Beleza mudando quando vocês quiserem podemos começar então né posso começar então Zilda Muito obrigado por você aceitar o nosso convite para esse esse se rememorar do da Concepção do memorial da educação Paulista da construção desse do memorial da educação Paulista e da da da do funcionamento dele né o ano que vem vai completar 25 anos da Concepção e você foi fundamental sobre tudo na Questão da museologia e da questão da memória oral né Eh e como nós temos esse vocês está dando a entrevista agora na na no no programa no projeto memória oral né que
você teve lá na construção de desse projeto de ah pois não dentro dentro desse projeto eh eh do memória oral dos 25 anos do do da do memorial da educação Paulista memorial da educação da paulista que hoje recebe o nome de núcleo de memória e acero histórico tá pelo decreto de 2019 então a gente tá entrevist porque eh se existe hoje uma instituição de memória no estado que existe há 25 anos Isso significa que as raízes lá iniciais foram bem plantadas por vocês né e e a gente vai fazer a entrevista se você quiser parar
um pouco você pode falar né olha sair beber água alguma coisa fica tranquila se caso não sair o processo aquele que a gente já combinou quer dizer primeiro você vai dar Entrevista depois quando eles mandarem o bruto para nós a gente envia o bruto para vocês a gente transcreve aí nesse processo você vai falando não eu quero tirar isso não quero tá bom assim tal a gente vai dialogando a gente só vai publicar quando for a validação final hoje Você assina até o termo de uso de imagem mas só vamos publicar algo tudo bem tudo
bem bom obrigada pel essa oportunidade Zilda e eh essas perguntas objetivas primeiro né aí lembra sempre Que D resposta completa como se eu não tivesse aqui né tá bom o seu nome completo a data de nascimento e a cidade que nasceu meu nome é Zilda kessel eu nasci em 8 de novembro de 1964 aqui em São Paulo sua profissão e suas atividades atuais vi da bom eu eh eu sou professora de Formação eu fiz educação e artes e depois eu me especializei em museologia na Perspectiva da mediação Cultural do trabalho de educação em museus e
atualmente atualmente eu faço assessorias eh em projetos de formação de professores e de projetos de cultura e tecnologia digital assim também objetivamente lembra o tempo que você teve vinculado ao memorial da educação Paulista ai ai eu não me Eu acho que eu tive eu eu tive eh ligada ao projeto do memorial desde o seu início acho que talvez um ano antes Não sei se isso era 2002 ou 2003 talvez vocês saibam melhor que isso 2001 a a o a concepção foi no ano 2000 a construção 2001 concepção do ano 2000 a construção 2001 e a
inauguração 2002 ok então bom Eh vamos de novo então eu eu tive via no projeto do que foi do memorial da educação eh no ano 2000 como é que eu cheguei nele né eu na época trabalhava no Museu da pessoa que é um projeto de memória que é um acervo de histórias de Vida que hoje tem cerca de pelo menos 20.000 histórias de vida e eu trabalhava já no projeto educativo do museu quer dizer como utilizar essa metodologia eh no contexto da Educação e eh eu tava fazendo um projeto pro metrô de São Paulo que
era um projeto que que ia contar história de pessoas de alguns bairros de São Paulo eh de bairros em que tá em que estava se inaugurando as estações do metrô e eu tava envolvida nesse projeto tive a Oportunidade de conhecer uma pessoa que eu esqueci o nome eh mas que trabalhava no metrô e que cuja irmã era Cida que trabalhava na fde no que seria um projeto de memória e nós fomos apresentadas e ela enfim tivemos algumas conversas e a Cida e era Raquel namo que trabalhava lá também da minha lembrança e eh eu fui
contratada por uma assessoria que tinha como proposta construir o que seria um projeto de Memorial de educação dentro dessa Palavra Memorial naquele momento ainda cabia muita coisa né quer dizer por tinha uma ideia de Exposição eh de objetos porque havia ali um acervo que naquele momento eu me lembro que tinha uma parte que tava na Caetano de Campos já no prédio novo não na praça em que eu fui muitas vezes e tinha na verdade eh um conjunto de objetos remanescentes do que fora a a a escola lá na praça então tinha móveis de uma antiga
biblioteca Que era uma biblioteca infantil e tinha ali também uns objetos que eram objetos eh de como as escolas mantinham eh a partir do início do século um pouco mais para frente os seus pequenos museus escolares Então tinha um remanescente de móveis tinha um remanescente de bichos empalhados que era muito comum nesses museus eh museus pedagógicos por conta do ensino intuitivo Então as crianças Tinham que ter contato com os bichos com pedras eu me lembro que tinha algumas Coisas do Nordeste ali tinha um pedaço um outro pedaço eh tinha o remanescente de uma biblioteca que
eu me lembro que nós fomos olhar num acervo que era ali na praça roosvelt eu não me lembro direito mas tinha lá um conjunto de livros e tinha também um outro pedaço remanescente que ficava no Brás num antigo galpão de uma fábrica que eu não sei bem do que que era e tinha uma perspectiva de ter um espaço visitável vamos dizer assim que veio a ser aquele Espaço da Rio Branco mas não se tinha clareza eh se ia juntar tudo se era um lugar de referência se era um lugar de referência e visitação Na verdade
o meu trabalho começou fazendo algumas indagações algumas pessoas do que que deveria ser esse lugar né então eu me lembro que eh eu fiz algumas entrevistas ali onde tinha a Cida eh eh a Raquel eu acho que você eu conhecia naquele contexto não me lembro bem mas acho que Sim Jor eh comigo foi mais depois mais depois E aí era um primeiro processo de entender Afinal mas para que que isso deve servir Que lugar tem que ser esse então eu também fui à USP e entrevistei tinha uma professora hilsdorf que eu fiz uma entrevista com
ela eh perguntando assim que lugar que tem que ser esse que história isso tem que contar que objetos quem será que deve visitar esse lugar e para quê que que por que que a gente tá contando essa História né e eu acho que no que se foi desenhando o projeto foi tentando se entender o que que era como é que tinha que ser etc eh foi se descortinando um desenho né a gente olhou para aqueles móveis lindos da da remanescente da biblioteca infantil da Caetano e pensou puxa isso tinha que est ali e outros objetos
porque o os objetos escolar Ares eles TM uma umas características interessantes e eles são voltados para aquela ação pedagógica Então me lembro que tinha o material que você era uma estrutura de madeira que no que você desenrolava ia contando uma história eu me lembrava disso por exemplo da minha experiência de pré-escola e eu acho que ao longo da vida eu me tornei uma Enfim uma ficcionada eh dos museus educacionais e os museus pedagógicos por exemplo no Uruguai tem um irmão desse da Caetana do que a gente pretendia fazer na Caetana de Campos que E a
partir da Caetano que eu Visitei anos depois mas era assim era como o prédio da Caetano de Campos porém como o Uruguai era muito grande muito pouco populoso as futuras professoras não só estudavam ali mas como eram hospedadas ali e eles tinham esses objetos escolares muito parecidos com esses que a gente encontrou ali então essa estrutura de contar uma história desenrolando esse esse mobiliário que Era uma biblioteca adaptada às crianças pequenas que era uma coisa linda eh então se descurou a ideia puxa podemos fazer uma exposição eh eu vinha de uma experiência para de um
acervo de memória oral né então eu trabalhava no Museu da pessoa e e e propus que além de reunir objetos organizar eh o conteúdo remanescente os objetos remanescentes livros cadernos etc eh que se pudesse fazer um conjunto de gravações de memória oral que Contasse a história dessa escola pública que se pretendia preservar e partilhar a memória né Eh eu me lembro que no processo houve uma porção de participações muito interessantes né eu tive a oportunidade de conhecer a Beatriz gul arquiteta eh que tava empenhada em desenhar que lugar seria esse eh depois eh se juntou
ao grupo a professora Diana da USP Diana Vidal se eu não tô enganada Que eu acho que ela tava envolvida também num projeto de de memória da educação eh lá na USP eles mantinham na época um espaço eh com brinquedos né voltados mais pro brincar e também eh tinha uma professora que daqui a pouco eu vou lembrar o nome que com uma experiência grande eh no projeto de memória da das escolas técnicas no Centro Paula Souza eh também tinha a Jaci que era que é Ou era não sei uma eh na verdade ela é arquivista
ligada a Unesp que veio dar um tratamento ao acero documental né E a vida andou que depois durante o doutorado eu e JAC tivemos eh a gente fez uma mesma disciplina na pu ela tava envolvida eu acho que ela aprofundou tava envolvida exatamente nesse acervo nessa pesquisa né então eu acho que tinha a perspectiva de uma preservação de um conjunto que já existia eh tinha a busca por um local e a construção de de um espaço museológico Expositivo ali museográfico né E tinha a também e foi acolhida a minha proposta que foi Olha a gente
tem esse acervo mas a gente tem que produzir um acervo oral e a gente tem que criar esse núcleo por quê Porque além dos espaços escolares as dos objetos remanescentes eh existe uma experiência que é experiência pedagógica e que ela é uma experiência de cada um que passou pela escola pública né e que é e os usos Desses objetos como a escola funcionava tá na memória dessa essas pessoas Então e se a gente fizesse também um projeto recuperando essa memória e criando um núcleo inicial de história oral nesse projeto então Eh do meu trabalho a
gente teve oportunidade de visitar locais procurando o melhor local que depois se revelou ser esse da da Avenida Rio Branco e nós propusemos um primeiro conjunto de relatos de Ou de pessoas que chegaram a a a cargos mais importantes eu nessa Perspectiva da metodologia do Museu da pessoa eu sugeri que a gente pudesse entrevistar gestores Ou seja pessoas que vamos assim vamos dizer fizeram a carreira e chegaram a posições importantes mas que também a gente pudesse entrevistar outras pessoas que foram professores a vida inteira outras pessoas que não foram professores mas tinham um sonho de
ser e tavam na escola Como inspetor de alunos por exemplo né então Eh em relação a Essas entrevistas eu não sei se eu me lembro de 100% mas era um núcleo inicial que eu vou tentar lembrar essas pessoas dos porquês né porque eu acho que muita coisa mudou mas essa experiência eh essa experiência pessoal eh dessas pessoas a trajetória his dela se mistura do que é a história da educação né Eu acho que eu já tinha saído do desse projeto quando eu fui fazer o meu mestrado eu Acho que não Por acaso eu fui o
meu mestrado foi sobre a construção da memória na escola que tinha muito a ver com o trabalho de memória local que eu fazia no Museu da pessoa e tinha muito a ver também com esse trabalho que eu fiz na secretaria de educação né de ver a potência eh desses relatos como fundamentais paraa gente entender o que que é ensinar e aprender né então Eh nós fizemos eh Tomamos a decisão eu fui listando pessoas que eu achava e os porquês a a Cida coordenava o projeto na sua íntegra e me ajudou um pouco a entender quem
poderiam essas pessoas como mapeá-las etc então Eh Nós escolhemos por exemplo na época a professora Vera vei se eu não me engano ela era naquele momento diretora da s mas ela tinha sido aluna da Caetano professora ou seja tinha passado por todas essa Essas funções de ser aluna a Coordenar uma área importante da secretaria e foi um depoimento muito bonito nessa perspectiva quer dizer de conseguir contar o lugar de ser aluno o lugar de se tornar professora o lugar de se tornar gestora nós entrevistamos a professora Laurinda Ramalho que tá na PUC até hoje e
eu tive algumas oportunidades de reencontrá-la nós duas dav demos aula na licenciatura da Osvaldo Cruz e ao encontrar ela me disse foi um dos dias Mais especiais da minha vida né Eh e ela nos Contou coisas interessantíssimas de de ser professora eh de começar a vida trabalhando em escola afastada escola rural não me lembro direito em que eu tive por exemplo a oportunidade de perguntar para ela mas eu sempre li sobre classe multisseriada me conta como é que se dá aula numa classe multisseriada e ele explicou eh com detalhe como isso era feito quer dizer
hoje a gente fala de grupos diversos na Sala de aula como se fosse a grande invenção essas professoras que que que trabalharam em diversas escolas e tal e e em classes multisseriadas já sabiam fazer personalização e grupos diversos há muito tempo né a gente fica achando que a educação é uma grande invenção eh talvez porque muitas vezes a gente não estuda a história da educação a a professora Laurinda por exemplo contou eh uma umas experiências interessantíssimas por exemplo sobre o Papel social do professor porque ela contou o que era um bailes de formatura de uma
normalista nos anos 50 60 veja as professoras primárias elas ganhavam a mesma coisa que o juiz tinha um papel social valorizados Então ela contou por exemplo que é um baile de formatura o que que era um anel de formatura eh e se dizia que os rapazes eles eram loucos para ir nos bailes de formatura das normalistas porque dizer ah é golpe do Baú porque a maioria das mulheres não Trabalhavam Então essa eram mulheres que seriam trabalhadoras né contou isso contou me experiência que depois muito tempo depois quando eu Visitei Esse museu pedagógico do Uruguai eu
lembrei muito da professora laurina porque ela contou o que era escrever com a pena e com a caneta tinteiro e e se isso pingava recomeçava a cópia e qual era o sentido desses objetos né porque a gente sabe que um objeto mesmo uma caneta ou uma cadeira ou qualquer qualquer desses Objetos quando eles entram no contexto da escola eles ganham outro uso né existe uma uma uma transposição de cada um desses objetos isso vale pra caneta isso vale pro software né Eh eu tava hoje analisando material digital para professores e uma coisa existir o programa
outra coisa como a escola se apropria dele né E aí quando eu Visitei o museu do Uruguai tinha uma vivência Super Interessante que eles convidavam Você a tentar escrever com os objetos que as crianças tinham há 100 anos atrás O que é molhar na Pena O que é conseguir escrever sem pingar eh e todos esses objetos fazem as práticas escolares eu não sabia disso quando eu tava fazendo a entrevista mas quando eu fui fazer mestrado não isso apareceu sobretudo no meu doutorado do que é sobre ambientes virtuais de aprendizagem eh mas eu fui ler sobre
essa questão da da cultura escolar né que o que acontece na escola Não é só uma reprodução das leis da LDB e dos textos teóricos é na escola que isso é traduzido em prática em realidade em cotidiano né e isso é possível conhecer por meio desses relatos então entrevistei professora Laurinda que segue sendo professora eh formadora de professores até hoje escreve produz enfim entrevistei o professor Sérgio diretor Sérgio zaves que ele já faleceu que foi um diretor de escola Professor e diretor de escola pública a vida inteira inclusive aqui perto ele não galgou outras posições
mas ele viu quanto tantas mudanças e o que foi o cotidiano escolar de uma escola de estado durante um período entrevistei também a professora Elisa Grossi que eh entrou na escola pública eh na pré-escola eh foi alfabetizadora e eu tive a oportunidade de fazer uma pergunta de entender um processo que a gente raramente compreende por exemplo a Gente sabe que a alfabetização se fazia por meio de cartilhas né método fônico método global e tal mas como é que foi a mudança por exemplo quando as ideias da psicogênese chegaram na escola alguém foi dormir usando uma
cartilha acordou fazendo psicogênese da língua escrita como é que são essas mudanças eu tinha estudado pedagogia eu tinha muito interesse nisso e ela contou o que foi a mudança de uma compreensão falei mas Escuta vocês Alfabetizam de um jeito e como é que não vem um curso lá da secretaria e no outro dia vocês alfabetizar de outro como é que era isso e ela conta isso no relato né ela diz assim olha não na verdade começam a chegar essas ideias e a gente começou a compreender que algumas crianças que não se alfabetizarem a gente não
conseguia explicar Porquê a gente começa a entender alguns processos que a gente não entende então as mudanças são feitas assim né Eh e aí eu lembrei por exemplo que a gente leu a LDB né a gente lê em LDB 61 a de 96 e tal e tal e a gente compreende como do texto oficial que é gerido na secretaria de educação com os especialistas ele tem um tempo importante de compreensão de de digestão mesmo dele para ele virar prática né e e e que isso faz parte da cultura escolar que não é uma simples transposição
né Então essa foi uma entrevista bonita depois nós fizemos Também deixa eu me Eu lembro que foram oito ou 10 não me lembro fizemos uma interessantíssima com um inspetor de alunos essa entrevista foi linda eu o tinha conhecido numa escola do Brás quando eu tinha feito projeto pro Museu que ia chegar a Estação Brás do lá e ele era um ele era um inspetor de alunos que o sonho dele era ser professor de matemática só que ele cresceu em área rural do Nordeste e como a entrevista de História oral não ia só no tema direto
mas levantava que experiências escolares a pessoa fez como é que ela foi alfabetizada Ele explicou como ele foi Alfabetizado numa escola rural do interior do Nordeste e ele não só contou como ele cantou ele diz B com a ba B com e b b né E aí ele foi contando Aí ele diz assim aí tinha um momento de cobre letra A professora cobria a letra e a gente adivinhava e ele foi contando contexto de uma escola rural do Nordeste Sei lá se era nos anos 40 quer dizer isso não estaria em livro nenhum isso estaria
em lugar nenhum e a gente por meio dessa entrevista ele pode entender eh esse processo e depois ele veio para São Paulo na onda do que foram os a migração nordestina e ele foi trabalhar numa escola no BRZ não sei se em que que ele trabalhou antes ele sonhava ser professor de matemática anos depois alguém me falou que tinha passado por lá Ele virou o professor de matemática que é absolutamente genial né Eh Então teve ele quem mais teve a professora Laurinda Elisa eu acho que teve a professora Regina estima que se eu não tô
enganada ela também deu uma entrevista ela depois foi formadora de professores ela foi gestora de escola pública então a gente tentou professor que não virou gestor períodos diferentes e nessa perspectiva quer dizer eu esperava que houvesse Continuidade eu não sei eu acho que teve mais Mais uma ou outra entrevista e depois não teve mais né mas eu assim passados 25 anos eu diria que eh mais do que nunca é um tempo de de buscar eh Fazer o registro das mudanças imensas que a educação vem vivendo né Eu acho que por exemplo toda essa questão da
entrada da tecnologia na escola né Eh vem alterando muito essas relações eh do com conhecimento com o papel do Professor eu acho que a a história da pandemia ainda vai ser contada né como é que os professores se estruturaram eu sei disso porque eu tava dentro de escola nesse período eu já dei aula à distância na faculdade na pós-graduação em que eu tinha uma estrutura material pronto etc mas a pandemia foi uma coisa absolutamente diversa e Profundamente mobilizadora dos professores né essa história ainda não foi contada então eu sinto enfim que Seria bacana que vocês
seguissem fazendo Essas entrevistas com os professores eu tô me lembrando que também junto com isso tinha um rapaz que era historiad e que também vinha levantando a história da educação até para contribuir pra Construção do que seria esse Memorial né Então teve um momento que essas coisas Começaram a se articular e eu também me lembro que tinha uma pessoa que veio contribuir pra questão dos arquivos se eu não tô enganada e Omar se eu não tenha recentemente eu tive numa escola que ela que tá organizando os arquivos né Então eu acho que de alguma maneira
eu não tô cons Eu acho que eu tive mais entrevistados embora eu não esteja me lembrando se você me lembrar eu conto a história deles porque as histórias eu Não esqueci quem sei quear ua eu vou tomar tomar água tá aqui você quer um lencinho PR não eu tô bem tá bom eu tô brilhando não não não não então tá bom botei um pó pensei no emocionado não tô tranquila emocionado então é o seguinte teve eh eu vou falar dos Ah só só para uma que você não precisa colocar isso na na na sua fala
mas só para você entender então foi feito grupo das suas entrevistas depois você saiu foi feito duas ou três no Mesmo estilo e depois parou em 2008 nós retomamos mas com esse estilo de gravação de com áudio visual né ué mas vocês têm esses vídeos dessas entrevistas temos temos temos mas não digitalizados das suas entrevistas tem o Ah então depois a gente vai conversar porque eu tinha cpia em VHS é e eu mandei botar em DVD eu tenho isso eu não posso fazer nada porque eu não tenho autorização mas você tem eu acho que você
devia copiar esse material Depois a gente conversa poder isso sabe olha então vou falar do que que que você ainda PR Então vamos lá lembra do seu Ananias é o seu Ananias eu se se Ananias que é o inspetor né esse O inspetor aí a Laurinda você já falou Falei a a Elisa que é uma amiga sua né Ela é Amiga eu vejo ela até hoje ela se aposentou Mas você já você falou dela agora falei dela falou dela o Sérgio eh o Sérgio e e pronto agora não tem Regina tem agora Quais que falei
Regina Quais que tem e que você não falou a Delfina que é mãe da é mas eu que fiz dela é não me lembro engraçado o o o Man o mani Ah pode deixar trabalhei com ele você quer que eu falo tudo isso ou vou falando um por você vai falando deles eu vou tentar juntar tudo então acho que fica mais fácil Maria Aparecida Guimarães Oliveira da Dona Maria Aparecida Guimarães quem que é essa eu Pior que eu Não tô aqui com a entrevista e o seu Moacir ah Ah o ma foi ah deixa comigo
então vamos lá falam dois e já que a gente retoma vamos lá e o Mange começa com Mange e pro aí nós também e procuramos eh fizemos mais duas entrevistas interessantes uma foi do Ernest Mange porque ele trabalhou na construção de escolas né ele era arquiteto existia em São Paulo acho que um período que era o convênio escolar se eu não tô enganada E se construiu eh uma série de escolas acho que tinha escolas infantis e tal e eu eu sinto Pensando bem hoje e ele trouxe muito isso né o como a escola eh a
arquitetura diz uma concepção de escola O que se entende que a escola tem que ser né Se a gente for pensar por exemplo nos parques infantis do Mário de Andrade né eles eram um espaço eh de uma aprendizagem da Cultura né da vivência da cultura o mji contou também Da experiência dele do como se ensinava e como se aprendia né Eh foi um depoimento bem bonito nessa perspectiva então ele foi aluno ele não virou o professor da escola mas ele tinha uma reflexão sobre o espaço escolar né Então se a gente for olhar até as
esc os remanescentes em São Paulo a gente vai vendo como o prédio conta a história de uma concepção de educação né Ele trouxe isso e nós entrevistamos o professor Moir esqueci o sobre massir esqueci o sobrenome dele e e ele participou de uma experiência é mais do que uma experiência do projeto dos das escolas vocacionais em São Paulo né Eh as escolas vocacionais foram um projeto muito inovador eh de fazer do espaço escolar um um projeto e de de aprendizagem eu tem que tomar um pouco de cuidado com os termos porque para não cometer anacronismos
né quer dizer Eh não se falava de aprendizagem ativa mas o o currículo das escolas vocacionais os meninos tinham uma relação profunda com problemas do seu entorno eles tinham além eh de aulas eles tinham oficinas então eles tinham técnicas industriais eles tinham ateliê de arte eh e ali eu tinha uma relação pessoal também porque eu morei do lado do do vocacional do Brooklyn né e na faculdade eu tinha feito feito um trabalho sobre Isso porque era uma experiência profundamente inovadora de Educação no sentido de de uma liberdade de ensinar no sentido de também não se
usava esse termo Mas se a gente for falar disso hoje de uma educação integral eh e o professor mcir trouxe a experiência das escolas vocacionais ainda que elas tenham sido eh poucas em número e que de fato com o golpe de 64 4 e o golpe dentro do golpe de 68 inviabilizou a existência de uma Experiência tão democrática de escola eh no sentido da gestão no sentido do currículo e no sentido da participação das famílias na educação dos seus filhos né Eu acho que eh no pós 64 declinou a experiência e teve um momento que
mudou o nome né que era tinha a vocacional do Brooklyn tinha o experimental da Lapa e tinha o de Americana também eu acho que o professor Mair participou também desse Eh e existe inclusive um acervo remanescente que era da professora Maria Nil mascelani que eu acho que ficou com a PUC eu não tenho certeza mas eh se você for ler hoje a experiência do que foi vocacional é de uma inovação que a gente continua perseguindo certos valores que ali eram verdade né e o professor moir trouxe essa experiência e também anos depois eu encontrei como
colega também numa faculdade Eh então nós entrevistamos os dois nós Eh entrev agora tenha desculpe eu vou falar da Maria Aparecida Delfina se você não lembrar tudo bem Maria enfim Essas foram duas que foram professoras e e coordenadoras mas enfim essas me fogem a memória de de detalhes eu acho que essa Posso estar enganada essa Maria Aparecida mas não sei se ela era da mesma escola do seu Ananias não me lembro direito Eu era uma diretora que eu acho que eu me Posso estar enganada depois a gente vai ter que checar na transcrição da entrevista
dela eh mas eu acho que era uma diretora de escola do braç eu não estou enganada né e e Com todas essas entrevistas o que a gente pode trazer foi ter uma compreensão primeiro do lugar da escola pública na vida dessas pessoas né Eu acho que isso é fundamental depois do entendimento Eh mais interessante daquele acervo que tava prestes a ser mostrado né é tanto que por exemplo essas experiências de alfabetização de cartila e tal foram tão intensas que eu sugeri que a gente fizesse fac símile e de cartilhas que foram citadas o clássico Caminho
Suave mas não só né e mas por que faim ele falei gente a gente precisa proporcionar que as pessoas toquem nisso e o que aconteceu na exposição que as pessoas vinham viravam lá o o o Caminho Suave Iam aos prantos né e foi interessante porque ali tinha algumas cartilhas também eh o material e o currículo e os livros que se escolh e os index o que não se escolhe o que não pode ler conta muito sobre a concepção do que vai se ensinar e o que vai se aprender então ali tinha cartilhas por exemplo para
alunos Trabalhadores em que tinha uma lição sobre obediência por exemplo que não tem na cartilha paraas outras crianças eh Que tem um outro perfil então uma cartilha conta muito sobre o que é e eu também vale a pena contar o que não se conta né porque por exemplo a gente sabe sobre eh a gente sabe sobre castigo físico na escola mas considerando que hoje é é uma é uma é uma atitude absolutamente inaceitável dificilmente você encontra alguém que conte eu dava um tapa no meu meu filho no meu aluno eu usava a palmatória Etc nesse
museu no Uruguai também tinha uma vitrine com as comas esculturas mostrando todos os castigos físicos da escola é uma coisa impressionante enfim eh e eu sinto que esse conjunto de alguma maneira e considerando as inovações tecnológicas que a gente tem seria muito interessante ante eh de ver como as novas mídias podem ser o meio de seguir usando esses materiais eu acho que inclusive eh eh nesses relatos Os professores que tão se formando hoje não t noção do que foi a escola né e eu acho que a gente vive um tempo em que de imensa desvalorização
de um conhecimento construído ao longo de décadas na escola pública né a a instituição escola é uma instituição detratora de memória né a gente joga vai jogando fora porque chegou a Inovação chegou inovação e querem nos convencer que por exemplo usar tecnologia digital é necessariamente inovação a gente sabe Que não é pode ser se o uso for inovador mas a tecnologia em si ela não é inovadora né então se a gente por exemplo grava todas as aulas e faz com que os alunos Tenham todos no estado que vê a mesma aula e a mesma apresentação
isso não é nada inovador né Eh por outro lado as tecnologias podem ser interessantíssimas no sentido de divulgar essas experiências né então eu eu acho que ali ainda que pequeno nós temos eh foi constituído um acervo Eh Na verdade ele é uma pequena amostra do muito que a escola pode fazer na Perspectiva da sua memória né na perspectiva de organizar o seus os vestígios do seu passado e entendê-los né Eu acho que é bacana nesse nessa perspectiva não isso é muito rico e é importante agora eh eh pensando no processo do memória oral uhum conta
para nós um pouquinho sobre esse processo vai des da escolha do nome por que memória oral e não história oral é o Procedimento é de história oral mas por na hora de definir vocês definirem o o o o se você lembra né a escolha do memória oral Olha eu sei depois eu vou ampliar um pouquinho a você vai vai seguindo V lá eh eh depois o estúdios que estudos vocês não tinham Aonde vocês iam o processo de preparar entrevistar então eu na na ocasião eu propus pra Cida que a gente tivesse essa possibilidade de verdade
de perfis né então isso eu já contei um pouco eles eram diversos e tal Eh o a relação de do conceito de memória e história eu acho que ele tem uma vamos dizer assim uma um limite tênue né Eh veja eu esse projeto inclusive já tinha acabado quando eu vou fazer meu mestrado sobre a construção da memória na escola eh e a e e e vou pensar mais metodologicamente a respeito disso né Eh li muito sobre Memória eh Por que memória oral porque história oral na verdade a gente tá entendendo a memória eh eh e
esse processo como um um um um um trabalho de resgate da memória né na verdade a gente tá nesse momento Inclusive a gente tá criando um documento que ele não existia né quer dizer a experiência que eu vivi em relação a isso ela tá dentro de mim até que a gente esteja criando esse Documento mediado por linguagem né Eh então Eh aí eu não acho que houve uma grande discussão sobre isso né Eu acho que eh o que se a questão Ali era o termo oral no sentido de que eh era a perspectiva de trabalhar
o memorial da educação e e associar ele eh relatos de experiências com a escola levantar a memória oral o tratamento que você faz isso aí é um tratamento histórico que se resolveu fazer de uma maneira inclusive Ele é histórico até por conta de da tecnologia que você usa para esse registro né eh como é que você transcreve com que categorias de que jeito e tal enfim não tinha não tinha não existia estúdio na verdade se chamou uma pessoa que eu não me lembro que alguém indicou e alugou se uma sala não sei bem Onde era
e a gente foi lá era um lugar que servia também um pouco como teatro eu me Lembro que tinha meio uma cadeira meio impraticável assim E esses E isso foi gravado e coletado eh ficou para pro projeto e eu pedi autorização e a Cida me concedeu então eu guardei comigo uma cópia desses relatos e quando o VHS tava em vias de virar entrar em extinção eu mandei transcodificar Eu tenho isso em DVD eu acho se eu não tô enganada então a gente aí mandou fazer transcrição fez o orçamento fez a Transcrição eh a transcrição entrou
pro acervo e eu imagino e e e na ocasião também eu me lembro que eu organizei isso por temas e a gente escolheu pequenos trechos que compuseram vídeo que ficavam em looping na exposição essa origem mas existem as íntegras desses vídeos né então eu acho que não se discutiu muito a questão será memória ou história mas tinha a perspectiva do oral né Eh metodologicamente vamos dizer assim eu tinha experiência de formação Na metodologia do Museu da pessoa quem era da USP falava muito do da perspectiva do Seb eh ainda que academia e não academia em
outros tempos tiveram questões eh elas se assemelham muito como como metodologia eh eu acho Posso estar enganada não sou a maior especialista disso eh mas tem só esse conceito de transcriação que o sebbe fala muito disso e tal e na metodologia eh na qual Eu me formei Depois eu formei outras pessoas a gente entendia que isso era edição né que eh entre o o o arquivo bruto de uma transcrição e eh o texto Limpo sem as repetições sem uma série de coisas isso é uma edição Então você preserva o material bruto e desse material bruto
você pode tiar absolutamente tudo quer dizer você pode tirar o texto transcrito você pode fazer disso um livro eh nem existia mas hoje Hoje seria super legal pegar os Mesmos relatos e fazer um projeto de Podcast por exemplo né Eh Memórias da educação Paulista Vamos ouvir hoje eh como e e editar isso de outro jeito a minha percepção é que isso é uma edição eu não não vejo que é lógico que todo edição tem uma autoria que modifica o o arquivo original Óbvio né Mas isso vale para outras 10 coisas também né quer dizer se
você for pensar eu me lembro que quando abriu o ital cultural e eu fui trabalhar Lá havia uma imensa discussão se ver uma imagem de uma obra de arte no computador a gente tava ou não tava vendo a obra a gente tava vendo uma informação modificada sobre a obra assim como a a ao abrir o livro A minha a minha meu aprendizado de história da arte foi todo feito em livro e em slide será que vê o slide a gente tá vendo a obra ou não vendo a obra e a gente tá vendo uma obra
necessariamente editada então só para voltar no conceito Eh enfim o que eu fiz com Os depoimentos naquela época transcrição era feita por uma pessoa eu agora utilizo eh um aplicativo que faz a transcrição imediata e depois eu corrijo né corrijo o nome tiro tiro repetição etc para tornar essa experiência comunicável e legível né porque lê uma transcrição primeiro que é assim a menos que seja uma pessoa que não tenha visto Não fale inédita às vezes é repetitivo quer dizer então a gente eh editou eh nesse processo especificamente foi feita uma transcrição por Pro profissional depois
eu ouvi e editei o material eh tirando repetição né palavra errada digitação e tal eh para tornar legível vamos dizer assim e aí eu elegi alguns trechos para compor esse vídeo acho que De era de 10 minutos com os melhores momentos de cada um né Acho que o acervo deve preservar esses originais e deve possibilitar mudanças e edições não sei se é uma transcriação enfim eh para que essa experiência se torne comunicável né quer dizer entre a experiência do vivido e a o consumo da informação tem transformação obviamente e e assim foi feito é interessante
Os Estagiários Também participaram no processo da transcrição mas o que é interessante Zilda é que no produto final do texto você coloca eu vou utilizar meus termos não é são uma uma cabeça com a explicação de quem é o o entrevistado que você coloca depoente né mo da Silva tá e depois você coloca um isso se aproxima um pouco concebe você coloca um pouco um um trecho do da da da entrevista entre aspas e depois vai a entrevista com pequenos subtítulos né is Então ess então você pode explicar isso então isso foi uma decisão eh
de que se a gente colocasse esses subtítulos organ começa de novo você vai explicando você lá agora que eu tô lembrando então a gente fez a transcrição o foi feita a transcrição e aí eu organizei o texto o que que era organizar o texto organizar o texto era primeiro tirar né pois frase Sem Fim enfim e porque a a o oral ele não é o ent são gêneros diversos vamos dizer Assim e aí naquela ocasião eu não me lembro bem por mas a gente decidiu né tudo quando eu digo assim eu fiz isso eu fiz
aquilo eram decisões tomadas ali pelo grupo que tava gerindo na sob coordenação da da da professora Cid manani né então a gente decidiu acho que foi uma sugestão falei vamos fazer subtítulos porque eu acho que de alguma maneira se organiza o texto né Eu não sei se naquela época tem que ver isso se se isso possibilitava a busca melhor né Não me lembro mais né isso tem mais de 20 anos hoje isso não é não é um problema né porque os Nossos programas de busca de texto eles buscam qualquer coisa mas no passado essa questão
de indexar dar título etc isso facilitava a busca né porque você tinha que indexar para achar o pedaço e tal então era diverso mesmo talvez por isso a gente tenha decidido eh colocar esses subtítulos né Eh eu acho que organiza facilita a leitura Mas Pode ser que tenha tido alguma outra razão no sentido de busca não me lembro que foi interessante se vocês colocaram também palavra Chaves e glossário Ah com certeza eu acho e eu se eu bem me lembro a Cida ela era muito eh preocupada com essas coisas no sentido de dar melhor experiência
para quem ia ler não lembro bem mas a gente preparou o glossário sim quando eh no decorrer do texto quando tinha algum termo ou alguma coisa assim que só Professores entenderiam né ou ou que seria muito restrito a um público a gente achou que era legal fazer um glossário e explicar do que se tratava E aí a gente fez preparou para tudo eu não me lembro o tamanho Mas eu me lembro disso perfeitamente assim e dá é uma graça essa história porque eu recentemente editei um livro de relatos de professores e em cima da hora
resolveram que tinha que ter glossário tive dúvida botei no chat de Peti Todos Os relatos saiu indiquei as palavras saíram os o uma proposta deixar de pedir 80% tava correto 20% tava absolutamente errado mas mostra até como os processos de trabalho mudaram em todas as áreas né quer dizer eu poder colocar lá me dê a definição desses termos tu tu tu tu tu sei lá Patria quadro de aviso sei lá objetos da escola ou conceitos né é um trabalho outro a própria condição da transcrição né Na época uma hora de entrevista dava 10 Horas de
trabalho de transcrição hoje eh você consegue fazer isso simultâneo né dependendo se tiver um com celular com aplicativo gravando agora já sai a transcrição e eu fiz uma conta dá mais 1 hora e meia de revisão Você tem o texto em ordem é incrível isso né se você for pensar né talvez também por isso Explique a gente só ter feito 10 naquele momento né porque demandava uma quantidade de trabalho muitíssimo maior do que demanda hoje enfim aí foi isso a Gente na verdade preparou o texto para ele ir paraa internet já tinha internet já tinha
www Não tinha eh deixa eu pensar tinha o site da do crê site e o site do crê então a exposição foi pro site e e o e e o memória oral também foi pro esse site a partir não de imagens Não em imagens audiovisual mas em em texto muitas vezes vocês colocavam até imagem no texto né mas não issso é teve um trabalho de de Tornar essa experiência coletada legível né para quem fosse procurar eu acho que foi foi bacana esse trabalho né olhando com 25 25 anos depois a gente tem outras tecnologias mas
eu acho que ele foi cuidadoso nessa perspectiva enfim foi muito rico e muito profundo né isso que eu digo que da as Saes eram Profundas foi foi colocado em PDF naquela época PDF né como transformar em PDF era uma loucura e e e Zilda vamos voltar um pouco para uma para algumas questões Vamos lá eh fala um pouco sobre a a história de sua família Ah vamos para atrás Então vamos lá chegar bom eu tenho uma história familiar profundamente relacionado com a história da educação né Eh minha mãe foi professora eh ela tem mais a
tem a própria formação ela cresceu no Rio de Janeiro tanto ela como meu pai meu pai eh eh filhos de migrantes que vieram da Europa Eh no fim dos anos 20 início dos anos 30 eh e eles tiveram a experiência eh da escola pública excelente né Eh mas ainda para poucos né meus eles meu pai estudou no Colégio Pedro do segundo no rio minha mãe também né Eh quando a escola pública ela era ela tinha ela era valorizada ela tinha um corpo de professores valorizados embora ela tinha eh ela não Era acessível a todos né
quer dizer era uma escola das classes médias de alguns pobres mas não muitos né tanto meu pai como a minha mãe viveram a experiência do estado novo como alunos então a minha mãe se lembra do Vila Lobos regendo meu pai se lembrava ele já faleceu dos desfiles no dia da Pátria com a foto do Getúlio né e meu pai foi fazer estatística e a minha mãe foi fazer geografia e história Era junto o rio era a capital Então ela Fez na escola nacional ela foi aluna na na faculdade ela foi aluna do Darc Ribeiro eh
que tinha um projeto de escola e tinha um projeto de Brasil que se tivesse se realizado nós seríamos absolutamente outro lugar né Porque de fato ele tinha um amor e uma e uma Utopia da escola pública que esse é um brasileiro que a gente deveria se orgulhar muito mais e falar mais dele enfim a minha mãe primeiro foi Professora de idish que era a língua dos Pais el eh Eles vieram morar em São Paulo e a minha mãe teve a oportunidade de trabalhar numa escola que não existe mais mas o prédio existe que é hoje
Onde é o lá na Rua Três Rios a Como chama o a casa do Povo né que eram dos Imigrantes judeus comunistas de esquerda eu fiz a pré escola lá né então já já era uma visão de escola muito moderna né Eh muito interessante se a gente for Pensar quem passou por lá formou e foi formada por uma geração muito interessante inclusive de uma porção de educadores que que estão por aí que passaram por lá eh eu fiz só a pré-escola que era uma pré-escola muito interessante assim e moderna tinha aula de música aula de
teatro as crianças rodavam pneu e e eh enfim eu fui só pra escola e depois a minha mãe parou de trabalhar Lá e meus irmãos foram pro vocacional do Brooklyn e eu fui para uma escola particular ali do lado de casa já era início dos anos 70 eh Fui para uma escola particular e muito assim tradicional na na no ensino no currículo do lado da minha casa mas era uma eu era uma criança de 7 anos que ia pra escola sozinha atravessando duas ruas pensa eh eh depois eu fui quando era para eu ir pra
escola pública Pro ginásio de Estado do bairro que deveria ser vocacional já tinha tido golpe a participação das famílias já era menor dentro do vocacional tinha professor preso e os meus pais acharam que não dava mais esse projeto era um projeto que tava em risco né Aí fui para uma escola particular menos interessante enfim e e da Comunidade Judaica fui estudar no bi enfim que aí talvez tem a gente brinca Que como eu era Caçula minha mãe foi recuperando perdi ela diz ai não teve educação religiosa então a caçula vai ter Ah não teve Enfim
então eu tive essa experiência e o meu colegial foi no Santa Cruz né o Colégio Santa Cruz eh dos Padres canadenses era uma escola privada religiosa mas absolutamente moderna e Experimental inclusive tinha eh currículo de escola Experimental eh e que eu acho que foi absolutamente formativo do que da minha experiência de escola mesmo né quer dizer era uma escola que eu a minha formação cinematográfica foi feita ali eu tinha um filme aula toda semana eu com 14 anos tinha visto o ciclo feline ciclo polk e tinha aula de história do cinema eu tive aula de
história das religiões apesar de ser uma escola católica eu tive uma uma aula de história das religiões que eu estudei Todas e tive filosofia durante anos né Isso foi absolutamente formador da no sentido e de do que que a escola tem que ensinar eu acho que de fato por exemplo eu aprendi de filosofia moldou a minha compreensão do mundo né e e apesar de ser uma escola de elite ali se encontrava uma elite endinheirada que tava ali por conta do dinheiro que tinha vamos dizer assim e uma elite intelectual que ainda era uma Mensalidade que
os filhos de professores da USP podiam frequentar vamos dizer assim né Então essa foi a minha experiência quando eu vou fazer vestibular enfim eu tava profundamente desentendida eu era muito jovem eu tinha toda a competência para entrar na faculdade como eu entrei fácil fácil mas eu não sabia muito bem o que que eu queria ser né E aí eu acabei levando duas faculdades ao mesmo tempo a de educação e a de artes PL E quando eu terminei eu entendi que eu queria trabalhar com educação mas não queria ir pra escola eh eu hoje com faz
muito tempo com quase 60 anos eu acho que eu me encantei com a possibilidade de ensinar espaço não formal eu fui ser monitora de Museu e também eu tinha uma mãe muito presente na escola eu acho que eu precisava fazer um caminho outro né então eu fiz pedagogia e Artes e fui trabalhar depois aí eu fiz uma especialização em museologia e fui descobrir a questão da mediação cultural né que não adianta você ter conteúdo e achar que o conteúdo por si só ensina alguém né Então o eu fui fazer museologia na França os computadores estavam
chegando nos museus lá eu fiz uma a minha monografia sobre brinquedos de computador para Ensinar arqueologia era uma tecnologia de videod disco enfim nada disso existe mais mas eu descobri E aí quando eu voltei pro Brasil tava abrindo ital cultural que tinha uma base de dados de pinturas eu entrei como monitora e logo foi uma área que cresceu muito porque se entendeu que o o o o it cultural fazia vídeos fant para serem usados em educação materiais para os professores usarem e tinha essa base de dados mas só isso não era Suficiente para alguém aprender
com isso né Eh eh Lógico que podia aprender mas o dar a ver era um processo mais complexo que era o que não muito tempo depois passou a se chamar de mediação cultural né que é aquele processo em que você propicia a quem tá visitando o museu visitando uma base de dados ou conhecendo como é que se aprende naquilo daquilo enfim e tinha um projeto também que distribuía vídeos de História da arte brasileira para escolas públicas no Brasil era um projeto imenso e também a gente entendeu que só distribuir o vídeo não era suficiente a
gente precisava de um material e de uma orientação de como ter uma videoteca por ex exemplo então todas essas tecnologias você vê que tem sempre um pé na tecnologia tá é o aprender arte no computador eh tinha vídeo Imagina ainda tinha congresso de vídeo na educação imagina então sempre foram processos de Articular o uso das tecnologias ou o uso dessas mídias mas numa ação pedagógica né aí depois eu eu fui trabalhar no Museu da pessoa também eh primeiro fazendo projeto de memória mas depois no projeto educativo e eu fiquei profundamente impressionada assim quando quando as
crianças começavam a levantar a história da sua família do seu bairro Às vezes o bairro não era bairro era era era uma favela era uma ocupação que tinha quase nenhuma memória Eh fotos eh nem das próprias crianças nem do lugar enfim mas no que começava a se contar a história delas e de como foi chegar naquele lugar como em Santos por exemplo que a gente foi trabalhar na escola num morro e aí se contou né se trouxe uma pessoa para contar um idoso contava PR as crianças como é que era a vida no morro antes
então contou que não tinha igreja então o padre subiu o morro para fazer a missa mas quando a via casar Ela Tinha que descer o morro e aí sujava o vestido e enfim Então até que todo mundo se juntou e construiu a igreja pro padre poder subir ou eh enfim eh uma escola no Rio que eh eram crianças de um abrigo que não tinham nenhuma memória de si mesmas ninguém contou para elas como eles eram bebês Elas não tinham uma foto de siim mas quando começou a se levantar a história da escola que aqui era
a grama que era o parque elas começaram a ficar Muito interessadas e e já dizer assim não aqui na escola eu me lembro que e eu fiquei tão profundamente impressionada com essa questão da memória e dessa potência que eu fui fazer meu mestrado sobre isso que se chama construção da memória na escola e eu acho que de alguma maneira isso conversa com o trabalho que eu fiz lá na secretaria no no crê né no no projeto Memorial que essa potência da memória de mobilizar as pessoas para alguma coisa desse sentido E assim ao longo do
meu trabalho tem sempre essa questão né depois eu fui trabalhar numa escola privada que tava começando que falou olha todo ano os professores produzem aí no ano seguinte produz tudo de novo e tudo por que a gente não faz uma base de conhecimento em que a gente possa organizar todo material produzido pelos professores então fiz um trabalho nessa perspectiva que tá trabalhando com memória e educação também Depois isso era uma base de conhecimento né Eh tava contando aqui esse espaço aqui eu vim a aprender a fazer videoconferência pela primeira vez e era um projeto da
Vanzoline com sem pé que a secretaria que chamava coisas boas da minha terra e orientava os professores a levantar com os alunos tradições e dos seus contextos tradições culturais e tal então acho que de alguma maneira essa relação com eu nunca saí da Escola na Perspectiva ou de est nela ou de est trabalhando nela ou para ela e de tentar dizer olha existe uma trajetória construída aqui né Eh Às vezes a gente tem um pouco a sensação que a escola é um imenso mercado de novidades toda hora vem alguém dizer assim não agora esquece tudo
que nós fizemos vamos fazer porque isso é novo é o rádio na escola é o computador é não sei o quê e sobretudo A escola É essa cultura escolar ali construída né Eu acho que isso é profundamente potente né então eu vejo isso na minha história e nas escolas que Eu frequentei e eu queria só contar um pedacinho que é da história da educação brasileira eu tenho hoje um filho morando em Brasília e eu fui andar em lugares e eu topei com a quadra modelo o que que é quadra modelo a quadra modelo foi o
primeiro desenho de como deveria ser uma Quadra em Brasília e ali tinha a primeira escola e o primeiro espaço proposto pelo anio pelo Anísio Teixeira do que deveria ser escola pública em Brasília que era uma cidade que tava sendo desenhada né quer dizer ele já ele sonhou ou com uma escola pública que fosse para todo mundo e tal e eu tambi com esse lugar o busto dele aqui Anísio Teixeira e eu acho que a gente tem uma imensa Utopia não realizada da escola pública porque ela é profundamente potente e a gente vai vivendo de inovação
Então vem a novidade do computador vem a novidade disso E se a gente for olhar tem um imenso um imenso conhecimento construído e eu acho que é uma alegria imensa poder ver que 25 anos depois eu tô até emocionada eh essa potência dessa memória tá posta né e e e essa potência da escola pública tá construída e a gente tá vivendo um Tempo muito louco que se fala de desescolarização né se fala eh apaga esse eh me dá um lenço aí não que a gente tá eu não deixa aí depois vocês cortam porque enfim queria
voltar esse pedaço aqui eh eu não queria um lenço mas eu fui falar da escola pública mencionei seu pai trabalhou com an meu pai trabalhou com Aniz Teixeira e no primeiro grande estudo sobre evasão Escolar no Brasil e o o não já passou tá gravando ou parou não L Então corta esse pedaço e o seu pai meu pai era estatístico trabalhava na questão da da estatística não meu pai trabalhou no IBGE e trabalhou no Inep depois ele foi para iniciativa privada Então vamos lá eh o que eu queria contar Nossa você quer você quer não
não quero não tem certeza absoluta vamos voltar aqui eh então não já passou enfim eu vamos voltar depois vocês Cortam isso não eu queria contar um pouco enf então vou fazer essa história recentemente eu fui à Brasília e de alguma maneira toda essa questão da memória da educação voltou para mim totalmente por acaso né eu comecei a andar e de repente já tá OK depois você eu comecei a andar por Brasília ela trouxe eu tava com uma base aí mas não sei que de que jeito tá a minha cara tá possível se tá possível a
gente não até porque eu tô com uma base que Queimei umas pintas aí vamos lá tá ok então vamos lá então voltando aqui e recentemente eu eh Vamos lá eh eu Enfim então eu acho assim que recentemente eu fui fui à Brasília eu tenho filho morando lá e eu comecei a topar de novo com a com essa questão da da da escola pública né Eh eu tive oportunidade de visitar ali a primeira Super Quadra que é eh o que se pensou que seria o a quadra em Brasília teria as moradias e a escola E uma
série de outros equipamentos eh uma série de outros equipamentos eh que eh para quem ia morar ali e eu topei justamente com a primeira em que tinha uma escola na verdade tinha uma escola e tinha um segundo prédio para atividades outras não sei se contra período e na porta tinha este local foi a primeira escola Concebida no conceito de escola parque di Anísio Teixeira etc etc e eu fiquei profundamente emocionada porque eu acho que o Darc Ribeiro assim como an Enfim eles vislumbraram uma escola públ verdadeiramente democrática laica e democrática gratuita e para todos né
Eu acho que eh pensando bem essa Essas entrevistas que a gente fez de alguma maneira mostram como a escola pública ela é potente ela é necessária e ela é de fato o que o anio falou que que é uma fábrica de Democracia né Eu acho que eh essa as entrevistas que a gente fez em que todos os que a gente entrevistou passaram pela escola pública seja eh como alunos como professores como gestores ou até como construtores eh eh mostram Exatamente isso né quer dizer afirmam a ideia desses pensadores né Eh de que sobretudo no momento
que a gente tá vivendo em que tem a turma que fala da desescolarização do homeschooling Eh e que e que eh tá demandando e pressionando por um profundo controle eh da liberdade de cátedra né a liberdade de cátedra tá na legislação do nosso país é lei e a gente nunca viveu uma pressão tão forte sobre os professores no sentido de controlar o que eles ensinam né Então já teve aí movimento escola sem partido Hoje eu tava lendo do movimento do Agro que quer mudar os livros Didáticos para que o Agro negócio apareça não tão nefasto
Como ele como enfim eh não que não diga-se tudo a respeito de desmatamento trabalho escravo trabalho infantil etc né então eu acho que eu voltei a pensar nisso eu não tô na escola pública embora no momento eu faço um projeto eh de eu cuido do material de formação de professores num grande projeto de formação de professores de Escolas públicas no país né Eh caminhos paraa cidadania chama o projeto e é eh enfim e aí eu eh eu acho que é essa V ISS em Brasília que isso foi uma Utopia né Assim como v o NB
do do Darc Ribeiro que também foi uma Utopia do que seria uma universidade pública comprometida o pa na Perspectiva do seu desenvolvimento e t então eu ao que de alguma maneir esses Eh nesses relatos eu acho que tá a potência do que uma escola pública de qualidade pode ser você vê a gente entrevistou 10 pessoas e a gente viu o quanto poder estar numa escola de qualidade pública foi decisivo na vida dessas pessoas o quanto uma boa experiência como aluno fez com que eles buscassem ser professores né eu eu anos depois encontrei a professora Laurinda
encontrei que falou olha com e o o dia Do meu depoimento foi um dia para mim foi um um rito foi um dia de festa Poxa essa é uma mulher que continua formando gerações e viu naquele momento de um depoimento viu um dia de festa né Depois eh a eh a a entrevista do professor massir que conta por exemplo a história dos vocacionais foi uma experiência linda eh que por questões sobretudo polí não foi à frente mas quando a gente hoje vê alguns discursos de inovação Ah isso É novo a gente diz olha a pessoa
tá dizendo que isso é novo porque ela não conheceu o vocacional e como é que é possível conhecer o vocacional além do prédio que tá lá pelo relato do professor Mair né quando enfim eu acho a gente tá encerrando tá encerrando e eh o que que significou para você é você na verdade eu vou ser repetitivo Né Tudo bem não tem problema inclusive se você quiser colocar mais coisas que que a gente não tratou aqui que você gostaria de deixar bom tá pode pode falar pode ir mas o que significou sua relação no fundo você
já passou mas se você pudesse eu passei eh com o memorial da educação Paulista olha eh primeiro eu acho que eh né Faz faz 25 anos né então eh eu acho assim eu acho que primeiro tive um privilégio né Eu acho que poder ter participado disso eh pessoalmente Foi um privilégio né Eh de ajudar eu acho assim que outro dia eu tava lendo alguém aí dizendo assim as grandes revoluções acabaram na verdade a gente pode fazer pequenas no âmbito das nossas ações mesmo né então eu acho que eh para mim Eh eu já trabalhava com
memória eu já tinha experiência de educação mas eu acho que eh me deu oportunidade primeiro de fazer algo nessa Perspectiva eh de fazer algo eh de significado quer dizer no mínimo foi significativo para mim pras pessoas que estavam em torno de mim e paraas pessoas que a gente entrevistou e também pras pessoas que vieram a ler isso né Elas se sentiram profundamente valorizadas em contar suas histórias Eu acho que isso foi legal para mim me deu uma dimensão eh do sentido eh do eh do valor que é a educação pública né Eu acho que a
gente Lê muito eu vinha de uma faculdade que eu fiz nos anos 80 em que se falava muito de teorias em que se falava de dos textos vamos dizer assim ah a LDB do ano tal a LDB do ano tal não sei o que lá a vida real na escola ok a a as legislações são importantes as leis importantes mas existe uma potência imensa que ela acontece na escola né e eu acho que assim contribuiu para eu ver isso muito Potente e eu acho que a eh eh sugeri que a gente pudesse além de procurar
os lugares além de selecionar os móveis eh de ver os arquivos remanescentes eh de pegar né quer dizer pegar um diário né lá no Brás eh para mim foi profundamente assim eh revelador eh dessa potência né Eu acho que isso foi importante e acho que de alguma maneira também pessoalmente e profissionalmente dá um orgulho imenso de você Eh a a o próprio contato quer dizer um belo dia esse negócio tem uma linha no meu currículo eh crer eh concepção não sei o qu do do centro de referência do professor enfim isso tá uma linha no
meu currículo né mas ter a compreensão de de que isso teve alguma importância ou como você diz criou raízes importantes me deu uma alegria imensa eu acho falei cara né mudou tanta coisa né Eh como eu disse não é só em São Paulo Não é só no estado não é só país a gente tá vivendo um tempo de muita mudança né então eu acho que de alguma maneira reafirma a importância eh nem hoje em dia defender eh o público o direito de todos a uma educação pública de qualidade e tudo é quase resistência né então
de alguma maneira eu eu tive o privilégio de poder est próximo dessas pessoas que fizeram isso que eu não fiz SZ Eh poder fazer eh fazer uma coisa legal e ver que ela se preservou apesar das milhões de mudanças que vieram depois eu acho que isso é motivo de orgulho né parece acho que é isso Não sei se tem mais alguma coisa eu agradeço muito essa né Eu acho que tomara que vocês sigam fazendo porque eu pessoalmente eu tava dentro da escola quando veio a pandemia e eu tinha a perspectiva eu pensava assim quando acabar
essa confusão Eu tava coordenando Tecnologia Educacional eu trabalhei feito louca eu falei nara na hora que tudo isso acabar a gente precisava levantar o que foi pros professores isso O que foi duríssimo né Precisa levantar essa memória o que que foi como é que se adaptou como é que você resolveu do dia paraa noite da aula à distância O que que você fez né Eh levantar essas histórias e por ingenuidade eu voltei pra escola e me disseram eu disse assim gente por que que a gente agora não Levanta isso e tal diseram Zilda a gente
precisa alfabetizar quem não foi Alfabetizado ensinar quem não aprendeu a última coisa que a gente tem tempo agora é para levantar a memória desse negócio pelo amor de Deus nem repete né e eu acho que isso tá por fazer né porque eu acho que sobretudo pros professores sobretudo pros professores e pro pessoal que trabalha na área da saúde eh foram tempos muito muito importantes E que essa história ainda tá por ser contada então eu acho uma alegria poder ter botado uma semente pequenininha lá muito obrigada nós que agradecemos Zilda muito obrigado por sua abertura e
também por compartilhar conosco essas memórias riquíssimas Muitíssimo obrigada pode cortar corta Vamos tirar uma foto agora com o pessoal vamos eu devo est descabelada quantas horas eu falei igual maluca Caração tá muito eu acho 1:20 de gravação tá ah tá bom 1:20 achei que era mais 1:20 podemos tirar uma foto com a equipe Oi podemos tirar uma foto com a equipe Ai desculpa eu sempre faço isso você fica Pode deixar não é o microfone s mas pode ficar porque a gente tira com com você de pé