo nome correto fazer a correção no ponto tá certo ainda se poderiam citar muitos
outros casos mas esses dois foram usados apenas para ilustrar a importância de se ter não apenas conhecimento desses detalhes gramaticais como também interesse em aperfeiçoar as práticas da religião então o de que nós estamos falando aqui é de um interesse de aperfeiçoar as práticas da religião eu vou fazer agora uma pá uma parágrafo e nós vamos passar para vocês eu vou passar para vocês e ao mesmo tempo as duas últimas senhas para vocês responderem a presença da aula de hoje vocês vão observar a pessoal que eu não tenho momento de marcado para passar essas penas
e que Ah tá certo então anotem aí a segunda senha para responder à chamada da aula de hoje e pegue o último algarismo do seu ano de nascimento se o algarismo for zero você vai considerar um tá pega o último lugar se você nasceu a no ano no ano zero 960 1970 1980/1990 ou dois mil ao invés de zero você coloca um Então você já tem lá a primeira senha agora você vai já tem essa segunda você vai colocar o algarismo lá perfeito então a vocês observa em que eu não tenho momento certo para passar
essas senhas para para vocês isso é proposital a até a ideia da senha é é uma forma de forçar as pessoas a assistirem as aulas não haveria nenhum sentido e a gente promoveu o pulso gravar as aulas colocar na plataforma para ficar o elemento da decorativa então na prática quem quiser fazer a disciplina esse aprovado tem uma condição fundamental para isso que é minimamente assistir às aulas que são dadas Tá certo e eu vou passar agora a terceira e última senha para você responder à chamada de presta atenção nessa terceira senha tá você já tem
a dois algarismos né então agora multiplique os dois algarismos multiplica um pelo outro o Zé encontre a letra correspondente e você pegou Você é multiplica um pelo outro obtive o resultado vamos supor que o primeiro algarismo tenha sido três e o segundo algarismo tenha sido dois você multiplicou um pelo outro tá certo três vezes dois Deus seis você vai encontrar a letra corresponder é né com essa letra que você encontrou você vai escrever o nome de algo que exista na umbanda tá e você vai escrever alguma coisa que exista na umbanda f fogo tenho fogo
das velas na verdade vamos supor que tenha dado que na ao multiplicar o usa o número pelo outro Você tem encontrado a letra P né lá tambor Tá certo na mesma linha de tambor se a letra deu a e como é que a letra poderia dar uns dois os dois números serem uma vez não é um a letra correspondente já tá certo então atabaque certo a se a letra de eu ser cachaça tá certo é disso que nós estamos falando então estão passados aí as três senhas para vocês responderem a chamada da aula de hoje
é com essas análises nós encerramos os slides da nossa aula de hoje e consequentemente encerramos também a aula eu espero que ela tenha sido bastante proveitosa acostume-se com essa dinâmica de trabalhar os textos Por que doravante a em todas as nossas aulas por mais aproximadamente umas mais aproximadamente umas e nós estaremos trabalhando simplesmente contextos portanto é para que vocês realmente adquiram o hábito eu sei que é difícil eu sei que dá trabalho mas vocês precisam entender também que ninguém falou que seria fácil Tá certo e eu acredito que no frigir dos ovos o resultado obtido
foi isso aqui ir assim ser bastante positivo para todos vocês Tá certo só agradeço mais uma vez a presença EA paciência de vocês desejo a todos vocês tudo de bom e até a nossa próxima aula Se Deus quiser