O que pensam os europeus sobre a inteligência artificial na educação? Mais de metade dos entrevistados pensa que a inteligência artificial pode trazer benefícios e riscos para o ensino e aprendizagem. Defendem que a comunidade educativa deve avaliar e explorar prós e contras.
O apoio é maior entre finlandeses e estónios. Os homens são mais propensos a acreditar que a inteligência artificial pode melhorar a educação e que a comunidade educativa não deve ter medo de a usar. Os mais jovens, entre os 15 e os 24 anos, também são mais favoráveis a esta tecnologia.
Oito em cada 10 inquiridos concordam total ou parcialmente que os professores devem ter as competências necessárias para usar e compreender a inteligência artificial. Os inquiridos em Chipre e Malta são os maiores defensores desta visão, enquanto apenas 24% dos checos concordam totalmente com ela. Quatro em cada 10 inquiridos defendem que escolas e universidades devem ter orientações claras sobre como e quando usar a inteligência artificial.
Dizem também que os professores devem ser apoiados no recurso a esta ferramenta. Apesar de abertos ao uso da inteligência artificial na educação, 69% concordam que os smartphones devem ser proibidos nas escolas. Opinião em consonância com as decisões tomadas nos últimos anos por alguns países europeus que adotaram medidas para retirar os telemóveis dos estabelecimentos escolares.
Pelo menos 12 países da União Europeia implementaram alguma restrição ao uso de smartphones nas escolas e outros quatro estão a ponderar fazê-lo.