A palestra sobre reconhecimento facial e de serviço é um pouquinho do que ele faz hoje ele é coordenador de pesquisa do data privacy ele é mestre pela usp também pela universidade de turim e também é atualmente doutorando no instituto de energia e ambiente da usp já foi membro do idec né que é foi como a gente conheceu ele na quando ele era membro do deck e é isso ele tem bastante histórico com a construção da cidade Gp.de do marco civil da internet então tem passo devagar dinheiro tá sempre comentando no chat do tex então talvez
você já tem o visto ele por lá e acho que é isso tem que você quiser comprar mais alguma coisa já nata e boa falece obrigada por ter vindo eu vou compartilhar minha tela inteira porque eu vou fazer mais navegações com links com vocês tá dividindo está funcionando tudo aqui beleza e aí É só para combinar o modus operandi que contra compartilhar tela você não vai ver o chat né então qualquer coisa se as pessoas para mandar perguntas aqui eu leio você claro eu também posso ficar voltando aqui você está vendo ju dá para ver
certinho assim então tal como a gente falou eu sou rafael zanatta eu sou diretor e coordena as pesquisas em uma ong uma estado civil chamada associação da tatuagem esse brasil de pesquisa é o dá pra ver se br.org e eu tenho Colaborado com texas acho que há três anos acho que essa terceiro ano em que eu participo com professor desse projeto que eu acho o genial né porque enfim é totalmente tocado por alunos né e também genial porque eu acho que é uma das raras estruturações de um curso na graduação numa universidade pública que tá
construído a partir das visões das narrativas de pessoas que estão na linha e na disputa jurídica sou o disputa sobre as decisões políticas que estão Sendo tomadas sobre os a tecnologia e isso acho que é bom que eu mais sem parabenizo táxi sempre falam muito bem do táxi por onde eu vou porque eu acho que essa trazer as pessoas que estão não só pesquisando mas também no ativismo na sociedade civil é muito legal para dar uma visão é muito setorial no de várias para as partes envolvidas e também das disputas estão acontecendo no mundo político
porque isso reflete inclusive na nos projetos econômicos e da própria Agenda de pesquisa o dá pra ver se é uma ong que tá construído há pouco tempo é como áudio falou eu fiquei quase 4 anos do idec instituto brasileiro de defesa do consumidor também pode entrar no idec.org.br vocês vão ver toda a parte do idec que foi feito em criação de um programa de direitos digitais né que eu queria em 2015 e que continua muito forte até hoje é oi e o dá pra ver se tá conseguindo comungue formalmente desde março apesar De juntar estruturando
essa ong desde o ano passado né 2019 o ano inteiro de planejamento e a gente tem trabalhado basicamente com ativismo e campanhas e muita pesquisa em torno da proteção de dados pessoais no brasil né então como ajude se a gente passou aí por um longo período né de construção da lei geral de proteção de dados pessoais vocês quiserem saber um pouco dessa história eu recomendo que vocês visitem esta página aqui ó O observatório privacidade ponto com.br tem um projeto que a gente lançou em janeiro né que tem a memória da rede dados pessoais é um
mini documentário é dividido em cinco partes da mais ou menos quase uma hora e meia de um hábito comentário você pode ver todo esse processo de disputa que foi desde 2010 até 2020 né desde a formulação das primeiras idéias sobre a profissão de dados pessoais como um direito até as disputas que aconteceram no congresso Então você vai ver tem muitas entrevistas tem entrevistas minhas danilo laura o de midiático que se deve conhecer né do dos da fapesp do comitê gestor da internet e tem muita gente que se envolveu nessa nessa luta é para criação de
uma legislação focada na garantia de uma série de princípios né relacionados a nossa autonomia sobre os dados produzidos por nós uma série de direitos básicos com relação a esses dados É muito além do direito de acesso né são direitos de oposição direitos de evitar discriminação abusiva direito inclusive de portabilidade de dados e que além disso tem a lei tem esse objetivo nas tentar construir uma cultura de proteção de dados pessoais com relação a ideia de uma autodeterminação informacional na que é uma ideia muito pouco difundida no brasil que tá muito forte nessa legislação essa legislação
ainda não começou a valer por assim dizer né Porque ela tá ainda no período de férias a gente chama de vocacional ejes na quando a lei aprovada mas ela não entrem em vigor ainda mas ela demorou tanto tempo para entrar em vigor e está falando é de quase dois anos é a lei foi aprovado em agosto de 2018 porque ela tenta algo muito sofisticado mesmo e temos mudança de visão do próprio poder público e das empresas com relação ao tratamento de dados pessoais e dados pessoais entendida de forma ampla tá Como qualquer tipo de informação
relacionada o significada ou identificável na então é muito além de nome rg cpf nome de pai e mãe está falando inclusive de metadados dados e navegação web que são cortados por cookies endereços ip e dados biométricos evidentemente né que são dados sensíveis todos os dados que levam e podem levar à identificação de uma pessoa no momento que você optar por tratar esses dados e tratamentos também Entendido como uma noção amplo né pode ser acesso armazenamento transmissão é a utilização é a lei trabalha com mais de 20 conceito de que significa tratamento então ela bastante abrangente
no sentido de dizer olha se você está tratando dados pessoais e precisa cumprir alguns requisitos legais como por exemplo demonstrar que você segue esses princípios básicos de transparência da atividade boa-fé segurança da informação e que você tem bases legais para tratar Esses dados ou seja tem que demonstrar de não se pode tratar esses dados pessoais por meio de alguns requisitos pode ser o consentimento pode ser uma política pública executando pode ser uma uma um tratamento em razão de uma questão de vida e aí ela entra em questões muito polêmicas até seu comentário é muito legal
de vocês assistirem especialmente aqui no capítulo quatro né quando a gente vai falar de legítimo interesse Porque ele se interessa me dá super ampla né que tá na legislação que diz que o controlador na empresa que está realizando tratamento desses dados pode realizar quando for para o benefício daquele que produz o dado do titular do dado e ele não precisaria do consentimento porque ele está gerando alguma inovação significativa algum valor social para comunidade mas também para o próprio de vidro que teria algum benefício concreto é isso poderemos Estimar várias oportunidades de tratamento de dados pessoais
essa lei que é super complexa e a gente montou ontem porque a gente entende que tem um desafio gigantesco né de de fazer a legislação vingar entre aspas né você acha que ela não fique só na letra morta na legislação aí que a gente tenha uma concentração constante de empresas e dos agentes decisório estão gente botou aonde com alguns princípios né então defesa e receita de Direitos fundamentais direitos humanos colaboração todos os projetos discutir com empresas ativistas membros do governo gente busca este álbum setorial é diversificação de mídias onde produz podcasts vídeos gente pensa muita
pesquisa por um viés de pegar o resultado e não deixar só um relatório textual abertura dos dados estão as pesquisas são constituídas com perspectiva de da transparência dados abertos a própria base de dados que a Gente usa para montar as pesquisas relevância enraíza mento no sentido de fazer pesquisas que sejam conectadas com dilemas locais na brasileiros e não e a moda lá fora e pesquisa jurídica interdisciplinar porque somos uma ong também formada majoritariamente por pessoas da área do direito aí eu tenho informação também em direito economia e sociologia jurídica mas são pessoas que não querem
pensar só na caixinha do direito mas a gente está produzindo um Tipo de pesquisa que dialoga muito com campo jurídico porque a gente está preocupado em arranjos institucionais e parâmetros decisão na decisão tanto por cortes podem ser juízes tribunais decidindo como por autoridades administrativas porque essa legislação propõe por exemplo que existe uma autoridade nacional de proteção de dados pessoais funcionaria como uma anatel uma ele é cima agência nacional de saúde ans seria um corpo técnico com a expertise Tanto nessa parte jurídica quanto em ciência da computação para poder produzir recomendações e orientações sobre como cumprir
a lei de dados pessoais eventualmente punir aqueles que descumprirem a legislação oi gente tem desculpa ô isaque tipo aqui a gente tem várias linhas de pesquisa sobre tutela coletiva sobre avaliação de impacto daqui a equipe e enfim a gente tem um projeto novo que estou muito empolgado que a gente está trabalhando Nele tem um projeto sobre segurança pública a gente tava com a sarinha de pesquisas o poder público segurança e dados que você for em saiba mais ele vai abrir vai mostrar como é que essas linhas de pesquisa também ser encontradas na ong mas aqui
está muito preocupado com esse discurso né esse discurso de que existe um problema de segurança pública que tem que ser resolvido imediatamente pelos tecnologias do brasil e está levando a Uma série de medidas como a primeira constituição de um cadastro base do cidadão tem um sistema unificado de controle de todos os dados de política pública pelo governo não é por meio de um comitê de governança de dados que é super sensível porque também esteve isso no governo cada vez mais uma participação né do gabinete de segurança institucional gsi é formado por militares no acesso a
esses dados pelo menos um interesse Também de pensar essas políticas com o viés muito forte de segurança informação que não é a mesma coisa que proteção de dados pessoais e a gente está preocupado mais do que isso com essa onda de licitações contratações né editais públicos acontecendo tanto nas cidades quanto os estados para utilização de tecnologias que pretensamente combateriam a segurança é um problema segurança pública em especial o reconhecimento facial ea lei de dados Pessoais ela é problemática porque é ela coloca uma exceção né e que ela vai dizer que além de dados pessoais não
se aplica para atividades exclusivas de segurança pública porém os públicos devem seguir devido processo legal e os princípios da legislação e isso tem sido usado esperta verificaram e é isso vai estar aqui na lei 13.709 né esses vai abrir o site do planalto que a área de dados pessoais fazem navegar e dá uma boa liga nessa legislação mas ela Vai colocar norte do quarto justamente aqui ó essa lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais realizado para o fim de segurança pública defesa nacional ou segurança do estado e aí vem um parágrafo 1º que
eu acho que é o grande campo de batalha que a gente tem disputado no brasil que é o tratamento de dados pessoais neste inciso ou seja os dados tratados perfil de segurança pública vão precisar te mando a situação específica e que deve prever medidas Proporcionais estritamente necessárias ao atendimento do interesse público a gente entende que e essa observação do devido processo legal e os princípios gerais já tá valendo né que o agente público não pode se esquivar disso mas tem uma agenda constituída né de de uma comissão nacional de juristas que está elaborando um trabalho
sobre isso seja está pensando um projeto de lei específico sobre segurança pública e proteção de Dados pessoais não pode ver que a nossa descrição né da gente pesquisa aqui em 2020 está prevista na loja ficou vídeo aqui para contar um pouco isso mas está previsto sim e a uma um trabalho especial de uma comissão para fazer um balanceamento entre o uso dessas tecnologias para fins de segurança pública com os princípios ea ideia a força motriz da lei de dados pessoais tem muitos juristas que nós achamos são pessoas interessantes Participando dessa comissão por sua visão que
não é só estritamente positivista que não são pessoas afobados né pro blusa tecnologias uma das pessoas que tá nessa comissão a jaqueline abreu que eu não sei bicho se ela deu aula do tex ou se você chegar a convidá-la mas que é uma pessoa que eu já trabalhei há cinco anos atrás lá na internet lado com ela outra ong e curiosamente hoje a gente lançou esse episódio do do cras ia nosso podcast tava 15º episódio né o Episódio sobre reconhecimento facial e a gente entrevista um antropólogo que o pedro augusto francisco do studio igarapé e
a jaqueline abreu que essa jurista que faz parte dessa comissão a gente explora aqueles episódio de uma hora toda a problemática do reconhecimento facial de uma perspectiva de um sistema muito opressor pelas liberdades civis e programas também de vieses né documentado já pela literatura científica né e sobre impacto exacerbado As comunidades negras e outras minorias e como é que ela comissão de juristas vai tentar pensar uma solução para isso e lógico que eles estão no começo eles não tem nenhuma resposta mas interessante ouvir e saber que existe esse movimento e sabem também que o próprio
tex pode participar dessa discussão ou seja vocês podem e devem né montar os grupos de pesquisa entre alunos né para estudar projetos que estão em andamento inclusive dentro da Usp né vale lembrar que a usp a politécnica tem um piloto já o reconhecimento facial e de detecção de objetos rodando já pelo menos três anos que eu saiba né e que é importante vocês participaram da discussão trazer inclusive a problematização né para além do discurso da eficiência na identificação de mochilas ou armas o rostos que não é aluno que muitas a narrativa de por quê que
é importante fazer isso né mas ciência do tipo não Queremos mais fazer um controle de segurança na porta da polly how do i me olhando se as pessoas que passam a lição alunos mesmo porque tem um grande eficiência colocando um sistema automatizado de reconhecimento facial que cruzaria uma base de dados dos alunos do ime da polly e automaticamente reconheceria um estranho né parte daquela comunidade de estudantes isso geraria de algum tipo de alerta um tag uma daquele de identificação daquela Pessoa o projeto também que estão sendo implementados para chamada automatizada por reconhecimento facial que inclusive
tem gerado uma série de contestações por autoridades de proteção de dados pessoais das partes do mundo sobre isso se podem se quiser entrar um pouco nesse detalhe do tipo ah eu queria saber da nata como é que autoridades de outros países estão se posicionando sobre reconhecimento facial e ouvi dizer que Na suécia eles proibiram o uso de reconhecimento facial nas escolas é verdade a gente tem tudo isso uma piado vocês entrarem aqui no site do observatório a gente tem um boletim quinzenal a gente pública a cada 15 dias esse boletim mapeia todas as decisões importantes
de autoridades das pessoais nas atualidades e nas universidades no legislativo e no judiciário cê pode se inscrever aqui né não está no no campo de inscrição a gente tem aqui todos os Boletins explicando em inglês e português está bilíngue é as decisões mais importantes tem visto não esse ano 2020 e uma efervescência da discussão sobre reconhecimento social e várias decisões importantes inclusive de autoridade de dados tentando limitar a ampla utilização dessas tecnologias os seus países eu vou fazer um balanço um pouco do kiki de como essas são também se estrutura no brasil né e eu
tenho uma Participação também muito ativa nessa discussão porque eu tenho colaborado aí participado de iniciativas de movimentos sociais que estão contestando também o uso das tecnologias de reconhecimento facial inicialmente vai preocupação era mais do campo dos serviços públicos e do próprio segmento privado na especialmente a uso das tecnologias no metrô ou em lojas ou shoppings é que era onde tinha começado mas agora estão migrando cada vez mais para Investigações sobre esse tipo de tecnologia no campo da segurança pública é especialmente para a segurança pública em projetos que são orientados para a mente a ideia de
downforce mas nessas de persecução criminal vamos identificar os criminosos vamos prender os criminosos automaticamente estamos curso muito perigoso porque a gente sabe que o brasil enfrenta um problema brutal né de assassinatos eu não sei os dados esse Ano porque esse ano claro que a cor vídeo super ou qualquer outro tipo de torta marca já era muito alto de mortes né mas há dois anos atrás nós temos que mede a 50 mil assassinatos nas cidades por ano que é o número muito alto né e os países do mundo você não tem o número tão grande de
assassinatos assim na cidade por latrocínio tentativa de roubo que combina em morte brasil de fato é crônico esse problema população matou aquela votou majoritariamente em Candidatos que trazem algum tipo de resposta para esse problema pelo menos um livro discursiva em 2018 é mas o que a gente tem visto aqui existe muito muito lobby e muita muitas vezes a pesadas usa as tecnologias e discussões importantes acontecendo eu voltar agora no caso né e que remota realmente remoto inclusive remexe desculpa até uma hora que tem no protex acho que há 2 anos atrás né ju que foi
quando eu tinha acabado de entrar com Ação judicial pelo idec né com outro metrô de são paulo e eu fui dar uma aula do texas explicando o que que era esse caso eu lembro bem decidido que uma discussão muito interessante encher acabado de ganhar esse caso judiciário e é um caso interessante e em 2018 e acho que a discussão sobre reconhecimento facial no brasil ganha um pouco mais de força em razão dessa nossa ação é houve uma concessão ou seja o metrô de são paulo né havia feito uma Com ele tem um contrato de concessão
com a via quatro é um consórcio de empresas que explorem economicamente a linha amarela do metrô um contrato bilionário e essa empresa dia quatro teve uma ideia de construir um painel de publicidade que ficaria alocado em frente as estações de trem e esse painel teria junto com uma empresa chamada admobilize nos estados unidos de miami teria possibilidade da indicação das reações as emoções das pessoas diante de peças Publicitárias eu fiquei sabendo desse caso em março na ação de investigações do jogo do caderno citylab dos atlantic inclusive um jornalista chilena que fala sobre iniciativa da via
quatro e a gente começou a estudar e montou um grupo de trabalho entre o idec professores da faculdade de direito da usp coordenado pelo pelo rafael mafei o grupo lá de estudantes dele e a lavix né que vale a pena vocês conhecerem também lá videos.org que a rede Latino-americana de estudos de vigilância né criada pela professora fernanda bruno da federal do rio de janeiro nós montamos um grupo de trabalho entre o idec o pet da usp e ela vitz e começamos a investir gato que tava acontecendo por trás das chamadas portas interativas digitais né e
nas portas interativas digitais existe uma grande dúvida aqui foi um resultado dessa nossa reflexão sobre como que funcionava essa tecnologia e até que Ponta na ilha até porque havia muito pouca informação sobre a empresa e sobre essa iniciativa né é o metrô basicamente não tinha informados publicamente a informação é dentro da linha amarela ou no site e consigo eles tinham tirado informações do site gente já comentou esse na ação judicial e a grande dúvida era a gente sabe que a imagem era coletada e tratado imediatamente um software com um algoritmo capaz de fazer uma análise
dos micro pontos da face das Pessoas e por meio de um cruzamento de uma base de dados que tinha identificação de quatro características emocionais básicas alegria a tristeza a diferença o raiva ele fazia uma série de análises demográficas por assim dizer né sobre esse essa imagem uma vez tratada identificada as a os pontos nas de distância numérica matemática entre diferentes pontos esse rosto levaria a uma inferência de que esse rosto um rosto masculino feminino de qual idade Né estimativa de idade e com e com qual emoção né isso já era um religião é claro que
depois era analisado pela dia quatro que que significa as propagandas sobre celular às sete da manhã atingir por exemplo um público masculino de 30 anos com mais eficiência do que o público feminino ou a um uma propaganda de medicamento de dor de cabeça às sete da noite tem um impacto maior de atenção do que esse de colocar duas três à tarde para tais públicos Específicos esse é o business que eles queriam implementar e e a nossa argumentação da ação civil pública né eu fui eu cortei a criação dessa tese e da ação civil pública era
que isso constitui antes de primeiro de tudo né uma espécie de pesquisa de opinião forçada né se a pessoa saber que você estava acontecendo basicamente sistema perguntava qual é a sua reação diante de uma peça publicitária sem você saber que essa pesquisa está acontecendo Sem nenhuma transparência e incompleta violação ao código de defesa do consumidor eo código de defesa dos usuários de serviços públicos do brasil uma legislação federal que o temer tinha aprovado 2017 e a gente conseguiu na formação que deu muito trabalho hoje trabalhei por três meses ação civil pública a gente conseguiu argumentar
uma a violação sistemática né de várias legislações a gente conseguiu colocar a dúvida no judiciário de como Precisamente isso funcionava e aí a gente a gente chama de inversão do ônus da prova ou seja quando se entra com uma ação social do esporte por ser obriga que a empresa e por que você representa a coletividade né a massa de consumidores e usuários do serviço de transporte e o que é a concessionária falhou em fazer foi justamente demonstrar aqui nesse processo técnico no qual ela está tentando anonimizar os dados por meio de Tratamento secundário né por
meio de um software dentro de uma de uma sala isolada no computador onde software rodado e ela tenta descartar imediatamente as imagens coletadas no metrô a falarem demonstrasse de antemão e a falem e mostrar que se funcionava e que existia mesmo anonimização fez com que o judiciário falasse olha para tudo né a dia quatro está impedido de fazer isso é obrigatório colocar uma faixa preta então titan pô né as câmeras todas Do metrô se vocês forem para que ninguém tá saindo de casa mas vocês foram no metrô a minha amarela e virem lá uma câmera
tampada com uma fita preta fala assim pô estou ação dos a nata do pessoal do deck conseguiu tampar isso porque depois que a gente fez o que o tampar impedir havia quatro de continuar tratando esses dados é justamente por esses vários problemas jurídicos e pela incapacidade da empresa de demonstrar que ela não faria Reconhecimento facial onde que existe a possibilidade dela fazer reconhecimento facial e até o principal de empregar que se colocar em ação civil pública ideia que via 4 e vai abrir um pdf né do da nossa ação e essas são mostra em detalhes
né as várias possibilidades de tratamento desses dados de forma a identificar o rosto das pessoas e a criação de id único e os grandes elementos cruciais aqui da perspectiva técnica é justamente Esse risco né da atribuição de uma ideia único porque essas tecnologias né elas basicamente trabalham com uma má ter isso em que existe mão um inteira certo que tá treinado para identificar as emoções uma perspectiva demográfica né analisando então se sentimentos não é para você dizer essa e existem várias etapas né da detecção da face na câmera para depois a geração de um tempo
aí depois é normalizado o passado por uma a extração de elementos né de forma até Gel espacial para se dizer no qual então é feito o a parte matemática não é para se dizer na qual a diferença entre localizações e pontos e e locais do palming referenciais do rosto humano tão identificados girar ea possibilidade de inferência sobre essa pessoa aí a literatura técnica que a gente inclusive revisor e eu fiz muito análise de patentes para poder escrever essa ação civil pública mostra que muitas dessas patentes conseguem sim nesse processo Atribuir um ip único para essa
pessoa e eles teriam a possibilidade de fazer não só um single alto ou seja você cruzando com uma base de criminosa coisa do tipo você faria identificação inequívoca como também para sistemas operacionais do qual não existe uma outra base de comparação e como criminal você conseguir efetivamente constituir essa base de dados nova a identificar as pessoas atribuem de deus únicos para as características Fisionômicas delas dentro de dentro do de uma base de dados para uso privado isso efetivamente tem acontecido nos estados unidos no brasil no segmento de comércio especialmente com fornecedores de tecnologias para ladrões
de loja enfim identificadores pessoais que conseguiu identificar que a mesma pessoa voltou na loja e eventualmente ela cometer algum crime dentro da loja teria ali uma atribuição e é uma etiqueta né um referencial a ela Então e essas são foi bem sucedida no sentido de colocar uma grande discussão sobre a possibilidade técnica do reconhecimento facial e e fez com que surgisse no judiciário paulista uma discussão que está em andamento porque essa decisão ela foi julgado em caráter preliminar ou seja nós ganhamos ação em enxame de tutela de urgência na quando o juiz antecipa decisão mas
ele não decidiu todo tá esse todo vai ser decidido agora Neste ano né e a maçã importante porque ela vai tratar de diferenças é entre detecção facial e reconhecimento facial e vai tratar especialmente sobre quais são os direitos coletivos da população de saber que isso acontece direitos coletivos de transparência e também direito de oposição caso não exista o consentimento informado né em muitos argumentos a natal consentimento informado é impossível aqui a gente inclusive na ação social gente trouxe um Caso holandesa no qual existe uma modelo de negócio muito parecido utilização de um tom o centro
de amsterdã né e eu fui para amsterdam 2018 e escrevi parte dessa são lá o que é a autoridade da concessionária você precisamos reformar as pessoas como também se você quiser fazer algum tipo de desconto oferecer algum serviço pelo tratamento desse dado biométrico né da emoção das pessoas que praticamente cortando a imagem delas Você tem que ter um aplicativo confiar cold então as pessoas que toparem fazer parte disso vão topar bom aceitavam com sentir aí a gente argumentou-se nação a muita gente falar isso é um pedido impossível né eu vim de muitos críticos a nossa
são dizendo é impossível milhões de paulistanos concordarem com isso mas eu acho que independentemente da discussão específica do consentimento informado de acordo com a lei transpessoais ação é muito estratégica Muito exitosa de colocar uma grande discussão do judiciário sobre reconhecimento facial antes mesmo da entrada em vigor da lei das pessoais não se tiverem curiosidade leiam essa ação judicial ea decisão das esse é um caso bem paradigmático bom são paulo nunca deixa de nos surpreender né e a gente viu logo no ano seguinte na uma uma iniciativa em julho do metrô de são paulo lançando uma
renovação do seu sistema de vigilância com reconhecimento Facial é um anúncio de uma contratação aí na faixa de 70 milhões de reais depois eles fecharam preços que em 58 milhões de edital é logo alguns meses depois de algumas experiências do carnaval de salvador na bahia no qual aconteceram prisões pela secretaria de segurança pública utilizando um sistema de reconhecimento facial lá né a bahia e esse anúncio chamou muita atenção de uma série de ativistas e da própria comunidade produção de dados pessoais Justamente em razão a deficiência da atividade de sistema né do preço mais principalmente da
perspectiva da normalização de uma espécie de estado de vigilância dentro dos metrôs sem uma justificativa adequada sobre sobre isso né aqui o dessa matéria eu falei pela folha de para pela lá visse para folha né aí e a minha entrevista para o repórter da folha era muito no sentido de que a gente tem que superar um paradigma de Contratação pública no qual gente só olha problemas econômicos ou seja a licitação feita a partir do menor preço como se a questão de custos para a sociedade fosse simplesmente uma questão de custo econômico do valor despendido na
contratação e é fundamental e as a nossa tese deu tanto na onda enquanto nas entrevistas que eu tenho dado que a gente faça uma análise sobre custos sociais e cursos de liberdade das contratações eu acredito Que essa é um movimento muito importante a gente fazer no século 21 que é toda a contratação de tecnologia de segurança pública tem que ser avaliada pela perspectiva de direitos humanos e de custos sociais de liberdade gente tem que ter avaliação de impactos de verdade civis na implementação das tecnologias porque a gente não fizer isso a gente perde a oportunidade
de refletir criticamente sobre o significado né de um tipo de tecnologia que habilitadora Do mecanismo de operação muito poderoso e não são muito poderoso como também absolutamente perverso quando ele mira em populações específicas e vale lembrar que os projetos pilotos estão sendo executados hoje no brasil com um reconhecimento facial no metrô ea especialmente no rio de janeiro já começaram completamente errado né porque no rio de janeiro houve é uma e foi levado à delegacia depois de um falso positivo no sistema de Reconhecimento facial que identificou a pessoa que forma errada uma pessoa é negra e
sistemas existem várias pesquisas mostrando quintas odeia 7 na a base de treinamento de dados das tecnologias de reconhecimento facial tem uma performance muito mais pobre condicionalismo populações negras porque eles são treinados justamente são calibrados nos agudos que são calibrados e testados em laboratórios é fundamentalmente a partir de matrizes População branca sinalizados com características específicas e não existe inclusão racial no de irati nessa um ponto fundamental e que vai reforçar né esse esse racismo estrutural na usando aqui a terminologia do próprio silvio almeida que falou na roda roda viva ontem o racismo estrutural que é mais
perverso e produz impactos muito críticos na sua dimensão a cirurgia porque vamos fazer com que a polícia os órgãos de segurança os Profissionais de segurança do metrô leve em pessoas negras para fazer essa abordagem para delegacia essa mulher teve seu dia interrompido que foi para delegacia prestar depoimento ela não tinha nada a ver com a paçoca não tinha cometido o crime nenhum ela foi identificada erroneamente pior ainda a base de dados que foi cruzada para fazer avaliação da prisão dela estava desatualizada e a ordem de prisão eu tinha sido cumprida pelos divisão no rio De
janeiro e dali estava desatualizado então assim é uma é um tipo de reação que vai se acumulando e mostra muito problema da do uso e refletido das tecnologias no brasil e a gente viu nesse então essa matéria eu falei com eles em julho né a gente também é estava acompanhando tanto na aula videos quanto no dá pra ver se um movimento muito importante nos estados unidos sobre o banimento das tecnologias de reconhecimento facial podem pesquisar Acho que principal a ong deve desse campo é a fiat ford fischer e eles têm um trabalho monumental eles estão
aí há muito tempo desde abril do ano passado fazendo as campanhas nacionais nos estados unidos é para para o banimento das tecnologias de reconhecimento facial é um coletivo de artistas e engenheiros ativistas pesquisadores e eles tenham mapas né de uso das tecnologias estados unidos e campanhas nacionais para o banimento a Gente começou a ver o movimento muito importante lá atrás dos ativistas de pedir uma moratória e pedir a é uma regulação específica sobre reconhecimento social ao mesmo tempo você percebe que a indústria começa a se movimentar que você pode ver que uma carta aberta do
haiti haiti é um órgão que representa as empresas de tecnologia né começar a pedir que existe uma necessidade do uso responsável das tecnologias de reconhecimento facial e Que eles discordam completamente de que o banimento é a melhor saída então começa uma disputa entre empresas e ativistas sobre qual que é a melhor saída regulatória é por mim ou é regular aí você viu o movimento muito importante dessa de várias empresas mas também da microsoft é porque a microsoft começa o movimento com black man que é o se eu jurídico diretor jurídico da microsoft você pode ver
aqui ele ele começa uma campanha na nossa passado é pedindo o a Regulação das tecnologias de rede social isso lá em 2019 e tem vários documentos que mostram a campanha né você tem o texto do brad smith 2018 né falando sobre a necessidade de regular né vocês de os estados unidos tem uma legislação federal sobre reconhecimento facial para que ela possa ocorrer de forma responsável e aí o que tá acontecendo tu tá escrevendo um texto com o ricardo abramovay sobre isso é esse racha né Porque no final do ano passado você tem um movimento da
indústria né aí tia e microsoft pressionando para que exista uma regulação permissiva né e começa a mesmo tempo os movimentos para banir o reconhecimento facial aqui o texto do ricardo que é meu retorno doutorado na folha também do ano passado de dezembro mostrando que não é pequeno né o número de iniciativas de coletivos de grupos de juristas parlamentares e aí e pessoas do campo público pedindo O banimento das tecnologias de reconhecimento facial no esse mesmo mês nosso participamos né por um centro de pesquisa da usp o centro de ética tecnologia que o número de tais
assinando uma carta aberta com 110 organizações que foi endereçada para todas as autoridades das pessoas do mundo sugerindo uma moratória na de três anos o entendimento de 3 anos das tecnologias de reconhecimento facial e a percepção ainda não mudou é difícil Dizer que hoje existe um consenso majoritário pelo banimento eu acho que não é isso eu acho que existe um profundo uma colisão né e eu tenho impulsionado cada vez mais do lado tá moratória e do banimento tem falado isso publicamente a entrevistas e e articulando outras entidades para que se posicionem assim porque a gente
tem visto que é especialmente no contexto na das é muito importante está acontecendo Sobre a faltante assista no mundo e quanto que é as tecnologias implementam as coisas descabidas que não são necessárias não é melhor opção política que nós temos hoje existem outros problemas a serem resolvidos o que fundamentalmente gastar bilhões de reais com as tecnologias em metrôs ou praças públicas mas que tem uma grande chave de mudança agora que é o movimento que as próprias empresas fizeram né especialmente puxadas pela amazona pela Ibm em dizer olha de fato a nós estamos convencidos que é
preciso algum alguma maturidade maior dessa discussão no uso das tecnologias de reconhecimento facial em razão do tratamento injusto que população afro-americana tosse a e a pauta de racista e todos os protestos do george floyd que a gente está vivendo agora com vendo com muita intensidade que são cruciais na pro futuro da democracia americana e também gera que todo mundo nossa função do Brasil sobre o futuro da democracia brasileira né vale vocês conhecerem o trabalho da coalizão negra por direitos né que tem feito um trabalho fantástico e acho que cada vez mais vai se apropriar da
discussão por tecnologia é uma coalizão formada por 117 organizações do movimento negro e que tá puxando várias discussões importantes sobre as condições do racismo estrutural no brasil eu acho que esse é um componente muito importante porque fura Bolha do campo dos direitos digitais faz com que o movimento negro se apropria da pauta do uso abusivo e na e das fábricas tecnologias e coloca na discussão pública é o impacto essas comunidades tentando prever medidas que são de contenção desses danos e a gente é que apesar da força desse movimento lá fora no brasil ainda não decolou
né essa narrativa do banimento né um estudo que a gente fez agora nos últimos seis meses de trabalho junto com o instituto Igarapé aqui é um órgão do rio de janeiro não sei se vocês também falaram com eles se alguém ligar até falou mas tem pessoas muito legais que trabalham lá são também próximos da gente o pedro augusto francisco a luize delícia nessa pessoas trabalham nesse instituto o instituto que foca muito democracia e segurança pública e a gente fez um estudo com ele que vai sair hoje à tarde né o relatório coincidente mente né e
ajuda de prova eu propus essa aula acho Que em janeiro né então a gente antecipou muita coragem de te roubei porque você tem um fluxo é tão bom ver aí você fica dialogando comigo eu fico com raiva então eu te falar pode falar ele pode falar se ele tinha proposto no começo do semestre fazer esse tema e aí com a pandemia o tema tinha esfriado um pouquinho né e aí cá a aparecer de novo por causa do black lives matter pressionando as grandes empresas né é como que usar tão Comentando então foi tá sendo surpreendida
e atualidade desse tema e o igarapé eu conhecia mais nutrex não teve contato que a gente convidou para procurar essa semana que vem que vai ser de policiamento preditivo é uma pesquisadora do neve né o meu crush estudo de violência da usp e ela traz quer dizer da última vez que ela palestra sobre esse assunto então acho que eu posso esperar que ela deve comentar novamente que é O que é dito sobre é são paulo já está passando por algumas experiências de monitoramento naquela questão da vigilância solidária se não me engana que é o urso
inclusive vai ser um dos primeiros lugares a a implementar compartilhamento de câmeras de vigilância no espaço público neto como um um estudo preliminar de aplicação pela polícia militar de são paulo ela vai provavelmente trazer mas da próxima semana então complementando esse é essa Abertura que os anata a sua boca da mata abrindo aqui né e acho que uma segunda coisa que eu queria comentar também é que você trouxe o caso do rio de janeiro mas se não me engano foi salvador os primeiros casos é o primeiro lugar onde implementou reconhecimento facial para o carnaval e
também já tem como essas constatações de vários erros assim eles lançam vários dados tipo a reconhecimento facial é a a missa a pegar tantas pessoas mas eles Não é bem um pouco mais raro eles confirmaram de quantos aquelas pessoas realmente pega eles conseguiram comprovar que era aquela pessoa que tinha cometido determinado delito que que o reconhecimento facial tava apontando né isso mas enfim sol é que eu tô fazendo um apanhado por que foi diálogo comigo tantas vezes eu fiquei segurando esses comentários então só só tem fogo agora pode falar mas a isso a gente não
conhece o garapé voltando Agora mas semana que vem vai ter essa pesquisadora do núcleo de estudos da violência da legal ah e eles são bem bacanas vale a pena vocês conhecerem a gente fez um trabalho com eles é o galo atrás já tava fazendo monitoramento desde o ano passado desses usos né e eles têm dados bem interessantes né sobre essas pesquisas tu do recurso especial no brasil não é especialmente lá o início salvador depois como é que você vai colocando Outras cidades onde que tá o principal uso né então tem diferenças né de vários tipos
de detecção que não são só de face né existe um muito investimento hoje em reconhecimento de placa e cercas virtuais né para o uso de carro identificação de carros que podem ser que outras cidades de contrabando coisas do tipo investimento pesado mesmo esse muitas feiras de segurança pública na qual circulam muitas empresas muita gente tem muito dinheiro o joão paulo Vicente que ajudar nesse trabalho com a gente ele é o apresentador do do cras ia né ele também frequentou várias dessas feras a investigação sobre o lobby na como é que a grana circulam esse espaço
também né e a gente tem visto é uma coisa assim que interessante que quando você pega a descrição do três como é que é o curso para isso né pega o número de prisões são poucas né e eles fazem uma grande micareta tecnológica né você já Quando a o salvador primeiro aquela primeira pessoa que tava vestido de mulher na festa eles fizeram um press release e soltaram isso para o brasil inteiro é muita gente é republicou aquele comemorou como se fosse a grande alternativa a grande solução para o brasil né nossa que maravilha só prender
o cara cabeça de mulher da festa mas uma coisa que a importância de avaliar é existe demonstração empírica que uso das tecnologias de fato aprimora trabalho Das polícias vezes o fato de alocar 60 milhões para essas câmeras não desloca o orçamento que seria utilizado para pagamento de salários ou produtoras básicas de policiamento em outras áreas não está vindo esse dinheiro e além disso qualquer impacto disso para os cofres públicos e quem que tá ganhando de fato com a implementação das tecnologias estão a gente tem começar a investigação importante que eu e aí como é que
se chega o preço né Dessas tecnologias como é que você preci fica e como é que se dá um as movimentações entre tráfico de influência mesmo né tem governadores e secretários de segurança pública para tomar a decisão de contratação está no começo a pesquisa mas a gente vai soltar o relatório hoje que a gente faz um benchmarking também de como é que tá as iniciativas de legislação que no brasil é isso vai sair também pelo pelo dá pra ver o status podem olhar hoje à tarde Tanto nos achegar a pé quanto no da tupperware ver
se vão sair vai sair esse relatório a gente fala um pouco desse relatório aqui nesse episódio que foi publicado hoje de manhã no corte entrevista o próprio pedro augusto francisco do igarapé que é um dos elaboradores esse estudo é e um é um ponto importante de conversar também é que existe uma pressão grande né do de alguns partidos de criar uma lei federal de reconhecimento facial no Brasil para justamente legalizar esse mercado então hoje o principal projeto de lei que corre no congresso sobre reconhecimento facial não é um projeto que vai estipular por exemplo salvaguardas
democráticas ou liberdades civis fundamentais por nos estados unidos estão discutindo o polícia a2020 que é um projeto de lei criada após os protestos do george floyd que prevê por exemplo que para usar o recurso especial nos estados unidos tem que ter um Mandado judicial você não pode simplesmente utilizar livremente e no brasil o projeto do bibo nunes que esse deputado do psl no rio grande do sul aqui eu pessoalmente eu acho que o cara muito louco se um cara completamente embaralhada não fala nada com nada e que o que ele tá prevendo aqui e ele
define é aqui que seriam a vigilância massiva que ele define como uma utilização e restrita sempre limitação geográfica ou temporal dessas Tecnologias de vigilância que basicamente não se aplica a nada porque efetivamente algum tipo de recorte geográfico de tempo você vai ter nesses uso pela polícia ele fala bom tudo isso que não é a vigilância massiva na cabeça não significa nada tudo isso vai estar legalizado e vai poder ser feito a partir de um ato administrativo que é tipo uma tomada de decisão do secretário de segurança pública então dá mais poderes para secretaria de segurança
Pública é que é uma gente tem que ter que sair ansa militar no brasil né de pensar segurança pública não como uma perspectiva democrática dos cidadãos né raramente a gente fala de ter os nossos representantes de bairro ou de operadores ou pessoas próximas participando da discussão de segurança pública né gente pensa nossa questão de polícia né só que são militar né triste muito a narrativa da militarização da segurança pública que é uma herança Nossa é é um problema a falta de regulação mas se tivesse tentativas de regular com viés de criar as possibilidades para que
se passa usado e eu tenho feito algumas investigações é por conta própria vou colocar aqui no no twitter eu levantei os dados e coloquei publicamente do twitter sobre a contratação de uma cidade específica que a maringá no paraná que por sinal a minha cidade natal né e interessante porque foi essa Mariana jogou um pele aqui no chat perguntando se é o que você tá se referindo a um link o último vamos ver é tudo igor nunes é isso 4.229 perfeito é esse mesmo tá bom a beleza pode olhar que esse pele a gente faz uma
análise em profundidade dele no relatório de pesquisa e aí vocês podem ver uma coisa interessante aqui ó maringá por exemplo é abriu uma um termo de parceria no qual três empresas já já Foram beneficiadas na intelbras alcanetwork buzz tecnologia eles vão fazer um piloto de reconhecimento facial na cidade né nas praças públicas os espaços públicos e a hora que interessante quando você vai olhar no detalhe a contratação pública tá então vamos lá no edital eles falam que o objeto do edital é melhoria dos aspectos relacionados à segurança tecnologia e qualidade de vida então hoje tal
não fala que as tecnologias serão de Reconhecimento facial tão primeiro ponto por mate com esse é muito amplo engana o cidadão segundo ponto crítico né a prefeitura fala que vai ter um comitê de acompanhamento que vale os dias mas nós tipo lá quem que vai participar com a possibilidade das de ativistas professores participarem e a parte mais absurda diz que o detalhamento do plano inclusive com como é que vai funcionar o piloto quais são os riscos vai ser publicado na internet Seis meses depois de encerrado o piloto se pergunta como é que as pessoas vão
participar vão discutir os riscos depois né é completamente absurdo é terceiro ponto e eles falam que a empresa que fazer parte do sistema de credenciamento de termos de parceria vai se responsabilizar por manter os equipamentos disponibiliza um canal direto e vai manter em sigilo e confidencialidade com a família de dados Pessoais e aí eu vou encerrar esse ponto é esse é um erro tremendo além das pessoais não é uma lista de sigilo tá a rede das pessoas na lei sobre privacidade como se fosse assim o sigilo das informações a não divulgação das informações das pessoas
não é sobre isso pessoal a gente tá processo sobre liberdade sobre transparência sobre autonomia é sobre saber as razões obter informado sobre conter práticas abusivas e sobre exige avaliação de impacto Publicamente discutida é para isso que serve essa lei então a gente tem visto também uma utilização da rede dados pessoais esses próprios editais na própria narrativa pública completamente distorcida tá e a gente precisa corrigir isso imediatamente é porque eles estão passando pano né então ganhar essa função pública sem tá certo a gente tá complicado porque das pessoais os dados estão bem guardados sigilosos e isso
é uma Distorção completa das funções e das razões da própria tente dados pessoais enfim está muito muito efervescente eu acho que a agenda para o próximo semestre é a gente implementar esses diálogos e faço aqui meu pedido porque vocês o teste do tex participe nessa discussão faça uma pesquisa sobre os pilotos na usp participam da comissão nacional de juristas mandando recomendações de vocês enfim se organizem e produzem os estudos técnicos Porque a gente tem que ter mais produção de conhecimento e mais ativismo nessa área e aí se ele perguntar eu encerro por aqui é a
minha apresentação e aí é como se a ju ju e a vou deixar só aberto para quem quiser perguntar alguma coisa aí agora e sinta-se à vontade pessoas e aí oi bebê A pergunta vocês estão pesquisando isso no nível técnico a gente não consegue ter esse nível de é a d e aí a gente não consegue fazer esse tipo de coisa um pouco porque a gente contatos pelo menos eu não saberia que aqui professor orientaria mas alguém alguém do do grupo também trabalha com isso com esse mercado que só mercado muito grande também brasil né
de autenticação identificaçao né muita Contratação quais são as pessoas por causa da rede da openord então é eu conheço mas dentro do tex ache que não tem ninguém que faça isso agora é nem do pessoal que está se formando e fazendo o tcc é um tema de tcc também então é isso que a gente tá um pouco atrás né isso e não mas eu fico aqui meu convite até professor josé coelho e outros professores que é a gente vai ter esse projeto não sobre segurança pública começou agora esse mês a gente tem um Financiamento para
trabalhar por um e-mail com ele não está muito interessado em diferenciar no nível técnico as tecnologias fazer um estudo sobre patentes fazer um estudo sobre a estruturação técnica né antes de entrar na composição econômica de quem oferece quais são as especificações quais são os ganhos que quer montar uma infografia no ano que vem no qual a gente vai ter esse mapa das tecnologias de vigilância como explicação fácil sobre como é que ela Funciona quais são os principais empresas do setor quais são as conexões as empresas com os políticos e onde que está sendo utilizado entendeu
esse é nosso objetivo para o ano que vem então se vocês tiverem interesse em colaborar nisso se tem alguma forma aí fica meu o meu convite para para vocês beleza eu vou formalizar ele dentro do sexo e aí a gente entre em contato e a mariana começou aqui o que trabalha Com direito digital e o grupo um escritório se algumas discussões sobre reconhecimento facial é legal mariana ramos é um assunto bem bem importante oi e o trabalho da comissão também vai ser importante para que enfim vai ter uma legislação específica né e a interessante também
para te informar jogado do rodrigo maia né de tentar conter um pouco é e a utilização irrestrita na como disse Para vocês a lei de dados pessoais tem esse ponto falho no artigo quarto né ela vai lá e faz dizer aqui não se aplica a legislação esses direitos novos que eu expliquei não seria aplicado esse perfil de segurança fiz exclusivos segurança pública e deveria existir uma outra legislação específica então está na uma grande queda de braço para poder fazer com que exista uma lei espécie de lei de garantias fundamentais em segurança pública ou algo do
tipo que pudesse dar Os parâmetros de contratação é e aí a gente tem que começar a pensar também como é que a gente obriga o setor público a explicar as razões da contratação avaliação de impactos que ele tem que fazer junto com as empresas privadas e uma amplíssima documentação técnica das tecnologias pensando também dos seus efeitos discriminatórios e aí eu acho que de novo conheci no meu ponto a gente vai ver uma mudança muito significativa dos cursos público eu Acredito se a cor e por direitos e os movimentos anti-racistas entrarem nessa discussão porque daí a
gente vai ter um discurso da linha de frente né sobre sobre discriminação não só feito por especialistas brancos que trabalham com direitos digitais mas fundamentalmente por esses ativistas das comunidades negras da inglês que entendo como uma isso acontecer vai ser um fenômeno muito importante para proteção pública no Brasil esse ano e aí e eu tenho uma prova uma provocação talvez quando a ibm primeiro né depois da amazons se pronunciaram em relação a suspensão das pesquisas sai uma uma artéria da natura ontem falando que 1.400 matemáticos não lembro se nos estados unidos ou na inglaterra mas
enfim se posicionar eu coloquei no grupo do tex público ritmo pedindo 10 uma carta pedindo solidariedade aos demais Pesquisadores para não se não fazerem parte dessas pesquisas de reconhecimento facial por fora dessas decisões que as empresas já estavam tomando de não se envolverem por conta do da admissão que são tecnologias de falhas que o que depende de mais estudos decorações coisas assim né é master muito uma discussão que me apareceu assim que é se isso não seria uma derrota para ciência porque a gente estaria de certa forma proibindo a essência de se desenvolver Tipo com
a gente proíbe uma linha de pesquisa né se a gente vai vir aqui essa bolsa não eu acho que não eu acho que sim é eu tenho são muito grande com ricardo grando que você também tu estuda muito história da ciência né ah mas isso me lembra muito uma 2017 fui para valência na espanha para o encontro de direitos digitais lá em valença chamado internet fica mais fácil e valência eles têm um museu da ciência chamado museu do dna e parte da pesquisa Sobre dna que deslanchou na década de 80 na verdade dependeu de inovações
científicas que os espanhóis alguns pescadores espanhóis fizeram na década de 50 no campo da biologia e nesse museu tem uma peça muito interessante que ama uma carta aberta olá como estás um pacto feito pelos cientistas de dna em 87 assim que eles tinham feito as grandes descobertas científicas sobre uma necessidade de uma reflexão moral sobre qual que era o Impacto daquela descoberta científica para a natureza humana de forma refletida sem que fosse permitido levar imediatamente as descobertas científicas por um campo privado para se ganhar dinheiro com isso e foi uma moratória de três anos que
foi liderada pelos principais cientistas de dna da época né até que houvesse consensos internacionais do campo científico inclusive sobre os parâmetros éticos utilização das desse tipo de descoberta Científica acho que ser um paralelo muito interessante porque esse é um dilema aparecido seja são descobertas da ciência da computação e das tecnologias de informação que permitem fazer muitas coisas novas com as quais não se tinha possibilidade de fazer inicialmente né e que tem hoje uma discussão sobre como é que se quais são os limites da própria os modelos de negócio e baseados nas tecnologias e um pacto
de não utilização até para se Evitar um dano moral moral hazard ou seja uma corrida para o fundo do poço que por exemplo a crível que você conhece a empresa mas vocês não conhecem se teriam muito conhecer e ver o vídeo do johnny oliver sobre ela os seus as matérias que saíram no new york times do ano passado é uma empresa que colocou a discussão sobre é o limite ético de atuação dessas empresas como a descoberta científica muito claramente porque eu queria viu Rompeu todos os parâmetros éticos a fazer um web scraping massivo né de
fotos do flickr do instagram no facebook todas as redes que nós usamos construindo uma base que é super em termos de números não é muito superior competidor se falam de mais de 3 bilhões de faces humanas identificadas e começar a prestar serviços de forma muito obscura sem nenhum tipo de transparência cinema publicação de relatórios em nada de transparência dos dois lados tanto Das polícias quantos atender viu vendendo as tecnologias para órgãos de polícia no mundo inteiro especialmente nos estados unidos o que foi tem sido um grande blacklight moral né a história daquele viu muito importante
porque tem também funcionado epitomiza um pouco essa narrativa do tipo olha e por mais que está muito pesquisador sério ir a possibilidade de uso responsável das tecnologias tem muita Coisa errada acontecendo muita coisa errada né e muita coisa errada acontecendo eu te falo como prato descontrolada então é um as ideia a ideia de uma moratória é um pacto para arrumar a casa né como se ela tivesse absolutamente desorganizada né e fora do controle né então é preciso desacelerar né para poder ter uma ideia de precaução adequada a ponto de não impedir o próprio florescimento da
nossa autonomia humana e futuro né então escola está Muito condições que a gente tem feito também com filosofia da ciência né com hans jonas e outros filósofos hannah arendt da filósofos também pensaram a tecnologia por esse passo a perspectiva ou seja a perspectiva de uma reflexão do quanto que aplicar a ciência importa de uma perspectiva das possibilidades de futuro para a humanidade de uma certa essência da humanidade no sentido de que nós queremos ser nas gerações futuras né é Uma responsabilidade intergeracional na cidade aplicação então eu não acho que é a simplesmente um impedimento da
ciência parceiras tem uma discussão de moral muito importante é de fundo e sobre nós estamos fazendo contato com as tecnologias e acho que tu ir viu joga muito luz nesse debate do reconhecimento social é um grande caso para gente olhar bom obrigada a professora colocou um monte de links aqui no chat monte não foram dois vou Colocar o que eu tivesse casa dos matemáticos também só para puxar a sardinha da do curso para fabiane confesso e aí joão oliveira hilário né eu gosto muito dessa raça eu gosto muito dessa ideia de tradução que ele faz
land você pega um assunto ele tem que pedir pesquisa muito boa né de redatores ele traz muitas referências e e coloca numa linguagem mim bastante provocativo assim nesse sentido e a gente pensar um pouco Disso também né gente tem tanta informação que às vezes nos falta a capacidade de parar organizar e explicar isso numa linguagem clara para as pessoas porque o bonde vai passando e a impressão que eu tenho que população total conhecimento e por isso que eu acho importante às vezes uma ação judicial como a gente fez o ideia aqui em 2018 né que
enxame de litígio estratégico dígitro até acho que serve para chamar atenção da população por Meio da ação judicial de entrar com ação não só para ganhar mas entrar com ação fundamentalmente para mudar os cursos públicos que as pessoas vão ver na tv no rádio vou ficar sabendo e massageia um burburinho né esse burburinho acho que é um ponto importante para nossa será pública como está isso jogo é triste também o tempo de você demais e não tá perfeito dá certinho o horário da aula que falta um minuto para acabar Se você é sempre bem-vindo inclusive
obrigada por ter ainda mais uma vez aproveitando eu tô sabendo que você vai fazer uma outra live hoje não abre não é que fica isso eu fico com o vídeo pessoal eu vou colocar o link também hoje novo no quando seu relatório que você manda para ele estava lotado de pessoas subindo mudam tá bom as referências o pessoal diz eu acho que você vê eu encaminho os boletins dá pra ver se quando eu vejo também lá no Telegram do tex legal prazer viu prazer para o senhor josé cuidado além de posar com ele eu acho
que dá um ano passado ano passado na aula de marco civil direitos digitais né sim tava lá verdade é há mensagens tá bom acho que é isso vou fechar aula então porque a gente deu nosso horário mais uma vez obrigada sanata obrigada pessoal que veio fazer é isso aí valeu gente abraço E aí