Muito bom dia a todos aqui presentes. Muito bom dia aqueles que nos assistem de forma remota. Eh, eu dou início ao ao seminário Diretrizes para Educação à Distância no âmbito da graduação. Eu tenho a satisfação de cumprimentar todos os presentes e começo fazendo na pessoa do presidente da comissão eh de EAD do Conselho Nacional de Educação, membro da Câmara de Educação Superior desse conselho, conselheiro Celso Nisquier, eh na pessoa de quem eu cumprimento todos os conselheiros e conselheiras do CNE aqui presentes, certo? Da maior importância a realização desse seminário. Cumprimento também o relator da comissão,
conselheiro Henrique Sartóri. e pela iniciativa de realizar essa discussão que vai ser muito substantiva pela programação, nós [limpando a garganta] podemos ver que aqui realmente virão subsídios importantes para as decisões que o conselho vai tomar. Eu não tenho uma nominata formal, então já antes de mais eu peço desculpa se eh omiti algum nome, o que será involuntário, mas eu gostaria de fazer alguns registros importantes. Eu queria queria cumprimentar a o presidente, Vice-presidente da Câmara de Educação Básica, eh conselheiro Heleno, na pessoa dele os demais conselheiros da educação básica. Queria cumprimentar de maneira muito especial a
secretária da série, secretária Marta Vendel Abramo, eh, em nome de quem cumprimento também todos os técnicos e e pessoal da que tem feito um trabalho notável para criar parâmetros e dar substância para essa eh a regulação, atividade estatal em relação à educação superior. Gostaria de cumprimentar os membros da CONAIS, na pessoa da sua presidente, Simone Horta, que me permitam [limpando a garganta] fazer um um um em um breve sinal ao conselheiro Sérgio Franco, amigo antigo, dá muita satisfação vê-lo aqui. Cumprimento eh as autoridades da CAPS. é muito importante tê-los aqui hoje. Vai acrescentar muito ao
nosso debate. Eh, membros da ANDIFS, cumprimento também todos os palestrantes e e hoje e as palestrantes que trazem aqui o seu brilho, permitam-me fazê-lo, na pessoa do querido amigo Carlos Belchovski, que talvez nem sempre reconhecido, tem sido uma uma cabeça muito importante para pensar. desde isso, faz 20 anos que nós estamos discutindo a regulação, a supervisão e hoje vai eh não por acaso é ele que abre esse seminário, nos conta essa história e nos ajuda a pensar sobre os desafios paraa frente. Eh, eu quero só fazer um registro que na minha leitura nós estamos vivendo
um momento De inflexão eh na educação superior no Brasil. Eu já tive a oportunidade de dizer que nós vivemos um período de desregulação muito intenso entre 2017 e 2024. E não se trata de olhar para o passado e e e ver problemas, mas se trata de aprender com a compreensão desses problemas e desenhar e definir um novo momento, né? com essa diversidade que é muito própria das instituições da educação superior, o papel de cada um desses prestadores, o papel do Estado, atividade de regulação, atividade de supervisão, atividade de avaliação, tudo isso vai estar em questão.
Mas e como nós viemos aqui para escutar os nossos convidados, essa fala minha é muito breve para saudar novamente a iniciativa dos conselheiros Celso e Henrique Sartori e desejar a todos um excelente seminário. e instruída pela pelo pelo presidente da comissão. Eu tenho a imensa satisfação de passar a palavra à secretária Marta Bramo, que como eu disse, vem fazendo um trabalho muito importante ao fixar critérios, ao fixar parâmetros e com isso dá a condição da atividade se expandir da maneira correta, da maneira como deve ser. Parabéns, Marta. Uma satisfação dividir essa mesa com você e
eu passo a palavra para ouvir a sua fala. Obrigado. Bom, muito, muito bom dia. Começar agradecendo as generosas palavras da vice-presidente da Câmara de Educação Superior, minha amiga querida Maria Paula, de tantas lutas que já tivemos juntas, né, há muitos há muitos anos no Ministério da Educação. Vou agradecer eh o convite do presidente da comissão da eh da comissão de educação à distância da Câmara de Educação Superior, do CME, todos os conselheiros, tanto da Câmara de Educação Superior como da Câmara de Educação Básica, que estão aqui presentes, eh, os meus colegas de Ministério da Educação,
de CAPS, eh, de, né, né, que não sei que se estão aqui, mas eh a equipe da séries que sempre prestigia esses eventos, o público que tá aqui assistindo, tanto aqui presentemente como de forma remota, né, que e todos que estão interessados, os palestrantes, obviamente, que vão fazer, tenho certeza, aí uma exposições muito interessantes ao longo do dia. E eh eu acho que a primeira, né, primeira mensagem é saudar a iniciativa desse seminário como uma etapa, né, na elaboração dessas diretrizes para educação à distância. Eu acho que toda vez que a gente tiver oportunidade de
falar sobre esse tema, de esclarecer eh esses pontos, eh as inovações que o Decreto trouxe, o decreto e as portarias subsequentes, eles são muito relevantes, porque como eh a conselheira Maria Paula colocou aqui, eu acho que de fato esse decreto ele traz não só ajustes, né, né, na política de educação à distância, ele ele é de fato um um uma norma, um conjunto de normas que traz uma uma inflexão, uma forma diferente de olhar a oferta da educação superior. Isso. O o a quanto mais a gente falar sobre isso, quanto mais a gente adensar esse
debate, quanto mais a gente conversar, com certeza melhor a gente vai saber interpretar e entender o que que foi, qual foi o propósito dessa dessas normas, né? Mas eu quero aqui contar uma uma história que eh na verdade quando eu cheguei na secretaria no início de 24, eh esse debate já tava acontecendo. Esse processo de revisão do marco regulatório da educação de distância já estava em andamento. E eu fiquei muito preocupada porque eu sabia que o INEP tava num processo de revisão dos instrumentos de avaliação e soube que aqui no CNE já se havia, né,
já havia um início de um debate de revisão das diretrizes da educação à distância pelo CNE. Opa, vou vou interromper aqui para saudar e cumprimentar presidente da Câmara de Educação Superior. Não sei se você pretende falar. Continua. OK. Eh, e eu tava contando, viu, presidente, que quando eu cheguei a séries, eu soube que o INEP estava num processo de revisão dos instrumentos de avaliação e que o CNE estava num processo de revisão das diretrizes da educação à distância. Eu fiquei muito preocupada que esses caminhos tivessem acontecendo em paralelo e não de uma forma eh unificada,
né? Que a gente não não fizesse isso de forma articulada. Então, para mim, não fazia o menor sentido a série está discutindo normas, o INEP está discutindo instrumentos de avaliação e o CNE está discutindo diretrizes, cada um por si. Então, eu chamei uma reunião com então presidente eh da Câmara de Educação Superior, o conselheiro Curi e e chamei o presidente do INEP e falei: "Não, a gente precisa fazer esse percurso juntos, não faz o menor sentido". E como que a gente faz isso, né? Eu acho que a gente tem que iniciar por eh referenciais que
serão comuns para todos esses processos. Então, a nossa primeira tarefa lá nas séries, né, foi pensar em como que a gente faria a revisão de referenciais de qualidade paraa educação à distância. Eles haviam sido elaborados na época da Secretaria de Educação à distância, eh, pela equipe do professor Carlos Bechovski. Eles estavam, obviamente, naturalmente ultrapassados por conta de todo o o processo que se deu, né? eh eh posteriormente, com toda as inovações, a a mudança na educação superior que a gente vinha experimentando, eles precisavam passar por uma revisão. E aí a gente fez esse pacto, né,
que a gente primeiro elaboraria os referenciais de qualidade, que foi um processo muito intenso, muito rico, muito desafiador. E a história tá contada, num tô fazendo propaganda aqui não, mas é porque a gente registrou esse processo de elaboração desses referenciais num num texto que eu e Daniel Schimenes, diretor de regulação lá da Séries, registramos, porque a gente achou muito interessante esse processo de construção desses referenciais e com os referenciais publicados, aí sim a gente entendeu que era possível tanto para séries elaborar a partir daí a revisão do marco regulatório para o INEP fazer a revisão
dos seus instrumentos de avaliação e para o CNE fazer a a revisão dessas diretrizes. Então eu acho que a gente tá num momento muito interessante agora, né? Nesse debate, com certeza, de hoje, eu vi os temas que serão debatidos, eles são fundamentais, são peças chaves, são aqueles eh aqueles pontos fundamentais Que a gente quis trazer de inovação e que eles precisam de fato serem incorporados, adensados, debatidos e compreendidos, né, por todos para que a gente efetivamente avance aí na construção das diretrizes, que eu tenho certeza que serão eh uma peça aí que vai coroar o
nosso nosso esforço de transformação eh da não só da educação à distância, como disse conselheira Maria Paula, mas de um novo paradigma e de um novo olhar sobre a oferta da educação superior no nosso país. Eu agradeço e desejo um ótimo dia de trabalho aqui para todos. Obrigada. Bom dia a todas. Bom dia a todos. Eu queria saudar a presença aqui do Dr. Antôio Causa Amorim da CAPS. Eh, passando a palavra para ele fazer uma rápida saudação, mas lembrando, ele me contava aqui mais cedo que nós estamos eh em vez de completar 20 anos da
Universidade Aberta do Brasil. Então é um um momento auspicioso dessa importante instituição. Dr. Antônio Carlos, por favor. Bom, agradeço a inclusive a a referência aos 20 anos da OAB, bem como o convite para est compondo essa sessão, trazendo os cumprimentos da presidente da CAPS, professora Denise Pires de Carvalho, e a possibilidade de nós da CAPS, que temos a há 20 anos, menos de 20, né, eh, Cuidado diretamente da Universidade Aberta do Brasil participarmos dessa conversa, dessa discussão e dos aprendizados, eh, que aqui estabelecerão a a mesária Beterta do Brasil. Eu só queria fazer, eu sei
que eu não vou, né? não temos, teremos um momento no no pleno para comemorar inclusive, né, o e detalhar. Mas eu queria fazer apenas algumas considerações, aproveitar uma vez que a discussão do eh do seminário é relacionada à educação à distância e o programa Universidade Aberta do Brasil é o programa de formação, especialmente de professoras e professores, eh, governamental, né, do governo federal. e que nasce com a ideia da interiorização e a oferta eh de cursos, ampliando aquilo que há 20 anos atrás era diagnosticado como a uma oferta eh mais restrita em termos territoriais eh
dos cursos presenciais, né? Hoje, ó, nós temos 138 instituições públicas de ensino superior entre universidades federais, estaduais e institutos federais, compondo o programa da Universidade do Brasil em todas as eh as regiões geográficas, né? Ah, e também com uma característica do nascimento do da própria criação do Do programa do modelo com os polos de apoio às atividades presenciais e também à distância. Atualmente são 172 polos e eles têm predominantemente a são municípios, municípios com menos de 50.000 habitantes localizados predominantemente nas regiões Nordeste e Norte. Esse é um cenário da da menos de 50.000 a maior
parte. Lindo mesmo, Bet. Obrigado. A uma, a ideia da como quando se cria, né, uma universidade aberta do do Brasil e e assume-se essa perspectiva de ela ser a distância, ela define, eu acho que isso é uma coisa importante, porque a discussão sobre a educação à distância, o AB pode ser um exemplo pra gente pegar outras dimensões, né, relacionadas ao que vem sendo pontuado como a a educação à distância. é o processo tá centrado na forma como se organiza o ensino e aprendizagem. No caso da UAB, a escolha pela educação à distância, ela se dá
sim pelas condições de acesso. Diferente de outros casos. Por exemplo, se a gente pegar a Universidade abera de Portugal, ela faz uma opção inicial por por eh a distância, mas que não tem a ver com ampliar o acesso e sim com a possibilidade da dos diferentes modos de processo pedagógico, de ensino, aprendizagem poderem ser compartilhados, até também que a gente vai ver o tamanho de Portugal e do Brasil, né? aqui se ganha essa outra dimensão. Eh, então eu Só tô querendo dizer eh querendo dizer que essa necessidade das condições de acesso fora da, ou seja,
superando a estrutura da separação física entre docentes e estudantes a partir dos dispositivos pedagógicos e tecnológicos, é o que garante a qualidade como princípio da OAB que tem sido buscado. Para vocês terem uma ideia, né, juntamente com o Reúne, houve mais de 2.000 1000 vagas docentes para as universidades federais eh eh ampliarem a oferta de eh graduação, incluindo a os cursos da OAB. Isso foi uma decisão política importante, além de compra de equipamentos, infraestrutura, construção de prédios. Então, quando a gente trabalha, né, e escuta, na verdade, né, alguma ideia da precarização da educação eh à
distância, eh no caso da educação à distância pública da UAB, o a organização como programa eh de ensino superior público não foi construída em cima de precarização, tá? é um a nos últimos 10 anos quase 3 bilhões de investimento entre custeio e bolsa. O que é essa o que isso, né, essa essa isso vai indicando para nós que na OAB a distância não é entendida como ausência, mas como uma variável pedagógica a ser cuidadosamente planejada. Atualmente nós temos, terminando, desculpa, tá? Mas aproveitando a situação, a oportunidade, Nós temos 80.000 bolsistas no sistema e 740.000 estudantes.
Então, esses bolsistas são bolsistas que trabalham diretamente na produção dos materiais, na organização dos ambientes virtuais de aprendizagem, eh nas na nas tutorias, nos trabalhos eh de de docência. Então, eu gostaria de de dizer que essa ideia da flexibilidade do espaço do tempo constitui um dos principais atributos e não de um certo tipo de falta. E, portanto, me parece preocupante alguns algum conjunto de Oi, presidente, de avaliações que têm sido feitas com relação à educação à distância. que isso não cabe dentro da OAB como um repositório virtual de PDFs e vídeos gravados, como a gente
tem escutado em alguns tipos de apresentações, eh, inclusive com muito poder sobre a influência em algumas esferas eh da discussão pública. Muito obrigado e espero que a gente de fato comemore a depois do dia de de 8 de junho os 20 anos mesmo da MAB. Muito obrigado, mestre. Tá aqui. Bem, queria agradecer ao Dr. Antônio Cos, dizer que nós já fizemos um convite para que ele esteja com a gente aqui em julho na reunião da comissão, comemorarmos juntos os 20 anos da UAB. Quero fazer a saudação aqui da chegada do nosso Presidente, querido presidente César
Calegari, perguntar se ele quer fazer uso aqui da palavra. Estamos ainda na fase de abertura. Obrigado, Celso. Obrigado, conselheiros MAS, secretárias aqui do MEC. Antônio, enfim, a todos que estão aqui nos prestigiando nesse importante encontro. Eu não vou atrapalhar, quero apenas pedir desculpas aqui pelo meu atraso, tive uma uma agenda de emergência, mas já ficou aqui presente e desejo aí um um bom trabalho. Espero poder também participar em outros momentos aqui do nosso do nosso encontro. Obrigado. Muito obrigado. Eh, aproveitando, presidente, quero agradecer a você, ao presidente Otávio, a vice-presidente Maria Paula, pelo apoio que
tem dado aos trabalhos da comissão eh de EAD do nosso conselho, que eu tenho a honra de presidir. Quero saudar aqui o nosso conselheiro relator Henrique Sartóri, que nos acompanha remotamente, que vai fazer uma síntese depois de tudo o que tá sendo dito aqui. Eu queria saudar todos os conselheiros e conselheiras na pessoa da conselheira Leila Pussolo, que ontem completou um aniversário, então merece toda a nossa homenagem. Queria agradecer especialmente a presença da secretária Marta Bramo e do diretor Daniel Chimenes, com quem nós eh desenhamos juntos esse seminário que é muito importante. marco regulatório completa
um ano, marco, né, o decreto, as portarias e e certamente eh nós na comissão pretendemos, com a deliberação que estamos discutindo, eh, aprofundar algumas questões, aperfeiçoar outras, preencher algumas lacunas e o seminário de hoje ele tem esse objetivo, né, de Trazer luz a esse momento especial, como foi dito pela pela eh secretária Marta, esse momento de inflexão sobre esse tema eh do do da educação à distância. E não por acaso nós vamos tratar de educação à distância no âmbito da dos cursos de graduação. Então, não estamos só falando dos cursos de graduação no formato semi
ou no formato eh à distância. Nós estamos falando da graduação em geral, que tem um pedaço também voltado para a educação à distância. Portanto, eu considero que o marco regulatório que completa o ano é um marco da educação superior como um todo, não só da educação à distância. Quero saudar os palestrantes, eh, e vou saudar só mulheres hoje. Me desculpem por essa, eh, preferência de gênero, eh, na pessoa da Cláudia Adriatine, que vai ser uma das nossas palestrantes. E quero saudar os comentaristas debatedores na nas pessoas da querida amiga Iara de Xavier e da querida
amiga Simone Horta também, que estão aqui hoje para debater conosco esse esses importantes assuntos. Eh, eu vejo aqui muitos conhecidos, amigos queridos na audiência, mas eu quero saudar a todos os presentes, eh, na pessoa primeiro do presidente da BRAF, Paulo Chanã. Obrigado pela presença. Diretor executivo da BMS, Andrei Candiota, aqui presente também. diretor diretor jurídico da BMS, Daniel Cavocante. Em nome deles, quero saudar todos os presentes aqui hoje, eh, e dizer que nós vamos, então, finalmente, começar o nosso seminário. E o primeiro Painel é um painel que vai debater a experiência brasileira da regulação da
educação à distância. E nós não poderíamos ter uma pessoas mais qualificadas para esse debate, né? o professor Carlos Belchoves, que eu faço questão aqui de lembrar do currículo dele para os que não sabem, já que ele é uma figura extremamente conhecida e bem querida. O o o Carlinhos, né, como nós chamamos, é doutor em física pelo CBPF, professor do Instituto de Química da UFRJ desde 1984, atualmente é superintendente da Pró-Reitoria de Graduação da UFRJ, coordenador do NE, pesquisador do centro ciências, liderou a criação e implementação do consórcio SEDERGE. no Rio de Janeiro de 2000 2006
e de 2010 a 2019. foi talvez por isso alçado ao cargo de secretário de educação à distância do MEC em 2007, entre 2007 e 2010, onde ele participou ativamente da criação e implantação da Universidade Aberta do Brasil, que comemora 20 anos, também do Etec Brasil, do Proinfo Integrado e do Plano Nacional de Formação de Professores. Portanto, eh creio que nós vamos nos beneficiar muito eh disso. Eu também agradeço ao ao Carlos por participar do grupo de trabalho que auxilia a comissão de ED junto com o professor Sérgio Franco, a quem eu também agradeço. Eh, e
que comigo e com o relator Henrique Sartóri estamos elaborando o texto que e tudo caminhando e com os insumos que vamos trazer do seminário hoje, eh, poderá ser debatido na reunião de julho desse conselho para posteriormente ser Colocado em consulta pública. Eh, ele vai ser e comentado, vamos dizer assim, pela professora Iara de Xavier, eh, que eu também quero registrar aqui, que é doutora em saúde pública pela Fio Cruz, doutora honoris causa por cinco instituições de educação superior, professora, pesquisadora, pró pró-reitora de graduação e vice-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, presidente
do Fórum de Pró-Reitores de Graduação, foi coordenadora geral de avaliação do INEP de 2004 a27, é professor aposentada da Unb e atualmente é executiva principal da EDUX 21, assessora da presidência da ABMS, eh membro do Conselho de Administração, diretora técnica da ABRAF e também diretora de educação do Instituto Êxito de Empreendedorismo. colabora como membro titular dos CC Pares da Séries, uma uma, né, um uma eh um órgão em muito bom momento, né, recriado eh pela liderança da nossa secretária Marta Brama. Eh, e agora também participa do GT instituído eh pela portaria MEC 363, com objetivo
de estudar propostas pedagógicas pros cursos de graduação na área de saúde e bem-estar. Então, eh, Carlinhos, você tem a palavra. Eu queria eh falar para todos vocês, como nós temos quatro painéis todos muito muito interessantes, vamos falar sobre o papel dos polos, sobre mediação pedagógica, sobre modelos híbridos, além da experiência da regulação, então que todos pudessem cumprir o prazo, né, que foi dado, eh, 30 minutos por pro Palestrante e 15 minutos para os comentários, de forma que a gente pudesse eh talvez acabar umas 5 da tarde eh a tempo de de fazer um almoço tardio.
Eh, presidente, ô, Celson, só licença. Bom, eu só queria cumprimentar que você na sua penúltima manifestação falou a respeito das graduações, né, do eh esse esse evento, né, do decreto do marco regulatório da educação à distância, ele disparou aqui uma uma um alerta pro nosso Conselho Nacional de Educação eh a respeito daquilo que nós entendemos como prioritário pros próximos anos, né? Pela primeira vez na história, o Conselho Nacional de Educação tá se empenhando em construir o seu planejamento estratégico. Evidentemente que o conselho tá sempre aberto, pronto, né, para responder as demandas da sociedade, do MEC,
enfim, dos amplos setores do campo educacional brasileiro. Mas nós entendemos aqui na nossa atual formação que era fundamental que nós pudéssemos nos nos colocar, inclusive ouvindo várias entidades deste campo educacional a respeito daquilo que se aponta como prioridade do nosso trabalho. E uma das prioridades que está no topo da das nossas preocupações e do planejamento estratégico é uma revisão das licenciaturas, eh, não das das graduações como um todo, incluindo as licenciaturas. Eh, e não se trata apenas de fazer eh um trabalho de adaptações e atualizações Tópicas, mas nós estamos desafiados a fazer uma revisão em
profundidade, levando em consideração o conjunto de desafios, né, que o país tem, que a educação tem, eh, no mundo, com mudanças geopolíticas fundamentais, tecnológicas, muito importantes, ambientais, sociais. Então eu queria apenas dar essa notícia para que todos que estão aqui presentes nos acompanhem e possam contribuir com esse trabalho, né? Então é uma é uma novidade, né, na estruturação aqui do conselho. Isso reforça a nossa institucionalidade e fica aqui o convite, mais do que o convite, uma convocação para que nós possamos juntos, né, colaborar para essa construção e a realização dessa pauta tão fundamental paraa educação
brasileira. É isso. Muito bem lembrado, presidente. Eh, e antes de passar pro Carlinhos, saúdo a presença aqui do nosso querido Rafael Furtado, diretor das séries, do Alexandre Brasil também, do MEC, e do professor Romero Tor também da UNIVESP, aqui presente com a gente. Obrigado a todos vocês. E finalmente ele, né, o criador da Universidade Aberta do Brasil, Carlos Bosovski. Bom dia a todos. Eh, um prazer grande, uma felicidade de estar aqui no conselho. Queria cumprimentar o meu amigo César Calegari. Um prazer táar aqui, César. Muito obrigado. Presidente da comissão de ensino superior, Otávio. Otávio. Otá
Otávio Rodrigues. Um prazer, Otávio. Agradecer demais ao Celso e ao Sartori pelo pela oportunidade de estar Aqui hoje participando. A minha querida amiga Paula Dalari e todos os conscios. Prazer grande cumprimentar a Marta, nossa secretária, uma pessoa que eu tenho em altíssima conta, uma pessoa incrível, dinâmica e tem uma capacidade de reflexão sistêmica que impressiona. Daniel Jimenees e Rafael e todos os colegas aqui presentes. E, eu gostaria de tentar eh da eh trazer a dinâmica do processo de ensino superior à distância ao longo dos últimos 25 anos [limpando a garganta] eh agregado a questão da
regulação. Tentar fazer um paralelo entre essas duas questões. E antes disso, eu gostaria de de eh começar mencionando, e não sei se tá dando para ver bem essa essa transparência, mas cada linha que eu coloquei aqui do lado representa uma revista científica na área de tecnologia educacional, e-learning, metodologia de educação a distância. Então nós temos centenas de periódicos no mundo, centenas cada um desses periódicos, com vários artigos, eu mesmo editei um deles, um desses periódicos. Então, a gente tem hoje um conhecimento acumulado muito consolidado sobre metodologia de educação distância. Eu coloquei aqui no meio dizendo
que nós começamos em 1728 o ensino de correspondência, entrou o rádio, a televisão, a internet, enfim, a gente tem uma trajetória que não é de hoje. E eu quero advogar que nós temos um conhecimento bastante eh já Consolidado sobre isso. E eu quero deixar bem claro que isso gira em torno dos alunos. Quero dar essa visão um pouco antes de entrar na questão da regulação e da história, deixar claro que a gente tem que sempre ter em mente que isso, todo esse processo tem que gerar em torno da experiência de aprendizagem, da qualidade do ensino
do aluno. E são alunos diferentes, a ter perspectivas diferentes. É importante ter isso em mente de uma maneira muito clara. E além disso, eu gostaria de trazer, não sei se tá dando para ler direito, mas eu coloquei do lá essas três bolinhas da direita, eh, representam lugares onde os alunos exercem a sua, enfim, participam do processo. A primeira bolinha é a plataforma, AVA e outras outros lugares de espaços virtuais. É um locos que o aluno participa, ele tá interagindo com o sistema. A segunda são os polos de apoio presencial e a terceira são os ambientes
profissionais. Então, os alunos estão se relacionando com o sistema nesses três elementos. E do lado esquerdo, eu coloquei uma uma listagem que eu que eu construí, existem várias outras, de elementos institucionais importantes. Eu tô eh primeiro o material didático e que pode ser em PDF, pode ser na plataforma. Hoje em dia a gente entremeia, entremia, tá certo? Entremeia essas diferentes componentes, né? Mas assim, sem dúvida nenhuma, é um componente importante e é muito importante que ele tenha densidade adequada de um curso de graduação. Isso é uma coisa que a gente tem que perseguir e muitas
vezes não é alcançado. O segundo, número dois tá colocado aí são atividades e avaliação formativa. Educação de distância se movimenta com atividades. Não é um processo estático. Ter um processo de ensino a distância vivo ou Semipresencial significa ter um olhar e uma direção de todo o ensino aprendizagem na direção de atividades. e a avaliação formativa. Nesse contexto, não estamos falando aqui de aulas, embora possa ter também, mas est falando de um conjunto de atividades movimentando material didático enriquecido de uma maneira importante pela mediação. Mediação vai iluminar a vivacidade desse processo. Ela é muito importante, o
Sérgio vai falar mais adiante. E nós temos a mediação presencial nos polos e a mediação, então, nos espaços virtuais. é um outro elemento institucional importante. Um outro elemento institucional é a tecnologia, o água, inteligência artificial e muitos outros. Por que que eu coloquei essa essa transparencial, esse esses esse slide aqui, né? Eh, pois é, esse slide, né? Por que que eu coloquei esse slide aqui? Porque eu quis eh mostrar a complexidade do desenho de um sistema de ensino superior à distância. Eu anteriormente mostrei a a cultura que a gente tem nisso e agora eu quero
que fique claro que nós estamos movimentando os alunos em elementos institucionais e em lugares que eles fazem essas atividades. Eh, não tá passando um delay. Ótimo, Lucas, ligado. Você pode passar, por favor? Bom, enquanto ele mexe, a próxima próximo slide próimo slide, ele ele eu tô tentando eh trazer que dentro desse Processo a gente tem que ter uma visão de um processo de daizagem vivo, eh pulsante, né? Aliás, o Daniel tem insistido muito nisso. A gente precisa ter um processo de ensino aprendizagem pulsante que possa, enfim, que possa engajar o aluno de uma maneira não
passiva. E a gente tem uma regra de ouro na educação à distância que foi um dos autores e a pitz. Eu tive felicidade de conviver com ele uma semana, a gente convidou ele pro Rio e ele fala sempre no soltar alemão meio macarrônico autonomous learning. Ele falava isso. Isso ficou muito marcado paraa minha geração. Desde 1980 ele vem falando isso. Ele foi criador da Universidade de Haagen, tem muitos outros autores, mas a mensagem é essa. Existe uma cultura na educação à distância relacionada com levar o processo de sendo aprendizado, levar a autoria do processo pro
aluno. E depois a gente tem uma série de autores eh, deer, Piagê, próprio nosso Paulo Freire e e essa, e uma série de ações que levam a gente ao que a gente classifica hoje, metodologias ativas. Os PBLs, tivemos a felicidade de conhecer semana passada o Eric que criou essa aprendizagem por pares. E essas pessoas a algumas delas ainda estão por aí. E esse é um outro elemento importante. O outro elemento importante passou. Que bom. Eh, um outro elemento importante nessa trajetória é que isso tudo roda com tempo. Então, a gente tem vários elementos, vários lugares.
Tem que estar com a preocupação da metodologia ativa. Isso gira com o tempo. Eu tinha uma, eu tinha uma animação que eu não ousei colocar porque essas coisas geralmente topem quando a Gente, né? Mas assim, a ideia é que isso tá gerando com tempo esses elementos estão acontecendo. Então eu queria eh voltar a essa, eu voltei ela de propósito, deixando essa mensagem, ensino superior à distância mobiliza um conjunto grande de elementos e toda a nossa regulação e legislação e as normas do CNE precisam seguir essa trajetória, senão a gente quebra o sistema, a gente deixa
de fazer uma coisa de qualidade. Eu volto a isso no final. Agora eu queria traz eh tendo trazido essa essa parte inicial que levou 7 minutos, então tem que andar um pouco mais rápido no outro, mas eu achei interessante trazer essa visão inicial e agora eu vou acompanhar a trajetória da regulação supervisão em cima da evolução das matrículas do ensino superior de distância. Em cima eu tenho o número de matrículas em preto total, em verde presencial e em azul de educação distância. e embaixo é o percentual de matrículas presencial e eh a distância, né? Então,
o que a gente observa, ela começou muito devagarzinho lá no início, começou em 2001, 2002, tivemos privilégio no CED de fazer o primeiro vestibular aberto, começou com os cursos da UFMT, da estadual do Mato Grosso, da estado de Ouro Preto para professores exercício e teve uma exponenciação entre 2006 e 2010. Isso nos trouxe problemas. A gente teve problemas sérios com isso. A Paula tava nesse momento, ajudou demais. Foi fundamental a presença da Paula como procuradora, depois secretária CESU. E eu vou contar esse período aí depois esse esse processo seguiu o crescimento eh de todo o
ensino superior. Então ele tava mais ou menos dentro de uma perspectiva de crescimento eh digamos assim acordado, dentro de parâmetros que Pareciam eh adequados. E nós temos uma nova, um novo exponencial da oferta de educação à distância. Vocês estão vendo? Eh, a parte de baixo no final, né? Esse que é o processo recente e que nós estamos também nos deparando da necessidade de executar uma série de ações no sentido de trazer de volta esse processo um bom leito. Eu vou focar nessas duas, nesses dois momentos. Eh, eu acho que não tá dando para ler, mas
é o que eu tenho aqui é essa linha de tempo do número de alunos eh de educação à distância nesse gráfico de cima, em verde, o público e em azul o privado. Eu tô aí pegando o período de 2003 a 2011. Então, nós entramos em 2003, quando começamos efetualmente a trabalhar com o que a gente chama de primeiro marco regulatório, que foi a LDB, os decretos 2494, 2561 e a portaria 301. eram muito soltos, a gente não tinha uma normativa muito muito eh estabelecida, muito, eu acho, né, pelo menos assim me pareceu. E aí nós
começamos a ter um crescimento acentuado eh já de educação superior à distância. lá surgiu o primeiro eh referencia de qualidade. Eu tive a felicidade de participar também, tava Carmen Neves, o Valente, enfim, outras pessoas que estabeleceu pouco eh digamos assim, algumas bases e para poder lançar esse processo e tem um decreto fundante nisso tudo, que é o decreto 5622 de 2005, com alguma alteração em 2006, que lançam as bases muito sólidas sobre a oferta de ensino superior à distância. Que foi substituído recentemente pelo decreto 2017. Então, eh, e aí em vermelho surge um alerta, caramba,
tem alguma coisa acontecendo errado na oferta de ensino superior de distância. Eu já era secretário nessa época. A gente tinha denúncias, a gente, nós tínhamos, eh, eu por acaso tava numa cidade do interior e fui, vi um polo, entrei, era uma salinha de ensino fundamental, com cadeira de ensino fundamental, com aparelho de televisão, aquilo era o polo de instituição, inúmeros outros indícios de que a gente estava num processo muito complicado de oferta de crescimento de ensino superior de distância. Nessa nessa esteira, né, nós criamos, eu já tava lá algumas algumas portarias, em particular o decreto
630, que a Paula já já já participou, né, da criação dos polos, um pouco a regulamentar melhor os polos. A portaria que criou o IMEC, que foi fundamental nisso tudo, que foi uma criação da Paula também, né? Muito trabalho, né, Paula, criar o IMEC. E nós começamos, criamos instrumentos específicos para para educação à distância. Isso não foi suficiente. A gente não conseguiu controlar o processo. Eu lembro da nossa angústia na época, lembro que conversando com a Paula, a gente pensou, não, vamos ter que fazer a supervisão de uma maneira mais intensa para conseguir reverter esse
processo. E assim foi, nós fizemos um amplo processo de supervisão em 2008. Eu quero falar sobre esse processo porque acho que ele foi importante. Nós tínhamos uma equipe da CED que recebia os dados e usava Inteligência de das pessoas, dos dados para entender o que que tava acontecendo. Aí nós nós e denúncias, uma série de aspectos que estavam lá colocados. Aí nós tínhamos 400 colaboradores, o Longo, né, Longo, foi um deles, tá aqui presente, eh, que graciosamente nos ajudaram a andar pelo Brasil e visitar essas instituições e entender educação superior à distância. significa ter uma
visão sistêmica, ela é pouco captada por estudantes. O sistema de educação superior de distância precisa ficar um pouco naquele daquele naquele sistema, entender um pouco melhor esse sistema e a partir daí poder ter uma visão eh desse processo. E nossos colegas foram, fizeram o relatório, a gente depois estudava uma hora ou duas com a nossa equipe esse relatório, os dados e chamava a instituição quando era o caso. Nem todas necessitavam, né? Estudamos as maiores ofertas e maiores números de denúncias. E aí então nós chamávamos a instituição e começávamos a dialogar. É fundamental o diálogo, não
vocês isso, isso não. A gente sentava, fazia um diálogo saudável com a instituição e a partir daí construí o que a gente chamou de TAC, né? Construir um TACE em termo de ajuste de conduta, né? Eh, com ajuda da Paula, do como é que que que sucedeu lá, né? O Mauro. Mauro show. Tivemos uma sorte enorme a Paula como procuradora e e sucessu ela foi para Cesu o Mauro, né? E a gente ficava trabalhando intensamente naquele taque. E aí a instituição fazia uma, duas, três reuniões e fazia um acordo lá. Olha, a gente acha que
Precisa disso, disso e disso. E aí esse taque, esse esse termo de ajuste de conduta, ele ele não sei qual é o nome, tal, é protocolo de compromisso. Eh, desculpem minha autemória desse termo, mas assim, é verdade que a gente estabelecia um acordo com a instituição, rodava um ano, os nossos colegas iam paraa instituição, faziam uma consultoria gratuita, porque estavam lá a cada três meses olhando e aconselhando e e esse processo então caminhava e de uma maneira geral os resultados foram foram legais, né, Long? Foi foi legal. foi, a gente viu algumas instituições eh eh
se se reestruturarem e e eu tenho impressão que com isso eh nós conseguimos e que que a gente viu nessa época? A gente foi lá e viu, né, uma desconexão da universidade com os alunos. Os polos eram lugares eh desconectados totalmente da universidade. Era uma era uma franquia sem nenhum conteúdo pedagógico. Alguns cursos na prática não eram cursos de graduação. Isso era gravíssimo. A gente eu tive com dirigente de instituição que eu cheguei para ele e falei: "Ó, professor, pessoa ótima, né? Mas aqui tá material didático pro curso, tal, 20 páginas, espaço duplo. Então a
gente foi e falou: "Olha, tá legal esse negó, a gente precisa de um curso de graduação, isso é fundante, que tenha a mesma densidade de conteúdo ou de habilidades e competências de um curso de ensino superior presencial. Não pode ser diferente. E a avaliação nesse contexto Era frágil. Então nem tinha densidade de conteúdo, nem tinha uma avaliação eh eh compatível. E a gente observou agora na super na perdão, nesse nesse processo de visita, conção de referenciais, coisas parecidas. Então isso é uma coisa que precisa ficar muito clara. Outra coisa é a avaliação desconectada com o
docente da universidade, uma desconexão do docente com seus tutores, eh a falta de apoio ao estudante no polo, eh, e os polos de apoio presencial sem mínima adequação para ofertas de educação superior. Tô mencionando que eu cheguei no lugar, olhei, ué, aqui tem um polo de tal instituição, entrei, onde é que é? Ah, não, o polo é lá, era uma salinha. que de dia era usado como sala de crianças de ensino infantil e de noite tinha uma televisão, era um polo de educação de distância, era isso. E ah, e tem alguém que vem aqui, tem
um técnico que vem ligar o equipamento naquela época, daquele período, né? Então assim, eu eu tenho impressão que isso vocês estão vendo essa exponencial do percentual de educação à distância. Em 2010 vocês vão perceber que esse percentual ele ele ficou eh equilibrado com percentual de aumento de oferta no ensino presencial. Ou seja, a educação à distância, a educação presencial foram seguindo eh na mesma trajetória. E, infelizmente, nós temos aqui nos últimos anos um novo exponencial. E esse novo exponencial está nos trazendo problemas. Está nos trazendo problemas. Eu queria só trazer alguns marcos relacionados com esses
com esse momento. A gente teve uma Série de ações em 2017, 2016. Eu tenho impressão que por conta disso, né? tava as coisas estavam mais ou menos no eixo. Então, foram uma série de ações que trouxeram uma certa eh liberdade maior ainda para oferta de criação de polos. A questão dos 40%, nós passamos de 20 para 40%, eu esqueci de mencionar, em 2004 foi introduzido 20% da possibilidade de educação de cân presencial. Em 2016 foi ampliado para 2000, 2016 para 40%. E e aí eh em 2019 saiu eh teve o decreto importante 2057, 9057 que
fez toda uma reorganização, acho que positiva, da oferta de educação superior à distância, mas com esse viés, né? OK, estamos um pouco mais. Eu acho ótimo, se a gente puder flexibilizar, é bom, porque a educação de distância, ela pressupõe eh uma uma um movimento de uma série de fatores, como eu já me esticionei, e que pode ter frutos, claro que tem frutos positivos, só que eh depois nós tivemos um, aí começou o bicho começou a pegar de novo, desculpa o termo um pouco, né, mas começou a pegar, a gente começou a perceber que estávamos com
seríssimos problemas na oferta de ensino superior à distância, os dados estavam mostrando isso e eh aí veio a pandemia e a pandemia ela ainda trouxe um adicional relacionado com esse processo de uma certa desregulamentação no momento que a gente não podia tá desregulamentando. E algumas coisas que foram feitas na pandemia persistem até hoje. Quero entrar em particular. E aí em 2024 esse assunto virou prioridade das séries. Nós temos aqui a nossa Brilhante secretária, que eu acho, viu Marc? tô fazendo ceda, Daniel, o Rafael e eles tomaram isso, eh, a unha mesmo, o nome é esse.
E a gente tá tendo uma série de de, enfim, nós estamos conseguindo evoluir. Antes de falar desse novo marco regulatório, eh, que eu só vou levar mais duas horas, não ter problema. Eh, é só que na cadia melhor acabar muito tempo, tá? Mudei de ideia já, mas eu coloquei uma uma um uma eu coloquei aqui um slide que infelizmente não tá dando direito, mas aqui tem os 25 cursos de graduação com maior oferta no Brasil. Esses 25 cursos de graduação eu coloquei o em vez do nome da I, eu coloquei IES1, a outra IS2. Então
são IS1, é um conjunto, é uma IES com vários cursos, IS2, etc. E infelizmente os resultados são muito preocupantes terças maiores ofertas, não do conjunto. No conjunto a gente tem muita coisa legal. Eu quero aqui saudar o meu amigo Antônio Tuninho, não posso chamar Tuninho, e que tá enfim nosso diretor da CAPS. A gente conversou hoje. Queria mencionar um comentário dele no final, mas esse, por exemplo, o primeiro da lista é curso de pedagogia, tem 136.864 alunos em 2024. O ENAD 1.53, a curva de distribuição de notas mostra uma deficiência grave e a evasão de
61%. O segundo da lista tem 84.000 alunos, ENAD de 1.66 e evasão no período de integralização de 75%. E a gente tem uma Lista que segue mais ou menos essa lógica e mostra que nós estamos com problemas na oferta de ensino superior à distância. não é eh real isso, a gente tem que encarar isso e nós precisamos então e foi encarado pelas séries. E antes de eu de eu de eu eh passar para pras ações do novo marco regulatório, eu quero dizer que a gente tem exemplos incríveis no Brasil de ofertas de educação à distância.
E eu vou citar o sistema que eu criei realmente é não faz sentido, né? é ridículo, mas assim, enfim, eu tenho orgulho dele, eu resolvi usar ele como exemplo. Desculpem aí a eh nós temos no Rio um consórcio CEDG, que é a reunião de todas as instituições públicas do Rio de Janeiro. Nós hoje temos 18 cursos de graduação, 30.000 alunos ativos, nove licenciaturas, seis bacharelados, três tecnólogos. Eh, nós temos polos de apoio presencial em todo o estado. Eles estão nos mais diversos lugares. Passando algumas fotos aqui. Eh, por exemplo, esse esse prédio em cima são
dois dois eh dois ex eh alojamentos do celeiro Verôme. Os dois polos são polos de Angra, dois edifícios. Nós temos muitos CIEPs, às vezes com um andar, às vezes com dois andares do CIEP, laboratórios com microscópios da Vice, enfim, tem um todo um conjunto de elementos eh de qualidade. A gente comprou equipamento de qualidade, tem laboratório, tem todas as coisas que tem que ter. E hoje os cursos onde o consórcio CESG entrou, onde as Universidades públicas são cursos das universidades públicas, aonde eles entraram, eles dobraram a quantidade de ingressos, ingressantes, os dados estão aí. Como
educação de distância tem uma maior evasão, eu não tô colocando os cursos criados recentemente, pegando os mais maduros e que já tem mais de 6 anos, tem uns 14 cursos nessa estatística, são dados 2024, então a gente tem 50% metade das matrículas como temor evasão, 40%, perdão, metade dos ingressantes, 40% das matrículas e 40% dos concluentes. E aqui embaixo eu coloquei o ENAD proporcional, que é o ENAD, por exemplo, do curso de ciências biológicas, eh, presencial de todas as universidades. Enade vezes o número de alunos mais ENAD vezes o número de todas as universidades, dividido
pelo número de alunos, ENAD proporcional ao número de alunos e os cursos presenciais de uma determinada carreira como licenciatura em geografia e o ENAD proporcional que às vezes a gente tem mais mais de duas instituições ofertando um curso de educação à distância. E o que a gente vê aqui dentro é que equivalente o ENádio dos alunos do consórcio CEDES, das universidades públicas da educação à distância é equivalente ao ENAD presencial e tá entre os melhores do país. Então quis trazer isso para deixar claro que a gente advoga. Assistimos ontem dois exemplos de sistemas de confissionais
muito legais. A gente tem aqui inúmeros aqui, tá o Alexandre que presidente da Unir coordena educação à distância eh da UFMT, coordenou. Então, a gente tem muita coisa legal acontecendo. A gente tem que ter essa essa essa esse entendimento que é legal, Que é bacana, mas que a gente tá num momento que nós precisamos fazer um esforço para recolocar no rumo. E nesse sentido, nós temos todo um marco regulatório, todo um processo intenso que aconteceu nos últimos do anos eh sobre a liderança da Marta, do Daniel Rafael participando intensamente, que foi a construção de referencia
de qualidade. Depois do decreto e 12456, depois nós tivemos as portarias das ses 35806 e 794. E nós estamos agora diante da construção da resolução de educação à distância do do CNE. Eu tô muito honrado de poder participar. Obrigado obrigado Celson dessa possibilidade de tá colaborando. Eh, a o primeiro, a primeira coisa que foi feita foi os referenciais de qualidade foi uma visão da Marta muito adequada. falou: "Ó, vamos ver o que que tá acontecendo antes de mais nada, antes de fazer qualquer coisa no gabinete, não queremos isso." Ontem ela fez uma fala sobre essa
construção e deixou isso claro. Nós estamos e querendo ir à rua ver o que tá acontecendo. Então, tivemos a comissão, eu tive a honra de presidi-la com o Daniel de coordenar, não sei se é presidente, coordenador, enfim, a gente tava coordenando essa comissão. Tava em a Carmes, Zé Miguel, Sérgio Franco, o Longo e a Cristina Elser. E nós visitamos, nós visitamos 17 instituições, eh, dentre elas é com maior oferta. Tivemos reuniões de 10 horas, eh, lembro de reuniões que estava eu, Daniel e o Sérgio. Outra com o Rafael, passamos uma Semana em São Paulo, 10
horas de reunião, a gente entrava, começava, eles começavam a apresentar o processo e a gente queria entender sistemicamente como é que era a oferta. Foram muito ricas. Depois de nós eh recebermos a contribuição de 15 eh se eu não me engano entidades, eu não tenho certeza desse número, e a Marta conduziu com CC Pares todo um conjunto de discussões. Então, esses referenciais foram construídos eh na escuta e eu acho que isso foi fundamental. E o que que é esse aqui? tá o sumário dos referenciais, mas assim a atividade aprendizagem ativa foi um manta desse grupo.
Nós precisamos apontar na direção de um ensino processo de ensino aprendizado vivo e ativo. A docência foi um outro elemento. Nós encontramos situações onde a docência ela tava muito apagada e o Sérgio vai então eh falar sobre essa questão. Eh, o processo de avaliação nos assustou em alguns casos. Nós encontramos alguns processos de avaliação onde os alunos faziam avaliação em casa. com provas de múltipla escolha, com três chances de cada prova, sem direito, sem sem controle. Então a gente não, a gente precisa atacar, trabalhar isso de tal maneira que possa garantir eh um processo de
de avaliação. A questão da densidade do material didático, a infraestrutura de apoio de polos e o ambiente prático, profissionais, entre outros assuntos. foram eh questões muito relevantes nessa nesse processo. E nós tivemos o decreto 12456, que foi um marco importante, eh, construído nas séries, muito pautado Nessa escuta desse decreto. Eh, e eu eu, eh, e depois nós estamos agora, eu não vou entrar em detalhes do decreto, acho que não temos tempo, mas ele é fundante nesse processo. E eu acho que outra coisa, outro elemento fundamental nesse processo está sendo a construção dessa resolução do CNE.
Eu acho que ela, e eu tô muito animado so ponto de vista que eu tô vendo todas essas ações eh caminhando na mesma direção. E a Marta falou muito bem. Eu acho que esse timing foi muito adequado. E de novo eu quero mais uma vez agradecer ao Sartório, ao Celson a oportunidade de est alegar, a todos os membros do CEN a oportunidade de estar participando também dessa construção, tá? Tá muito legal, tá? Tá muitoador e muito muito muito bacana. Eh, eu tô na minha eh, poxa, consegui agora tenho minha a minha meu slide final. Eu
posso relaxar? Ainda tem mais 3 minutos e 48 segundos, né? Eu posso relaxar? É, tô claro, tô no cronômetro aqui porque ele ameaçou de me colocar na cadeira elétrica. Eu falei: "Bom, então é melhor eu não não bobear". Agora, eh, eu queria fazer algumas considerações finais. Primeiro, a educação à distância ou o ensino presencial é um vetor muito legal, muito bom, muito importante de democratização do acesso ao ensino superior. Ela vai em lugares com o ensino superior não vai. Ela inclui uma população que trabalha que não estaria fazendo de outra maneira. Ela ela tem um
um componente de resgate também eh relacionado com perfecômico e ela tem uma uma qualidade e é inequívo isso no mundo inteiro. Se nós pegarmos o Relatório do TCU de 2024, ele aponta que a educação superior à distância precisava de um aporte maior do setor público, porque é um elemento fundante no na no todo da oferta e o setor público tá com oferta muito baixa, perto de tudo. É, então é uma é importante, nós precisamos, né? E nós eh já passamos por um outro momento de muita expansão e nós já conseguimos vencer esse momento em bom
sentido e nós estamos agora num outro momento, né, 2004, 2010, nós estamos num outro momento de muita expansão e nós precisamos ter muita calma nessa hora no sentido de fazer um processo regulatório, um processo de qualidade, não olhando no retrovisor, acho que o Daniel falou isso ontem, né, mas olhando pra frente. a gente precisa conseguir colocar o ensino superior presencial, ensino presencial e educação à distância numa trajetória correta. Isso vai ser feito e a partir daí mais tomar um cuidado regulatório no sentido de trazer uns elementos que podem ser trabalhados, né? Então eu acho que
tudo que foi feito até agora foi muito relevante. Eu queria tocar que era um ponto sensível agora eh para quase completar. Eu coloquei essa figura que foi a que eu apresentei anteriormente nos elementos institucionais da oferta de educação distância do aluno e dos lugares que eles estão presentes. E a gente precisa ter um equilíbrio entre esses elementos. A gente não pode pesar demais a mão em algum desses elementos, porque senão você tá distorcendo profundamente o processo. Eu me refiro a isso, fruto da discussão que aconteceu ontem nesse conselho da 04/2024 que eu Acompanhei. Eu vou
tomar a liberdade e a coragem de fazer um comentário a respeito. Eh, eu tenho acompanhado a discussão sobre a presencialidade da educação à distância. Não se pode entender no meu entendimento, presencialidade como aula, não é aula. Você tá levando elementos institucionais, pode até ter alguns elementos de uma aula, mas você tem mediadores, você não tá lá com professores, doutores que dão aula nas universidades, você tá com mediadores e eles vão dinamizar o processo de aprendizagem em cima de atividades. Isso tá dentro desse quadro, né? Eu eh com a experiência do CED, nota que eu construí
o CED, fiquei 20 anos à frente do CED e continuo muito participativo lá. tu coordena a educação do FJP. Sou quem cuida desse negócio. Enfim, eu colocaria pela minha sensibilidade, eu não tô sugerindo, é 35 presencial e 15 c mediado. É o que eu colocaria, mas eu entendo que o Conselho Nacional de Educação caminhou já desde o ano passado para 50% de presencialidade. N eu não faria. Eu não faria porque essa parte do processo de cena aprendizagem que vai ser dinamizado com esses 15% que nós vamos fazer agora, vamos levar pros, a gente fazia isso,
eh eles vão ser melhor feitos sem obrigar o aluno a ir ao polo. Mas eu tô entendendo que isso é uma iso tá consolidado e embora eu acheja melhor caminho, mas aqui eu vou fazer um apelo e dizer o seguinte: não tem condições de colocar mais 20% de ciclo no mediado. Isso absolutamente não tá compatível com essa metodologia. Nó não estamos falando de aula, nós estamos Falando de atividades que vão ser transferidas pros polos. Eu tive a liberdade de conversar com com o Antônio, né, com Tuninho, né, eh, da CAPS e com Alexandre, que tá
lá na plateia, e a gente acha que simplesmente a UAB vai parar de oferecer cursos de graduação se for 50 + 20. A gente não acha isso compatível com a metodologia, não é questão de ideologia, não é nada. É porque nós estamos advogando aqui que existe uma metodologia e que essa metodologia ela tem essa dinâmica. Desculpa se eu entrei no tópico espinhoso, mas eu tinha que falar isso porque eu tô nisso há 30 anos. Eu presidi uma associação internacional, eu tô eu tô nessa história, eu tô jurássico já nessa história. Aí eu fiquei muito preocupado,
fiquei sem dormir ante ontem à noite porque eu fiquei preocupado como é que a gente vai, a gente já tá trabalhando no C10 no sentido de caixar esses 50% difícil. a gente vai ter uma, não, não acho que é o melhor processo, nós vamos fazer, em outros casos, vai ser um ótimo processo. Eu não tô entrando nesse particular, mas eu venho aqui de fato dizer que eu fiquei muito preocupado porque eu não vejo condições no CEDG também da gente conseguir, a não ser que a gente vai dar aula, mas não faz sentido dar aula no
espola, não é isso? E o aluno não, eh, a gente tem que aproveitar o aluno para encaixar ele nas, eh, levar ele para as atividades, processos aprendizados ativo. Terminando, eh, já passei um minuto, eu só queria dizer isso. Eu tenho muita fé na educação distância. Eu tô muito feliz de ver o eh as séries fazendo esse processo, ver o CNE numa discussão eh qu de qualidade esse seminário hoje. E mais uma vez Agradecer aqui. Espero que eu não tenha roubado mais de 2 minutos aqui. Acho que foi meio minuto tempo que Obrigado. Tá. Obrigado. Muito
bom. Eh, é muito bom ouvir quem tem e quem é parte da história do EAD, né? ou Carlinhos, eu posso chamar de Carlinhos, ele é parte da história da educação à distância no Brasil, né? Fez história, não ficou só na teoria, ele se trans, né? Foi patrocinou uma instituição que vai completar 20 anos na Universidade Aberta do Brasil e encerra já começando a consulta pública da resolução 4, né? porque eh ela foi aprovada a consulta pública, então ele já se manifestou em público. Eh, é sempre importante, temos aqui o presidente da comissão, Paulo Fossat, a
vice a cor-relatora Maria Paula, mas certamente será um bom debate e quero dizer que o debate da questão das DCNs, né, da adaptação, alteração da resolução 4 tá muito alinhado com a comissão da ED. nós temos trabalhado em conjunto, né, trocando informações para que haja realmente um texto eh da comissão da licenciatura e da comissão eh da da educação distância bastante alinhado. Quero dizer também que é determinação da nossa comissão de AD não discutir percentuais no documento que nós vamos elaborar. Isso ficará a cargo de cada DCN, né? nossa resolução, eh, uma vez aprovada e
colocada em consulta pública, vai tratar muito mais dos conceitos, né, de aperfeiçoar os conceitos do que propriamente de determinar percentuais, até porque isso já está determinado na no decreto, nas portarias, e as DCNs poderão dispor a Respeito da forma como julgar. Então, importante, obrigado aí pela sua manifestação. Quero eh registrar aqui também a presença da conselheira Mônica Sapcaia, ela também é da Comissão da Educação à distância. agradecer a conselheira Cleoner também que tá aqui com a gente, conselheiro Gastão Vieira aqui com a gente também. Muito obrigado conselheiros, pela participação hoje aqui. Quero registrar também que
já estamos com cerca de 450 eh pessoas assistindo pelo canal do YouTube do MEC esse importante debate, o que reforça mais uma vez o o o tema, né, a importância e a relevância do tema da educação à distância no Brasil. Obrigado. E passo então à professora Iara de Xavier os comentários. Com 15 minutos. Bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar todos os conselheiros e conselheiras que estão aqui, parabenizar pelo presidente do nosso Conselho Teleg e também o conselheiro Otávio, presidente da Câmara de Educação Superior, eh, essa iniciativa, né? E ao cumprimentá-los, eu cumprimento
também Sérgio Musquet, que é o presidente da comissão de Henrique Sartori, do relator, dizer que uma importância extraordinária esse seminário, nesse momento atual, onde se discutir a educação à distância, eh, é uma fase que de fato vem a partir de uma construção coletiva. Então, parabenizar a comissão, o Conselho Nacional, a Câmara de Educação Superior, Todos os conselheiros envolvidos com essa iniciativa de abrir um seminário antes de qualquer consulta pública ou qualquer minuta já pré-elaborada para que se de fato se caracterize uma consulta pública. Quero cumprimentar a secretária Marta e ao cumprimentá-la eu cumprimento Daniel, diretor
Rafael também, toda a equipe da séries, a CAPS aqui na presença do professor Antônio e dizer que tive a honra, né, de ter participado pelo CC Pares nessa nessa de muito de perto ter visto essa constrição muito séria, muito privilegiada que a série se colocou nesse tema educação à distância. Foram de fato mais mais de um ano, né, nesse processo que a Ses dedicou intensamente todo o seu foco para a construção não só do decreto, mas principalmente dos referenciais de qualidade e a partir dos referenciais a elaboração e a proposta de um decreto que eu
desde o início, me lembro lá numa reunião de CCPAR, tive a oportunidade de manifestar e declarei que não é um decreto de educação à distância, é um decreto de educação educação superior, né? Ele extrapola as fronteiras da educação superior, ele traz formatos em detrimento das modalidades. E aqui parabenizar a Marta, um ano de decreto, né? maio de 2025, a publicação do decreto. Agora, nesse mês, todos nós estamos de parabéns, todas as instituições, toda a educação superior, porque nós temos um marco que, na minha opinião e na opinião da BNS, da BRAF, se Caracteriza num marco
não como uma mais uma regulação, mas de fato uma ruptura paradigmática e uma inovação na educação superior. ao trazer com clareza todas as questões que o decreto aponta, ele mostra que ele é muito mais do que um decreto do que um ato regulatório. Ele extrapolou as fronteiras e como eu disse, quer dizer, na nossa nosso entendimento, é uma mudança paradigmática, não só do saber, mas também do fazer e novamente do saber e traz em si essa visão inovadora, né, disruptiva que a educação superior necessitava. E aí focando na educação à distância, que de fato chegou
numa fase antes do decreto que mereceu todos os olhares e todos os cuidados que os órgãos reguladores, tanto o conselho quanto o MEC, quanto principalmente as séries, dedicou a esse tema. Quero cumprimentar aqui, né, o nosso mentor, o nosso, estávamos aqui lembrando, ele lembrou, né, que em 2006 nós tivemos numa num debate numa televisão, ele como secretário, eu representando em INEP e desde essa época eu tenho uma admiração muito forte, muito grande pelo o professor Dr. Carlos, que de fato é uma referência nacional e internacional na educação superior e com um olhar muito aproximado da
educação à distância, com muita experiência, com muita eh bagagem para todos nós. Parabenizar pela brilhão apresentação. Quero também eh destacar aqui que na fala do professor Carlos a Gente observa eh que a questão hoje se coloca muito mais nas condições né, não é mais um problema exclusivamente regulatório. Me parece que essa fase nós já superamos. Estamos hoje aqui cantando parabéns para todo o decreto e todas as portarias que desdobram a partir do decreto. Problema hoje ainda permanece, nós sabemos, muito relacionado às condições de oferta que ainda tem uma situação que merece um olhar muito apurado,
principalmente da supervisão, do acompanhamento e do monitoramento. Eh, quero dizer assim que a educação à distância entra na pauta governamental sistematicamente a partir da década de 70. Ela aparece no plano decenal da educação lá na década de 70. E só para um efeito de cumprir o tempo e ser um pouco mais didático, eu ousei pegar toda essa trajetória regulatória e dividir em três grandes fases, né, para efeito de didático, de facilidade de apresentação. E também a apresentação, eu queria que projetas projetar mais cedo, a apresentação, ela traz uma densidade de atos, não para que a
gente esgote nessa manhã, mas como uma contribuição à comissão, né, que vem trabalhando esse tema. Então, uma contribuição que eu apresento à Comissão, fiz um levantamento dos atos marcantes nessas três fases e começo a primeira fase, evidentemente, pela LDB, que vai até 2017. Eu centralizo a primeira fase dessa trajetória, dessa experiência de educação à distância na educação superior da LDB, 1996 até 2017. E ao fazer esse levantamento das dos decretos, das portarias, eu me surpreendi porque a primeira vez que aparece a expressão, não explicitamente de semipresencial é na portaria 22 53 de outubro de 2001.
Em outubro de 2001, sai uma portaria do MEC, possibilitando os cursos de graduação trabalharem 20% da sua matriz curricular de algumas disciplinas no formato de educação à distância. Então nós temos essa história, né, bem densa desde 2001 que essa convivência do semipresencial, do presencial e da educação à distância. E essa questão ela volta várias vezes. Essa portaria é revogada. Depois vem novas duas portarias que também tratam da semipresencialidade. Uma inclusive usa a expressão semipresencial, podendo dar 20% e até quem tem determinadas condições de qualidade podendo ampliar para 40%, né? Então essa fase de da LDB
Até 2017, ela é muito rica, ela traz muito aprendizado, muito produto, muito conhecimento regulatório, né, que a gente pode ali observar todo o caminho que foi trilhado nessa área da regulação. E aí, nessa nessa fase, eu quero destacar a lei de sinais. Lógico que a lei de sinais também muito mais do que exclusivamente o olhar avaliativo. A lei de sinais é uma grande legislação, é uma lei robusta, densa, que hoje completa mais de 20 anos e tem dado uma contribuição significativa para para toda a questão da qualidade e da da permanência do acesso à educação
superior, em que pese algumas necessidades de aperfeiçoamento. E o INEP vem trabalhando isso, melhorando os indicadores, aprimorando os instrumentos, não só os instrumentos, mas toda a sistemática, né? Olício já nos apresentou algumas vezes, todo esse trabalho belíssimo que vem desenvolvendo em parceria, claro, com a Sedes, com a CU, com a CAPS, né? esse trabalho todo e com a esse trabalho todo de trazer uma visão atualizada, moderna, contemporânea para o processo avaliativo da educação superior à luz do decreto e desses novos atos. Então assim, eu queria registrar aqui a importância da lei 10.861 1861 dos sinais
de abril de 2004, nessa contribuição efetiva à questão não só da educação à distância, Mas de toda a educação superior. E aí, nesse momento, né, nós temos então a segunda fase. E nessa primeira fase surge a universidade aberta, né, como boa carioca e de uma universidade federal, a Unirio, participou intensamente desse processo, professora lá da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Eu tive a oportunidade de observar bem de perto a criação, o INV teve uma participação efetiva junto com a ER, com a UFRJ, com a Rural nesse processo de criação da Universidade Everta.
E eu quero parabenizar pelos 20 anos e ela surge exatamente nessa primeira fase que eu ousei definir da LDB até 2017. A segunda fase, né, que nós temos vai exatamente que eu estipulei para facilitar a apresentação. Vocês tá agilidade, né? Talvez você perca tempo. Eu tô preocupada com os 15 minutos e com o professor Celson nessa coordenação. Eu vou eh deixar a apresentação à disposição e vou eh tentar fazer uma síntese, porque eu eh olhei eh de forma complementar, quem sou eu, né? a professor Carlos tentando trazer a base regulatória para todo este movimento maravilhoso.
Eu ousei fazer isso, não sei se consegui alcançar esse objetivo e deixar como contribuição paraa comissão. A segunda fase que eu Estabeleci vai exatamente de 2000 e eh 2017 até 2025. Também é uma fase que tem um novo decreto, né? um decreto de maio de 2017, trata da educação à distância. Nós temos nessa fase a resolução do CME, né, sobre diretrizes, uma resolução importante do CNE que trata sobre educação à distância, tá exatamente nessa segunda fase e é uma resolução também robusta que trabalha uma série de aspectos importantes. E nessa fase a gente tem a
a portaria 1428 de dezembro de 2018 que já foi revogada que também fala assim, essa sim explicamente a questão da semipresencialidade, né? Ela fala da necessidade da avaliação, que a avaliação é presencial e possibilita que as instituições, mesmo sem o credenciamento, possa utilizar de 20 ou 40%, dependendo dos indicadores de qualidade, pode até aplicar 40% de de a distância na semipresencialidade, no formato semipresencial. Depois, evidentemente, essa portaria é revogada pelos atos atuais. Então é um momento também muito rico. Nós temos o decreto, um decreto importantíssimo, dois decretos, né? um decreto de educação à distância que
é o 9057 e o decreto a seguir que é o 9236 Que fala da educação eh superior como um todo e remete algumas questões ao decreto anterior. Aí nós então vamos nessa aceleração que eu tô dando aqui para não fugir muito prase da oportunidade pro debate. A terceira fase, nós, eu estipulei que é a fase, na minha opinião, uma fase muito rica, que é exatamente a fase que vai de 2025 até os dias atuais, né? Uma fase de ruptura, uma fase de ruptiva. Eu posso assegurar que, de fato, foi um processo de construção coletiva com
vários atores participando, liderado pela secretária, pelo Daniel, pela Fées, mas com a participação de vários órgãos do MEC, das entidades e aí muito com a presença e com a aproximação com CC Pares que em todo momento a secretária convocou essas reuniões para que a gente pudesse opinar, contribuir, colaborar com toda a elaboração. um desses atos. Então, parabenizar porque nós sabemos que não é fácil. Toda a construção coletiva traz em si uma riqueza muito grande, garante o processo democrático, mas muitas vezes é melhor, né, partir logo paraa ação, produzir, mas com toda a riqueza do processo,
com todas as garantias necessárias que o processo de transparência democrática implica, a secretaria conduziu com muita propriedade e finalmente tivemos então o decreto. com o decreto as três Portarias. O decreto traz uma série de inovações, né? Tira da agenda a palavra modalidade, que na minha opinião e acho que na opinião de muitos é uma expressão já desgastada, não é? e traz os formatos presencial, semipresencial e a distância, traz uma série de inovações. A questão das possibilidades do semipresencial, me parece que é um foco importante pro debate, o semipresencial por várias possibilidades, ele não é único,
não é? Ele traz uma série de conjugações de percentuais, exclui desse dessas possibilidades cursos que de fato merece um olhar mais apurado, como medicina, enfermagem, enfim, cursos que de fato têm uma especificidade na prática muito próxima de um cuidado e uma humanização que requer um olhar mais apurado. Então o decreto ele rompe com muitas coisas e estabelece, isso que eu achei muito interessante e provoca para que as instituições se debruçem sobre essa construção e sobre esse processo criativo de olhar para tristes curriculares de cada curso de graduação. Aplique o modelo estabelecido pelas portarias. Ataria de
formatos é muito rica na informação e nas orientações em relação para que as instituições possam partir para aplicação. E uma coisa também que eu queria destacar, a prudência, né, como nos diz vários teóricos, né, eh vários Teóricos falam da importância da prudência. A secretária estabeleceu, a secretaria, né, estabeleceu no decreto um período de transição, me parece muito aplaudido e muito oportuno, 2 anos para que as instituições possam se adequar a todas essas inovações e a todas as mudanças. obviamente algumas coisas mais imediatas, né, principalmente os processos que estavam em curso no Enec e depois todo
um olhar aí de 24 meses para que as instituições possam adequar o seu PDI, seus projetos pedagógicos e fazer essa transição com mais tranquilidade. Bom, e aí tentando fazer um um uma consideração mais geral, não final, quem sou eu, né, tentando estabelecer considerações gerais, a gente percebe que a experiência brasileira de regulação da educação à distância revela a presença de aspectos políticos e técnicos. Obviamente estamos falando de educação, né? Não podemos esperar apenas aspectos técnicos. Nós estamos vendo em todos esses essas três fases a presença forte dessa articulação do político e do técnico, embasando e
orientando essas definições que são trazidas nesses três momentos. E essas eh esses aspectos políticos e técnicos, eles permeiam todos os as deliberações dos órgãos governamentais, que em determinados momentos nós vamos observar uma tendência mais para flexibilização, Paraa autonomia, paraa criatividade, em outros momentos uma visão mais de controle, de monitoramento, de supervisão. E essas visões elas estão muito eh moldadas à realidade da educação superior, né? Como a educação superior, seja presencial, sem presencial ou à distância, elas operam. Como é que ela tá sendo operada pelas instituições públicas e privadas? Bom, nós sabemos que a regulação é
essencial, né, nesse contexto. E é preciso considerar também, eu acho que agora nessa fase, né, de riquez, essa fase rica de operacionalizar e do conselho está pensando, né, e trabalhando uma resolução com as diretrizes, eu aplaudo essa fala também do Celso. e as diretrizes, a resolução não vai se determento e vai privilegiar o, né? Eu aprendi isso com outros conselheiros no passado, principalmente o Éfer Maranhão, ele sempre dizia: "Vamos trabalhar aquilo que nos une, o que não nos une, a gente deixa para um ato mais específico, né? Então assim, muito interessante trazer para essa resolução
a questão da concepção, as concepções, né, os princípios, as diretrizes, muito mais do que aquela questão mais do detalhe de percentual e do como. Bom, e aí eu acho que nesse momento do conselho, eu queria então eh sugerir que a gente pense nessa resolução a questão das assimetrias, né? Porque o Brasil não é único. Então a gente pode pensar uma resolução nessa concepção mais filosófica, mais teórica, que trabalha a questão das assimetrias, porque pensar o Brasil por São Paulo é uma coisa, pensar o Brasil pelo Sul é um outro olhar, pensar o Brasil pelo nosso
estado período do Rio de Janeiro é um olhar diferente, né? Ser carioca não é melhor, mas é diferente. E pensar o Brasil pelo olhar do norte e do nordeste também é uma outra realidade, né? Então que a gente possa ao pensar, né, essas questões todas nessa revolução, que se olhe para as assimetrias. E eu quero aqui abrir um parêntese. Eu representei a BMS durante quase 3s anos lá na CAPS e na elaboração do novo Plano Nacional de Pós-Graduação, né, por presidentes e tal. E foi um trabalho muito rico. Eu aprendi muito. 3s anos que nós
trabalhamos sobre esse documento, que agora me parece que já tá numa fase de conclusão. E nesse trabalho e um destaque muito grande que foi dado pela comissão e pela que não a presidente Denise que concluiu todo esse trabalho foi observar as assimetrias. Então eu acho que seria muito interessante que aqui também nós tivéssemos essa preocupação com as assimetrias. e que a gente possibilite uma resolução de avanço, né, que evolua, que seja evolutiva, que olhe para o a educação 2030, né, que a gente não olhe para Ontem, nem para hoje, mas que olhe numa perspectiva de
futuro. E nesse aspecto eu queria eh eh citar um relatório que foi divulgado agora essa semana pela UNESP, é implementação da esse relatório, o nome dele é Informe Mundial sobre tendências da educação superior, educação 2030, ainda só tá em inglês e francês, mas tá no site da UNESC, foi divulgado essa semana, é um relatório maravilhoso, né? e traz um capítulo inteiro sobre educação superior. E eu gostaria que te dessa contribuição. E nesse relatório que eu acabei de ler ontem corrido, ele traz exatamente a questão das assimetrias também na educação superior. E eu acho que é
um documento que a comissão pode, né, ter como uma das fontes, né, não só a única, mas uma das fontes para pensar essa educação à distância no olhar não só do Brasil, mas o olhar mundial, que é esse o enfoque do relatório, é o informe mundial sobre a educação exterior, um capítulo belíssimo sobre a educação eh à distância. E por último, eu queria agora, por último mesmo, né, com base no todos, professor Carlos e eu tô tentando aqui contribuir, eu considero a educação à distância mais do que uma modalidade, mais do que até do que
um formato. Eu considero como de fato a educação no Brasil, né? e ela tem dado contribuições significativas a todo esse processo de formação acadêmica, que sempre Contribuiu com a educação superior, no sentido de garantir a inclusão e a diversidade na formação acadêmica de milhões de brasileiros, impactando no crescimento e no desenvolvimento do Brasil. atual política de educação defende a qualidade e a inovação. A partir do decreto, a gente tem a clareza de que essa política defende e se pauta pela qualidade, pela inovação. Entretanto, ainda é necessário, a partir dessa resolução, avançarmos no tocante à sustentabilidade.
de qualidade precisa estar atrelada à questão da sustentabilidade e nas questões inerentes ao acesso e a permanência que impactam no quantitativo de egressos com o olhar também. Aí eu sinto muita vontade porque Celso também é membro do Instituto Expreendedorismo, fundador, vice-presidente e que esse olhar traga e que essa discussão traga um olhar muito forte paraa empregabilidade e paraa trabalhabilidade no sentido de olharmos para onde os nossos egressos estão indo. Então trazer nessa resolução as assimetrias, a empregabilidade, a trabalhabilidade, essa visão empreendedora é muito fundamental. e olhar para sustentabilidade, né? Até que ponto esses custos são
ou não sustentáveis? Sustentáveis não só no aspecto financeiro, mas eu trago a questão do conceito de sustentabilidade muito mais do que financeiro, sustentabilidade ambiental, sustentabilidade social, sustentabilidade entre as os gêneros, entre as etnias. Então, como é que nós Vamos olhar e trazer esse conceito nessa resolução que, declaradamente pelo nosso presidente e pelo relator será uma resolução de concepções e que essa concepção também adapte, abrigue essa visão da sustentabilidade. E aí, eh, por fim, é fundamental também ter como referência desse debate o novo Plano Nacional de Educação, né, com metas de 2026 até 2036. Então é
uma um desafio grandioso, mas né, o conselho assume esse desafio em bom momento, em boa hora para apresentar uma resolução que avance para debate e que possibilite que a gente olhe paraa educação com foco lá em 2030 a partir de uma série de aprendizagens e de conhecimento acumulados por todos nós. Muito obrigada. Espero ter contribuí. Muito obrigada professora Iara de Xavier. Eu creio que com esses dois eh participantes, né, nós temos o tom daquilo que, né, onde nós estamos, né, de onde nós viemos, onde nós estamos e principalmente para onde nós queremos ir. Então, foi
um bom primeiro painel de abertura. Agradeço mais uma vez ao Carlos Belchovski ea de Xavier e passamos em seguida ao painel dois que fala que falará sobre o papel dos polos no processo de ensino e aprendizagem em conexão com as sedes. Teremos aqui a brilhante participação com o palestrante da Cláudia, meu tia Andreatini e os comentários da Simone. Antes de passar pro conselheiro Henrique Sartori, que Fará a coordenação, eu queria fazer aqui só um rápido resumo dos currículos, que, enfim, difícil é resumir, né, porque são tantas coisas, mas a Cláudia Andreatini eh é doutora e
mestre em engenharia de produção pela UNIP, atua há 37 anos na área de educação, eh, e é foi responsável por acompanhar a abertura do curso de medicina na UNIP. atua também como diretora de ED, atualmente é a vice-presidente também da Associação Nacional das Universidades Particulares, ANUP, e além de participar no colegiado da presidência da BMS e também no Conselho Consultivo do CESP. E a Simone eh é mestre em direito tributário pela Universidade de Paris. eh foi diretora de política regulatória e coordenadora geral de contencioso no MEC e é atualmente a presidente onde faz um trabalho
belíssimo, aliás, da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior, a CONAIS, além de sócia do escritório Horta e Bachur Advogados e professora do IDP aqui de Brasília. Então, com a palavra professora Cláudia. Passo então a palavra agora ao coordenador desse painel, conselheiro Henrique Sartori, que também é o relator da comissão de ED. Oi, presidente, tudo bem? Tão me ouvindo bem? OK, Henrique, te ouvimos. Ah, tá. É que eu não tô tendo aí o retorno de todos. Presidente, fala agora ou falo depois? Agora mesmo, só para confirmar contigo. Pode com a palavra para fazer a apresentação
e, né, motivar o nosso painel sobre os polos. Não. OK. Eh, como eu tô com uma com uma com uma coordenação, né, então passo a palavra para a professora Cláudia eh Andreatini, né? Quero cumprimentar a todos e também a Simone Horta, professora Simone Horta, professora Cláudia. Muito prazer, muito obrigado, primeiramente pela oportunidade. Quero agradecer ao conselheiro Celso Nisquier pela presidência dessa comissão. Eu não posso deixar também de saudar todos os membros da comissão, os conselheiros e conselheiras presentes. agradecer ao presidente Otávio da Câmara de Educação Superior por essa oportunidade, por conseguirmos equilibrar, né, e trazer
esse debate importante dessa comissão ao presidente do Conselho Nacional de Educação, o conselheiro Celso, eh, César Calegari, eh, agradecer a presença da da secretária da secretária Marta Bramo, em seu nome, secretário, agradecer também a importante interlocução, né, com o diretor Daniel Chimenees, que tem nos ajudado sobre maneira nessa nessa tarefa, né? E também agradecer, né, de uma forma muito pontual, tanto a apresentação que o professor Carlos teve, apresentou conosco, trouxe a sapiência sabedoria, experiência que o tem também como o professor Sérgio Franco, que tem colaborado ativamente, Né, com os trabalhos desta comissão e deixar um
abraço a todos os os expositores, painelistas, debatedores, né, que estarão conosco nesse dia. informar que é um momento muito importante desse, acredito eu, fulgrau da comissão para que nós possamos também ter na presença do Conselho Nacional de Educação não só uma casa de escuta, mas também um ambiente da mais alta qualidade educacional, de um debate educacional muito importante que traz diferentes opiniões, pontos de vista, visões de mundo que complementam essa essa essa diversidade. que até a pouco agora a professora Iara mencionou essa diversidade, né, e também trazer a sustentabilidade para as políticas públicas que olham
paraa frente. Eu acredito que trazer as experiências como foi consolidada no painel anterior é muito importante para entendermos da onde estávamos, por onde estamos e o que vamos fazer pro futuro. Mas ao mesmo tempo a proposição de tarefas importantes pro nosso futuro fará com que todas as opiniões levantadas neste neste dia sejam importantes, produtivas e ao mesmo tempo propositivas, olhando sempre pro ambiente da qual nós desenvolvemos a educação à distância até aqui. E esse painel, ele tem a a visão e a necessidade de apresentar um ponto de vista que é fundamental, que é um ambiente
de aprendizagem que desde então da concepção da LDB até agora trouxe nos Polos de educação à distância, nas mais devidas formatações, a necessidade de termos um ambiente compatível com aquilo que a educação brasileira necessita e apresenta. E aí eu deixo um grande questionamento para que nós possamos evoluir enquanto trabalho de comissão, né, e até mesmo colocado aqui de uma forma muito assertiva, né, o que que é compatível com o polo de educação à distância dentro do modelo de educação à distância que nós temos, né? O que que é compatível? O que que se compatibiliza com
modelos de aprendizagem, né? Modelo de construção de competências, habilidades que as diretrizes curriculares apresentam nas suas mais diversas e variadas eh formações, mas aquilo que o polo pode fazer e aquilo que o polo é importante nesse contexto de educação à distância. Então, presidente, passo aí a palavra às nossas apresentadoras, as nossas palestrantes, nossos a nossa palestrante, a nossa comentarista. Agradecendo e já saudando a todos. Mas deixar esse questionamento, né, o que que é compatível com o polo de educação à distância nesse modelo de educação que nós temos hoje, principalmente apresentado tanto nos referenciais de qualidade
eh vigentes, tanto quanto nas normativas vigentes, né? principalmente pós decreto 12456 e também das suas portarias que regulamentam, bem como os instrumentos de avaliação que vamos encontrar em breve mais essa discussão e esse desafio posto. É isso, muito obrigado a todos. Agradeço e saúdo todos que nos acompanham. eh é a maior audiência síncrona, né, que nós temos hoje em em comissão, em trabalho da Câmara de Educação à Distância nesse ano. Então, fico muito feliz em poder também utilizar essa ferramenta, né, de interação síncrona, né, com todos nessa manhã. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado, conselheiro. Também fico
feliz aí. Já estamos com quase 500 participantes simultâneos. Passamos então a a palestra da professora Cláudia. A todas e todos. Inicialmente gostaria de saudar presidente César Caligari, presidente Otávio Rodrigues, vice-presidente Maria Paula Lari, eh a todos os conselheiros que estão aqui presentes, secretária da Sé Mataor Daniel Jimenes e a todos e todas que estão nos acompanhando aqui no auditório presencialmente e como disseram que estão aí síncrono conosco assistindo esse esse evento. Eh, é um um orgulho muito grande e agradeço o convite de poder participar de tão importante seminário, onde nós vamos discutir muito sobre a
educação à distância e sobre a educação como um todo no país. Então, na verdade, o que a gente tem aqui é procurar trazer o que os polos podem colaborar e a importância Muito grande da parceria entre polos e sedes, como eles têm que existir os dois e como um pode auxiliar o outro. Eu vou até acompanhar por aqui que eu não tá jogar nunca, [risadas] não é? Deixa só abrir. Vamos lá. É bom, com o decreto, nós temos a partir do do decreto 12456 novas definições sobre a educação como um todo, não só, como já
foi falado anteriormente, a educação à distância, mas a graduação, a educação, a graduação como um todo presencial, semipresencial e a distância. Eh, a partir daí, nós temos no artigo terceiro, a definição de que o polo de educação à distância é uma unidade descentralizada da instituição de ensino superior no país ou no exterior para o desenvolvimento de atividades formativas. Como ficam então esses polos? Esses polos, na verdade, eles são a extensão da sede. Com isso, através dos polos, nós conseguimos, como instituições de ensino, aproximar cada vez mais os estudantes da instituição. Nós conseguimos também, através dos
polos, que eles representem a presença acadêmica em cada local em que eles estiverem nesse Brasil tão grande e com regiões tão distintas. e também promover o maior acolhimento e recolhimento destes alunos. Passa a ser muito importante as atribuições dos responsáveis pelo polo. As atribuições, elas passam a ser apoiar os estudantes e o corpo docente, atuar na articulação, parcerias relacionadas aos campos de práticas, ambientes profissionais, estágio, atividades de extensão, garantir adequação dos espaços e infraestruturas físicas. atuar na gestão acadêmica do polo EAD e a infraestrutura física e tecnológica deve ser compatível. Como fazer com que cada
um desses polos compram todas estas funções de uma forma correta, que seja satisfatória, sem ter o contato com a SED? Isso se torna impossível. Então, nós tínhamos anteriormente a SED como um ponto muito forte de apresentação acadêmica e tecnológica em termos de produção de material didático, videoaulas, fóruns, chats, gravações de aula, tecnologia, todo o processo que tem para secretaria digital, para acompanhamento de plataformas onde esse material é colocado. Só que o que acontece além deste suporte, passa a ser extremamente importante que a SED tem uma parceria maior, cada vez mais com esses polos. O polo,
ele tem que ter o mesmo perfil, ele passa a atuar agora com perfil muito Mais forte junto aos alunos. Então, torna-se extremamente importante que a sede treine, trabalhe e acompanhe cada um destes polos. Quando a gente fala em acompanhar, ele envolve vários pontos, não só os que nós apresentamos aqui. Então, se eu quero que os polos tenham todo esse contato, é muito importante que a gente trabalhe num período muito curto. Por exemplo, na UNIP, nós trabalhamos semanalmente com webcasts, com todos os mantenedores de todos os polos, porque a cada semana é lembrado para todos os
polos o que eles precisam trabalhar, se tem um calendário atual, se está em período de prova, se houve uma nova aquisição de tecnologia, se existe uma novo, um novo decreto, uma nova portaria, esse polo, ele precisa estar cada vez mais próximo da sede. ele vai ser a sede em cada uma das regiões do país. Então, torna-se extremamente importante esse vínculo. Não dá mais para simplesmente abrir um polo e acompanhar a distância. Nós tínhamos alguns problemas com essas webcasts que não tinham uma participação, uma presencialidade tão grande. Então, embora as instituições de ensino ofereçam este contato,
muitas vezes esses mantenedores, esses polos não participavam. é uma sugestão, né? É realmente fazer com que eles se sintam parte do processo, que eles entendam que a participação deste polo é que vai ser importante para a entrega da educação à distância. Um dos pontos que a gente trabalha muito é justamente o apoio, não só acadêmico, mas trazer para eles também um apoio do que seria uma análise financeira, uma análise de trabalho deste polo. Se esse polo tiver um vínculo muito forte com a sede, se ele participar dessas, se a sede, se a instituição de ensino
conseguir dar este suporte, o que a gente reduz não é só a evasão dos alunos, mas um problema muito sério que nós temos hoje de resção de polos. É muito comum um polo abrir, acreditando num perfil, não ter o suporte ou até ter o suporte, mas não se envolver com a sede e, por conta disso, acabar fechando no curto período de tempo. Não conseguir acompanhar o número de alunos, não conseguir acompanhar uma situação financeira, porque é óbvio também que o polo ele quer abrir aquele polo, mas ele quer um retorno financeiro. Então esse suporte ele
vai mostrar também pro polo essa importância, a importância do contato da parceria muito forte com a sede, que vai permitir que haja uma menor evasão dos alunos no polo e consequentemente uma menor resilião. A resção de polos é um problema muito sério, porque muitas vezes a gente tem o polo numa região muito afastada e quando esse polo resolve fechar através de contratos, a maioria tem que manter até o fim, mas esses alunos ficam um pouco mais perdidos, os polos se tornam cada vez mais distantes. Então vamos prevenir que isso aconteça com essa parceria cada vez
maior entre os polos e a sede. Eh, No caso, além dessas webcasts que nós temos semanalmente, nós abrimos também uma central 0300, que é de contato apenas entre mantenedores de polos e sede, não é o 0800 de atendimento de alunos, é o 0300 é o contato dos polos. Então esse cuidado das instituições de ensino, das sedes é muito importante, porque se o polo tiver qualquer contato, é claro que ele tem os gestores por regiões, tem os assessores que acompanham os polos, mas às vezes ele precisa de uma resolução pontual naquele instante. Então esse atendimento também
se torna muito importante. Ele vai trazer um vínculo cada vez maior entre os polos e a sede. Um outro ponto muito importante, nós falamos aqui em termos das mudanças desse decreto do que é a porcentagem da carga horária total do curso, que se torna presencial para os cursos, tanto de educação à distância como do semipresencial. A partir do momento que nós temos esta mudança, nós temos a importância cada vez maior do polo. Essa presencialidade parte será feita através de atividades síncronas, mas grande parte será feita dentro do próprio polo. Isso vai permitir que os polos
passem a ter uma atribuição diferente. eles vão ter uma presencialidade cada vez maior dos alunos dentro desses polos e eles vão ter uma responsabilidade também maior de acompanhamento destes alunos. Nós tínhamos em alguns casos onde o Paulo abria e ele simplesmente virava um polo para receber o aluno, fazer a matrícula E e está errado, né? Se eu quero educação à distância, eu preciso apoiar esse aluno. Então, a conscientização dos polos quanto a essa presencialidade e a necessidade deles acompanharem esses alunos é muito importante. Então, para isso, o que que nós precisamos? Nós passamos a ter
os polos com uma contribuição que é o apoio pedagógico e tecnológico para os alunos, a mediação entre professores, tutores e estudantes e o fortalecimento de um engajamento acadêmico. Com isso, temos novamente a integração entre polos e as redes. Comunicação tem que ser constante em alinhamento institucional com cada movimento da sede para que todos os polos sigam o mesmo caminho. A padronização da qualidade acadêmica. Esse é um ponto que em vários seminários que eu participo, e não só da educação à distância, eh eu eu sempre comento o importante é a qualidade da educação. A qualidade da
educação, independente do formato que nós estamos oferecendo pro aluno, a educação, ela muda vidas e pode mudar um país. Então esta qualidade tem que ser respeitada. E o polo ele faz parte da entrega desta qualidade da educação. Trazer a conscientização para esses polos sobre essa qualidade é o Ponto principal que nós queremos é realmente educação com qualidade. Então o polo eles têm que está envolvido todo esse processo, tanto acadêmico como tecnológico, para que ele participe dessa ação de qualidade. E é claro que a gente precisa também promover o acolhimento e o suporte aos alunos. Os
polos vão fazer esse acolhimento. Como eu posso acompanhar esses polos? Eh, hoje nós temos as próprias avaliações que são feitas, né, pela INEP. Muitas delas são feitas online. Então, a cada três meses, nós fazemos o acompanhamento de cada polo com uma acompanhamento pelo menos online, que possa orientá-lo e acompanhar para ver se ele está realmente acompanhando os alunos, que suporte ele está dando pros alunos, o que ele está oferecendo pros alunos. Além dessas visitas online que nós somamos, nós temos o acompanhamento presencial. É extremamente importante que a sede esteja atenta e que se aquele polo
estiver com qualquer problema ou qualquer dúvida, que esteja preparada também para uma visita presencial, para ir até o polo, para poder auxiliá-lo a corrigir eventuais problemas ou dificuldades que ele tenha. Então, esses apoios, a visita antigamente era feito constantemente. A gente saía visitando todos os polos do Brasil e não tinha muito resultado, porque a hora que você terminava, o primeiro já tava de novo com problema. Então isso é uma dificuldade muito grande. O Brasil é muito grande. Se você tiver que ter um número de assessores para acompanhar todo o tempo, todos os polos, se torna
muito difícil presencialmente. Então, Por que não utilizar esse acompanhamento online? Por que não orientar constantemente os polos online e transformar essas visitas pessoais, presenciais? Não é esquecer delas, mas trazer numa periodicidade menor e sentir aí sim os polos que mais precisam de apoio, os polos novos, aí sim a gente ir através da presencialidade. Essa ferramenta ela precisa ser utilizada. Com isso, a séde, ela fica mais próxima do polo, sem a necessidade de estar presencialmente com ele. Qual é o impacto que nós vamos ter com esses cuidados com os estudantes? Nós vamos ter a redução da
evasão, nós vamos ter alunos com um sentimento maior de pertencimento à instituição de ensino através do polo. E nós vamos ter maior proximidade e maior acompanhamento individualizado do aluno. O polo passa a conhecer mais esse aluno através da presencialidade e a sede não é menos importante nesse contato. Hoje nós temos ferramentas muito fortes de inteligência artificial. Então, se eu fornecer para cada polo informações sobre os alunos daquele polo em questão, como por exemplo, esse aluno está participando das avaliações, esse aluno entrou na plataforma AVA alguma vez ou não entrou? esse aluno está com algum boleto
atrasado. Se você entrega para os polos, se a sede traz esse vínculo com os polos De informações sobre o aluno, o polo pode perceber mais cedo e agir mais cedo qual é o problema do aluno. Eu posso ter aluno que esteja, por exemplo, com todas as mensalidades em dia, mas que não entrou na plataforma, entrou no primeiro mês e nunca mais entrou e não fez nenhuma avaliação. Eu simplesmente vou deixar esse aluno? Não, esses relatórios de inteligência artificial podem ser oferecidos da sede para os polos para que ele entenda. Olha, esse aluno não está entrando,
vamos conversar com ele. Será que ele está com uma dificuldade quanto ao formato da educação à distância? Será que ele está com uma dificuldade quanto à plataforma, o acesso à plataforma? Será que ele está com dificuldade quanto ao calendário? Então eu posso prevenir reduzindo uma evasão, mas eu posso fornecer dados. Então, perceba que cada vez mais este vínculo entre sede e polo, ele vai auxiliar em todas essas atividades e fortemente vai auxiliar os alunos. Os polos eles passam a ter mais um papel muito importante que é o desenvolvimento regional. Então ele vai passar a ter
que função? O polo cada vez mais vai estar envolvido nos trabalhos de estágio, nos trabalhos de atividade de extensão e nos trabalhos com a comunidade. Com isso, nós precisamos que os polos estejam muito atentos com a conexão com as demandas locais e que benefícios eles Vão trazer para a comunidade, para a instituição. Eles vão integrar a comunidade local com o mercado de trabalho. Isso vai trazer de uma forma mais forte e consciente o que tanto a gente fala na educação, que é a questão da regionalidade. Quando eu estou na sede, por mais que eu estude
a regionalidade, eu não estou naquele ponto do Brasil, eu não estou naquele polo. Se eu tiver e se eu trouxer essa parceria muito grande entre os polos e a sede, essa questão da regionalidade vai se tornar cada vez mais forte. Eles têm condição lá na ponta, lá no polo, de trabalhar com estágios, com atividades de extensão e sejam voltadas para aquela região de uma forma muito mais forte e consciente do que a gente consegue fazer na sede, porque eles vivenciam aquela região, eles estão ali, então eles vão saber e vão trabalhar de forma cada vez
mais ativa com essa questão da regionalidade, o que eles vão poder trazer para cada um. Então esta parceria se torna importante para que a gente fortaleça os polos com devem ser os contratos de estágio, o que é necessário, a explicação do que é a carga horária, do que é considerada presencialidade ou não, mas permitir que dentro dessas atividades de extensão e de estágio eles possam agir naquela região, eles sejam os atores de trazer esta importância da Regionalidade para os alunos. e para instituições de ensino. Com isso, o que a gente passa a ter também uma
maior valorização das características culturais e regionais. Um outro ponto que eu queria colocar é a questão que preocupa um pouquinho mais e aí eu vou tentar demonstrar alguns casos, falar um pouquinho mais que é a questão de como deve ser esse pól. Então nós temos na portaria ensina precisa ter recepção, sala de coordenação, salas ou ambientes de estudo, laboratórios e equipamentos e dispositivos com acesso à internet. Eh, qual é o ponto que a gente tem de preocupação aqui? Ontem nós tivemos também um seminário desenvolvido pelo semestre, onde nós tivemos excelentes trabalhos, exemplos apresentados, que isso
estudo, mas a gente ouvia falar muito em tamanho de polo. Ah, então vamos trabalhar com tamanhos de polo PMG era o termo que utilizavam lá. Tamanho de polo PMG. Polo instalação é muito mais do que tamanho PNG que vai definir um polo, não é o tamanho dele. Então nós temos aqui algumas alguns exemplos que pode acontecer. Imaginem um polo que trabalha somente com cursos que estejam no formato de educação à distância. Eu posso ter dois Polos, ambos com 500 alunos. Vamos jogar o número aqui. Ambos 500 alunos. Se nós padronizarmos que um polo com 500
alunos deve ter tantas salas de aula, tantos computadores, tantos recepcionistas, tantos secretários, o que eu tô fazendo e não estou diferenciando esses dois pontos. Os polos precisam ser analisados. Imagine que um dos polos tem 500 alunos e todos eles são, por exemplo, das áreas de licenciatura. Eles têm apenas dois ou três cursos. Imagine que o outro polo tem 500 alunos e mais em 10 cursos diferentes. O que acontece? A logística da utilização desse espaço, ele precisa ser colocado como apoio da sede ao polo. Se eu tenho 500 alunos em dois ou três cursos, a utilização
do espaço para a presencialidade é uma. Se eu tenho 10 cursos com menos alunos, as salas podem ser menores, o rodízio de calendário e utilização do espaço físico pode ser diferente. Então são dois polos exatamente com número de alunos idêntico, mas com funções totalmente diferentes. Então me preocupa um pouco quando a gente fala essa questão de polos PNG. Se eu tiver 100 alunos, preciso disso. Se eu tiver 500, 1000, 100. Mais importante do que isso, é entender o que é aquele polo. E essa são ação logística pode ser oferecida da sede Pros polos para que
eles entendam como utilizar melhor o espaço físico para evitar que alguns polos acabem fechando ou até que alguns parceiros desistam dessa parceria e oferta do curso da educação à distância. Por quê? Porque eu preciso de cinco salas de aula, eu preciso alugar um espaço maior. De repente não é isso. Se eu tenho mais cursos e com menos alunos, um espaço menor e uma boa logística vão trazer o mesmo efeito do que se eu considerar tamanho de polo e estrutura que ele precisa ter com o número de alunos. Um outro ponto muito importante, vamos para uma
segunda situação que são os polos que têm os cursos semipresenciais. E aí eu vou pensar principalmente nos cursos da saúde e nas engenharias. Quando a gente fala num polo semipresencial com engenharias, eh a licenciatura, eu vou falar parte, porque os laboratórios que nós utilizamos para saúde, discursos de saúde, discursos de engenharia, são diferentes do perfil do que a gente trabalha com a presencialidade nas licenciaturas. O que acontece? Eu só tenho duas possibilidades para que esse polo ofereça os cursos semipresenciais. Primeira, que ele tenha os laboratórios, todos os laboratórios, exatamente no perfil que é necessário pelas
decennias dos cursos, pela instituição de ensino, pelo projeto pedagógico do curso. Isso muitas vezes se torna inviável porque é muito oneroso. Eu tenho um custo muito alto. Então isso pode fazer que uma região não tenha oferta desses cursos Semipresenciais. de pola, ele não tem condição de abrir o laboratório. Então, nós temos uma segunda opção, que seria a segunda opção, e vem de novo da parceria da sede para os polos. Eu posso criar o que seriam, por exemplo, vamos chamar de megapolos. Na UNIP, como a gente faz? A UNIP tem 27 camp. Então, como nós fazemos
a logística? Todos esses camp tem laboratórios da área da saúde, da área USA, da área de engenharia. Então, o que que a gente faz? Eu tenho esses laboratórios, os povos parceiros para sobreviverem, eu preciso entender que eles também precisam financeiramente ter um retorno. Ele não tem como oferecer os laboratórios da saúde ou da engenharia. O que que nós fazemos? Eu pego um raio de 100 a 120 km ao redor desse campus e ofereço para os polos parceiros. Se vocês trouxerem seus alunos para fazerem todas as aulas práticas aqui neste laboratório, onde nós utilizamos professores do
presencial, onde a matriz é a mesma do presencial, nós permitimos que eles ofereçam os cursos na área da saúde ou da engenharia, porque eu tenho a certeza de que eles vão usar os laboratórios exatamente da forma como exigida pela DCN e pelo plano pedagógico de fundo. Isso não precisa ser feito só pensando, por exemplo, no nosso caso, temos campos presenciais. Nós podemos através da sede fazer um estudo de logística da abertura desses pontos. Eu posso pegar uma região onde eu não tenho um campus presencial, mas eu posso fazer Um estudo naquela região de todos os
polos que nós temos parceiros lá. Um polo que tenha mais alunos, que tenha uma parceria maior com a gente, o que eu posso fazer? transformar ele em, por exemplo, um megapolo. Ele não é um um presencial, mas eu posso transformar no Meloca Polo. Eu posso investir ali para que ele tenha todos os laboratórios e para que ele passe a receber polos parceiros da região. Eu posso trabalhar com o mesmo formato em que a gente trabalha hoje com um campus presencial, eu posso transformar esses megapolos. Com isso, o que que ajuda pra gente novamente? Não é
o tamanho do polo, não é o número de alunos. Eu posso pegar uma região onde nós temos pouca oferta de cursos na área da saúde e na área de exatas, por exemplo, por causa da dificuldade da oferta dos laboratórios e acompanhamento e posso criar essa estrutura. Eu começo a fazer polos onde eu vou ter pontos centrais e essa análise precisa ser feita pela sede e em parceria com os polos parceiros. Por quê? Porque eu vou ter que enxergar toda aquela região, quem são os potenciais mantenedores que podem oferecer neste esquema os cursos sempre presenciais. e
deixe os parceiros, quem é o principal onde eu posso colocar toda essa estrutura física de laboratórios? Quem são os parceiros que vão aceitar levar os seus alunos para esse local e trabalhar com laboratório? Então esse é um ponto muito importante que nós temos também do semipresencial. Tem um ponto que eu gostaria de colocar aqui, eh, é um ponto que esse é um pouco mais complicado, mas um outro tipo de polo que nós precisamos tomar muito cuidado, que foi o que saiu através da portaria de dezembro, onde permitiu que alguns polos que tinham enfermagem, que eles
oferecessem cursos presenciais. Eh, esse ponto também é um estudo muito grande do que deve ser o polo. Por quê? Porque a gente pode ter uma simetria regulatória. Eu posso ter um polo que eu tinha enfermagem, não posso mais ter enfermagem semipresencial, nem AD só presencial. A partir do momento que este polo passa a ofertar os cursos presenciais e ele pode ofertar até três no momento de cursos da saúde, eu posso ter uma simetria regulatória naquela região. Eu posso ter uma faculdade, eu posso ter uma instituição de ensino que já tem oferta presencial nos cursos da
enfermagem. E qual é o cuidado que deve se tomar também? Qual é o formato deste Polo? A gente deve lembrar que esse polo pode oferecer, por exemplo, utilizando, que seria os laboratórios da enfermagem, um curso que não tem nada a ver com a enfermagem, como por exemplo a psicologia, que é da área da saúde. Então, qual será o formato desse polo? Qual será a necessidade desse polo perante a educação à distância? Eh, eu queria só finalizar. O Celso já avisou que tá terminando meu tempo aqui. Temos muita chance ainda para para concluir, só para entrar
na conclusão final aqui que nós temos aqui. Então, o que acontece? Os polos. Nós temos os polos com papel cada vez mais importante e ativo no processo de ensino e aprendizagem e a sua conexão com as redes e com as sedes. Os polos serão agentes estratégicos da educação e da regionalidade. Eles precisam e devem contribuir pra qualidade, paraa permanência do aluno, reduzindo evasão e pro sucesso acadêmico. A conexão eficiente entre os polos e as sedes é que vai fortalecer essa qualidade acadêmica. Eles passam a ter um papel importante na contextualização regional do ensino, aproximando a
instituição de ensino, a sede das necessidades locais. E a relação entre sede e polo deve ser baseada através de muita parceria e muito diálogo. Eu queria, só para finalizar, vai ser rapidinho, mostrar para vocês aqui em caso. Eh, no ano passado eu tive a oportunidade de acompanhar alunos de medicina em breves, eh, que é na região de Marajó, mais do lado da população ribeirinha. Nós fomos atender a população ribeirinha com alunos da medicina. Eh, o que eu encontrei lá, eu trouxe algumas fotos aqui, vocês vão entender. Medicina não tem nada a ver com educação à
distância, mas vamos lá. Por que que eu parti disso? Eu tive a oportunidade de chegar nesse local através de alunos da medicina que foram atender a população ribeirinha. Para se chegar nessa região, a partir de Belém, são 12 horas de barco, porque não é na região turística de Marajoia, do outro lado daí. Então são 12 horas de barco para chegar lá. E aqui nós temos aqui a realidade do que eu vi com os alunos da medicina. Então, vejam as regiões onde são as escolas, como a gente chega através de barquinhos pequenos para atender a população
ribeirinha, como são as casas da população ribeirinha nessa região, a importância que eles têm com a igreja, a escola e o posto de atendimento à saúde. Mas vejam como a gente chega. E aí o que acontece nessa região? Eu resolvi que eu deveria visitar um polo. Falei: "Já estou aqui, eu tô vendo a medicina, vou escapar um pouquinho dos alunos da medicina e vou visitar um polo que nós temos lá". E aí a gente passa a entender também a importância desse polo. O polo de breves Da UNIP em Marajó, ele tem os alunos majoritariamente da
área de licenciatura. Por quê? Porque na ilha de Marajó praticamente não tem médico, então o enfermeiro ou técnico de enfermagem é o máximo. E o professor é visto como um deus lá dentro. Existem várias comunidades ribeirinhas. Então a importância em fazer um curso de pedagogia ou uma licenciatura, e aí estão os números para vocês verem, é muito grande. Então a gente chega em uma região como Breves e esse é o polo que nós encontramos. Então eu quis trazer esse exemplo para mostrar também, porque a gente estava até conversando, né, secretário, um pouco antes, que todo
mundo fala mal de muita coisa, todo mundo fala o que é ruim na educação, mas nós temos exemplos bons e nós podemos chegar nesses exemplos através da regulação, através de um trabalho sério de cada instituição de ensino e, é claro, através de uma supervisão para ver que tudo seja feito. Então, esse é um polo da UNIP numa região de Breves, onde eles atendem alunos, são 640 alunos na área das licenciaturas e pedagogias. Eh, essa é só uma parte, eles têm a parte tecnologia. Ele se torna o quê? Esse polo, ele se torna numa região tão
pequena, um centro tão importante. A maior parte dos alunos que vão para esse polo, a gente tem movimento nesse polo o dia todo, porque existem alunos que vem de comunidades onde eles sequer têm Acesso à internet. Então, a grande central, o grande ponto de apoio é exatamente o Polo. Ele se torna o centro não só de educação da região, mas ele se torna um centro também da comunidade, de poder ter acesso a informações. Então, por isso que eu acho o contato da sede com os polos, a seriedade do que é do que deve ser necessário
para um polo atuar, a seriedade das instituições de ensino, onde nós, cada um de nós, sabemos exatamente o que é a qualidade da educação. Claro que nós precisamos de avaliações, de regulações, de portarias, mas cada um de nós sabe exatamente o que é a qualidade da educação. E se todos nós partimos desse princípio, vai se tornar muito mais fácil. Qualquer que seja o formato presencial, semipresencial, pode descanse. Obrigada. Muito obrigado, professora Cláudia, pela excelente explanação, né, por trazer aqui a não só um relato de uma experiência exitosa, mas também a preocupação, né, de alguns pontos
relevantes, né, pro papel de um polo de educação à distância, né, o que que ele representa no processo de ensino, aprendizagem, a sua conexão com a realidade, né? Então, acho que isso foi muito relevante trazer eh não só as suas preocupações indicadas com a a formatação, né, eventualmente que instituições, mercado, oferta, né, Regulação possam apresentar e trazer, mas também sempre relatar o que há de bom, né, no ambiente da educação. Por muitas das vezes a educação à distância ela é sempre dada um enfoque muito grande para aqueles que não a conhecem ou que simplesmente se
colocam num numa condição de detratores, né, de não entenderem a educação à distância. E nada melhor do que tem experiência na gestão, experiência no acompanhamento e, claro, também ser entusiasta, como todos aqui se apresentaram ser. Então, muito obrigado. Agradeço imensamente a sua contribuição. Foi extremamente relevante e importante, né? Como sempre, a professora Cláudia aqui todas as vezes que vem contribuir conosco, sempre nos apresentam não só boas novas, mas também pontos de vista muito importantes. Eh, passo a palavra agora a professora Simone Horta, também como representante da comissão que a representa da CONAIS, que tem trabalhado
arduamente juntamente com as séries, com o INEP, né, junto com este Conselho Nacional de Educação, da qual eh fico muito honrado, né, eh da sua presença, professora Simone, poder apresentar também seus relevantes pontos, a debates importantes, ideias e insites que são relevantes tanto do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, como nós falamos, o papel do polo, mas também como a avaliação, a supervisão, ela é muito relevante nesse processo todo que estamos pensando, a educação à distância. Eu costumo dizer em comissão com os nossos eh Conselheiros, colegas e conselheiras que às vezes a
o desafio não tá em mudar a o instrumento de avaliação, não tá em mudar a legislação, as normas. O desafio é fazer o monitoramento, fazer o acompanhamento, gastar tempo da política pública, investimento, né, de órgãos e instâncias importantes para fazer esse acompanhamento para que nós possa possamos, né, sempre incentivar as boas práticas, valorizar as instituições que empregam recursos, tempo, investimento, formação e, claro, obviamente nas instituições que são responsáveis para desenvolver bem seus papéis. Seja bem-vinda a palavra da senhora. Muito obrigada, conselheiro Henrique Sartor. Eh, e em seu nome à distância, gostaria de cumprimentar todos que
estão à distância também, infelizmente, sei seus compromissos eh pessoais, familiares. Eu eh louvo muito por ter eh feito o esforço de estar em Brasília ontem e hoje estar em casa novamente com a com a família. Isso é muito importante. Eh, gostaria de cumprimentar o conselheiro, eh, César Calegari, presidente do CNE, eh, saudá-lo, eh, presidente, eh, da Câmara de Educação Superior, meu querido amigo também, Otávio Rodrigues, e todas as conselheiras e conselheiros aqui presentes, eh, assim como as autoridades, secretária Marta, Daniel, diretor Daniel Ctimenes e todos os demais representantes do MEC. e também, obviamente, meu colega
e queridíssimo colega de de CONAIS, professor Sérgio Franco, em nome de quem cumprimento Todos os demais presentes aqui no no seminário. Eh, aqui tão importante essa essa iniciativa. Eu realmente gostaria de louvar, professor Cels, eh, Nisquier, agradecer e realmente eh eh louvar o trabalho da Comissão de Educação à distância, eh, presidida pelo senhor, eh, e parabenizá-lo por esse trabalho, pela realização desse seminário tão importante. Eu tô, eu, é, como você falou, eu minha trajetória inicial eh jurídica como estou no direito tributário. Eh, mas há 20 anos eu estou na educação. desde 2007, quando eu tive
a honra de trabalhar com a professora Maria Paula da Lar na consultoria jurídica do MEC e depois tive várias honras também de trabalhar com a secretária Marta, secretária Mara Paula na CES, eh, e um pouquinho com o conselheiro Henrique Sartório ainda na nas séries também como secretário. Tive a onitos dos senhores aqui e aprender muitíssimo. Eu sou muito grata mesmo. tudo que eu sei hoje sobre educação, aprendi com com os senhores e e nesse processo de de eh de trajetória de 20 anos que eu eu trabalho com a educação, nós é a primeira vez eh
que eu acompanho, que eu vejo um trabalho tão democrático, tão dialogado de reflexão, de discussão de uma política pública, é como esse da educação à distância, né? Então, o trabalho tem sido, né, foi tem foi foi capitaneado pela equipe da secretária Marta lá pela séries, com que chegou com essa missão, com esse, né, eh de revisão eh eh geral da educação à distância e abraçou esse esse desafio, Né, secretária, com muita com muito afim, como você sempre faz, em todas as suas tarefas. Eh, te parabenizo eh imensamente. Foi muito bonito ver o registro que vocês
publicaram ontem, lançaram ontem. Secretário, para quem não sabe, secretária Marta e o diretor Daniel Chimenes, eh, lançaram uma publicação eh registrando então todo o todo o contexto da da revisão do do marco regulatório da EAD, que na verdade não é uma revisão de marco regulatório, é uma revisão de política mesmo, de uma política educacional, né, como já foi dito aqui. E o primeiro painel foi muito rico, que o professor Carlinhos e a professori Iáa de Xavier muito bem explanaram, trazendo todo o histórico pr pra gente contextualizar. a gente não pode esquecer pra gente discutir o
agora, a gente tem que realmente pegar o o histórico não. Eu tive a honra também de participar, professor Carlinhos, tava na na consultoria jurídica, desse trabalho que você iniciou lá na SED de revisão também já naquele naquele momento de de do preocupações que já se se demonstravam sobre a a tipo de oferta de educação à distância no país. e conselheiro Henrique Sartório. Agradeço imensamente a sua o seu convite eh de da participação da da CONAIS nessa nesse seminário de hoje. Eh, uma vez que a comissão a CONAIS é o órgão criado, bem lembrado pela professora
Iara de Xavier, pela lei de sinais, como um órgão de coordenação e supervisão do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Então, é crucial, é Importantíssima a participação e a proximidade da CONAIS com o CNE, especialmente nesse momento eh é simbólico e de eh eh construção coletiva, né, como tem tem como eu disse no começo, de um de um de uma nova política de educação à distância. Eh, eh, eh, realmente esse seminário demonstra muito bem, todas e todas as outras iniciativas assim também a apresentaram eh como é importante um trabalho dialogado, construído de forma democrática,
dialogada, eh, com contribuições reais, né? e e a série fez iniciou esse trabalho inclusive fazendo uma uma meia culpa, né, secretária Marta, de que não conhecia os modelos de oferta de educação à distância no Brasil e foram a campo, né, juntamente com a comissão, professor Carlinhos, professor Sérgio e tantos outros que participaram, professor Longo, que participaram dessa dessa comissão junto à Séries para conhecer na prática os modelos eh de oferta de educação à distância no Brasil para começar a discutir, rediscutir referenciais de qualidade no país. Então, mais do que um novo marco regulatório, acho que
essa essa o que a gente tá celebrando agora hoje, né, agora em maio, um ano, é um novo uma nova política que veio eh eh também eh acoplada e principalmente dos referenciais de qualidade que já foram ditos aqui também. Acho que esse é o nosso ponto principal, o ponto de partida. E aí eh cumprimento toda a plateia que presente também a a plateia remota. Eh, a, e convido todos que ainda não leram o documento, né? não é um documento grande, mas é um documento Denso. São 49 páginas, salvo engano, os referenciais de qualidade e elaborados
aí por essa comissão, é liderada pelas séries. Eh, e e os polos, que é o nosso tema de de discussão aqui nesse painel, eh, representam eh nos referenciais de qualidade, voltam, né, na verdade, a ter um papel de destaque na educação à distância eh ao longo do do tempo. E aí vimos bem com a evolução apresentada pelo professor Carlinhos, eh os polos foram eh eh mudando de configuração e e sofrendo uma uma desregulamentação. E quando eles deixaram de ser avaliados pelo INEP, que por um lado foi um avanço porque não fazia sentido aquela avaliação eh
astronômica e extremamente burocrática dos polos, mas deixar de avaliá-los integralmente também não se mostrou eh eh totalmente adequado, né? a gente viu uma uma expansão enorme da oferta da da do da ampliação da abertura de polos no país, onde tem, né, mais de 45.000 polos. E uma diversidade gigantesca desses polos. Nós temos boa parte desses 45.000 polos não pode não poderiam ser chamados de polos, né, conceitualmente falando. Eles são uma mera, um espaço administrativo com a logomarca da instituição de ensino e muitas vezes com muitas instituições de ensino ali sendo eh eh eh referenciadas. não
tinha nenhuma conexão do do estudante ali com aquele espaço, né? é só mesmo aquele espaço administrativo para fazer eh gestão mesmo eh secretariada. E com o novo mar, com a nova política, os polos voltam a apresentar um papel de destaque, mas juntamente com a a Essa concepção de de que o polo é realmente tem que ter a identificação real do do da ser a extensão real da instituição de ensino lá na ponta. E aí a professora Cláudia eh foi muito feliz em apresentar um um Brasil real, né? Uma situação real onde ontem nós tivemos oportunidade
de ver boas práticas, né? oesp eh tem um criou eh eh de uma forma muito interessante um um um observatório para acompanhar esse momento de transição do do da implantação, né, do novo marco regulatório. E ontem tivemos a oportunidade de ver práticas, lançamento de um selo de boas práticas e práticas exitosas, como vimos agora também. Eh, eh, e os polos, professora Cláudia, eles são extremamente importantes desse processo de ensino aprendizado para que para que o estudante que tá lá no na ilha de Marajó ou em Marabá ou, né, no Acre, no Brasil real, Brasil distante,
ele tem a identificação, ele tem oportunidade real de estudo, né? Nós já tivemos, conselheira Bet, tivemos oportunidade de discutir já algumas vezes, eh, com quando discutíamos com algumas com conselhos eh de entidades profissionais, né, que querem queriam, né, e querem ainda acabar com a educação à distância por puro preconceito e eh um olhar também muito de classe, né, eh protecionista. A gente discuti muitas vezes, conselheira, sobre a importân o papel real dos polos na educação brasileira. O Brasil é um país gigantesco, a educação Eh presencial, ela não não consegue cumprir o seu mistério. Então, nós
eh eh aqui já sei que temos pouquíssimo tempo, tentei não fazer a apresentação justamente para tentar ser mais breve, conselheiro seus, mas eh acho que trouxemos aqui, acho que conselheira, a professora Cláudia, desculpa, eh trouxe eh elementos muito importantes de de reflexão para essa comissão. Eh, o conselheiro Henrique Sartori apresentou um grande o grande desafio que acho que essa comissão tem pela frente com relação aos polos, que é definir um pouco de forma eh efetiva, observando as assimetrias e a diversidade eh eh do Brasil. Eh, o que seriam exatamente esses polos? Que que qual aí
o decreto define estrutura mínima, mas o que é realmente um polo? a gente não pode correr o risco de um polo, dos polos virarem miniampos, professor Céro. Então isso é muito importante. E daí a importância do trabalho conjunto com com a CONAIS e com a INEP nesse momento que estamos trabalhando intensamente, professor Sérgio, a construção dos a revisão dos instrumentos de avaliação em logo. Nesse momento é um momento crucial de aproximação mesmo para que os instrumentos não voltem a como já outras vezes isso aconteceu, a engessar um modelo de polo e e e não permitir
a diversidade e, né, a implementação da diversidade institucional no Brasil. Eh, esse esse esse desafio do tamanho, Professor Henrique, dos polos definiu qual que é a concepção de um de um polo, né? o que que a qual que é a a definição exata de um polo. Eh, é o é um dos trabalhos que acho que essa comissão e a CONAIs podem ser ser debruçada daqui paraa frente eh eh de forma mais intensa. E eu coloco a CONAIS em em à disposição dos senhores para nós trabalharmos juntos nessa definição que nós estamos justamente nesse momento de
definição, eh, né, prévio à publicação e para colocar em em consulta pública os instrumentos de avaliação loco, eh, institucionais, onde haverá nova novamente a avaliação dos polos de forma amostral, como o INEP já eh definiu e e tá definido também na legislação. Eh, bom, eram essas as minhas considerações, professor Celso, até porque nós temos um adiantado da hora bem já avançado. E me coloc realmente colocar novamente a CONAIS à disposição para discutirmos aí de forma eh eh para que o o a resolução, a nova resolução de AD, de diretriz de AD, ela converse não só
com a legislação, mas o os instrumentos reflitam também aquilo que vai ser definido aqui pelo Conselho Nacional de Educação. Muito obrigado. Muito obrigado, Simone. Como sempre muito assertiva, muito coerente nas palavras, né, e também na experiência que você agrega a essa mesa, esse painel. E agradeço também mais uma vez a professora Cláudia Por estar aqui conosco nesse dia, por contribuir, né? E também deixo aqui a a minha gratidão ao presidente dessa comissão, que sabe muito bem conduzir todos esses debates e a todos que compõem a mesa, só para nós fazermos um fechamento que eu acredito
que é muito importante dentro do que a professora Simone Horta, presidente da CONAIS, nos trouxe. É, e é uma preocupação particular desse relator, né, que tem trabalhado e a várias mãos com os membros da comissão, recebendo também as ideias que a gente tentando, está tentando, né, consolidar numa minuta que vai a consulta pública, que é a preocupação com todos os formatos de oferta, né, tanto presencial como sempre presencial, como a educação EAD, a educação à distância, a característica de cada um, eh, sem entrar no debate minucioso que cada diretriz curricular pode trazer para o seu
respectivo curso, mas para tentar na medida do possível e fazendo um grande esforço para colaborar, né, no intuito cooperativo com CONAIS, com SES, com o INEP, com a com a própria CAPS e é eh de desmistificar, né, o tanto o papel que o polo tem na sua formatação, no seu projeto, eh, desenvolvimento institucional das instituições. mas também não torná-lo uma sede para que as instituições de médio, pequeno porte ou até mesmo aquelas regionalizadas não venham sofrer, né, nenhum tipo de impacto negativo e trazer essa preocupação com a formatação que o Polo tem, que o polo
não excede em instituições e que o instrumento de avaliação possa refletir muito claramente essa distinção, é um grande desafio, né? Então, trabalhar também não só educação à distância, como nós temos trabalhado nessa comissão, mas perceber também que os cursos presenciais têm seus espaços, a sede das instituições de ensino precisam ser avaliadas e caracterizadas como tal. E o polo de educação à distância, como já caracterizado inclusive no decreto 2456, nas suas portarias, ele possui características, né, eh, que fazem a sua distinção e, obviamente, trazem a complementariedade desse espaço tão importante. Presidente Celson Nquier, passo a palavra
ao senhor. Muito obrigado pela sua oportunidade. Que continuemos o nosso trabalho. Obrigado a todos. Obrigado, conselheiro Henrique Sartori, pela condução desse segundo painel. Acho que nós trouxemos aqui pelas contribuições insumos muito importantes, em sites interessantes, eh, mundo real aqui presente também, que é muito importante para nós como conselheiros. Eh, muito obrigado a querida Cláudia, querida Simone pela contribuição. Vamos passar imediatamente ao terceiro painel. Antes eu quero saudar a chegada do professor Luiz Cláudio Costa. Muito obrigado aqui, vai ser um dos participantes do quarto painel. Eh, obrigado pela presença. Esse painel eh será coordenado pelo ilustríssimo
conselheiro Paulo Fossat e terá como tema o terceiro painel a mediação pedagógica, desafios e oportunidades. E é um tema Todos sabem aqui no conselho, que tem sido objeto de várias considerações e debates. Quero aproveitar para dizer que ao final dos painéis os conselheiros aqui presentes poderão eh até deverão fazer uso da palavra. Teremos tempo para isso. Por isso que eu tô assim muito rigoroso com o tempo de cada um, para que todos possam participar ao final. E enquanto eh eh os participantes se colocam aqui à disposição, eu queria eh fazer o registro do professor Sérgio
Franco. Sérgio Roberto Kislin Franco é graduado em psicologia em filosofia, doutor em educação, professor titular aposentado da Faculdade eh de educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a URGs. e, já foi presidente da presidente da UniRede, pró-reitor de graduação da URs, atualmente é vice-presidente da Associação de Escolas Superiores de Formação de Profissionais no Ensino Rio Grande do Sul, trabalha com enfoque de pesquisa eh na aprendizagem, na formação de professores e na educação à distância. Quero registrar também que foi um brilhante membro do Conselho Nacional de Educação, onde eh deixou muitas saudades pela por
seu trabalho muito competente, muito sério eh durante todo o seu mandato. Ele será eh comentado pelo professor Marx Damas, que é assessor da presidência do CES, do SEMERGE, da FOA, é engenheiro de computação, com mestrado engenheras de sistemas, doutor em engenheiro de produção, pós-doutorando em educação, aliás, aluno de pós-doutorado do querido Professor Paulo Fossat, eh, trabalhando há 20 anos como executivo acadêmico. Muito bem-vindo, Sérgio e Max. Eu passo a palavra então ao coordenador desse painel, querido professor conselheiro Paulo Fossate. Muito obrigado, presidente Celso. Bom dia. Bom dia, mesa, conselheiros, todos os que nos acompanham nesse
recinto, os mais de 500 que nos acompanham pelo canal YouTube do MEC. Esse é um momento literalmente muito, muito importante para nós. Não é apenas um evento isolado este seminário, mas é parte de um processo que nos ocupa e um processo que também nos preocupa. Eu agradeço muito estar nesse lugar, porque principalmente nos últimos dias, como presidente da comissão formação de professores, nós alargamos muito o debate sobre a 424 e hoje, coincidentemente estamos iniciando a consulta pública, documento 424, importantíssimo, porque esta mesa agora agora diz da mediação pedagógica com o nosso grande especialista Sérgio Franco,
mediação pedagógica com os seus desafios e as suas oportunidades. E tenho certeza que a contribuição de todo o Brasil para 4:24 não pode se furtar de olhar literalmente paraa qualidade da educação. A Cláudia dizia isso aqui, a Iara, o Carlos, todos que nos antecederam nessa manhã, o que que nós queremos com esse debate? literalmente é onde estivermos, independente da modalidade que tenha qualidade e sinônimo de qualidade, que as pessoas aprendam e aprendam com boas mediações, mediações que nos inspirem, mediações que nos levem pra frente, mediações que desenvolvam hard skills, soft skills, reskilling, ou seja, Nós
precisamos para passar o Brasil a limpo naquilo que ainda precisamos evoluir, porque evoluímos muito a pessoas que saibam ser responsáveis. E eu entendo responsáveis é dar conta daquilo que a vida nos pede nesse tempo presente. Eu ainda sonho com um Brasil que um dia não precisemos mais estarmos aqui discutindo modalidade, porque qualquer educação, independente da modalidade, nós vamos dizer, temos um Brasil que aprende, um Brasil que Inclui, um Brasil da equidade, um Brasil que chega nos rincões com qualidade. A Cláudia dizia lá da dos 10, 11 horas de barco, eu também pego o barco em
Belém, vou pra Cachoeira do Iriri, 11:30 de barco e de Cachoeira do Iriri pra cidade chamada Curral. E só tem vilas e vilas ao longo daqueles rios. E eles também para equidade, para esse Brasil profundo, merecem o melhor para não fazermos de conta que temos bons mediadores, mas que lá no fundo os números dizem: "O Brasil precisa se passar a limpo e ainda tem uma bela trajetória sem desconsiderar todo o bem que já fizemos, que estamos fazendo e que queremos fazer. com todos esses ajustes e alinhamentos na nossa querida educação e hoje especificamente tratando aqui
da educação à distância. Então, ah, de imediato passamos aqui o nosso grande especialista Sérgio Franco, que tem larga larga história com a formação de professores. Ele acaba de se aposentar da URGs, mas não se aposentou da vida porque está em inúmeras Comissões, inúmeras situações, como está hoje aqui contribuindo. Isso é muito bonito nesse processo de formação continuada que a UNESCO também nos impulsiona enquanto tivermos o respiro da vida, temos algo para contribuir, irmos adiante. E o senhor é muito jovem, não tem cabelo tão branco quanto o meu, então nós temos muito que contribuir. Palavra é
sua, professor Sérgio Franco. Obrigado. Eu vou deixar o o enorme por conta dos meus 1,83 m. [risadas] Não sou tão grande quanto quanto o conselheiro César Calegari, né? Eh, mas eh eu quero então cumprimentando o conselheiro César, né, como presidente do conselho, cumprimentar todos os conselheiros que estão aqui. Quero fazer um cumprimento especial ao pessoal do Aquário lá da da secretaria aqui do do conselho, né, que a gente eh criou grandes amizades aqui, a gente sente sempre muito em casa tá aqui nessa nessa casa, né? eh fazer uma referência especial à minha chefe atual, a
Simone Horta, né, presidente da CONAIS e e a e a tantos outros outros eh eh companheiros, né? A gente já começa a dar conta que a gente tá velho um pouco porque a gente tá velho, não adianta. Ehentes por porque a gente já tem eh quantas pessoas que a gente já conviveu e compartilhou, Eu não posso deixar de fazer o registro também. a eh ao ao Carlinhos e ao Carlos Longo, né, que participaram desse processo todo de construção dos referenciais de qualidade da educação de instância, que foi uma das experiências mais ricas que eu tive
na minha vida por todo esse processo, né, eh, de discussão, de debate, de abertura que a a secretária Marta Bramo eh desencadeou ali na na nas séries, né? lembrava muito da dos tempos em que eh eu na CONAIS e a a conselheira conselheira Maria Paula lá na CSU, eh montando a portaria 40, montando o EMEC, né, e a gente fazendo todos esses debates. E realmente a a equipe das séries tem tido um uma atitude super interessante, super eh é ruim de dizer os adjetivos, mas eh eh até entusiasmadora, né? Daniel Jimenes como um dos parceiros
principais ali nas séries, né? Inclusive empresta a sala quando eu venho para cá e depois eu vou demorar muito para voltar. Mas é isso, vamos logo ao ao nosso tema. Eu tô um pouco preocupado porque parece que a tela não tá aparecendo toda, né? O eu vou passar aqui, vamos ver. Não, não, no YouTube. Tá no YouTube quant não? Ah, bom. Mas eu tô com YouTube aqui. Não tá aparecendo todo também não. Ó, ela fica, tá cortando um pouquinho. Não, não tá. A a internet fica bom. A a parte de baixo para ela cheia. É,
não tá no modo tela cheia. É na aqui se tá tá aqui tá é na na Você consegue botar em modo pela cheia? É, agora agora sim. Tá certo. Eh, bom, vamos voltar aqui pra gente. Onde é que eu vou agora? É bom. Eh, eh, enquanto tá a gente vai brincando, brigando com a tecnologia aqui, a gente vai, eh, a questão da mediação pedagógica, ela ela, eh, tem muita gente coloca que é um um uma novidade que que eh que apareceu com os referenciais de qualidade, com o decreto, né? Aliás, o decreto a gente vem
com o decreto eh 1 2 4 5 6 eh porque o três tá à distância, né? Então, por isso que a gente pula o três e que ah a mas que é, como já foi dito aqui, não é um simplesmente um novo marco da educação à distância, mas é um marco da educação superior. ele mexe com todo da educação superior. Porque essa essa compreensão que no início, confesso que eu até resisti a isso de que de não tratar como modalidade, mas tratar como oferta, Ela ajuda a gente a ter uma uma clareza de que a
a pode parecer contraditório, a presença da educação à distância, ela ela é extremamente importante para todo o funcionamento da educação. O futuro da educação passa por aquilo que a gente chama hoje de educação híbrida, né? Mas educação híbrida não é educação semipresencial, não é oferta sem presencial. Educação significa que a gente tá vai e já está e vai cada vez mais integrar as tecnologias, as situações todas, fazendo com que a gente torneo educativo mais dinâmico, o mais dinâmico possível. Eh, então, eh, eh, um aspecto super importante é que o o decreto ele foi ele foi
criado, como até foi colocado no início, a, a secretária Marta tinha eh apontado isso. Ele eh foi depois da construção dos dos referenciais em que o decreto é escrito. Não foi assim, vamos criar os referenciais para dar conta do que o decreto quer, mas vamos fazer com que a partir de de um pensamento de como deve ser a educação eh eh a educação superior, que a gente possa avançar em relação ao ao a as normativas. É claro que o decreto tem que se ocupar de algumas coisas do ponto de vista regulatório, que o atos referenciais
não não se não expressam tão bem, mas guardando uma coerência fundamental eh eh com eles. Bom, a a mediação pedagógica, deixa eu pegar Aqui um guiando aqui. Eh, não adianta a gente usar óculos, mas depois a pidade, mesmo com os óculos, a gente não consegue chegar lá na frente. Eh, vamos vamos fazer algumas distinções, a gente precisa ter algumas compreensões. A gente vai encontrar em algumas algumas publicações, artigos, livros, né? Inclusive, muitas vezes fazendo uma distinção entre uma mediação pedagógica e a mediação da aprendizagem. dentro dos referenciais de qualidade da educação de distância, da nos
cursos de graduação, não se faz essa distinção, está quando tá se falando de mediação pedagógica, estamos falando da mediação da aprendizagem, tá? eh dentro de uma concepção de que o processo de aprendizagem e desenvolvimento, ele é um processo eh eh contínuo e que depende basicamente da relação com os outros. Mas uma das maneiras da gente abordar eh aquilo que a gente quer é a gente a gente também apontar o que a gente não quer. Então, primeiro lugar, quero trazer essa essa reflexão. O que não é aprender, tá? Porque é muito complicado definir a aprendizagem. Tem
n teoria sobre sobre isso, né? a gente tem teorias mais complexas, teorias mais simples, mas todas elas ficam com algum problema, porque a aprendizagem é uma coisa muito ampla, que envolve muitos fatores. Eh, então, em primeiro lugar, aprendizagem não é absorção de conhecimento. Aprendizagem não é captação de informações e nem é treinamento mecânico. Eh, e aí a gente já pode ver que muit muitos cursos que a gente conhece por aí, eh, que estão eh eh sendo ofertados à distância tem tratado a aprendizagem dentro de um desses conceitos. Então, a gente eh quando reforça a ideia
da mediação pedagógica, a gente tá reforçando a ideia de que não basta só transmitir o conhecimento, transmitir a informação. Ah, mas a gente não aprende lendo. Sim, aprende, né, mas eh é um tipo de aprendizagem diferente do que a aprendizagem que a gente faz debatendo. Aliás, a a importância do debate como este, né? a gente podia mandar um monte de informações escritas, mas a gente poder fazer inclusive se vendo vendo as maneiras como as pessoas vão reagindo, né, como isso isso modifica. Aí eu coloquei ali no embaixo na na tela aquela aquela trecho da música
que acho que é de Arantes, né? A lição já sabemos de cor, só nos resta aprendendo, né? Então, eh, saber de cor é algum alguma coisa que é importante, não como a o que a gente chama de decoreba, mas saber de cor é saber do coração, ou seja, aquilo que brota da na gente de tão integrado que tá no nosso conhecimento. Eh, bom, se eu penso a aprendizagem como um processo complexo, eu tenho que entender que a aprendizagem ela envolve uma reorganização mental, eh, umas eh modificações neuronais que acontecem em função do que a gente
tá vivenciando, criação de sinapses e etc. Que a gente reconhece isso nas na recomposição das relações lógicas. Eh, a gente eh basta ver como que as pessoas que vão passando pela experiência eh educacional, elas vão mudando, por exemplo, a sua compreensão da relação de causa efeito, né, a as relações entre um conceito e outro, como é que vão interpretando os textos e recomposição de significados. Então, eh eh tem uma série de aspectos, né, que os sujeitos constrói a partir dessas relações com o seu entorno. Nesse entorno estão sim as tecnologias, estão os livros, estão, mas
estão também as pessoas. Eh, então quando se fala da relação com com o entorno, a gente também tem que entender que esse eh às vezes a gente esquece de algumas partes e aqui nem não, isso não quer dizer que esse esquema aqui tá completo, mas eu eu me relaciono com os símbolos sociais que a gente tem aí, seja aquilo que tá na escrita, mas seja também símbolos eh gestuais, símbolos, né, culturais que a gente tem com objetos físicos. Com regras. A a a a o relacionamento com as regras sociais é um é um componente de
como a gente organiza o nosso pensamento, a nossa maneira de lidar com o mundo. As linguagens, né, é importante aqui linguagens no plural, né, diferentes linguagens que a gente está. Isso tudo muito relacionado a essa e a a essa relação com as pessoas. E eu vou estar aqui sempre enfatizando muito essa questão da relação com as pessoas. Então vamos lá. Como é que a gente tá entendendo o que que é mediação pedagógica? Mediação pedagógica, eh, uma boa definição seria a relação humana catalizadora da aprendizagem e do desenvolvimento. A mediação pedagógica não é causa da aprendizagem,
assim como o ensino não é causa da aprendizagem. A a quando eu faço um processo de ensino em que eu faço mediação pedagógica, eu cataliso, ou seja, eu apresso, eu eu dinamizo o processo de aprendizagem, potencializo o processo de aprendizagem. Então, eh, com isso a gente tem que entender que o mediador pedagógico, como tá colocado lá no no decreto 1 2 4 5 6, eh, ele tá dentro do capítulo dos processos de ensino e aprendizagem de educação à distância, ou seja, a a Figura até daquele sujeito, daquele papel do mediador pedagógico, que vai ser então
um eh alguém que tem como função função precípoa, função básica, fazer a mediação, tá lá nesse capítulo dos processos de ensino e aprendizagem e dentro da sessão do corpo docente da mediação pedagógica. O que que isso significa? Significa que o mediador pedagógico, ele exerce uma função pedagógica auxiliar da docência. essa discussão da questão da contratação, você que é um dos grandes gargalos que tá tendo para as instituições, eh ela precisa ser ser atravessada por essa compreensão. Então o mediador pedagógico é um professor no sentido escrito, não, mas ele é um ele tem uma função pedagógica
importante. Como é que isso vai se dar dentro da contratação? Ah, mas como é que criaram eh fizeram decreto? Já recebi essa crítica assim, como é que fizeram um decreto? e usos referenciais criando uma função e não tendo definido nem na no catálogo brasileiro de ocupações, mas isso não se faz a priori no catálogo brasileiro de ocupações, né? Até hoje a função de tutor que já existe, né, consagrada na educação de distância não aparece eh no CDO. Então, a gente precisa ir aprendendo a lidar com isso. Tem atenção necessária, claro, entre sindicatos de professores, sindicatos
de profissionais da educação, sindicatos de estabelecimento de ensino para para se encontrar essa solução. Mas a solução aí não é com a gente, com vocês. Bom, mas Eh indo mais adente. Então, quem é que pode fazer mediação pedagógica quando se pensa nessa ideia da oferta, a oferta à distância nos cursos de graduação, eu gosto muito realmente dessa dessa formulação, a oferta à distância nos cursos de graduação, seja em cursos presenciais, em cursos semipresenciais, seja em cursos à distância. Eh, o mediador pedagógico por excelência, a princípio, é o professor. Porque um professor que se relaciona com
seus alunos, ele faz a mediação pedagógica. É claro que aquele professor aquela aula expositiva, sem sequer olhar pros alunos, ele não tá fazendo mediação pedagógica, porque o o trabalho que ele tá fazendo é pior do que um vídeo gravado para que os alunos assistam assistam. Eh, como a educação à distância tem uma marca da da quantidade e da eh do da da diversidade física, diversidades locais, né? Aí vem a ideia da distância, né? Eh, o professor vai precisar muito provavelmente de auxiliares para fazer essa mediação. Ele não vai conseguir fazer isso porque os alunos estão
longe, estão em outras situações. E aí que surge então a ideia de ter um mediador pedagógico. Ah, mas isso antes era o tutor que fazia. Sim. na no nas regulações anteriores se falava, se dava ao tutor Essa eh essa tarefa, porque ingenuamente eu ajudei a escrever lá o o eh o segundo decreto sobre educação à distância, a gente pensava que sim, o que precisa é o acompanhamento pedagógico. E as instituições mostraram pra gente que tem todo um aspecto de suporte administrativo que o aluno precisa ter também. Então tem que ter o tutor também fazendo suporte
administrativo, mas é diferente do suporte pedagógico que precisa ser dado. E tem e tem outros que vão fazer também mediação pedagógica, que são os colegas, são os pares ou os palestrantes que vão vir para uma aula. Ou seja, eh a a ideia, e aí o que eu vou vou aqui eh eh discordar um pouquinho do Peters. Peters eh citado pelo pelo Caminhos, a ideia original que se tinha de educação distância era muito em cima da do autônomo, do sujeito autônomo e quase de um sujeito que vai estudar sozinho. Eh, em tempos de redes sociais, isso
não existe mais, né? Então, o estudar com os outros, o lidar com os outros é fundamental para esse processo. E qual é a condição essencial para que a gente possa dizer, ah, aqui pode estar acontecendo mediação pedagógica? Aqui tem que usar a expressão do Paulo Freire, saberes diferentes. Eh, no Paulo Freire diz, não há saber mais, nem saber menos, mas há saberes diferentes. Eh, só tem sentido o processo educativo porque há saberes diferentes pela experiência de vida, pela formação do professor e do e do mediador pedagógico. Eh, mas como é que fica a relação entre
os colegas? Porque Há saberes diferentes também entre os colegas. E aí a aqui remonta eh eh aqui aponta algo inclusive no no levantamento que que foi feito no no Observatório da Educação à distância do do CMESP, eh que as as instituições têm se dado conta da importância da formação pedagógica dessa segura e dos próprios professores, né? Porque é o problema que a gente tem na educação superior em geral, que boa parte dos professores não têm formação pedagógica e que eh não adianta só eu querer reproduzir as aulas que eu tive, né? Ser professor é diferente
disso. Eu tô bem, né? [risadas] Eh, tá bom. Mas aí pensar para pensar isso, eh, acho que é muito importante a gente ficar atento paraas finalidades da educação superior. E quando a gente vai lá pro artigo 43 da LDB, a gente vê que educação superior é muito mais do que colecionar conhecimentos novos. não se reduz, não se pode reduzir a educação superior, há um mer uma mera aprendizagem de conteúdos, uma mera eh um um mero acúmulo de conteúdos. A a essa esse esse possibilidade essa possibilidade de de formação que a que a que a educação
superior propõe, ela vai para aspectos de desenvolvimento de habilidades e competências. profissionais e sociais, né? Quer dizer, a grande maioria dos nossos cursos superiores, o modelo, né, Que é que é mais difundido no Brasil, são cursos que formam profissionais. Eh, e, portanto, eu tenho que preparar esse sujeito paraas competências profissionais em que ele vai atuar. Eh, mas não só para aquelas eh eh estritamente na profissão, mas as próprias competências sociais. que vão gerar, até porque eh a gente sabe que eh praticamente só 30% das pessoas com formação superior continuam trabalhando na sua área de formação
depois de 20 anos, tá? Isso não é uma coisa ruim, isso é uma coisa boa. Isso significa que as pessoas vão diversificando sua seu modo de atão. As exceções para isso são principalmente a área da saúde e a área da educação, que é onde o pessoal fica mais tempo trabalhando. Mas mesmo assim a gente vai trabalhar na gestão da escola, vai tá atuando em outras em outras frentes ainda que esteja eh ligados a estejam ligados à educação. Então, não é só habilidades e competências profissionais, é são também as sociais. E a a uma outra maneira
a gente outra coisa que a gente extrai quando vê lá as finalidades da educação superior é que eh o sujeito tá se inserindo num contexto ético de relações e num contexto epistemológico, porque é eh a a educação superior ela é o espaço de de formação de contato com a ciência. Não se não não não não não se pode pensar em educação superior sem sem pensar nesse nessa nessa dimensão epistemológica tá formando a pessoa não simplesmente como alguém que vai consertar alguma coisa ou que vai executar alguma coisa, mas alguém que tá entrou num num num
contexto epistemológico que com isso consegue interpretar o mundo ou pelo menos parte dele a partir desse contexto epistemológico. Bom, então eu fiquei pensando como abordar essa questão da da mediação, como é que a gente pode, eu acho que eh, assim como eu fiz antes com a aprendizagem, eu vou começar a abordando o que que não é mediação pedagógica. Eh, então, coisas que aparecem nas conversas que a gente vai tendo com as pessoas. Eh, será que mediação pedagógica é promover aulas presenciais em cursos à distância? E aqui eu coloco bem bem grande aquele não. A aula
presencial não é sinônimo de mediação pedagógica. A aula presencial ela é um espaço que pode ser privilegiado para se fazer mediação pedagógica, mas ela em si não é mediação pedagógica. Como eu falei antes, aquele professor que dá aula expositiva e não interage com seus alunos. E esse é um e e esse é um problema que a gente tem. a gente tem uma visão muito muito forte no Brasil todo com de que a a educação se faz com Aulas e não é bem assim. A gente vai falar um pouco mais, vou falar um pouco mais sobre
isso, mas vamos lá, né? Eh, será que a mediação pedagógica, Opa, eu passei, não passei bem. [risadas] Eh, agora foi. Será que a mediação pedagógica é função exclusiva de mediador pedagógico? Não é só, né? Falei como como falei antes, professores, colegas, convidados e outros que vêm a interagir também fazem mediação pedagógica, né? Então, estamos pensando sempre dentro dessa ideia da mediação humana. Eh, será que a mediação pedagógica somente ocorre nas atividades cinco nas mediadas? Essa é uma pergunta que me veio muitas vezes. Eu eu eh só depois que eu despertei para isso, a gente acaba
falando tanto da mediação da da sigla mediada que tá parecendo que a mediação só acontece no ciclo imediato. Não. E aqui eu acho que é essa explicação fica é bem bem eh eh é bem importante. A mediação pode ocorrer sempre que houver interação direta entre pessoas, com ou sem uso de tecnologias, com objetivo de promover a aprendizagem. Então, eh, e quando eu faço uma mediação, eh, em Que eu estou, no caso do do da atividade cinco, na mediada, por que que ela eh foi muito criativa? Eu eu eh não basta só eu botar uma uma
aula que é transmitida sincronamente. A gente vê que a a gente viu isso na pandemia e vê nas instituições geral que a quantidade de alunos que acompanha ao vivo a aula é muito pequena. Então aqueles que estão acompanhando ao vivo e se eu tenho uma possibilidade de fazer perguntas ao professor, interagir com o professor, eu tenho o processo de mediação pedagógica, mas aquele que vai assistir depois, a mediação pedagógica, eh eh depois vou falar sobre as outras mediações, mas eh eh a mediação pedagógica acabou, não tem essa essa interação. Então a ideia da sigla mediada,
controle de presença, porque que que é? é, é que a situação síncrona, eh, ela pode ser muito próxima à situação presencial. E por isso também que que nas nas portarias aparece a a compreensão de que eu posso trabalhar eh eh momentos presenciais ou símbolos mediados como se fossem praticamente equivalentes. A gente tem várias situações em que o ciclo imediato se torna interessante pela interação que eu tenho. exemplo típico são as orientações de TCC, orientações até de estágio, em que eu vou vou interagir com os meus alunos exatamente utilizando essa essa eh Mas claro que eu
não posso fazer isso com 200 pessoas numa orientação de estágio teria que ser até 10, 12 pessoas, né? Eh eh em alguns casos até pode ser menos. Bom, e mais um não aqui é, será que é possível fazer mediação pedagógica com materiais didáticos ou com robôs de inteligência artificial? E aqui a minha resposta é bem categórica. Não. Aí cuidado, pode haver interação ou mediação com materiais didáticos. Quando eu leio em livro, eu tô conversando com o autor, né? Quando quando eu vejo um filme, né, e a gente entra dentro da história do filme, né, a
gente tá interagindo com o filme, isso são interações, isso são mediações também, só que a gente vai distinguir isso da mediação pedagógica. é outro tipo de mediação super rica e super importante. Não posso desconsiderar isso. Quando eu preparo uma uma aula que vai ser transmitida eh assincronamente, eu não só posso, mas como eu devo me preocupar com as as interações que acontecem aí no sentido de colocar eh eh usar bem a o jogo de imagens, né, fazer eh eh permitir que as coisas eh possam aparecer diferentes formas da pessoa lidar. Aí tem aquela questão dos
estilos de aprendizagem, uma discussão um pouco um pouco complicada do ponto de vista conceitual, mas de qualquer maneira o quê? Tem pessoas que eh precisam muito mais ver do que ouvir, pessoas que que precisam mais ouvir do que ver. E isso é que se trabalha nessas situações usando a tecnologia. A IA pode resolver muita coisa, pode, mas ela ela ela vai. E, aliás, é uma coisa que até o pessoal hoje que Trabalha com bastante, eu tenho uma uma orientando que tá estudando isso, eh às vezes eu tenho que que dizer para tá agora eh eh
por exemplo, eu eu fiz um trabalho e pedi que a IA corrigisse e analisasse a IA, analisasse o trabalho, depois a gente tem quear para Iá, tá? Agora e analisa meu trabalho não concordando comigo, porque aá vai sempre concordar comigo. A ideia, o algoritmo é para para te incentivar para confirmar o que tu pensa, né? Então, eh eh então são naturezas diferentes de interação, de mediação, né? complementares, mas são diferentes. E indo pros finalmente, eh, o subtítulo da da mesa, desafios e oportunidades. Eh, acho que um um o eh as duas colunas aqui são desafios
e oportunidades ao mesmo tempo. É uma grande oportunidade quando a gente a gente lidar com essa questão da educação à distância na nos cursos de graduação, seja eles presenciais, semipresenciais ou à distância, é superar o modelo centrado na aula, começar a explorar outras formas de de eh de estudo, de interação com o conteúdo. Isso extremamente importante éar ressignificar a presencialidade. Como dizia antes, a aula aula presencial não garante que eu vou aprender melhor, não. Eh, agora, para que que serve a presencialidade, especialmente? Acho que a a Cláudia colocou bem, o Carlinhos também antes, eh a
é eu ter a experiência prática, eu poder fazer a vivência, né? Então, potencializar as vivências da prática, isso que é importante na presencialidade. Eh, eu posso abrir mão de passar um conteúdo quando eu quando eu tô falando educação superior? Não, eu preciso passar conteúdo. A gente precisa de vez em quando dar uma aula, uma aula expositiva, né? até para ajudar a organizar o pensamento do aluno. Ótimo. Essa aula expositiva sendo presencial, ela é melhor do que ela se ela for preparada antes eh eh numa produção de vídeo? Pode ser que não tem uma uma experiência
interessante de um professor da engenharia da URX que ele começou a usar eh eh eh essa experiência dele começou eh há bastante tempo, era era CDs antes, agora vem, né? Tá na nuvem o pessoal baixar vídeos explicativos. E ele disse assim: "Eu achei que com isso eu ia só diminuir a a a o meu tempo de preparação de aula, que eu preparei muito aquele profor, mas depois não precisava mais preparar a aula". Mas o que mudou foi que os meus alunos de graduação hoje trazem questões que antes só meus alunos de pós-graduação trazia, porque ele
conseguiu mostrar determinadas coisas que trazendo vídeos, trazendo imagens, etc. eh eh e trabalhando assim mágica fica muito melhor. E outra coisa é fazer inclusão e expansão, porque a educação a distância está ligado a isso. Só que a gente tem que ter muito cuidado, porque eh o Brasil é o único país que expandiu a eh a educação eh centrada na educação à distância. Educação distância sempre eh auxilia na expansão, mas uma expansão sempre menor, né? auxiliar da expansão da da expansão do todo e fazer inclusão. Sim, porque eu tô permitindo que pessoas em outros lugares que
não teriam acesso ou pela forma de trabalho não teriam acesso. Só que fazer essa inclusão e expansão com qualidade, com eh eh aí entra a questão da da mediação, ela é um dos elementos, não é o único, mas é um dos elementos importantíssimos na qualificação com compromisso social. eh com a política estratégica. E se a gente for olhar o Plano Nacional de Educação, traz bem isso? Como a gente o Plano Nacional de Educação eh que que a gente precisa fazer uma política de eh expansão eh e organização, especialmente dos cursos de licenciatura. Então, como eh
eh a gente tem aqui uma realidade bem complicada, bem preocupante com o processo que aconteceu de expansão da educação à distância. muitos cursos de licenciatura em instituições tradicionais de qualidade eh fecharam e não é simples reabri-los. E eh a gente vai precisar ter um plano de como é que a gente faz para repor essa já tá quase dando dando um choque. Aa bem que o tá aqui, mas eh então é o irmão, né? né? É com com política estratégia, com compromisso com o país, porque a gente tá formando, ou melhor, está diplomando um monte de
gente sem formação. Isso é muito problemático para o país. E encarar de frente o custo da qualidade, porque tem uma coisa que não dá para fugir. e tu aumenta a mediação pedagógica, que é, né, eh, aumenta a carga eh de presencialidade ou de ou de ou de concomitância, eu aumento o custo. Mas não se faz educação superior eh a a preço de banana, né, né? Eh, eh, tem que enfrentar isso. O custo vai aumentar isso tanto para pra instução privada quanto paraa instução pública, né? Ah, isso é uma forma de exclusão. Não, aí vem a
questão das políticas que a gente precisa fazer para lidar com isso. Mas sim, vai aumentar o custo e isso faz parte do processo. É isso. Eh, eh, muito obrigado. Eu espero ter trazido alguns elementos aí de reflexão. Muito obrigado, professor Sérgio Franco. Aqui nós estamos também com duas comissões, a comissão do EAD paraas diretrizes EAD e a comissão 424, que também trata disso na formação de professores. Ah, olho aqui paraa relatora Maria Paula, quanto nós discutimos sobre a questão do mediador Aqui. Mais uma vez, o Sérgio Franco é categórico mediador, não é o professor, mas
precisa ter toda a formação pedagógica para dar conta dessa questão. Então esse foi um conceito, professor, que nós tivemos altas discussões, está no texto que vai paraa consulta pública hoje. E é importante analisar porque sim, ah, nós precisamos garantir a qualidade desse mediador para que lá na ponta ocorra a aprendizagem. Permitam uma parte, presidente. Eh, por favor. Eu eu queria também dizer que essa semana a conselheira conselheira Mônica como presidente da comissão de IAP colocou eh em consulta pública um texto eh que eu acho que é um texto eh avançado, inovador eh sobre o uso
da IA na educação, onde também foi estabelecido muito claramente a centralidade humana na mediação pedagógica. Então, eh, se aprovado, eh, nós podemos garantir que, eh, não existirá nenhum robô exercendo a mediação humana, eh, se depender pelo menos da vontade dos conselheiros. Dito isso, então nós vamos aos comentários do Dr. Max. Dr. Max também faz pós-doutorado em antifragilidade. importantes porque ele estuda, conforme Taleb, como tornar pessoas e instituições educacionais antifrágeis, para que diante de eventos esperados e inesperados, Nós possamos resistir e avançar e nos tornar melhores diante de toda essa situação esperada e inesperada. Max, teus
comentários. Vamos lá. eh, professor, Dr. irmão Paulo Fossat, que é assim que eu chamo, porque ele é o meu orientador eh no pós-doutorado e e nós nos fomos ares nós já nos conhecemos, fomos apresentados pela professora Iara de Xavier por um por uma pressão, por um um uma afinidade intelectual por um autor que é o Nascin Talébio, né, escreveu a lógica do cismo e negro e depois a antipragilidade. E aí a antipragilidade nos uniu e na verdade não só nos uniu, mas é a antiragilidade é que nos mantém como humanidade, né? que não sei se
todos conhecem o conceito de antiplagilidade, mas ele é oposto ao a gente confunde com resiliência. Quando a gente fala muito nas nossas instituições de ensino, nós dizemos quando passamos por impactos, seja impactos no mercado, impactos na regulação, nós dizemos o quê? Fomos resilientes. Mas quem estudou um pouco, professor Celson Nisquier também foi engenheiro, né? Já foi engenheiro em alguma vida, né? Tem tem um diploma, né? e alguns outros aqui. Eh, se estuda que a residência é uma propriedade dos materiais que depois de sofrer um estress ao mesmo local que ele estava, da mesma forma que
ele estava. A antifragilidade vem a o quê? dizer o seguinte: depois de sofrer inúmeros estress, ele não volta pro mesmo lugar, ele volta para um lugar diferente e melhor, porque ele aprendeu com aquele processo. Então, na verdade, o que que a gente tá trazendo aqui e discutindo é como nós podemos sempre nos tornarmos Cada vez mais antifrágeis dentro dessa situação. Então, assim, agradecer aqui eh aos eh aos conselheiros, conselheiras presentes, ao presidente Cargar presente, ao presidente da Câmara de Educação Superior, professor Otávio, Daniel Chimenees também aqui presente, eh representando aqui também a secretária Marta, coordenador
professor Paulo Fossat e coordenador e eterno conselheiro Sérgio Franco e a todos aqui presentes, eh, pra gente poder fazer uma troca, né? Uma troca. Na verdade, eu tô hoje aos poucos mudando pouco vocabulário para algumas coisas. Eu tô vendo que troca, às vezes troca significa que você já tá levando algo para pedir algo em troca, né, de volta. E talvez o termo mais adaptado seja partilha ou compartilha. E aí vou fazer até uma provocação aqui. É um livro que eu até comentei com a professora Iara, comentei agora h pouco com o professor Paulo Fossate. Eh,
não sei se vocês conhecem um livro chamado A Terra dá a terra quer. Alguém já ouviu falar desse livro? Não. É escrito por umbola. Tá, tá entre, foi eleito agora a pouco entre os 10 livros mais influentes do século XX de não ficção. Queria trazer aqui aí parabenizar professor Celson Esquier, professor Sartório, porque tem uma ele tem várias definições que ele traz lá, mas ele traz uma definição do que quer ser pessoas importantes e pessoas necessárias. Então aqui a gente sabe que tem o grau de importância e a importância é o quê? são pessoas que
desejam que as pessoas venham até eh estejam presentes com ela. Desejo, tem esse desejo que as pessoas estejam presentes com ela. E lá ele diferencia que o quê? Que as pessoas necessárias são aquelas que nós vamos até ela. Então, quando nós temos aqui as pessoas nos assistindo, temos 500 pessoas online assistindo, significa o quê? que esse aqui tem pessoas que são necessárias, não apenas importantes, necessárias e que o tema, mais do que tudo, é um tema extremamente eh eh necessário e importante. Não podemos dividir ou colocar talvez a importância como algo maior. Eu vou trazer
aqui, professor eh Sérgio, eh o senhor falou muito bem de aprendizagem. Para mim é o é o que vai ser o meio da do final do meu comentário aqui, eh porque é o que mais nos importa. A gente fala de regulação, fala de normatizar, mas o que importa é se os alunos de fato estão aprendendo ou não, se os alunos vão aprender e se sairão transformados ou não, sendo ele mediados, de que forma forem mediados, sendo orientados, sendo mentorados, sendo tutorados, quantos quantos verbos nós, quantas atribuições nós estamos colocando a a arte de ensinar, né?
E aí eu vou fazer aqui uma uma divisão. Então, o que que eu considero aqui primeiro? Eh, cinco questões que eu considero centrais. compreender que o novo marco regulatório ele faz uma distinção clara, muito clara, entre o que é o corpo docente mediadores pedagógicos. Segundo, entender que a mediação aparece como apoio e não substituição. Professor Regente. Existe um verbo, um conectivo bem claro. Terceiro, reconhecer que a legislação opta por modelo, a legislação opta por modelo da da titulação mediador, um modelo bem específico, um modelo bem específico de de da em relação à titulação, uma pós-graduação
Apenas o quê? necessária. É o que está por enquanto colocado de forma preferencial, mas não não urgente. Quarto e talvez a questão mais relevante aqui, em que condições essa mediação pedagógica melhora efetivamente a aprendizagem, o engajamento e a permanência? Quando a gente fala aqui da da educação à distância e temos o PNE colocando números muito eh colocando números muito muito em em força, nós precisamos o quê? diminuir a evasão. Então, é muito claro que a essa mediação ela tem que se tornar mais uma força importante no aspecto do quê? De aumentar o engajamento e a
permanência estudantil. E por fim, e aí que eu vou tentar trazer aqui, garantir a qualidade desse processo por mecanismos de governança e alguns indicadores importantes que nós podemos levar para esse papel tão importante do mediador pedagógico. Então, assim, nessa nessa natureza, estamos falando de quem aqui em relação ao mediador pedagógico, né? O decreto ele diz pra gente lá no artigo 18, no artigo 19, o que que é o corpo docente? Quem forma o corpo docente? No artigo 19 ele fala quem são os mediadores pedagógicos. E existe até uma divisão clara no artigo 22 que é
o quê? Uma divisão senitária, que vai ter um campo para dizer os professores e vai ter um campo para dizer o quê? Quem são os mediadores, tá? Eh, e a portaria MEC, subsequente, a portaria 506, ela vem a fazer e deixa bem claro sessões distintas para o quê? para o que é o corpo docente e para o que são os mediadores. Então, eh, o próprio marco regulatório, ele parece querer evitar essa confusão conceitual. Ele já deixa claro mediação Pedagógica não se confunde com docência, ele já parece deixar claro. E aí surge a a segunda questão
que eu trago, é uma complementaridade, mas não uma substituição, né? Então, o decreto lá no artigo 19, ele diz o quê? O corpo docente poderá ser auxiliado. Olhe o verbo, perceba o verbo que é colocado. Na portaria 506, nós temos o quê? Já uma relação de de governança ou de gestão sobão do professor regente. Ele tá fazendo um desenho dessa organização. Então aqui a a ela a essa esse decreto e o que veio logo em seguida já abre uma precedência para o quê? para se implementar uma governança muito clara dentro das nossas instituições de ensino.
Então, a norma, ela cria uma relação de dependência acadêmica do professor regente. Então, o debate, a gente pode pensar, não é, se vai haver ou não a mediação pedagógica, né? Porque essa norma já tá lá colocada, mas como é que a gente faz a salvaguardas que garantam que o quê? Que ela permaneça complementar, não substitutiva, que gere o efeito eh necessário, importante em relação à aprendizado dos nossos estudantes e um compromisso com a nação brasileira, né? Aí essa formação do, não vou entrar em detalh sobre a formação desse mediador pedagógico, mas também diz no artigo
19 do decreto formação acadêmica compatível, eh diz na portaria 506, graduação correlata e preferencialmente de pós-graduação, né? Então, eu tô trazendo algumas questões aqui e até relembrando que aqui eu tô vendo o colega Carlos Longo, eh, Chimenes, não sei se ele vai se lembrar, mas há um ano atrás nós fizemos pelo SEMERGE um evento sobre sobre as diretrizes da EAD e nós não sabíamos que Ia ocorrer a portaria dois dias antes. A portaria foi 19 de maio e nós já tínhamos programado o evento 21 de maio. Jimenes entrou até online, não sei se ele se
lembra. Professor Cels também estava lá presente, professora Bet Guedes também estava presente, professor Carlos Longo foi um dos que estavam presentes e a professora Simone Horta que estava agora h pouco aqui também foi presente. E tem alguns desses temas que nós estamos tratando aqui que já estavam na sua semente lá. Eu me lembro que o professor Carlos Longo, ele ficou, vou usar o termo aqui, rebolando para falar sobre polo, que que era, porque nós estávamos há um dia e meio do decreto que queb saída e até o professor Rui Otávio Bernardes, e acho que ele
foi o que ficou com a questão da mediação pedagógica. Então eu não dá para trazer agora aqui, mas na época eu acho que devem ter surgido 20 indagações e nenhuma resposta, tá? Isso, isso há um dia e meio depois que saiu o decreto. Então o decreto é 19 de maio. Acho que esse evento foi 21 de maio, o evento que nós organizamos lá eh pelo SEM. Então, eh eh a legislação quando ela faz essa questão da flexibilidade eh eh em relação à a função, né, do a a característica, aulação, ela já deixa bem claro quando
ela fala isso, que o quê que não se trata de professor, já tá claro pela própria lógica, quem conhece aqui os os princípios de lógica, já tá claro, porque senão entraria numa situação de quê? de contraditoriedade, seria contraditório, o efeito seria contraditório. Eh, então o centro do e aí mais importante pra gente, o centro do debate, aprendizagem do estudante, né? O artigo 19 lá diz, confirmando até que o professor colocou aqui, professor Sérgio Franco, é uma atividade educacional de mediação pedagógica em processo de Ensino e aprendizagem. Está lá muito claro. E na portaria 506, logo
em seguida, vem o quê? Quais são as algumas atribuições previstas? Acompanhamento, suporte acadêmico e apoio ao estudante, né? Então já tem o quê? Definição e atribuição. Definição e atribuição. Não tem apenas a definição, tem a sua definição e logo em seguida depois já teve o quê? A sua própria atribuição. Então o debate é importante que esse debate não fique apenas nesse vínculo organizacional. A gente tem que passos à frente, a gente tem que ir para o que de fato importa, que é o quê? aprendizagem do estudante, a centralidade do estudante e do professor. E e
em relação que o professor colocou sobre autonomia, eu também tenho essa essa essa essa reflexão, né? Como é que a gente consegue dizer se um se um estudante é autônomo, né? A gente tem que criar condições para que ele chegue à sua autonomia. A mesma coisa que se usa hoje em dia, se fala muito do protagonismo, né? Não, eu vou eu vou, o aluno é protagonista. Aí quando você vai para alguns ambientes universitários, significa deixar o aluno se virar, né? Então não é isso, né? a gente quer ser indutor, criar políticas que sejam indutoras para
que o aluno alcance o seu protagonismo, alcance a sua autonomia e o mediador pode ser aí, né, professor, nesse sentido, é o é o quê? Um indutor, um dos indutores que entra nessa nessa governança pedagógica acadêmica. E aí entrando na qualidade de governança da mediação pedagógica, é um outro aspecto também. Está claro lá no artigo 19 que existe o quê? o docente, existe artigo 18, 19, artigo o docente e o mediador Pedagógico. Existe lá, claro, decreto 506, sob supervisão. Bom, muito muito clara, vai vir inteirando aqui. Então, parece que o desafio aqui é muito menos
o quê? Normativo e muito mais de implementação institucional. O risco, talvez não esteja na existência de mediação pedagógica, mas na ausência de quê? de parâmetros claros, muito claros, do que que é a qualidade para a implementação desse desse mediador. Talvez é o que esteja que a gente precisa enriquecer no nosso debate. Então, algumas perguntas aqui pra gente pensar. Como é que eu supervisiono essa atuação, né? Então, como é que eu posso supervisionar essa essa essa essa essa implementação? Ela até sugere uma orientação acadêmica estruturada, ou seja, mas a gente pode ter alguns mecanismos possíveis para
isso. Quais mecanismos que nós podemos ter? Primeiro, delimitar as atribuições. Quais são as atribuições aí definidas? Planos de acompanhamento, reuniões periódicas, isso tudo previsto. Isso será que a gente precisa do MEC das séries para nos dizer? Não, isso possivelmente somos nós instituição, mas pode ter uma orientação pelos parâmetros que digam em relação a isso, registros acadêmicos e protocolos de encaminhamento. Então, super, é importante que a gente entenda que essa media que essa supervisão dessa governança não significa um controle burocrático, não é uma uma questão burocrática, mas é um alinhamento pedagógico, alinhamento pedagógico de efetividade da
efetividade do que a Gente tá se propondo aqui. Então é importante aí avaliar essa efetividade e aí precisamos garantir o quê? Evidências de aprendizagem, engajamento estudantil. Como é que a gente pode medir isso? Poxa, existem números, né? O desempenho acadêmico, redução da evasão, taxas de permanência, engajamento no ambiente que ele esteja participando, ambiente virtuitório de aprendizado, outra outra outro outro tipo de engajamento, a o nível de satisfação do estudante, mas que sejam o quê? metas e indicadores que sejam compartilhados entre essa estrutura acadêmica que participa o quê? O professor regente, o coordenador, professor conteudista e
o mediador. Metas compartilhadas e desenhadas, cada umas com as suas atribuições. Então o que que talvez, resumindo aqui nessa parte da efetividade, o que que talvez mais nos importe aqui na mediação pedagógica? Se o estudante aprendeu mais, permaneceu mais e se engajou mais, né? se ele aprendeu mais, se ele ficou mais tempo ali junto conosco na instituição e se ele se ele se engajou mais. Que tipo de de indicadores poderiam demonstrar isso, né? Eh, será que a mera presença do mediador para impacto educacional? Será que a só a sua mera presença é satisf? Não, né?
A gente vai se enganar se a gente só dizer o seguinte, que ele marcou um ponto lá na No ambiente virtual de aprendizado dizendo: "Estou aqui". Não, não é isso, né? Então, a indicação adesão às atividades, a melhoria das notas dos estudantes, redução de reprovação, a progressão acadêmica, desempenho avaliações externas, ver o efeito no exame nacional de desempenho dos estudantes, o Renade. Então, sem evid sem sem sem a gente criar qualquer tipo de evidência, a discussão fica só na base normativa, tá? E aí, eh, o que que a gente pode e professor Paulo Fossate aqui
já dizendo que já chegou a ao ao término, né? Eh, mas aqui me parece-me que o que o que o desafio colocado ele é muito menos pelo pelo novo marco regulatório. Ele não é simplesmente admitir ou rejeitar o a mediação pedagógica, ela já existe aqui. O verdadeiro desejo é o quê? Construir um modelo em que ele amplia o acompanhamento, o engajamento e aprendizado, preservando a central centralidade de quem? Da aprendizagem. E nas figuras de quem? Do professor, do estudante, né? Garantindo a qualidade e muito importante, a sustentabilidade institucional. E eu gosto de ver a regulação,
às vezes não com adversário. Então assim, mas como que a regulação ela não limita a inovação. Às vezes a gente pensa que a regulação vi limitar a inovação. Ela não limita a inovação. Ela simplesmente separa quem improvisa, de quem se estrutura para ela. Obrigado. Um abraço a todos e vamos em frente. Obrigado, professor Max. De fato, muito bom, muito bom. Meu aluno de pósdoc era uma era uma tarefa. Valia ponto. Valia ponto, Max. Muitos, muitos desafios. Ah, o senhor nos coloca no centro do debate aprendizagem. Sim, eu creio que este seminário é um indutor de
uma política pública, não desse grupo, mas de uma política pública para um Brasil que aprenda e um Brasil que possa aprender tanto na educação básica quanto na educação superior. Dito isto e o tempo esgotou. Muito obrigado. Obrigado relator Henrique Sartor. Obrigado presidente Celso por propiciarem esta manhã e já esse início da tarde com este seminário muito, muito rico, que literalmente vai nos ajudando a irmos esculpindo a política que o Brasil precisa e que o Brasil merece paraa nossa educação. Muito obrigado. Obrigado. Parabéns a aos participantes. Vejam, nós reunimos num painel três gaúchos. Quando nós colocamos
três gaúchos no mesmo painel, eu acho que a gente já pode esperar uma revolução daqui, né? Parabéns aí. Parabéns ao nosso nobre estado do Rio Grande do Sul. E vamos começar então o quarto painel que vai ser coordenado pela brilhante Conselheira Elizabeth Guedes. Eh, os últimos serão os primeiros. Ela vai coordenar o último painel, que tem como palestrante o professor Carlos Longo e os comentários do professor Luiz Cláudio Costa. Vai ser um painel sobre modelos híbridos. Pois não, professora Iara, quero só uma questão de ordem. Eu e o professor Carlos estamos aqui reclamando porque o
seu painel tinham três cariocas. Mas os cariocas abriram abriram o o cenário, né? Como cidade como cidade cosmopolita, ex-capital. Foi o painel carioca. Mas mas a gente amarrou os os cavalos no obelisco. [risadas] E o presidente, o painel dois e o painel quatro representam a diversidade brasileira. Mas eu eu queria dizer que o tema o tema vai ser modelos híbridos da oferta de graduação, experiências internacionais. E antes de passar paraa conselheira Bet, eu queria rapidamente eh dizer que o professor Carlos Longo é PhD da Universidade Newcastle, na Inglaterra, é vice-presidente da ABED e sócio fundador
da Sabre, Inovação e Consultoria Educacional. membro de conselho de administração de vários grupos educacionais com larga experiência, bem-sucedida experiência em projetos de crescimento da educação presencial, do EAD, no ensino híbrido, já foi dirigente da FGV, do IBMEC, da HSM, foi também reitor da Universidade Católica de Brasília e participou como membro do grupo de especialistas que elaborou os referenciais de qualidade nos cursos de graduação. Muito bem-vindo, professor Longo. e o professor Luiz Cláudio Costa, eh, com um currículo não menos importante, né, é um professor titular aposentado da Federal de Viçosa, foi eh, no Ministério da Educação,
secretário de Educação Superior, presidente do INEP, secretário executivo e ministro interino, né, e ocupa eh a consultoria na Academia de Ciências da Rússia, enfim, presidente do Observatório de Rankings e Excelência, um largo um importante currículo, mas mais recentemente, né, ele atua como membro da comissão de assuntos estratégicos do BN10 e autor de livros que já são sucesso, né, os dois mais recentes, impacto da inteligência artificial na unanimidade, na humanidade. Ele é uma unanimidade, né, mas o impacto é na humanidade. E inteligência artificial, funcionamento e desafios à ética, às crenças e existência humana. Então, muito bem-vindo
também o professor Luiz Cláudio Costa, que também é reitor do IESB. Eu passo então a palavra, querida conselheira Pet Guerres. Bom, boa tarde a todos. Quero aqui agradecer ao conselheiros Henrique Celson essa oportunidade de estar aqui no meio de gente que eu conheço há tantos anos. Aqui não tem ninguém novo, né? Quando o professor Sérgio falou: "Estamos todos velhos". Eu falei: "Gente, quando eu penso quanto tempo tem isso aqui, ó, quando ele era secretário executivo, não saia da sala dele, era tempo de fiesta. ficava cercando ele na porta do ministério e e o Carlos Long
é um amigo de muitos anos de do tempo do Lito. Quem Nos apresentou foi o Lito, aquele querido, maravilhoso. Bom, a minha missão aqui é muito simples, porque eu tô diante de duas pessoas absolutamente brilhantes que conhecem a questão internacional a fundo. Mas eu quero começar, eu vou falar um pouquinho e quero começar por onde começou o professor Sérgio. Continuando um pouco o que falou o Carlinhos, o professor Carlinhos, que é sobre a questão da experiência da aprendizagem, a gente pensa que tudo que tá acontecendo com AD no Brasil é nossa é nossa eh eh
é é específico o nosso, não é? A evasão é estrutural em todos os modelos do mundo. Eh, nós temos o o a importância da da da educação é é é a história de você mediar o conhecimento com a tecnologia, né? E e com isso você amplificar a capacidade humana. de de distribuir experiências de aprendizagem. Isso tá muito no referência de qualidade que vocês escreveram, não é isso, professor Manuel? Essa questão da experiência da aprendizagem foi uma coisa que a a a Marta Brama falou o tempo inteiro para nós no CCP. Acho que a gente tá
falando de ecossistemas flexíveis, que nós estamos falando de de uma IA que muda todo o jogo do EAD, como os senhores mesmos que não me antecederam já disseram. né? A I ela pode tirar autoria, eh, fazer criar fraude. Ela pode fazer inúmeras coisas ruins, mas ela pode fazer muito mais coisas boas no sentido de ter mais engajamento do aluno, que foi uma coisa que o Max eh Citou muito, eh, no sentido de ter previsão da invasão. Você pode fazer modelos preditivos, aí ela vai te avisar, esse aluno aqui tá com problema, ele vai embora, né?
Então eu acho que o que eu o que eu vejo que são as preocupações na no cenário internacional da EAD são exatamente os problemas que nós temos. O que há de diferença é a profundidade com que nós fizemos uma EAD que não prestava atenção à qualidade acadêmica, que tava muito mais voltada. E aí volta ao professor Sérgio que disse que a qualidade que a gente tem que enfrentar o curso da qualidade, né? Eu fui reitora, presidente de mantenedora, trabalhei em várias empresas de eh diferentes e sempre foi trabalhando com projetos pedagógicos de qualidade e a
qualidade custa caro. Se você quiser massificar a qualidade, você vai ter que investir em uma forma que você possa escalar. O problema é que toda vez que a gente escalou no Brasil, a gente escalou sem qualidades. E sempre, e acho que a questão da da educação à distância, quer dizer, da do uso da tecnologia, ela também é importante na questão da inclusão e da territorialização, que foi uma coisa que a Cláudia trouxe com o projeto lá de Marajó. E para terminar, porque eu não sou palestrante, eu só queria dizer para vocês que a tecnologia é
a infraestrutura estratégica que os sistemas de educação possuem hoje. Se nós não soubermos usar essa infraestrutura estratégica e ficarmos só, não, não pode porque é ruim, não funciona, nós não vamos avançar, né? Agora, acho que avançar sem qualidade é melhor não avançar porque você é um embuste, né? E eu tava outro dia conversando com um amigo meu, eh, sem qualidade você não pode fazer um curso 8,90. Alô, eu tô atendendo para ele. [suspirando] Então, eu vou passar a palavra, [risadas] já que tocou o sinal para mim. Obrigada, Lis Cláudio. Eu vou passar a palavra pro
nosso querido Longo, que eu tenho certeza que vai nos encantar com mais uma de suas brilhantes palestras. Tá aqui. Obrigado. Obrigado, Bet. Assim, primeiro queria agradecer pelo convite ao conselheiro Celson, conselheiro Cargar. É muito bom táar aqui a resiliência e a antifragilidade do público presente e e remoto, né, e a todos membros aqui da mesa. Agradecer também ao Daniel Jimenes e em particular acho que a liderança da Marta Bramo que foi muito importante nesse processo. Queria também agradecer os meus amigos Sérgio Carlinhos pela pela partilha pela partilha e por todo esse processo que eu acho
que foi muito gratificante. Aprendi muito com vocês. Espero que tenha contribuído também. Bem, indo direto aqui, ó. É aqui que é aqui de voltar aqui que aqui eu também não consigo enxergar. Eh, a gente falar sobre, a gente teve agora em João Pessoa, no CAED, um encontro falando sobre hibridismo na educação com colegas dos Estados Unidos, Canadá, América Latina e Oceania. E foi muito rico isso, né? E assim, a gente vê que o ensino híbrido no mundo, né, ele tá muito centrado em cima do aluno trabalhador, né? Por exemplo, nos Estados Unidos, o da COVID
para cá, ele teve um aumento de 52%. Ele saiu de mais ou menos 3 milhões de estudantes entre graduação e pós-graduação para 5.200.000 estudantes, né? E tem vários estudos, centenas de artigos que mostram, uma coisa interessante que a graduação híbrida ela diminui a evasão tanto pro ensino online como pro ensino presencial para esse perfil de público. E eu vou falar muito nisso e a gente sempre discutiu muito no nosso grupo que a gente tem que olhar a persona de quem tá fazendo, né? A gente tem um discurso que é bonito, né? que a gente fala
da educação centrada no aluno, mas a gente raramente na hora que vai desenvolver um projeto pedagógico pensa nessa persona para fazer essas escolhas, né? Os os programas, né, de o crescimento também Tá ativo na América Latina, México, Colômbia, uma série de países estão trabalhando muito o hibridismo e também focado nesse perfil, nesse perfil de público, né? provavelmente ele vai ser o formato de maior crescimento do Brasil, porque exatamente esse o maior perfil, basicamente, vamos dizer mais de 70, mais de 80% do aluno de ensino superior brasileiro é um aluno trabalhador, né? Eu gosto de falar
muito que a gente tem dois peixes no Brasil, né? O aluno patrocinado e o aluno patrocinador. E se a gente não pensar nisso, a gente comete alguns erros graves, inclusive em relação à qualidade, né? Eh, eu também acho que curso, esses cursos híbridos também estão muito focados na área da saúde, nas engenharias e na formação de professores. Então, acho que vai muito ao encontro do que a regulação nova vem, que cria o semipresencial exatamente nessas áreas, né, que coloca esse desafio. Sala é aqui para não poder chegar. Eu queria começar falando um pouco e a
gente tem que entender antes da gente pensar qualquer coisa em termos de qualidade na educação, de estratificar a persona paraa qual a gente tá desenvolvendo um projeto. Isso transcende para mim a regulação e é isso que vai definir a qualidade do processo do output, né? Então a gente tem de uma maneira geral no Brasil o aluno que a cham que é o aluno do primeiro P, o Aluno patrocinado, que ele é o presencial semestral, que é um jovem na faixa de 18, 24 anos, tem algumas variações, que ele recém-chegado tá de zero a 4 anos
do ensino médio, mais pros 4 anos aqueles que vão tentar a medicina, porque é um curso tem uma disputa maior e nem sempre ele consegue entrar, ele ele ele tá geralmente nas classes privilegiadas, vende escolas privadas, né? e e ele tem uma uma dedicação integral. Esse perfil desse aluno é o aluno do presencial, mas não que ele quer ter a aula presencial, ele quer ter o convívio da universidade, porque infelizmente só nós professores que acreditamos que o jovem vai pra universidade para assistir as nossas aulas. Ele vai lá para namorar, para conhecer o seu parceiro
de negócio, para ter uma vida social e para desenvolver aquilo que todos nós desenvolvemos um dia, que é ser feliz, né? que são os melhores momentos na nossa vida acontece lá, né? E isso não exclui a questão de usar mais ou menos tecnologia. Agora, pro restante todo, aquele aluno noturno, que é a grande maioria do presencial, que eu gosto muito de falar que é uma necessidade do presencial modular e do semipresencial e do EAD, são pessoas que na maioria, na sua grande maioria se formaram em escolas públicas. Eles têm longo tempo de de que eles
completaram o ensino médio. Muitos deles começaram uma graduação e pararam por vários motivos, né? Eles pertencem às classes diferentes e de menor acesso aquisitivo e eles têm uma vida pessoal, né? Eles trabalham, eles têm atividade, eles estão em momentos remotos, né? em em situações onde a gente desenha um curso. Eu acho que um dos grandes méritos dessa resolução é quando a gente para de falar em modalidade, que isso não faz sentido, e a gente fala em formato, porque na verdade quando a gente conversa com os estudantes, ninguém faz um curso de EAD semipresencial ou presencial.
As pessoas estudam medicina, direito, engenharia, administração. Agora eu tenho que ver na minha condição qual é o formato que eu me enquadro. Se eu não tenho disponibilidade, talvez um EAD seja melhor para mim. Se eu não, se eu tenho uma família, eu tenho um trabalho intenso. Olha, por exemplo, fui reitor aqui da Católica, se o cara trabalha no plano piloto para chegar em Itaguatinga, saindo daqui às 5:30 da tarde, vai chegar lá às 8, ele não consegue assistir uma aula. Então, a gente tem que entender que essa essa persona vai mudar todo o seu projeto
e os formatos ajudam nisso, né? E aí você vai usar mais ou menos tecnologia, mais ou menos mediação, mais ou menos deia dentro desse processo, da mesma forma que aquele aluno que a gente considera presencial seentação, ele quer ter discussão, ele quer ter viver no mundo real. Aí eu acho que os se eu consigo passar os principais desafios para mim do ensino híbrido primeiro é entender e e respeitar a persona do estudante. Se eu não entender quem é esse sujeito, o quanto tá agregando de valor a ele mais Ou menos tecnologias, uma mediação bem feita,
né? a autonomia desse estudante, não como um estudante isolado, mas dele a capacidade dele desenvolver conhecimento através das suas trocas, sejam com seus colegas, sejam com mediador e com os professores, né? Agora o chave tá na habilitação docente. A gente tá vendo e não tá aprendendo com isso. A pandemia mostrou, 80% do corpo docente não sabe usar tecnologia. Essa aqui é a verdade, todo mundo fala, eu tenho um grande grupo que gastou uma fortuna com o ambiente Google pra escola de ensino médio e quando entrou a pandemia me ligou desesperado, pô, longo ajuda a gente
aqui, pô, mas vocês tos esse não, mas ninguém sabe usar, você podia dar um treinamento online pros nossos professores lá na pandemia. Então, a instituição gastava 10 anos uma ferramenta tecnológica e nunca o professor dela usou, mas estava na propaganda, né? Isso acontece na universidade. É muito difícil pro professor, né? É, é, é tão bom, né? Quando aula, a gente faz o que a gente quer, né? Ele fala pros alunos, olha aí, ó, nada de usar Iá. Aí, gente, é um mundo real. A gente tem que entender, então tem que habilitar esse docente, ele tem
que saber planejar uma aula híbrida. Hoje, nos Estados Unidos, a Universidade de Colúmbia oferece um programa para todas as universidades que é de capacitação docente para montar planos de ensino híbrido. Eu quero entender como é que ele articula. Porque ser híbrido não é botar uma aula presencial e uma aula EAD. O hibridismo Obriga a fusão. É como eu uso o melhor dos mundos. Agora, se eu não sou preparado para isso, não vai acontecer. Aí vem uma chamada que a gente tá falando muito na distribuição da carga de de presencial EAD, A5 na licenciatura, mas estamos
falando pouco do currículo da licenciatura que tem que ter hoje na medicina, a gente que trabalha com projeto de medicina, tá embutido a questão da inteligência artificial na formação do médium. Pelo amor de Deus, a gente vai proibir mais coisas pro professor do ensino porque ele não tem habilidade de usar essas tecnologias. Então a gente precisa disso. O ensino, obviamente já falei que ele não é uma alternância de presencial EAD, ele é essa fusão, né? E como eu misturo componentes síncronos e assíncronos. Eu vou falar um pouquinho mais adiante sobre isso. O tem um problema
grave que eu acho que é que esse conselho debate isso sempre e num papel importante, mas a sociedade tem que tá engajada nisso e a gente tem que mexer nisso porque o ensino super o Brasil a gente tem uma dicotomia que a gente quer resolver o problema da educação na universidade, como na verdade o problema tá lá no ensino básico. É aqueles que que assim em 2015 eu fui num congresso nos Estados Unidos que tava o pessoal lá que foi o pessoal que que basicamente são os mentores da sala de aula invertida e os caras
estão dando um treinamento. Eu fui fazer o curso e os caras só davam exemplo de Kate Welth e eu tava com um colega da universidade hoje falei assim: "Pô, pera aí, esse cara não vai falar não, não. Problema é o seguinte, esses esses caras aí criaram esse negócio. Os alunos chegaram agora na universidade, a gente começa lá num teatro com 120 caras, começa aula com 120, quando a gente vira de costas só tem dois porque ninguém quer ficar ouvindo a gente, ninguém quer ter um lecturing, todo mundo quer ter uma aula, quer ter uma troca.
Então você vê, eles mudaram o ensino fundamental dois. E aí a universidade de 2015, quando esse aluno chegou, bateu na porta, falou: "Opa, vem cá, porque agora como é que eu faço?" Então você vê como é que é diferente, né? Agora ia proibir metodologia ativa na sala de aula, agora tem que capacitar o professor também. Pode chegar o professor faz aí a sua metodologia. Pera aí. A gente sabe que não é assim. Então eu eu acho que o modelo regulatório também, esse foi um modelo fantástico. Eu tive a sorte de participar, mas eu acho que
foi uma coisa dialogada com toda a comunidade, com as associações, com os próprios alunos. Eu acho que isso é muito importante. E aí a gente vem com um problema que eu acho que a gente tem que conseguir e espero que esse concílio consiga tirar um pouquinho o sentimento e botar a racionalidade que é a portaria, né, 424 da licenciatura. Aquilo não faz sentido. Não é uma questão de qualidade, é uma questão de exidade e equidade. Como é que a gente vai executar isso? Aquela aquela escola no Marajó, em qualquer uma dessas alternâncias, ela fecha porque
não tem condição de fazer aquilo, porque não tem nem docente. Não é não é questão de querer dar aula, é que é possível. Como é que a gente pode alternar isso? Óbvio, vai aumentar o custo, sim, porque fazer Coisas bem feitas custa caro, né? Isso não tem jeito. E esse negócio de dizer: "Ah, vai diminuir a inclusão, eu não compartilho disso, porque inclusão social é quando eu formo um bom profissional pro mercado. Matrícula não é inclusão social, matrícula é formação de qualidade. Então a gente tem que fazer esse equilíbrio, a gente tem que enfrentar esses
desafios e obviamente tem as discussões tanto que a Bet tanto defende isso que eu sei e do governo pensar como vou financiar esse estudante que eu quero dar equidade inclusive da para ele fazer um curso melhor, mas vai ter que pagar mais, né? E o custo público também aumenta, né? Então eu eu a gente tem um eu gosto de olhar de forma modular, né? Eu gosto de olhar as coisas como se fosse um modelo pra gente poder racionalizar isso. Então para mim eu criei aqui para mostrar para vocês uma jornada de implementação do modelo primeiro
tem que entender a persona, o perfil. A regulação ela é um guia, né? Ela te mostra os boundes, ela não define o que você faz. quem define que você faz seu projeto. Então, eu tenho que primeiro entender qual é a persona, quem eu quero atender, quem eu quero atingir naquele meu curso, qual é o perfil do meu corpo docente, porque também não adianta, eu não posso descolar, ah, eu quero fazer isso, mas nenhum docente meu sabe usar a tecnologia. Então, pera aí, ou eu mudo o meu corpo docente, ou capacito o meu corpo docente, ou
mudo o meu projeto, né? Aí vai definir que tipo de hibridismo que ele vai e a modelagem de aprendizagem, que isso é muito importante. Isso vai implicar numa Mobilização de gestão acadêmica. Gestor acadêmico tem que saber a capacitação docente, que perfil de capacitação que eu vou precisar, a comunicação institucional. Olha, tá certo que os gestores acadêmicos, mantenedores, as instituições estão confusas. Mas vocês já tentaram conversar com um estudante, vai perguntar ele: "Como é que é isso?" O que que é esse semipresencial? O que que é o EAD? Ele tá muito mais confuso do que todo
mundo, né? E quando ele vai no site aí que desdobra tudo. Então a gente pensar. Então tem que ter a comunicação, articulação com o arranjo produtivo, porque toda a lógica da lei é da experimentação, de você trazer o aluno, né, no conhecimento teórico e prático. Mas o arranjo produtivo tem que entender isso, como é que eu me comunico, né? Porque eu vou botar o aluno num ambiente profissional. Se eu não se eu não combinei com esse ambiente profissional, o que que ele vai fazer lá dentro? Olha, aqui entre nós, os Estados Unidos faz isso há
20 anos, né? Tem tem cursos de engenharia nos Estados Unidos há mais de 20 anos. Você não se forma sem um semestre dentro da indústria, né? Isso assim não é não é melhor nem é pior. É uma questão dessa colocação. O plan eh eh a estruturação de campes e polos. Acho que foi muito bem falado aqui pela Cláudia. Tem que ver isso, até porque não é uma questão de oferta, é uma questão de demanda. Eu tenho que definir o meu polo naquilo que eu vou atender. Eu não preciso fazer um super polo médio grande da
forma que for, eu tenho que ver quem eu quero atender e aí desenhar. E obviamente gestão de tecnologia digital e de informação, Porque também a gente cansa de ver as instituições compram assim, é incrível. Você chega numa instituição, ela tem tudo, realidade aumentada, tem tudo isso. Aí quando vocês fala como coordenador do curso ou com o professor, o que que você, o quê, professor, você usa laboratório virtual, mas que que é isso? Tá lá na instituição e ninguém tá capacitado, nem sabe o que usar, tem que planejar, né? Eu acho que a gente perdeu esse
hábito nas instituições de ensino. A gente começou a reagir a guerra de preço, a questões de captação, a uma série de problemas, outros e parou de parou de planejar pensar o projeto pedagógico institucional. Você conversa às vezes com um coordenador que ele não sabe nem o que que é isso e a gente tem que voltar a pensar nisso dentro do do projeto. Referenciais de qualidade. Eu acho que eu recomendo todo mundo a ler os referenciais de qualidade porque tá muito de lado, tá muito bom para ajudar a pensar nisso. O entendimento da regulação, a regulação
não é sua inimiga, ela tá dando guidelines, né? Tá dando direções para você trabalhar em cima disso e, obviamente planejar conforme a persona, implementação, né? capacidade dos agentes acadêmicos, como é que eu vou articular esse processo, entender o papel do professor conteudista, o professor regente, do mediador pedagógico. Eu acho que trazia muito do que foi falado aqui pelas pessoas que falaram antes de mim, como eu articulo isso entre as partes e ter uma gestão acadêmica e operacional da IS que entenda o processo como um todo, não Pode descolar essas coisas. E aí, como eu sou
engenheiro de formação, né, para mim não existe nada. Eu não consigo fazer uma coisa nem boa, nem ruim se eu não medir, se eu não tiver um processo de medição. E aí eu tenho que fazer análise em docente e vicente para poder apoiar esse meu docente e entender o formato de aprendizagem do da persona que eu tô entendendo. Avaliação de aprendizagem pela própria e eu acho que eu não preciso esperar o ENA, eu não posso esperar um ciclo de 3 anos para dizer: "Nossa, deu errado". Eu tenho que ter esse processo e analisar a avaliação
externa de uma forma mais madura, né, do que ficar reclamando dela. Eu tô quase terminando, Bet. Então aqui eu eu esse modelinho porque eu acho que ele é importante também da gente ver o que é mais presencial, o que é mais online. Eu botei em quadrantes, né? Então assíclo presencial, né? Pensando aí em cursos híbridos, né? seriam projetos extensionistas, projetos integradores, projetos de pesquisa e ITCC e afins, o polo, campo de prática e ambiente profissional. São as atividades que podem acontecer lá dentro, que os estudantes estão fazendo sobre uma tipo de orientação. E obviamente tudo
isso exige um um um modelo de avaliação, né? o assícon falando de videoaulas, podcasts estruturados e com exposição e conteúdos teóricos. Veja bem, o assíncro no online não tá proibido porque as pessoas falam assim: "Pô, só pode mediação síncrona, né, para 70 pessoas?" Não, você pode ter uma live para 1000 pessoas se você quiser, né? Você só tem que saber estruturar isso. Como você vai fazer isso acontecer? laboratórios virtuais e realidade aumentada. É super importante. Os laboratórios virtuais não substituenciais, mas quando eu tenho uma dinâmica de aprendizado híbrida, é muito interessante o aluno ter uma
pré-aula num laboratório virtual que ele entende como usar os API, como é que vai ser o processo dentro do laboratório e qual vai ser o protocolo da prática que ele vai fazer para na hora que ele chegar no laboratório não perder um tempo precioso dele e do mediador nessa prática, né? e obviamente uso de inteligência artificial, né, que ela a inteligência artificial como ensino adaptativo, ela é muito bom, ela ajuda o aluno ter um apoio do estudo, ela não substitui o mediador, nem o professor, mas ela tá lá, é uma máquina, tá 24 e obviamente
também um processo de avaliação. Quando eu vou pro lado síncrono presencial, nós estamos falando de aulas teóricas ou atividades práticas presenciais em laboratórios físicos na I, no polo ou no ambiente profissional. E obviamente tudo isso tem que ter avaliação. Não adianta botar uma prática e a gente não avaliar isso, né? Quando a gente faz do síncron aí sim, aí a gente tá falando de aulas, eu botei aqui teóricas, mas não necessariamente elas precisam ser teóricas, mediadas, com grupos até de 70, como tá na portaria, com ou sem Metodologias ativas. Eu posso estar discutindo uma determinada
situação no modelo talk e eu também posso usar metodologia ativa no ambiente virtual de aprendizagem. É muito fácil, mas isso eu tenho que capacitar docente, eu tenho que estruturar meu plano de aula, eu tenho que ter um planejamento prévio para isso acontecer e obviamente a avaliação. Chegando aqui ao final da minha fala aqui, assim, esse desenho, que não fui eu que fiz, eu adoro, esse desenho, ele descreve todos os os formatos que tá na regulação, no decreto, né? onde bota lá medicina 100% presencial, eh, direito enfermagem e odontologia 7030, a proposta de semipresencial das licenciaturas,
eu gostei da sua ideia, Carlinhos, 3515, eu, eu você acho que é uma alteração muito boa. Obviamente, os cursos sempre presenciais na área da saúde e engenharia que demanda muito mais prática, né, do que a licenciatura. Essa aqui é a verdade. Laboratórios, uma série de coisas. e o curso à distância que é 80% assíncrono e os 20%. Aí eu coloco uma observação da do que tá na política, na proposta de audiência pública, que eu acho que a gente tem uma obrigação. Primeiro, é verdade que a oferta de educação à distância tá muito precária. É verdade
que o nível de qualidade tá muito baixo e a mudança na regulação vem para enfrentar esse problema que só vai ser enfrentado de verdade com as avaliações, com processo de supervisão e com as mensurações, certas, porque também essas instituições tiraram nota um e dois tem avaliação Nota cinco nos seus cursos nas visitas em loques, que é uma coisa totalmente dicotômica. Tá errado e a gente tem que enfrentar isso também. Não adianta fingir que não tá vendo isso, que esse é um erro. Agora botar 50% de presencialidade, 20% de 5 na mediada, a gente tá correndo
em risco de pôr o futuro dessas pessoas em risco, porque isso daí não é viável, não é a questão econômica, não vai ter acesso para as pessoas. A gente, sala de aula, foi o Sérgi, falou isso, a sala de aula não representa a qualidade do curso, né? É o formato de aprendizagem. Eu acho que a gente tem que enfrentar isso. Os testes do PISA moram, mas eu botei no ano 2000. No ano 2000 não tinha formação na educação à distância e o PISA era tão ruim como é hoje dos nossos alunos. É óbvio, eu concordo.
A BED, ela defende uma identificação de qualidade inclusiva. Eu concordo que a gente tá com a qualidade precária, a gente tem que mudar isso, mas não é indo pro lado oposto. Eh, eu sou da geração da Retali, é proibido proibir esse negócio, a gente ficar pensando que proibindo a gente vai melhorar a qualidade. O que a gente vai fazer é a exclusão social e a qualidade vai piorar. Porque aqui entre nós, se a gente olhar os cursos presenciais de licenciatura, muitos deles também são nota um e dois e também são precários. É que é muito
mais fácil bater na educação À distância do que olhar. Então eu termino minha fala dizendo assim: quando olhamos o mundo pelo retrovisor, não enxergamos a realidade à nossa frente. Opa, perdemos a chance de deixar um legado para as gerações futuras. Se a gente quer enfrentar o futuro, a gente tem que começar hoje e enfrentar os nossos próprios medos, que eu acho que é isso que tá acontecendo na licenciatura. Muito obrigado. Obrigado, Longo. Cumpri o seu tempo. Eh, eu eu queria só voltar a insistir um pouco que os problemas que nós temos na EAD aqui no
Brasil são os mesmos que a gente enfrenta lá fora. E volto a dizer que o problema, nosso problema é um problema de intensidade. E eh eu acho que nós temos uma nós temos uma uma coisa assim proibir de proibir no Brasil. Eu entendo o seu espírito libertário, mas é um perigo para nós, né? Porque os gafanhotos estão por aí soltos, juntos, prontos para se montar numa nuvem e descer na plantação. Então assim, acho difícil, mas agradeço. Acho que essa sua experiência, os cursos de engenharia, a a dissociação do mercado de trabalho que nossos cursos têm,
independente da modalidade, é uma dissociação muito complicada e que a gente precisa corrigir. Nós já estamos, então, aqui um pouco atrasados. Eu vou passar a palavra então pro nosso querido Luiz Cláudio e eu tenho certeza também que ele vai trazer contribuições valiosas para nós. A palavra é sua, Luáudio. Obrigado, Bet. Primeiro agradecer muito ao CESO Satore pelo convite e queria parabenizar o CNE por coisas estratégicas que vem feito nos últimos tempos e aqui também estender, viu, para Mônica, para você CS, para inteligência artificial, vocês fizeram um trabalho brilhante como tô fazendo aqui. Saudar o nosso
presidente Carigar, que é um grande amigo, trabalhamos junto tanto tempo. E aí saudar todos os demais eh conselheiros. Olha, eu eu talvez eu vou começar o longo primeiro. Parabéns, Lon. Você fez uma exposição com a sua competência, com tudo aquilo que você sabe que praticamente não precisava nem de comentário, mas eh e também do que foi falado nas outras mesas, eu gostaria de acrescentar alguma coisa e talvez eu vá começar com uma provocação que eu escrevi vendo a sua apresentação antes, que você teve a delicadeza de nos mandar ontem. Eh, e aí um pouco do
que vocês falaram e eu acho que o conceito pode ajudar muito nisso. Eh, lá fora não se vê mais nas instituições que eu conheço e que trabalho há algum tempo. Celso pediu para mim abordar bastante isso. Eu tenho tido a oportunidade de trabalhar muito internacionalmente com alguns, né, órgãos. Eh, não se tem discussão de percentual de presencialidade. Isso não se desculpe. Isso você não vê nenhuma instituição falando um percentual XYZ. Eu não tô dizendo que esse modelo é correto. Eu tô dizendo que lá não se discute isso por algumas razões que eu acho que esse
conselho pode nos ajudar. Eh, e no Brasil vocês dois falaram praticamente a mesma coisa. Eh, a regulação precisa proteger a qualidade, isso é um consenso, mas ela também precisa permitir a inovação responsável. Ela não pode inessar, porque se ela só forar em controlar a qualidade, como é que eu vou inovar? Como é que eu faço um curso inovador de eh ensino à distância no Brasil? Vou dar dois exemplos que vocês conhecem bem, que todo o mundo inteiro conhece. Uma das mais antigas, a Open University. Opniverso começou para ser 100% online, fazia um belíssimo trabalho. Tinha
o Persona, que o Carlos falou bem, ela sabia quem ela queria atingir. Hoje ela não é 100% online. Hoje ela tem um mediador pedagógico muito antes da gente, só que não tem imposição. Ela foi criando as coisas, seminários, workshop, encontros. Então ela foi inovando e percebeu que era importante ter essa figura que o Sérgio definiu bem, né? E e o Sérgio falou: "Olha, a sala de aula não é o único locoo de aprendizagem na instituição, acabou, né? Se já não era antes, não é mais. Então a gente começar por aí e essa é uma decisão
que nós precisamos fazer. Quer dizer, quando eu quando eu começo a fixar percentuais, o que que eu tô fazendo? Eu realmente estou protegendo qualidade ou que a gente o que lá o que se discute muito não é o percentual, né? que se discute muito eh como é que faz a aprendizagem. Di, como é que eu vou atuar num curso híbrido fazendo aprendizagem, né? E aí não é percentual, é arquitetura pedagógica. Eu posso ter uma arquitetura pedagógica, um designcional, eu posso ter um curso inovador que tem 10% e ser excelente. Agora é claro que paraa regulação
é difícil. Como é que eu vou avaliar isso? Eu acho que uma das coisas que nós precisamos permitir, talvez, e parabenizar tudo tudo que foi feito, fizeram um avanço interessante, tem coisa que precisa mudar. Eu não tenho menor dúvida que na formação de pedagogia nós temos que mudar, mas enfim, em outras áreas também. Eh, nós tínhamos que ter permissão, OK, essa aqui é a base, esse aqui é o centro, isso aqui é o tal, mas isso que eu quero inovar, eu tô apresentando uma de uma arquitetura pedagógica por um determinado curso que o meu percentual
é diferente daquele apresentado. Não, não posso. Você tem que seguir exatamente, ou seja, nós estamos fazendo uma luva para eh todas as mãos, isso no mundo não se faz, né? Então, rapidamente falando, eu falei da Open University, gostaria de falar mesmo mesmo exemplo. Nós inclusive trouxemos o reitor da Universidade Aberta de Catalunha, ele veio nos ajudar no IES, a gente fazer o nosso curso. Ele teve na BED também o o né? Eh, ele é simplesmente fantástica. Catalunha tem o mesmo exemplo, eles nascem 100% online, depois eles vão inovando, coloca o pedagógico, mas lá não tem
percentual de X 30, 40, 50, 20. que é uma coisa dentro da arquitetura pedagógica importante. Então, eh, o que que eles fizeram muito, e aí talvez seja o mediador pedagógico, um suporte muito robusto, um Acompanhamento contínuo, a ideia do pertencimento institucional, aberta de Catalunha tem umas coisas interessantes. O estudante online, eles passam férias juntos, escutem livros juntos, eles fazem uma série de atividades que nós fazemos no nosso campus. deve namorar também. Eu não perguntei não, provavelmente namora, mas isso não é questão só deles. Eu brincava muito, quando eu fui reitor da Universidade de Viçosa, que
o meu estudante de engenharia só encontrava com estudante de nutrição se os dois namorassem, porque não era o campus permitindo essa convivência, né, ou incentivando essa convivência. Então, eh, lá de fora, agora, se a gente quiser experiências eh mais radicais, eu acho que todos que nós aqui conhecemos, por exemplo, a Mineva University, aí é um outro conceito, mas é extremamente interessante, tá? Para tinha que inovar. E tem o Persona da Minerva. O Persona da Minerva é completamente diferente de Persona eh da Berta de Catalunha do Open University, né? Eh, então o o híbrido de excelência
não significa definido percentual, significa uma arquitetura pedagógica que permita o aprendizado, né? Significa redesenhar a experiência educacional. É isso. Para aquela pessoa, para aquele público daquela modalidade e pro local que eu estou, né? Ess esse é uma das dificuldades do Brasil. Tô persona que você tá chamando, né? Você pode ser persona de personas. Eh, aí eu queria falar de uma que eu tenho a felicidade de de todo ano está lá desde 2016, que é a China. Eu não vejo avanço na educação nos últimos anos do que a China. Eu não vejo, né? e tire oportunidade
de estar em outros países também, mas a China ela muda. Você pega a Tsinguai University, você pega a Gzen University e outros, eles estão fazendo uma mudança completa. Ela não tá discutindo mais presencial, edição per, nunca discuti. É uma educação inteligente integrada à inteligência artificial e com proteções maravilhosas. Não sei se vocês viram, semana passada a China, ó, em 2017, a China criou o Plano Nacional de Inteligência Aricial. O primeiro nunca foi criado. Tem a razão por causa disso, mas não importa. Eles criaram em 2017. Ninguém falava nisso, né? Criaram um plano e incluso a
educação. Mas eles, por exemplo, não permitem jamais. Inclusive agora saiu pra indústria. Você você pode incorporar os agentes de ar, mas você não pode demitir pessoas. Então tem uma proteção. Na educação é a mesma coisa, você tem que ter o mediador. Só que eles fazem, eles já estão nessa ideia da educação inteligente. O que que eles fazem? A gente tem ensino presencial, plataforma digitais, laboratórios virtuais, o analíticos educacional, você tem a mediação. O que que eles estão fazendo é algo extremamente diferente. Eu acho que no Brasil nós temos capacidade e temos feito isso. Eu quero
aqui saudar o Romero Universo tem feito isso, né? assim, é é uma instituição pública e inova, gostaria de inovar mais e às vezes não pode inovar porque eh eh nós não estamos permitindo, né? Eu acho que a gente precisa pensar nisso. Como é que eu vou equilibrar essa regulação com essa possibilidade eh de inovar? Resumindo, o que que os países avançados que avançam nessa área, né? Primeiro, e o Carlos Sou muito feliz quando ele fala, eles têm o perfil que eles querem alcançar, eles têm ali, é claro que quando você pega a Berto de Catalunha,
hoje ela já tem um público internacional muito grande, tem pessoas, mas enfim, eles conseguem definir persona, né? Mas primeiro define padrão, acompanha resultado, exigem evidências, mas evitamessar a inovação. Nós temos maneiras de fazer isso e nós temos órgão de capacidade para fazer isso. Talvez não seja o caminho mais rápido, né? Porque, mas a essência para mim é que o excesso de rigidez ele tá permitindo inovação. E é claro que também a ausência de critérios pode comprometer a qualidade e a confiança. Isso nós não queremos, né? Como é que a gente vai fazer isso? Talvez essa
essa consulta nos ajude nisso, mas a gente precisa dar um passo adiante. Nós não podemos ficar no Brasil numa era da inteligência artificial, numero que e essa dificuldade não é só brasileira não, né? Mas assim, a gente tem um peso regulatório maior. Eu não tô advogando que se retire esse peso regulatório. Eu tô advogando que você tem o peso regulatório, mas que nós tenhamos oportunidade com estratégias de modernização educacional, formação de capital humano, inovação tecnológica, competitividade e não só. Lamentavelmente, nós sabemos disso. A reação que houve correta da regulação, vocês falaram nisso, chat, vocês pegaram
aí, eh, qualidade tem custo. Então, quando você vende um curso de AD R$ 90, R,90, tem R,90. Então tem até mais barato que eu tô pensando. É claro que nós estamos enganando e tem de graça. E estamos enganando. Não, de graça. De graça. O universo é de graça, mas é de excelente qualidade, né? Quer dizer, é de excelente qualidade. Então, mas quando você é uma instituição eh com fins lucrativos, que que a constituição permite, você pode trabalhar na educação, mas trabalha com qualidade, você fazer um curso de 90 ou 8,90, tá enganando as pessoas, né?
O jovem vai entrar, não tem jeito de ter qualidade. Então você tem que ter o peso regulatório aí, porque a gente sabe que ali não tem nenhuma inovação. Não tem nenhuma inovação. Então ali eu tenho que pesar, tem que ter peso regulatório, tá? Agora, quando eu tenho um curso que ele só tem 20% de presencialidade e você me obriga a ter 30, eu não tô discutindo qualidade mais nem preço. Eu tô enchessando porque eu posso ter uma arquitetura pedagógica, eu posso comprovar isso a INEP, a CES ou quem quer que seja, quem for lá avaliar
e dizer aquilo. Então eu acho que essa flexibilização que nós precisamos ter, né? eh eh que o ensino híbrido que é o caminho, não tem dúvida, o mundo inteiro vai caminhar para isso. Eh, e o que nós estamos talvez discutindo no Brasil, nós estamos na primeira geração do ensino inío da no Brasil, né? são da primeira geração, tem gente que já tá na terceira, tá caminhando. A China, por exemplo, já tá avançando. Então, a gente precisa rapidamente acelerar, cuidado com a qualidade, mas buscar cada vez Mais eh eh que nós possamos ter no Brasil. E
aí eu vou repetir, eu eu tenho o orgulho de ter trabalhado em instituição pública por 30 anos, trabalhado na instituição de qualidade por mais 10 anos. conheceu lá do Ministério da Educação. Nós temos instituições públicas e privadas nesse país de excelência. Nós temos profissionais nesse país de excelência. Nós temos todas as condições de fazermos educação híbrida de qualidade, primeira, segunda, terceira geração incluir a a inteligência artificial e tudo mais. Mas é preciso, aí que eu gostaria muito que essa, claro que eu tenho ideias sobre isso, mas é preciso que seja coletivo e que nós possamos
discutir isso eh eh nessa consulta pública que vai ser feita. Não se faz um ensino híbrido de qualidade, né, se nós não tivermos uma flexibilidade que permita a inovação. E com a regulação que nós temos hoje, nós não temos a menor condição de flexibilidade. Nós temos que seguir exatamente o que está ali. Isso é ruim pro Paris, é ruim pro estudante, é ruim paraas instituições, porque a partir do momento que nós somos gestores, que eu estou preocupado quando a comissão for me visitar, o que que ela vai colocar ali? Eu tô olhando mais Paraa regulação
e supervisão do que paraa qualidade, tá? Então eu acho que esse é um desafio grande. É por isso que eu tenho quero parabenizar o CNE. eh eh tem feito discussões extremamente estratégicas, extremamente importantes e que nos ajudam, né, a avançar para que nós possamos ser e eu gostei muito. O Fossate foi muito feliz como sempre quando ele falou que é isso. Nós queremos o quê? Um país que aprenda. Eu vou terminar dizendo, eu fui vice-presidente do bord do PISA por 4 anos. E tem uma coisa que eu falava lá no sempre nas discussões do que
a gente fazia duas reuniões por ano. E eu disse, gente, aquela época, tá, eu fui presidente lá do Toring Toso que 60, enfim, eu dizia para eles, olha no Brasil, discutindo uma educação básica, o primeiro indicador de qualidade é colocar o jovem na escola para ensino médio. Ele tá na escola, né? É precisar aqui na escola. E esse indicador não era medido, não é medido por nenhum indicador do PISA, né? Porque mede outras coisas, mas tem indicadores que são brasileiros, quer dizer, da inclusão, da qualidade. O Brasil tem cerca de 20 milhões de pessoas que
tem o ensino médio e não tem curso superior de uma idade mais avançada. Eles vão para para um campus convencional, não vão. Eles querem uma educação, né, eh, híbrida ou uma educação a distância de qualidade. E nós temos que ofertar isso para eles. Mas de novo reitero e termino dizendo, você não faz educação de qualidade se não tiver flexibilidade que permita a inovação. Muito obrigado. Obrigada, Luiz Cláudio. A gente não sabe se fica feliz por você conhecer a China ou infeliz por a China tá tão na frente a gente aqui ainda, né? Eh, eu acho
que um dos problemas que você apontou, quer dizer, essa essa essa quando você fala em regulação, a gente não tem avaliação, não. O que que é a avaliação hoje dos cursos à distância e hoje quando o Longbo diz: "Ah, a pessoa tá tá com nota baixa em alguma coisa, mas tá com nota cinco, o campus". Porque o campus tá porque as nossas avaliações, nossos instrumentos de avaliação são absolutamente formais. Eles vão lá ver se tem equipamento, se tem não sei. Ninguém faz avaliação do aluno como agora de forma corajosa. É na média e a prova
nacional docente vão fazer. E assim, eu acho que o grande indicador, usando inclusive o que o professor Sérgio e o professor Carlinhos disseram, o grande indicador da educação à distância é a combinação da permanência, porque combate a evasão. Então, a permanência, porque só a matrícula concordo com o longo que não vale, é a permanência com o resultado, com a qualidade da aprendizagem. Isso você só faz tendo avaliação. Então, eh, eu não vou me demorar mais, a gente ainda vai abrir a palavra pros conselheiros. Eu queria agradecer a todos que vieram aqui. Eh, eu não enxergo
de longe, mas eu tô vendo ali o Felipe, mas eu acho que o Edinho tá aí também. Olha lá, ESB Do Luiz Cláudio. Luis Cláudio tá com um fã clube de quatro pessoas, um negócio incrível. [risadas] Eu quero agradecer então a todos vocês e dizer que foi para nós uma honra recebê-los. Quem vai encerrar o evento naturalmente é o meu presidente, mas eu já quero antecipar dizendo que nós ficamos muito felizes e que foi uma manhã muito rica de trabalho para nós. Obrigado. Obrigado, conselheira Bet. Encerramos então o quarto painel e agora é hora de
abrir para os conselheiros. Eu quero começar passando para a conselheira Mônica, mas eu queria já a título de de síntese, se me permitem, fazer um pouco algumas considerações do que eu entendo e foi dito aqui entre tantos insightes interessantes, entre tantos eh tantas indicações que serão muito úteis nos debates dessa dessa comissão. Em primeiro lugar, eu acho que é um consenso de que nós temos uma oportunidade de mudar para melhor a educação. é, o marco regulatório e esse debate aprofundando o marco eh tem de fato o potencial de mudar para melhor a nossa educação. Eh,
eu ouvi também que é preciso eh regular, todos concordam, mas sem deixar de considerar o Brasil real. E aqui a gente teve também eh a Cláudia trouxe dados e outros que participaram mostrando a realidade do Brasil. os polos, por exemplo, eles podem ser integrados sedes e eles têm, ficou claro, uma função social que vai muito além eh da da aprendizagem eh local, né? Eles normalmente são podem ser eh geradores de desenvolvimento regional. Eh, o mediador pedagógico não é um professor, né, o professor Sérgio Desto, claro, mas tem papéis importantes que são complementares ao docente. E
aqui também temos uma oportunidade de aprofundar mais essa essa figura, eh, que é humana em essência e sempre será do mediador pedagógico. E por fim, os modelos híbridos devem integrar inovação e regulação sem engessar. Esse talvez seja o grande desafio de um de um conselheiro que vai discutir um, né, uma resolução, né, como nós trabalharemos esse momento positivo pro país, né, na de evolução da nossa educação, eh, trazendo flexibilidade, mas mantendo os requisitos de qualidade, eh, sem que haja engessamento dessas oportunidades. Então eu agradeço muito, eu faço um pouco essa síntese também em nome do
nosso conselheiro relator que teve que se ausentar para um aniversário de família, mas não é um encerramento não, porque eu passo agora à nossa querida conselheira Mônica Sapucaio. Obrigada, Celso passou para mim que eu tava aqui passando mal, mas foi ótimo ter poder falar agora no final, porque aí dá para eh conversar duas coisas. Eu queria só apontar, dizer primeiro, agradecer a disponibilidade, dizer que eu faço parte dessa comissão também. Eu adoraria poder conversar alguns pontos aqui eh a fundo. Eh, mas eu queria trazer uma questão que me preocupa muito, assim, era algumas coisas interessantes.
E queria começar com essa Fala agora do Luiz Cláudio, que ele terminou dizendo eh que a regulação ela não pode atrapalhar o desenvolvimento, né? Mas vale lembrar que nos últimos 10 anos eh eh houve uma flexibilização de regulação e uma esperança de autorregulação. Os resultados não são muito bons. E a gente precisa pensar quando a gente faz um estudo comparado eh de que país nós estamos falando, né? a nossa realidade, a realidade chinesa, a nossa realidade, realidade americana, ela elas são muito diferentes, principalmente no processo do modelo educacional e, eh, no processo de investimento nessas
nessas estruturas. Eh, eu acho que eh o Carlos aqui falou sobre o processo de racionalidade versus emoção. Eu concordo. Acho que a gente tem que ter racionalidade. E a racionalidade é que no Brasil 64% apenas das crianças se alfabetizam eh na idade certa. presidente Callegar aqui tava contando a experiência de que quando essa marca foi apresentada, do lado dele tinha um eh eh um acompanhando um professor internacional que diz: "Vocês têm orgulho dessa marca, vocês estão comemorando isso". E aí vale lembrar que hoje em dia 67% dos professores em sala de aula do primeiro ciclo
foram formados na modalidade AD. Vale lembrar que a taxa de conclusão acumulada, ela é de 33% em AD e 41% presencial. Então, na verdade as pessoas entram na universidade, mas elas não se formam. e nem a delas não se formam o mesmo. Eh, e aí, eh, levantei aqui a última pesquisa, eh, da USP, fazendo acompanhamento dos dados eh dispostos, eh, disponíveis, né, no INEP, no acompanhamento da taxa acumulada, que apresenta que 75% dos graduados à distância tiveram notas brutais inferiores a 50% contra 65 dos alunos eh presenciais no ENAT. Além disso, as chances de um
formando na modalidade EAD figurar entre os piores no ENAD foi duas vezes maior do que a do aluno do presencial. Então, eh, a verdade é que os resultados demonstram que a educação à distância no Brasil não tem bons resultados. Não tem. E aí quando a gente pensa em soluções, eu acho que eh além de tudo, talvez nos faltam dados, nos falta uma avaliação real sobre qualidade, empregabilidade, entrega, né, e capacidade de de diálogo. Eh, e aí, só para falar o ponto que, na verdade, eu queria eh trazer aqui, quando o professor Carlos falou, não, a
ideia é 35, 15, vai lembrar que a 0424 ela tá discutindo formação de professores, ela não tá discutindo modalidade EAD, ela tá discutindo qual é o melhor modelo para formar os professores que estão sendo muito mal formados, especialmente eh, nessa nessa modalidade. E aí eu queria falar sobre o meu meu nicho, né? Eh, vale lembrar que o estudante universitário brasileiro, ele é mulher. Eh, vale lembrar que as mulheres eh elas compõem, por exemplo, no da licenciatura, 75% das matrículas, né? E elas são eh a maioria inclusive eh das formandas. E aí a gente tem um
problema muito grave, e aí não é uma realidade só no Brasil, mas para nós muito grave do diálogo a a sobre como que você eh garante a essas mulheres a condição de um espaço e um tempo de estudo e a distribuição do trabalho doméstico e a distribuição da tarefa de cuidado que é exclusivamente feminino. E a verdade é que a gente viveu isso na pandemia e a gente, né, isso se manteve o que a gente vê que isso é eh uma dificuldade muito grande. Eu até ten uma orientanda, conversei, a gente até publicou outro dia
um artigozinho de opinião no migalhas sobre eh quem sustenta a educação superior privada no Brasil são as mulheres, né? Elas são a maioria, eh, né? são 68% das pagantes. E você, quando você vêmente esses essas fotografias que mostram salas de aula e pessoas estudando, elas, essas fotografias, elas nunca representam a realidade das mulheres que estão trabalhando, estudando e cuidando do filho ao mesmo tempo. E eu fico pensando se não seria muito mais eficiente, inclusive economicamente as universidades, as faculdades, por exemplo, eh, noturnas terem uma uma creche para as mulheres poderem sair de Casa e gastarem
aquele tempo estudando do que super tecnologias de comunicação e capacidade de inclusão. Então, eh eu acho que esse debate, acho que o CNE aqui se debruça eh sobre uma realidade muito dura, de resultados muito ruins e que e de soluções eh muito complexas, né? Eh, ninguém ninguém pode não reconhecer a importância da EAD eh, para uma interiorização, para uma democratização do acesso à universidade eh num país como o nosso, tão desigual e tão diferente. Mas vale lembrar que os ricos não estão mandando os seus alunos estudarem EAD, que a capacidade de poder namorar, de poder
conhecer, de poder trocar faz muito para a construção eh daquela eh daquela pessoa, né? os os networking, as relações de trabalho, isso tem uma importância muito grande e a gente precisa começar reconhecendo que é eh o possível, não necessariamente o melhor, e que as mulheres, na sua maioria são eh parte integrante eh desse problema, né, no sentido da da problemática, né, não do Então é assim, eh eu gostaria que a gente pudesse conversar mais, né? Porque alguém, acho que até foi a Bet que falou determinados determinadas, acho que foi acho que foi A Cláudia falando:
"Olha, aqui é inviável economicamente e tudo bem ser inviável economicamente pra iniciativa privada". naquele lugar que é inviável, não é lugar da inistura privada, é lugar do poder público. Então, de repente, Marajós, isso é trabalho do poder público. Isso não é trabalho da energia privada, porque é muito caro, porque é muito longe, porque é muito difícil, porque demora muito, porque tem um investimento muito maior. E tudo bem, né? E tudo bem, que a ideia é que sejam dois sistemas que funcionem eh em conjunto, que se completem. Eu acho que a gente eh acho que são
assuntos muito importantes e a gente precisa aprofundar e ter muita muito compromisso, porque isso vai desenhar as possibilidades do futuro do Brasil. Para isso, obrigado, conselheira Mônica. Queria passar agora ao nosso presidente Calegarias suas considerações. Obrigado, conselheiro Celso. Eh, primeiro, parabéns pela iniciativa da Câmara de Educação Superior, especialmente essa comissão dedicada a aos estudos de educação à distância para a realização desse seminário, né? Eu gostaria também de cumprimentar todos que eh brilhantemente eh participaram aqui com as suas manifestações e considerações, aqueles que nos acompanham tanto no auditório aqui presencial quanto à distância. Isso revela o
grande interesse que nós temos em relação a esse tema. E como eu tava dizendo, minhas primeiras palavras lá no começo da manhã, cheguei um pouco atrasado, por isso não pude fazer aqui a A, enfim, o eh a necessidade da presença aqui do que daquele que preside o conselho. Eu já pedi desculpas, mas vou apresentar alguma algumas considerações. Primeiro ponto que eu acho que quando a gente discute um tema como esse, né, eh, me faz lembrar que o país padece há muito tempo de um projeto estratégico de desenvolvimento. Então, é muito comum, né, que a gente
tenha até planos, né, acabamos de aprovar aqui no Brasil o Plano Nacional de Educação, mas é um plano setorial, né? Eh, e há outros planos também, mas de qualquer maneira a gente padece e a gente percebe que essa própria discussão, né, que nós estamos tratando de um, vamos dizer, de um segmento de uma modalidade de oferta do campo educacional, eh, isso nos chama, né, ao dever de fazer um grande esforço para que integremos, né, essa questão modalidade de oferta, que é a questão do ensino híbrido, educação à distância, no panorama maior que nos permita fazer
isso. Isso, né? Eh, então, eh, esse ponto me chama atenção como um esforço, né, que a comissão que tá tratando de daquela que tá tratando da inteligência artificial, nós que estamos tratando agora recentemente, inclusive consulta pública da formação de professores, a gente tem que ter eh esse exercício de um olhar maior. Eh, sem querer me aprofundar, mas eu me lembro de um relatório, né, do do Fórum Econômico Mundial que foi publicado no ano passado. Todos os anos eles publicam, mas eles fazem uma mirada eh nesse relatório, ouvindo cerca de 2.000 CEOs De vários setores da
economia do mundo, de vários países e tudo mais, e que eles mostram quais são as habilidades que na visão desses empresários, né, que estão, portanto, na ponta ali do mercado de trabalho, enfim, da produção, enfim, da economia, o que que eles apontam. E é muito interessante que a algumas habilidades que em relatórios anteriores estavam no PEP, vamos dizer assim, muito mais lá atrás, hoje despontam como as principais eh requerimentos pro exercício do trabalhador e da cidadania, entre eles capacidade de criatividade, liderança, eh, enfim, uma série de de questões que antes estavam um pouco na na
falta dos sociólogos, vamos dizer assim, né, e que hoje estão Então, nessa pauta, então, se a gente não olha, né, quer dizer, o conjunto da das demandas eh enfim, das necessidades, mas volto a dizer, nos falta, né, a gente padece de um projeto estratégico, projeto estratégico, eh, Luiz Cláudio, que você sabe que tudo isso que tá sendo feito na educação da China, eh, eh, deriva de um projeto estratégico de desenvolvimento, não só educacional, mas é desse e a educação deriva disso. Bom, padecendo desse processo, eu senti falta hoje em que pese a a última manifestação
da conselheira Mônica, ah, de uma alusão mais clara à editação básica, né? Tudo que nós estamos falando da das nossos desafios paraa educação superior, as formas de oferta e tudo mais, elas derivam também daquilo que nós estamos fazendo na educação básica brasileira. Então, se a gente olha os dados oficiais, né, de de proficiência no final da educação básica, nós vamos notar que apenas 5% dos jovens que conseguem incluir concluir ensino médio tem proficiência mínima em matemática. E no caso de língua portuguesa, cerca de 30%, ou seja, 70% tem dificuldades gravíssimas de leitura, eh, interpretação de
texto e escrita. Quer dizer, isso é muito grave. Nessa semana eu recebi aqui eh os representantes da da área de engenharia, os conselhos profissionais estavam dizendo o nível de evasão dos cursos de engenharia chega a 80%. Qual é o país que pode se desenvolver por conta da indústria, do desenvolvimento tecnológico, com 80% de evasão dos cursos de engenharia? Então, e por e é óbvio, né, a o batismo de fogo do ingressante no curso de engenharia, o que que é? Cálculo um. Enquanto esse menino, né, que chega ao curso de engenharia, eh, com todas as facilidades
que tem aí hoje em dia, em termos de inclusão, de possibilidade, esse menino não tem eh a proficiência mínima relacionada ao ensino fundamental. Então é absolutamente fundamental, né, que quando a gente olha, né, essa essas diretrizes e tudo mais, que a gente tenha tem uma virada nisso. O o o nosso querido Carlinhos Mexichotes falou, ele fez questão de estrear as considerações que depois foram acompanhadas conto a respeito de um tema que é muito quente aqui, prioritário aqui no conselho, que É a questão da licenciatura, da famosa resolução 4 em 2024. E enfim, eh, eu não
queria me estender muito a isso, mas se nós continuarmos a formar professores da maneira como estamos formando no Brasil, os resultados não serão apenas iguais, que são um desastre hoje, eles serão muito piores diante das demandas que o mundo hoje nos coloca. Então, eh, alguma coisa tem que ser feita. Eh, eh, nós estamos discutindo aqui, né, o uso de tecnologias híbridas, educação, a distância em relação à educação superior, né, mas no que diz respeito à formação de professores, incluindo as questões de mediador pedagógico, nós não estamos falando de qualquer profissional, é um profissional que será
formador de outros profissionais, né? Essa que é a questão. Então, mesmo quando se discute mediação pedagógica em geral, tem uma mediação pedagógica específica para aquele que vai ajudar a formar professores, não pode ser um genético. Então, esse é um ponto que eu acho que é essa uma das conexões que a gente precisa ter quando falamos a respeito de EAB, enfim, o uso de tecnologias e tudo mais. Bom, eu não eu não quero só quero terminar dizendo o seguinte, a a tudo que eu vi hoje foi tive que me ausentar, né, das atividades também importantes que
estavam sendo desenvola, mas eu me sinto muito enriquecido eh pela pelas manifestações que aqui aconteceu. e alguém falou muito bem. Eh, tem muitos textos, né, que a gente que Já estão aí ou que poderiam chegar eh da dessas contribuições, mas nada se compara ao nível de interação que nós tivemos hoje aqui, porque é um conjunto de outras expressões, é um conjunto de outros compromissos até um um conjunto inclusive divisões onde a gente percebe com clareza daqueles que falaram, né, e qual é sua experiência de vida, né, a que instituições se ligam, a que compromissos suspense.
Então isso é um ponto muito importante para que a gente forma convicções. Agora no começo, no final do mês de junho, dia 23 de junho, nós vamos decidir aqui no conselho as diretrizes curriculares da formação inicial de professor. Eh, logo após a consulta pública, a gente pede, né, para todos que estão aqui, as instituições aí presentes, que participem dessa consulta pública de forma substantiva, com informações, com dados, com experiência. não é só uma opinião genérica, nos ajude a um posicionamento. Eu tenho certeza, Celso e colegas, que esse seminário que realizamos hoje já nos ajudou bem,
né? A consulta pública hoje vai ao ar, mas eu queria dizer que esse seminário sobre ele é a estreia da da consulta pública sobre a formação do professor. Estreia muito qualificada. Ente, presidente Calegar e e quero saudá-lo pela produtividade do Conselho Nacional de Educação, né? Nós estamos entrando em consulta pública para debater resolução 4, 2024, aada, educação ambiental, né? Um Novo planejamento estratégico, novo regimento, né? A técnica profissional. Então eu parabenizo, né? aqui eu tô saudando o meu presidente, senão ele corta meu salário, mas na verdade é sincero, nós estamos realmente num momento muito produtivo
no conselho. né? Celular [risadas] eh eu queria eh dar a palavra também a à conselheira Maria Paula e em seguida eu eu pergunto se o professor Romero Tori, importante diretor acadêmico da UNIVP, também gostaria de fazer suas considerações, o nosso diretoral Jimenes. E aí eu encerro com a o nosso eh sempre brilhante e surpreendente presidente Otávio, paraa sua fala final. Conselheira Maria Paula. Obrigada, conselheiro Célcio. Eh, eu também quero, eu quero começar, vou reiterar o que disse o nosso presidente Calegária, cumprimentar a comissão e cumprimentar especialmente a sua condução pela iniciativa desse seminário. Seminário de
alto nível, eh, muito focado. Eu podia ter acontecido em mais tempo, mas eu tenho aprendido que que que menos tempo nos obriga a ser mais objetivos. Acho que trouxe, recebemos, anotei muita coisa, eh, contribuições muito eh, substantivas. Eu vou ser bem específica e focada para dar tempo de outras pessoas falarem. Eu vou falar na condição de correlatora da Resolução 424, né? Essa resolução foi posta em consulta pública porque não é fácil disciplinar o que tá sendo disciplinado nela, em especial eh esse esse problema do do semipresencial. Eu quero dialogar com vários que falaram aqui. Eu
queria cumprimentar os palestrantes, mas por medida de brevidade vou fazê-lo de maneira direta, o maior cumprimento vai ser esse meu diálogo. Então, com a o caro colega Luiz Cláudio Costa, essa esse dilema entre a inovação e regulação, eh, eu concordo que a gente não pode não pode cair na a gente tem que tomar cuidado para não cair na regulação excessiva. Não é um problema específico desse problema, mas é um risco que sempre existe. Mas o fato é que a gente tá diante de a gente tá diante desse legado que eu eu cheguei no meio da
fala da Mônica, mas acho que era disso que ela tava falando. Nós temos um um campo diverso, né, instituições diversas e foi a primeira exposição, a do Carlinho, que é aqui até que eu conheço mais o problema das da massificação. C Fran falou disso, a massificação da educação à distância. eh a baixo custo e e com eh danos de qualidade, com prejuízo à qualidade, porque é muito difícil reverter. E eu não entend quando se fala em China, quando se fala em projeto eh estratégico, veja que no seu exemplo se Falou da atuação do Estado para
impedir as demissões. E aqui esse foi a minha minha eh foi essa a minha estrefa. assim que eu cheguei na CESU, eh, tentando, eh, estruturar a função do Estado, a função de regulação combinada com avaliação e supervisão, porque o que existia antes era um um uma coisa muito desqualificada e que a expansão da educação, essa expansão massificada da educação à distância com fins lucrativos eh exponenciou. Esse é o problema mais urgente. E eu tô falando isso porque eu acho que, né, nós temos cabeças privilegiadas hoje. Eu respeito muito as críticas que vocês trazem, mas eu
acho que são críticas, provavelmente, acho que era disso que o Calegari falava, que situadas em outro ponto de vista, né? Não sei se não sei se cada um tem em mente que esse problema da expansão desqualificada é um problema que precisa ser resolvido pelo Estado brasileiro agora. Agora, e essa essa resolução ela lida com isso, né? Então, a gente precisa ter soluções concretas. a matéria tá em consulta pública, aguardando não apenas eh fundamentos, considerações, mas inclusive um texto normativo. Acho que o mais importante é ter o texto normativo. Tem uma tem uma questão urgente, os
cursos estão sendo reformulados, essa resolução tá em vias de ter seu prazo expirado e ou ela ou ela ou ela é implantada desse jeito, que agora tá em desconformidade com o decreto, ou ela vai ser reformulada e tem que ser reformulada da maneira mais inteligente possível, com o menor prejuízo possível. Tem estratégias para isso, mas são todas elas muito complicadas. Uma delas é diferenciar os grupos. Bom, grupos que já têm uma oferta comprovada de melhor nível teriam uma margem de liberdade maior e grupos que tdo resultado historicamente insatisfatório teriam margem de liberdade menor. Isso é
uma coisa eh teoricamente que se pode pensar muito difícil de executar, mas eu eu tô disposta a pôr todo o meu todo o meu engenho, toda a minha capacidade de criação jurídica a serva. Mas ela ela então além do que já disse no sentido da responsabilidade e tal, tem tem um desafio preemente eh que é esse, né? A gente pode em nome de de fazer a inovação, etc. eh correr o risco de fechar os olhos para esse problema que que vários já disseram e eu tô agora colocando em outros termos, que é a a uma
formação de baixo nível, não é formação. E a gente vai continuar fazendo a a a, né, pondo no mercado essas pessoas que não vão ter condição de de entrar, mas ainda agora que, né, que criou a prova nacional docente tem um filtro real. Então, que que qual é o que que o conselho pode fazer sobre isso? aqui. Então, essa fala eu termino quase com fazendo quase que um apelo para que eh para que nos ajudem a fazer uma uma regulação mais precisa, mais ajustada, mais adequada e que não feche os olhos para esse problema de
grande escala que foi criado no Brasil. Eh, eu eu gosto de falar, tem gente que tá ficando com antipatida, talvez eu não Devesse falar, mas a partir de 2017, a revogação de certas normas, a criação de certas margens de liberdade foi feito por lei, por portarias e por decretos, que revogou indevidamente uma coisa que era incremental, que tinha que ser tratada, com muito cuidado, nos obriga agora talvez a fazer um a fazer um freio de outro de outro de outra natureza. Eu definitivamente não quero, vou terminar com isso, não quero olhar no retrovisor, mas essa
essa inflexão, ela tem que ser feita com consciência e e saber, nós temos um problema na mesa e ele precisa ser enfrentado paraa gente criar um novo tempo, que é esse tempo, um novo projeto, uma nova guação trado conselheiro Paulo. Quero dizer de novo que é um privilégio t aqui no grupo de conselheiros com toda a sua experiência e com com a essa essa criatividade jurídica que na verdade é o seu talento, né? Muito obrigado aí e parabéns pelo esforço também na elaboração da minuta que está em consulta pública da alteração da resolução 4/2024 que
não é só a questão do percentual. Prestem atenção, vocês vão poder colaborar. Eh, fala-se sobre estágio, fala-se sobre extensão, há vários pontos muito importantes que foram trazidos, né, inclusive pela própria conselheira correlatora Maria Paula, que merecem a consideração de vocês, porque há muitos pontos positivos lá. Há certas polêmicas, verdade, mas há muitos pontos positivos que representam, na minha opinião, e na dos que aprovaram o texto, um avanço importante na formação de professores. Eu queria passar então a gente já tá, eu peço desculpa a todos que estão nos nos assistindo também presencialmente por termos atrasado um
Pouco, mas eu creio que todos concordam que os temas aqui são muito relevantes e esse debate, como conselheira Mônica falou, esse diálogo, essa troca para nós conselheiros é fundamental para que o texto saia eh o mais pertinente, o mais adequado possível a esse momento que nós estamos vivendo. Então, eu queria eh passar ao professor Romero Torri, que é diretor acadêmico da UNIV, depois ao diretor Daniel Chimenees e eh faremos a a o encerramento que eu disse que é surpreendente, porque o nosso presidente Otávio, ele sempre nos surpreende com a inteligência. Nós já nós achávamos que
já conhecíamos a inteligência dele, mas ela se revela a cada momento ainda mais brilhante. Então, professor Romero Ton. Obrigado. Muito obrigado, Celso. Presidente Otávio, em nome de quem eu saúdo a todos aqui. Eh, serei breve, mas eu quero levantar um ponto aí que acho que a gente precisa refletir. Antes das DCN existia uma regra, existiam regras prescritivas que diziam uma série de percentuais de que de como tinham que ser as grades curriculares, né? Muitos aqui antigos como eu lembram como que era, né? 15% de física, 25% de não sei o quê, não sei o quê.
Para avaliar essas grades, os burocratas iam lá e mediam os percentuais. Chegou-se um momento em que se concluiu que era um método muito ruim, né, que você, como muito bem falou o professor Luiz Cláudio, eh eh você inibe a criatividade, você inibe a inovação, todos os cursos eram Exatamente iguais, né? Aí feio uma grande inovação que foram as DCN e o D das DCN é de diretriz. Diretriz não é prescrição. Diretriz, como todo mundo sabe, é diretriz. Então para mim é uma incoerência a diretriz prescrever qualquer coisa. Ela tem que traçar diretrizes, tá? E se
a gente eh percebeu que nos últimos 10 anos os cursos de EAD estão com baixa qualidade e que isso não deveria acontecer, será que o problema é por falta de prescrição ou por falta do poder público avaliar e agir para impedir que cursos que não sigam as DCN adequadamente assim o façam, tá? Então, não é mais prescrição que vai melhorar a qualidade. Eu quero falar uma outra questão aqui também que eu vejo, percebo muito aqui na nossa sociedade, que é uma um preconceito estrutural contra a EAD. Por que o preconceito estrutural? Por que que nós
estamos discutindo aqui diretrizes para EAD e não diretrizes para educação superior? Por que que se fala em densidade de conteúdo para EAD? Onde está a densidade de conteúdo das aulas dadas nos cursos presenciais? Na EAD a gente só tem PDF e vídeos. Nos cursos presenciais nem isso a gente tem. Na EAD a gente tem o AVA, o ambiente virtual de aprendizagem. Os cursos presenciais costumam agora adotar, aprenderam com EAD e usam o AVA como repositório de PDFs e vídeos e não como a ED usa de forma adequada para ter interatividade. Por que não mensurar índices
de interatividade para todos os cursos, sejam presenciais ou não, em vez índice de presencialidade de fato, em vez de índice de estar sob o mesmo tempo? Então, eh, outro preconceito estrutural contra a EAD, a EAD tem muita evasão, concordo? Tem uma evasão altíssima. Só que os cursos presenciais possuem uma evasão branca, uma evasão daqueles que nem tentaram entrar no curso presencial, porque eles não têm acesso a esse curso presencial. ou é mais fácil para eh essa as pessoas que não têm condições perceber que elas não vão ter condições de fazer curso presencial, mas elas têm
uma esperança de que acho que eu posso fazer EAD, né? Aquela falsa esperança muitas vezes e infelizmente que é mais fácil. Então eles tentam pelo menos é uma oportunidade que eles têm. Então a gente tem que contar essas pessoas que só entraram na AD, porque é a única opção, como evadidas daqueles cursos presenciais que elas não tiveram acesso. E a gente tem que avaliar o que a gente forma na EAD, que são pessoas que não seram formadas pelos cursos presenciais. Então, eu eh fiquei muito feliz em estar aqui. Agradeço a a a oportunidade. Gostei muito
da fala de todos. Eu parabenizo muito o CNE pela oportunidade, pela iniciativa, o marco, o marco chamado marco da EAD, que deveria ser marco da educação superior, né? Mas o marco da EAD chamado marco da EAD 12456, o decreto 12456, ele trouxe uma inovação importante que a gente batalhava por isso há muito tempo, que é para terminar com essa segregação entre modalidades, que isso foi uma grande evolução. Agora vem as DCN querer andar para trás. Não, eu acho que um decreto é uma coisa. Decreto é algo que não se muda a de uma forma um
pouco mais flexível, mas DCN e eh eh você pode mudar de uma forma um pouco mais flexível e acaba ocorrendo uma insegurança nas instituições, porque a DCN pode mudar a qualquer hora. Ela começa a planejar um curso, daqui se meses mudaram os DCN, né? e DCN não tem que ser prescritiva. Eu agradeço muito eh ter tido essa oportunidade aqui. Eu acho que a gente tem que aproveitar esse mês aqui para debater muito essa oportunidade que o a o conselho está dando pra gente ainda de rever essas. Muito obrigado, professor Mero. Obrigado pela sua presença hoje
aqui. Todos respeitamos muito a experiência da UNIVP em São Paulo e é importante ouvi-lo Também. Eh, eu queria já no caminho de encerramento, eu tenho dito isso, mas realmente eu eu não posso deixar de ouvir o Daniel Chimenes porque ele é pai, né, vamos dizer assim, são várias vários pais e várias mães, né, mas ele é um dos pais desse evento, porque por provocação dele, nós eh organizamos e aprovamos a realização desse seminário. Eu passo então, Daniel, para você fazer as suas considerações. Espero que tenha gostado aí do do momento. Boa tarde. Cumprimentar o Conselho
Nacional de Educação, presidente Calegário, os conselheiros Maria Paula, presidente Otávio, especialmente também o conselheiro Celso pela condução desse evento. E eu queria rapidamente eh contextualizar que no início de 24, quando nós assumimos mais fortemente o trabalho, né, através da gestão da secretária Marta Bramo, eh da condução de uma revisão de uma política pública da oferta da educação à distância no âmbito da graduação, nós tínhamos noção estratégica naquele momento, no início de 24, que uma política pública dessa natureza precisava se estruturar em um tripé, né, trabalhar questão das normas, decreto, portarias, trabalhar a revisão da avaliação
pelo INEP e trabalhar na perspectiva de uma diretriz sobre o tema, né? Os referenciais de qualidade não seria suficiente. Ele era a estratégia para trabalhar a mudança das normas, né? E com isso, de fato, cumpriu muito bem o Seu papel. Mas nós precisávamos substanciar essa discussão através das diretrizes. Eh, e esse papel muito importante que o Conselho Nacional de Educação tá lhe dando, né? parabenizar a comissão do EAD para que nesse ano nós tenhamos sim, né, uma entrega de uma diretriz sobre o tema da educação à distância no âmbito da graduação. Dito isso, né? Eh,
contextualizo e parabenizo esse evento porque conversava muito com o Celso, né, esses meses que seria muito importante adençar mais a discussão sobre a educação à distância no debate qualificado, no debate público, né? Porque é muito curioso, né? Nós herdamos um problema em termos de qualidade, como já dito aqui, muito significativo do ponto de vista dessa expansão desenfreada, quase desregulada da educação à distância, né, gerando resultados de qualidade muito complicados, né? Eh, mas por outro lado, eh, era necessário, eu falava muito isso com Celso, né? o ambiente do Conselho Nacional de Educação, parabenizar novamente, seria o
ambiente mais propício para provocar uma discussão mais ampla, mais alargada disso. Então, parabenizo fortemente o CNE por essa iniciativa e acabou sendo muito oportuno, né, que essa discussão esteja acontecendo no âmbito também de uma discussão sobre o tema da formação de professores, né? Então, a o meu recado é mais esse o que a gente mais precisa é adensar esse debate público, né? Eu acho que vai ajudar muito na discussão da do tema da formação de professores, além do seu próprio desafio RC, né, que é da geração de uma produção de uma diretriz sobre temática da
educação à distância até o final do ano que estamos avançando, né, o o CN tá avançando e e a série está acompanhando, tá apoiando. Então, eh, só para realmente finalizar, parabenizar pelo esse evento. Esperamos que consigamos adensar mais ainda esse debate no decorrer do tempo sobre o tema da educação à distância na no âmbito da graduação, que é o que nós precisamos dentro do debate público, né? Obrigado. Obrigado, eh, Daniel, obrigado pelas pelo teu incentivo a essa iniciativa. Já temos conosco o relator, eh, Henrique Sartori, que, portanto, eh, eu passo a palavra para ele fazer
os comentários finais antes do encerramento pelo nosso presidente Otário. Presidente, me ouve bem aí ou não? Sim. Tá, obrigado mais uma vez. Eu peço até desculpas, eu tive que me ausentar por alguns momentos aqui, mas conectado e ouv e ouvinte pleno das discussões que foram trabalhadas e trazidas aqui, inclusive pela eh pela conselheira Bet na coordenação do painel 4, onde nós tivemos o professor Carlos Longo, né, com uma visão muito muito próxima daquilo também que eu acredito e bem como o professor Luiz Cláudio Costa também em trazer não só a provocação da inovação, eh que
também me filio, né, a esse pensamento muito fortemente em relação também às condições de uma aplicação Metodológica adequada ao propósito das instituições, né? Quero até pegar aqui a última fala do reitor da UNIVESP também nesse sentido, porque eu acho que essa é uma preocupação boa, sadia, plena e que vem em boa hora, principalmente daqueles que estão do outro lado do balcão, né? do outro lado do balcão, no sentido mais positivo dessa expressão, que lidam com as dores daqueles que implantam muitas vezes visões burocráticas ultrapassadas ou até mesmo eh eh porte em relação à visão de
mundo predominante num momento de gestão ou outro, né? mas que de fato o aluno, o docente, os materiais pedagógicos, a a formação, o conjunto de conhecimentos e habilidades possam ser a tônica, né, desse debate. E e me preocupa muito e eu já sou ouvinte pleno dessa mesma discussão já quase a desde, não vou falar desde quando eu tomei posse como conselheiro, mas de uns anos para cá, de uma política pública de retrovisor, aonde a gente precisa fazer melhor do que foi feito no passado, sem lembrar do esforço que foi empreendido por todos. E eu queria
muito que o nosso Conselho Nacional de Educação evoluísse, né, no sentido de olhar realmente pro futuro, né, de olhar a capacidade daqueles que nos cercam e não simplesmente ficar preso numa visão milp de um passado que não funcionou, seja de um modelo ou de outro, né? e que nós possamos sempre estar possamos ser ferramentas, né, de inovação, de modificação, de boas novas e de muito Trabalho. Porque eu acredito que agora, presidente Celso, presidente Otávio, a comissão tem por si só uma responsabilidade muito grande com uma entrega de um trabalho premente, que aquilo que deveria ter
sido começado ou pelo menos discutido em conselho, mas graças a Deus, em boa hora temos as oportunidades de fazê-lo, né? Porque eu lembro muito da discussão que foi travada no ano de 2016, né, com a resolução 1, que ela serviu muito de base pro decreto 957, que aconteceu em 2017, baseada no trabalho que fora feito anos atrás, né, anos passados. E com isso evoluímos e chegamos até aqui. Graças a Deus. E que bom que chegamos até aqui. Então, acredito que o decreto novo ele traz muitas novidades interessantes, importantes, que precisam ser fortalecidas, né? como a
discussão das modalidades, é, agora no sentido da formação, né, dos formatos que nós temos para educação superior. Eu clamo e acredito que em breve, em poucos anos, a gente tenha uma maturidade suficiente para trabalharmos no sentido da educação e utilizarmos como uma ferramenta o EAD, né? Mas trabalharmos como um todo nessa perspectiva de trazer paraa educação um debate pleno do uso das tecnologias, sejam elas mediadas, sejam elas síncronas, assíncronas, presenciais ou não, mas que as diretrizes também possam traduzir neste momento. Eu não me preocupo muito com as discussões de diretrizes, porque acredito elas que acredito
que elas serão trabalhadas sim A partir desse sentimento que a resolução 4, a a a reforma da resolução 4, a própria comissão da educação à distância e outras que estão sendo trabalhadas no ambiente da CES e da e do Conselho Pleno desse Conselho Nacional de Educação, possam traduzir uma visão estratégica adequada pro momento que os alunos precisam. A evasão, ela é um ponto de inflexão, sempre foi, né? Porque acredito que tanto no presencial quanto na educação à distância, ela vai existir. A gente tem que trabalhar instrumentos, né, de atratividade para que o aluno, para que
o docente possam estar na carreira ou pelo menos na esteira da educação como um todo, né? seja através de políticas de incentivo eh de formação, de incentivo de remuneração, de incentivo, né, para que as instituições possam crescer. Me preocupa também nessa nesse fechamento, presidente Celso, eh o papel da instituição pública nesse nessa questão, né? a instituição pública ou as políticas públicas voltadas, por exemplo, como a Universidade Aberta do Brasil, né, que o professor Antônio Carlos Amorim trouxe aqui dados muito importantes e é um dos grandes programas estruturantes da educação brasileira, não tenho dúvida disso, mas
poderia ser mais ativa, né, a o próprio MEC, o CESU, trazendo as instituições de ensino, a CETEC, trazendo os institutos federais à mesa desse debate no incentivo, né, já que a gente fala tanto da qualidade e E a gente vê tão poucos alunos inscritos nas fileiras da educação pública e as instituições privadas do outro lado, né, Tendo eh o desafio da sustentabilidade financeira, adequações de visão de de espaço, de tamanho, de mercado ou até mesmo aplicações pedagógicas tendo que ser inovadoras em tudo, basicamente e também sofrendo, né, também pela questão financeira ou até mesmo uma
uma concorrência, né, que precisam dar conta além do regulatório. Então são todos pontos que eu acredito que são muito importantes e que constarão no meu trabalho como relator. Eu ouvi atentamente, né, a as falas de todos, dos convidados, de todos os conselheiros. Encerrando aqui com a fala da conselheira Maria Paula e vou ficar atento aqui à fala do presidente Otávio e assim como também agradeço imensamente a oportunidade de todos aqueles que estão trabalhando, agregando, né, eh, indicações, agregando ideias, propostas, trazendo de forma prática muita evidência para esse debate. Acredito, conselheiro Celso, com a sua dinâmica
ao presidir essa comissão não fará diferente do que o seu estilo, né, lhe coroa, né, sendo sempre uma pessoa ponderada, democrática, aberta a críticas, mas também afeita a entregas, né? E eu acho que isso nos coroa bem. Eu acho que é um grande, acho, não tenho certeza absoluta que essa comissão entrará para os anais da história deste conselho como uma comissão que fez uma boa entrega, né, trabalhando a visão estratégica mencionada aqui, como o diretor Jimenes colocou que a séries trouxe, isso é muito importante, e ao Mesmo tempo também agregando valor ao decreto e a
portaria que já foram feitas, né, e agora com a resolução que será entregue. Muito obrigado. Agradeço imensamente pela oportunidade. Obrigado, conselheiro Henrique. Parabéns pelo trabalho aí que tem feito como relator. Eu queria, aproveitando agora que a gente tá realmente na fase de encerramento, agradecer ao ao professor conselheiro Crist, que é o nosso secretário executivo, é o nosso 25º conselheiro e e junto com ele toda a equipe, a Patrícia, toda a equipe de assessoria pela produção desse evento aqui, que sabemos que é sempre complexo, né, reunindo todas as agendas, calendários e fazendo a ponte com o
MEC. Parabéns, Cris. Obrigado aí pela boa, pela competência na organização do evento. E agora eu quero com muita alegria e também agradecendo porque tem sido um apoiador eh contínuo e permanente da da nossa comissão, passar a palavra ao presidente eh torcedor do América como eu, Otávio Rodrigues. Muito obrigado, presidente Consquier. Eh, meus parabéns por este importante seminário. Eh, é uma iniciativa que Vossa Excelência desde o início propugnou e e teve também o impulso do nosso dos nossos amigos da série, da Marta Abramo, eh, que foi uma incentivadora desse, eh, desse Acontecimento. Daniel Chilenes também aqui
presente, eh, que se conclui com muito êxito, com muito sucesso pela qualidade das apresentações que foram aqui eh expostas. E eu tentarei ser o mais breve possível, preparei um texto para 40 minutos, mas estamos aqui na presença do consultor jurídico do Ministério da Justiça, o Dr. Reinaldo Couto, que foi chamado por violação de direitos humanos. Eh, já são quase eh, 3 horas da tarde e eu não vou poder violar aqui essa essa declaração universal dos direitos humanos e liberar vossas excelências daqui para que possam passar desta para uma melhor, ou seja, alimentarem-se. É, mas eu
quero agradecer imensamente a Dra. Marta Bramo, o Dr. Daniel Chumenes, o Dr. Antônio Carlos Amorim representando a minha queridíssima CAPS, o Dr. Carlos Rubchovski, Dr. Iara Xavier, Dra. Cláudia Andreatini, Simone Horta, Dr. Sérgio Franco, Dr. Marques Damas, Dr. Carlos Longo, Dr. Luiz Cláudio Costa, nosso ministro e o Dr. Romero Tóri aqui representando a Univespa, inclusive uma participação direta do nosso secretário Barran Agopian, meu reitor, que eh mostrou muito interesse na participação do UNIVESP neste evento. Os nossos conselheiros César Calegari, presidente, Celson Esque, presidente da comissão, o nosso conselheiro Sartori, Henrique Sartori de Almeida Prado, relator,
a conselheira Maria Paula da Larib, a conselheira Isabete Guedes, conselheira Mônica Sapucaia Machado e o Conselheiro Paulo Fsat, todos que abrilhantaram com a sua participação este agento. Eu eu concluo com primeiro um chamado ao o ato o ato primeiro cena 4 daquela célebre peça de Shakespeare Hamlet. Eu não vou não não precisarei porque eu sei que é uma uma assistência muito e qualificada e muito nobre, não precisarei repetir a frase de Hamlet sobre o reino da Dinamarca. Eh, e começo exatamente com este mot. Se estamos aqui é porque há algo muito perturbador relativamente ao tema
que nós estamos a estudar. Esses dados de algum modo já foram tratados pela conselheira Mônica Sapucaia Machado. Eu não vou eh repeti-los, especialmente eh do Brasil sobre dados de evasão e a participação percentual de alunos no EAD. Mas é interessante nós colocarmos esse tema numa perspectiva comparatística. Eu sei que alguns colegas aqui nas suas apresentações, as quais eu tentei ao máximo dar o máximo também da minha atenção, trouxeram o a experiência internacional que é muito rica para mim. Mas e essa experiência internacional ela é reveladora eh de algumas questões. O Brasil tem 50% aproximadamente dos
seus 10 milhões de alunos de ensino superior no EAD. A Índia, que é um país com uma população de 1.ão470 milhões, ela tem 6,5 milhões de alunos. E só esse dado ele já é muito perturbador. Eh, a maior parte deles concentrados na Universidade Aberta Indira Grande, um nome muito significativo. A Espanha, que é o país com a maior quantidade de alunos de AD do continente europeu, pelo menos com dados confiáveis, tem 380.000 1 alunos matriculados, basicamente distribuídos em duas ou três instituições. A a Catalúnia é um é um polo realmente de grande desenvolvimento e inovação
nesse âmbito, só que é um país com 49 milhões de habitantes. A Alemanha tem 250.000 1 alunos em EAB, um total de 9% do corpo de sente matriculado na universidade em uma população de 83 milhões, quase todos eles na Ferran University em Haagen, e que é uma instituição pública com 77.000 alunos, um outro grupo de 76.000 na International University. Os Estados Unidos, que têm 348 milhões de almas na sua população, tem 6,3 milhões de alunos matriculados no EAD, sendo que desse total eh 3 milhões em cursos exclusivamente online. Eh, a China, um país também com
uma população pequena de apenas 1.ão413 milhões, ela tem 8,7 milhões de matriculados em AB. é um dado também muito perturbador, quase todos eles na Open University, sendo que, isso é um dado também muito importante que dialoga com alguma das falas aqui que foi apresentada, 40% dos formandos em geral Na China estão no sistema de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Enquanto que no Brasil nós temos 17% dos alunos neste bloco de áreas de conhecimento. O México, um país com 138 milhões de habitantes, tem eh um número muito pequeno de estudantes, apenas 1,46% dos estudantes em ter
é um um percentual também muito impressivo. E o Japão que tem eh 122 milhões de almas, ele tem 200 entre 200 e 250.000 1 alunos matriculados em EAD. E eu fiquei muito feliz aqui quando se falou do curso de correspondência, alguns deles ainda em cursos de correspondência. Eh, é uma coisa que eu admiro muito no Japão e na China, é o que eles é não abandonaram ainda a caneta tinteiro. Eh, então a escrita ainda é muito relevante eh nesse eh nesse âmbito, mas esses dados todos devem servir para nós como um norte ou como diz
a conselheira Cleoní, um sul. Eh, para dois aspectos. Primeiro, comparar o que o que é comparável. Eh, nós temos que ter grandezas de comparabilidade. Estados Unidos é um país com condições de comparabilidade com o Brasil. doméstico, eh, há realidades que são comparáveis. Eh, outras podem ser usadas como extremos, é o caso da China, é o caso da Espanha, tanto uma população muito grande como uma população muito pequena. Mas em todos os elementos que eu trouxe, há de Fato uma questão que é paradoxal, e eu concluo com esse paradoxo, talvez nós tenhamos uma pretensa regulação das
mais intensas, comparado com os Estados Unidos, que a regulação é nula. Eh, nós temos uma das regulações mais intensas e com essa regulação intensa nós temos esse número de alunos e temos um nível de evasão que é indicador de qualidade inegavelmente muito alto, muito alto. Portanto, regulação intensa, evasão alta, número de matrículas muito alto. A regulação parece-me não impediu o desenvolvimento se nós eh mudarmos a regulação, intensificarmos a regulação, a questão que se põe é nós vamos conseguir melhorar a qualidade da regulação. talvez a qualidade da educação. Esse é o ponto que eu considero central
nos objetivos do nosso conselho. Mas não podemos falar que a regulação ela é intensiva, ela gerou uma uma externalidade negativa que foi inibir o modelo, não inibiu de forma alguma. E segundo, a a discussão sobre regulação até o presente momento, pelo menos ela nos coloca diante desse desafio, que é alcançar um equilíbrio entre o êxito numérico e o fracasso qualitativo que nós enfrentamos no dia de hoje. Vou favorecendo com meu silêncio, parabenizando uma vez mais o nosso conselheiro Celson Esquier e pedindo aos que ainda têm forças uma salva de palmas a quem participou desse evento.
Muito obrigado. Vamos fazer todos uma foto aqui em frente, convidados.