muito rápido e a gente não conseguir recrutar na mesma velocidade que a gente tava crescendo nesse início, né? Por que que eu acho que a gente teve muita sorte? porque a gente não teve muito filtro nas pessoas que a gente atraía pra empresa.
Então, nas primeiras primeiros meses, primeiros anos, eh a gente brincava que se a pessoa conseguia mexer no computador, ela tava apta e eu eu nem sei, eu acho que teve gente que entrou sem saber mexendo no computador aqui na empresa, ela tava apta a trabalhar aqui. Bastava alguém indicar que a pessoa entrava na empresa. E eu descobri uma coisa interessante, né, com essa profissionalização veio de fora, né, a necessidade da gente também profissionalizar o nosso processo seletivo.
Eu me questiono se realmente a gente precisa profissionalizar tanto o nosso processo seletivo, que a gente tem que ter um processo seletivo consciente, tem, mas eu não sei se tem que ser um tipo de profissionalização que as pessoas costumam ver lá fora, não. Temos que pegar 100 currículos para escolher o melhor profissional pra nossa empresa, pra gente ter a máxima performance. Eu não sei se é por aí, não.
Eh, o sistema lá fora, ele ele faz uma coisa muito feia. Eles excluem, excluem de novo e excluem de novo. Então, aquele que não está encaixado no modelo que as empresas buscam, ele cada vez mais, processo após processo, ele vai sendo destruído por uma exclusão contínua, uma após o outro.
Não passei nessa, não passei naquela. a pessoa começa a questionar, será que eu realmente vale alguma coisa? Será que eu realmente eu eu sirvo para essa empresa ou para alguma empresa?
Que que eu tô fazendo aqui na terra? Isso é muito desumano. Ninguém fala que na verdade foi um modelo que algum ser humano criou e aquilo ali virou padrão.
Não é ela tá errada, é o modelo de recrutamento tá errado. Então a gente teve muita sorte de crescer rápido e não ter tido tempo de profissionalizar o nosso recrutamento, porque a gente bota para dentro. E aqui dentro a gente foi vendo, descobrindo os talentos das pessoas e foi incrível.
Pessoas que a gente jamais imaginava, começaram a fazer umas coisas que a gente jamais imaginava que fosse ser possível. E putz, a pessoa encontrou um papel, encontrou aonde ela se encaixa que ela consegue contribuir de forma autêntica e feliz. E a gente tá feliz com a contribuição da da pessoa também.
É, a gente vê pessoas passeando aqui com os filhos. Pera, será que a gente vai contratar mães? Mas mães tem aquele problema, tem que ficar com o filho.
Puxa. A gente fica muito feliz quando vê alguém trabalhando que tá com a criação no colo. Se ela consegue fazer isso, a gente fica feliz porque ali ela tá não só na sua máxima felicidade como mãe, né?
O que a gente falou de unir, fundir todos os papéis. Papel mãe tá fundido com papel profissional, tá fundido com papel ser humano, tá fundido com papel colega de trabalho. E as pessoas estão ali também recebendo um pouco, né?
Eh, o lado impático tá sendo desenvolvido, como é que é a vida de uma mãe que ela tá trabalhando com um filho do lado, a criança tá passeando aqui pelos corredores. É algo muito rico essa vivência, né, essa multiplicidade, né, homossexual com heterossexual, com gente jovem, com gente mais experiente, homem com mulher, gordo com mago, tudo misturado. E a gente vê essa coisa se formando, esse essa loucura.
No final das contas, mundo do Porto, que é a corporação, que é a empresa, que é a comunidade. Eu nem sei mais se a gente vê a fronteira da empresa. É quando não sei em que momento que o cliente é um cliente ou que ele é se ele é um colaborador.
Às vezes ele é mais colaborador do que cliente e vice-versa, né? Às vezes o o colaborador aqui tá fazendo mais papel de cliente do que de colaborador. A gente não sabe direito, não.
A gente sabe que existe essa unicidade, esse único bloco maciço que a gente chama de comunidade, a gente chama de família, que é o que nos une, né? É o que faz com que a gente sinta essa vontade de caminhar junto cada vez mais forte, mais forte, mais forte, urgente de todos os credos, todos os lugares do país. Isso é um treco que dá muito prazer como.
As pessoas entram aqui, eh, no primeiro momento, talvez procurando fazer uma troca, né, de tempo por salário, tempo por dinheiro. Vou lá trabalhar, vou receber um salário, pagar minhas contas e de quebra ainda vou trabalhar no lugar legal. Beleza?
Mas muito rapidamente ela descobre que o que a gente tá fazendo aqui é muito maior. A gente tem uma missão, não só como empresa, mas acho que é uma missão com a nossa sociedade, a nossa responsabilidade social. Esta talvez seja a minha maior descoberta descoberta como empresário, né?
Nossa responsabilidade social, ela é muito grande. O impacto que a gente causa como empresa, como organização na vida das dos colaboradores, nas famílias dos colaboradores, na vida dos clientes, na na mentalidade, né, no mindset dos nossos clientes. E a partir daí, como uma onda que se espalha na sociedade é gigantesca, é gigantesca.
É, talvez a gente só veja poucos indivíduos em volta da gente, os vizinhos aqui do do prédio, eh, as famílias, dos colaboradores, mas na verdade, sem a gente perceber, a gente tá impactando a vida de muitos milhões de pessoas. A gente hoje talvez tenha 1 milhão de alunos na nossa plataforma. Os clientes da gente que são os professores desses alunos, quando eles recebem um atendimento mais humanizado, quando eles têm um contato de alguém que é da área comercial, que ajudam eles a fazer uma venda mais otimizada ou mais correta ou mais ética, fazer um vídeo de vendas mais ético, ser mais verdadeiro com seus clientes, com seus alunos, se preocupar em entregar um conteúdo que realmente transforme a vida desses alunos.
A gente tá ajudando o nosso país, a gente tá ajudando o nosso planeta, a gente tá fazendo, cumprindo o nosso papel social. Na hora que a gente ajuda as pessoas a ter uma consciência com a natureza, eh, da importância que ela tem diante da natureza, importância da natureza diante da vida dela, diante da sociedade, a gente tá cumprindo um papel social gigantesco. Então, essa toda essa inclusão social, toda essa eh mentalidade, esse mindset voltado pra mudança da sociedade, ele acaba se desenvolvendo com o passar do tempo eh aqui dentro.
Isso para mim talvez seja uma das maiores escolas que nós temos, que nos une como equipe, equipe com os clientes e clientes com seus com seus clientes, né? E essa consciência de que realmente a gente tá criando todo dia um mundo melhor, né? A gente tá fazendo diferença na vida de muita gente, né?
Isso.